segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

A Missa é viver outra vez a Paixão e Morte Redentora do Senhor - Papa Francisco

Hoje em dia houve-se muito falar na Eucaristia e na Ceia do Senhor para se referir à Missa.
Poucos sabem que a Missa é, na verdade, e acima de tudo, um sacrifício - o sacrifício de Jesus pela salvação dos homens.

Não é por acaso que o primeiro ponto do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica diz precisamente isso:
271. O que é a Eucaristia?
É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar o sacrifício da cruz no decorrer dos séculos até ao seu regresso, confiando assim à sua Igreja o memorial da sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da vida eterna.

Uma vez, ouvi alguém explicar a Missa para um grupo de jovens bem grande. Nessa explicação, quem estava a explicar disse tudo menos que a Missa é um sacrifício.
Quando lhe perguntei porque não tinha dito isso, ele respondeu que isso era uma coisa que as pessoas já sabem.

Bem, quer seja verdade quer não, o Papa Francisco resolveu dizer precisamete isso hoje de manhã na Missa em Sta. Marta, depois de já o ter afirmado na Quarta-feira passada, na Catequese da Audiência Geral:


“Quando nós celebramos a Missa, nós não fazemos uma representação da Última Ceia: não, não é uma representação. É outra coisa: é mesmo a Última Ceia. É mesmo viver outra vez a Paixão e a Morte Redentora do Senhor. É uma teofania: o Senhor faz-se presente sobre o altar para ser oferecido ao Pai pela salvação do mundo
Nós ouvimos e dizemos: ‘Mas, eu não posso, agora, tenho que ir ouvir a Missa’. A Missa não se ouve, participa-se nesta teofania, neste mistério da presença do Senhor entre nós. A liturgia é precisamente entrar no mistério de Deus, deixar-se levar ao mistério e ser no mistério.
Por exemplo, eu estou seguro que todos vós vindes aqui para entrar no mistério; mas, se calhar, algum diz: ’Ah, eu tenho que ir à missa a Santa Marta porque na visita a Roma tem de ir visitar o Papa em Santa Marta, todas as manhãs' – é um lugar turístico! Todos vós vindes aqui, nós reunimo-nos aqui para entrar no mistério: é esta a liturgia. É o tempo de Deus, é o espaço de Deus, é a nuvem de Deus que nos envolve a todos. (...)
Vai-nos fazer bem hoje pedir ao Senhor que dê a todos nós este ‘sentido do sagrado’, este sentido que nos faz perceber que uma coisa é rezar em casa, rezar na Igreja, rezar o rosário, fazer a Via-Sacra, ler a Bíblia, fazer tantas lindas orações... mas uma outra coisa é a celebração eucarística. Na celebração entramos no mistério de Deus, naquele caminho que nós não podemos controlar: apenas é Ele o Único, Ele é a Glória, Ele é o poder, Ele é tudo. Peçamos esta graça: que o Senhor nos ensine a entrar no mistério de Deus.”
 Papa Francisco in RadioVaticana

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domingo, 9 de fevereiro de 2014

Qual destas igrejas vos parece mais bonita? E se vos disser que é a mesma?

Qual destas igrejas vos parece mais bonita? Qual é que vos ajuda mais a viver o mistério do outro mundo que se vive na Missa? Não é preciso ter tido aulas de arquitectura nem de estética nem sequer de liturgia, basta apenas olhar e ver.


Quando o Pe. Demétrio Gomes chegou à paróquia que se lhe foi designada, encontrou-a como vemos na imagem de cima. Em apenas dois meses (quase) tudo mudou. Eis o testemunho do Pe. Demétrio:


"Todas as pessoas que frequentam a paróquia estão mais do que felizes com o novo presbitério. O número de fiéis multiplicou. Posso garantir-lhe que os fiéis sentem-se muito melhor acolhidos que antes! São pobres, mas têm fé e com muito bom grado dão o seu melhor para Deus. Precisava ver a alegria e as lágrimas de emoção nos rostos dos fiéis na noite de Natal! 


O padre não impôs nada, apenas propôs e todos deram do seu pouco com muita alegria, e estão santamente orgulhosos, sentindo-se valorizado depois de anos…


O presbitério não tem nada de caro, não tem ouro nem nada precioso a não ser o Santíssimo Sacramento. Simplicidade não significa desleixo e mal trato com as coisas sagradas, muito menos com o Corpo do Senhor! 

Além do mais, não há verdadeiro amor aos pobres sem a primazia do amor a Deus. Quando se inverte a ordem, deixa-se de amar a Deus, e o suposto amor aos pobres se converte em uma perversa ideologia que além de não comunicar-lhes o Evangelho, engana-lhes prometendo um paraíso terrestre. 

Nunca vi uma paróquia que trate sem zelo as coisas de Deus cuidar dos seus pobres. O contrário? Tenho muitíssimos exemplos..."

Um bom exemplo que deveria ser seguido por muitas igrejas em terras lusitanas


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Arcebispo da Nigéria fala contra ideais imorais do Ocidente

Em Janeiro, o Presidente da Nigéria assinou uma lei de proibição do "casamento" homossexual. Pouco depois, o Arcebispo Ignatius Kaigama, da diocese de Jos e presidente da Conferência Episcopal da Nigéria (CBCN), escreveu-lhe uma carta a dar os parabéns.

Não é que esta lei seja "anti-alguém", porque não é. É simplesmente uma lei que faz duas coisas: protege o conceito de casamento, evitando que se chame casamento à união de pessoas do mesmo sexo e proíbe a acção de instituições que promovam este tipo de comportamentos imorais.

Esta semana, primeira de Fevereiro, o senhor Arcebispo Kaigama mostrou mais uma vez a sua fidelidade à Lei Natural, tão bem defendida por santos Bispos na história da Igreja.

