sábado, 12 de julho de 2014

Os Conservadores

Desde que entrei para o seminário, era frequente ouvir críticas aos conservadores. Estes eram uns tipos que andavam por aí vestidos de cabeção (ou pior ainda, de batina), que afastavam o povo de Deus com as suas exigências moralistas e imposições autoritárias, que se mantinham agarrados a tradições que já não faziam sentido, como dar (ou receber) a Comunhão na boca, ter adorações ao Santíssimo, confessar “a torto e a direito”, etc.. Eram pessoas execráveis, que só faziam mal à Igreja, que não aceitavam o Concílio (e o seus “espírito”), que não sabiam ler os sinais dos tempos, intolerantes, ressabiados, azedos, etc.

Não era esta a experiência que eu tinha feito até então. Conforme ia conhecendo mais a fundo esta aversão dos que se diziam “conciliares”, mais ia percebendo que a questão era (e é) totalmente ideológica. Como é meu costume, lá me ia interrogando o porquê desta polémica, que não me fazia sentido, mais ainda quando passei eu a ser incluído neste grupo repulsivo.

Tentei, ao longo dos anos, mostrar o lado positivo do conservador, que, para mim é muito diferente do “tradicionalista”, dizendo que o conservador é aquele que muda o que tem de ser mudado, mantendo o que acha que deve ser mantido.

Quando o Papa Bento XVI disse que a interpretação do Concílio Vaticano II deveria ser feita na continuidade da história da Igreja, senti-me confirmado. Já agora, lembro que o Papa Francisco repetiu e confirmou o que dissera o seu predecessor.

Ao longo destes vários anos tenho-me confrontado com a impossibilidade de conseguir dar um valor positivo ao conceito de Conservador. Por isso, “se não podes vencê-los, junta-te a eles”. Pego por isso nas razões teológicas, pastorais, intelectuais e “conciliares” com que se costuma definir os conservadores: são aqueles que são incapazes de ler os sinais dos tempos e que, por isso, não evoluem.

Ao ver o que se tem passado nos anos recentes da história da Igreja, iluminado pelo magistério de todos (e friso o “todos”) os Papas “pós-conciliares”, uns com mais clareza, outros, não tanto, só posso chegar a uma conclusão: eu é que não sou conservador!

Deste modo, considero como conservadores aqueles que ficaram estagnados nos anos 60! São conservadores aqueles que ficaram presos a uma interpretação do Concílio datada e incapazes de sair do seu preconceito. São conservadores aqueles que teimam em não ler as notas de rodapé dos textos do Concílio Vaticano II que se referem aos do Concílio de Trento. São conservadores aqueles que teimosamente opõem Trento a Vaticano II.

Conservadores são aqueles que, em tempos, tomaram o “chavão” da reforma protestante “Ecclesia semper reformanda” pretendendo, com o Concílio e a sua interpretação peculiar, torná-lo católico, mas que só não se aplica aos mesmos desde os anos 60/70. Graças a Deus não sou conservador!

Dominus nos benedicat, et ab omni malo defendat, et ad vitam perducat aeternam. Amen.


Um Padre


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sexta-feira, 11 de julho de 2014

Luz de esperança no meio das trevas: um belíssimo testemunho de vida contemplativa

As Beneditinas de Maria, Rainha dos Apóstolos, um grupo de freiras que vivem a norte da cidade do Kansas, tornaram-se nas inesperadas "rock stars" da música clássica tradicional.


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Modéstia: O que é isso?!

