sexta-feira, 15 de novembro de 2013

Frase do dia

"Por causa de prazeres passageiros, sofrem-se grandes tormentos eternos." 

S. João da Cruz


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Carta Pastoral da CEP: A propósito da ideologia do género


Difunde-se cada vez mais a chamada ideologia do género ou gender. Porém, nem todas as pessoas disso se apercebem e muitos desconhecem o seu alcance social e cultural, que já foi qualificado como verdadeira revolução antropológica. Não se trata apenas de uma simples moda intelectual. Diz respeito antes a um movimento cultural com reflexos na compreensão da família, na esfera política e legislativa, no ensino, na comunicação social e na própria linguagem corrente.

Mas a ideologia do género contrasta frontalmente com o acervo civilizacional já adquirido. Como tal, opõe-se radicalmente à visão bíblica e cristã da pessoa e da sexualidade humanas. Com o intuito de esclarecer as diferenças entre estas duas visões surge este documento. Move-nos o desejo de apresentar a visão mais sólida e mais fundante da pessoa, milenarmente descoberta, valorizada e seguida, e para a qual o humanismo cristão muito contribuiu. Acreditamos que este mesmo humanismo, atualmente, é chamado a dar contributo válido na redescoberta da profundidade e beleza de uma sexualidade humana corretamente entendida.

Trata-se da defesa de um modelo de sexualidade e de família que a sabedoria e a história, não obstante as mutações culturais, nos diferentes contextos sociais e geográficos, consideram apto para exprimir a natureza humana.
           
1. A pessoa humana, espírito encarnado
Antes de mais, gostaríamos de deixar bem claro que, para o humanismo cristão, não há lugar a dualismos: o desprezo do corpo em nome do espírito ou vice-versa. O corpo sexuado, como todas as criaturas do nosso Deus, é produto bom de um Deus bom e amoroso. Uma segunda verdade a considerar na visão cristã da sexualidade é a da pessoa humana como espírito encarnado e, por isso, sexuado: a diferenciação sexual correspondente ao desígnio divino sobre a criação, em toda a sua beleza e plenitude: «Ele os criou homem e mulher» (Gn 1,27); «Deus, vendo toda sua obra, considerou-a muito boa» (Gn 1,31).

A corporalidade é uma dimensão constitutiva da pessoa, não um seu acessório; a pessoa é um corpo, não tem um corpo; a dignidade do corpo humano é corolário da dignidade da pessoa humana; a comunhão dos corpos deve exprimir a comunhão das pessoas.
Porque a pessoa humana é a totalidade unificada do corpo e da alma, existe necessariamente, como homem ou mulher. Por conseguinte, a dimensão sexuada, a masculinidade ou feminilidade, é constitutiva da pessoa, é o seu modo de ser, não um simples atributo. É a própria pessoa que se exprime através da sexualidade. A pessoa é, assim, chamada ao amor e à comunhão como homem ou como mulher. E a diferença sexual tem um significado no plano da criação: exprime uma abertura recíproca à alteridade e à diferença, as quais, na sua complementaridade, se tornam enriquecedoras e fecundas.
  
2. Confrontados com uma forte mudança cultural
Reconhecemos, sem dúvida, que, no longo caminho do amadurecimento cultural e civilizacional, nem sempre se atribuiu aos dois âmbitos do humano (o masculino e o feminino) o mesmo valor e semelhante protagonismo social. Especialmente a mulher, não raramente, foi vítima de forte sujeição ao homem e sofreu alguma menorização social e cultural. Graças a Deus, tais situações estão progressivamente a ser ultrapassadas e a condição feminina, antigamente conotada com a ideia de opressão, hoje está a revelar-se como enorme potencial de humanização e de desenvolvimento harmonioso da sociedade.

No desejo de ultrapassar esta menoridade social da mulher, alguns procederam a uma distinção radical entre o sexo biológico e os papéis que a sociedade, tradicionalmente, lhe outorgou. Afirmam que o ser masculino ou feminino não passa de uma construção mental, mais ou menos interessada e artificial, que, agora, importaria desconstruir. Por conseguinte, rejeitam tudo o que tenha a ver com os dados biológicos para se fixarem na dimensão cultural, entendida como mentalidade pessoal e social. E, por associação de ideias, passou-se a rejeitar a validade de tudo o que tenha a ver com os tradicionais dados normativos da natureza a respeito da sexualidade (heterossexualidade, união monogâmica, limite ético aos conhecimentos técnicos ligados às fontes da vida, respeito pela vida intra-uterina, pudor ou reserva de intimidade, etc.). É todo este âmbito mental que se costuma designar por ideologia do género ou gender.

A ideologia do género surge, assim, como uma antropologia alternativa, quer à judaico-cristã, quer à das culturas tradicionais não ocidentais. Nega que a diferença sexual inscrita no corpo possa ser identificativa da pessoa; recusa a complementaridade natural entre os sexos; dissocia a sexualidade da procriação; sobrepõe a filiação intencional à biológica; pretende desconstruir a matriz heterossexual da sociedade (a família assente na união entre um homem e uma mulher deixa de ser o modelo de referência e passa a ser um entre vários).

3. Os pressupostos da ideologia do género
Esta teoria parte da distinção entre sexo e género, forçando a oposição entre natureza e cultura. O sexo assinala a condição natural e biológica da diferença física entre homem e mulher. O género baliza a construção histórico-cultural da identidade masculina e feminina. Mas, partindo da célebre frase de Simone de Beauvoir, «uma mulher não nasce mulher, torna-se mulher», a ideologia do género considera que somos homens ou mulheres não na base da dimensão biológica em que nascemos, mas nos tornamos tais de acordo com o processo de socialização (da interiorização dos comportamentos, funções e papéis que a sociedade e cultura nos distribui). Papéis que, para estas teorias, são injustos e artificiais. Por conseguinte, o género deve sobrepor-se ao sexo e a cultura deve impor-se à natureza.

