quarta-feira, 11 de junho de 2014

70 anos da libertação de Roma e desembarque na Normandia: Pio XII é aclamado 'Defensor Civitatis'

Estes são os factos que a História nos conta:

- 24 de Agosto de 1939 - O Papa Pio XII (Eugénio Pacelli) pronuncia a frase marcante do seu pontificado: "Nada se perde com a paz, tudo pode ser perdido com a guerra."

- 1940, 1941, 1942 - Rádio Mensagens do Papa a favor do respeito mútuo entre os povos e contra a discriminação e massacres devido a razões de diferentes religiões ou nacionalidades.

- 10 de Julho de 1943 - A situação em Itália agrava-se quando as tropas anglo-americanas desembarcam na Sicília e se prepararam para subir a península de modo a chegar a Roma, enquanto da Alemanha descem as divisões blindadas alemãs que invadem regiões italianas.

- 17 Julho de 1943 - um esquadrão de caças aliados voa sobre Roma. Caem do céu milhares de panfletos convidando as pessoas a ficar longe de alvos militares (aeroportos, caminhos-de-ferro). Até então, a capital, mas também Florença e Veneza, não tinham conhecido ataques aéreos. Ao contrário do que recomendam os Cardeais e a Cúria, o Papa Pio XII decide ficar em Roma.

- Esforços diplomáticos da Santa Sé com os aliados para reconhecer Roma como uma cidade aberta, e evitar bombardeamentos ou acções militares, que não teriam qualquer efeito. No entanto foi decidido, Eisenhower ordena que se atinjam alvos militares em Roma. Começou assim uma série violenta de atentados na capital que atingem também grandes bairros populacionais.

 - 19 de Julho, antes das 11h30 - segundo bombardeamento sobre Roma. Atingido o centro do bairro de São Lourenço, em Verano.

- 20 de Julho de 1943 - após o violento bombardeamento do bairro de São Lourenço, o Papa Pio XII sai excepcionalmente do Vaticano. Vai às zonas afectada para levar conforto "aos fiéis da nossa diocese", e, depois de ajoelhar para rezar nas ruínas o salmo De Profundis, distribui dinheiro e géneros. Os romanos aclamam-no como 'Defensor Civitatis' (Defensor da Cidade).

- Inverno de 1943 - os alemães ocupam a Basílica de São Paulo Fora dos Muros, e prendem aqueles que ali se haviam refugiado. É descoberto o plano secreto de Hitler que previa a ocupação do Vaticano e a prisão do Papa Pio XII.

- Pio XII assinou, em seguida, uma carta de demissão em caso de captura: "Prenderão o Cardeal Pacelli, não o Papa."

 - 08 de Setembro de 1943 - O armistício e a fuga dos Savóia e do Governo lançam a Itália no caos. Resta Pio XII para enfrentar os ocupantes e é a única autoridade moral e religiosa presente em Roma.

- O Papa ordena que se abram os conventos (mesmo aqueles de clausura) e os palácios extraterritoriais para acolher os italianos e judeus perseguidos. Só no Seminário de Latrão, entre Setembro de '43 e Junho de '44, foram contadas 41 mil admissões.

- Madrugada de 22 de janeiro de 1944 - A artilharia aliada abriu fogo na costa de Lázio para preparar o desembarque na praia de Anzio. Uma multidão de refugiados (10 a 12 mil) conseguem escapar e dirigem-se para a Vila Pontifícia de Castel Gandolfo (aberta por ordem do Papa Pacelli), para o Palácio Apostólico. Os deslocados são acolhidos e assistidos pela caridade do Papa, que provê tudo: vêm alimentos do Vaticano, medicamentos e vestuário. As crianças que nascem no Palácio Apostólico são chamadas Eugénio ou Pio, em agradecimento ao Papa. No Pronto-Socorro do Vaticano são também acolhidos e tratados resistentes italianos e alemães.

- 15 de Fevereiro de 1944 - um terrível bombardeamento aliado arrasa a abadia beneditina de Montecassino.

- 19 de Fevereiro de 1944, às 9h - o abade de Monte Cassino foi recebido pelo Papa Pio XII, a quem garante que "nunca na abadia não houve soldados alemães, nem os ninhos de metralhadoras ou canhões, nem locais de observação." Foi um erro grave dos Aliados.

- 24 de Março de 1944 - a página mais terrível, com o massacre das Fossas Ardeatinas onde os nazis massacraram 335 civis e militares (incluindo o coronel Lanza di Montezemolo, o pai do Cardeal Montezemolo, Núncio Apostólico) em retaliação pela morte de 33 soldados alemães no atentado da resistência na Via Rasella.

- Final de Maio de 1944 - os alemães ameaçam as pontes sobre o rio Tibre e os pontos-chave para impedir o avanço dos aliados. Depois, querendo fugir rapidamente, não fazem detonar as minas.

- Pacelli advertiu: "Qualquer um que se atreva a levantar a mão contra a Roma, ficará com a mancha do matricídio"

- Sexta-feira, 2 de Junho de 1944 – A ‘Rádio Londres’ transmite a palavra ‘Elefante’, a mensagem codificada que indica que a resistência lançará o ataque final.

- A noite entre 3 e 4 de Junho 1944 - A SS abandonou as instalações em via Tasso (onde havia praticado torturas abomináveis), queimam os documentos e saem com dezenas de prisioneiros. A batalha trava-se perto de Roma, a rectaguarda alemã é atacada pela resistência.

- Madrugada de 4 de Junho de 1944 - um contingente de canadianos e os comunistas da Bandeira Vermelha entram na capital de Itália por Casilina. A SS foge descontroladamente e abandona um camião cheio de prisioneiros, que se salvam. Outro camião é parado por oficiais nazis em Cassia e 14 resistentes e prisioneiros aliados são alinhados ao longo da estrada, e mortos com um tiro na cabeça.