Ao inaugurar um workshop para médicos, enfermeiros e funcionários da área da saúde na Nigéria, sobre a doutrina social da Igreja e o sistema de saúde, D. Ignatius Kaigama falou sem respeitos humanos, mostrando que sabe bem que quem o julga é Deus e não os homens, defendendo aquilo que a Igreja sempre defendeu:


As críticas à posição da Igreja Católica sobre o aborto e outros actos imorais parecidos têm sido atribuídas a preconceitos herdados que os críticos têm e à sua ignorância dos ensinamentos e tradições da Igreja.
...
Segundo o Arcebispo: "A Igreja Católica tem sido criticada pela sua posição em temas como o aborto, o preservativo, a homossexualidade, a clonagem, a investigação em células estaminais, etc." Ele assegurou, ainda assim, que os princípios e ideias da Igreja em relação a assuntos chave da moral não podem ser comprometidos.

O Bispo de Jos disse ainda: "A Igreja Católica é normalmente julgada por pessoas que não se preocupam em saber o que é que nós verdadeiramente pensamos. Preconceitos que passaram de uma geração para outra têm cegado tanto os críticos da Igreja Católica que eles nem conseguem ser objectivos em relação aos ensinamentos e tradições Católicos."

O Arcebispo Kaigama alertou contra a submissão aos desejos de alguns governos e organizações internacionais que querem forçar os seus valores morais e culturais sem bases no continente da África e especialmente na Nigéria. As suas palavras: "Não podemos ser engolidos pela imposição tirana de alguns governos e organizações não-governamentais internacionais que querem ditar-nos uma moda moral do mundo baseada nos seus valores seculares."

Ele continuou: "Em África, quer seja sobre o controlo populacional, o uso de preservativos, a homossexualidade, etc, as ideias do Ocidente são às vezes enfiadas pelas gargantas dos africanos através de incitamentos financeiros. Os africanos não podem ser macaquinhos de imitação, pensando que tudo o que vem do Ocidente é o ideal."

O Presidente da CBCN enfatizou a necessidade do "discernimento intelectual e cultural" da parte dos africanos e nigerianos, ao dizer: "senão corremos o risco de perder os nossos valores e não tornar-nos nem africanos nem ocidentais." Ele disse: "Temos que ser fiéis à nossa herança religiosa, mesmo num tempo em que algumas das pessoas que nos apresentaram o Cristianismo se tornaram críticos ferozes e alguns deles até têm um ódio patológico às directrizes da Igreja ou julgamentos morais."

in Catholic News Service of Nigeria 


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sábado, 8 de fevereiro de 2014

Palavras e frases em Latim que qualquer homem devia saber

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O que é que grandes homens como Benjamin Franklin, Teddy Roosevelt e Winston Churchill têm em comum?
Todos sabiam Latim.
Desde a Idade Média até metade do século XX, o Latim era uma parte central do currículo escolar de um homem do Ocidente. Juntamente com a lógica e a retórica, a gramática (como era conhecido o Latim) estava incluída no Trivium - a base da edução medieval em artes liberais. Foi do Latim que toda a cultura fluiu e o Latim foi verdadeiramente a porta para a vida intelectual, dado que a maior parte da literatura científica, religiosa, legal e filosófica foi escrita nesta linguagem até o século XVI. Para uma pessoa entrar a sério nos estudos clássicos e humanistas, o Latim era obrigatório.
Durante este período, as escolas de gramática na Europa, e especialmente em Inglaterra, eram escolas de Latim, e a primeira escola secundária fundada na América pelos puritanos foi também uma escola de Latim. Mas, a partir do século XIV, os escritores começaram a usar o vernáculo nas suas obras, que começou lentamente a rachar a importância central do Latim na educação. Esta moda pelo ensino em língua inglesa acelerou no século XIX; as escolas pararam de dar futuros padres para dar homens de negócios licenciados que iriam tomar o seu posto numa economia industrializada. O ênfase nas artes liberais começou a dar lugar ao que era considerado como uma educação prática em leitura, escrita e aritmética.
Enquanto recebia uma morte lenta durante centenas de anos, o Latim continuou a ter uma presença forte nas escolas até meados do século XX. A partir dos anos 60, os alunos universitários exigiram que os currículos fossem mais abertos, inclusivos e menos "euro-centrados". Dentro das mudanças que sugeriam estava a eliminação do Latim como um curso obrigatório para todos os estudantes. Para acabar com os protestos estudantis, as universidades começaram lentamente a deixar de lado a obrigatoriedade do Latim e, como as universidades pararam de exigir Latim, muitos liceus na América pararam também de dar aulas de Latim. Mais ou menos na mesma altura a Igreja Católica reviu a sua liturgia e permitiu aos sacerdotes celebrarem a Missa na língua vernácula em vez do Latim, eliminando assim uma das últimas ligações do público à língua antiga.
Apesar de já não ser obrigatório para um homem saber Latim para avançar na vida, ainda é um óptimo assunto para estudar. Eu tive que ter aulas de latim como parte do meu “major em Letras” na Universidade de Oklahoma e gostei imenso. Mesmo que já estejam bem fora da escola, há uma miríade de razões pelas quais deviam considerar obter, pelo menos, um conhecimento rudimentar desta língua:
Saber Latim pode aumentar o vosso vocabulário de inglês. Apesar de o inglês ser uma língua germânica, o Latim influenciou-a fortemente. A maior parte dos nossos prefixos e algumas das raízes do inglês mais comum vêm do Latim. Segundo certas estimativas, 30% das palavras inglesas vêm desta língua antiga. Ao saber o significado destas palavras latinas, se por acaso encontrarem uma palavra que nunca viram antes, podem tentar adivinhar com algumas bases o que significa. De facto, uns estudos mostraram que os alunos de liceu que estudaram Latim tiveram uma média de 647 no exame verbal de SAT, comparando com a média nacional de 505.
Saber Latim pode melhorar o vosso vocabulário de línguas estrangeiras. Muitas das línguas românicas por aí faladas, como o espanhol, o francês e o italiano vêm do Latim vulgar. Vão-se espantar pelo número de palavras românicas que são praticamente iguais aos seus equivalentes latinos.
Muitos termos legais estão em Latim. Nolo contendere. Mens rea. Caveat emptor. Sabem o que isto significa? Na verdade, são frases comuns em direito. Apesar de terem existido avanços para traduzir a linguagem legal para inglês simples, ainda vão encontrar velhas frases em Latim em contractos legais de vez em quando. Para serem cidadãos e consumidores educados, precisam de saber o que significam essas frases. Se estão a planear estudar direito, recomendo muitíssimo que se ponham a pau no Latim. Vão encontrá-lo a toda a hora, especialmente ao ler casos com leis antigas.
Saber Latim pode dar-vos um olhar mais apurado sobre a história e a literatura. O Latim foi a lingua franca do Ocidente durante mais de mil anos. Consequentemente, grande parte da nossa história, ciência e da melhor literatura foi registada em Latim. Ler estes clássicos na língua original pode dar-vos conhecimentos que, caso contrário, teriam perdido se lessem em inglês.
Mais ainda, os escritores modernos (e por moderno quero dizer início do século XVII) normalmente temperam as suas obras com palavras e frases em Latim sem dar uma tradução, porque esperam (razoavelmente) que o leitor esteja familiar com elas. Isto é verdade para grandes livros de até mesmo há algumas décadas atrás (hoje em dia parece muito menos comum - o que não é um comentário esperançoso no que toca à direcção da literacia do público, penso). O facto de não terem um conhecimento rudimentar de Latim vai fazer com que não percebam a fundo o que o escritor quis passar.
Em baixo têm uma lista de palavras e frases em Latim para ajudar a espicaçar o vosso interesse em aprender esta língua clássica. Esta lista não é de nenhum modo exaustiva. Incluímos algumas das palavras e frases latinas que se vê mais nos dias de hoje, que são uma boa ajuda para saber e aumentar a vossa cultura literária de todos os lados. Incluímos também alguns ditos viris, aforismos e lemas que podem inspirar-vos para algo maior ou lembrar-nos de verdades importantes. Talvez possam encontrar uma frase em Latim que possam adoptar como o vosso lema pessoal. Semper Virilis!