Como, para esta ideologia, o género é uma construção social, este pode ser desconstruído e reconstruído. Se a diferença sexual entre homem e mulher está na base da opressão desta, então qualquer forma de definição de uma especificidade feminina é opressora para a mulher. Por isso, para os defensores do gender, a maternidade, como especificidade feminina, é sempre uma discriminação injusta. Para superar essa opressão, recusa-se a diferenciação sexual natural e reconduz-se o género à escolha individual. O género não tem de corresponder ao sexo, mas pertence a uma escolha subjetiva, ditada por instintos, impulsos, preferências e interesses, o que vai para além dos dados naturais e objetivos.

O gender sustenta a irrelevância da diferença sexual na construção da identidade e, por consequência, também a irrelevância dessa diferença nas relações interpessoais, nas uniões conjugais e na constituição da família. Se é indiferente a escolha do género a nível individual, podendo escolher-se ser homem ou mulher independentemente dos dados naturais, também é indiferente a escolha de se ligar a pessoas de outro ou do mesmo sexo. Daqui a equiparação entre uniões heterossexuais e homossexuais. Ao modelo da família heterossexual sucedem-se vários tipos de família, tantos quantas as preferências individuais, para além de qualquer modelo de referência. Deixa de se falar em família e passa a falar-se em famílias. Privilegiar a união heterossexual afigura-se-lhe uma forma de discriminação. Igualmente, deixa de se falar em paternidade e maternidade e passa a falar-se, exclusivamente, em parentalidade, criando um conceito abstrato, pois desligado da geração biológica.

4. Reflexos da afirmação e difusão da ideologia do género
A afirmação e difusão da ideologia do género pode notar-se em vários âmbitos. Um deles é o dos hábitos linguísticos correntes. Vem-se generalizando, a começar por documentos oficiais e na designação de instituições públicas, a expressão género em substituição de sexo (igualdade de género, em vez de igualdade entre homem e mulher), tal como a expressão famílias em vez de família, ou parentalidade em vez de paternidade e maternidade. Muitas pessoas passam a adotar estas expressões por hábito ou moda, sem se aperceberem da sua conotação ideológica. Mas a generalização destas expressões está longe de ser inocente e sem consequências. Faz parte de uma estratégia de afirmação ideológica, que compromete a inteligibilidade básica de uma pessoa, por vezes, tendo consequências dramáticas: incapacidade de alguém se situar e definir no que tem de mais elementar.

Os planos político e legislativo são outro dos âmbitos de penetração da ideologia do género, que atinge os centros de poder nacionais e internacionais. Da agenda fazem parte as leis de redefinição do casamento de modo a nelas incluir uniões entre pessoas do mesmo sexo (entre nós, a Lei nº 9/2010, de 31 de maio), as leis que permitem a adoção por pares do mesmo sexo (em discussão entre nós, na modalidade de co-adoção), as leis que permitem a mudança do sexo oficialmente reconhecido, independentemente das caraterísticas fisiológicas do requerente (Lei nº 7/2011, de 15 de março), e as leis que permitem o recurso de uniões homossexuais e pessoas sós à procriação artificial, incluindo a chamada maternidade de substituição (a Lei nº 32/2006, de 26 de julho, não contempla a possibilidade referida). 

Outro âmbito de difusão da ideologia do género é o do ensino. Este é encarado como um meio eficaz de doutrinação e transformação da mentalidade corrente e é nítido o esforço de fazer refletir na orientação dos programas escolares, em particular nos de educação sexual, as teses dessa ideologia, apresentadas como um dado científico consensual e indiscutível. Esta estratégia tem dado origem, em vários países, a movimentos de protesto por parte dos pais, que rejeitam esta forma de doutrinação ideológica, porque contrária aos princípios nos quais pretendem educar os seus filhos. Entre nós, a Portaria nº 196-A/2010, de 9 de abril, que regulamenta a Lei nº 60/2009, de 6 de agosto, relativa à educação sexual em meio escolar, inclui, entre os conteúdos a abordar neste âmbito, sexualidade e género.

5. O alcance antropológico da ideologia do género
Importa aprofundar o alcance da ideologia do género, pois ela representa uma autêntica revolução antropológica. Reflete um subjetivismo relativista levado ao extremo, negando o significado da realidade objetiva. Nega a verdade como algo que não pode ser construído, mas nos é dado e por nós descoberto e recebido. Recusa a moral como uma ordem objetiva de que não podemos dispor. Rejeita o significado do corpo: a pessoa não seria uma unidade incindível, espiritual e corpórea, mas um espírito que tem um corpo a ela extrínseco, disponível e manipulável. Contradiz a natureza como dado a acolher e respeitar. Contraria uma certa forma de ecologia humana, chocante numa época em que tanto se exalta a necessidade de respeito pela harmonia pré-estabelecida subjacente ao equilíbrio ecológico ambiental. Dissocia a procriação da união entre um homem e uma mulher e, portanto, da relacionalidade pessoal, em que o filho é acolhido como um dom, tornando-a objeto de um direito de afirmação individual: o “direito” à parentalidade.

No plano estritamente científico, obviamente, é ilusória a pretensão de prescindir dos dados biológicos na identificação das diferenças entre homens e mulheres. Estas diferenças partem da estrutura genética das células do corpo humano, pelo que nem sequer a intervenção cirúrgica nos órgãos sexuais externos permitiria uma verdadeira mudança de sexo.

É certo que a pessoa humana não é só natureza, mas é também cultura. E também é certo que a lei natural não se confunde com a lei biológica. Mas os dados biológicos objetivos contêm um sentido e apontam para um desígnio da criação que a inteligência pode descobrir como algo que a antecede e se lhe impõe e não como algo que se pode manipular arbitrariamente. A pessoa humana é um espírito encarnado numa unidade bio-psico-social. Não é só corpo, mas é também corpo. As dimensões corporal e espiritual devem harmonizar-se, sem oposição. Do mesmo modo, também as dimensões natural e cultural. A cultura vai para além da natureza, mas não se lhe deve opor, como se dela tivesse que se libertar.