- Noite de 4 de Junho de 1944 - após nove meses de ocupação alemã, Roma é libertada.

- Domingo, 4 e Segunda-Feira, 5 de Junho de 1944 - Tropas norte-americanas, sob o comando do general Mark Clark Wayne, destroem as últimas defesas alemãs e entram na cidade sem encontrar resistência. A população rejubila de alegria.

- 4 de Junho de 1944 - O Papa Pio XII recebe os Aliados, no Vaticano.

- 5 de Junho de 1944 – A ‘Rádio Londres’ envia a frase-código: "Os longos gemidos dos violinos do outono ferem meu coração com monótona languidez ", que anuncia o ataque iminente e desembarque em 48 horas.

- Madrugada de 6 de Junho de 1944 – chegou o 'Dia D'. Começa a ‘Operação Neptuno’, com o desembarque dos Aliados na Normandia, o que desencadeia a maior invasão da história. Abre-se uma segunda frente na Europa, depois da frente aberta pelos soviéticos. Tanto do Leste como Oeste, os Aliados marcham sobre a Alemanha nazi.

 - Domingo, 11 de Junho, 1944 – os Romanos em massa "invadem" jubilosos a Praça de São Pedro (e ficam lá por várias horas) para agradecer ao Papa Pio XII, a única autoridade que sempre se manteve no seu posto, para evitar a Roma os horrores da guerra.

O Papa vem à varanda das bençãos e falou aos italianos e aos soldados, que o aclamam novamente como ‘Defensor Civitatis’. Transmite a Bênção Apostólica a Roma, aos romanos e a todos os soldados.

in messainlatino.it



blogger

terça-feira, 10 de junho de 2014

A matança dos inocentes

1. Sinto-me profundamente afectado pela aprovação, no Parlamento do Reino da Bélgica, de uma lei que permite aos médicos matarem menores de idade. Quero deixar aqui a minha opinião sem ambiguidades e sem qualquer preocupação em ser politicamente correto.


É claro que cada país faz, dentro das suas fronteiras, o que os seus habitantes, e quem os represente no sistema político, desejarem que seja feito. 86 deputados votaram a favor desta lei, 44 votaram contra e 17 acharam que não valia a pena darem opinião e abstiveram-se. Tudo bem; melhor dizendo, tudo mal.

Pois quando esses habitantes, por via dos seus representantes políticos, aprovam comportamentos que ofendem gravemente a dignidade de todos os que pertencem à família humana temos o direito de dar a nossa opinião.

Foi o silêncio de todos que tornou possível o horror criminoso de um governo da Alemanha, no início com legitimidade democrática, em pleno século XX. A lei estabelecia que havia vidas indignas de serem vividas, incluindo a vida de crianças, logo deviam ser exterminadas. E foram. Depois foi o plano inclinado até ao holocausto de milhões de Judeus e outros não-arianos. Milhões, não dezenas ou centenas. Os agentes desta matança disseram, em Tribunal, que se tinham limitado a cumprir a lei, como funcionários zelosos. Esta atitude levou a intelectual judia Hanna Arendt, que assistia aos julgamentos, a descobrir que, para estes homens, a morte do outro era uma banalidade burocrática, coberta pela lei. Tal como os executores da pena de morte nalguns Estados dos Estados Unidos da América.

2. Tenho o direito de dar a minha opinião como cidadão responsável por ter a honra de pertencer à grande família humana, tal como todos os cidadãos belgas pertencem; os que vão ser mortos e os que os vão matar.

Procurei informar-me dos motivos que levaram à apresentação da proposta de lei agora aprovada. Basicamente a proposta afirma, no que designa por desenvolvimentos, o seguinte:

- Temos uma lei que despenaliza a eutanásia desde 2002 e estamos confortáveis com ela - sem qualquer referência aos abusos que aparecem na imprensa belga, alguns dos quais estão em fase de julgamento.

- Contudo, ela não pode aplicar-se a menores mas apenas a maiores ou emancipados, juridicamente capazes, o que para os promotores é um mal que se pretende corrigir - esquecendo que a lei universal da maioridade é para proteger os menores de todo o tipo de abusos, incluindo os sexuais.

- Logo, vamos acabar legalmente com esta reserva etária e abrir a eutanásia a todos os nascidos mesmo que tenham apenas dias ou horas de vida. Para já aos menores que um pedopsiquiatra considere que tem capacidade de discernimento e está consciente no momento em que pede para ser morto.

Porquê?

Cito: «La décision de fin de vie est un acte d’humanité, posé en dernier recours. De ce point de vue, pourquoi les mineurs seraient-ils privés de l’accès à cet acte d’humanité» (a decisão de terminar a vida é um acto de humanidade, colocado em último recurso. Sob este ponto de vista porquê privar os menores de acederem a este ato de humanidade).

Portanto a eutanásia é um acto bom que deve ser praticado em adultos, em menores (e a seguir em recém-nascidos, como já acontece na Holanda.

3. A falácia desta argumentação está em considerar a eutanásia como o último recurso, quando o último recurso é o cuidado compassivo e bondoso que tira o sofrimento a adultos e a menores e permite que vivam o seu limitado tempo de viver em paz, serenidade e conforto físico e espiritual.

Refiro-me ao cuidado paliativo personalizado, que pode ser prestado no domicílio, cuidado no qual o menor não é um “caso” incurável, do qual os médicos desumanizados se desinteressaram, mas uma pessoa que merece todo o afeto e atenção para que não sofra até ao fim da sua vida.

Uma investigadora do Instituto de Bioética da Universidade Católica Portuguesa, Marta Brites, vai defender uma tese de Doutoramento em Bioética sobre o Cuidado Paliativo Pediátrico, na qual mostra como esta atitude de atendimento da criança que sofre de uma doença sem cura pode - e deve - ser a regra nas instituições que atendem estes doentes. Porque, como escreve, “A acção paliativa em Pediatria é assumida como arte e ciência de prestar cuidados activos e totais para com o corpo, a mente e o espírito da criança, envolvendo o suporte dos familiares”.

