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terça-feira, 21 de março de 2017

Fala 4 idiomas, toca violino, dá conferências...tem Trissomia 21

Tem 20 anos. Fala inglês e espanhol na perfeição e domina o francês e o latim com fluência. Sendo ainda um adolescente, a sua destreza com o violino é memorável, tendo já protagonizado concertos com orquestras sinfónicas. Chegou a dar também conferências nos EUA e outros países.

O seu nome é Emmanuel Joseph Bishop e, atentando na sua história, é possível dizer que está por certo num patamar elevado quando comparado com a maioria dos jovens da sua idade. Este jovem talento tem síndroma de Down. Em vários países, a lei permite abortar casos como este, eliminando-os antes do seu nascimento: abortável por Down.

A sua história causa um impacto tal, que tem dado a volta ao mundo através das redes sociais.

Um talento em perigo de extinção

Na actualidade será bastante complicado encontrar um talento como o de Emmanuel, uma vez que não o iriam deixar nascer por ter síndroma de Down. Simplesmente por não cumprir os requisitos que, alegadamente, são necessários para ser digno desta vida. Tudo isto é suportado pela lei.

No entanto, a história de Emmanuel aparece como um vendaval que destrói todas estas falácias que justificam o aborto de milhares e milhares de bebés que não são considerados aptos. Este adolescente americano veio demonstrar todas as suas potencialidades, provando ao mundo do que era capaz.

Um católico devoto

Emmanuel é ainda um católico muito devoto, segundo o próprio afirma orgulhoso. Para além disso, realiza as suas orações em latim. Dirigiu o Terço em várias ocasiões, assim como orações comunitárias.

Neste sentido, o jovem pretende utilizar o dom com que Deus o brindou para um fim maior. Os seus esforços estão destinados a mostrar àqueles com diferenças nas capacidades que são igualmente dotadas de habilidades para mostrar ao mundo. Definitivamente, convence-los que são igualmente úteis, contrariamente ao que o mundo os tenta convencer.

Um talento precoce

Emmanuel nasceu a 21 de Dezembro de 1996 na cidade norte americana de Grafton. Cedo começou a surpreender todos em seu redor. Aos dois anos já lia e aos três já era capaz de ler cartões em francês num colégio do Ilinóis.

Com seis anos apenas leu o discurso de boas vindas da conferência anual da Sociedade Nacional do Síndroma de Down. Fê-lo em três idiomas perante um auditório de mais de 600 pessoas. Já com essa idade aprendia a tocar violino, uma das suas grandes paixões.

A vida de Emmanuel evoluía a um ritmo vertiginoso. Aos 8 anos andava de bicicleta e já era medalhista nas Olimpíadas Especiais do seu Estado tanto em Golf como em Natação, onde ganhou os 200 e 400m livres. Dois anos mais tarde marcava vários recordes na categoria de juniores em diferentes provas de natação.

O violino: a sua arma e o seu escudo

Aos 12 anos deu um recital em violino no décimo congresso mundial de síndroma de Down celebrado na Irlanda em 2009. Para além disso, no mesmo evento, realizou uma apresentação numa das sessões de trabalho.

Um ano de pois passou a ser auxiliar na sua paróquia e aos 14 anos recebia o sacramento da Confirmação. Em 2010 cumpria um dos seus sonhos quando no dia mundial do síndroma de Down foi convidado a tocar na Turquia com uma orquestra sinfónica.

O seu objectivo de ajudar outras crianças

Emmanuel foi educado em casa com os seus pais, que nunca duvidaram das suas capacidades. Com esforço e perseverança, este rapaz viria a sobrepor-se às limitações da sua condição. Assim, a principal função de Emmanuel era que o seu exemplo de superação movesse mais rapazes e raparigas.

Nas suas apresentações fala, no fundo, da sua vida, um adolescente com síndroma de Down e com interesses, que gosta de desporto, de música, que vai frequentemente  nadar e andar de bicicleta.

Os seus objectivos dividem-se me quatro pontos:

1. Destacar as habilidades, talentos e potencial das crianças na mesma condição
2. Quebrar o mito das baixas expectativas atribuídas aos jovens com síndroma de Down
3. Demonstrar que a alegria de viver não se opõe a estas pessoas
4. Alertar para a incidência de que tudo o que está dito e escrito acerca do síndroma de Down tem origem em pessoas que não possuem esta condição.

