sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Santa Ágata, padroeira das doenças mamárias

Santa Ágata é uma das mais gloriosas heroínas da Igreja primitiva, cuja intercessão é invocada no Cânone da Santa Missa.

Natural da Sicília, pertenceu a uma das famílias mais nobres do país. De pouca idade ainda, Ágata consagrou-se à Deus, pelo voto da castidade.

O governador Quintiano, tendo tido notícia da formosura e grande riqueza de Ágata e acusada do crime de pertencer à religião cristã, mandou-lhe a ordem de prisão.

Ágata, vendo-se nas mãos dos perseguidores, exclamou:

“Jesus Cristo, Senhor de todas as coisas, vós vedes o meu coração e lhe conheceis o desejo. Tomai posse de mim e de tudo que me pertence. Sois o Pastor, meu Deus; sou vossa ovelha. Fazei que seja digna de vencer o demónio.”

Levada à presença do governador, este achando-a de extraordinária beleza, ficou tomado de violenta paixão pela nobre cristã, à qual se atreveu importunar com propostas indecorosas.

Ágata, indignada, rejeitou-lhe as impertinências desavergonhadas e declarou preferir morrer a macular o nome de cristã.

Quintiano aparentemente desistiu do plano diabólico, mas para conseguir os seus maldosos fins, mandou entregar a donzela a Afrodisia, mulher de péssima fama, na esperança de, na convivência com esta pessoa, Ágata se tornasse mais acessível. Enganou-se. Afrodisia nada conseguiu e depois de um trabalho inútil de trinta dias, pediu a Quintino que tirasse Ágata de sua casa.


Começou então o martírio da nobre siciliana. Disse-lhe o governador em pleno tribunal: “Não te envergonhas de rebaixar-te à escravidão do cristianismo, quando pertences a nobre família?”

Ágata respondeu-lhe: “A servidão de Cristo é liberdade e está acima de todas as riquezas dos reis.”

A resposta a esta declaração foram bofetadas, tão barbaramente aplicadas, que causaram lhe causaram uma forte hemorragia no nariz.

Depois desta e de outras brutalidades a santa mártir foi metida no cárcere, com graves ameaças de ser sujeita a torturas maiores, se não resolvesse a abandonar a religião de Jesus Cristo.


O dia seguinte trouxe a realização dessas iniquidades. O tirano ordenou que a donzela fosse esticada sobre a catasta, os membros lhe foram desconjuntados e o corpo todo queimado com chapas de cobre em brasa, e os peitos atormentados com torqueses de ferro e depois cortados.

Referindo-se a esta última brutalidade, Ágata disse ao juiz: “Não te envergonhas de mutilar numa mulher, o que a tua mãe te deu para te aleitar?”


Após esta tortura crudelíssima, Ágata foi levada novamente ao cárcere, entregue às suas dores, sem que lhe fosse administrado o mínimo tratamento.

Deus, porém, que confunde os planos dos homens, veio em auxílio da sua pobre serva. Durante a noite lhe apareceu um venerável ancião, que se dizia mandado por Jesus Cristo, para trazer-lhe alívio e curá-la. O ancião, que era o Apóstolo São Pedro, elogiou-lhe a firmeza e animou-a a continuar impávida no caminho da vitória.

A visão desapareceu e Ágata, com muita admiração, viu-se completamente restabelecida. Cheia de gratidão, entoou cânticos, louvando a misericórdia e bondade de Deus. Os guardas, ouvindo-a cantar, abriram a porta do cárcere e vendo a mártir completamente curada, fugiram cheios de pavor.

As companheiras de prisão de Ágata aconselharam-na que fugisse. Ela, porém, disse: “Deus me livre de abandonar a arena antes de ter segura em minha mão a palma da vitória.”


Passados quatro dias, foi novamente apresentada ao juiz. Este não pode deixar de se mostrar admirado, vendo-a completamente restabelecida.

Ágata disse-lhe: “Vê e reconhece a omnipotência de Deus, a Quem adoro. Foi Ele que me curou as feridas e me restituiu os seios. Como podes, pois exigir de mim que O abandone? Não poderá haver tortura, por mais cruel que seja, que me faça separar do meu Deus.”
O juiz não mais se conteve. Deu ordem para que Ágata fosse arrastada sobre vidros e brasas. Nesse momento a cidade foi abalada por um forte tremor de terra. Uma parede, bem perto de Quintiano, desabou e sepultou dois amigos seus.

O povo, diante disto, não mais se conteve e em altas vozes exigiu a libertação da Mártir, dizendo: “Eis o castigo que veio, por causa do martírio da nobre donzela. Larga a tua inocente vítima, juiz perverso e sem coração!”

Ágata voltou ao cárcere e lá chegada, de pé e de braços abertos, orou a Deus nestes termos: “Senhor, que desde a infância me protegestes, extinguistes em mim o amor ao mundo e me destes a graça de sofrer o martírio, ouvi as preces da vossa serva fiel e aceitai a minha alma.”

Santa Ágata acreditava que a morte seria um feliz final para a sua torturas. Os carrascos tinham o cuidado para não a deixar morrer e carregaram-na de volta a cela, enquanto ela orava pela liberdade. Naquele exacto momento um terremoto sacudiu a prisão e ela então veio a falecer. Deus ouviu a voz de sua filha e recebeu-a em sua glória no ano 252.


O milagre do Vulcão

Passado um ano da morte da Santa, a cidade de Catania assistiu apavorada a uma erupção do vulcão Etna.

O povo, em total aflição, quando viu as ondas da lava ameaçar a cidade, correu ao túmulo da Santa, tomou o véu que cobria o seu rosto e estendeu-o contra a torrente de fogo. Imediatamente a cidade ficou a salvo do perigo da lava e o milagre tornou-se bastante conhecido

Adaptado de santossanctorum.blogspot.it


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