Os 89 deputados que votaram a favor desta tenebrosa lei, não sabem nada do que é atender com afecto e compaixão a criança em vez de decidirem que irá ser morta. A História irá julgá-los, em nome da Vida, como julgou e condenou os carrascos nazis. Bem como aos médicos que se prestem a praticar a “matança dos inocentes”.

Professor Daniel Serrão in Voz Portucalense, 5/III/2014


blogger

segunda-feira, 9 de junho de 2014

O Divino Espírito Santo em Roma

Há na basílica de S. Pedro vários pormenores que dizem muito à cultura açoriana. Um deles, ocupa toda a cabeceira da basílica, a chamada ábside. É a parede frontal, com 58 m de largura e 46 m de altura. Se fosse um biombo, podia tapar completamente um edifício com 15 andares de altura. Mas, justamente, não é um biombo! É uma porta aberta, uma «porta» muito especial.

Quando se assiste à Missa celebrada pelo Papa na basílica, esta parede é o cenário que se vê por trás. Uma pessoa não se cansa de o admirar. Sobretudo, há uns minutos especiais em cada dia, em que esta composição do século XVI (da autoria de Gian Lorenzo Bernini) ganha vida e faz o peregrino recuar 2000 anos na história. É preciso estar lá à hora certa, pouco mais ou menos às sete da tarde.

Até esse momento, reina o silêncio e a calma. O sol entra suavemente pelos janelões e pela cúpula, reflecte-se nas paredes e nas estátuas, inunda a basílica de uma luminosidade homogénea. É a célebre luz rosa e dourada do entardecer de Roma. A harmonia acolhedora daquele ambiente fala-nos da beleza da fé e convida a pensar no Céu.

É então que, à hora certa, o sol poente irrompe por trás da figura do Divino Espírito Santo. A Pomba, com 3 m de largura, parece voar majestosa, a 30 m de altura, como uma ave triunfante de paz. A pedra da imagem e a pedra à volta da imagem é de um alabastro tão fino, que deixa passar o sol como um vitral e, em contraluz, vemos um clarão vibrante, que não queima os olhos, projectar-se em todas as direcções. Dessa espécie de vitral de pedra irradiam raios fulgurantes, luminosos e dourados, que penetram através de nuvens difusas de talha dourada e se projectam pela parede como estilhaços de uma explosão, entre um alvoroço de anjos.

Quem assiste a esta efusão luminosa sente-se a reviver 2000 anos de história, quando os Apóstolos rodeavam Nossa Senhora e, de repente, «como que um vento impetuoso se abateu sobre eles» enchendo toda a casa e umas «como que línguas de fogo» pousaram sobre eles. O Espírito Santo marcou a alma dos primeiros cristãos e a pequenina Igreja, que cabia inteira naquela sala, saiu, cheia de coragem, a anunciar a Boa Nova.

O Evangelho atravessou os séculos com a força desta Presença. Para quem ignore o Espírito Santo, a história fica incompreensível. Por um lado, a traição, o pecado, a oposição de dentro e de fora, o cansaço dos cristãos. Por outro, uma vitalidade inesgotável, uma «Boa Nova» que não acaba. Sobretudo, uma santidade que é sempre maior do que todas as fraquezas humanas.

O Divino Espírito Santo é o retábulo do altar papal na basílica de S. Pedro porque desde sempre a Igreja se alimenta desta Presença.

Nos nossos dias, o Papa Francisco diz que a Igreja tem de tomar consciência do vento impetuoso do Pentecostes e ser fiel a esse chamamento de Deus. Na Exortação apostólica «Evangelii gaudium» (A alegria do Evangelho), acerca da urgência de evangelizar, o Papa Francisco fala 111 vezes do Espírito Santo. Agora, é o momento de sair ao encontro dos outros. Agora, o Divino Espírito Santo quer converter-nos e fazer de nós apóstolos. Agora, é o momento decisivo em que podemos ser-lhe fiéis, ou podemos fugir.

O Papa garante que, se formos fiéis, Deus encherá a nossa vida de uma alegria que nada poderá tirar. Por isso começa a Exortação apostólica com esta promessa: «A alegria do Evangelho enche o coração e a vida inteira daqueles que se encontram com Jesus». A palavra alegria aparece 97 vezes no texto e também, muitas vezes, as palavras felicidade, júbilo, etc.

A imagem deslumbrante do Divino Espírito Santo, na ábside da basílica vaticana, não faz lembrar um muro: pretende ser a porta da felicidade, uma porta escancarada para dentro do Céu.

O Divino Espírito Santo ocupando o lugar central na parede principal da basílica de S. Pedro.
José Maria C. S. André
em «Correio dos Açores» e «Verdadeiro Olhar», 8-VI-2014


blogger

Vanessa Machado no Prós e Contras sobre a Igreja e a sexualidade



blogger

Frase do dia

"O diabo tem medo de nós quando rezamos e fazemos sacrifícios. Também tem medo quando somos humildes e bons. E tem medo especialmente quando amamos muito Jesus. Ele foge quando fazemos o Sinal da Cruz."

Santo Antão


blogger

domingo, 8 de junho de 2014

«Lost in translation»

O Papa Francisco com o Presidente de Israel, Shimon Peres    
Não é a comédia americana de 2003. Testa sobre testa, o Papa Francisco e o Presidente israelita Shimon Peres ficam a olhar um para o outro, emocionam-se um pouco, demoram. Na televisão, parece que não trocam palavras. Compreende-se que os jornais tenham ficado sem saber o que dizer. Não é fácil traduzir.