Um exemplo para todos

O resultado de toda esta dinâmica foi efectivado na reunião anual sobre Trissomia 21 em Houston (Texas). Ali, Emmanuel iluminou todos com os testemunhos das aventuras das suas viagens pelo mundo, bem como dos seus estudos e do seu violino. Falou inclusivamente em francês, comentando as obras de arte que havia admirado na sua passagem por Paris. De seguida respondeu a perguntas que lhe foram feitas acerca da sua vida e esclareceu outras dúvidas que o público lhe colocou.

A educação que recebeu em casa deixou muitos perplexos, bem como a sua alfabetização precoce. Exemplos concretos ajudam visivelmente a luta contra a corrente. O seu testemunho, mais pela sua capacidade de superação que pelas suas habilidades adquiridas, é um estímulo, uma força tanto para crianças com síndroma de Down como para as suas famílias. Nenhum deles está só. Todos são úteis em sociedade, por vezes mais até do que podem imaginar. 

in religionenlibertad


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segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Porque é que as pessoas dão beijos? Teologia ou evolução?

Eu dou beijos a muitas pessoas. Tenho uma mulher. Tenho sete filhos. Todos recebem beijos meus. Dou beijos aos membros da minha família. Beijo as mãos dos padres. Beijo a Bíblia. Beijo a cruz e as imagens de Cristo, de Maria e dos santos. Beijar é bíblico. Em tempos, os Cristãos falavam-se sempre com um beijo. De facto, a Bíblia ordena-o: "Saudai-vos uns aos outros com um beijo santo." (Rm 16, 16).

Mas o vosso amigo ateu provavelmente tem dificuldades em perceber o sentido de um beijo. De acordo com os evolucionistas [materialistas], o beijo evoluiu desta maneira como o conhecemos... Os antropologistas seculares concluíram que o beijo apareceu quando as mães proto-humanas mastigavam a comida e cuspiam-na para a boca dos seus filhos - boca a boca. Não havia processadores de comida, apenas dentes.

De acordo com os evolucionistas, a ligação boca a boca começou como uma forma de sobrevivência. A criança associava a experiência de boca a boca com o prazer de comer. Durante milhares de anos, o "beijo" tornou-se parte de uma sobrevivência biológica. Tornou-se, dizem eles, uma característica do prazer, alegria e ligação da cultura humana.

Hmmm. A mamã a cuspir comida para a boca do filho de dois anos. Isto é muito feio. Será realmente essa a razão pela qual eu beijo a minha mulher quando regresso a casa do trabalho? Será que vomitar comida é verdadeiramente a origem do beijo? Penso que não.

O primeiro beijo registado na Bíblia é, na verdade, entre pai e filho. Entre Isaac e Jacob.

Isaac disse-lhe: Chega-te para mim, e dá-me um ósculo, filho meu. Chegou-se, e deu-lhe um ósculo. E logo que sentiu a fragrância dos seus vestidos, abençoando-o, disse: eis o cheiro do meu filho bem como o cheiro do campo que o Senhor abençoou.” (Gn 27, 26-27)

O beijo, pelos vistos, não surge de largar comida para a boca dos filhos. O beijo pode ser um sinal romântico entre apaixonados. Pode ser para os filhos ou netos. Pode ser religioso. Os monges beijam-se uns aos outros. Os padres beijam o altar. Nós beijamos o anel de um bispo ou a mão de um padre. Beijamos ícones. Beijamos a avó. Felizmente, nenhuma comida é trocada em nenhum destes encontros!

Então o que é que está num beijo? Porque é que pomos a nossa boca em pessoas e coisas? Como é que isso mostra amor e/ou reverência?

Para descobrir a teologia do beijo, temos que descobrir a teologia da cara e da boca, em particular. Isto daria um livro inteiro, mas vou resumir. Na Sagrada Escritura, a boca é a porta da alma. A boca, mais do que os olhos, revela a natureza da alma. Por exemplo:

Aquele que guarda a sua boca, guarda a sua alma; mas o que é inconsiderado no falar sofrerá males.” (Pv 13, 3)
O coração do sábio instruirá a sua boca, e acrescentará graça aos seus lábios.” (Pv 16, 23)
Ela abriu a sua boca à sabedoria, e a Lei da clemência está na sua língua.” (Pv 31, 26)
Mas as coisas que saem da boca vêm do coração, e estas são as que fazem o homem imundo.” (Mt 15, 18)
"do que está cheio o coração, disso é que fala a boca." (Lc 6, 45)

Os homens são criaturas racionais e intelectuais e a nossa racionalidade expressa-se principalmente através da boca. Deus-Pai revela-se a Si mesmo através da Sua Palavra, a Segunda Pessoa da Trindade. Também nós nos revelamos através das nossas palavras, pela boca. É por isso que São Bernardo disse que a Encarnação de Cristo foi o "beijo" entre Deus e o mundo.

