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domingo, 8 de outubro de 2017

Mais de 1 milhão de pessoas rezaram o Rosário nas fronteiras da Polónia

O povo da Polónia juntou-se no dia 7 de Outubro, dia de Nossa Senhora do Rosário, para uma demonstração impressionante de Fé. Ao longo da fronteira do País (cerca de 3500 quilómetros) encontraram-se mais de 1 milhão de pessoas que juntas rezaram o Rosário. Esta iniciativa, 'Rosário nas fronteiras', teve como fim pedir à Santíssima Virgem que "abra os corações dos nossos compatriotas à graça de Deus". A organização relembrou ainda o aniversário da Batalha de Lepanto, na qual a Liga Santa derrotou o Império Otomano, impedindo a invasão muçulmana da Europa.



































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domingo, 9 de julho de 2017

Sacerdote da Fraternidade de São Pedro visita e dá a bênção à sobrinha da Irmã Lúcia

O Pe. Gregory Pendergraft, FSSP, visitou a sobrinha da Irmã Lúcia, Maria de Jesus, em Fátima. Na imagem pode ver-se o sacerdote a dar bênção à sobrinha da Pastorinha de Fátima. Maria de Jesus, com 97 anos, passa grande parte do dia a rezar o Terço num alpendre em frente à casa onde viveu a Irmã Lúcia.


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quinta-feira, 1 de junho de 2017

A Excelência do Rosário - Pe. Duarte Sousa Lara

Ontem, em Lisboa, na paróquia de Nossa Senhora da Encarnação no Chiado, o Padre Duarte Sousa Lara deu uma conferência sobre "A Excelência do Rosário", inserida num curso sobre o Rosário.

O Padre Duarte Sousa Lara é exorcista da diocese de Lamego desde 2008, tendo sido antes discípulo do Pe. Gabriel Amorth, conhecido exorcista da diocese de Roma que morreu há poucos meses, licenciado em teologia pela Pontifícia Universidade da Santa Cruz em Roma, e fã de desportos radicais. É o exorcista português mais conhecido e uma autoridade na matéria.
O blogue Senza marcou presença e apresenta aqui um resumo da conferência do Pe. Duarte:

O Padre Duarte começou por explicar a importância da virtude da perseverança na nossa vida e como o Rosário é também uma oração de perseverança. Depois prosseguiu contando como surgiu o Rosário, com S. Domingos de Gusmão, contando como as pregações do Santo não pareciam dar frutos, por melhor preparadas que fossem. Ora, certo dia Nossa Senhora aparece a S. Domingos, entrega-lhe o Rosário juntamente com 15 promessas para aqueles que o rezarem e diz a Domingos: "vai e prega o rosário". A partir de então, assim fez o santo e os frutos começaram a aparecer duma maneira impressionante. Diz então o Padre Duarte que "o segredo para o apostolado é obedecer ao céu", fazer a vontade divina.

De seguida o Pe. Duarte referiu outros momentos importantes na história nos quais o Rosário foi protagonista. O primeiro exemplo foi a batalha de Muret, na qual pouco mais de mil cruzados liderados por Simão de Monfort derrotaram o exército albigense que apenas nesse dia (12-IX-1213) perdeu entre 10 e 15 mil homens. Depois falou na batalha de Lepanto, em que o Império Otomano (islâmico), contando com 230 navios, foi derrotado por uma armada cristã menor, que apenas perdeu 12 navios contra os 190 navios turcos capturados/destruídos, libertando assim 12 mil cristãos captivos. A armada cristã fora reunida pelo Papa S. Pio V que era dominicano. E sabendo da perniciosidade da sua posição militar, o Papa ordenou que todos os mosteiros e conventos romanos intensificassem a recitação do Rosário pela batalha que aí viria. Estando em Roma no momento em que a batalha terminou, sem possibilidade de o saber, S. Pio V anunciou que tinham vencido e desde então consagrou o dia da batalha (7-X-1571) a Nossa Senhora do Rosário.

Então, o Padre Sousa Lara prosseguiu a conferência destacando a importância do Rosário em todas as aparições de Nossa Senhora. Referiu como em todas as aparições de Lourdes, Nossa Senhora rezou o terço com Santa Bernardette Soubirous e como nas últimas rezou, inclusivamente os três terços que compõem o Rosário. Falou também da história do Beato Bartolo Longo, "o verdadeiro apóstolo do Rosário", um sacerdote satânico que se converteu, entrou para a ordem terceira dos dominicanos, e em reparação dos seus pecados propagou a devoção do Rosário, fundando o Santuário de Nossa Senhora do Rosário de Pompeia.