Há dias, na Terra Santa, o Papa convidou Abu Mazen e Shimon Peres, Presidentes da Palestina e de Israel, para rezarem com ele no Vaticano. A maioria dos meios de comunicação traduziu: o Papa convidou-os para umas conversações de paz. Nem sabiam no que se metiam. O Papa não gostou da tradução e, num encontro que teve a seguir com os jornalistas, demorou-se a explicar-lhes que ia ser só um dia de oração: nada de mediações, de procurar soluções de paz. «Vamos reunir-nos para rezar, apenas isso. E depois cada um volta para casa».

A dificuldade para entender o Papa é que ele acredita mesmo na oração. Gasta muitas horas por dia a rezar diante do Sacrário e acha que não está a perder o tempo. O outro problema é que o Papa gosta mesmo das pessoas. Não me refiro aos sorrisos encantadores ou aos aplausos, estou a pensar nos casos mais extremos e até repugnantes: os doentes mais contaminados, os criminosos, os caluniadores, os que blasfemam e atacam a Igreja. O que é que tudo isto pode querer dizer?

A imprensa dos Estados Unidos está boquiaberta, porque o Governo americano, depois de ter empenhado todo o seu poderio económico e militar, não conseguiu juntar Abu Mazen e Shimon Peres. E o Papa, de repente!... Lendo as explicações dos próprios, percebe-se que eles sentiram uma confiança inexplicável, uma amizade verdadeira, que não julgava factos passados, nem pedia contas. Era uma proposta que ninguém lhes tinha feito e eles não resistiram.

Esta semana, inflamaram-se alguns órgãos de informação, em países de língua inglesa e alemã, porque o Papa celebrou a Missa com um determinado padre e, no final, beijou-lhe as mãos que tinham tocado na Eucaristia. O facto é indesmentível, porque há registos fotográficos bem claros. O problema é traduzir o gesto. Alguns deduziram que se tratava de uma mudança radical na Igreja. Alguém que, primeiro embarcou em deduções apocalípticas, repensou o assunto e no dia seguinte escreveu outro artigo a dizer que o gesto também podia ter outras leituras, diametralmente opostas. Chega-se à conclusão de que o Papa fala em parábolas e esta linguagem, surpreendentemente poderosa, não é fácil de entender.

Uma frase que toda a gente recorda é «quem sou eu para julgar?...», a propósito das pessoas com tendência homossexual. Como é que este respeito é compatível com a catequese tão clara e directa do Papa? Porque, nessa mesma intervenção, o Papa denunciou frontalmente os «lobbies» que tentam deformar a doutrina da Igreja, em particular o «lobby gay».

O que aconteceria, se um Papa convidasse os dirigentes palestiniano e israelita para rezar? Há uma semana, eu desatava a rir, só de imaginar a cena. Agora, já não digo nada.

É que este Domingo do Divino Espírito Santo, 8 de Junho de 2014, os três vão passar o dia a rezar juntos, no Vaticano. E o Papa pediu que todos rezássemos ao mesmo tempo com eles. Alguém entende a parábola?
  
José Maria C. S. André
em «Correio dos Açores», 8-VI-2014


blogger

sábado, 7 de junho de 2014

Google manipula resultados para agradar ao lobby abortista

O colosso Google cede às pressões das associações abortistas “manipulando” os próprios resultados. A acusação é feita pela presidente do National Right to Life Committee, Carol Tobias, que denunciou o comportamento incorrecto do motor de busca, mostrando como o líder da busca online está «conduzindo uma guerra às mulheres, limitando a informação sobre os serviços disponíveis para as mulheres».

NARAL Pro-Choice America, uma das associações responsáveis pelas pressões à Google, justificou-se afirmando que quer garantir que a mulher tenha o direito a escolher. Sendo assim, em nome da “liberdade de escolha”, o grupo abortista americano instou a empresa de Mountain View a remover os anúncios no seu site, a respeito dos "Centros de ajuda à Vida", que visam ajudar as mulheres a ter o bebé.

Afinal o Google, apesar da sua política de publicidade proibir expressamente "anúncios falsos, incorrectos ou enganosos, mas apoiados pelos factos”, capitulou. Ilyse Hogue, presidente da NARAL Pro-Choice America, disse: «Qualquer um que esteja à procura de serviços para abortar deve ser capaz de encontrar no seu motor de busca todos os recursos úteis sobre o assunto. Tudo o que não favorece esse tipo de pesquisa constitui cumplicidade com os grupos que ideologicamente realizam campanhas para mentir e provocar vergonha sobre as mulheres que devem tomar uma das decisões mais importantes das suas vidas.»

Segundo os "Estudantes pró-vida da América", actualmente existem cerca de 2200 "centros de crise da gravidez" nos Estados Unidos, que, ao contrário das clínicas de aborto da Planned Parenthood, oferecem os seus serviços gratuitamente. De acordo com o relatório anual, só em 2012, a Planned Parenthood fez 327166 abortos. Em 2013, esse número foi ultrapassado com um número recorde de 333964 abortos, todos suportados por financiamento governamental. A decisão ideológica do Google, detentor do monopólio da pesquisa on-line, constitui uma censura gravíssima e uma injustificável arrogância para com todos aqueles que lutam pelo primeiro e mais importante direito de todos: o direito à vida.


in corrispondenzaromana.it


blogger

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Santa Missa no Dia D

Hoje é o 70º aniversário da enorme invasão do Dia D que começou a virar a maré contra os Nazis.

Por já ter visitado as praias da Normandia há uns anos atrás, este dia é sempre especial para mim.

Foto: Santa Missa na praia depois da invasão do Dia D.




Sam Guzman
in The Catholic Gentleman (Facebook)

blogger

Papa encontrou-se com o Primeiro-Ministro japonês. Falou-se do Dragon Ball




blogger

Frase do dia

"Que contente se deve morrer quando se viveram heroicamente todos os minutos da vida! Posso-to garantir, porque presenciei a alegria daqueles que, com serena impaciência, durante muitos anos, se prepararam para esse encontro." 

