quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Napoleão contra Nossa Senhora: 0 a 1!

Bonaparte tentou 'derrubar' Nossa Senhora da festa do 15 de Agosto, dia do seu aniversário, mas Maria “derrubou os poderosos dos tronos”
A minha avó costumava dizer-me: "o orgulho cega!". Lembrei-me desta frase ao pensar hoje em Napoleão Bonaparte. Este homem sempre teve Nossa Senhora como uma pessoa incómoda. A razão? O dia de seu nascimento.

Napoleão nasceu em Ajaccio no dia 15 de Agosto de 1769; no mesmo dia em que Maria entrou no Céu. Poucas pessoas sabem que este general, quando se tornou adulto, sempre que celebrava um aniversário tinha um ataque de raiva ao ter que compartilhar a sua festa com Nossa Senhora. Poderia ter ficado feliz, mas ficava zangado; a minha avó realmente tinha razão ao dizer que o orgulho cega.

A irritação aumentou quando soube que, no dia da Assunção, celebrava-se o “voto de Luís XIII”: este rei da França, emitiu, no dia 15 de Agosto de 1637, um decreto solene com o qual colocava a nação sob a protecção explícita de Maria. Também isso poderia tê-lo tranquilizado um pouco. Mas não! A França tinha que contar só com ele, génio e invencível imperador!

Depois, quando chegou a conhecer a passagem evangélica que a Igreja lia em todas as igrejas francesas, naquele dia 15 de Agosto, a sua irritação transformou-se em um surto insuportável. "Derrubou os poderosos de seus tronos e exaltou os humildes; aos famintos encheu de bens e aos ricos despediu de mãos vazias". Em cada aniversário de Napoleão Nossa Senhora arruinava a sua festa, lembrando-lhe que “Deus dispersa os soberbos nos pensamentos dos seus corações”!

Napoleão teve então uma ideia realmente brilhante: com um decreto oficial do 19 de Fevereiro de 1806 aboliu a festa da Assunção e substituiu-a pela festa de São Napoleão! A minha avó tinha razão: "O orgulho cega!” O Papa Pio VII protestou, declarando que é “inadmissível que o poder civil substitua o culto à Nossa Senhora Assumpta ao Céu pelo culto de um santo inexistente, com uma interferência intolerável do poder temporal no espiritual". Mas Napoleão não ouviu ninguém!

Como acabou Napoleão? Todos sabemos. As palavras proféticas, que Maria tinha pronunciado no seu maravilhoso Magnificat, realizaram-se pontualmente também para ele! “O trono de Napoleão foi derrubado" precisamente por causa do seu orgulho, e Maria, após a abdicação do imperador, em Março de 1814, retomou o seu lugar na solenidade da Assunção, também em França, para indicar o caminho da verdadeira grandeza.

Maria Corvo in intemirifugio.it


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