O Padre Duarte continuou, falando nas aparições de Fátima, cujo centenário celebramos, referindo como em todas as aparições há um pedido comum: "rezem o terço todos os dias!" Referindo como, quando Lúcia perguntou a Nossa Senhora se o Francisco ia para o céu esta respondeu que sim, mas que antes teria de rezar muitos terços, e como, em Julho de 1917, Nossa Senhora disse que apenas a Senhora do Rosário lhes poderia valer. Antes, para demonstrar como Fátima é essencial no nosso apostolado contou como quando pergunta a alguém se gosta de Nossa Senhora de Fátima e respondem que sim, ele diz: «então e já pensou, que um dia vai morrer, vai ver Nossa Senhora e ela lhe vai dizer: "então o terço, meu filho?"»

Pomos a nossa esperança noutros remédios não tão eficazes. O terço resolve!

Após esta história do Rosário, o sacerdote falou da importância do Rosário na vida de três santos modernos. Contou como o Padre Pio, um dos maiores místicos da história da Igreja, escreveu no seu diário em 1929 que prometia a partir daquele dia rezar diariamente 5 Rosários (15 terços!). A lógica tinha sido simples: Nossa Senhora mostrou-nos do céu qual é a melhor maneira de lá chegar, quando ao longo da história nos veio mandando rezar o terço. Portanto não é preciso fazer muita coisa. Só é preciso rezar muitos terços. Certo dia uma senhora disse ao Padre Pio que lhe fazia impressão como é que ele conseguia rezar tantos terços, ao que ele respondeu: "e a mim faz-me impressão como a senhora consegue rezar tão poucos." - Ups!, diz o Padre Duarte, entre gargalhadas da audiência. O Padre Pio era tudo à bruta! (...) Eu gosto muito do Padre Pio.

Depois, o Senhor Padre frisou duas frases da Irmã Lúcia, vidente de Fátima:
"A seguir à Missa, o terço é a oração que mais agrada a Deus."
"Não há nenhum problema, espiritual ou temporal, que não possa ser resolvido com o terço."

O Padre Duarte falou ainda sobre S. João Paulo II, como aquele que lhe mostrou que é possível ser santo e que ser santo é sinónimo de ser feliz. Reforçou que tudo o que é honesto é ocasião de amar a Deus e que o pecado desumaniza. Destrói o homem! Depois contou como S. João Paulo II tinha um grande sentido de humor. Certo dia, ainda Cardeal Wojtyla, chocou um outro cardeal dizendo-lhe: "Sabe? Na Polónia, 50% dos cardeais fazem ski." O outro cardeal, impressionado, não fazia ideia que apenas havia dois cardeais polacos. Quando foi eleito mandou construir uma piscina em Castel Gandolfo e quando um Monsenhor da cúria lhe disse que a obra era muito cara ele respondeu: "é mais caro eleger outro Papa." Tudo isto vindo do homem que disse: "O Rosário é a minha oração preferida. Uma oração maravilhosa pela sua simplicidade e profundidade." - Um Papa muito mariano.

O exorcista, de seguida, referiu três grandes objecções típicas à oração do terço:
1. "O terço não é uma oração litúrgica." - E então? - responde o Padre - Deus quis dar ao terço uma eficácia sublime. É ver todos os exemplos já deixados.
2. "O terço é repetitivo." - O amor é repetitivo! Vejam os namorados. Todos os dias: "estás muito bonita hoje" - algum dia ela se queixa?
3. "O terço é uma devoção a Nossa Senhora, mas nós somos cristãos." - Uma ideia protestante que entrou na Igreja. - diz o Padre Duarte. Olhar para Maria aproxima-nos de Jesus! Ele veio a nós por ela. No terço rezamos a oração que Jesus nos ensinou, no centro da Ave Maria está Jesus: "bendito o fruto do vosso ventre...", meditamos os mistérios da vida de Jesus. O terço não podia ser mais cristocêntrico.

A seguir, o Padre Duarte Sousa Lara falou do Pai Nosso como uma das orações que compõe o Rosário: O Pai Nosso é a oração mais perfeita. Devíamos meditar mais nele. Primeiro indica a quem pedimos e depois fazemos 7 petições.

Contou, posteriormente, como o Papa João Paulo I dizia, com graça, que já tinha feito o funeral ao seu amor próprio desordenado. (À sua soberba. Ao que lhe impede de amar mais a Deus.) Só que ele ressuscita...

