quarta-feira, 18 de dezembro de 2013

Frase do dia

"Quando somos incompreendidos, julgados desfavoravelmente, para quê defender-se ou explicar-se? Não nos preocupemos com isso, não digamos nada; é tão doce não dizer nada, deixar-se julgar por não importa quem!" 

Santa Teresinha do Menino Jesus


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terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Beato Pedro Fabro proclamado santo pelo Papa Francisco

O Papa Francisco proclamou santo o jesuíta francês Pedro Fabro. No seu dia de anos, o Papa resolveu ofereceu este presente à Companhia de Jesus e a toda a Igreja.

Mas, perguntam alguns, quem é Pedro Fabro? Pedro Fabro foi o primeiro companheiro de Santo Inácio de Loyola quando fundou a Companhia de Jesus.

“Mas o primeiro não foi S.Francisco Xavier?” Não, Francisco foi o segundo! O primeiro foi Pedro Fabro, companheiro de quarto de S.Francisco Xavier em Paris, quando ambos conheceram S.Inácio. Francisco foi mais difícil de convencer, ao passo que Pedro, que andava com algumas dúvidas sobre o futuro, aceitou a proposta de Inácio para fazer Exercícios Espirituais, e no fim da primeira semana estava convertido e disposto a seguir Inácio para onde quer que ele fosse.

O próprio Pedro Fabro descreve desta forma esses primeiros tempos: “Vivemos todos juntos, dividimos o quarto, a mesa, o dinheiro; e ele (S.Inácio) era o meu professor de vida espiritual, dando-me a possibilidade de conhecer melhor a vontade divina e a minha própria vontade. E foi assim que nos tornámos um só nos desejos, na vontade e no firme propósito de escolher a vida que agora levamos, os que fazemos parte desta Companhia, da qual eu não sou digno.”


Foi destacado para trabalhar na Alemanha, onde a reforma protestante atacava o catolicismo. Pedro Fabro mostrou-se impressionado com a destruição feita pela reforma, mas também pelo estado decadente dos católicos, especialmente o clero daquelas terras. Convenceu-se que a mudança teria que vir da conversão do clero, assim como dos restantes fiéis, por isso com grande fervor pregava os Exercícios Espirituais e a todos impressionava com a sua força de vontade e optimismo. Aí conheceu outro santo, Pedro Canísio, que disse dele: “Nunca conheci um teólogo mais profundo ou um homem de santidade tão impressionante…todas as suas palavras estavam cheias de Deus.”

Foi também enviado por S.Inácio para fazer apostolado em Portugal e Espanha, onde a Companhia de Jesus cresceu muito. Enquanto o responsável pela missão na Índia era S.Francisco, o trabalho feito pela Europa teve Pedro Fabro como o seu maior responsável.

O Papa Francisco já se tinha referido a Pedro Fabro várias vezes, nomeadamente numa entrevista a um jornal no dia 14 de Junho de 2013, quando disse o que impressionava no ‘Padre Reformado’: “O diálogo com todos, inclusive com os mais afastados e com os adversários, a piedade simples, talvez, uma certa ingenuidade, a disponibilidade imediata, seu atento discernimento interior, o fato de ser homem de grandes e fortes decisões e, ao mesmo tempo, capaz de ser doce.”

Temos razões para festejar, e os próximos tempos serão propícios para conhecer melhor a vida deste santo.

S.Pedro Fabro, rogai por nós! 


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O Papa Francisco faz hoje 77 anos!



V. Orémus pro beatíssimo Papa nostro Francisco.
R. Dóminus consérvet eum, et vivíficet eum,
et beátum fáciat eum in terra,
et non tradat eum in ánimam inimicórum eius.


V. Oremos pelo nosso beatíssimo Papa Francisco.
R. Que o Senhor o conserve e vivifique, 
que o faça feliz na terra 
e não o entregue nas mãos dos seus inimigos.


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domingo, 15 de dezembro de 2013

Os gnósticos: Novas heresias velhas - Pe.Gonçalo Portocarrero

A história não é, certamente, um processo cíclico, nem dialéctico, mas muitas das antigas heresias subsistem na actualidade, em edições revistas e actualizadas. É o caso, entre outros, do novo gnosticismo.

Segundo o Senhor D. Manuel Clemente, a gnose dos primeiros séculos «apresentava-se como um conhecimento intelectual, um sistema completo, sobre Deus e a felicidade do homem. Conhecimento, e não adesão existencial ou de fé.» O gnosticismo moderno pretende ser uma nova síntese entre a fé cristã, as espiritualidades orientais e o moderno conhecimento científico, com as suas imensas possibilidades tecnológicas.

É recorrente, a este propósito, o empenho dos novos gnósticos em actualizar, ou modernizar, a Igreja, não apenas pela reforma dos seus axiomas teológicos, que insistem em assumir como teses meramente humanas, mas também pela substituição da sua missão salvífica que, segundo afirmam, deu pasto a intoleráveis atitudes proselitistas, pela prática de uma beneficente acção humanitária. Assim sendo, os dogmas do inferno ou da infalibilidade papal, entre outros, deveriam ser reduzidos à sua condição histórica de obsoletos princípios doutrinais; os milagres e os exorcismos deveriam ser tidos como serôdias manifestações da antiga ignorância científica; e até a supremacia de Cristo deveria evoluir para a sua ecuménica equiparação a Maomé, Buda, Krishna ou qualquer outro grande líder religioso.

