quarta-feira, 7 de janeiro de 2015

O Islão é uma religião de paz?

O Islão é uma religião pacífica? Não vamos perguntar aos jornalistas nem aos professores de Estudos Islâmicos. Vamos olhar para o que o Corão diz. 
Antes disso, aqui ficam três considerações:
  1. Maomé foi um líder militar. Tinha mais de general do que de guru. Provas históricas (islâmicas e seculares) falam das batalhas e ataques de Maomé. Aqui está um verso do Corão que fala disso: Corão (8:68) - "Não é dado a profeta algum fazer cativos, antes de lhes haver subjugado inteiramente a região."
  2. Pelos critérios de Maomé, os líderes do Islão não são imãs, pastores nem padres. Eles são líderes militares. Aqui está um verso do Corão em relação a este assunto: Corão (47:37) - "Não fraquejeis (ó fiéis), pedindo a paz, quando sois superiores; sabei que Deus está convosco e jamais defraudará as vossas acções."
  3. Porque é que as Cruzadas começaram no Médio Oriente depois do Islão ter invadido e atacado os povoados cristãos desde o século VIII até ao XI? Será que o Islão introduziu alguma novidade na esfera política ásio-europeia que fez com que as coisas deixassem de funcionar?
(Os textos foram retirados deste site)
O Corão manda matar

O primeiro exemplo explica o que deve acontecer aos que fazem guerra contra Alá. Devem ser:
  • crucificados
  • assassinados
  • as suas mãos devem ser amputadas
  • os seus pés devem ser cortados
  • feitos prisioneiros
Corão (5:33) – “O castigo, para aqueles que lutam contra Deus e contra o Seu Mensageiro e semeiam a corrupção na terra, é que sejam mortos, ou crucificados, ou lhes seja decepada a mão e o pé opostos, ou banidos. Tal será, para eles, um aviltamento nesse mundo e, no outro, sofrerão um severo castigo.”
Aqui está um verso onde Maomé critica os "pacíficos" que se recusam a lutar:
Corão (4:95) – Os fiéis, que, sem razão fundada, permanecem em suas casas, jamais se equiparam àqueles que sacrificam os seus bens e suas vidas pela causa de Deus; Ele concede maior dignidade àqueles que sacrificam os seus bens e suas vidas do que aos que permanecem (em suas casas). Embora Deus prometa a todos (os fiéis) o bem, sempre confere aos combatentes uma recompensa superior à dos que permanecem (em suas casas).
Corão (2:191-193) – “Matai-os onde quer se os encontreis e expulsai-os de onde vos expulsaram, porque a perseguição é mais grave do que o homicídio. Não os combatais nas cercanias da Mesquita Sagrada, a menos que vos ataquem. Mas, se ali vos combaterem, matai-os. Tal será o castigo dos incrédulos. Porém, se desistirem, sabei que Deus é Indulgente, Misericordíssimo. E combatei-os até terminar a perseguição e prevalecer a religião de Deus. Porém, se desistirem, não haverá mais hostilidades, senão contra os iníquos.
Corão (2:216) – “Está-vos prescrita a luta (pela causa de Deus), embora o repudieis. É possível que repudieis algo que seja um bem para vós e, quiçá, gosteis de algo que vos seja prejudicial; todavia, Deus sabe todo o bem que fizerdes, Deus dele tomará consciência.”  Este verso não só estabelece que a violência pode ser virtuosa, mas também contradiz o mito que o combate deve ser apenas desejado como auto-defesa, pois a audiência não estava sempre sob ataque. Sabe-se que este verso foi narrado quando Maomé tentava motivar o seu povo para atacar caravanas de mercadores de modo a ficar com as mercadorias.
Corão (4:74) – “Que combatam pela causa de Deus aqueles dispostos a sacrificar a vida terrena pela futura, porque a quem combater pela causa de Deus, quer sucumba, quer vença, concederemos magnífica recompensa.
Corão (4:76) – “Os fiéis combatem pela causa de Deus; os incrédulos, ao contrário, combatem pela do sedutor. Combatei, pois, os aliados de Satanás, porque a angústia de Satanás é débil.
Corão (4:89) – “Anseiam (os hipócritas) que renegueis, como renegaram eles, para que sejais todos iguais. Não tomeis a nenhum deles por confidente, até que tenham migrado pela causa de Deus. Porém, se se rebelarem, capturai-os então, matai-os, onde quer que os acheis, e não tomeis a nenhum deles por confidente nem por socorredor.
Corão (8:39) – “Combatei-os até terminar a intriga, e prevalecer totalmente a religião de Deus. Porém, se se retratarem, saibam que Deus bem vê tudo o quanto fazem.
Corão (8:57) – “Se os dominardes na guerra, dispersai-os, juntamente com aqueles que os seguem, para que meditem.
Estas são as palavras do Corão. Se alguém quiser entender uma religião tem que ir aos textos originais. Estes mostram a verdade das coisas. Agora cada um tire as suas próprias conclusões.
Taylor Marshall