Em seguida, falando sobre si, afirmou que até aos 20 anos não rezou o terço. Que em casa não rezava e apenas os avós maternos o faziam diariamente. Que foi muito importante para ele ler as Memórias da Irmã Lúcia. E que certo ano animou um campo de férias de Sairef e que todas as noites, às tantas da manhã, depois de mil actividades, os animadores se juntavam para rezar o terço e lá ia ele. No último dia, numa partilha reforçou como Nossa Senhora tinha dito em Fátima para rezar o terço todos os dias. O ambiente ficou pesado... Tentanto desanuviar o ambiente disse o Padre Nuno Serras Pereira, que os acompanhava: "e tu rezas?" - ao que ele respondeu que não. Aí percebeu que não podia apregoar uma coisa e viver outra e desde então reza o terço todos os dias, rezando hoje mais do que um. Começou a rezar o terço e acabou hoje com "esta bonita fatiota", referindo-se à batina. O Padre Duarte explica como isto é como as mudanças (caixa de velocidades) do carro: ia em primeira, começou a rezar o terço - segunda! - depois a fazer a devoção dos Primeiros Sábados - terceira! - e só pára quando quisermos que pare. A nossa relação com Deus só pára quando quisermos. Quanto mais rezarmos mais nos aproximamos de Deus (apesar de não ser matemático). Há uma relação entre a oração e a caridade.

Nossa Senhora prepara-nos para tempos difíceis que já começámos a viver. Nossa Senhora aparece e diz: "muitas almas se perdem..." Vivemos uma crise tremenda. Tempos dramáticos espiritualmente: paganismo; escândalo que incita as crianças ao pecado; aborto. Estamos a bater no fundo. Mas não podemos ser como alguém que tem um cancro e não aceita isso. Temos de fazer a quimioterapia, para termos uma chance. A humanidade vive um cancro espiritual. E não estamos a tomar o remédio. Mas há esperança: conversão! A palavra que resume Fátima.

Há palavras que assustam, na Igreja: não se pode falar de pecado. - "Senhor Padre, não diga isso!"
E depois na catequese: "Jesus é meu amigo!" - E é verdade. Catecismo, volume 2: "Jesus é muito meu amigo!" Catecismo, volume 3: "Jesus é mesmo mesmo mesmo meu amigo." Crisma: "Jesus é o melhor amigo do mundo." - Então e os 10 Mandamentos? "Não sei." E fingimos que está tudo bem.

"Senhor Padre, o senhor é um bocado negativo..." - Paciência. Não se importa de ser negativo. Quer é ajudar as pessoas a ir para o céu. Quer fazer o que o céu pede. Resumindo e concluindo: Rosário! Rosário! Rosário! Recomenda vivamente, já que experimenta todos os dias. Uma penitência para ele seria: "amanhã não podes rezar o Rosário." - não sabe como geriria isso. Uma pessoa quando gosta nunca mais larga. Portanto, quem tiver coragem experimente: não tem contra-indicações.

Para terminar, o blogue Senza perguntou ao Padre Duarte, na sua experiência como exorcista, qual a reacção do demónio ao Rosário. Se alguma vez tinha dito alguma coisa ou reagido de alguma maneira.

O Pe. Duarte respondeu que o demónio detesta o terço, quer a oração, quer o objecto. Que nos 311 casos graves que assistiu insistiu sempre na obrigação de se rezar o terço todos os dias. Que nos casos graves as pessoas nem são capazes de o fazer. Parece que desmaiam, estrebucham, gritam... Muitas vezes os terços partem-se ou perdem-se. O próprio objecto, durante os exorcismos, causa incómodo ao demónio. É uma das orações que o demónio menos gosta!


Reportagem Senza Pagare


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segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Aos que dizem que o Terço é uma oração antiquada e monótona

Aos que dizem que o Terço é uma oração antiquada e monótona, devido à repetição das orações que o compõem, eu pergunto-lhes se há alguma coisa que viva sem ser pela repetição continuada dos mesmos actos.

Deus criou tudo o que existe de modo a conservar-se pela repetição continuada e ininterrupta dos mesmos actos. Assim, para conservarmos a vida natural, inspiramos e expiramos sempre do mesmo modo; o coração bate continuamente seguindo sempre o mesmo ritmo. Os astros, como o Sol, a lua, os planetas, a Terra, seguem sempre a mesma rota que Deus lhes marcou. O dia sucede à noite, ano após anos, sempre do mesmo modo. A luz do Sol alumia-nos e aquece-nos na Primavera, vestem-se depois de flores, dão frutos e voltam a perder as folhas no Outono ou Inverno.

E, assim, tudo o mais segue a lei que Deus lhe marcou, e ainda ninguém lhe ocorreu dizer que era monótono, por isso prescinde-se; é que precisamos disso para viver! Pois bem, na vida espiritual temos a mesma necessidade de repetir continuamente as mesmas orações, os mesmos actos de fé, de esperança e de caridade, para termos vida, visto que a nossa vida é uma participação continuada da vida de Deus.