Os novos gnósticos são os defensores de uma Igreja tão abrangente e inclusiva que, a bem dizer, nada excluiria. Partidários do sacerdócio feminino e da interrupção voluntária da gravidez, defensores da ideologia de género e da fecundação artificial, apologistas das uniões de facto e do casamento entre pessoas do mesmo sexo deveriam, segundo eles, ser acolhidos pela instituição eclesial, sob pena de que a mesma, fossilizada em velhos clichés anacrónicos, se divorciar irreparavelmente da modernidade.

«Na moral, o gnosticismo» – segundo ainda o nosso Patriarca – «tanto derivava para um ascetismo extremo […], como para uma total amoralidade». De facto, são dois extremos muito presentes na sociedade hodierna, que se escandaliza com o tabagismo, ou as touradas, mas consente a destruição violenta de milhões de embriões humanos e tolera, com indiferença, a droga e a pobreza extrema de milhões de indigentes.

Na perspectiva deste novo gnosticismo, a moral católica não teria outro princípio que não fosse o da total autonomia das consciências, porque uma ética categorial objectiva mais não seria, na sua lógica, do que um novo farisaísmo. Como máxima da sua gnose pseudo-cristã, gostam de repetir, sem contudo o compreender, o princípio agostiniano: «ama e faz o que quiseres»!

O relativismo gnóstico está na moda, também em certos ambientes eclesiais, não obstante a sua manifesta heterodoxia. É certo que Jesus abraçou os publicanos e os pecadores, mas nunca consentiu nos seus desvarios. É verdade que se opôs aos rigorismos farisaicos, mas sem revogar a Lei, nem atenuar o seu radicalismo.

A Igreja é, pela sua própria natureza, universal e, portanto, está receptiva a todos os pecadores, na comunhão da fé e da moral cristãs. Ser católico não é apenas concordar com alguns aspectos da doutrina da Igreja, nem um vago sentimento de amor ao Mestre, mas uma efectiva «adesão existencial» a Jesus de Nazaré. Ao jeito de Paulo, que pode dizer de si mesmo: «já não sou eu que vivo, é Cristo que vive em mim» (Gal 2, 20) in Voz da Verdade


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Casamento de oficial da Guarda Suiça

Sair assim da igreja é mais apelativo do que levar com arroz na cara



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sábado, 14 de dezembro de 2013

Joseph Kurtz, o novo presidente da Conferência Episcopal Americana

A rezar ajoelhado à frente duma clínica de abortos



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Dia de S.João da Cruz

Hoje é dia de S.João da Cruz, doutor da Igreja, místico, reformador da Ordem dos Carmelitas Descalços e um dos maiores poetas espanhóis, por isso é o seu patrono.

Uma das suas frases mais conhecidas é: 
"No fim da vida serás julgado segundo o teu amor."

Percebo que estou a anos-luz deste santo quando vejo as três coisas que costumava pedir a Deus: que não deixasse passar um dia da sua vida sem lhe enviar sofrimentos, que não o deixasse morrer ocupando o cargo de superior e que lhe permitisse morrer humilhado e desprezado.

João Silveira


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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

No silêncio, Deus escuta-nos - Beata Teresa de Calcutá

Não conseguimos encontrar a Deus no barulho, na agitação. No silêncio, Deus escuta-nos; no silêncio, fala às nossas almas. No silêncio é-nos dado o privilégio de ouvir a sua voz:

Silêncio dos nossos olhos. Silêncio dos nossos ouvidos. Silêncio da nossa boca. Silêncio do nosso espírito. No silêncio do coração, Deus falará.

O silêncio do coração é necessário para escutar a Deus em todo o lado — na porta que se fecha, na pessoa que reclama a tua presença, nos pássaros que cantam, nas flores e nos animais. Se estivermos atentos ao silêncio, será fácil orar. Há tanta tagarelice, coisas repetidas, coisas escusadas naquilo que dizemos e escrevemos. A nossa vida de oração é afectada porque o nosso coração não está silencioso. Vou manter com mais cuidado o silêncio no meu coração, para que, no silêncio do meu coração, oiça as suas palavras de consolação e, a partir da plenitude do meu coração, possa consolar Jesus escondido no infortúnio dos pobres.


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O Papa Francisco faz hoje 44 anos de Padre

Eis o jovem Jorge Mario Bergoglio com a sua batina de jesuíta



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quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Mais uma vida salva!

Ontem recebi uma mensagem duma pessoa a pedir para rezar, aqui perto do Papa, por uma rapariga que tinha hora marcada para abortar hoje, forçada pelo namorado e pela família. Contra todas as probabilidades, hoje a rapariga desistiu de abortar!

Quem puder reze por esta corajosa mãe e pelo seu filho, para que enfrentem todas as dificuldades como enfrentaram esta.


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Papa Francisco é a "Pessoa do Ano" para a revista Time


O Papa Francisco foi escolhido como “Pessoa do Ano” pela revista Time. Não é a primeira vez que isto acontece, tal sucedeu com o Papa João XXIII em 1963 e com o Papa João Paulo II em 1994. Nestas distinções dadas pelo “mundo” convém ser cuidadoso, até porque nunca se sabe se existem segundas intenções nestes prémios dos (nem sempre fiáveis) meios de comunicação social.


No entanto parece-me que a Time não tinha outra alternativa para personalidade do ano. Neste momento o mundo não tem grandes líderes: Obama está em fase decadente, Putin é olhado com desconfiança e a Merkel está a tornar a Alemanha forte demais para o nosso gosto.