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21 comentários:

Anónimo disse...

será o cristianismo uma religião de paz? e porque nao olhar para o que a biblia diz? ou isso já é pedir demais joao silveira?

Helder disse...

Caro anónimo! Primeiro, tem algum medo de represália do cristianismo para se identificar?
Desafio-o então a expor o que quer que tenha lido na Bíblia... se é que alguma vez a leu, ou estará a falar de cor?

Tiago Godinho disse...

"Aquele atentado não tem nada que ver com o Islão. A mensagem do Islão não é o que meia dúzia de pessoas fazem, denegrindo ainda mais a imagem do Islão."
(Sheik Munir, Imã da Mesquita de Lisboa in http://www.dnoticias.pt/actualidade/pais/491280-ima-da-mesquita-de-lisboa-condena-acto-barbaro)


É que se o conteúdo dos textos sagrados (na sua origem) servisse para qualificar a religião respectiva, nós, católicos, estávamos em sarilhos:

"Samuel disse a Saul: «O Se­nhor enviou-me para que te ungisse rei do seu povo de Israel. Ouve, pois, as palavras do Senhor. Isto diz o Se­nhor do universo: ‘Vou pedir contas a Amalec do que ele fez a Israel, opondo-se-lhe no caminho, quando subia do Egipto. Vai, pois, agora, ferir Amalec. Votarás ao extermínio tudo o que lhe pertence, sem nada poupar. Matarás tudo, homens e mu­lheres, crianças e meninos de peito, bois e ovelhas, camelos e asnos.’»"
(1 Sm 15, 1-3, in Capuchinhos.org)

João Silveira disse...

Tiago, isso seriam os judeus, nao?

Para um católico as Escrituras leem-se à luz da cruz.

E mesmo que assim nao fosse temos uma autoridade que nos explica os textos.

Nenhum catolico corre o risco de ler esse texto e desatar a matar todos os que nao sao judeus.

Tiago Godinho disse...

"Nenhum" é uma generalização perigosa. De qualquer forma, há outras linhas religiosas que têm por base as mesmas escrituras que nós e que não as lêem como nós. Se há cristãos que vão buscar ao Génesis a verdade científica da fundação do universo, será que as escrituras estão erradas? Será que o Corão tende para a desarmonia e por isso o Islão não é, de facto, uma religião de paz?

Realmente têm sido cometidas atrocidades em nome de Allá. Serve-me de consolo pensar que vivemos paredes meias, aqui em Lisboa(!!), com uma comunidade muçulmana que tem sido a existência de paz que diz ser (e que este post pretende desmontar). É a mesma comunidade que se choca e escandaliza com o que aconteceu ontem. Pergunto-me: eles não lêem cá os mesmos textos sagrados que os muçulmanos franceses?

E cuidemos da palavra "matar". Porque se a conclusão que eu tirar deste post for que o Islão não é uma religião de paz e como consequência começar a desconfiar e repudiar os muçulmanos, talvez mate assim os ideais de fraternidade, paz e compreensão que as nossas autoridades nos pedem. E como - apesar de escrito por judeus - o "não matarás" ainda continua a valer à luz da ressurreição, cuidemos de cumprir o que os nossos textos nos pedem e com isso fazer do cristianismo uma religião de paz.

João Silveira disse...

Tiago, há linhas religiosas, dessas que falas, a cometer muitos erros e o primeiro deles é achar que o cristianismo é a religião do livro. Nunca foi nem nunca será. As Escrituras sempre foram acompanhadas pela Tradição e interpretadas pelo Magistério.

Isto não acontece no Islão. Quando alguém lê as palavras do “Profeta” a apelar à guerra total pode levá-las à prática hoje em dia, da pior maneira, que ninguém tem autoridade para dizer que está errado.

Olhas para os muçulmanos que conheces, que vivem em Portugal e concluis que o Islão é uma religião pacífica? Ou concluis que os muçulmanos que vivem em Portugal aceitam cumprir a lei portuguesa e não consideram que é o seu dever matar o resto da população?