Eu diria que colocar a boca em alguma coisa (um beijo!) é um acto humano que comunica esta realidade: "Eu submeto a minha natureza intelectual a ti e em serviço a ti." Ao beijar damos a nossa boca à outra pessoa. Damos-lhe a nossa alma, o nosso coração e os nossos pensamentos.

Não podemos remover a nossa alma intelectual e dá-la a alguém. Em vez disso damos-lhe a nossa boca. É como Cristo diz, "do que está cheio o coração, disso é que fala a boca." Como todos sabemos, um beijo diz mais do que palavras. É por isto que os seres humanos se beijam e é por isso que beijar tem sido romântico, filial e especialmente religioso ao longo da história humana. 

Taylor Marshall

PS: É interessante notar que os hereges no passado criticaram o beijar estátuas, Bíblias e ícones pela razão de que isso significa uma alma racional a colocar-se a si mesma sob um objecto inanimado, não-racional. Os teólogos Católicos têm respondido sempre que o beijo passa para uma realidade mais elevada. Assim como quando beijamos a foto de uma pessoa amada que está ausente, esse afecto deve-se à pessoa e não ao papel. Da mesma forma, um beijo à Bíblia passa para o Espírito Santo e um beijo a uma estátua de Jesus passa para Jesus.

Pps: também é por isso que as pessoas gostam imenso de ter os seus bébés beijados por Papas e pessoas famosas. É a maior honra. Muito melhor do que um aperto de mão!


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domingo, 29 de janeiro de 2017

O discurso histórico de Mike Pence na "Marcha pela Vida"

Pela primeira vez na História, um vice-presidente dos Estados Unidos da América esteve presente e falou à multidão na "March for Life". O discurso de Mike Pence foi muito forte, pela positiva, e poderá representar um momento-chave na luta contra o aborto naquele país e no mundo.

Desejo a todos as boas vindas a Washington DC para a 44ª marcha anual pela vida. É um dia bom. É o melhor dia que já vi para a marcha pela vida em vários sentidos. Sinto-me profundamente honrado em encontrar-me perante vós hoje. Sinto-me profundamente honrado por ser o primeiro vice-presidente dos Estados Unidos na história a ter o privilégio de participar neste evento histórico. Há mais de 240 anos, os pais fundadores da nossa nação escreveram palavras que ecoaram através dos tempos. Eles declararam como verdades auto-evidentes o facto de todos nós sermos dotados pelo nosso Criador de certos direitos inalienáveis, como a vida, a liberdade e a procura da felicidade. 

Há 44 anos o nosso Supremo Tribunal afastou-se do primeiro de todos estes ideais intemporais. Hoje, três gerações desde então, graças a todos vós e a muitos outros milhares, que estão connosco em marchas como esta em todo o país, a vida está a ganhar, de novo, na América. Isto é evidente ao olharmos para a eleição de maiorias pró-vida e para o Congresso dos Estados Unidos da América. Mas nada é tão evidente quanto a eleição histórica de um presidente que se bate por uma América mais forte, mais próspera e de um presidente – digo-o com orgulho – defende o direito à vida: o Presidente Donald Trump.

Na verdade foi o Presidente Trump que me pediu para estar aqui convosco hoje. Ele pediu-me que vos agradecesse o vosso apoio, pela vossa defesa da vida e pela vossa compaixão pelas mulheres e crianças da América. Há uma semana atrás, nos degraus do Capitólio vimos a inauguração do 45º Presidente dos Estados Unidos da América. Digo-vos em primeira mão que o nosso presidente é um homem de ombros largos e de um grande coração. O seu horizonte, a sua energia e o seu optimismo não têm fronteiras e eu sei que ele fará a América grande outra vez. 

Desde o seu primeiro dia no cargo tem mantido as suas promessas para com o povo americano. Gosto de dizer que ali, no nº 1600 da Avenida da Pensilvânia, estamos no negócio do cumprimento de promessas. É por isso que na Segunda-feira o Presidente Trump reestabeleceu a “política da Cidade do México” para prevenir que ajudas internacionais cheguem a organizações que promovem ou façam abortos mundialmente. É por isso que esta administração trabalhará com o Congresso que acabe o financiamento do aborto e de prestadores de aborto com dinheiro dos contribuintes, transferindo esses recursos para prestadores de serviços de saúde para mulheres na América. É por este motivo que na próxima semana o presidente Donald Trump vai anunciar quem nomeará para o Supremo Tribunal, que defenderá as liberdades – de origem divina – espelhadas na nossa Constituição e na tradição do grande Juiz recém-falecido Antonin Scalia.