O Papa Francisco apareceu de maneira inesperada: veio da América Latina depois duma renúncia “estranha” do Papa Bento XVI, e começou desde logo a tornar-se no centro das atenções. A Time sublinha a sua preocupação pela pobreza, especialmente pelos emigrantes, e a sua exortação para que a Igreja saia para a rua. Fala também do seu impressionante contacto com os doentes, nomeadamente aqueles nos repulsam à primeira vista.

Como seria de esperar, em alguns pontos, apresenta este pontificado como contraposto ao de Bento XVI (visto sempre com mais desconfiança pelos meios de comunicação social). A Time fala duma mudança de tom em relação ao aborto (por ter alertado para a dificuldade da decisão da mulher), ao celibato dos padres (dizem ter deixado a porta aberta para a mudança) e num maior poder dado às mulheres na Igreja, embora admita que na Evangelii Gaudium o Papa não deu hipótese à ordenações de mulheres.

Foi bastante sublinhada a frase do Papa sobre o caso duma pessoa homossexual que procurasse Deus sinceramente: “Quem sou eu para julgar?” Esta frase, já tantas vezes mal interpretada continua a fazer correr tinta, e neste caso a Time acredita que vá contribuir para acabar com a “homofobia” no mundo.

A análise da Time é exaustiva, fala de quase todos os episódios conhecidos, mesmo que seja de raspão. Apresenta bons argumentos mas também erros de análise para tentar sublinhar a diferença do Papa Francisco em relação aos outros. Enfim, nada de novo debaixo do sol.

João Silveira


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quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Frase do dia

"As pessoas rústicas das aldeias falam sempre verdades ou mentiras dos vizinhos, mas a moderna cultura dos bairros abastados acredita em tudo o que vê nos jornais, desde as iniquidades do Papa, até o martírio do rei das ilhas Canibais, e no entanto, perdida na excitação de todos esses tópicos, não chega a saber o que está a acontecer na casa do lado."

G.K. Chesterton, O Segredo do Padre Brown


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terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Estrela (de)cadente


“Eu sou a deputada mais famosa do Parlamento Europeu, até tenho direito a manifestações e a mais de oitenta mil e-mails, há outros que ninguém sabe quem são.” Edite Estrela, 10/12/2013

Hoje foi chumbado o “relatório Estrela”, que tinha como objectivo tornar o aborto (ainda) mais acessível nos países da União Europeia, declarando-o como um “Direito Humano”. A eurodeputada reagiu bem, dizendo que a derrota se deveu à "hipocrisia e ao obscurantismo". 

Edite Estrela perdeu esta batalha, mas está a vencer a guerra. Na União Europeia são poucos os países onde o aborto não é livre e gratuito. Em 2008 foram realizados 1.207.646 abortos na União Europeia (1 em cada 11 segundos), e o mais espantoso é que cada um deles era um ser humano, único e irrepetível. Hoje podemos comemorar, mas amanhã voltamos à luta!


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U Ime Obitelji - José Maria André

O título não lhe diz nada? É natural. Fora da Croácia, quase ninguém sabe o que se passou no último Domingo, 1 de Dezembro de 2013.

Nesse dia, o movimento «U Ime Obitelji» (que em croata significa «Em nome da família») conseguiu incluir na Constituição a revolucionária definição de que «o casamento é a união de vida entre um homem e uma mulher». O Governo foi incapaz de travar o processo. O Primeiro Ministro considerou a definição aberrante e não queria inclui-la na Constituição. O «U Ime Obitelji» concordava: «de facto, é triste que uma coisa tão óbvia tenha de ser escrita na Constituição»... (Antes, tinha saído uma lei que atribuía às relações homossexuais o estatuto de casamento).

Na Croácia, para convocar um Referendo é preciso recolher, num prazo de 15 dias, as assinaturas de 10% dos eleitores. O «U Ime Obitelji» avisou a população e esta mobilizou-se para uma impressionante «operação-relâmpago», entre 12 e 26 de Maio de 2013.

Na votação para a União Europeia, havia 3,8 milhões de eleitores, pelo que eram necessárias 380 mil assinaturas. No entanto, ainda não tinham passado dois meses, o Governo anunciou que o número de eleitores subira vertiginosamente para 4,6 milhões e portanto o «U Ime Obitelji» precisava de reunir 460 mil assinaturas.

Este anúncio foi muito polémico, porque, segundo as estatísticas oficiais, a Croácia tem apenas 4.480.043 habitantes, incluindo adolescentes, bebés e crianças. Assim, o país ficou com mais 100 mil eleitores do que habitantes, incluindo menores de idade. Grande parte da população achou isto estranho, mas alguns responsáveis da União Europeia aplaudiram, considerando que o Governo Croata estava a ser responsável. Estavam muito preocupados com o resultado do Referendo.

Embora o «U Ime Obitelji» não tenha organização capaz de recolher tantas assinaturas, a mobilização dos cidadãos foi de tal ordem que, em quinze dias, juntaram 710 mil assinaturas válidas. A polícia recebeu milhares de queixas, porque grupos de vândalos atacavam as pessoas que assinavam, mas as autoridades acharam que não era caso para intervir. Paralelamente, o Governo promoveu uma campanha na televisão para demover os eleitores. A maioria dos deputados ainda decidiu que o Referendo não seria vinculativo, mas o Tribunal Constitucional chumbou essa pretensão. A partir daí, as agências noticiosas deixaram de dar informações provenientes da Croácia, talvez para evitar que o mau exemplo contaminasse outros países.

Finalmente, no Domingo passado, a proposta do «U Ime Obitelji» venceu por 66% dos votos.