6. Homem e mulher chamados à comunhão
A diferenciação sexual inscrita no desígnio da criação tem um sentido que a ideologia do género ignora. Reconhecê-la e valorizá-la é assegurar o limite e a insuficiência de cada um dos sexos, é aceitar que cada um deles não exprime o humano em toda a sua riqueza e plenitude. É admitir a estrutura relacional da pessoa humana e que só na relação e na comunhão (no ser para o outro) esta se realiza plenamente.

Essa comunhão constrói-se a partir da diferença. A mais básica e fundamental, que é a de sexos, não é um obstáculo à comunhão, não é uma fonte de oposição e conflito, mas uma ocasião de enriquecimento recíproco. O homem e a mulher são chamados à comunhão porque só ela os completa e permite a continuação da espécie, através da geração de novas vidas. Faz parte da maravilha do desígnio da criação. Não é, como tal, algo a corrigir ou contrariar.

A sociedade edifica-se a partir desta colaboração entre as dimensões masculina e feminina. Em primeiro lugar, na sua célula básica, a família. É esta quem garante a renovação da sociedade através da geração de novas vidas e assegura o equilíbrio harmonioso e complexo da educação das novas gerações. Por isso, nunca um ou mais pais podem substituir uma mãe, e nunca uma ou mais mães podem substituir um pai.

7. Complementaridade do masculino e do feminino
É um facto que algumas visões do masculino e feminino têm servido, ao longo da história, para consolidar divisões de tarefas rígidas e estereotipadas que limitaram a realização da mulher, relegada a um papel doméstico e circunscrita na intervenção social, económica, cultural e política. Mas, na visão bíblica, o domínio do homem sobre a mulher não faz parte do original desígnio divino: é uma consequência do pecado. Esse domínio indica perturbação e perda da estabilidade da igualdade fundamental, entre o homem e a mulher. O que vem em desfavor da mulher, porquanto somente a igualdade, resultante da comum dignidade, pode dar às relações recíprocas o carácter de uma autêntica communio personarum (comunhão de pessoas).

A ideologia do género não se limita a denunciar tais injustiças, mas pretende eliminá-las negando a especificidade feminina. Isso empobrece a mulher, que perde a sua identidade, e enfraquece a sociedade, privada dum contributo precioso e insubstituível, como é a feminilidade e a maternidade. Aliás, a nossa época reconhece – e bem! – a importância da presença equilibrada de homens e mulheres nos vários âmbitos da vida social, designadamente nos centros de decisão económica e política. Mesmo que essa presença não tenha de ser rigidamente paritária, a sociedade só tem a ganhar com o contributo complementar das específicas sensibilidades masculina e feminina.

8. O "génio feminino"
Nesta perspetiva, há que pôr em relevo aquilo que o Papa João Paulo II denominou "génio feminino". Não se trata de algo que se exprima apenas na relação esponsal ou maternal, específicas do matrimónio, como pretenderia uma certo romantismo. Mas estende-se ao conjunto das relações interpessoais e refere-se a todas as mulheres, casadas ou solteiras. Passa pela vocação à maternidade, sem que esta se esgote na biológica. Nesta, entretanto, comprova-se uma especial sensibilidade da mulher à vida, patente no seu desvelo na fase de maior vulnerabilidade e na sua capacidade de atenção e cuidado nas relações interpessoais.

A maternidade não é um peso de que a mulher necessite de se libertar. O que se exige é que toda a organização social apoie e não dificulte a concretização dessa vocação, através da qual a mulher encontra a sua plena realização. É de reclamar, em especial, que a inserção da mulher numa organização laboral, concebida em função dos homens, não se faça à custa da concretização dessa vocação, e se adotem todos os ajustamentos necessários.

9. O papel insubstituível do pai
Não pode, de igual modo, ignorar-se que o homem tem um contributo específico e insubstituível a dar à vida familiar e social, cumprindo a sua vocação à paternidade, que não é só biológica, assumindo a missão que só o pai pode desempenhar cabalmente. Talvez o âmbito em que mais se nota a ausência desse contributo seja o da educação, o que já levou a que se fale do pai como o “grande ausente”. Isto pode originar sérias consequências, tais como desorientação existencial dos jovens, toxicodependência ou delinquência juvenil. Se a relação com a mãe é essencial nos primeiros anos de vida, é também essencial a relação com o pai, para que a criança e o jovem se diferenciem da mãe e assim cresçam como pessoas autónomas. Não bastam os afetos para crescer: são necessárias regras e autoridade, o que é acentuado pelo papel do pai.

Num contexto em que se discute a legalização da adoção por pares do mesmo sexo, não é supérfluo sublinhar a importância dos papéis da mãe e do pai na educação das crianças e dos jovens: são papéis insubstituíveis e complementares. Cada uma destas figuras ajuda a criança e o jovem a construir a sua própria identidade masculina ou feminina. Mas também, e porque nem o masculino nem o feminino esgotam toda a riqueza do humano, a presença dessas duas figuras ajudam-nos a descobrir toda essa riqueza, ultrapassando os limites de cada um dos sexos. Uma criança desenvolve‑se e prospera na interação conjunta da mãe e do pai, como parece óbvio e estudos científicos comprovam.

10. A resposta à afirmação e difusão da ideologia do género
A ideologia do género não só contrasta com a visão bíblica e cristã, mas também com a verdade da pessoa e da sua vocação. Prejudica a realização pessoal e, a médio prazo, defrauda a sociedade. Não exprime a verdade da pessoa, mas distorce-a ideologicamente.

As alterações legislativas que refletem a mentalidade da ideologia do género -concretamente, a lei que, entre nós, redefiniu o casamento - não são irreversíveis. E os cidadãos e legisladores que partilhem uma visão mais consentânea com o ser e a dignidade da pessoa e da família são chamados a fazer o que está ao seu alcance para as revogar.

Se viermos a assistir à utilização do sistema de ensino para a afirmação e difusão dessa ideologia, é bom ter presente o primado dos direitos dos pais e mães quanto à orientação da educação dos seus filhos. O artigo 26º, nº 3, da Declaração Universal dos Direitos Humanos estatui que «aos pais pertence a prioridade do direito de escolher o género de educação dos seus filhos». E o artigo 43º, nº 2, da nossa Constituição estabelece que «o Estado não pode atribuir-se o direito de programar a educação e a cultura segundo quaisquer diretrizes filosóficas, estéticas, políticas, ideológicas ou religiosas».

