domingo, 1 de maio de 2016

Como uma menina de 13 anos deu a vida pela mãe

Existe um notável exemplo em Laura Vicuña del Carmen, nascida em 1891 no Chile.

Azocar, uma freira que tomava conta de Laura, recorda: “Lembro-me que quando lhe expliquei o Sacramento do Matrimónio pela primeira vez, a Laura desfaleceu, provavelmente porque percebeu pelas minhas palavras que a sua mãe vivia em pecado mortal enquanto permanecesse com aquele cavalheiro. Durante aquele tempo em Junín, só uma família vivia de acordo com a vontade de Deus”. Assim, Laura intensificou as suas orações e penitências pela mãe. Recebeu a primeira comunhão a 2 de Junho de 1901 com grande fervor e escreveu os seguintes propósitos: 

“1. Quero amar-Vos e servir-Vos com toda a minha vida, ó meu Jesus; para isso, ofereço-Vos a minha alma, o meu coração e todo o meu ser. – 2. Prefiro morrer a ofender-Vos em pecado; quero distanciar-me de tudo o que me separa de Vós. – 3. Prometo fazer o melhor que conseguir, mesmo que tenha de fazer grandes sacrifícios, para que sejais mais conhecido e amado, e para reparar as ofensas feitas contra Vós diariamente pelos homens que não Vos amam, especialmente por aquelas [ofensas] que recebeis dos que me são mais próximos – Oh, meu Deus, concedei-me uma vida de amor, de mortificação e de sacrifício!”.

Mas a sua maior alegria foi perturbada por ver a sua mãe, presente na cerimónia, a não receber a comunhão. Em 1902, a Laura ofereceu a vida pela mãe, que estava a viver com um homem numa união irregular na Argentina. Multiplicou as orações e os sacrifícios pela verdadeira conversão da mãe. Algumas horas antes de morrer, chamou a mãe para ao pé da sua cama e disse: “Mãe, vou morrer. Pedi a Jesus por isso e as minhas orações foram atendidas. Quase dois anos antes, ofereci a minha vida pela graça da sua conversão. Mãe, não terei a felicidade de a ver arrepender-se antes de eu morrer?”.

A mãe, chocada e arrasada, fez a promessa: “Amanhã de manhã vou à igreja e vou confessar-me”. A Laura chamou a atenção do padre que a atendia e disse: “Senhor Padre, a minha mãe acabou de me prometer que ia abandonar esse homem; seja testemunha da sua promessa!”.

Então acrescentou, feliz: “Agora posso morrer alegre!”. Com estas palavras, expirou no dia 22 de janeiro de 1904, em Junín de Los Andes (Argentina), aos 13 anos, nos braços da sua mãe, que re-descobrira a Fé e que pôs fim à união irregular em que vivia.

O admirável exemplo de vida de uma jovem, agora conhecida como Beata Laura Vicuña, é uma demonstração da seriedade com a qual um verdadeiro católico trata o sexto Mandamento de Deus e a sacralidade e indissolubilidade do Matrimónio.

D. Athanasius Schneider in Comentário à Exortação Amoris Lætitia.


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