sábado, 10 de maio de 2014

Princípio e Fundamento dos Exercícios Espirituais


O homem foi criado para louvar, prestar reverência e servir a Deus nosso Senhor e, mediante isto, salvar a sua alma;

E as outras coisas sobre a face da terra foram criadas para o homem, para que o ajudem a conseguir o fim para o qual foi criado.


Donde se segue que o homem tanto há-de usar delas quanto o ajudam para o seu fim, e tanto deve deixar-se delas, quanto disso o impedem;


Por isso, é necessário fazer-nos indiferentes a todas as coisas criadas, em tudo o que é concedido à liberdade do nosso livre arbítrio, e não lhe está proibido; de tal maneira que, da nossa parte, não queiramos mais saúde que doença, riqueza que pobreza, honra que desonra, vida longa que vida curta, e consequentemente em tudo o mais; mas somente desejemos e escolhamos o que mais nos conduz para o fim para que somos criados.

Homo creatus est, ut laudet Deum Dominum nostrum, ei reverentiam axhibeat eique serviat, et per haec salvet animam suam;

Et reliqua super faciem terrae creata sunt propter hominem, et ut eum juvent in prosecutione finis, ob quem creatus est.


Unde sequitur homini tantum utendum illis esse, quantum ipsum juvent ad finem suum, et tantum debere eum experdire se ab illis, quantum ipsum ad eum impediunt;

Quapropter necesse est facere nos indifferentes erga res creatas omnes, quantum permissum est libertati nostri liberi arbitrii et non est ei prohibitum adeo ut non velimus ex parte nostra magis sanitatem quam infirmitatem, divitias quam paupertatem, honorem quam ignominiam, vitam longam quam brevem, et consequenter in ceteris omnibus, unice desiderando et eligendo ea, quae magis nobis conducant ad finem, ob quem creati sumus.

in Exercícios Espirituais de Sto. Inácio de Loyola, 23

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