Palavras e Frases em Latim que qualquer homem devia saber

(mais aqui)
a posteriorido último -- saber ou justificação que depende da experiência
ou de evidência empírica
a priorido que vem antes -- saber ou justificação que é independente
da experiência
faber est suae quisque fortunaecada homem é o responsável do seu próprio futuro --
citação de Ápio Cláudio Cego
acta non verbaobras, não palavras
ad hoca isto -- improvisado ou inventado
ad hominemao homem -- ataque pessoal de baixo nível em vez de
de um argumento razoável
ad honorempela honra
in artofmanliness.com

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O Papa, o Presidente do Parma e os enchidos

Um programa radiofónico muito popular em Itália, com um nome peculiar: ‘Te la do io Tokyo’, resolveu pregar uma partida ao Presidente do Parma, Tommaso Ghirardi, que iria ser recebido pelo Papa Francisco no Vaticano.

O locutor de rádio, fazendo-se passar por um Monsenhor da Cúria, ligou para preparar os pormenores da visita. Explicou ao Presidente o protocolo a seguir e perguntou quais seriam as ofertas que levaria para o Papa. O Presidente, um pouco atrapalhado, diz que estava a pensar levar uma camisola do Parma e de resto era a secretária que estava a tratar disso.

O “Monsenhor” diz-lhe explicitamente que o Santo Padre gostaria muito que lhe trouxessem produtos típicos daquela bela região de Itália: presunto, queijo, etc…

O Presidente do Parma acreditou piamente que tinha acabado de falar com alguém da Cúria e o resultado é o que se vê na imagem: salame, presunto e toda uma panóplia de produtos alimentícios que deixam o Papa um pouco surpreendido no meio da recepção à equipa do Parma. Só faltou o parm(a)igiano!

Aqui fica a gravação da conversa: gravação da conversa

João Silveira


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sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Aborta se for menina (ou o aborto como machismo)

A notícia parecia demasiado aguda para ser verdade, parecia um daqueles excessos de realidade que só podem ser ficção, o delírio de uma realidade paralela feita em cima do joelho. Mas é mesmo verdade. Todos nós já sabíamos que milhões de chineses e indianos têm o hábito repelente de seguir o seguinte mote misógino: "aborta se for menina". É uma espécie de genocídio de género ainda antes do nascimento. Por aquelas bandas, há cerca de 120 rapazes por 100 raparigas devido ao aborto massivo de bebés do género feminino. Ora, o que nós não sabíamos é que este fenómeno macabro está a ganhar força no Reino Unido, junto das comunidades de imigrantes . E, se isto acontece no Reino Unido, provavelmente também acontecerá noutros países europeus com comunidades chinesas ou indianas. É um problema europeu.

Quando abortam só porque vão ter uma bebé e não um bebé, estas pessoas estão a cometer um crime. Não há outra maneira de pôr as coisas. Isto é usar o aborto para fazer uma espécie de eugenia machista. Matar aos três ou quatro meses um ser humano só porque não tem pilinha é crime, deve ser crime, tem de ser crime, um crime eugenista e misógino. Mas qual tem sido a reacção das feministas perante este evidente ataque à condição feminina? Bom, a reacção das auto-intituladas rainhas do feminismo tem sido quase tão repelente como o fenómeno em si. Estas mulheres diabolizam os concursos de beleza, a pornografia, a "mercantilização da imagem da mulher", a cirurgia plástica, mas não abrem a boca para criticar a maior barbaridade que as mulheres sofrem neste momento. Porquê? Porque o "direito ao aborto", dizem, é superior a tudo.