De qualquer modo, a resposta mais eficaz às afirmações e difusão da ideologia do género há de resultar de uma nova evangelização. Trata-se de anunciar o Evangelho como este é: boa nova da vida, do amor humano, do matrimónio e da família, o que corresponde às exigências mais profundas e autênticas de toda a pessoa. A esse anúncio são chamadas, em especial, as famílias cristãs, antes de mais, mediante o seu testemunho de vida.

Fátima, 14 de novembro de 2013


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quinta-feira, 14 de novembro de 2013

Frase de C.S. Lewis sobre os abusos litúrgicos

“The modern habit of doing ceremonial things unceremoniously is no proof of humility; rather it proves the offender’s inability to forget himself in the rite, and his readiness to spoil for every one else the proper pleasure of ritual.“ 

C.S. Lewis


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quarta-feira, 13 de novembro de 2013

Missa Exequial do Cardeal Domenico Bartolucci, "Maestro in Perpetuo" do Coro da Capela Sistina




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Frase do dia

"Lembra-te que não se ganha nenhuma batalha sem oração. A escolha é tua." 

S. Pio de Pietrelcina


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Dia 29 de 40 dias pela Vida

Hoje vou deixar-vos um testemunho anónimo que nos foi deixado na Casa das Mãos Erguidas por um/a voluntário/a dos 40 dias pela vida há algum tempo.

"Queridos irmãos na Fé,

Hoje faço anos -:) Apesar do meu pai ter pedido à minha mãe para abortar ela não cedeu e estou aqui...Amo os dois!

Amo o meu pai porque naquele pedido foi frágil, tal como eu sou em tantos momentos da minha vida.

Amo a minha mãe porque foi corajosa, tal como também o sou noutros momentos...

Afinal a fragilidade e coragem são quem mais nos acompanham e preciso dos dois. Um para me levantar (tantas vezes o faço no Sacramento da reconciliação) e outro para agradecer e para isto não chega a vida inteira!

Aqui rezei e tudo agradeço a Deus! A vossa oração e missão são imprescindíveis."

Já falta pouco para terminar estes 40 dias. Já experimentou vir fazer esta experiência de rezar em frente à clínica?  
http://www.40diaspelavida.org/


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terça-feira, 12 de novembro de 2013

Queria suicidar-se mas hoje em dia é feliz


Este homem queria suicidar-se. Estava decidido a saltar da Golden Gate Bridge, em São Francisco. Depois duma conversa de 60 minutos (praticamente uma hora), o polícia conseguiu convencê-lo que tinha motivos para viver. 

Oito anos depois, o homem que se queria suicidar está casado, tem dois filhos e é muito feliz. Encontrou-se com o polícia que lhe salvou a vida para agradecer o que fez por ele.


Que isto nos sirva de lição para estarmos atentos aos outros e ajudarmos quem anda mais triste e desanimado.




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O imperativo categórico - João César das Neves

Foi lançado recentemente, podemos dizer com honras de Estado, o livro de José Sócrates A Confiança no Mundo; Sobre a Tortura em Democracia (Verbo, 2013). O volume, resultado de um trabalho académico, trata um tema importante e perturbador, que tomou grande actualidade com a recente luta americana contra o terrorismo. Este caso, verificando-se num ambiente de Estado de direito livre e democrático, traz também ao tema o contorno particular que justifica o interesse adicional do texto.

Entre os vários elementos aduzidos, o autor não se exime ao aspecto mais espinhoso e complexo, a filosofia moral. Na situação de tortura confrontam-se dois direitos, o do preso e o da sociedade que ele pretende agredir. É fácil surgir a escolha entre a dignidade básica do terrorista, agredida pelas sevícias, e as vidas a salvar pela informação que ele guarda. Aqui os dilemas facilmente se tornam, eles mesmos, torturadores, de tão complexos.

O autor toma uma posição clara e categórica sobre este problema espinhoso, "esclarecendo que me filio, neste domínio, na perspectiva deontológica de proibição absoluta de tortura" (p. 104). Aliás, assume mesmo uma excepção à sua posição pessoal de fundo pois, como explica numa entrevista de divulgação do livro: "Nunca fui um deontologista, nunca me filiei nas correntes morais dos que acham que têm imperativos categóricos e uma ética da convicção... Sempre me filiei nas correntes do consequencialismo e do utilitarismo... Aqui, entro em divergência. Porque me tornei um deontologista num único ponto, um ponto que une várias gerações de filósofos... Qual é o ponto? A vida humana é única, singular e insubstituível" (Expresso Revista, 19/Out/2013, p. 29-30).

Esta afirmação é decisiva e, como se vê, marca uma evolução importante na trajectória do autor. Mas é impossível não aplicar o mesmo raciocínio, e toda a longa, detalhada e erudita elaboração que ele faz na parte II do volume, a um outro caso, precisamente aquele em que o Governo do primeiro-ministro José Sócrates foi mais decisivo sobre o futuro nacional, a liberalização do aborto pela Lei 16/2007 de 17 de Abril e a sua banalização pela Portaria 741-A/2007 de 21/Junho. O paralelo é inevitável dado o argumento, repetido à exaustão por todos aqueles que se opunham à posição do Governo de então, ser exactamente aquele que agora José Sócrates apresenta como o seu "imperativo categórico": a vida humana é única, singular e insubstituível.

Claro que podemos dizer que o caso do aborto é bastante diferente da questão da tortura. E de facto é. Mas existem não só paralelos inelutáveis, mas até detalhes que tornam a interrupção da gravidez ainda mais adequada aos argumentos usados por Sócrates na sua tese. Dadas as competências que ele revela no intrincado campo da filosofia moral, não seria digno descartar de forma ligeira estas implicações.

