quinta-feira, 13 de novembro de 2014

Padre Pio tinha o dom de saber os pecados das pessoas

Este Santo italiano tinha o dom de ler nas consciências, descobrindo aos penitentes os próprios pecados. Um desses casos passou-se com o Sr. Frederico Abresch: 


«Quando, em Novembro de 1928, fui procurar pela primeira vez o Padre Pio, não tinha Fé. Descendente de uma família protestante, violentamente anti-católica, fiz-me católico por razões de conveniência. As verdades da Fé deixavam-me indiferente; mas apaixonava-me pelas ciências ocultas. Iniciei-me no espiritismo, mas pareceram-me pouco concludentes as mensagens do além. Lancei-me então na magia, depois na teosofia e passei o meu tempo lendo livros sobre este assuntos. Para agradar à minha mulher, de tempos a tempos, aproximava-me dos sacramentos, mas sem convicção.

Um belo dia, ouvi falar do Padre Pio, um frade capuchinho, estigmatizado, que, segundo me contaram, realizava milagres. Movido pela curiosidade, pensando também na minha mulher, gravemente doente, em vésperas de fazer uma operação que a privaria para sempre da felicidade de poder ser mãe, decidi tentar a sorte. Dirigi-me a San Giovanni Rotondo. Nem vale a pena revelar a minha desconfiança, tratando-se de factos acontecidos na Igreja Católica, que, segundo a minha opinião, era um amontoado de superstições.

Deixou-me frio o primeiro contacto com o Padre Pio. Dirigiu-me algumas palavras, que me pareceram muito secas! Esperava um acolhimento mais afectuoso, depois de tão longa viagem. No entanto, decidi confessar-me. Mal me ajoelhei, o Padre disse-me imediatamente que nas minhas confissões precedentes eu tinha ocultado pecados graves. Perguntou-me se eu ali estava de boa fé. Respondi considerar a confissão uma boa instituição social, mas não acreditar no carácter sobrenatural do sacramento. Contudo, alguma coisa me levou a acrescentar: - Agora, Padre, acredito.

O Padre Pio calou-se um instante, depois, com uma expressão de dor indizível, exclamou: "Isso é heresia. Todas as suas confissões têm sido sacrílegas. É necessário fazer uma confissão geral. Faça um bom exame de consciência, lembrando-se de quando se confessou bem pela última vez. Jesus tem sido mais misericordioso consigo do que com Judas." Olhou-me com ar sereno e disse-me em voz alta: "Sejam louvados Jesus e Maria!" E foi para a igreja confessar as mulheres.

Fiquei sozinho na sacristia, profundamente impressionado. Não me saíam dos ouvidos as palavras do Padre: “Lembre-se de quando se confessou bem pela última vez...” É certo que, ao fazer-me católico fui baptizado “sob condição” e o baptismo tinha apagado todos os pecados da minha vida passada. Por ocasião do casamento fiz uma boa confissão. Mas, agora, para minha tranquilidade, decidi dizer todos os pecados, desde a minha infância. Tinha a cabeça em água, quando o Padre Pio reentrou na sacristia. Disse-me logo: "Vamos lá. Quando é que se confessou bem pela última vez?"

Comecei a balbuciar algumas palavras, mas ele interrompeu-me: "Confessou-se bem no regresso da sua viagem de lua-de-mel. Deixemos o resto e comecemos a partir desse momento." Eu estava pasmado. Mas o Padre Pio não me deixou tempo para eu reflectir. Em voz alta, sob a forma de perguntas precisas, começou a enumerar todos os meus pecados acumulados há tantos anos. Chegou a dizer-me o número exacto das Missas a que tinha faltado.

Depois de me recordar todos os pecados mortais, fez-me ver a gravidade dessas faltas e disse com um tom inesquecível: "Você cantava louvores a satanás, enquanto Jesus, no seu amor infinitamente carinhoso, se esforçava por salvá-lo." Depois de ter recebido a absolvição, senti-me tão feliz e tão leve que até parecia ter asas. Ao voltar à povoação, com os outros peregrinos, comportei-me como uma criança doida de alegria.

Humanamente falando, não há explicação para o que me aconteceu. O Padre Pio via-me pela primeira vez. Durante a confissão lembrou-me certos factos por mim totalmente esquecidos. Estava ao corrente dos mais pequenos pormenores e punha-os em relevo.»

A esposa doente do Sr. Frederico Abresch pediu a oração do Padre Pio e não precisou de fazer a operação urgente: foi curada! E tiveram o tão desejado filho que viria mais tarde a tornar-se Sacerdote. Nesta fotografia podemos ver o filho a dar a Sagrada Comunhão ao seu Pai.




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