Quando os discípulos pediram a Jesus Cristo que os ensinasse a orar, Ele ensinou-lhes, como vimos atrás, a bela fórmula do "Pai-Nosso", dizendo: "Quando orardes dizei: "Pai..." (Lc 11,4). O Senhor mandou-nos rezar assim, sem nos dizer que, passado um certo número de anos, buscássemos nova fórmula de oração, porque esta teria passado a ser antiga e monótona.

Quando os namorados se encontram, passam horas seguidas a repetirem a mesma coisa: "amo-te!". O que falta aos que acham a oração do Terço monótona é o Amor; e tudo o que não é feito por amor não tem valor. Por isso, nos diz o Catecismo que os dez Mandamentos da Lei de Deus se encerram num só, que é amar a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a nós mesmos.

Os que rezam diariamente o seu Terço são como os filhos que todos os dias dispõem de alguns momentos para ir até junto de seu pai, para lhe fazer companhia, manifestar-lhe o seu agradecimento, prestar-lhe os seus serviços, receber os seus conselhos e a sua bênção. É o intercâmbio e a troca do amor, do pai para com o filho e deste para com o pai, é a dádiva mútua.

Irmã Lúcia in Apelos da Mensagem de Fátima


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sábado, 26 de novembro de 2016

80 mil pessoas rezaram um 'Terço vivo'

80 mil pessoas rezaram um 'Terço vivo' em Melbourne, na Austrália. O 'Melbourne Cricket Ground' ficou repleto mas dessa vez não havia qualquer evento desportivo, mas sim a oração que Nossa Senhora pediu insistentemente que se rezasse. Foi há 65 anos atrás, em Novembro de 1951.


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sexta-feira, 7 de outubro de 2016

Porque é que Deus nos deu o Terço?

A Igreja Católica conhece o Terço há cerca de apenas 800 anos. Os quinze mistérios do Santíssimo Rosário foram dados por Nossa Senhora a São Domingos. Desde então, a Igreja Católica tem encorajado os fiéis a rezar o Terço.

O Padre Pio uma vez disse:

“Algumas pessoas são tão tontas ao ponto de pensar que podem avançar pela vida sem a ajuda da Santíssima Mãe. Amem Nossa Senhora e rezem o Terço, porque o seu Terço é a arma contra todos os males do mundo de hoje. Todas as graças dadas por Deus passam através da Santíssima Mãe.”

E, apenas duas semanas depois da sua eleição à Sé de Pedro, o Papa João Paulo II admitiu com franqueza:

“O Terço é a minha oração preferida. Uma oração maravilhosa! Maravilhosa na sua simplicidade e na sua profundidade."

Agora pensem nisto: São Francisco de Assis não tinha o Terço. Nem São Bernardo de Claraval, nem Santo Anselmo, nem São Beda, nem São Gregório, nem São Bento, nem Santo Agostinho, nem Ireneu e nem sequer os Santos Apóstolos. O Santo Rosário é relativamente recente. E, ainda assim, estou convencido que é absolutamente essencial para o nosso tempo. A "novidade" do Terço revela que os últimos 800 anos da História da Igreja precisam de uma nova arma.

A Santíssima Virgem Maria deu-nos uma arma com base na Escritura. Ela pediu a São Domingos e ao Beato Alan que se rezassem 150 Ave Marias em honra dos 150 salmos. Além disso, deu-nos 15 mistérios bíblicos da vida de Cristo para nós meditarmos. Todo o conjunto é uma homenagem de Nossa Senhora à Sagrada Escritura. As 150 Ave Marias foram divididas em 15 "dezenas" de dez Ave Marias. Deste modo, podemos viver os mistérios bíblicos da vida do seu Filho.

Mas porquê? Porque é que o Céu veio com este plano com contas e mistérios?

De certo modo, os anos 1200's foram o ponto alto da civilização Cristã. Foi a era de São Tomás de Aquino e do Rei São Luís de França. Desde então, tem sido uma viagem atribulada. O Terço tem sido a corrente ou o cinto de segurança que precisamos nestes tempos de turbulência.

Precisamos de Jesus, que é o Caminho, a Verdade e a Vida. O Terço é um sinal tangível de que estamos ligados a Ele. Quando toco no meu Terço, sei que Maria me está a ligar ao seu Filho. Jesus tornou-se homem através de Maria e essa ligação humana é encontrada ali, com ela.

Encorajo-vos verdadeiramente a rezar o Terço todos os dias para o resto das vossas vidas. Tornem isso parte da vossa rotina diária. Devia ser mais importante que lavar os dentes ou ver o email. Rezar o Terço tira apenas 2% do vosso dia. Sejam 2-porcentos! Rezem o Terço diariamente. Dará paz à vossa alma. Aprenderão mais sobre vocẽs mesmos e sobre Deus. Perder-se-ão no ritmo da oração e descobrir-se-ão a vós mesmos com Jesus. É mesmo bonito!

