sexta-feira, 31 de julho de 2015

Santo Inácio de Loyola e as perseguições

Foi com Santo Inácio que fiz uma das mais importantes descobertas que mudou radicalmente a minha vida, e que sintetizo desta forma: “A doutrina da Igreja não é um pesado jugo que temos de carregar sobre os nossos ombros: é um dos dons mais preciosos que Jesus nos deixou para acertarmos caminho”.

Estou profundamente grato a Santo Inácio por esta descoberta que me abriu o caminho da verdadeira felicidade (o caminho da conversão e da santidade). Naturalmente, neste caminho, que segundo as palavras de Jesus, não é uma “estrada larga” mas uma “estrada estreita”, não nos devemos surpreender se aparecem dificuldades e mesmo perseguições, tal como o próprio Cristo previu.

Sobre isto escrevia São Cláudio La Colombière, SJ, meditando na sua própria experiência de vida: “É estranho a quantidade de inimigos que temos que combater desde o momento que tomamos a resolução de nos tornarmos santos. Parece que tudo se desencadeia: o Demónio com as suas astúcias, o mundo com os seus atractivos, a natureza com sua resistência que se opõe aos nossos bons desejos; os louvores dos bons, a crítica dos maus, as pressões dos tíbios”...

Mas, na verdade, se queremos seguir Jesus não há outro caminho. Como disse Jesus: “O servo não é maior do que o seu senhor. Se me perseguiram a mim, também vos hão-de perseguir a vós” (Jo 15, 20). Resta-nos seguir Jesus, imitá-lo e confiar: “Para imitar e parecer-me mais actualmente com Cristo nosso Senhor, eu quero e escolho antes pobreza com Cristo pobre que riqueza; desprezos com Cristo cheio deles que honras; e desejo mais ser tido por insensato e louco por Cristo que primeiro foi tido por tal, que por sábio ou prudente neste mundo” (Santo Inácio de Loyola, Exercícios Espirituais 167).

Como não há nada de mais belo neste mundo do que ser discípulo de Jesus e "acertar o caminho", eu sou o homem mais feliz e agradecido do mundo! Obrigado Santo Inácio. Guia-me sempre no caminho da vontade de Deus.

Tomai, Senhor, e recebei toda a minha liberdade, a minha memória, o meu entendimento e toda a minha vontade, tudo o que tenho e possuo; Vós mo destes; a Vós, Senhor, o restituo. Tudo é vosso, disponde de tudo, à vossa inteira vontade. Dai-me o vosso amor e graça, que esta me basta.

(Santo Inácio de Loyola, Exercícios Espirituais 234)

Pe. Fernando António, SJ


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