S. Josemaria Escrivá in Sulco, 893


blogger

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Confissões de um antigo maçom (Maurice Caillet)

Notas prévias:

1. A incompatibilidade entre maçonaria e Fé Católica é entre o pensamento maçónico e o pensamento católico, muito antes de ser um choque entre formas de agir. (cfr. o breve artigo em anexo "Igreja e maçonaria" do Cardeal Paul Poupard).

2. No dia 26 de Novembro de 1983 a Congregação para a Doutrina da Fé publicou uma "Declaração sobre a Maçonaria", onde se diz:

"Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçónicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão."

Maurice Caillet, venerável de uma loja maçónica durante 15 anos, revela segredos da Maçonaria num livro chamado "Yo fui mazón" (Eu fui maçom). Rituais, normas de funcionamento interno, juramentos e a influência na política desta organização secreta saem agora à luz, em particular as implicações do juramento que obriga a defender outros "irmãos" maçons. 

O livro revela também a influência decisiva da Maçonaria na elaboração e aprovação de leis, como a do aborto em França, na qual ele, como médico, participou activamente. 

Caillet, nascido em Bordéus (França) em 1933, especializado em Ginecologia e Urologia, praticou abortos e esterilizações antes e depois de serem legais no seu país. Membro do Partido Socialista Francês, chegou a cargos de relevância na área da saúde pública. 

Quando entrou oficialmente na Maçonaria?
Maurice Caillet: No início de 1970 convocaram-me para uma possível iniciação. Eu ignorava praticamente tudo acerca do que me esperava. Tinha 36 anos, era um homem livre e nunca me havia afiliado a nenhum sindicato ou partido político. Assim, uma tarde, numa discreta rua da cidade de Rennes, bati à porta do templo, cuja frente estava adornada por uma esfinge de asas e um triângulo que rodeava um olho. Fui recebido por um homem que me disse: «Senhor, solicitou ser admitido entre nós. A sua decisão é definitiva? Está disposto a submeter-se às provas? Se a resposta for positiva, siga-me». Fiz um gesto de acordo com a cabeça. Colocou-me então uma venda preta sobre os olhos, segurou-me pelo braço e fez-me percorrer uma série de corredores. Comecei a sentir certa inquietude, mas antes de poder formulá-la, fechava-se a porta detrás de nós...

No seu livro "Yo fui mazón", explica que a maçonaria foi determinante na introdução do aborto livre em França, em 1974. 
Maurice Caillet: A eleição de Valéry Giscard d'Estaing como presidente da República francesa em 1974 levou Jacques Chirac a ser eleito primeiro-ministro, tendo este como conselheiro pessoal Jean-Pierre Prouteau, Grão-Mestre do Grande Oriente da França, principal ramo maçom francês, de tendência laicista. No Ministério de Saúde colocou Simone Veil, jurista, antiga deportada de Auschwitz, que tinha como conselheiro o Dr. Pierre Simon, Grão-Mestre da Grande Loja da França, com o qual eu mantinha correspondência. Os políticos estavam bem rodeados pelos que chamávamos os nossos "Irmãos Três Pontos", e o projecto de lei sobre o aborto foi elaborado com rapidez. Adoptada pelo Conselho de Ministros no mês de Novembro, a lei Veil foi votada em Dezembro. Os deputados e senadores maçons de direitas e esquerdas votaram como um só homem!

Disse que entre os maçons há obrigatoriedade de ajudar-se entre si. Ainda é assim?
Maurice Caillet: Os "favores" são comuns em França. Certas lojas procuram ser virtuosas, mas o segredo que reina nestes círculos favorece a corrupção. Na Fraternal dos Altos Funcionários, por exemplo, negociam certas promoções, e na Fraternal de Construções e Obras Públicas distribuem os contratos, com conseqeências financeiras consideráveis. 

Já beneficiou destes favores? 
Maurice Caillet: Sim. O Tribunal de Apelação presidido por um "irmão" pronunciou-se sobre o meu divórcio, ordenando custos compartilhados, ao invés de dirigir todos a mim, e reduziu a pensão alimentícia à ajuda que devia prestar a meus filhos. Algum tempo depois, após ter um conflito com os meus três sócios da clínica, outro "irmão maçom", Jean, director da Caixa do Seguro Social, ao saber deste conflito, propôs-me assumir a direcção do Centro de Exames de Saúde de Rennes. 

O abandono da maçonaria afectou a sua carreira profissional?
Maurice Caillet: Desde então não encontrei trabalho em nenhuma administração pública ou semi-pública, apesar de meu rico currículo. 

Em algum momento recebeu ameaças de morte? 
Maurice Caillet: Após ter sido despedido do meu cargo na administração e começar a lutar contra esta decisão arbitrária, recebi a visita de um "irmão" da Grande Loja da França, catedrático e secretário regional da Força Operária, que me disse, com a maior frieza, que se eu recorresse à magistratura trabalhista eu «colocaria em perigo a minha vida» e ele não poderia fazer nada para me proteger. Nunca imaginei que poderia estar ameaçado de morte por conhecidos e honoráveis maçons da nossa cidade. 

Era membro do Partido Socialista e conhecia muitos de seus "irmãos" que se dedicavam à política. Poderia me dizer quantos maçons havia no governo de Mitterrand?
Maurice Caillet: Doze. 

E no de Sarkozy? 
Maurice Caillet: Dois. 

Para um ignorante como eu, poderia dizer quais são os princípios da maçonaria?
Maurice Caillet: A maçonaria, em todas as suas obediências, propõe uma filosofia humanista, preocupada antes de tudo pelo homem e consagrada à busca da verdade, mesmo afirmando que esta é inacessível. Rejeita todos os dogmas e defende o relativismo, que coloca todas as religiões no mesmo nível, enquanto desde 1723, nas Constituições de Anderson, ela se erige a um nível superior, como "centro de união". Daí se deduz um relativismo moral: nenhuma norma moral tem em si mesma uma origem divina e, como consequência, definitiva, intangível. A sua moral evolui em função do consenso das sociedades. 