Ad Jesum per Mariam,
Taylor Marshall


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quinta-feira, 4 de agosto de 2016

A devoção do Santíssimo Rosário

Celebrando a memória litúrgica de S. Domingos, que recebeu de Nossa Senhora o Rosário, não nos esqueçamos do que a Santíssima Virgem lhe prometeu.

O Santo Rosário é sem dúvida uma enorme fonte de graças e de protecção. A irmã Lúcia, a quem Nossa Senhora apareceu em Fátima várias vezes, disse um dia:

"A Santíssima Virgem, nestes últimos tempos em que vivemos, deu nova eficácia à recitação do Rosário. Tanto é assim, que não existe nenhum problema, independentemente de quão difícil possa ser, temporal ou, sobretudo, espiritual, na vida pessoal de cada um de nós, das nossas famílias... que não possa ser resolvido com o Santo Rosário. Não existe nenhum problema, digo-vos, não importa quão difícil possa ser, que não possamos resolver com a oração do Rosário."

Nossa Senhora revelou estas promessas a São Domingos, o santo a quem foi explicado, pela primeira vez, o Santo Rosário, no século XII:

1. A todos os que rezarem o meu Rosário com devoção, prometo a minha protecção especial e grandíssimas graças.
2. Aquele que perseverar na oração do Meu Rosário receberá uma graça especialíssima.
3. O Rosário será uma defesa poderosíssima contra o Inferno; destruirá os vícios, libertará do pecado, dissipará as heresias.
4. O Rosário fará florescer as virtudes e as boas obras, e obterá para as almas a mais abundante misericórdia Divina; fará que, nos corações, o amor ao mundo seja substituído pelo amor a Deus, elevando-os ao desejo dos bens celestes e eternos. Quantas almas se santificarão por esse meio!
5. Quem se confiar a Mim, por meio do Rosário, não perecerá.
6. Quem rezar o meu Rosário com devoção, meditando nos seus mistérios, não será oprimido pela desgraça. O pecador se converterá; o justo crescerá em graças e se tornará digno da vida eterna.
7. Os verdadeiros devotos do meu Rosário não morrerão sem os Sacramentos da Igreja.
8. Aqueles que rezam o meu Rosário encontrarão, durante sua vida e na sua morte, a luz de Deus e a plenitude das Suas graças, e participarão dos méritos dos bem-aventurados.
9. Libertarei muito prontamente do Purgatório as almas devotas ao meu Rosário.
10. Os verdadeiros filhos do meu Rosário gozarão de uma grande glória no Céu.
11. Os que pedirem por meio do meu Rosário, obterão.
12. Aqueles que defenderem o meu Rosário serão socorridos por Mim, em todas as suas necessidades.
13. Obtive do meu Filho que todos os membros da Irmandade do Rosário tenham por irmãos, durante a vida e na hora da morte, os santos do Céu.
14. Aqueles que rezarem fielmente o meu Rosário serão todos meus filhos amantíssimos, irmãos e irmãs de Jesus Cristo.
15. A devoção ao meu Rosário é um grande sinal de Predestinação.

A Santa Madre Igreja sempre favoreceu esta bela devoção, tomemos o exemplo do Papa Pio XI, na Carta Encíclica Ingravescentibus Malis:
Esta prática de piedade, Veneráveis Irmãos, admiravelmente difundida por S. Domingos, não sem a sugestão celestial e a inspiração da Virgem Mãe de Deus, é sem dúvida fácil para todos, até para os ignorantes e para os simples. Mas fogem do caminho da verdade aqueles que consideram esta devoção uma fórmula chata, repetida como um monótono tom de cantarolar, e a rejeitam como se fosse apenas boa para crianças e mulheres patetas.
Neste assunto, é de se notar que tanto a piedade como o amor, apesar de sempre renovados nas mesmas palavras, nem sempre repetem a mesma coisa, mas expressam algo novo, emitido pelo sentimento íntimo de piedade. Além de, este modo de oração ter o perfume de simplicidade evangélica e requer humildade de espírito; e, se desdenhamos a humildade, que nos ensina o Divino Redentor, será impossível para nós entrar no Reino dos Céus: "Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus." (Mt, 18, 3)

Regressemos à recitação do Rosário, nestes tempos em que o mundo tanto precisa da nossa oração!

Sancte Dominici, ora pro nobis!

PF


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segunda-feira, 9 de maio de 2016

De “sacerdote" de satanás a apóstolo do Rosário

O Beato Bartolo Longo nasceu no ano 1841 em Latiano, na Apúlia (Itália). Foi educado na fé e na oração, até que a saída de casa e da sua cidade o levou a percorrer perigas quimeras.