Como na tortura, temos o confronto de dois direitos, o do nascituro e o de sua mãe. No entanto, podemos dizer que os valores envolvidos são ainda mais extremos do que na situação analisada no livro. De facto os graves problemas que conduzem uma mulher a abortar, mesmo se pungentes, são muito menos graves do que os morticínios que a tortura pretende evitar. Por outro lado, a vítima do aborto não sofre apenas a dor extrema e a cruel indignidade, mas fica impedida de nascer e ver o sol, anulando-lhe na morte a mais ínfima partícula de identidade.

Certamente que, com a análise sofisticada que faz no seu volume, o autor não usará a escapatória indigna de dizer que o embrião ainda não é uma pessoa, omitindo-o assim dos seus princípios. Não só se trata indiscutivelmente de uma vida humana, mas esse argumento cai no rol das múltiplas negações da humanidade dos terroristas, que ele tão bem desarma na sua tese.

O autor ainda não se disponibilizou para esta discussão. Mas ao menos, no meio das lutas terríveis que nos dividem, devemos desfrutar deste raro momento de acordo, à volta de uma ideia tão básica e decisiva: a vida humana é única, singular e insubstituível. in DN


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Descobriram um novo sacramento? - José Maria C. S. André

O Papa Francisco descobriu um novo sacramento, que se está a tornar um sucesso de popularidade em vários países do mundo. Em certo sentido, não é novo, porque foi instituído por Cristo e tem uma longa história, mas a verdade é que andou esquecido nas décadas recentes. Paulo VI, João Paulo II, Bento XVI, tentaram recuperá-lo, e tiveram êxito em certos âmbitos. No entanto, de repente, tudo mudou. Um leitor com mais de 50 anos, que ainda se lembre da catequese de criança, adivinha que estamos a falar da confissão.

O Papa Francisco fala continuamente da confissão, nos grandes discursos e sobretudo nas Missas diárias que celebra na Casa de Santa Marta, onde vive. As suas homilias, muito breves, atraem milhões de cliques no Youtube, no CTV (Centro Televisivo Vaticano) e noutros canais da Internet. O número de confissões subiu de tal maneira em Itália que isso começou a ser notícia nos jornais. Nos países de língua inglesa, este sacramento, praticamente desconhecido até há pouco tempo, começou a gerar euforia. Neste momento, até os não católicos pedem aos padres para os ouvirem, em nome de Deus, mesmo sem poderem receber no fim a absolvição sacramental.

Se eu não tivesse lido a imprensa inglesa, não acreditava. O chefe máximo da Comunhão Anglicana, o Arcebispo de Cantuária Justin Welby, disse publicamente que tem como director espiritual um padre católico e que, embora os anglicanos não estejam ainda em comunhão completa com a Igreja Católica, ele próprio se confessa com esse padre. E, não contente com essa extravagância, faz coro com o Papa Francisco a difundir a confissão. Parece inacreditável, mas é verdade que o Arcebispo anglicano Justin Welby prega com mais entusiasmo que muitos pregadores católicos. Leiam (por exemplo no «The Telegraph» de 9 de Outubro de 2013) as palavras que ele dirige a católicos e anglicanos: a confissão é uma experiência «enormemente poderosa» para ficarem aliviados através do confessor, ainda que nem sempre seja «divertido» (an “enormously powerful” experience to unburden themselves to a confessor, even if it is not always a “bunch of laughs”).

Ele próprio conta que, ao longo de 10 anos, descobriu progressivamente o fundamento teológico e a eficácia espiritual da confissão. Agora fala de experiência própria: «É extremamente poderoso e terrivelmente doloroso quando se faz correctamente... é realmente terrível quando vamos ao confessor. Duvido que alguém acorde de manhã e pense que vai ser divertido. É certamente desconfortável. Mas através da confissão Deus concede o perdão e a absolvição e uma sensação de limpeza» (“It’s really uncomfortable.But through it God releases forgiveness and absolution and a sense of cleansing”).

Estão a correr mundo as homilias em que o Papa Francisco descreve estas hesitações em discurso directo: Dizes-me, Padre, se soubesse, …eu fiz cada coisa!... Para Cristo, não importa! Tu é que estás a levantar obstáculos! Pelo contrário, Cristo está ansioso por te perdoar, só precisa que dês um passo… Não O faças esperar!

Um jornal inglês de grande tiragem disse, em editorial, que está em curso uma revolução. E recordou aquela tirada atribuída a Stalin, «o Papa?! Quantas divisões de blindados é que ele tem?». Dizem que Stalin gozou. Claro que a resposta é «nenhuma», continua o editorial, mas acrescenta: «No entanto, há palavras de sabedoria que desencadeiam revoluções e derrubam as paredes – e Francisco está a demonstrar que é um soldado cristão de primeira categoria» (“But wise words can spark revolutions and tear down walls – and Francis is emerging as a Christian soldier of the first rank”).

Estes anglicanos estão a deixar envergonhados alguns pregadores católicos. E o Papa está com os ingleses. «God save the queen»!


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segunda-feira, 11 de novembro de 2013

Os nossos irmãos nas Filipinas


Todos temos os nossos problemas, desde o desemprego até uma “simples” dor de dentes ou uma doença mais complicada. Quase nunca pensamos que há sempre alguém pior. Podemos ver isso neste momento nas Filipinas. Mais de 10 mil mortos, muitos desaparecidos e um País praticamente destruído.

Estas pessoas precisam da nossa ajuda. Se puder ser monetária, que seja. Seja como for é nosso dever rezar pelos vivos e pelos mortos. 

Requiem aeternam dona eis, Domine. Et lux perpetua luceat eis. Requiescat in pace. Amen.

João Silveira


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Evangelizar - D. Nuno Brás

É certo que as paróquias e outras comunidades cristãs vivem no mundo – neste mundo que é o nosso. É certo que, num modo de viver que se foi progressivamente afastando do cristianismo que lhe deu vida, é mais fácil ser cristão dentro dos grupos, organizações, actividades que povoam a vida das nossas comunidades cristãs. É certo que, mais facilmente, deixamos que o tempo corra, por entre lamúrias de que o mundo vai mal. É certo que, muitas vezes, temos a sensação de que nos encontramos à beira do precipício, à espera de um milagre divino que reponha tudo no seu lugar.