Happy shopping

Modéstia. Qual é a primeira imagem que vos vem à cabeça quando alguém fala em modéstia? Imaginam mulheres Amish [NT: ver aqui] e freiras a correr na vossa cabeça?
Se é assim, gostava de vos mostrar uma definição diferente de modéstia e porque é que é tão importante para as raparigas jovens e para esta geração.
A modéstia não está somente preocupada com "que quantidade de pele é que eu tenho que tapar." A modéstia é um estilo de vida exterior e interior.
A questão não devia ser "que quantidade de pele é que eu posso mostrar sem arranjar problemas?" ... devia antes ser, "ao usar isto, o que é que eu estou à procura ou que quero mostrar?" ou "embora esteja mesmo confortável a usar isto, será que vai fazer as cabeças de outras pessoas vaguear e pecar?"
Enquanto que fazer os homens não ter pensamentos impuros não seja uma responsabilidade única da mulher, nós temos sem dúvida o dever de nos certificarmos que não levamos os outros a pecar acidentalmente por causa das nossas escolhas sobre o que vestir. Na maior parte das vezes não procuramos vestir-nos luxuriosamente. Simplesmente não temos isso em consideração. Mas não chega evitar as más intenções. Temos que ter intenções puras. Isto pode ser um desafio quando desejamos alguma atenção.
Qual é a mulher que não quer ter atenção?
Se bem que, ao exibir o vosso corpo, garanto-vos que não vão ficar felizes com o tipo de atenção que recebem.
Sem tantas que nem vos consigo dizer quantas vezes ouvi uma rapariga a queixar-se sobre como os rapazes a tratam na escola, como agem à volta dela, como não a respeitam e como são "tão ordinários!". O que a maior parte destas raparigas não percebe é que pela maneira como se vestem, estão a baixar a fasquia para "esses rapazes".
Quer acreditem ou não, a maior parte dos bons rapazes que as raparigas querem realmente atrair impressionam-se mais pelo vosso esforço na modéstia do que no esforço por levar demasiada pele à mostra para um espaço público. Se as pessoas se distraem tanto com a quantidade de pele que mostram, quão difícil vai ser para eles aprenderem a amar-vos como uma pessoa?
Não me interpretem mal. Não estou a dizer que nós raparigas temos que começar a usar vestidos até ao chão e golas altas durante o Verão. Simplesmente tenham a certeza que o vosso giro sentido da moda não está a fazer os outros sentirem-se desconfortáveis.
Pelo contrário, vocês deviam levar os outros a Cristo... não só por palavras, mas através do vosso exemplo. A modéstia não se limita às escolhas da roupa. A modéstia aplica-se a vocês como pessoas inteiras. Seja isso a maneira como andam, a maneira como falam ou a forma como interagem com os outros.
Uma nota paralela sobre a moda: algumas roupa são tãoooooooo confortáveis mas simplesmente não são modestas. Eu tenho imensos calções que são super-confortáveis para usar em casa ou no jardim das traseiras, mas que não os quero usar em público. Porquê? Porque não quero levar os outros a pecar intencionalmente ou mesmo sem intenção e também não quero nunca ser tratada como um objecto... Quero ser sempre tratada com dignidade.
Ah e os vestidos. Há imensos vestidos giros nas lojas, mas a maior parte deles são ridiculamente curtos, justos e transparentes. E, embora pareçam perfeitos quando estamos de pé, nem sequer tentem dobrar-se e apanhar o que quer que seja do chão! Normalmente a solução para os vestidos curtos é vestir um par de leggings ou calções compridos por baixo, mas os vestidos justos e transparentes talvez seja bom evitar. Não só isto dá-vos mais à vontade em todos os sítios por onde andarem ao longo do dia, mas também tenho a certeza que muitos rapazes vos agradeceriam por também estarem a lutar pela sua pureza.
Lembrem-se: vocês não está só a representar-se a vós mesmas ao mundo... estão a representar Cristo.
Lauren Ramseyer (Franciscan University of Steubenville) in chastityproject.com
Tradução: senzapagare.blogspot.com


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A homossexualidade não é compatível com o sacerdócio - Papa Bento XVI

A homossexualidade não é compatível com o sacerdócio. Se não, o celibato como renúncia também não teria sentido. Seria um grande perigo se o celibato se transformasse numa oportunidade para introduzir no sacerdócio pessoas que não se querem casar, já que, por alguma razão, a sua posição perante o homem ou a mulher está modificada, está alterada, não se encontra em todo o caso orientada no sentido da criação de que falámos.

A Congregação do Ensino adoptou há uns anos uma regra segundo a qual não é permitido que candidatos homossexuais sejam ordenados padres, porque a sua orientação sexual os distancia do seu sentido de verdadeira paternidade, da essência do sacerdócio. A selecção dos candidatos ao sacerdócio deve ser muito cuidadosa. Aqui, deve prevalecer a maior atenção, para que um equívoco deste tipo não penetre e, no final, leve identificar o celibato dos padres com a tendência para a homossexualidade.

in Luz do Mundo, entrevista de Peter Seewald a Bento XVI, p.148


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quinta-feira, 10 de julho de 2014

Campanha Água Viva: Ajudar o Lar Arco-Íris em Moçambique

Este peditório tem como objectivo fazer um poço e reservatório para apanhar água da chuva, em Moçambique, para as meninas do Lar Arco-íris poderem ter água potável. 