No Guardian, a vanguarda feminista afirmou que "não interessa saber o motivo pelo qual uma mulher quer pôr termo à sua gravidez. Se é para escolher o sexo, isso é a sua escolha". Eis o fanatismo no seu melhor. Além da intrínseca desumanidade deste raciocínio eugenista, convém reparar na contradição absurda destas feministas: se permitimos que uma mulher aborte só porque não quer ter uma menina, o aborto passa a ser o maior instrumento do machismo mais abjecto, aquele que nem sequer deixa que uma bebé venha ao mundo só porque é uma bebé e não um pilinhas. 

Henrique Raposo in Expresso


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A profissão de dona de casa vale 7 mil euros por mês

Trabalhadora multitasking, perita em muitas tarefas e fundamental nas dinâmicas familiares.

Muito se falou já sobre o papel da mulher que trabalha em casa, mas agora houve quem calculasse o valor, a preços de mercado, desta actividade profissional: quase 7 mil euros por mês, cerca de 83 mil euros por ano. 

Foi o que fez o site salary.com. O cálculo foi feito após entrevistar mais de 6.000 mulheres e avaliando as competências que elas aplicam diariamente, e que cobrem uma dezena de funções: cozinheira, motorista, professora, psicóloga, contabilista, gestora, técnica de limpeza, técnica de manutenção, lavandaria, babysitter.

A dona de casa média, estima-se, cozinha 14 horas semanais a 10 euros/hora. Faz de motorista, para crianças grandes e pequenas, 8 horas semanais a 10 euros/hora. Dá 13 horas de explicação por semana, ao mesmo valor. Não só isso. Para resolver as várias crises familiares transforma-se em psicóloga pelo menos 7 horas por semana, a 28 euros à hora, e gestora a 40 euros à hora, organizando os dias dos filhos mais novos e gerindo toda a casa.

As donas de casa italianas, segundo os dados do instituto de estatísticas italiano, são 4 milhões e 879 mil. Em percentagem, é um dos países que tem mais. Oficialmente um sector improdutivo da sociedade, na realidade um recurso, mas que ainda não tem qualquer reconhecimento ou protecção. Stefano Grossi Gondi in La Reppublica


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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Catequese do Papa Francisco sobre a Missa

Prezados irmãos e irmãs, bom dia!

Hoje, falar-vos-ei da Eucaristia. A Eucaristia insere-se no âmago da «iniciação cristã», juntamente com o Baptismo e a Confirmação, constituindo a nascente da própria vida da Igreja. Com efeito, é deste Sacramento do Amor que derivam todos os caminhos autênticos de fé, de comunhão e de testemunho.

O que vemos quando nos congregamos para celebrar a Eucaristia, a Missa, já nos faz intuir o que estamos prestes a viver. No centro do espaço destinado à celebração encontra-se o altar, que é uma mesa coberta com uma toalha, e isto faz-nos pensar num banquete. Sobre a mesa há uma cruz, a qual indica que naquele altar se oferece o sacrifício de Cristo: é Ele o alimento espiritual que ali recebemos, sob as espécies do pão e do vinho. Ao lado da mesa encontra-se o ambão, ou seja o lugar de onde se proclama a Palavra de Deus: e ele indica que ali nos reunimos para ouvir o Senhor que fala mediante as Sagradas Escrituras, e portanto o alimento que recebemos é também a sua Palavra.

Na Missa, Palavra e Pão tornam-se uma coisa só, como na Última Ceia, quando todas as palavras de Jesus, todos os sinais que Ele tinha realizado, se condensaram no gesto de partir o pão e de oferecer o cálice, antecipação do sacrifício da cruz, e naquelas palavras: «Tomai e comei, isto é o meu corpo... Tomai e bebei, isto é o meu sangue».


O gesto levado a cabo por Jesus na Última Ceia é a extrema acção de graças ao Pai pelo seu amor, pela sua misericórdia. Em grego, «acção de graças» diz-se «eucaristia». É por isso que o Sacramento se chama Eucaristia: é a suprema acção de graças ao Pai, o qual nos amou a tal ponto, que nos ofereceu o seu Filho por amor. Eis por que motivo o termo Eucaristia resume todo aquele gesto, que é de Deus e ao mesmo tempo do homem, gesto de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem.

Por conseguinte, a celebração eucarística é muito mais do que um simples banquete: é precisamente o memorial da Páscoa de Jesus, o mistério fulcral da salvação. «Memorial» não significa apenas uma recordação, uma simples lembrança, mas quer dizer que cada vez que nós celebramos este Sacramento participamos no mistério da paixão, morte e ressurreição de Cristo. A Eucaristia constitui o apogeu da obra de salvação de Deus: com efeito, fazendo-se pão partido para nós, o Senhor Jesus derrama sobre nós toda a sua misericórdia e todo o seu amor, a ponto de renovar o nosso coração, a nossa existência e o nosso próprio modo de nos relacionarmos com Ele e com os irmãos. 

É por isso que geralmente, quando nos aproximamos deste Sacramento, dizemos que «recebemos a Comunhão», que «fazemos a Comunhão»: isto significa que no poder do Espírito Santo, a participação na mesa eucarística nos conforma com Cristo de modo singular e profundo, levando-nos a experimentar desde já a plena comunhão com o Pai, que caracterizará o banquete celestial, onde juntamente com todos os Santos teremos a felicidade de contemplar Deus face a face.