A vida está a vencer na América. Hoje é uma celebração do progresso que temos feito por esta causa. Desde há muito que acredito que uma sociedade pode ser julgada de acordo com a maneira como cuida dos seus membros mais vulneráveis, os idosos, os doentes, os incapacitados e os não nascidos. Chegámos a um momento histórico na causa pela vida e temos de viver este momento com respeito e compaixão por todos os americanos. A vida está a vencer na América por várias razões. A vida está a vencer pelo avanço sólido da ciência, que cada vez mais, de dia para dia ilumina-nos quanto ao momento em que a vida começa

A vida está a vencer pela generosidade de milhões de famílias de acolhimento que abrem os seus corações e casas para as crianças que precisam. A vida está a vencer pela compaixão das obras caritativas e voluntários nos centros de crise na gravidez assim como por organizações fundamentadas na fé que servem as mulheres nas cidades em toda a América. A vida está ainda a vencer nos conselhos silenciosos que são passados entre mães e filhas, entre avós e netas e entre amigas nas universidades, nos cafés e nas cozinhas. A verdade está a ser dita. A compaixão está a sobrepor-se à conveniência e a esperança está a vencer o desespero. Numa palavra, a vida está a vencer na América por causa de todos vós.

Assim, quero incentivar-vos a continuar. Está escrito: “deixai a vossa mansidão ser evidente para todos”. Deixem que este movimento seja conhecido pelo amor, não pela raiva. Deixem que este movimento seja conhecido pela compaixão, não pelo confronto. No que respeita questões do coração, nada há mais forte do que a mansidão. Acredito que continuaremos a vencer os corações e as mentes da geração vindoura se os nossos corações se compadecerem das jovens mães e dos seus filhos nascituros e se cada um de nós fizer tudo o que puder para ir ao seu encontro onde estiverem com generosidade e não com julgamento

Para curar o nosso país e restaurar a cultura da vida temos de continuar a ser um movimento que envolve todos, preocupa-se por todos e mostra respeito pela dignidade e valor de cada pessoa. Espelhadas nos muros do Jefferson Memorial estão as palavras do nosso terceiro presidente, que há tantos anos advertiu para que lembrássemos que Deus nos deu a vida e nos deu a liberdade.

Da parte do Presidente dos Estados Unidos e da minha pequena família agradecemos-vos pela vossa defesa da vida. Agradecemos-vos pela vossa compaixão. Agradecemos-vos pelo vosso amor pelas mulheres e crianças americanas. Tenham a certeza – tenham a certeza –que assim como vós também nós não nos cansaremos nem descansaremos até restaurarmos uma cultura de vida na América para nós e para os nossos descendentes. Obrigado e que Deus vos abençoe. 

Mike Pence, vice-presidente dos Estados Unidos da América - Washington, 27/I/2017



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Este 'time-lapse' revela a enorme multidão em Washington para lutar contra o aborto



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sábado, 28 de janeiro de 2017

As imagens da "Marcha pela Vida" que os 'media' não mostraram

Aconteceu ontem em Washington a "March for Life". Consta que terá sido a maior marcha de sempre mas o silêncio nos meios de comunicação social é quase total.









  










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sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Veruska: um milagre que viveu 29 anos

Anos 60. Rafaela e Danilo Bertoldo são um casal feliz. Casam-se muito jovens. Ele é bastante criativo e desde sempre trabalha no mundo da moda, ela é um doce e de uma beleza extraordinária. Amam-se muito. Nasce a sua primeira filha, Lara. Depois de alguns anos Rafaela espera a segunda filha, Veruska, quando descobre que tem uma infecção chamada toxoplasmose.

Num dia brilhante para a família Bertoldo, Raffaella dá à luz a uma menina doente com toxoplasmose macrocefálica. A sua vida muda, a criança é imediatamente internada na enfermaria pediátrica de Pádua. Veruska sofre de uma doença rara, que é estudada, e a a sua pequena vida escreve por si só um testemunho extraordinário de amor, de paz e de fé.

Contra todas as probabilidades da medicina do tempo (a história remonta a 43 anos atrás) ninguém dá mais do que três anos de vida a Veruska: o amor de uma Mãe que se dedica à filha e de um pai que a cuida dela todas as noites, permitem que Veruska viva 29 anos, dando assim o testemunho de que o amor é mais poderoso do que qualquer medicamento.