A conta é: BPI nº 0010 0000 45476610001 27

Site do Lar Arco-Íris: http://lararcoiris.no.sapo.pt/
Qualquer esclarecimento adicional: josefoguete@hotmail.com


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O celibato não é uma “mera questão disciplinar” - D. Manuel Clemente

Na conclusão da homilia que proferiu na Missa de ordenação de dois novos sacerdotes, no dia 29 de Junho de 2014, Solenidade dos Apóstolos S. Pedro e S. Paulo, na Igreja de Santa Maria de Belém, D. Manuel Clemente, Patriarca de Lisboa, falou do celibato sacerdotal, deixando muito claro que o celibato não é uma “mera questão disciplinar”.

Aqui está o texto, na parte relativa ao celibato:

Caríssimos irmãos: A verdade da Igreja e da sua missão no mundo articula-se inevitavelmente aqui, quando a teologia se faz escatologia, acolhimento e anúncio do que Deus nos dá definitivamente em Cristo. E é importante verificar, caríssimos ordinandos, que não é por acaso que a frase litúrgica citada - «enquanto esperamos a vinda gloriosa de Jesus Cristo nosso Salvador» - será dita por vós em cada Missa que celebrardes, e precisamente como sacerdotes celibatários.

Detenhamo-nos um pouco neste último ponto, já que alguma opinião o desvaloriza ou dispensa. Deixai-me dizer até que, sendo verdade que, mesmo na Igreja Católica, há casos de ordenação sacerdotal de homens casados, o celibato não se reduz, como por vezes se ouve, a uma “mera questão disciplinar”. Muito pelo contrário, sendo realmente uma graça, ele assinala para a Igreja toda, na vida consagrada ou ligado ao ministério sacerdotal, aquela dimensão final em que Jesus Cristo, também ele celibatário, nos introduz já e culminará por fim.

O celibato e a virgindade consagrada alargam o horizonte e o coração, quer para a paternidade pastoral dos sacerdotes, quer para a universal maternidade da Igreja. Assim o disse, com muita clareza e aviso, o Papa Francisco, a 6 de Julho do ano passado, a um grupo de seminaristas, noviços e noviças, além doutros jovens em caminho vocacional: «Vós, seminaristas e freiras, consagrais o vosso amor a Jesus, um amor grande; o coração é para Jesus, e isto leva-nos a fazer o voto de castidade, o voto de celibato. Mas o voto de castidade e o voto de celibato não acaba no momento em que se emite, continua... Um caminho que amadurece, amadurece, amadurece até à paternidade pastoral, até à maternidade pastoral, e quando um sacerdote não é pai da sua comunidade, quando uma religiosa não é mãe de todos aqueles com os quais trabalha, torna-se triste. Eis o problema. Por isto vos digo: a raiz da tristeza na vida pastoral consiste precisamente na falta de paternidade e maternidade que vem de viver mal esta consagração que, ao contrário, nos deve conduzir à fecundidade. Não se pode imaginar um sacerdote ou uma religiosa que não sejam fecundos: isto não é católico! Não é católico! Esta é a beleza da consagração: a alegria, a alegria...» (L'Osservatore Romano, ed. port., 14 de Julho de 2013, p. 5). 

Todas as realidades criaturais são boas e necessárias para crescermos na terra. Mas para crescermos da terra ao céu. A própria vida familiar é um valor primeiríssimo, que Jesus restaurou segundo o “princípio”, mas como pedagogia do fim: daquele fim em que já nem eles se casam nem elas são dadas em casamento, pois todos seremos igualmente irmãos na única família de Deus (cf. Mc 12, 25). Esquecer isto é esquecer quase tudo e tomar como fim o que é princípio e meio. 

Por isso, Jesus não constituiu família humana, para abrir no mundo a família dos filhos de Deus. E assim mesmo o seguiu Paulo, que deu ao apostolado a mais expressiva das realizações. Consequentemente, foi-se afirmando a vida celibatária e virginal entre muitos cristãos e cristãs, monges e monjas, clérigos também e em número crescente, antes até das normas canónicas o preverem. 