É igualmente certo que Deus poderia fazer esse “milagre” — quanto mais não seja aquele de colocar um ponto final em tudo, de modo que, de um momento para o outro, tudo retomasse o seu devido lugar, e toda a criação chegasse à meta para que foi criada. Mas não foi desse modo que Cristo quis salvar o mundo. Poderíamos pensar que seria mais fácil e nos pouparia a nós muito trabalho, canseiras e sofrimentos — a nós e a tantos outros. Mas não foi esse o plano salvador de Deus.

É Deus quem salva o mundo por meio de Jesus. Mas a salvação — nossa e do mundo inteiro — não acontecerá sem o nosso acolhimento, conversão, participação. E o envio que o Senhor Jesus fez aos seus, a modo de testamento (aos Doze e, depois, a quantos acolheram a proclamação do Reino por eles realizada) é claro: a sua missão é a de ir pelo mundo inteiro (ao longo do tempo e em todos os lugares), e de não descansar enquanto existir alguém que não O conheça e O louve. A missão não é facultativa para os baptizados.

Neste início de milénio, é connosco que o Senhor conta. Com as nossas forças e com as nossas incapacidades, mas (sobretudo) com o nosso acolhimento do seu Amor, da sua Graça. Quando penso na tarefa que os primeiros cristãos tinham pela frente – evangelizar o mundo inteiro – não posso deixar de pensar também que estes dois mil anos de cristianismo nos facilitaram a tarefa.

É por isso que sinto dificuldade em escutar as lamúrias de tantos que, de rosto amargurado ou simplesmente de mãos nos bolsos, acham que este mundo não tem solução. Não terá, se continuarmos, amedrontados, dentro das paredes das nossas igrejas. in Voz da Verdade


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Frase do dia

"A confissão, que é a purificação da alma, deve ser feita pelo menos uma vez por semana. Não é possível manter a alma longe da confissão mais de 7 dias." 

S. Pio de Pietrelcina


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domingo, 10 de novembro de 2013

Ex-Mestre de Yoga garante que não há Yoga cristão


“Não há Yoga cristão mas sim cristãos que praticam o Yoga” – esta é a voz de quem foi mestre desta disciplina que, conforme diz o próprio, é um caminho de vida. Hoje, o belga Joseph Marie Verlinde é sacerdote e Prior de um mosteiro em França. A sua reflexão, sustentada pela experiência, questiona os argumentos que apresentam o yoga como simples e bom, como um exercício de bem-estar físico e psíquico.

No seu livro “A Experiência Proibida”, resumo de passagens de uma entrevista emitida pelo “Net For God Productions” e do qual apresentaremos alguns extractos, transparece a verdade e a paixão pela sua resposta fiel a Deus, Aquele que, finalmente, conquistou a sua alma.

Apenas com vinte anos, era já um reconhecido cientista no Fundo Nacional de Investigação Científica da Bélgica, e tomou parte na grande revolução cultural de 1968. “Era investigador de Química Nuclear, e os meios científicos e de investigação encontravam-se em plena efervescência. Nesse momento, deixei-me levar por essa onda. Focalizei-me nas experiências do Oriente, que invadiam o horizonte da cultura ocidental.”

A Revolução das estruturas e da consciência

Nem a sua sólida educação cristã, nem a apurada qualificação crítica do seu ser científico impediram que o movimento de estruturas na sociedade e na sua época lhe causassem impacto. Num certo dia, (Joseph Marie Verlinde) ficou absorto perante um anúncio publicitário que convidava à prática da Meditação Transcendental. Como refere, aquilo de ser um “caminho simples, fácil e eficaz” para chegar a estados superiores de consciência e uma auto-realização plena, era irresistível. “Entreguei-me completamente a esta prática – pormenoriza- chegando ao ponto de me ver completamente egocêntrico, como se estivesse fora da realidade e incapaz de assumir o meu trabalho no laboratório onde trabalhava."

O “guru” e a sedução do Yoga

É então que (o agora sacerdote e Prior) conhece um afamado seguidor de Yoga chamado Maharishi Mahesh Yogi. “Como dedicava uma especial atenção aos homens da ciência, recebeu-me cordialmente. Começou por me levar à prática de uma técnica ainda mais intensa, pois, segundo ele, as dificuldades por que passava deviam-se à falta de um relaxamento de tensões profundas. Após esse tempo de purificação, propôs-me tornar-me eu mesmo um mestre de meditação, e formou-me para o fazer.

Durante quase três anos (Joseph Marie) explorou os afamados efeitos benéficos do Yoga, permanecendo numa comunidade espiritual (Ashram), na Índia. Desde cedo foi treinado, ali mesmo, na prática do Yoga, descobrindo assim, como o refere, que aquela prática era “uma grande liturgia. Enquanto que os ocidentais faziam e fazem Yoga como exercício de relaxamento. Numa viagem à Alemanha comentei com o guru que os europeus praticavam Yoga como exercício de relaxamento e ele teve um ataque de riso. Reflectiu em breves momentos e disse que “isso não impediria que o Yoga fizesse os seus efeitos.” (O Autor) Continuou preso a este problema e reflectiu-o no seu livro “A Experiência proibida” e recorda que, apesar de ter experimentado a beleza, a harmonia e a serenidade, durante as suas práticas, “toda a minha natureza poderia exultar com uma sobriedade indiscritível, excepto mais fina parte da minha alam que continuava insatisfeita, desejando o Amado.”

Joseph Marie assinala nos eu livro que o Yoga é-nos um caminho estranho que conduz à Fé. No horizonte cristão, afirma (o autor) que é “a elevação de que se ouve falar, é uma saída de si mesmo rumo a Deus e aos outros, numa entrega caritativa aos mesmos.” Acrescenta, no entanto, que isto não é o horizonte do Yoga que em si mesmo é “uma imersão em nós próprios, para desfrutarmos da forma narcisista do próprio acto de ser, num estado solitário (…) o que pratica o Yoga põe-se a caminho da sua própria realidade absoluta, a qual quer gozar sem nenhuma companhia”, termina (o autor.) 