Após o colégio, mudou-se primeiro para a cidade de Lecce e depois para Nápoles, onde estudou Direito. Eram os anos das guerras de independência, onde o ímpeto idealista contagiava as almas de tantos brilhantes jovens italianos. Difundiam-se, especialmente nas universidades e nos círculos intelectuais, as ideias iluministas e o ódio contra a Igreja, considerada um manto obscurantista que sufocava os sonhos de liberdade.

As modas culturais do momento não pouparam o jovem Longo. Nascido numa Itália fortemente enraizada na fé e nos valores da tradição, foi-lhe irresistível a atracção de uma cidade como Nápoles, propulsora das novas e exuberantes ideias, prenunciando uma mudança cultural que viria a modificar toda a península itálica.

A decepção conduziu-o aos círculos mais fechados e elitistas da cidade. Desceu às profundezas da maçonaria, onde cultivou um sempre maior interesse com relação ao espiritismo. A companhia de intelectuais anticlericais, bem como a descida às práticas mágicas e aos conhecimentos esotéricos, eram-lhe mais uma forma de comportamento para tirar a veste provincial que trazia até aí.

Ele próprio irá dizer que foi tão tragado por esses ambientes que se tornou um verdadeiro “sacerdote de satanás”. A euforia foi-se transformando em desânimo, que o fez cair numa fortíssima depressão e o levou muitas vezes à beira do suicídio.

Em desespero, tentou algo que pudesse aliviar a sua angústia íntima. Conversou com um professor amigo, Vincenzo Pepe, da Puglia como ele, que não lhe poupou reprovações e o convidou a distanciar-se de certos ambientes. “Se continuar com estas práticas, vai terminar num manicómio!”, repetia-lhe com frequência. E convidou-o também a falar com o Pe. Alberto Radente, certo de que este dominicano, excelente director espiritual, teria conseguido ajudar Bartolo Longo a dissipar a escuridão da sua alma.

Após uma série de encontros com esse padre, o jovem Longo confessou-se e começou um caminho de mudança, mas ainda estava cheio de maus pensamentos. Um dia, quando perambulava desesperado pelo Vale de Pompeia, sentiu-se iluminado por uma frase que lhe dizia muitas vezes o Pe. Radente: “Se procura a salvação propague o Rosário. É uma promessa de Maria”. E logo depois sentiu o ressoar de um sino distante. Naquela momento elevou os braços ao Céu e gritou: “Se é verdade que prometestes a São Domingos que quem propagar o Rosário se salva, eu salvar-me-ei porque não sairei desta terra de Pompeia sem ter aqui propagado o teu Rosário!”.

Nas semanas seguintes, uma série de eventos indicaram a Longo que a sua súplica tinha sido ouvida. Estreitou laços com a condessa De Fusco e tornou-se administrador dos seus bens. Começou a frequentar os grupos de oração no Sagrado Coração de Jesus que a condessa guiava, até tornar-se o seu estreito colaborador e depois também marido.

O casal decidiu transformar o Vale de Pompeia, pobre e esquecido, num epicentro da devoção ao Santo Rosário. Escolheram uma velha igreja do lugar, onde colocaram um quadro de Nossa Senhora do Rosário que lhes tinha sido oferecido por uma irmã dominicana amiga do Pe. Radente. Aquele quadro é conhecido hoje em todo o mundo como o ícone da Beata Virgem do Santo Rosário de Pompeia, que surgiu dentro do que se tornou um Santuário entre os mais conhecidos e frequentados do mundo. Tudo graças ao trabalho da condessa De Fusco e do seu marido Bartolo Longo.

Bartolo é também o autor da Súplica à Nossa Senhora de Pompeia, escrita em 1883. Antes de morrer, no dia 5 de Outubro de 1926, mês de Maria, Bartolo Longo suspirou: "O meu único desejo é o de ver Maria, que me salvou e me salvará das garras de Satanás." No dia 26 de Outubro de 1980, foi beatificado pelo Papa João Paulo II.

in Zenit


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sexta-feira, 27 de novembro de 2015

terça-feira, 28 de abril de 2015

O Terço é uma oração poderosa

10 dias depois, chegamos ao fim da comemoração dos 10 anos Senza, juntamente com os 10 anos da eleição do Papa Bento XVI. Para o ano há mais!