Esquecer este facto não é apenas ignorar a história. É atenuar o que não pode ser atenuado, como desafio escatológico, definitivo e completo da vocação cristã. Isso mesmo que o sensualismo dominante da subcultura contemporânea não aceita, mas que o cristianismo autêntico mantém e oferece, como dizia o Apóstolo das Gentes, «a coroa da justiça, que o Senhor, justo juiz, há-de dar a todos aqueles que tiverem esperado com amor a sua vinda»: um amor bastante, um amor final, para ser infindo.



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quarta-feira, 9 de julho de 2014

Sabiam que a Alemanha do 7 - 1 é Católica?

O dia de ontem foi histórico para o futebol, mas não faltou quem dissesse que foi histórico para o mundo em muitos outros níveis.

Durante o jogo, ainda nos 5-0, já ouvia dizer que esta partida estava a ser uma bela reflexão das diferenças entre os dois países, não só no futebol mas também no campo social, político, cultural e, não podia faltar, religioso.

O que se estava a querer dizer era que o Brasil, uma nação historicamente Católica, cujo povo vive muito mais da fé e das emoções, estava a vergar-se perante a Alemanha, uma nação de bases protestantes e muito mais racional.

Nem sequer vou comentar os dois erros crassos que este comentário comete...
1. de que se pode tirar conclusões tão profundas através de um jogo de futebol (really?!) e
2. de separar o Catolicismo da razão, associando esta última ao protestantismo (contem o número de "igrejas" protestantes na Alemanha para perceber a razoabilidade do protestantismo...)

Também nem sequer vou tocar no ponto de generalizar as características de certos brasileiros a todo o Brasil e o mesmo para a Alemanha.

Quero sim tocar num ponto importante: o jogo de ontem. Será que, se aceitarmos o argumento acima como verdadeiro, ele é coerente?

Vejamos o plantel da equipa da Alemanha que jogou ontem:

Manuel Neuer, Guarda-redes
Nasceu e cresceu em Gelsenkirchen, Nordrhein-Westfalen.
Esta região do Nordeste da Alemanha é maioritariamente Católica (42,4%).

Mats Hummels, Defesa
Nasceu e cresceu em Munique.
Esta cidade tem uma larga maioria de Católicos (36,8% contra 13,6% de protestantes), e chegou mesmo a ter como Arcebispo o Cardeal Ratzinger, futuro Papa Bento XVI.

Jérôme Boateng, Defesa
Nasceu e cresceu em Berlim. A família vem do Gana, de maioria protestante.

Benedikt Howedes, Defesa
Nasceu e cresceu em Haltern, Nordrhein-Westfalen.
Esta região do Nordeste da Alemanha é maioritariamente Católica (42,4%).

Philipp Lahm, Defesa
Nasceu e cresceu em Munique, cidade Católica.

Per Mertesacker, Defesa
Nasceu e cresceu em Hanover, na região Niedersachsen (os protestantes são a maioria, ~49%).

Bastian Schweinsteiger, Médio
Nasceu e cresceu em Kolbermoor, uma cidade da Baviera (54,4% Católicos).
Ele próprio é Católico e foi visto no dia do jogo contra os USA a sair de casa antes das 6h da manhã e a permanecer cerca de 30 min numa igreja [ler aqui].

Sami KhediraMédio (marcou o 5º golo)
Nasceu e cresceu em Stuttgard, uma cidade de maioria protestante (33,7%).

Toni Kroos, Médio (marcou o 3º e o 4º golos)
Nasceu e cresceu na região Mecklenburg-Vorpommern, de maioria protestante (17,3%).

André Schurrle, Médio (marcou o 7º e 8º golos)
Nasceu e cresceu na região Rheinland-Pfalz, maioritariamente Católica (44,9%).

Mesut Ozil, Médio
Nasceu e cresceu em Gelsenkirchen, Nordrhein-Westfalen, região maioritariamente Católica (42,4%)
É muçulmano, lê sempre o Corão antes de entrar em campo.

Julian Draxler, Médio
Nasceu e cresceu em Gladbeck, na região Nordrhein-Westfalen (42,4% maioritários Católicos).