Estimados amigos, nunca daremos suficientemente graças ao Senhor pela dádiva que nos concedeu através da Eucaristia! Trata-se de um dom deveras grandioso e por isso é tão importante ir à Missa aos domingos. Ir à Missa não só para rezar, mas para receber a Comunhão, o pão que é o corpo de Jesus Cristo que nos salva, nos perdoa e nos une ao Pai. É bom fazer isto! E todos os domingos vamos à Missa, porque é precisamente o dia da Ressurreição do Senhor. É por isso que o Domingo é tão importante para nós! E com a Eucaristia sentimos esta pertença precisamente à Igreja, ao Povo de Deus, ao Corpo de Deus, a Jesus Cristo. 

Nunca compreenderemos todo o seu valor e toda a sua riqueza. Então, peçamos-lhe que este Sacramento possa continuar a manter viva na Igreja a sua presença e a plasmar as nossas comunidades na caridade e na comunhão, segundo o Coração do Pai. E fazemos isto durante a vida inteira, mas começamos a fazê-lo no dia da nossa primeira Comunhão. É importante que as crianças se preparem bem para a primeira Comunhão e que cada criança a faça, pois trata-se do primeiro passo desta pertença forte a Jesus Cristo, depois do Baptismo e da Crisma.
Audiência Geral, 5/II/2014


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O mundo dá muitas voltas: Missa Tradicional em Cuba

Tratando-se dum país comunista, a "cereja no topo do bolo" é a imagem de Nossa Senhora de Fátima, que bem nos avisou sobre os erros do comunismo.



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Martírio de S. Paulo Miki e companheiros

O Cristianismo no Japão começou graças à Companhia de Jesus, que foi para lá missionar com o Império Português do Oriente. O primeiro foi S. Francisco de Xavier.

Foi um início promissor das missões Católicos no Japão - haviam quase 300,000 cristãos no final do século XVI. Infelizmente, devido a problemas políticos entre os Europeus e o governo do Japão, o Cristianismo passou a ser proibido e muito perseguido.

Foi durante esta perseguição que no dia 5 de Fevereiro* de 1597 morreram 26 pessoas em Nagasaki: S. Paulo Miki e seus companheiros mártires. A maior parte eram leigos.


Foram todos crucificados e perfurados com lanças. Antes de morrer, S. Paulo Miki, um seminarista jesuíta, disse isto:

"A sentença de julgamento diz que estes homens vieram para o Japão das Filipinas, mas eu não vim de nenhum outro país. Eu sou um verdadeiro japonês. 
A única razão pela qual estou a ser morto é que ensinei a doutrina de Cristo. Verdadeiramente ensinei a doutrina de Cristo. Agradeço a Deus por ser por esta razão que morro. Acredito que estou a dizer apenas a verdade antes de morrer.
Eu sei que acreditam em mim e quero dizer-vos a todos mais uma vez: Peçam a Cristo que vos ajude a ser felizes. Eu obedeço a Cristo. 
Seguindo o exemplo de Cristo, eu perdoo os meus perseguidores. Não os odeio. Peço a Deus que tenha piedade deles e espero que o meu sangue caia sobre os meus companheiros como uma chuva de frutos." S. Paulo Miki

A campanha de perseguições não acabou e em 1630 já não se viam cristãos em público, no Japão.
Qual não foi o espanto quando, no início do século XX, missionários cristãos no Japão descobriram lá um grupo bem consistente de cristãos clandestino.

Nuno CB

(Mais informações em wikipedia.org, o artigo tem a lista com os nomes de cada mártir)

* A Igreja Católica celebra o dia destes mártires no dia 6 de Fevereiro porque no dia 5 é dia da mártir Sta. Águeda.


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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

ONU exige que a Igreja Católica deixe de ser Católica

Foi hoje divulgado um relatório elaborado por um comité das Nações Unidas, no qual se exige que a Igreja Católica:

- Deixe de condenar o aborto;
- Deixe de condenar a contracepção e a promova no mundo inteiro;
- Deixe de condenar as relações entre pessoas do mesmo sexo;
- Deixe os adolescentes terem relações sexuais à vontade (desde que o sexo seja “seguro”) e se alguma coisa correr mal que lhes seja dado o direito a abortar.

As manifestações pró-vida e pró-familia por toda a Europa estão a assustar estes mestres da engenharia social, por isso usam golpes baixos como o relatório Estrela ou o relatório Lunacek, recém-aprovado, para tentar implementar as suas ideologias nefastas.

Mas não é só isto, a ONG 'Católicas pelo direito a decidir' está decida a conseguir com que a Santa Sé seja expulsa da Assembleia Geral da ONU, para poderem decidir tudo com menos "interferências".

Para isso pedem que a Igreja Católica seja considerada como uma simples ONG. É urgente assinar e divulgar esta petição: www.defendtheholysee.com


Temos que mostrar que deste lado não vamos comer e calar!

João Silveira


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O primeiro Santo de Fátima, S. Josemaría Escrivá - Pe. Fernando Leite SJ

Hoje, dia 5 de Fevereiro, faz 69 anos que S. Josemaria veio a Portugal pela primeira vez.

Segue um texto do Pe. Fernando Leite, sacerdote jesuíta, director da revista “Cruzada” (130.000 ex), e especialista em Fátima.

O texto apareceu no jornal "Voz de Fátima" em Agosto de 2002 e pretende notar a devoção de S. Josemaria a este Santuário da Virgem Maria.


O primeiro Santo de Fátima, S. Josemaría Escrivá

No próximo Domingo, dia 6 de Outubro, em Roma, o Santo Padre canonizará S. Josemaría Escrivá sendo o primeiro santo que esteve no Santuário de Fátima.