As agências noticiosas publicaram as palavras consternadas do Primeiro Ministro, que pediu desculpa pela posição assumida pelo seu povo, e ouviram outras personalidades deplorando também aquela vergonha nacional. Quanto aos números, desvalorizaram o resultado, argumentando que a percentagem de abstenção tinha sido maior que nas votações para a União Europeia. Podiam talvez ter acrescentado que o número de votos foi semelhante, o número oficial de eleitores é que cresceu habilidosamente, em poucas semanas.

Agora, para remediar a situação, querem aplicar à Croácia as directrizes de educação sexual que vigoram em Portugal. Não se sabe como é que o povo croata vai reagir.

Quanto a Portugal, ...falemos antes da Croácia. in Correio dos Açores», 8-XII-2013


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segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Vatican licence plate. Can it be a Cardinal "in pectore"?




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Lisboa antes do terramoto de 1755



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Discurso do Papa Francisco às equipas de Rugby de Itália e da Argentina

Queridos amigos, bom dia!

Constato com prazer que entre a Itália e a Argentina há diversos encontros desportivos! Isto é bom, bom sinal, sinal de uma grande tradição que continua entre estas duas Nações.

Agradeço-vos por terdes vindo para me saudar, com o apoio do Senhor Embaixador, e também pela iniciativa caritativa que tomais.

O rugby é um desporto muito simpático, e digo-vos porque o vejo assim: porque é um desporto duro, com muito confronto físico, mas sem violência, há grande lealdade, grande respeito. Jogar rugby é duro, no es un paseo, não é fácil! E penso que isto é útil também para temperar o carácter, a força de vontade.

Outro aspecto que se destaca é o equilíbrio entre o grupo e o indivíduo. Existem as célebres «refregas», que, às vezes, fazem impressão! As duas equipas confrontam-se, dois grupos compactos, que se empurram um contra o outro e se equilibram. E também existem as acções individuais, as corridas rápidas rumo à «meta»! 

Esta palavra tão bonita, tão importante, faz-nos pensar na vida, porque toda a nossa vida tende para uma meta; e esta busca, a busca da meta, é árdua, exige luta, empenho, mas o importante é não correr sozinhos! Para chegar é necessário correr juntos, e a bola passa de mão em mão, e avança-se juntos até alcançar a meta. E então há que festejar!

Talvez esta minha interpretação não seja muito técnica, mas é o modo como um bispo considera o rugby! E como bispo desejo-vos que ponhais em prática tudo isto também fora do campo, que o ponhais em prática na vossa vida.

Eu rezo por vós, desejo-vos o melhor. Mas também vós rezais por mim, para que também eu, com os meus colaboradores, façamos uma boa equipa e cheguemos à meta!

Obrigado, e que amanhã tenhais um bom jogo! 
Sala Clementina, Sexta-feira, 22 de Novembro de 2013


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sábado, 7 de dezembro de 2013

Pais a discutir à frente dos filhos - Henrique Raposo

É uma cena que se repete vezes sem conta, no consultório, na rua, no café, no jardim: o pai a desautorizar a mãe que acabou de ralhar com o menino, a mãe a anular a ordem que o pai acabou de dar, pais a discutir a educação dos filhos à frente dos filhos, ou seja, os putos não recebem uma educação, assistem a um workshop.

Há dias, no consultório pediátrico, um daqueles monstrengos que nunca ouviu um não parecia o Diabo da Tasmânia, limpava o chão com a roupa, tirava as folhas das plantas e, acima de tudo, estava naquela fase do pré-bullying no contacto com as outras crianças. Um amor. Às tantas, virou a atenção para um fio da mãe, transformando-o num ioiô. A mãe reagiu, colocou-o de castigo. Numa resposta pensada ao milímetro, o miúdo irrompeu num pranto que se ouvia no Marquês.

Com a previsibilidade de uma cadelinha de Pavlov e fazendo exactamente aquilo que o garoto queria, o paizinho entrou em cena, retirou o fio das mãos da mulher e disse: "pronto, ninguém fica com o fio". Um verdadeiro Salomão.

Aquele pai não percebeu que tinha acabado de transformar a mãe numa espécie de irmã do seu filho, não percebe que o pai não desautoriza a mãe à frente do filho, e vice-versa.

Sem o entrosamento entre Comandante e Imediato, o navio entra num motim. Vem nos livros, ou melhor, vem nos filmes. Esta malta nunca viu o "Caça ao Outubro Vermelho", esse prodígio da pedagogia? O Imediato repete sempre a ordem do Comandante e, quando discorda, chama o Comandante à parte para uma conversa longe dos ouvidos da canalha.

Não, não estou a dizer que o pai é a voz de comando único. Sosseguem o facho progressista. O pai deve secundar as ordens da mãe, mesmo quando não concorda com elas, porque o importante é não desautorizar a mãe à frente do filho.

Até pode achar que uma ida ao parque não faz mal, mas, se a mãe já disse que não, o pai tem de manter esse não. Sem esta renúncia, sem esta humildade, não há educação que resista e a vida em família transforma-se num inferno. 

Sem esta unidade entre pai e mãe, os garotos crescem sem educação, pior, aprendem logo a aproveitar as falhas na muralha paternal, tornam-se mestres na arte de atirar pai contra mãe e mãe contra pai, avó contra pai, sogra contra genro, nora contra sogro, periquito contra sogra, sogra contra hamster, um forrobodó de rancor provocado pela esperteza egoísta do petiz, uma esperteza alimentada pelo egoísmo do pai ou da mãe, que são incapazes de enfiar a viola no saco, de conter uma opinião divergente, de demonstrar um pedacinho de humildade.