Recuperando o sentido

Algum tempo depois, sentido uma permanente, ainda que vaga, nostalgia de Deus, Joseph Marie recebeu a visita de um médico naturista que o marcaria. Refere: «os nossos corpos estavam algo maltratados, por causa do exercício que realizávamos, e aquele naturista era cristão. E eu, como era uma espécie de secretário pessoal do guru, recebi-o. Conversámos e, durante essa conversa, perguntou-me: “É cristão? É Baptizado?” e eu respondi-lhe: “Claro”. Ele devolveu-me uma nova questão: “Quem é Jesus para si?” É difícil de expressar, mas naquele momento percebi que Jesus me dizia: “Meu Filho! Quanto tempo me farás esperar?” Ali apercebi-me do quão era amado incondicionalmente, que não havia nenhuma sombra de juízo no olhar, não havia penitência, mas sim compaixão. Uma ternura infinita, um mar de misericórdia que se derramava sobre mim e eu chorava, chorava toas as lágrimas do meu arrependimento…» Não passou muito tempo para que Joseph Marie se visse revestido com a força necessária para abandonar Ashram e as práticas de guru. 

Um recomeço atribulado

(O Prior) Tomou um avião de regresso à Bélgica. Com muito pouco chegou a Bruxelas. No entanto, sentindo-se cheio de temor e confuso, em vez de buscar ajuda em pessoas da Igreja, recorreu a algumas pessoas que lhe pareciam ser mais idóneas, para lhe esclarecerem as suas inquietações. “Estavam adaptados à corrente das tradições transmitidas pelo hinduísmo, mas tinham também como referência os Evangelhos. Depositei a minha confiança neste grupo, que se dizia cristão, mas na verdade misturavam energia e reencarnação. E não me apercebi, mas entrei numa escola esotérica.”

Começou a naufragar nesse ambiente e cedo experimentou uma reviravolta radical naquela comunidade. «Voltei ao ocultismo. Vi-me envolvido em práticas ocultistas, no âmbito do que hoje se designa de “Terapias energéticas”. Isto é, manipular as energias ocultas com objectivo de obter curas. Tornei-me amigo de um naturista e ele admirou-se das minhas “habilidades” como médium, usando as forças ocultas sem dificuldade, para penetrar a mente dos outros. Estas sessões de cura ocupavam todo o meu tempo livre. Mas, na realidade, o que acontecia era um surgir de sintomas e não a cura.»

Diz o autor: “Ainda assim, comecei a participar na Eucaristia, apesar de que não conseguia confiar nos representantes da igreja e prolongava os meus tempos de oração com o Santo Rosário. Paulatinamente tomei consciência da alienação subtil que padecia a raiz do trabalho com estas entidades. Sobretudo, quando um dia se manifestarem.”

Honesto, Joseph Marie, confidencia que, no seu trabalho, escutou vozes estranhas. «Tinha um grupo de manipulações a que designávamos “colectividade magnética”. E, num profundo silêncio, ouvia alguém que dizia alguma coisa, mas na realidade, nada me chamava. Estava muito preocupado, pois isto repetia-se com frequência. Então, comentei-o com os dirigentes do grupo, que se rirem e me disseram: “Isso não é nada! Não to dissemos, mas é evidente que exerces os teus poderes sem a ajuda dos espíritos. São anjos curandeiros!” 

Porém, continuou escravo por estes “anjos curandeiros”, chegando ao extremo de, numa viagem a Paris, enquanto participava na Eucaristia do meio-dia, no momento da consagração «quando o sacerdote disse “por Cristo, com Cristo e em Cristo” ouvi estes seres blasfemar vergonhosamente de Cristo. Fiquei petrificado. Nesse instante compreendi que tinha sido enganado e abusado. No fim da celebração, procurei o sacerdote e contei-lhe a minha história. Respondeu-me: “Isso não me admira. Sou o exorcista da Diocese.” Após este primeiro encontro de libertação – este detalhe é bastante importante – passou a ir todos os dias à missa e não acontecia nada, os espíritos ou entidades desapareciam. Sabiam que era melhor ficarem quietos. A autoridade do sacerdote, porém, obrigou-os a revelarem-se para se proceder à grande purificação. E, finalmente, através de orações intensas, vi-me liberto.» - confidencia.

O chamamento ao sacerdócio ia amadurecendo-se no coração de Joseph – Marie, desde que regressara da Índia. “Desta vez- assinala- decidi entregar-me à Igreja, fazendo uso do tempo necessário para compreender a minha história à luz do Evangelho.” Foi assim que após dez anos de formação, foi ordenado sacerdote em 1983, integrando-se na Comunidade Monástica de São José, na qual é Prior de um Mosteiro, em França, até à data. in religionenlibertad


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Mulher casa com ponte do diabo e está muito feliz


Uma mulher australiana casou-se com uma PONTE do século XIV, no sul de França. Diz a noiva que "ele" (a ponte) a faz sentir segura, ligada à terra (é um dos objectivos duma ponte, digo eu). E diz ainda que "o noivo" tem tudo o que poderia desejar num marido: robusto, confiável, sensual, bondoso e bonito.

A cerimónia foi testemunhada por 14 convidados e teve a benção do presidente da câmara da cidade vizinha, Saint-Jean-de-Fos. Aquele arco gigante que se vê na fotografia não fazia parte da ponte, é a "aliança" que lhe foi posta pela noiva.

Moral da história: Cada um tem o direito a casar-se com o que quiser e quem achar que não faz sentido casar-se com uma ponte é pontefóbico!


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sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Relíquias de São Pedro expostas ao público pela primeira vez

As relíquias do Apostolo São Pedro serão expostas ao público pela primeira vez no encerramento do Ano da Fé.

A informação foi avançada por D.Rino Fisichella, hoje no L'Osservatore Romano. Porém não se sabe ao certo em que dia nem como ocorrerá essa veneração às reliquias do primeiro Papa.

O Ano da Fé, convocado pelo Papa Bento XVI há um ano, será encerrado no dia 24 de Novembro com uma Missa celebrada pelo Papa Francisco na Praça de São Pedro.