“Quando nasceu a menina disseram-me que estava gravemente enferma. A nossa vida mudou completamente. Ela era o terceiro caso destes em Pádua. Imediatamente chamou a atenção dos entendidos que, à época se perguntavam precisamente o que poderia ser feito para aliviar a pressão no crânio.”

“Ela foi operada umas três vezes, continua a Mãe. Embora não pudesse caminhar nem falar, a sua presença permitiu-nos experimentar a vida como um dom. Depois do nascimento de Veruska, a nossa vida tornou-se a medida de uma criança, ela foi a experiência mais importante da nossa vida. Desde que lhe deram alta e estudaram o seu caso, centenas de crianças foram salvas.”

“Veruska foi o terceiro caso de toxoplasmose – disse o pai Danilo – e foi o único que foi salvo. As outras crianças tinham morrido logo após o nascimento. Ainda vivo hoje da recordação do que a vida extraordinária da minha filha me deu: a sua presença, a sua vida que continuava a fluir na doçura, me lembrava a cada dia que a existência de cada ser humano é extraordinária e irrepetível.”

“A nossa filha foi um presente para nós, ela é um milagre. Estar ao lado dela, tê-la amado profundamente, fez da sua existência uma presença viva que nem mesmo a morte conseguiu dissipar. Ela vive connosco, a sua presença nos recorda cada dia o grande compromisso do ser humano que deve amar sem limites todos os dias. A vida é um dom, agradecemos a Deus por tê-la tido tão perto, porque nos fez experimentar o Seu amor e a Sua graça.”

A Mãe de Rafaela testemunha que “viver ao seu lado foi uma experiência extraordinária; uma eterna criança que, os nossos cuidados, e também tê-la amado muitíssimo, fez com que não lhe aparecessem feridas. Até os médicos ficaram surpresos de como a nossa criança conseguisse levar aquela vida. O amor de uma mãe é mais forte e supera qualquer doença. Chorei muito quando soube que ela estava gravemente doente, ainda assim servi e doei a minha juventude para a minha criança, a única ajuda foi Deus, invoquei-o para que apoiasse e ajudasse a minha criança a não experimentar a dor.”

Os médicos haviam dito a Rafaela que a sua filha sofria dores excruciantes, por causa da doença, e então a Mãe acariciava-a para acalmar as crises. “A todas as mães que passam por um sofrimento assim tão grande, aconselho que fiquem ao lado das suas crianças, elas são um dom, é preciso acolhê-las e amá-las”, diz Rafaella.

“Sinto muito a falta da minha criança – continua – mas sabemos que todos os dias nos dá a força para seguir em frente, apesar das dores da sua ausência. Há 12 anos partiu, mas nós nunca paramos de pensar nela e de procurar a sua presença na nossa vida. Até aquele momento nunca fizemos a experiência da dor e do sofrimento: a sua existência fez-nos compreender o que significa entrar no coração de Deus.”

“Também eu, nesta fase da minha vida, passo por um período de sofrimento físico, mas a presença da minha filha continua a iluminar a minha vida e a de todos aqueles que a conheceram. O sofrimento é um mistério, o único modo de superar o sofrimento e a morte é o amor e a fé. Sei que é muito pesado aceitar a doença de um filho, é um grande sofrimento, muitos pais rejeitam aceitar a dor, eu também fiz isso mas descobri que existe um grande mundo de amor, de alegria e de paz”.

De acordo com Rafaela, “o sofrimento das crianças incentiva-nos a dar muito, a dar-nos totalmente, sem pensar no pior, apreciando a presença destes milagres que acontecem na nossa vida.”.

“As crianças que sofrem são a presença viva de Cristo, são um sinal da sua paixão e do seu amor, são uma luz que nos sacode e nos chama a comprometer-nos a amar e a sorrir, porque a vida sem amor é vazia.”

Maria Luisa Spinello in Zenit


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quarta-feira, 4 de janeiro de 2017

Como o Vale de Acór mudou completamente a vida deste homem (e de muitos outros)

Caros amigos,

A história que tenho para vos contar tem como objectivo despertar consciências e abrir os corações para a realidade. Nada tem a ver com números ou estatísticas e nem sequer é de carácter informativo. Esta história visa, antes de tudo, as pessoas: os pobres e aqueles que trabalham para os salvar; aqueles que acompanham o dia-a-dia dos que nada têm e lhes trazem esperança, contribuindo para que se testemunhem verdadeiros milagres na vida dos que por aqui passam.