Com que autoridade dizes que estes são verdadeiros muçulmanos e os “extremistas” não? Porque são mais parecidos contigo? Porque aceitam viver na Europa que foi construída com os valores cristãos? Então mais são cristãos, pela forma como se comportam, do que muçulmanos, não?

Resta saber se quando forem a maioria tudo continuará a ser assim tão tranquilo. Olho para os países de maioria muçulmana e não fico assim tão certo disso. Parece-me extremamente perigoso não querer aprender com o que a História nos ensina.

João Silveira disse...

«Os actos de violência que os muçulmanos têm cometido na Europa e nos Estados Unidos, são geralmente atribuídos a uma minoria "fundamentalista", mas na verdade todo o Islão se fundamenta em princípios de intolerância e beligerância, especialmente contra o mundo Cristão ocidental.»

Vale a pena ler "Guerra Justa, Guerra Santa – Ensaio sobre as Cruzadas, a Jihad islâmica e a tolerância moderna" do Professor Roberto di Mattei

Anónimo disse...

Caro João Silveira, não cometa o erro que referiu, que é considerar uma religião pelo seu livro. Não seja desonesto, o Islão é uma religião de paz.

E se quiser, podemos vasculhar o Levítico, entre outros, para encontrarmos as tantas parecenças que existem entre as bases do cristianismo e o Islão.

João Silveira disse...

Mais um anónimo a bater na mesma tecla:

- Pá, já te disse que o Islão é uma religião de paz!
- Porquê?
- Porque sim!

Anónimo disse...

Mais, Francisco disse que o Islão é uma religião de paz. O João vai contradizer o santo Padre?

Anónimo disse...

Quer ter um debate sério onde expomos a mensagem de paz no Corão? E à luz da história? Estou pronto para tal.

João Silveira disse...

Caro Anónimo,

O que quer que o Santo Padre diga? Se já assim tantos cristãos são mortos...

Bem me lembro quando o Papa Bento, em Ratisbona, ousou falar um bocadinho mais sobre o Islão, com um pequeno conto, a violência que isso gerou.

Debate com um Anónimo? Não, obrigado.

Anónimo disse...

Não tema o anonimato. Não se refugie no facto de eu ser anónimo. Prometo-lhe um debate interessante e enriquecedor para ambos, assim como para a plateia internáutica. Já que permite o anonimato no seu site, tenha a bondade de discutirmos fraternalmente a verdadeira essência destas duas religiões irmãs, o cristianismo e o islão. Não lhe fica bem recusar este debate, nem tampouco acusar os seus irmãos islãos de praticarem uma religião inimiga da paz.

Anónimo disse...

P.S - talvez seja por haver reacções como a sua (e mais extremistas), que me obrigo a um anonimato.

João Silveira disse...

Caro Anónimo,

O anonimato é permitido neste blog mas isso não quer dizer que eu responda a todos os anónimos. Se reparar raramente o faço.

Nunca se consegue distinguir um anónimo do outro e ando com pouco tempo para "cowboiadas".

Mas nada o impede de partilhar connosco os seus muitos conhecimentos sobre a matéria.

Anónimo disse...

"Charlie Hebdo" blasfemava contra todas as religiões. Se o autor do atentado fosse cristão, algum órgão de mídia, algum governante, algum formador de opinião diria uma só palavra atenuando o crime?

Os muçulmanos podem reagir a balas e bombas contra a blasfêmia ou o que tal lhes parece, e sempre aparecerá quem lhes dê pelo menos um fundo de razão. Os cristãos não têm sequer o direito de reagir verbalmente sem ser acusados de "crime de ódio". ESSA É A SITUAÇÃO REAL, não adianta disfarçar.

Os cristãos levaram SETE SÉCULOS para reagir à agressão muçulmana com a Primeira Cruzada e QUATRO para responder oficialmente à difamação mundial da Inquisição com o congresso de historiadores promovido pelo Papa João Paulo II. Sem dúvida eles são um modelo de violência e intolerância.

Os muçulmanos foram os campeões absolutos do tráfico de escravos muito antes e muito depois da chegada dos europeus à África, e hoje são os campeões do ataque ao Ocidente pelos "horrores da escravidão".

Se alguém disser que os muçulmanos no Ocidente devem ter OS MESMOS direitos que concedem aos cristãos nos seus países, será acusado de racismo, islamofobia e crime de ódio e muito provavelmente condenado e preso. ESSA É A SITUAÇAO REAL, NÃO ADIANTA DISFARÇAR.