E como Deus se encaixa na maçonaria?
Maurice Caillet: Para um maçom, o próprio conceito de Deus é especial, como nas obediências chamadas espiritualistas. No melhor dos casos, é o Grande Arquitecto do Universo, um Deus abstracto, mas somente uma espécie de "Criador-mestre relojoeiro", como o chama o pastor Désaguliers, um dos fundadores da maçonaria especulativa. A este Grande Arquiteto se reza, se me permite a expressão, para que não intervenha nos assuntos dos homens, e nem sequer é citado nas Constituições de Anderson. 

E o conceito de salvação? 
Maurice Caillet: Como tal, não existe na maçonaria, salvo no plano terreno: é o elitismo das sucessivas iniciações, ainda que estas possam considerar-se pertencentes ao âmbito do animismo, segundo René Guenon, grande iniciado, e Mircea Eliade, grande especialista em religiões. É também a busca de um bem que não se especifica em nenhuma parte, já que a moral evolui na sinceridade, a qual, como todos sabemos, não é sinónimo de verdade. 

Qual é a relação da maçonaria com as religiões? 
Maurice Caillet: É muito ambígua. Em princípio, os maçons proclamam com firmeza uma tolerância especial para com todas as crenças e ideologias, com um gosto muito marcado pelo sincretismo, ou seja, uma coordenação pouco coerente das diferentes doutrinas espirituais: é a eterna gnose, subversão da fé verdadeira. Por outro lado, a vida das lojas, que foi a minha durante 15 anos, revela uma animosidade particular contra a autoridade papal e contra os dogmas da Igreja Católica. 

Como começou o seu descobrimento de Cristo? 
Maurice Caillet: Eu era racionalista, maçom e ateu. Nem sequer era baptizado, mas a minha mulher Claude estava doente e decidimos ir a Lourdes. Enquanto ela estava nas piscinas, o frio obrigava-me a refugiar na Cripta, onde assisti, com interesse, à primeira Missa da minha vida. Quando o padre, ao ler o Evangelho, disse: «Pedi e vos será dado: buscai e achareis; chamai e se vos abrirá», aconteceu um choque tremendo em mim porque ouvi esta frase no dia de minha iniciação no grau de Aprendiz e costumava-a repetir quando, já Venerável, iniciava os profanos. 

No silêncio posterior – pois não havia homilia – ouvi claramente uma voz que me dizia: «Pedes a cura de Claude. Mas o que ofereces?». Instantaneamente, e seguro de ter sido interpelado pelo próprio Deus, só tinha a mim mesmo para oferecer. No final da Missa, fui à sacristia e pedi imediatamente o baptismo ao padre. Este, estupefacto quando lhe confessei a minha pertença maçónica e minhas práticas ocultistas, disse-me que fosse ver o arcebispo de Rennes. Esse foi o início de meu itinerário espiritual.

in Zenit


blogger

Os Sete Sacramentos e a Confissão de Fé de Westminster

por Taylor Marshall
No Capítulo XXVII da Confissão de Fé de Westminster (calvinista), lemos o seguinte:
IV. Há apenas dois sacramentos instituídos por Cristo nosso Senhor no Evangelho; que são, o Baptismo e a Ceia do Senhor: nenhum dos quais pode ser celebrado por qualquer pessoa, mas por um ministro da Palavra legitimamente ordenado.
Esta afirmação contradiz a Fé Católica de duas formas:
Primeiro, não há dois sacramentos "instituídos por Cristo" mas sete sacramentos e isto pode ser provado só pela Sagrada Escritura.
Em segundo lugar, há uma tradição antiga de que o sacramento do Baptismo pode ser administrado por leigos (em caso de perigo de morte) e não somente por "um ministro da Palavra legitimamente ordenado."
Vejamos o primeiro erro. Cristo instituiu dois ou sete sacramentos? É um facto óbvio que Cristo instituiu sete sacramentos na Nova Aliança. Isto tem sido confirmado uma e outra vez em Concílios, tanto no Oriente como no Ocidente.
Tal como aprendemos da epístola de S. Paulo aos Hebreus, a Nova Aliança baseia-se no juramento de Deus. Em hebreu, jurar é, literalmente, "fazer-se em sete ou ligar-se a si mesmo por sete coisas." Vejam שָׁבַע no léxico hebreu para detalhes. Portanto, devemos esperar que a Nova e Eterna Aliança tenha sete partes e seja ractificada por sete indicadores da aliança: os sacramentos.
É por isso que a Sagrada Escritura detalha a instituição de exactamente sete sacramentos:
1. Baptismo – Mt 28:19
2. Confirmação – João 16:7, João 7:39, Lucas 3:22, Actos 8:14-17; Heb 6:2
3. Eucaristia – Mt 26:26-29, Jo 6
4. Penitência – João 20:21-23
5. Extrema Unção – Mc 6:13, Tiago 5:14-15
6. Sagradas Ordens – Mt 26:26-29, Actos 6:3-6; 1 Tim. 3:1; 1 Tim. 3:8-9; 1 Tim. 4:14-16; 1 Tim. 5:17-19-22
7. Matrimónio – Jo 2, Mt 19:10-11; Ef 5:31-32
Esta é a verdadeira fé dos Apóstolos, Padres e Doutores da Santa Igreja Católica. Mais, é evidente que são necessários mais de dois sacramentos. Se o baptismo nos lava dos nossos pecados, então como é que se absolvem os pecados pós-baptismais? Obviamente que isto requer o sacramento da Penitência (que, já agora, foi ensinado por Sto. Agostinho). Mais ainda, se a salvação depende em perseverar na hora da morte (e não o "uma vez salvo, salvo para sempre" ou outra coisa parecida), então deve haver um sacramento apontado para essa última hora - a Extrema Unção. Mais ainda, se o matrimónio deve ser dirigido pela Igreja e não pelo estado (uma heresia terrível de Lutero que levou ao debate reconhecido pelo estado do "casamento gay"), então o matrimónio tem que ser um sacramento. E assim por diante. As afirmações protestantes de "dois sacramentos" falham biblicamente e na prática.
Em segundo lugar, será verdade que o baptismo só pode ser administrado por "um ministro da Palavra legitimamente ordenado", como diz a Confissão de Fé de Westminster? Não, a Igreja Católica sempre disse que o baptismo pode ser ministrado por qualquer pessoa.
O baptismo sacramental é o meio pelo qual Cristo regenera a alma, lava do pecado original e incorpora a pessoa no Seu Corpo místico. Confere infalivelmente a graça. Cristo disse que a não ser que uma pessoa seja baptizada, não pode entrar no reino dos Céus (cf. Jo 3:3-5). E visto que Deus "quer que todos os homens se salvem" (1 Timóteo 2:4), dava jeito que este sacramento fosse administrado por qualquer pessoa e com um elemento que está disponível em todo o mundo - a água. Onde quer que haja humanos, há água. O desejo universal pela salvação da humanidade pode ser compreendido pela generosidade de Deus neste sentido.
Visto que o baptismo é necessário para a salvação, o Papa Gelásio I (Papa de 492 dC até 496) disse que os baptismos dos leigos e leigas eram válidos e aceites por Cristãos em todo o lado. A Sagrada Tradição até regista que o eunuco da Etiópia, baptizado por S. Filipe em Actos 8, trouxe o sacramento salvador do Baptismo para a Etiópia.
Concluindo, a teologia sacramental da Confissão de Fé de Westminster falha em apreciar aquilo que os Cristãos já acreditavam muito antes do século XVII - nomeadamente, que a economia sacramental de Cristo é mais generosa e completa do que os protestantes dizem e que o chamamento ao Baptismo é mais generoso e gracioso do que a Confissão de Fé de Westminster estipula.