Tenho 45 anos, sou casado, tenho 4 filhos, sou empresário e fui um destes pobres que estamos habituados a ver nos parques de estacionamento, à espera que “caiam” os primeiros trocos para mais uma dose. Digo “fui pobre” porque não há dinheiro nenhum que pague a riqueza do que tenho hoje e que em tudo se deve ao encontro que fiz em Janeiro de 2001 com a Associação Vale de Acór, numa altura em que nada mais tinha a perder. 

Na verdade, o Vale de Acór foi mesmo a porta de esperança que me abriu novos caminhos para a vida. Aprendi aqui, com estas pessoas, o auto-conhecimento, a relacionar-me com os outros, a reconstruir as relações familiares, a encontrar soluções para os problemas do dia à dia, enfim, aprendi uma forma totalmente renovada de enfrentar a vida sem a necessidade de adictivos (álcool, drogas, etc.), que me deu a segurança e a confiança necessária para construir tudo o que tenho hoje.

Passados 20 meses de programa, comecei a trabalhar e pude começar assim a pagar as dívidas que tinha acumulado ao longo de 15 anos, créditos, fianças, empréstimos pessoais, entre outros. Demorei 4 anos a pagar tudo, ao mesmo tempo que pagava também algumas “dívidas morais”; os meus pais que tanto tinham sofrido, podiam finalmente sentir-se ajudados por mim, (que milagre!). 

Pude reatar a relação com as minhas duas filhas, fruto de duas relações fortuitas num período muito negativo da minha vida. A mais velha, visitava-me quando ainda estava na comunidade, e a mais nova, que vive com a mãe no estrangeiro, viria eu a visitá-la durante o período de reinserção, e mais tarde começou ela a vir a Portugal regularmente nas férias.

Com o Vale de Acór tornei-me cristão e fui baptizado aos 34 anos de idade. Com a segurança necessária e a vida encaminhada, fui graduado (final do programa terapêutico) a 4 de Março de 2004. Como Deus não se esgota em generosidade, pouco tempo depois, aconteceu o que há muito desejava: conheci a mulher da minha vida, com quem pude construir a minha própria família. Casei e tive 2 filhos, sendo que o mais pequenino é autista. O que poderia ter sido para nós um drama, tem sido uma Graça nas nossas vidas. Hoje com apenas 4 anos, o nosso filho ensina-nos muito: na perseverança, na paciência, na caridade, na esperança, enfim, o Amor. Ele é o elo mais forte que nos liga à vida. 

Nunca deixei de ir “beber água” a este Vale de Esperança que me devolveu à vida e onde mantenho os amigos, os padrinhos, os conselheiros e todos aqueles de quem preciso para me lembrar de onde vim, onde estou e para onde desejo ir. Embora seja mais cómoda a “discrição”, conto a minha história porque é urgente acreditar que é possível a mudança e a recuperação. Mas sozinhos não somos capazes. É preciso ajuda. Ajuda de quem o saiba fazer com profissionalismo e dedicação, mas sobretudo com amor. E é assim que se trabalha no Vale de Acór. O Vale de Acór precisa do seu apoio. Ajude-o a ajudar quem mais precisa! Obrigado.

Pedro R. in www.a-valedeacor.pt


Para ajudar clique aqui: Ajudar o Vale de Acór


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sexta-feira, 25 de novembro de 2016

quinta-feira, 9 de junho de 2016

A Mãe morreu mas o filho nasceu

Veio recentemente a público a invulgar notícia duma criança que nasceu duma mulher que já tinha morrido. A morte cerebral da Mãe foi pronunciada há 4 meses atrás, quando o filho tinha apenas 17 semanas de vida. Nasceu agora de cesariana, às 32 semanas, e encontra-se de perfeita saúde.

Este acontecimento foi notícia em quase todos os órgãos de comunicação social. A história rapidamente se tornou "viral", sendo notório o júbilo e o regozijo nas redes sociais. Parecia quase como uma lufada de ar fresco em toda a cultura de morte que nos rodeia.

O aborto foi legalizado em 2007. Durante este 9 anos foi feitos cerca de 180 mil abortos legais e gratuitos (20 mil por ano). 180 mil casos nos quais os médicos não salvaram vidas mas acabaram com elas. 180 mil mortes pagas com dinheiro dos contribuintes que supostamente seria destinado a salvar vidas. 180 mil situações nas quais o sistema nacional de saúde foi substituído pelo sistema nacional de morte.