S. Josemaria atrá da mãe do Francisco e da Jacinta (6-II-1945). Vêem-se ainda: Pe. Álvaro del Portillo, D. José López Ortiz e o Pe. Galamba de Oliveira


Quem é o novo santo?
Nasceu em Barbastro, na Espanha, a 9 de Janeiro de 1902, tendo sido ordenado sacerdote a 28 de Março de 1925.

A 17 de Maio de 1992, na homilia da sua beatificação, resumiu assim o Santo Padre a vida deste eminente sacerdote:
«Poucos anos depois de ser ordenado sacerdote, deu início à missão de fundador, à qual se dedicaria 47 anos de amorosa e infatigável solicitude, em favor dos sacerdotes e dos leigos, da que hoje é a Prelatura do Opus Dei.
Com intuição sobrenatural... pregou incansavelmente a chamada universal à santidade e ao apostolado. Cristo convoca todos a santificarem-se na realidade da vida quotidiana; por isso o trabalho é também meio de santificação pessoal e de apostolado, quando se vive em união com Cristo».

Aos 73 anos de idade faleceu em Roma. Ofereceu a sua vida várias vezes pela Igreja e pelo Romano Pontífice. O Senhor acolheu este oferecimento, entregando a sua alma a Deus, no dia 26 de Junho de 1975, no seu gabinete de trabalho. Por essa altura o Opus Dei tinha já chegado aos cinco continentes e contava mais de 60 mil membros de oitenta nacionalidades.

A 17 de Maio de 1992 foi beatificado por João Paulo II, 19 anos após o seu falecimento. Na homilia da sua beatificação, declarou o Santo Padre que dois amores norteavam a vida do novo Santo:
«O seu grande amor a Cristo, por quem se sente fascinado, leva-o a consagrar-se para sempre a Ele... E o seu amor filial à Virgem Maria inclina-o a imitar as suas virtudes».

Num jornal dedicado a Nossa Senhora de Fátima, pretendemos notar a sua devoção a este Santuário da Virgem Maria.

Nos fins de Janeiro de 1945 o Padre Josemaría vai visitar o Bispo de Tuy-Vigo, Dom José Lopez Ortiz, seu antigo colega na Universidade de Madrid. Pergunta-lhe se não teria a santa curiosidade de falar com a Vidente de Fátima que então se encontrava naquela cidade da Galiza.
«– Dar-me-ia muita alegria e lhe recomendaria a Obra que estava a ser implantada».
Dentro em pouco o encontro realizou-se. O Padre Josemaría diz-lhe simplesmente:
«– A Irmã Lúcia, que recebeu tantas graças de Deus, e eu, que também recebo tantas graças de Deus, se não formos fiéis, ‘fazêmo-la bonita’. Podemos não ir para o Céu!»
«– Também eu tenho pensado nisso muitas vezes» – foi a humilde réplica da Vidente.
«Tratei-a com secura – recordava o fundador mais tarde – porque sabia que era uma santa, e não se aborreceu».
Relembrando que a Obra era de Deus e querendo que ela beneficiasse também Portugal, diz-lhe a Irmã Lúcia:
«– Vá quanto antes para Portugal!».
Naqueles tempos era precisa a documentação oficial para atravessar a fronteira.
«Repliquei-lhe – diz o Padre Josemaría Escrivá – que não tínhamos passaporte, mas ela respondeu: «– Isso arranjo eu imediatamente!».
Fez um telefonema para Lisboa e conseguiu um documento para passar a fronteira.
Dirigiu-se para Fátima e este Santuário ficou para sempre gravado no seu coração. 

Quando passava por Portugal não deixava de visitar o seu Santuário e o Carmelo de Coimbra.

Em 1970 fez, descalço, o caminho desde a cruz alta, rezando o terço, até à Capelinha das Aparições. 

Noutra altura, ao ver que, tanto o Santuário como a Capelinha das Aparições estavam ocupados com a Santa Missa, «sem uma palavra, orienta-se para a colunata e ajoelha-se no lajedo, diante da primeira estação da Via-Sacra. Toda a multidão o seguiu e se ajoelhou igualmente ao longo da Via-Sacra, rezada por outro sacerdote da Obra, Dr. António Barbosa».
Sentiu-se constrangido ao ver que tantos se dirigiam para ele, em vez de venerarem só a Nossa Senhora, e exclamou:
«Que vergonha! Que vergonha!».
As honras eram para Maria da qual lhe veio a inspiração para todos os empreendimentos, marcados sempre pelas festas marianas.

Certamente a Obra teve obstáculos, como todas as obras de Deus, mas é caso para repetirmos o que disse Gamaliel:
«Não vos ocupeis destes homens, mas deixai-os. Se esta obra é dos homens, ela destruir-se-á. Mas se é de Deus, não a podeis destruir e tomai cuidado, não façais guerra contra Deus» (Act 5, 38-40).

Quem em tão pouco tempo galvanizou o mundo, é porque realmente a obra da santificação de todos os leigos estava à espera de alguém que a estimulasse.

Está plenamente dentro do espírito do Concílio Vaticano II: «Os seguidores de Cristo, chamados por Deus e justificados no Senhor Jesus, não por merecimento próprio, mas pela vontade e graça de Deus, são feitos pelo baptismo da fé, verdadeiros filhos de Deus e participantes da natureza divina e, por conseguinte, realmente santos» (LG 40).

Padre Fernando Leite, SJ

in opusdei.pt


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terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

A má-lingua - Um bom momento da vida de Philip Seymour Hoffman

A lista de celebridades que morreram por causa de problemas relacionados com droga é infindável. Desta vez foi o actor Philip Seymour Hoffman que sucumbiu à maldita heroína. 