blogger

quarta-feira, 4 de junho de 2014

Cheio de medalhas comunistas, converte-se e é baptizado aos 87 anos


"É uma grande felicidade no final da minha vida", diz aos 87 anos Tô Hai, famoso compositor vietnamita, revolucionário e militante comunista desde os 22 anos de idade, embora se tenha desencantado definitivamente com o comunismo nos últimos 5 anos. Essa felicidade de que fala é o baptismo e a entrega a Cristo: uma vida nova no fim da vida antiga. 

Com uma certa idade, já não se teme quase nada, excepto as represálias contra os entes queridos. Ainda assim, ao desencantar-se do comunismo, o músico escreveu um livro que circula nos Estados Unidos da América (em papel) e no Vietname (na internet) desde 2009, chamado 'Diário de um covarde' (outros traduzem como 'Diário de um louco'), com as suas experiências e denúncias.

Nos anos seguintes, percorreu um longo caminho de reflexão espiritual, no seu conhecido blog: a hai.blogspot.it, onde tem escrito tanto sobre actualidade política como sobre a sua mudança de vida. 

No final de Maio, no seu blog, Tô Hai escreveu uma série de reflexões sobre a situação actual da disputa territorial com a China. Em seguida acrescentou:

"Depois de algumas noites sem dormir, finalmente encontrei o caminho para uma verdadeira razão pela qual vale a pena viver, uma voz que eu rejeitei na minha infância. Voltei a Deus! O meu coração agora está em paz, com a fé em Deus. O mal foi expulso, posso viver sem ansiedade, até ao dia em que feche os olhos para sempre nesta vida."

Foi baptizado diante de uma multidão na igreja dos redemptoristas em Saigão, no dia 25 de Maio, às dez horas da noite, e escolheu o nome de Francisco Tô Hai. E para comemorar a sua entrada na Igreja Católica, o compositor escreveu uma canção intitulada 'Deus vem para resgatar os perdidos'.

Nascido a 1927, em Hanói, tinha sido um activista comunista e artista comprometido com o regime, desde os 22 anos. Acumulava um infindável número de medalhas. Mas acabou fazendo suas as palavras do Padre Chn Tin, um redentorista preso em Hanói: "Neste mundo, todas as revoluções começam a falar sobre a libertação do homem e acabam levando à escravidão. Em última análise, só o Senhor, que nos liberta (da escravidão), cumpre uma obra definitiva."

in Religión en Liberdad


blogger

Não desejamos uma luta de classes - Beata Teresa de Calcutá

Não consideramos ter o direito de julgar os ricos. Não é uma luta de classes o que desejamos, mas um encontro entre as classes, encontro no qual o rico salva o pobre e o pobre salva o rico. 

Diante de Deus, a pobreza é a nossa maneira humilde de admitirmos e de aceitarmos este estado de pecado, de impotência e de extremo vazio; é a maneira que temos de reconhecer o nosso estado de miséria, mas que se exprime como uma esperança nele, como uma espera para tudo recebermos dele, que é o nosso Pai. A nossa pobreza deveria ser uma autêntica pobreza evangélica – amável, terna, feliz, vivida de coração aberto, sempre pronta a dar um sinal de amor. 

A pobreza é amor antes de ser renúncia. Para amar, é necessário dar. Para dar, é necessário estar liberto de todas as formas de egoísmo.

in No Greater Love


blogger

terça-feira, 3 de junho de 2014

Jantar/Concerto para ajudar 4 padres de dioceses pobres

Um grupo de amigos decidiu realizar um jantar concerto para angariação de fundos que se destinam à atribuição de bolsas de estudos para sacerdotes que estão a frequentar a Universidade Pontifícia da Santa Cruz, em Roma.