A mim me parece óbvio que a compra de consciências em petrodólares para favorecer o Islam, nas altas esferas do Ocidente, foi a mãe de todos os Petrolões.

A invasão islâmica não começou com a imigração. Começou cinqüenta anos antes, com a penetração das tariqas nas altas esferas intelectuais, políticas e financeiras do Ocidente. Quando o primeiro iraquiano arranjou um empreguinho em Londres, a batalha já estava ganha.

As elites se deixaram dominar pelo Islam porque já estavam descristianizadas desde um ou dois séculos antes. O liberalismo é INDEFESO contra o Islam.

Ao mesmo tempo que as tariqas dominavam a elite Ocidental, os soviéticos criavam o terrorismo islâmico, que depois escapou do seu controle. Os fronts são muitos e variados, mas a guerra contra o Ocidente e a guerra contra o cristianismo são uma só e mesma coisa.

Fonte: https://www.facebook.com/carvalho.olavo/photos/a.275188992633182.1073741828.275181425967272/430623290423084/?type=1&relevant_count=1

Tomás Arantes e Oliveira Maia disse...

É. O extremos ou os extremismos é que não são habitualmente "de paz".

Três desafios olhando para a nossa História - para a História da Igreja:

1) Respeitar o livre desenvolvimentos dos povos e das religiões.
2) Ganhar/ter a legitimidade para criticar algo que durante muitos anos foi parte e História do nosso caminho enquanto Igreja.
3) O mais difícil e desafiante:
Como católico, sabendo as atrocidades cometidas em nome da Igreja que não foram assim há tantas anos, como posso criar pontes com estes extremismos? Como é que posso formar esta gente e explicar que o caminho tem de passar pelo diálogo e pela paz.

Começa muito provavelmente com uma humildade extrema e pedindo perdão pelas atrocidades do passado - todos carregamos a cruz; ela não ficou ancorada nos cristãos do passado.

João Silveira disse...

Uma excelente entrevista ao Pe. Samir Khalil Samir SJ, um perito no Islão:

http://www.religionenlibertad.com/el-estado-en-occidente-tiene-que-controlar-las-mezquitas-como-hacen-39839.htm

João Silveira disse...

Tomás, fiquei sem perceber: Os pecados que os cristãos fizeram há mil anos são mais graves do que os teus e os meus? O problema da Igreja actual são os pecados deles ou os nossos?

Por um momento pareceu-me que estavas a chorar pelos pecados dos santos que vieram antes porque nós somos impecáveis.

João Silveira disse...

Mais um óptimo artigo do Pe. James V. Schall, SJ:

http://www.catholicworldreport.com/Item/3617/what_is_islam_revisited.aspx

Tomás Arantes e Oliveira Maia disse...

São graves. Sei lá se são mais graves que os teus ou os meus. Nem me cabe a mim avaliar/julgar(!) noções de culpabilidade, imputabilidade ou consciência à luz de cada época da História. Isso só Deus saberá.

O problema, rectius, um dos problemas da Igreja actual é o pecado em geral. Não interessa se cometidos por nós ou por outros. Sendo certo para mim que numa primeira fase - se é que se pode falar nestes termos - deve haver uma maior preocupação com os nossos pecados do que com os dos outros. Principalmente aqueles praticados por, e entre irmãos da mesma Igreja Primeiramente deveríamos trabalhar os nossos pecados para depois com maior legitimidade (e já melhores) tentar chegar aos outros. Quem tem acompanhado as intervenções do Papa Francisco não tem qualquer dúvida que o chegar e o trabalhar nas fronteiras é desafio constante e subjacente nas/às suas intervenções. Somos todos chamados a isso.

Pareceu-te? Então lê melhor.
Tentar ser "humilde" e saber pedir "perdão" não tem nada a ver com chorar. (embora chorar muitas vezes possa fazer bem e se por motivo válido não tem qualquer problema).

Mas não entremos em pieguices.
Não falei em santos.

E sim estou longe de ser "impecáv(el)". Mas dos santos retiro inspiração para o meu caminho e de Jesus a força para tentar ser melhor.

Ao contrário de tantos outros que acham que nunca caiem, que permanecem fechados em si próprios e que tantas vezes não conseguem ter a luz para compreender os diferentes carismas dentro da mesma Igreja; eu caio muitas vezes, é certo. Agora por exemplo, sou capaz de ter caído um pouco.