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quarta-feira, 18 de junho de 2014

Devoções Populares e o Papa Francisco

por 

Caso não tenham notado, o Papa Francisco está mesmo virado para aquilo a que chama "devoções populares". De facto, a ideia das devoções populares ecoa por toda a Exortação Apostólica Evangelii Gaudium (“Alegria do Evangelho”).
As devoções populares são aqueles actos de piedade para-litúrgicos realizados por aqueles a que alguns chamam "pobres" ou "com menor formação." O Santo Padre escreve:
Pope Francis and Popular Devotions
Penso na fé inabalável daquelas mães que, apesar de talvez estarem pouco familiarizadas com os artigos do credo, se agarram ao terço; ou em toda a esperança depositada numa vela acesa numa humildade casa com uma oração de pedido de ajuda a Maria, ou num olhar de amor ternurento dirigido a Cristo crucificado.
Temo que nós Americanos vamos ler esta citação do Papa Fransico e cair em uma de duas hipóteses:

As 2 hipóteses da Devoção Popular:

1) Teólogo Católico sofisticado: Encolhe os ombros e pensa para dentro, "Que sentimental. Este Papa da América Latina tem um amor curioso pelos pobres e indigentes. Enfim, tenho que voltar para a leitura de Santo Ireneu antes de ouvir as Catholic Answers às 17h."
2) Não-Católico sofisticado: Abana a cabeça e pensa para dentro, "Este Papa não entende. Isto não é o Evangelho de Jesus Cristo! Isto é sincretismo de uma aldeia de favela no seu melhor, ou magia ignorante no seu pior."
Aqueles de nós habituados a ler os volumes teológicos do Papa Bento XVI podemos não apreciar totalmente os ensinamentos do Papa Francisco aqui. O que é que o Papa Francisco está então a querer dizer?

O que são as Devoções Populares?

O Papa Francisco escreve que as devoções populares são uma forma de teologia centrada mais em "ideias" e menos numa "linha de pensamento." As devoções populares, então, são diferentes de ler um livro sobre apologética. Pelo contrário, as devoções têm mais a ver com uma celebração pública centrada numa ideia. O meu amigo Pe. Juan Diego Sutherland, em Nicarágua, fala com os olhos a brilhar desta alegria do povo durante as procissões e celebrações públicas.
Porque é que nós "Católicos sofisticados" já não participamos nas "devoções do povo"?
O Papa Francisco enumerou as seguintes devoções populares e eu acrescento algumas extra:
  1. Terço em grupo
  2. Terço da Divina Misericórdia
  3. Procissões Eucarísticas
  4. Procissões Marianas
  5. Estações da Via Sacra na rua
  6. Peregrinações de grupo
Podiamos dizer, "Sim, se uma pessoa não tem muita formação intelectual, o Terço e a Via Sacra são perfeitos porque ensinam os pobres sobre a história do Evangelho, mas uma pessoa se é formada, devia simplesmente ler a Bíblia." Esta é uma resposta tipicamente protestante.
Mas eis o problema dessa visão. A Fé em Cristo é mais do que um caminho discursivo para a verdade (A para B, depois B para C e então C para D). Pelo contrário, é uma experiência de Cristo uma experiência comunitária.
O que eu penso é que o Católico da América Latina tem muito mais alegria e esperança porque tem esta ideia experimental do seu Cristianismo. Deus está lá. Este é o tipo de fé de que o Papa Francisco fala constantemente e é por causa disto que Sua Santidade está a lembrar os Católicos de escritório destas devoções.
Pergunta: Como fazer para promover outra vez estas devoções populares? Como trazer de volta as procissões públicos e os actos de fé na praça pública? Como é que a vossa paróquia faz? 


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terça-feira, 21 de maio de 2013

segunda-feira, 18 de março de 2013

Papa Francisco: A devoção a Maria e a "Nova Evangelização"

O que é a Nova Evangelização? O termo é tão usado mas eu ainda não sei o que é ou como será feita? Por vezes preocupo-me que se tenha tornado um mero clichè ou um slogan. Já está impresso em quase todas as brochuras católicas, críticas de livros e websites. Mas o que é exactamente "A Nova Evangelização"? É uma estratégia, um renovamento cultural, um esforço missionário, algo relacionado com a internet, ou um renovamento de algo que já existe?

O Papa Francisco pode ter um entendimento totalmente diferente da "Nova Evangelização"? Penso que Sua Santidade nos pode surpreender ao relegar a "Nova Evangelização" a algo simplesmente Mariano.

No meu novo livro, The Eternal City: Rome & the Origins of Catholicism escrevi (na Conclusão) que a Nova Evangelização só vai ter sucesso no sentido em que se modelar à Velha Evangelização da Europa - um processo que foi profundamente Romano, evangélico, missionário, milagroso e monástico. No entanto, quando escrevi o livro, deixei de fora um ingrediente chave. Os grandes missionários, santos e doutores da Igreja partilham uma consagração total da sua vida e apostolado à Bem-Aventurada Virgem Maria. Todos os grandes "evangelizadores" foram profundamente Marianos.