É por estas e por outras que educar crianças é a negação perfeita do nosso egoísmo pós-moderninho, da nossa obsessão com o eueu isto, eu aquilo, eupenso isto, eu gosto daquilo . Ter um filho é a némesis deste eu, porque exige a presença do nós, o casal. E, como não está para aturar esse nós, muita gente fica-se só pelo primeiro filho. 

Eu sei que muitos casais não têm mais filhos por causa da crise, mas a grande causa da crise demográfica não é económica, é de outra espécie. Por que razão já tínhamos poucos filhos antes da crise? in Expresso


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Novena à Imaculada Conceição - 7 de Dezembro

Oração de todos os dias: Virgem Puríssima, concebida sem pecado...(clicar aqui)

Nono dia - 7 de Dezembro

Ó viva luz de santidade e exemplo de pureza, Virgem e Mãe, Maria Santíssima, Vós, apenas concebida, adorastes profundamente a Deus e Lhe destes graças, porque por meio de Vós, acabada a antiga maldição e desceu uma grande bênção sobre os filhos de Adão.

Ó Senhora, fazei que esta bênção acenda no meu coração um grande amor para com Deus; inflamai-o, para que constantemente ame o mesmo Senhor, e depois O goze eternamente no Paraíso, onde possa dar-Lhe as mais vivas graças pelos singulares privilégios a Vós concedidos e possa também ver-Vos coroada de tamanha glória! Amén.

Avé Maria...

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós!

(Cântico a Nossa Senhora) 


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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

A canonização de Nelson Mandela

Nelson Mandela foi declarado ‘Santo Subito’ nas redes sociais. Após a sua morte, multiplicaram-se os elogios ao ex-Presidente da África do Sul, muitos deles por parte de católicos.

Mandela foi considerado um herói depois de ter lutado durante décadas pelo fim do Apartheid. Esteve preso durante 26 anos e foi determinante na transição para a democracia, tendo dado um bom exemplo perdão e convivência pacífica com os brancos da África do Sul.

Em 1994 tornou-se Presidente da África do Sul, com 62% dos votos. Os primeiros tempos foram passados a tentar equilibrar um país com feridas recentes de discriminação racial e uma democracia em fase embrionária.

Apenas dois anos depois, em 1996,  assinou a liberalização do aborto, através da "Choice on Termination of Pregnancy Act". Esta foi considerada uma das leis mais liberais do mundo em relação ao aborto: 

- Até às 12 semanas o aborto é feito a pedido, sem qualquer justificação necessária;
- Das 12 às 20 semanas não há praticamente nenhuma restrição, o aborto é possível por problemas mentais ou físicos da mulher ou ainda por problemas económicos;
- A partir das 20 semanas por motivos mais graves.

É evidente a monstruosidade desta lei, pela qual Nelson Mandela é directamente responsável. Segundo números oficiais, entre Agosto de 2012 e Julho de 2013 foram feitos 85302 abortos em hospitais públicos da África do Sul.

É no mínimo irónico que alguém que passou grande parte da sua vida a lutar contra a discriminação de pessoas consoante a sua cor de pele tenha assumido como seu o dever de discriminar pessoas apenas porque (ainda) estão dentro da barriga da mãe.

Escrevo este artigo politicamente incorrecto por dois motivos:

- Porque as vítimas inocentes desta lei criminosa de Mandela merecem que lhes seja feita justiça. Estamos a falar de centenas de milhares de seres humanos na fase mais frágil da vida (pela qual todos passámos) e que foram mortos por quem os devia proteger. 

- Porque enquanto estão todos ocupados a canonizar Nelson Mandela ninguém está preocupado em rezar por ele. E neste momento precisa mais disso do que de elogios.

João Silveira


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Novena à Imaculada Conceição - 6 de Dezembro

Oração de todos os dias: Virgem Puríssima, concebida sem pecado...(clicar aqui)

Oitavo dia - 6 de Dezembro

Ó sol sem mácula, Virgem Maria, eu congratulo-me convosco, e alegro-me de que na Vossa Conceição Vos fosse conferida por Deus uma graça maior e mais copiosa do que tiveram todos os Anjos e todos os Santos no auge de seus merecimentos. 

Dou graças e admiro a suma bondade da Santíssima Trindade, que Vos enriqueceu com tal privilégio. Ah! Senhora, fazei que eu corresponda à graça divina e não torne a abusar dela; mudai-me o coração, e fazei que desde agora comece o meu arrependimento. Amén.

Avé Maria...

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós!

(Cântico a Nossa Senhora) 


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Frase do dia

"A pessoa que medita e dirige os pensamentos a Deus, procura conhecer os seus defeitos, tenta corrigi-los, modera os seus impulsos e põe em ordem a sua consciência." 

S. Pio de Pietrelcina


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quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Novena à Imaculada Conceição - 5 de Dezembro

Oração de todos os dias: Virgem Puríssima, concebida sem pecado...(clicar aqui)

Sétimo dia - 5 de Dezembro

Ó aurora nascente e pura, Imaculada Virgem Maria, eu me alegro e exulto convosco porque no mesmo instante da Vossa Conceição, fostes confirmada em graça e tornada impecável.

Dou graças à Santíssima Trindade, que somente a Vós distinguiu com este especial privilégio. Ó Virgem Santíssima, alcançai-me um total e contínuo aborrecimento do pecado sobre todos os outros males, e que antes morra do que tornar a cometê-los. Amén.

