domingo, 2 de fevereiro de 2014

Uma família missionária na Ilha Formosa conta as maravilhas da missão


Eduardo Garcia e Clara Esteban são um jovem casal de Madrid, que dia da Sagrada Família, na Praça de Colombo, em Madrid deu o seu testemunho a milhares de pessoas. Eles são apenas uma, em centenas de famílias que deixaram tudo para trás e foram anunciar Jesus Cristo. Perante um simples, mas clarificador testemunho, contaram em que consiste a sua missão.

Eduardo e Clara iniciaram a sua história de amor em Paris, numa peregrinação das JMJ com o então Papa João Paulo II. Passados 6 anos, casaram (em 2006). Já tinham tido a sua filha mais velha na altura em que sentiram a chamada para se converter numa família em missão do Caminho Neocatecumenal. Agora têm já mais dois filhos: Inês e Paulo, estando um quarto a caminho. Dois mais pequenos morreram e "estão agora no céu". Há quarto anos chegaram a uma aldeia aborígene da Ilha Formosa (em inglês conhecida por Taiwan), onde foram enviados como uma família missionária que tem vindo a "transmitir o evangelho e a fé", tal como contava Eduardo acompanhado pela esposa naquele cenário.

O amor de Deus nas suas vidas

Em missão na ilha Formosa, pertencem à comunidade Neocatecumenal da Paróquia de Santiago e São João Batista de Madrid. "Desde pequenos que os nossos pais nos transmitem a fé rezando connosco e mostrando-nos o amor de Deus nas suas vidas", explica Eduardo.

Quanto ao momento em que sentiram o chamamento de Deus para deixar a casa, o trabalho, amizades, colocando-se nas Mãos de Deus para ir evangelizar, Eduardo foi claro: "Nós não somos demasiado aventureiros, somos simplesmente Cristãos, tentando dar de graça aquilo que pela Graça recebemos: a bênção de nos sentirmos amados por Deus a pesar dos nossos pecados."

Mostrar que se pode mudar de vida

"Depois de quatro anos de evangelização numa aldeia aborígene da Ilha Formosa, houve muitas famílias e jovens aborígenes que se foram aproximando da nossa casa. Vimos muitos problemas de abusos, problemas graves com o álcool e outras carências. A nossa grande missão durante este tempo tem sido a de viver como uma família Cristã e mostrar aos locais que não são obrigados a continuar a viver da maneira que têm vivido."

Além disso, acrescenta que "ali em Taiwan é muito raro ver famílias a passear juntas. As crianças andam normalmente sozinhas e os pais abusam muito do álcool. Vimos famílias destruídas que, depois de tudo o que fizeram, ao escutar que Deus os ama nos receberam com muito carinho. E, pouco a pouco, sem que nada lhes fosse imposto, foram deixando o álcool, mudando a sua forma de viver e assim reconstruíram as suas famílias."

O papel dos filhos

"Vimos pessoas que tiveram a oportunidade de conhecer Jesus Cristo o que levou a uma mudança radical na sua vida. Alguns foram incompreendidos dentro das suas famílias. Muitos chegavam a queimar ídolos Taoistas que tinham em casa, pois sabiam que Deus era o único Deus.", afirmava.

Clara acrescenta ainda: "os nossos filhos vão descobrindo dia-a-dia que Deus nos cuida e protege. Vem ao nosso encontro e ajuda-nos a perdoar e a por as nossas vidas nas suas mãos. Este ano pela Páscoa, passamos alguns domingos na rua e nas praças para convidar gente a visitar a nossa paróquia. Um dia chovia bastante e pensávamos ficar em casa, quando a nossa filha mais velha nos perguntou 'mas se nós ficarmos em casa, quem é que lhes vai dizer que Deus os ama?'."

Clara conclui explicando que, depois de quatro anos na Ilha Formosa, a Igreja decidiu enviá-los a outro país asiático para evangelizar: "Nesse país, a Igreja está perseguida e os cristãos sofrem detenções e torturas. As celebrações são feitas em casa e em voz baixa." in Religion en Libertad


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