Por esta razão, fiquei entusiasmado quando soube que o Papa Francisco reza os 15 Mistérios do Santo Rosário diariamente. Descobri este detalhe interessante enquanto via os "fast facts" sobre o Papa Francisco em NewAdvent.org. O Terço é a devoção central da minha vida e da minha família. É a maneira principal em que conheço e percebo melhor o meu Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Depois da morte do Papa João Paulo II em 2005, o então Cardeal Jorge Mario Bergoglio contou como o exemplo de João Paulo II o tinha inspirado a "recitar os quinze mistérios do Rosário todos os dias".

Foi em 1985, se me lembro bem. Uma noite fui rezar o Santo Terço que estava a ser guiado pelo Santo Padre [João Paulo II]. Ele estava à frente de toda a gente, de joelhos. O grupo era numeroso; eu via o Santo Padre de costas e, a pouco e pouco, perdi-me na oração. Não estava sozinho: estava a rezar no meio do povo de Deus a quem eu e todos os que lá estávamos pertencíamos, guiados pelo nosso Pastor.
Senti que este homem [João Paulo II], escolhido para guiar a Igreja, estava a subir um caminho para a sua Mãe no céu, um caminho começado desde a sua infância. E apercebi-me do peso das palavras da Mãe de Guadalupe a São João Diogo: 'Não tenhas medo, não sou eu a tua mãe?' Percebi a presença de Maria na vida do Papa.
Este testemunho não ficou esquecido num instante. Desde aquela altura que rezo os quinze mistérios do Rosário todos os dias.
Penso que esta citação fala abundantemente sobre o Papa Francisco. Ontem, escrevi sobre como o campo tradicional estava a resmungar sobre a "não-preferência" do Papa Francisco pela Forma Extraordinária da Santa Missa. No entanto, também tenho lido preocupações de Católicos a expressar uma ligeira frustração de que os cardeais não tenham eleito um "Papa JP2" enérgico, pronto para acender a "Nova Evangelização" ao lidar com a cultura e os meios sociais.

Depois de ler esta longa citação pelo então Cardeal Bergoglio, penso que podemos ter esperança. O nosso novo Santo Padre não parece interessado em métodos ou clichés novos. Ele sente-se atraído por santos como São João Diogo e São Francisco de Assis. Homens pequenos, pobres e humildes com GRANDE devoção à Mãe de Deus. Não admira: Este dois humildes santos trouxeram os maiores momentos de evangelização na história da Igreja.

Evangelização, velha ou nova, depende sempre das intercessões mediáticas da grande Mãe de Deus, Maria Santíssima. Cristo escolheu entrar no mundo através dela e Ele estabeleceu que chegássemos a Ele mais facilmente através dela. A maior "Nova Evangelização" no Novo Mundo aconteceu quando a Santíssima Mãe apareceu ao humilde e esquecido camponês chamado João Diogo. A Virgem de Guadalupe rapidamente converteu 9 milhões de nativos!

Agora, a maior "Nova Evangelização" no Velho Mundo da Europa (depois do tempo de Cristo e dos Apóstolos) foi sem dúvida o ministério de S. Francisco de Assis que "reconstruiu" a Igreja de Cristo. Francisco estava tão conformado a Cristo que levava em si as chagas de Cristo, na sua carne.

São Francisco foi provavelmente o santo mais Mariano que alguma vez viveu. A sua vida inteira foi consagrada a Maria. Ele é provavelmente o primeiro santo a identificar Maria como a "Esposa do Espírito Santo". Num sonho do irmão Leo, São Francisco indicou aos frades que o Céu não podia ser ganho através de grandes penitências, mas pela entrega confiada à Santa Mãe de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Mais ainda, a igreja mãe de São Francisco de Assis, a "Portiuncula" ou Santa Maria dos Anjos, foi-lhe revelada como uma "pequena parte" de Maria. Francisco desejou que esta "igreja mãe" de Maria fosse um lugar de peregrinação - com o significado igual (com a mesma indulgência) a Roma e Jerusalém. Quando Francisco morreu, quis ser colocado nu no chão dessa pequena Igreja de Santa Maria - de tal modo que morresse nas mãos de Maria!

O meu palpite é que o Papa Francisco acredita que a verdadeira devoção a Maria é a chave tanto para a conversão pessoal como para a conversão do mundo inteiro a Cristo Rei. Espero que o Papa Francisco traga consigo aquele caloroso "brilho Mariano" que os Papas Pio IX, Leão XIII, São Pio X, Pio XII e João Paulo II trouxeram.

Quando a imprensa secular falar da "humildade" no Papa Francisco, talvez o que eles vejam realmente é um Pontífice que é sobriamente Mariano. O tempo o dirá. Taylor Marshall


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