Avé Maria...

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós!

(Cântico a Nossa Senhora) 


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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Novena à Imaculada Conceição - 4 de Dezembro

Oração de todos os dias: Virgem Puríssima, concebida sem pecado...(clicar aqui)

Sexto dia - 4 de Dezembro

Ó estrela resplandecente de pureza, Imaculada Virgem Maria, eu alegro-me convosco, pois a Vossa Imaculada Conceição causou um imenso gozo a todos os Anjos do Paraíso.

Dou graças e bendigo à Santíssima Trindade, que Vos enriqueceu com tão belo privilégio. Ah! Senhora, fazei que eu um dia tenha parte nessa alegria e que possa, na companhia dos Anjos, louvar-Vos e bendizer-Vos eternamente. Amén.

Avé Maria...

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós!

(Cântico a Nossa Senhora) 


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As três ideias do Papa Francisco para este tempo de Advento

- Perseverar na oração;

- Ser mais concretos na caridade fraterna, aproximar-se mais de quem precisa;

- Ter alegria ao louvar o Senhor.


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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Novena à Imaculada Conceição - 3 de Dezembro

Oração de todos os dias: Virgem Puríssima, concebida sem pecado...(clicar aqui)

Quinto dia - 3 de Dezembro

Ó Maria, refulgente lua de pureza, eu congratulo-me convosco, porque o mistério de Vossa Imaculada Conceição foi o princípio da salvação de todo o mundo.

Dou graças e bendigo à Santíssima Trindade, que assim magnificou e glorificou Vossa pessoa, e Vos suplico que me alcanceis a graça de saber aproveitar-me da Paixão e morte de Jesus, e que não seja para mim inútil o Seu Sangue derramado na Cruz, mas que eu viva santamente, para que Ele salve a minha alma. Amén.

Avé Maria...

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós!

(Cântico a Nossa Senhora) 


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Dia de São Francisco Xavier


Hoje é dia de São Francisco Xavier, confessor e um grande missionário. Na igreja do Gesù, aqui em Roma, esta o seu braço direito, com o qual baptizou milhares de pessoas. A frase do evangelho que fez com que Francisco mudasse de vida foi-lhe dita por Santo Inácio de Loyola: "De que vale a um homem ganhar o mundo inteiro se perder a sua alma?" (Mc 8, 36)


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segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A visualização deste video poderá provocar vontade de ser Missionário



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Novena à Imaculada Conceição - 2 de Dezembro

Oração de todos os dias: Virgem Puríssima, concebida sem pecado...(clicar aqui)

Quarto dia - 2 de Dezembro

Ó espelho de pureza, Imaculada Virgem Maria, eu encho-me de sumo gozo ao ver que, desde a Vossa Conceição, foram em Vós infundidas as mais sublimes virtudes e, ao mesmo tempo, todos os dons do Espírito Santo.

Dou graças e louvo a Santíssima Trindade que com estes privilégios Vos favoreceu; e suplico-Vos, ó benigna Mãe, que me alcanceis a prática das virtudes, e me façais também digno de receber os dons e a graça do Espírito Santo. Amén.

Avé Maria...

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós!

(Cântico a Nossa Senhora) 


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Frase do dia

"Temos vivido sem pensar, como se não soubéssemos que um dia o Juiz Eterno nos fará prestar contas de tudo o que fizemos e de como usámos o nosso tempo?" 

S. Pio de Pietrelcina


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domingo, 1 de dezembro de 2013

Basílica de Santa Inês fora dos muros


Hoje à tarde fui visitar Santa Inês fora dos muros. A Basílica original foi construída pelo Imperador Constantino em 342 d.C. no local onde estava sepultada Santa Inês. Esta corajosa mulher morreu mártir no ano 304 d.C. Não hesitou em dar a vida para defender a sua fé (queriam obrigá-la a adorar deuses pagãos) e a sua pureza (foi muito cobiçada pela sua extraordinária beleza). 


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Lições das Pequenas Almas Sofredoras - Austin Ruse

Ao longo dos meus últimos artigos tenho estado a contar a história das pequenas almas sofredoras:

A Audrey Stevenson morreu de leucemia, aos 7 anos, depois de levar toda a sua família à fé.

A Margaret Leo morreu com 14 anos, após uma vida alegre de caridade cristã, apesar de sofrer de espinha bífida.

O Brendan Kelly morreu aos 15. Tinha trissomia 21 e viveu a vida toda com leucemia, mas continua a inspirar todos os que o conheceram.

A primeira coisa que nos marca quando conhecemos estas histórias é perceber o quanto sofreram. Estamos a falar de sofrimento intenso, tanto físico como mental, de longa duração. Sofrimento atroz, do género de fazer o soldado mais rijo chamar pela mãe.

Tanto a Audrey como o Brendan foram sujeitos a tratamentos invasivos de quimioterapia, esteróides, punções lombares e, eventualmente, transfusões de medula. Viveram longos períodos sem sistema imunitário, com o perigo a espreitar por detrás de cada micróbio errante.

A Margaret Leo teve barras de titânio inseridas nas costas para travar o curvar da coluna. Em vez disso foram as barras que entortaram. Ainda hoje o seu pai guarda as barras tortas em cima da sua secretária, para nunca se esquecer do que é, verdadeiramente, um dia mau.