Mas no caso deste bebé foi diferente. Neste caso a Comissão de Ética decidiu que deviam ser feitos os possíveis para proteger aquela vida inocente. Perguntaram ao presidente dessa Comissão o que teriam decidido fazer se o Pai da criança dissesse que o filho deveria ser abortado, ao que respondeu que mesmo nesse caso o Ministério Público iria garantir a sobrevivência daquela criança porque os pais não são donos dos filhos. Que resposta tão acertada! Os pais não são donos dos filhos. Estes são-lhes confiados, para que os eduquem o melhor que sabem, mas não lhes cabe decidir sobre a sua morte e a sua vida, uma vez que esta exista. 

Um bebé dentro da barriga da sua Mãe, que deveria ser o local mais seguro do mundo, é já uma vida humana que existe e por isso não é apenas um conjunto de células pertencente ao corpo da sua progenitora, embora, por agora, precise desse corpo para se desenvolver. 

A criança da notícia cresceu no corpo da sua Mãe já morta. Foi um caso peculiar de morte que gera vida. Tal como é peculiar esta notícia de vida no meio duma cultura de morte.

Este pequeno oásis é uma prova de como é diferente (para melhor) uma sociedade que defende a vida desde a sua concepção até à sua morte natural. Os esforços que foram feitos entre a Comissão de Ética, as equipas de obstetrícia e a própria família, que apoiou todo o difícil procedimento, mostram como nós somos capazes de unir esforços para defender o que mais importa. E haverá um direito maior a defender do que o direito à vida? Sem este mais nenhum interessa.

Testemunhos dizem que depois do parto os médicos choraram. Médicos habituados a fazer centenas de partos, milhares. Uns mais difíceis, outros mais fáceis. Estes médicos choraram. Porquê? Porque salvaram uma vida. Porque cumpriram a sua vocação, a sua missão de ajudar os que mais precisam. Choraram porque a cultura da vida - a defesa da vida em todas as circunstâncias, especialmente nas mais difíceis - enche-nos o coração, responde aos desejos do nosso coração.

Esperemos que esta boa notícia seja fonte de inspiração para que todos os médicos defendam sempre a vida humana. Esperemos que todos os médicos se tornem objectores de consciência em relação ao aborto e à eutanásia, caso venha a ser aprovada. Esperemos que todos médicos, mesmo com más condições e excesso de trabalho, se sintam recompensados pela incomparável sensação de saberem que, naquele dia, salvaram uma vida.

João Silveira


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segunda-feira, 23 de maio de 2016

90% dos bebés com Síndrome de Down são abortados

"Eu não sou perfeito, mas sou feliz. Sou feito por Deus, à Sua imagem, e sou abençoado. 
Faço parte das 10% de crianças com Síndrome de Down que sobrevivem ao aborto livre."


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segunda-feira, 21 de março de 2016

Médicos aconselharam aborto mas Mãe recusou

Michael Moloney, um bébé que nasceu com 26 semanas, fez um ano. Às 18 semanas de gravidez rebentaram as águas e os médicos aconselharam a Mãe a abortar imediatamente porque o seu filho não sobreviria. Felizmente a Mãe decidiu não segui o conselho dos médicos para matar o próprio filho, cuja vida desafia todos os prognósticos, Viva a Vida!



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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Os pontos menos conhecidos da Declaração Comum

A Declaração Comum assinada entre o Papa Francisco e o Patriarca Kirill foi bastante explícita na defesa da Vida e da Família. O documento denuncia que os vários tipos de uniões que hoje em dia são postas ao mesmo nível do matrimónio, numa clara condenação às uniões de facto e uniões entre pessoas do mesmo sexo. O documento lamenta os milhões de crianças abortadas todos os anos e diz que a voz do seu sangue clama a Deus. Condena também a eutanásia e as técnicas reprodutivas que não respeitam a dignidade da vida humana.

Eis os pontos menos conhecidos da Declaração Comum

19. A família é o centro natural da vida humana e da sociedade. Estamos preocupados com a crise da família em muitos países. Ortodoxos e católicos partilham a mesma concepção da família e são chamados a testemunhar que ela é um caminho de santidade, que testemunha a fidelidade dos esposos nas suas relações mútuas, a sua abertura à procriação e à educação dos filhos, a solidariedade entre as gerações e o respeito pelos mais vulneráveis.