Da sua vida privada não sei muito, para não dizer mesmo nada. Tenho rezado por ele. Sei que era óptimo no trabalho que fazia e esta é minha cena preferida de um dos seus filmes. Não só pela boa actuação, mas também pela forma como explica as consequências da má-lingua e da cuscuvelhice. 



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Frase do dia

"Viver sem Fé, sem um património a defender, sem sustentar a Verdade numa luta contínua, não é viver, mas fingir que se vive." 

Beato Pier Giorgio Frassati, padroeiro da juventude


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Bento, o Revolucionário - John Allen Jr.

Apesar das imagens de Francisco como um dissidente, até agora o acto mais revolucionário cometido por um Papa em 2013 veio de Bento XVI sob a forma da sua impressionante decisão de renunciar voluntariamente ao seu cargo. O facto às vezes perdido entre a loucura sobre Francisco é o facto de que Bento é na verdade o principal responsável deste drama.

Bento, claro, nunca teve muita sorte no que toca às relações públicas.

Ele entrou no cargo com uma narrativa pré-fabricada sobre ser o "Rottweiler de Deus" e o "executor do Vaticano" e nunca foi verdadeiramente capaz de se livrar disso. Em termos de opinião pública, a diferença entre Bento e Francisco é talvez melhor mostrada assim: Durante Bento, as pessoas assumiam que o que quer que não gostassem sobre a Igreja era por causa do Papa; agora tendem a pensar que é apesar do Papa.
Como resultado, a tendência é caracterizar Bento e Francisco quase como matéria e antimatéria -- tradição vs. inovação, dogmatismo vs. compaixão, etc. Independentemente do mérito discutível desta percepções, o que elas ignoram é que Francisco não teria existido sem a decisão de Bento de se pôr de lado.
Igualmente notável é o modo como ele lidou com a sua partida. No seu último discurso aos cardeais em 28 de Fevereiro, Bento prometeu "incondicional reverência e obediência" ao seu sucessor e tem mantido a sua parte do acordo. Para além de uma carta privada enviada a um ateu italiano que foi divulgada pelo receptor, Bento apenas foi visto ou ouvido em público quando Francisco apareceu para o chamar ou convidar para algo.
Apesar dos rumores bem documentados entre alguns sobre a nova direcção de Francisco, Bento não fez nada para encorajar uma "oposição leal" ou para legitimizar dissidências ao novo regime.
Com efeito, Bento foi da infalibilidade à quase invisibilidade, e inteiramente por escolha própria. Se isto não é um "milagre de humildade numa era de vaidade", para invocar o elogio do Elton John a Francisco na Vanity Fair em Junho, então é difícil de saber o que será.
Num nível mais substancial, algumas das reformas pelas quais Francisco está a receber crédito, incluindo a limpeza das finanças do Vaticano e a sua política de "tolerância zero" aos abusos sexuais, acumulam para a continuação das políticas que já começaram com Bento.
Última Missa do Papa Bento XVI
Mesmo se esse não fosse o caso, o ponto principal mantém-se de que o "efeito Francisco" podia ter passado à história sem Bento a dar o passo que nenhum Papa tinha dado em 600 anos -- e, dadas as circunstâncias claramente diferentes, uma pessoa podia argumentar que é um passo que nenhum Papa tinha dado desta forma.
Ninguém questiona isto, Francisco está a abanar a Igreja Católica e a oferecer um novo sopro de vida. Para que conste, no entanto, ele não foi o único dissidente, o único papa revolucionário de 2013.
[John L. Allen Jr. é correspondente sénior no NCR. O seu e-mail é jallen@ncronline.org.]


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segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Estas mulheres foram concebidas por violação e as suas mães não abortaram




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Cair em tentação ou no meio do chão

Hoje caí de bicicleta pela primeira vez (no passado recente).


Não foi nada de especial: ia distraído, mas devagar, e o atrito não é amigo da água, por isso pumba.

Mal caí, a primeira reacção foi olhar à volta para ver se alguém tinha visto. Lembrei-me logo deste conselho de S. Josemaria:

“Não queiras ser grande. - Criança, criança sempre, ainda que morras de velho. - Quando um menino tropeça e cai, ninguém estranha...; seu pai apressa-se a levantá-lo.

Quando quem tropeça e cai é adulto, o primeiro movimento é de riso. - Às vezes, passado esse primeiro ímpeto, o ridículo cede o lugar à piedade. - Mas os adultos têm de se levantar sozinhos.

A tua triste experiência quotidiana está cheia de tropeços e de quedas. Que seria de ti se não fosses cada vez mais pequeno?

Não queiras ser grande, mas menino. Para que, quando tropeçares, te levante a mão de teu Pai-Deus." (Caminho, 870)

Cair é humilhante, mas pior ainda é ficar apegado a essa humilhação, por orgulho. Quando caímos o melhor é voltarmos depressa para os braços do Pai, aprender com os erros e tentar não voltar a cair.

Pela parte que me toca vou voltar a usar rodinhas…

João Silveira


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Papa à Universidade de Notre Dame: não deixem os ensinamentos morais e a liberdade da Igreja serem diluídos


"Na minha recente Exortação Apostólica sobre a Alegria do Evangelho, enfatizei a dimensão missionária do discipulado Cristão, que precisa de ser evidente nas vidas dos indivíduos e nos trabalhos de cada uma das instituições da Igreja. Este compromisso para o "discipulado missionário" deve ser reflectido de uma forma especial nas universidades Católica (cf. Evangelii Gaudium, 132-134), que pela sua própria natureza estão comprometidas a demonstrar a harmonia da fé e razão e a relevância da mensagem Cristã para uma vida completamente e autenticamente humana.

