domingo, 9 de março de 2014

Breve biografia de S. Domingos Sávio

S. Domingos Sávio nasceu em 1842, na pequena povoação de Murialdo. Desde pequeno mostrou uma força espiritual enorme. As suas virtudes cristãs desenvolveram-se exponencialmente nos últimos anos de vida, quando viveu no Oratório de S. João Bosco. Foi para o Céu no dia 9 de Março de 1857, com 14 anos.

Em família
A família Sávio era pobre, mas a formação cristã era muito rica. Sempre que o pai chegava a casa depois de um dia de trabalho, a sua alegria era saber que todos os dias, ao entrar, recebia Domingos nos braços que dizia sempre: “Querido paizinho, como estais cansado (…) Vós trabalhais para mim e eu não sirvo senão para vos dar desgostos; mas hei-de pedir ao Senhor que me dê muita saúde e que me faça bom.” Óbvio que o pai nunca soube a que “desgostos” é que o filho se referia.

Na escola e na paróquia
Domingos começou a frequentar a escola com 6 anos e foi o melhor aluno dos únicos dois anos de escolaridade que havia para fazer. O professor viu que Domingos era tão especial que em vez de o mandar para os campos, aconselhou-o a repetir os dois anos para aprender ainda mais matéria.

O senhor prior, que era também o professor, achou que Domingos estava preparado para fazer a 1ª Comunhão aos 7 anos, em vez de aos 14, como era habitual. Foi nesta altura que Domingos escreveu as suas promessas para a vida, comprometendo-se a confessar-se frequentemente e a receber a Comunhão sempre que possível. Vale a pena perceber a importância da sua última promessa: “Antes morrer do que pecar”.

Em Turim com D. Bosco
Domingos conheceu D. Bosco com 12 anos e ambos ficaram fascinados um pelo outro. Deixou, então, a família e foi viver para Turim, para uma casa cheia de outros rapazes que S. João Bosco acolhia e formava. Durante esse tempo, S. João Bosco e Domingos ganharam um carinho enorme um pelo outro.

Meses depois, num dia definido para festejar a construção do seu Oratório, S. João Bosco disse aos rapazes para escreverem num papel aquilo que mais queriam, que ele tentaria ajudar. Muitos jovens escreveram coisas impossíveis, mas S. Domingos Sávio limitou-se a escrever 5 palavrinhas: “Ajude-me a ser santo”.

Nos dias de muito calor, alguns jovens fugiam do Oratório para irem a um rio refrescarem-se. S. João Bosco ordenava-lhes que não fossem pois eram águas perigosas e porque nesses momentos os rapazes tinham conversas desinteressantes que os afastavam de Deus. Depois de muito o convidarem, Domingos virou-se para eles e, no fim de uma discussão, pediu-lhes que não fossem nem que fosse por D. Bosco. Eles perguntaram-lhe que outra hipótese teriam com aquele calor todo, a não ser ir. S. Domingos Sávio limitou-se a responder-lhes: “Se não podeis suportar o calor do Verão, como fareis para suportar o ardor do inferno que ides merecer?”.

Durante estes anos, Domingos fundou um clube secreto cujos membros se comprometiam a ajudar, discretamente, aqueles rapazes que mais precisavam e a fazer apostolado sempre que podiam. Chamava-se a Companhia da Imaculada.

No Céu
Depois de morrer de uma doença que o enfraqueceu muito durante os últimos anos de vida, Domingos apareceu ao seu pai e a S. João Bosco, enviando-lhes mensagens do Céu.

S. João Bosco disse que se fosse Papa, não “teria dificuldade nenhuma em declarar santo” Domingos Sávio. Todos os Papas, desde Pio X a Pio XII mostraram uma admiração enorme por este jovem e conheciam todos muito bem a sua biografia. No entanto, foi apenas o último que o beatificou e canonizou. É o santo mais novo de sempre, até agora.

Duas citações
"Quero fazer uma guerra sem tréguas ao pecado mortal."

"Sinto uma viva necessidade de me fazer santo e, se não me fizer santo, não faço nada."

Nuno CB

[este texto foi publicado na Partilha, revista das Equipas de Jovens de Nossa Senhora, em Março de 2010] 


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