Os pais da Audrey tinham de obrigá-la a falar da sua dor, para que os médicos a pudessem ajudar. A Margaret raramente mencionava o seu sofrimento e, no geral, sorria apesar de tudo e durante os períodos de pior dor, o Brendan tentava fazer rir os seus pais, para que não se preocupassem com ele. A maioria das crianças não é assim. Nós, adultos, não somos assim.

Enquanto seres humanos simplesmente não somos capazes de imaginar este tipo de dor. Fugimos da dor. Escondemos a dor por detrás de analgésicos cada vez mais desenvolvidos. Refugiamo-nos na cama. Choramingamos e queixamo-nos. Falamos da nossa dor, talvez todos os dias. Um “Como é que isso vai?” pode espoletar um verdadeiro catálogo até das dores mais pequenas. É verdade que às vezes oferecemos a dor como sacrifício pelos outros, mas na maioria das vezes não o fazemos.

O sofrimento é um dos grandes mistérios. Ocupa não só as grandes mentes de todos os tempos, mas também o meu e o seu. Uma das Quatro Nobres Verdades do Budismo é sobre o sofrimento e de como usar o Nobre Caminho Octuplo para o evitar. O Hinduísmo vê o sofrimento como uma espécie de punição por mau comportamento. O Islão diz que os fiéis devem aguentar o sofrimento como uma prova da sua fé.

Só o Cristianismo vê o sofrimento como redentor, como uma forma de partilhar no sofrimento de Cristo na Cruz e de lhe diminuir o sofrimento. Os católicos também acreditam que o sofrimento pode ser oferecido para diminuir a dor dos outros. Esta noção é perfeitamente estranha à maioria das religiões.

Uma leitora discordou veementemente de algumas das ideias no artigo sobre a Audrey. Simplesmente não era capaz de conceber que a sua história fosse verdadeira. Avisou que os adultos às vezes impõem as suas ideias aos mais novos e perguntou se os pais da Audrey não teriam incutido nela uma espécie de religiosidade precoce. A leitora, que é judia, questionou se às vezes os adultos não vêem coisas nas crianças que de facto não estão lá. É uma preocupação compreensível.
Uma vez dei uma entrevista sobre a Audrey a uma rádio católica. A entrevistadora sugeriu que eu investigasse o caso de outra menina com o mesmo nome, Audrey Santo, à volta da qual tinha crescido uma certa devoção. Depois de um acidente de natação, esta menina desenvolveu uma condição chamada mutismo acinético, que a deixou incapaz de se mexer e de falar. A sua mãe levou-a a Medjugorje e anunciou que a rapariga, a pedido da Virgem Maria, tinha aceite tornar-se uma alma vítima. Dizia-se que tinha as chagas, que as imagens choravam, e por aí fora. O bispo local sugeriu cautela em relação a toda a história.


Mas os casos sobre os quais escrevi não têm nada a ver com isto. Não há estátuas a chorar, nem chagas. Só crianças normais em circunstâncias extraordinárias. Eram antes de mais crianças, e não os objectos de imaginações religiosas. Nenhuma delas queria estar doente ou sofrer.

O Brendan era a alma de todas as festas. Vi fotografias de ele a dançar em casamentos com amigos e familiares a aplaudir. Adorava desporto. A Audrey tinha de facto um sentido aguçado de propriedade e chegava a evitar ir a festas de anos com medo de ouvir palavrões, mas não deixava de ser uma menina normal que brincava com as irmãs e com as amigas. A Margaret adorava ver os outros meninos a brincar no parque. Eram crianças normais a quem tinham sido dadas grandes cruzes para carregar – e grandes dons para as ajudar a carregá-las.

São os santos do mundo actual. Mais do que isso, são santos do nosso tempo, porque a outra coisa que noto sobre eles é que nasceram em grandes desertos espirituais. Enquanto as suas famílias eram em larga medida católicas praticantes, estas crianças cresceram num meio social de poder, influência e riqueza, que tende a fugir de religião. São os verdadeiros desertos dos tempos de riqueza.

O Brendan era amigo do James Pavitt, ex-chefe do serviço clandestino da CIA. Erik Prince, o polémico fundador do serviço de segurança privada Blackwater chorou como um bebé quando soube que Brendan tinha morrido, e transportou toda a sua grande família do Médio Oriente para irem ao funeral.

A Audrey nasceu numa família influente em França, com ligações e interesses nos Estados Unidos e noutros países.

A Margaret Leo tornou-se muito amiga de Clarence Thomas, o juiz do Supremo Tribunal. A sua fotografia ainda está na sua secretária, dentro de uma moldura feita por ela, de pauzinhos de gelado.

Quando pensamos em crianças a quem foram dados grandes dons espirituais, normalmente pensamos em pastores, ou algo parecido, como em Fátima e em Lourdes. Mas estas crianças eram diferentes. Estas receberam muitos bens materiais, excelentes oportunidades de educação e conhecimentos sociais. Deus colocou estas pequenas almas sofredoras nestes locais e neste tempo por uma boa razão, para que as suas histórias possam tocar as almas que habitam as casaronas de Great Falls, McLean, Paris e mais além.

Audrey Stevenson, Margaret Leo, Brendan Kelly, rogai por nós. in Actualidade Religiosa

Austin Ruse é presidente do Catholic Family & Human Rights Institute (C-FAM), sedeado em Nova Iorque e em Washington D.C., uma instituição de pesquisa que se concentra unicamente nas políticas sociais internacionais. As opiniões aqui expressas são apenas as dele e não reflectem necessariamente as políticas ou as posições da C-FAM.


