domingo, 11 de dezembro de 2016

Papa Pio XII e a obstinação de Nossa Senhora


Estou obcecado pelas confidências da Virgem à pequena Lúcia de Fátima. Essa obstinação de Nossa Senhora diante do perigo que ameaça a Igreja é um aviso divino contra o suicídio que representaria a alteração da fé, em sua liturgia, sua teologia e sua alma. (...)

Ouço em redor de mim os inovadores que querem desmantelar a Capela Sagrada, destruir a chama universal da Igreja, rejeitar seus ornamentos, fazê-la ter remorso de seu passado histórico. Pois bem, (...) estou convicto de que a Igreja de Pedro deve assumir o seu passado ou então ela cavará sua sepultura. (...) 

Dia virá em que o mundo civilizado renegará seu Deus, em que a Igreja duvidará como Pedro duvidou. Ela será tentada a crer que o homem se tornou Deus, que seu Filho é apenas um símbolo, uma filosofia como tantas outras, e nas igrejas os cristãos procurarão em vão a lâmpada vermelha em que Deus os espera. Como Maria Madalena, chorando perante o túmulo vazio, perguntarão: "Para onde O levaram?"

Cardeal Eugenio Pacelli, futuro Papa Pio XII, em declaração do ano de 1936. Monsenhor Georges Roche e Philippe St. Germain. ''Pie XII Devant l'Histoire''. Edit. Laffont, Paris, 1972, pp., 52–53


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1 comentário:

Anónimo disse...

A igreja já assumiu parte do seu passado. Porque não ter remorso ou mesmo vergonha de algumas atrocidades cometidas? O Papa Bento XVI já pediu perdão por algumas. Se a igreja não deve andar ao sabor das necessidades dos tempos, também não deve fixar-se em convenções que não assistam generosamente o homem. Uma Igreja que não ame em actos, perecerá. Sabemos que a Igreja foi, é e será perseguida… Cristo é que é perseguido e infelizmente também o é pela e na própria Igreja, não se vê a corrupção no Vaticano e no mundo entre o clero? Que mais é isso senão perseguição a Cristo na pessoa dos inocentes, das crianças, dos deficientes etc? Sabemos que um dia os cristãos procurarão em vão…