Neste sentido é essencial um testemunho descomprometido das universidades Católicas aos ensinamentos morais da igreja e à defesa da liberdade que têm, especialmente nas instituições e através delas, de seguir esse ensinamento tal como proclamado com autoridade pelo magistério dos seus pastores.

É uma esperança minha que a Universidade de Notre Dame continue a oferecer um testemunho não ambíguo deste aspecto fundacional de identidade Católica, especialmente ao enfrentar tentativas, vindas de todos os lados, de diluir esse testemunho indispensável. E isto é importante: a sua identidade tal como foi querida desde o início. Defendê-la, preservá-la e avançá-la!"

Franciscus
30 de Janeiro de 2014


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domingo, 2 de fevereiro de 2014

Pais e Mães - Inês Teotónio Pereira

Numa época em há mais mulheres do que homens nas universidades, em que os quartéis estão apinhados de mulheres militares, em que os homens cozinham e lavam a loiça e em que toda a gente tem uma opinião sobre o sacerdócio das mulheres, há que dar um esclarecimento no que diz respeito aos pais.

É assim: os pais são diferentes das mães. Aqui, meus senhores, não há igualdade de género. Sei que parece absurdo, mas é um facto que um pai e uma mãe são géneros completamente diferentes. Os filhos olham para os pais de uma maneira, e para as mães de outra. Eles discriminam-nos vergonhosamente. Para eles, cada um tem o seu lugar, a sua função, e são completamente diferentes. 


Os filhos, por mais liberais, bloquistas ou anarquistas que sejam, são absolutamente segregadores em relação aos pais. Não há cá igualdades neste domínio parental. Em tudo o resto até pode haver. Eles podem até achar que, entre o cão e os irmãos, as diferenças são ténues, mas os pais não. Para eles, os pais são de espécies diferentes.

A grande clivagem tem a ver com o respeitinho. Não é o respeito, é o respeitinho.

Por mais megera e severa que seja uma mãe, os filhos têm sempre mais respeitinho pelos pais. Com eles, não fazem farinha, não levantam a crista e não medem forças com o à-vontade com que o fazem com as mães. As mães acabam sempre por ceder e por se deixarem levar pelo mítico amor de mãe.

Os nossos filhos são os nossos meninos. Coitadinhos. E os nossos meninos fazem o que querem de nós. É assim desde que existem pais e filhos.

Os pais, não. Os pais até podem querer ser iguais às mães mas, por mais que se esforcem, não conseguem. Não conseguem ser suficientemente vulneráveis com os filhos nem suficientemente racionais com as filhas. 

Desde o dia em que nascem que os filhos, sabendo isso, fazem o jogo diplomático tipo Israel para sobreviverem aos pais. Eles sabem que a mãe fica doente se eles ficam doentes e que o pai fica desnorteado quando o termómetro passa os 37 graus; sabem que a mãe irá sempre chatear com a sopa e que o pai irá sempre chatear com o lixo que não foi despejado e com as luzes acesas; sabem que o pai não se zanga com coisas parvas e que a mãe perde a cabeça só por ver umas cuecas no chão; sabem que os pais têm uma tolerância bastante previsível e que a tolerância das mães depende de 351 factores externos e diários; sabem que os pais não gostam de decidir sozinhos e que as mães gostam de decidir por todos. 

Eles sabem que pai é pai e que mãe é mãe só pelo simples facto de serem de sexos diferentes.

Os pais querem que os filhos sejam homens responsáveis, corajosos, profissionalmente competentes ou jogadores de futebol com sucesso. As mães só querem que os filhos continuem a ser os seus meninos. 

As mães choram quando os meninos saem de casa, os pais transformam o quarto do filho num escritório sem um pingo de sensibilidade. É verdade que, com as meninas, as coisas não são tão óbvias mas, ainda assim, as diferenças são abissais.

As filhas não levam os pais a sério. Elas não lhes reconhecem competência para as educar. Gostam deles, respeitam-nos mas, tal como as mães, não confiam totalmente no seu discernimento no que diz respeito às crianças. Os pais brincam com as filhas, levam-nas às cavalitas, mimam-nas, protegem as suas meninas, mas não percebem as filhas.

Para um pai, uma filha é uma equação atómica. É um dos mistérios mais indecifráveis da natureza humana, uma filha.

Os pais têm medo de as magoar, que as magoem, de não as entenderem ou de as ofenderem sem querer; por isso, entregam a gestão da filha à mãe. As filhas são coisas de mulheres; já os filhos são coisas dos dois.

Os filhos têm perfeita noção de que os homens são diferentes das mulheres e sabem, desde o dia em que nascem, que os pais vieram de Marte, as mães vieram de Vénus e eles são os únicos não-extraterrestres da casa. in ionline


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sábado, 1 de fevereiro de 2014

Confessar custa, mas é bom

Ontem confessei-me a um amigo meu.

A sensação assemelha-se à que se sente antes de ir ao dentista: contar os meus pecados a alguém que conheci muito antes de ser Padre, que foi ordenado há pouco tempo e para quem olho mais como amigo do que como Padre não é fácil.

Ter que admitir as minhas misérias a outra pessoa custa, ainda mais quando é alguém que conhecemos e que não queremos que fique a pensar mal de nós.

Mas o que se passa na confissão vai além desta cobardia imposta pelo orgulho, o que se passa ali é sobrenatural. Eu não conto os meus pecados a um homem, mas ao próprio Jesus Cristo que está ali na pessoa daquele homem. 

Não me vou confessar para impressionar o confessor nem para desabafar, nem sequer para falar dos pecados dos outros, mas sim para ser perdoado, porque cometi erros, ofendi a Deus e aos outros, e quero recomeçar.

No confessionário entro como culpado e saio inocente. Não pelo meu mérito, nem sequer pelo do Padre, mas pelo mérito de Jesus Cristo que morreu na Cruz por mim.


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