Thomas Muller, Avançado (marcou o 1º golo)
Nasceu e cresceu em Weilheim in Oberbayern, também na Baviera (54,4% Católicos).

Mirsolav Klose, Avançado (marcou o 2º golo, que iniciou a goleada até aos 5-0)
Nasceu e cresceu na Polónia, no seio de uma família Católica.
Klose é Católico e foi recebido pelo Papa Bento XVI em 2012.

Resumindo, dos 14 jogadores alemães que estiveram ontem em campo, 10 vêm de zonas Católicas da Alemanha. Ou seja, só 4 dos jogadores é que vieram de uma Alemanha historicamente protestante.

Os dados usados são todos retirados da Wikipedia inglesa.

Mas notem que estes dados não têm sequer em conta a religião de cada jogador, mas apenas a sua proveniência, como formulava o argumento inicial.

Ou seja, a Alemanha que venceu ontem o Brasil por 7-1 era uma selecção de proveniência da Alemanha Católica. Logo, dizer que o jogo foi um exemplo de que a Alemanha protestante é melhor que o Brasil Católico é simplesmente falso.

Mais ainda, Schweinsteiger é Católico praticante e Mirsolav Klose, o jogador que iniciou a goleada aos 23 minutos e que aos 29 minutos já tinha mudado o jogo de 1-0 para 5-0, também é Católico.

Em 2012 foi recebido pelo Papa Bento XVI, com quem pôde trocar algumas palavras, tal como podem ver neste vídeo:



No fundo, estamos fartos que ataquem a Igreja Católica com factos que não passam de mentiras, mesmo em pontos ridículos como o futebol.

Felizmente, para defender a Igreja Católica raramente são precisos argumentos extraordinários - a verdade chega.

Nuno CB



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terça-feira, 8 de julho de 2014

David Luiz defende sexo só depois do casamento

David Luiz já tinha sido considerado pela FIFA o melhor jogador do torneio até aos Quartos-de-Final. Com o excelente jogo que fez no jogo dos Quartos contra a Colômbia, o defensa central brasileiro isolou-se ainda mais no topo da lista, tornando-se um ídolo para os adeptos do desporto-rei.

A ajudar à performance futebolística, David Luiz ganhou ainda mais o carinho do público quando consolou o jovem avançado colombiano, James Rodrigues, depois da Colômbia ter sido afastada do Mundial pelo Brasil, nos Quartos-de-Final da competição. 

Com tudo isto chovem declarações de amor e propostas de casamento para o defesa brasileiro, que tem uma namorada portuguesa: Sara Madeira.

No meio de todo este assédio do público feminino, David Luiz resolveu aderir à campanha "Eu Escolhi Esperar", que defende a relação sexual como uma entrega total que deve estar apenas reservada para depois do casamento.


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Missa Nova do Pe. Manuel Vaz Patto (diocese de Coimbra)




   © Tiago Monteiro Dias           
Pe. Manuel Vaz Patto e Pe. Hélder Ruivo


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segunda-feira, 7 de julho de 2014

Imã converte-se ao catolicismo e a família tenta matá-lo

Mario Joseph hoje em dia é um pregador católico, mas aos 18 anos era um Imã (autoridade religiosa muçulmana). Ao converter-se ao cristianismo, chegou a sofrer uma tentativa de assassinato do seu pai. É um caso único no mundo, porque é o clérigo muçulmano mais jovem que abraçou o cristianismo, o que lhe valeu  uma sentença de morte.

No cemitério da sua cidade natal, na Índia, há uma lápide com o seu nome, em cima de um túmulo que tem uma escultura de barro do seu tamanho. O seu pai lhe disse: "Se quiseres ser cristão, terei de te matar". Mas este homem ainda está vivo e foi entrevistado pelo Cope:

Mario Joseph, tinha 18 anos e era um clérigo muçulmano. Como aconteceu esta mudança?

Eu era o terceiro de 6 irmãos e, aos 8 anos, o meu pai enviou-me a uma escola corânica para que eu me tornasse um Imã. Depois de 10 anos de estudo, aos 18 anos tornei-me Imã. Um dia, eu estava a pregar na mesquita, dizendo que Jesus Cristo não era Deus e nesse momento uma pessoa do público disse-me para não dizer isso, e perguntou-me quem era Jesus Cristo.