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Enviar mensagens a conduzir: É pecado? - Taylor Marshall

Enviar mensagens e conduzir um carro é pecado? Eu sou certamente culpado disso. De facto, fi-lo hoje a caminho de casa do campo de St. George (o campo foi giríssimo, já agora. 80 pais e filhos. Santa Missa. Terços. Divina Misericórdia.)
Enquanto estava no acampamento, soube que um dos meus antigos alunos capotou na carrinha. Sobreviveu. Ele estava a enviar mensagens e a conduzir. Conheço várias pessoas que tiveram um acidente enquanto enviavam mensagens. Sabemos que é perigoso, mas fazemo-lo todos os dias. Eu faço-o.
texting and driving

Enviar mensagens, conduzir e o novo esforço da AT&Ts

Estava a ler o blog do Seth Godin e ele comentou sobre o novo anúncio da AT&Ts [N.T.: operadora de telemóveis] para evitar enviar mensagens enquanto se conduz.
Godin, um mestre do comportamento humano, acredita que o anúncio da AT&Ts não vai funcionar. Eis as suas quatro razões porquê:
  1. A cultura do carro como um porto seguro, um escritório itinerante e um lugar onde se pode fazer o que se quiser
  2. A cultura do homem Marlboro, sem limites de velocidade no carro, com limites de velocidade 'opcionais' nas estradas
  3. A cultura da relação e o nosso medo de ser deixados de parte
  4. A cultura da tecnologia e a nossa tendência para dizer que sim primeiro e fazer perguntas depois
Godin sugere que os fabricantes de telefones façam os dispositivos avisar a pessoa que está a enviar mensagens enquanto conduz. Isto origina uma espécie de pressão sobre si mesmo ou auto-controlo. A outra opção é fazer com que as empresas de wireless impeçam o envio de mensagens quando o telefone se está a mover a mais de 30 km por hora.

Mas enviar mensagens a conduzir é pecado?

Eis, então, a grande pergunta. Será que enviar mensagens e conduzir constitui um pecado? Será que aborrece a Deus? Beber e conduzir não é ético. Pecado gravíssimo. Drogas e conduzir? Não é ético. Guiar rápido numa zona escolar. Não é ético. Guiar rápido numa zona de construção com homens a trabalhar? Não é ético.
Porque é que estas práticas de condução não são éticas? Elas estão erradas porque estão a pôr em perigo as vidas de outras pessoas.
Agora, enviar mensagens não afecta o intelecto, como o álcool e as drogas. No entanto, enviar mensanges e conduzir afecta sim o sentido da visão - um elemento chave enquanto se conduz. Será então pecado? Devo confessar-me disso?

Definir actos imprudentes: o exemplo da tatuagem do Speed Racer

Eu não acho que seja preciso ir à confissão e dizer, "Padre, enviei cerca de 14 mensagens na semana passada enquanto conduzia." Não penso que seja um pecado por si só, mas penso que se qualifica como comportamento negativo ou, mais estritamente, como um "acto imprudente."
Os alunos perguntam-me frequentemente, "XYZ é um pecado?". Normalmente perguntam sobre tatuagens, piercings, fumar tabaco ou o que quer que seja que os miúdos do liceu queiram fazer. Normalmente digo que tais actividades são "actos imprudentes" e não pecados, propriamente falando.
Ainda assim, se têm uma tatuagem na cara ou um demónio nas vossas costas, precisam de falar com um padre. Não é bom.
Mas se se entusiasmaram nos anos 90 e têm uma tatuagem do Speed Racer no antebraço, isso é simplesmente um acto imprudente. Têm uma personagem de animè japonesa antiquada gravada a tinta na vossa carne humana. Lamento imenso. Foi gravemente imprudente. Entraram na ira de Deus? Penso que não iria tão longe, mas faltou-vos prudência. Com a vossa mancha de tinta do Speed Racer, podem nunca encontrar uma mulher. Mais ainda, a malta no ginásio ri-se nas vossas costas. Nada pior do que Speed Racer para dizer "loser dos anos 90".
texting and driving

Conclusão

A minha opinião, que não é um pronunciamento magisterial, é que enviar mensagens e conduzir entra na categoria de "actos imprudentes".
O que eu normalmente tento fazer é usar a opção do iPhone de "discurso para texto." Por exemplo:
"Dear Joy, do you want to pick up some Popeyes?"
Infelizmento o discurso para texto dá:
“Deer toy do you want me to pick epson drop byes?”
Felizmente, ela é muito boa a decifrar este tipo de textos!


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quinta-feira, 7 de novembro de 2013

PARABÉNS INÊS!!!!



MUITOS PARABÉNS!!!

P.S. - Duarte, tivémos a mesma ideia. Em dia de festa Senza é preciso blogar!


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Seeeeenzaaaaaas

Olá olá!

João desculpa lá roubar-te o monopólio mas por ser dia de anos de uma Senza (Parabéns Inês "dorminhoca"!!!) Vim aqui ao nosso baú de memories e deu-me a saudade! Resolvi fazer um rápido post (demorei horas a encontrar este meu perfil antigo mas consegui) só para gritar como dantes: Seeeeeennnnnzzzaaaaaas!

Tive a ver os posts de Parabéns à Inês de 2005, em pleno ICNE, só rir!

Enfim, cá fica isto. E pode ser que volte com mais regularidade agora, o que achas meu afilhado?

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São Bento aos seus monges

É este zelo que, com ardentíssimo amor, devem exercitar os monges:

- antecipem-se uns aos outros na estima recíproca;
- suportem com muita paciência as vossas enfermidades, físicas ou morais;
- rivalizem em prestar mútua obediência;
- ninguém procure o que julga útil para si, mas antes o que o é para os outros;
- amem-se mutuamente com pura caridade fraterna;
- vivam sempre no temor e no amor de Deus;
- amem o vosso abade com sincera e humilde caridade; 

- nada absolutamente anteponham a Cristo, o qual nos conduza todos juntos à vida eterna.


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quarta-feira, 6 de novembro de 2013