Este jantar realizar-se-á dia 6 de Junho, pelas 20:30, na Quinta do Barata, Pontes de Monfalim, Arruda dos Vinhos. Contará com a presença de alguns sacerdotes que frequentaram aquela universidade e irão fazer a apresentação da mesma.

No final do jantar teremos um momento musical.

As inscrições devem ser feitas por transferência bancária para a conta com o NIB 003500010001122730006, preço 30 euros/pessoa.

Ao procederem à transferência agradecemos que coloquem o nome das pessoas a inscrever, para que possamos identificar-vos. Se pretenderem fazer um donativo, devem proceder do mesmo modo, identificam-se e acrescentam a palavra donativo, que irá direitinho para as bolsas.

Foi criado o e-mail: jantarUPSC@gmail.com, através do qual nos poderão colocar as vossas questões e fazer as inscrições.

Como informação adicional, acrescentamos que:

- crianças até aos 3 anos não pagam;
- crianças dos 4 aos 9 anos, pagam 15 euros;
- restantes, 30 euros.

Teremos babysitting gratuito.

Gostaríamos de ter tudo bem organizado para que não vos falte nada.

Desde já o nosso agradecimento a todos,
Isabel Alexandre
Paula Cruz Fernandes
Roberto Cruz Fernandes


blogger

Os direitos pressupõem deveres - Papa Bento XVI

Hoje, muitas pessoas tendem a alimentar a pretensão de que não devem nada a ninguém, a não ser a si mesmas. Considerando-se titulares só de direitos, frequentemente deparam-se com fortes obstáculos para maturar uma responsabilidade no âmbito do desenvolvimento integral próprio e alheio. Por isso, é importante invocar uma nova reflexão que faça ver como os direitos pressupõem deveres, sem os quais o seu exercício se transforma em arbítrio. 

Assiste-se hoje a uma grave contradição: enquanto, por um lado, se reivindicam direitos presumidos, de carácter arbitrário e libertino, querendo vê-los reconhecidos e promovidos pelas estruturas públicas, por outro existem direitos elementares e fundamentais violados e negados a boa parte da humanidade.

in Caritas in Veritate


blogger

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Casar e não querer ter filhos? - Papa Francisco já respondeu

O matrimónio cristão é fiel perseverante e fecundo, foi esta a mensagem principal do Papa Francisco na Missa na Capela da Casa de Santa Marta na manhã desta segunda-feira. Cerca de quinze casais estiveram presentes na Eucaristia e agradeceram a Deus as suas histórias de amor em família com 25, 50 e 60 anos. Ocasião propícia para o Santo Padre refletir sobre os três pilares que, na visão da fé, devem suster o amor dos esposos: fidelidade, perseverança e fecundidade. E o Papa recordou o modelo de referência: os três amores de Jesus: pelo Pai, pela Mãe e pela Igreja que é a sua esposa: bela, santa, pecadora, mas ama-a na mesma:

“É um amor fiel; é um amor perseverante, não se cansa nunca de amar a sua Igreja; é um amor fecundo. É um amor fiel! Jesus é o fiel! S. Paulo, numa das suas Cartas, diz: ‘Se tu confessas Cristo, Ele te confessará, a ti; se tu não és fiel a Cristo, Ele permanece fiel, porque não pode renegar-se a si próprio! A fidelidade é precisamente o ser de Jesus. E o amor de Jesus na sua Igreja é fiel. Esta fidelidade é como uma luz sobre o matrimónio. A fidelidade do amor. Sempre.”

“A vida matrimonial deve ser perseverante. Porque, ao contrário, o amor não pode andar em frente. A perseverança no amor, nos momentos belos e nos momentos difíceis, quando existem os problemas: os problemas com os filhos, os problemas económicos, os problemas aqui e ali. Mas o amor persevera, vai em frente, sempre tentando de resolver as coisas, para salvar a família. Perseverantes: levantam-se em cada manhã, homem e mulher e levam para a frente a família.”

O amor de Jesus faz a Igreja fecunda que cresce com a fecundidade nupcial – sublinhou o Papa Francisco – que recordou as difíceis provas que, a propósito deste aspeto, surgem num matrimónio quando os filhos não chegam ou são doentes. O Santo Padre considerou que muitos são os casais que encontram a sua força em Jesus. No lado oposto estão os casais que não são fecundos por escolha e isso é algo que Jesus não gosta – afirmou o Papa Francisco:

“Estes matrimónios que não querem os filhos, que querem permanecer sem fecundidade. Esta cultura do bem-estar de dez anos atrás convenceu-nos: ‘É melhor não ter filhos! É melhor! Assim tu podes ir conhecer o mundo, de férias, podes ter uma casa no campo, tu estás tranquilo’...Mas é melhor talvez – mais cómodo – ter um cãozinho, dois gatos, e amor vai para o cão e os dois gatos. É verdade isto, ou não? Já viram isto, não é? E no final este matrimónio chega à velhice em solidão, com a amargura da triste solidão. Não é fecundo, não faz aquilo que Jesus faz com a sua Igreja: fá-la fecunda.

in Radio Vaticana
(Homilia do Papa Francisco na Missa do dia 2 de Junho 2014, negritos do Senza)


blogger

A Missa: Uma abordagem para não-católicos



blogger

domingo, 1 de junho de 2014

Rezemos pelo nosso novo bispo, D. José Traquina




blogger

Defesa sublime do Cardeal Scherer contra o aborto

Uma coisa que temos pouca noção é a quantidade de fortaleza que recebemos quando vemos um Bispo, verdadeiro sucessor dos Apóstolos, a falar em defesa da verdade.

Independentemente de falar bem ou mal, com ou sem graça, só o facto de o ver firme e explicitamente no lado da Verdade fortalece imenso quem o vê, lê ou ouve.

Vejam vocês mesmos:




blogger