terça-feira, 25 de abril de 2017

Palavras de Jesus sobre o casamento em São Marcos

1 Saindo dali, foi para a região da Judeia, para além do Jordão. As multidões agruparam-se outra vez à volta dele, e outra vez as ensinava, como era seu costume.
2 Aproximaram-se uns fariseus e perguntaram-lhe, para o experimentar, se era lícito ao marido divorciar-se da mulher.
3 Ele respondeu-lhes: «Que vos ordenou Moisés?»
4 Disseram: «Moisés mandou escrever um documento de repúdio e divorciar-se dela.»
5 Jesus retorquiu: «Devido à dureza do vosso coração é que ele vos deixou esse preceito.
6 Mas, desde o princípio da criação, Deus fê-los homem e mulher.

7 Por isso, o homem deixará seu pai e sua mãe para se unir à sua mulher,
8 e serão os dois um só. Portanto, já não são dois, mas um só. 
9 Pois bem, o que Deus uniu não o separe o homem.»
10 De regresso a casa, de novo os discípulos o interrogaram acerca disto.
11 Jesus disse: «Quem se divorciar da sua mulher e casar com outra, comete adultério contra a primeira.

12 E se a mulher se divorciar do seu marido e casar com outro, comete adultério
1 Et inde exsurgens venit in fines Iudaeae ultra Iorda nem; et conveniunt iterum turbae ad eum, et, sicut consueverat, iterum docebat illos.

2 Et accedentes pharisaei interrogabant eum, si licet viro uxorem dimittere, tentantes eum.

3 At ille respondens dixit eis: “ Quid vobis praecepit Moyses? ”.
4 Qui dixerunt: “ Moyses permisit libellum repudii scribere et dimittere ”.
5 Iesus autem ait eis: “ Ad duritiam cordis vestri scripsit vobis praeceptum istud.
6 Ab initio autem creaturae masculum et feminam fecit eos.

7 Propter hoc relinquet homo patrem suum et matrem et adhaerebit ad uxorern suam,
8 et erunt duo in carne una; itaque iam non sunt duo sed una caro.
9 Quod ergo Deus coniunxit, homo non separet ”.

10 Et domo iterum discipuli de hoc interrogabant eum.
11 Et dicit illis: “Quicumque dimiserit uxorem suam et aliam duxerit, adulterium committit in eam;

12 et si ipsa dimiserit virum suum et alii nupserit, moechatur”.

Evangelho segundo S. Marcos 10, 1-12

Tradução Portuguesa: Difusora Bíblica
Latim: Nova Vulgata


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1 comentário:

francisco disse...

É sempre bom recordar as palavras de Nosso Senhor.
Permita-me acrescentar as seguintes palavras do Papa São João Paulo II:

Santa Missa para as famílias, Homilia do Papa São João Paulo II, Braga, 15 de Maio de 1982 :
7. Cada um dos homens: portando também aquele ou aquela que se encontra a braços com um casamento que fracassou. Deus não deixa de amar os que se separam, nem mesmo os que iniciaram uma nova união irregular. Ele continua a acompanhar tais pessoas com a imutável fidelidade do seu amor, chamando continuamente a atenção para a santidade da norma violada e, ao mesmo tempo, convidando a não abandonarem a esperança.

Reflectindo, de algum modo, o amor de Deus, também a Igreja não exclui da sua preocupação pastoral os cônjuges separados e novamente casados; pelo contrário, põe à sua disposição os meios de salvação. Embora mantendo a prática, fundada na Sagrada Escritura, de não admitir tais pessoas à comunhão eucarística, dado que a sua condição de vida se opõe objectivamente ao que a Eucaristia significa e opera, a Igreja exorta-os a ouvir a Palavra de Deus, a frequentar o sacrifício da Missa, a perseverar na oração e nas obras de caridade, a educar os filhos na fé cristã, a cultivar o espírito e as obras de penitência, a fim de implorarem dessa forma a graça de Deus e se disporem para a receber.

A Igreja tem consciência de ser no mundo, com este ensino, “sinal de contradição”. As palavras proféticas, que Simeão pronunciou sobre o Menino, aplicam-se a Cristo na sua vida, e também à Igreja na sua história. Muitas vezes Cristo, o seu Evangelho e a Igreja, tornam-se “sinal de contradição” perante aquilo que no homem não é “de Deus”, mas do mundo ou até do “príncipe das trevas”.

Mesmo chamando o mal pelo nome e opondo-se-lhe decididamente Cristo vem sempre ao encontro da fraqueza humana. Procura a ovelha tresmalhada. Cura as feridas das almas. Consola o homem com a sua cruz. No Evangelho não faz exigências a que o homem não possa satisfazer com a graça de Deus e com a própria vontade. Pelo contrário, as suas exigências têm como finalidade o bem do homem: a sua verdadeira dignidade.

http://w2.vatican.va/content/john-paul-ii/pt/homilies/1982/documents/hf_jp-ii_hom_19820515_famiglie-braga.html