20. A família funda-se no matrimónio, acto de amor livre e fiel entre um homem e uma mulher. É o amor que sela a sua união e os ensina a acolher-se reciprocamente como um dom. O matrimónio é uma escola de amor e fidelidade. Lamentamos que outras formas de convivência já estejam postas ao mesmo nível desta união, ao passo que o conceito, santificado pela tradição bíblica, de paternidade e de maternidade como vocação particular do homem e da mulher no matrimónio, seja banido da consciência pública.

21. Pedimos a todos que respeitem o direito inalienável à vida. Milhões de crianças são privadas da própria possibilidade de nascer no mundo. A voz do sangue das crianças não nascidas clama a Deus (cf. Gn 4, 10).

O desenvolvimento da chamada eutanásia faz com que as pessoas idosas e os doentes comecem a sentir-se um peso excessivo para as suas famílias e a sociedade em geral.

Estamos preocupados também com o desenvolvimento das tecnologias reprodutivas biomédicas, porque a manipulação da vida humana é um ataque aos fundamentos da existência do homem, criado à imagem de Deus. Consideramos nosso dever lembrar a imutabilidade dos princípios morais cristãos, baseados no respeito pela dignidade do homem chamado à vida, segundo o desígnio do Criador.


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domingo, 24 de janeiro de 2016

Dominicanos cantam 'Salve Regina' na Marcha pela Vida

Uma forte tempestade de neve deixou Washington praticamente parada. Mas o mau tempo não impediu que milhares de pessoas corajosas fossem para as ruas mostrar que vale a pena ser a favor da Vida, e que o aborto nunca é uma solução. Entre eles encontravam-se os 'Dominican Friars for Life'.


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segunda-feira, 16 de novembro de 2015

O santo de todos os dias

O santo de todos os dias, ao acautelar-se em relação a esta tendência, recebe novos estímulos para encontrar Deus ainda com mais força, nos seus afazeres diários. Não O procura apenas nos livros ascéticos, mas principalmente na vida prática. Neste sentido, compreende a relação harmoniosa que deve manter com o trabalho. 

Por isso, o seu amor ao trabalho terá as mesmas qualidades que o seu amor a Deus: será magnânimo, permanente e afectivo. O santo de todos os dias entrega-se ao trabalho com todo o seu coração. Foi Deus quem lhe confiou esse trabalho e quer atraí-lo a Si por meio dele. Por isso não o realiza simplesmente segundo o seu próprio gosto ou capricho, nem o abandona ou executa mal. Na medida em que o trabalho está subordinado à santa vontade de Deus, reclama em alto grau toda a sua atenção e toda a sua energia. 

Por isso deve executá-lo interior e exteriormente da forma mais perfeita possível, quer dizer, deve realizá-lo com amor fervoroso por Deus e fazê-lo com Deus, de modo que resulte em louvor e glória do Pai Celestial. O santo de todos os dias questiona-se a si mesmo frequentemente: “Como gostaria Deus que eu fizesse este trabalho?Tal como o Senhor, também ele gostaria de fazer sempre o que é do agrado do Pai. Por isso, também conquista em todo o lado a confiança e o apreço dos outros.

Pe. Kentenich in Santidade da vida diária


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sábado, 12 de setembro de 2015

A aprender muito antes de nascermos - Scientific American

No seu número de Julho de 2015, a revista Scientific American revela estudos recentes que mostram que o bébé na barriga da mãe está há muitas semanas a aprender coisas novas.


O subtítulo da notícia diz que "nós começamos a aprender palavras, preferências de comida e a coordenar a mão e os olhos muito antes de nascermos."


Explica o artigo:
"Os recém-nascidos dificilmente podem ser vistos como tábuas rasas sem conhecimento ou experiência, algo contrário às noções históricas sobre a mente de uma criança. A percepção sensorial e a aprendizagem começam no ventre, como tornou mais claro que nunca o recentemente revigorado estudo da percepção dos fetos.  (...)"

"Aparelhos não-invasivos conseguem agora  medir a actividade eléctrica do cérebro em desenvolvimento de um feto ou recém-nascido. As ideias recentes adquiridas através dessas ferramentas apresentam uma imagem rica de como um feto usa o seu cérebro e sentidos em nascimento para aprender sobre si mesmo e o mundo exterior muito antes de nascer."

Talvez não seja preciso dizer, mas este é o caso de qualquer bébé na barriga de qualquer mãe, independentemente de como ou onde foi concebido.

Lembra o artigo que "tão cedo como às 7 semanas após a fertilização, os fetos começam a mexer-se. Ao crescerem balançam o cordão umbilical, trepam as paredes do saco amniótico e põem os seus membros na boca."




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