Como eu não tinha uma resposta para dar, comecei a ler todo o Alcorão e lá descobri que o capítulo 3 fala de Jesus, que muitas vezes é chamado de Jesus Cristo; e, no capítulo 9, fala-se de Maria.

Maria é o único nome de mulher que aparece no Alcorão; de Jesus, diz-se que Ele é a Palavra de Deus.

A região em que morava na Índia era muçulmana?

Sim, é de maioria muçulmana e hindu; praticamente não há cristãos.

Como começou o processo de conversão a partir dessa dúvida?

O Alcorão diz que Maomé está morto, mas que Jesus Cristo ainda está vivo. Então, quando eu li isso, perguntei-me: quem devo aceitar: o que está morto ou o que está vivo.

Perguntei a Alá sobre quem deveria seguir e comecei a orar para que me ajudasse nesta questão. Quando comecei a orar, abri o Alcorão e li, no capítulo 10, versículo 94, que os que tinham uma dúvida assim, deveriam ler a Bíblia. Por isso, decidi começar a ler e estudar a Bíblia. Então, percebi quem é o Deus verdadeiro e, depois disso, abracei o cristianismo.

Conta isso de maneira natural, mesmo sabendo a situação pela qual poderia passar. Como é que a sua comunidade reagiu?

Quando eu me converti, fui a um centro de retiros e a minha família começou a procurar-me e lá me encontraram. O meu pai espancou-me e levou-me para casa. Quando chegámos, trancou-me num quarto, amarrou as minhas mãos e os meus pés, deixou-me nú, pôs-me pimenta nos olhos, boca e nariz, e lá me deixou, sem comida, durante 28 dias. Passado este tempo, o meu pai voltou e pegou-me pelo pescoço, para ver se eu estava vivo.

Abri os olhos e vi que ele tinha uma faca na mão. Ele perguntou-me se eu tinha aceitado Jesus e disse que me mataria se eu O aceitasse. Eu sabia que o meu pai me ia matar, porque ele é um muçulmano muito duro. Mas respondi que aceitava Jesus Cristo! Naquele momento senti uma luz muito forte na minha mente, que me deu forças para gritar: "Jesus!".

Naquela hora, o meu pai caiu e acabou ferindo o seu peito com a faca; foi um grande corte, que sangrava muito; saía espuma pela sua boca. Nesse momento, a minha família, assustada, socorreu-o e levou-o ao hospital, mas esqueceu-se de trancar a porta. Eu pude sair e apanhar um táxi, para ir ao centro de retiros de onde tinham me tirado, e fiquei lá, escondido.

É incrível que tenha tido força física para sair de casa e ir ao centro de acolhimento católico...

Eu estava magro e muito fraco, mas aquela luz deu-me forças e uma saúde que eu não sabia de onde vinha. No entanto, sofro até hoje as consequências desse castigo, porque tenho uma úlcera no estômago e úlceras na boca.

Há quanto tempo é que isso aconteceu?

Faz 18 anos. E o sofrimento ainda me acompanha. O Alcorão diz, em mais de 18 passagens, que quem rejeita o Alcorão deve ser eliminado.

Nunca mais voltou a ver o seu pai?

Nunca mais voltei à minha cidade. Nunca mais pisei a minha terra. Não só isso, eu estou enterrado lá, porque meus pais fizeram um túmulo para mim, com uma lápide que tem o meu nome e o dia do meu nascimento.  in Aleteia




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Encantos e jóias

Na passada Sexta-feira, a Igreja Católica celebrou o dia de Santa Isabel, Rainha de Portugal. Esta grande mulher, que viveu em plena Idade Média, foi tudo menos o estereótipo que temos das mulheres medievais.

Além disso, a santidade dela notou-se em muito mais episódios do que o famoso milagre das rosas. Isto é algo que se pode confirmar por mais este artigo fantástico (re-)publicado pelo Senza:
Pintura idealizada da rainha Santa Isabel de Portugal,
da autoria de Francisco de Zurbarán (1598-1664), Museu do Prado.
Hoje (4 de Julho) celebra-se em todo o mundo uma das figuras mais encantadoras da história portuguesa. Muitos escreveram sobre ela, mas a melhor biografia é a publicada em 2011 pelo historiador espanhol José Miguel Pero-Sanz.