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Novena à Imaculada Conceição - 1 de Dezembro

Oração de todos os dias: Virgem Puríssima, concebida sem pecado...(clicar aqui)

Terceiro dia - 1 de Dezembro

Ó Maria, mística rosa de pureza, eu alegro-me convosco, que gloriosamente triunfastes da infernal serpente, na Vossa Imaculada Conceição, porque fostes concebida sem mácula de pecado.

Dou graças e louvo a Santíssima Trindade, que tal privilégio Vos concedeu e Vos suplico que me alcanceis força para superar todas as traições do comum inimigo, e para não manchar a minha alma com o pecado.

Ah! Senhora, ajudai-me sempre e fazei que, com a vossa protecção, sempre triunfe de todos os inimigos da minha salvação. Amén.

Avé Maria...

Ó Maria concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós!

(Cântico a Nossa Senhora) 


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sábado, 30 de novembro de 2013

PREC no Vaticano


Os Meios de Comunicação Social estão a acompanhar um PREC (Processo Revolucionário em Curso) no Vaticano. Quase todos afirmam que o Papa Francisco está a ganhar a revolução, embora a situação ainda seja confusa. Neste momento, é absolutamente certo que muita gente, fora e dentro da Igreja, está profundamente abalada com os primeiros meses de pontificado.

Há dias, o Papa Francisco dizia ao Conselho Pontifício para a Nova Evangelização que, para fazer chegar este anúncio «a tantas pessoas que se afastaram da Igreja, é um erro culpar uns ou outros; sobretudo, não é altura de falar em culpas. (...) A nova evangelização, ao mesmo tempo que chama à coragem de avançar contra-corrente (...), só pode usar a linguagem da misericórdia». Francisco repete isto continuamente — para pavor de uns e surpresa de quase todos.

Alguns pró-vida norte-americanos irritam-se, porque o Papa não desmascara os abortistas ou propagandistas homossexuais que começaram a mostrar simpatia pela Igreja. Os apoiantes de Mons. Marcel Lefebvre protestam contra as recentes canonizações de mártires, porque o Papa não achou necessário referir que os assassinos eram muçulmanos...

Ao mesmo tempo, chegam elogios das origens mais improváveis. Até entre nós. O colunista Daniel Oliveira, habitualmente hostil, reconhece que se sentiu tocado pelo que ele chama «a reenvangelização benigna de Francisco» (5 de Novembro, no «site» do «Expresso»). Até se desculpa: «dirão que, sendo eu ateu, nada que diga respeito à Igreja Católica e ao Vaticano me deveria interessar grandemente. Mas interessa-me muito». Daniel Oliveira não tem ilusões acerca da doutrina, «o que é novo neste Papa não são as suas posições», mas percebe que algo se passa: «a postura deste Papa pode vir a ser um terramoto» e, de argumento em argumento, deixa-nos sem palavras: «Por mais estranho que vos pareça, não considero, por isso, negativo que a Igreja Católica (...) recupere, na Europa e na América do Norte, um pouco do poder que perdeu». Como a doutrina da Igreja não muda, ele não acredita que a Igreja se transforme «no que ela não pode, por natureza, ser»

Mas [o Papa] cria pontes mais sólidas entre ela e as sociedades democráticas. E são essas pontes que poderão contrariar a sua decadência no Ocidente». Um ateu a dizer ao mundo que preste atenção à voz da Igreja?! Desejoso de contrariar a sua decadência no Ocidente?! Quando Daniel Oliveira vê aspectos positivos na Igreja católica, já não sei se concordo com ele ou não. Ele próprio não sabe bem se concorda com o Papa ou não. Mas claramente algo mudou e estamos a assistir àquela reevangelização pacífica, benigna, como lhe chama Daniel Oliveira.

Para o Papa Francisco, o centro desta pastoral da misericórdia é o sacramento da confissão. Aí é que se trava a suprema batalha entre a inércia do mal e o abraço de Deus.

Nalguns países, a descoberta da confissão foi uma coisa tão súbita e tão profunda que teve honras de jornais e lançou em campo os especialistas das sondagens. Já se fizeram duas: uma nos primeiros meses de pontificado e outra mais recente, para ver se o fenómeno estava a abrandar. Só em Itália, registaram-se «centenas de milhar de conversões directamente relacionadas com os apelos do Papa Francisco». E na segunda sondagem o ritmo não diminuiu. «Um efeito maciço e até mesmo espectacular», segundo Massimo Introvigne, director da equipa de sondagem.

Este Papa não gosta de fugas: «Alguns dizem: “Ah, confesso-me com Deus”! É fácil, é como confessar-se por email, não é? Deus lá longe, eu digo as coisas e não há um face-a-face, não há um olhos-nos-olhos».

Vergonha? — «Envergonharmo-nos perante Deus é uma graça». «O cristão deve lidar com o seu pecado de uma forma concreta, honesta, e ter a capacidade de se envergonhar perante Deus, de pedir perdão e se reconciliar confessando os seus pecados».

Há dias, a Santa Sé enviou aos bispos um exame de consciência, acerca da pastoral familiar, pedindo-lhes para responderem se são corajosos a propor a doutrina da Igreja, se o fazem com todo o respeito e simpatia para com as pessoas, se as famílias cristãs rezam suficientemente, se têm uma mentalidade saudavelmente aberta à natalidade... Não está fácil ser bispo.

Segundo o Papa, a conversão é já. A revolução é para ontem. E o Papa não quer ninguém de fora. 

José Maria André in «Correio dos Açores», 17-XI-2013


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