segunda-feira, 27 de outubro de 2014

As verdades de fé e a maioria - S. Josemaria Escrivá

Permitam-me que insista repetidamente: as verdades de fé e de moral não se determinam por maioria de votos, porque compõem o depósito – depositum fidei – entregue por Cristo a todos os fiéis e confiado, na sua exposição e ensino autorizado, ao Magistério da Igreja.

Seria um erro pensar que, pelo facto de os homens já terem talvez adquirido mais consciência dos laços de solidariedade que mutuamente os unem, se deva modificar a constituição da Igreja, para a pôr de acordo com os tempos. Os tempos não são dos homens, quer sejam ou não eclesiásticos; os tempos são de Deus, que é o Senhor da história. E a Igreja só poderá proporcionar a salvação às almas, se permanecer fiel a Cristo na sua constituição, nos seus dogmas, na sua moral. 

in Amar a Igreja, 30–31


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7 comentários:

Anónimo disse...

Dando como adquirido que o que no texto se diz é verdade, não posso deixar de perguntar: Se reconhecemos à Igreja a autoridade que em S. Pedro foi investida por Cristo, caso do Sínodo da Família tivesse efectivamente resultado a permissão de comunhão a "re-casados" e homossexuais "praticantes" (da homossexualidade, entenda-se), qual seria a sua posição?

Ou seja, se devemos obediência à Igreja, que remédio teríamos nós, católicos, que não reconhecer como correctas essas normas?

João Silveira disse...

O Sinodo nao é um orgao deliberativo, mas tao so consultivo.

E mesmo que fosse deliberativo nao lhe cabe desdizer a doutrina catolica. Os bispos devem guardar o deposito da Fé, nao inventar um novo.

Anónimo disse...

Caro João, a doutrina não é imutável, pelo contrário. Caso assim não fosse, ainda hoje estaríamos acorrentados ao Antigo Testamento.

João Silveira disse...

Meu Caro,

O Novo Testamento não se percebe sem o Antigo. Jesus não caiu do Céu.

A doutrina católica é imutável, graças a Deus. Caso contrário qualquer dia em vez da Trindade tinhamos a santissima equipa de futebol.

Anónimo disse...

Caro João,

A sua afirmação está assente numa verdade (o Novo Testamento, de facto, não se percebe sem o Antigo), mas logo a seguir passa a uma contradição. Jesus veio para mostrar a mutabilidade da lei de Deus. A lei do Antigo Testamento não é a mesma do Novo Testamento. Jesus veio precisamente para mudar o paradigma. O João, homem letrado e culto, não discordará de mim, estou certo.

João Silveira disse...

Caro,

A Lei não foi mudada, mas sim completada, levada à plenitude, etc...

Basta ver que continuamos com os 10 mandamentos, não inventámos uns novos.

Muda o que deve ser mudado, não muda o que não pode ser mudado.

Francisco disse...

Caro João,

A sua cabeça deve ser mudada.

As suas palavras estão sempre carregadas de oposição!

O que lhe aconteceu para discordar de tenta coisa?

Sinais dos Tempos... Não lhe diz nada?

Um Cristão não teme!

De que tem medo?