Já adivinhou? É uma mulher aparentada com quase toda a realeza europeia: avós húngaros e alemães, pai aragonês, mãe de sangue alemão e siciliano. Pelo casamento com D. Dinis, ficou ligada à coroa portuguesa e indirectamente às famílias reais francesa e castelhana. Tinha um porte elegantíssimo, cabelo claro, olhos verdes, feições perfeitas. Os cronistas da época falam da «sua grande formosura, muito louvada nas cortes dos reis e dos príncipes». Media 1,76 m. Isabel era um deslumbramento, naquela época.

Sabia arranjar-se, usava bons vestidos e jóias caras. Era rainha a tempo inteiro e não deixava que alguém tivesse dúvidas a esse respeito. Até ao fim da vida, assinou sempre «Isabel, rainha de Portugal e do Algarve». Oficialmente, começou a ser rainha aos 11 de idade, embora só tenha começado a exercer funções quando entrou em Portugal, com 12 anos.

Um traço de carácter que se destacava era a autoridade natural. Mandava (mandou muito!), mas com uma ascendência tão forte que todos lhe reconheciam a liderança. O marido dizia e repetia que ela «nasceu para ser rei» (escrevia assim, no masculino) e o povo concordava, porque Isabel não precisava de puxar por uma espada para pôr em sentido os vassalos mais poderosos e ricos, pouco dados a obedecer.

Nasceu no palco das intrigas internacionais. Talvez por isso, tivesse um instinto e uma habilidade política tão extraordinários.

Naquela época, as famílias reais costumavam casar entre si, primos com primos, de modo que o flagelo da consanguinidade explica muita coisa. O caso de Isabel foi uma excepção. O seu próprio casamento com o rei português foi um dos poucos daquela época que não precisou de dispensa papal por razão de consanguinidade. Por causa dos cruzamentos entre familiares próximos ou do ambiente decadente da corte portuguesa, ou por várias razões juntas, D. Dinis foi um homem descontrolado, violento ou, como o descrevia Vitorino Nemésio, «vigoroso, com uma imaginação aguda e sensual; não lhe faltavam na sua própria casa exemplos de vida regalada». Este luxo e essa luxúria não ajudaram a formar uma personalidade íntegra e generosa. Desse descontrolo nasceram muitos filhos ilegítimos e confrontos sangrentos. Por outro lado, segundo os dados disponíveis, D. Dinis foi o primeiro rei português não analfabeto o que, só por si, diz muito sobre a rudeza intelectual daquela corte. D. Isabel tinha outra formação. Sabia latim. Ai dos padres, se alguma vez eram pouco rigorosos no latim, na presença dela!

A história descreve-nos D. Isabel como estadista profissional. Não tinha nada de frágil senhora num mundo desumano dominado por homens violentos. A sua profissão, a tempo inteiro, foi ser rainha. Administrou um património enorme, que mobilizou, com mão firme, ao serviço dos mais pobres e da cultura, e estendeu a sua acção diplomática a grande parte da Europa. Valendo-se dos laços familiares, tomou a iniciativa de intervir em muitas disputas, com tanto sentido de oportunidade e de justiça, com tanta capacidade de negociação, que resolveu conflitos aparentemente insolúveis. O correio diplomático e os enviados não paravam. A vida desta mulher é um exemplo extraordinário de capacidade de trabalho.

Em Lisboa, perto da «Loja dos Açores», existe uma lápide que pertenceu a um padrão ainda mais antigo. Traduzo: «Santa Isabel, rainha de Portugal, mandou colocar este padrão neste lugar em memória da pacificação que nele se fez entre seu marido el-rei D. Dinis e seu filho D. Afonso IV, estando para se darem batalha, na era de 1323». Recentemente, roubaram a cruz e depois a coluna do padrão. Resta a lápide, a recordar o episódio. Os poderosos preparavam-se para disputar o poder, à custa de uma guerra civil; intervém a rainha, com coragem física e inteligência rápida. Cederam o rei, o filho, os nobres.

Os êxitos das mediações nacionais e internacionais de Santa Isabel não cabem num artigo de jornal.

Em Junho de 1336, chegou-lhe a notícia de mais uma guerra, desta vez entre Portugal e Castela. A rainha pôs-se a caminho. Tinha 65 anos, eram muitos quilómetros e vários rios pelo caminho, mas não houve maneira de a convencer.

O calor apertava. Ao fim de uma semana de viagem, chegou a Estremoz, recebida com imenso carinho, mas com uma úlcera no braço. Os tratamentos não deram nada. No dia 1 de Julho a febre foi tanta que não conseguiu levantar-se para assistir à Missa. Os médicos estavam confiantes, a rainha percebeu que estava por um fio.

No dia 4, confessou-se antes da Missa, celebrada no quarto. Ainda se levantou para ir à capela. Durante o dia, conversou com as visitas, encantadora como sempre. Tudo normal, excepto que Nossa Senhora lhe apareceu, quando estava com a nora. À noite, quis que não atrasassem o jantar por sua causa. Pouco depois teve um desfalecimento e D. Afonso correu para junto da mãe. Recompôs-se, e ficaram os dois a falar das netas. Passado um tempo, advertindo que o fim se aproximava, invocou Nossa Senhora, recitou o Credo, o Pai Nosso e outras orações. A voz ficou sumida e difícil de entender. Morreu.

Era o dia 4 de Julho. Hoje, festa de Santa Isabel.

José Maria C. S. André in «Correio dos Açores», 7-VII-2014


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domingo, 6 de julho de 2014

Livros para aprender a educar na família

A Ediciones Internacionales Universitarias e a Ediciones Universidad de Navarra (EUNSA) possuem uma coleção sobre Família, da qual se seleccionaram dez títulos que podem ser de interesse para a tarefa educativa dos casais.

1. Casamos! Curso de preparação para o matrimónio Augusto Sarmiento, Mario Iceta
O que é casar-se? Que compromissos implica a celebração do matrimónio? O que é viver como casados? São perguntas importantes e da resposta adequada depende a felicidade do casal no futuro.
O propósito deste livro é responder a essas perguntas. Nele, são disponibilizadas matérias que apresentam, de uma maneira clara e simples, o bem do casal de acordo com o que foi revelado por Deus e é anunciado pela Igreja. Contém, também, as disposições necessárias para celebrar e viver, depois, as exigências próprias da vocação matrimonial.
2. Quem são os nossos filhos e que esperam de nós Bartolomé Menchén y Tomás Melendo
Muitos pais sentem-se desanimados com a educação dos seus filhos. Querem para eles o melhor e estão dispostos a tudo, mas não sabem exatamente o que fazer. O remédio: desfruta de cada um dos teus filhos; e, para o conseguir, antes de mais, aprende a contemplá-lo, a olhá-lo com atenção e carinho.
3.…E foram felizes Susana Moreu
A intenção deste livro é sugerir o que devem fazer marido e mulher para converter o seu casamento naquilo que está chamado a ser a maior aventura de toda a sua vida… e com um final feliz! Mostra-se a atitude com que se deve ir e estar no matrimónio, mostrando-o no comportamento diário. O amor é eterno enquanto dura? Somos monógamos por natureza ou por costume? Podem evitar-se as crises? Que lugar ocupa a vida de casal na nossa escala de valores?
«O problema mais frequente na educação atual é que muitos gostariam de fazer bem de pais… sem se esforçarem seriamente para ser bons pais». Escrito num tom descontraído e mesmo divertido, o livro junta ideias muito profundas, com observações de aplicação à vida quotidiana.
– Em que idade começa a educação sexual? – Pensou na importância que têm as suas explicações para a formação dos seus filhos neste terreno tão pessoal? – Que sucede quando os filhos passam da meninice para a adolescência? Como explicar-lhes, de maneira simples, as mudanças que viverão nessa etapa? – Que dizer aos filhos acerca da atração, do enamoramento, do amor? – O que é a saúde sexual? – Quanto tem de seguro o «sexo seguro»? – Como explicar a um adolescente o início da vida?  
6. A família transmissora da fé. Textos de Bento XVI e comentários Augusto Sarmiento y Javier Escrivá (Eds)
Falar de família é falar de fé e de vida, de educação, de transmissão de valores e de tradições; é falar de amor, de solidariedade, de acolhimento e de companhia, de estabilidade pessoal e social; é falar de uma comunidade de gerações, que compreende, não apenas pais e filhos, mas também os avós e os antepassados.
7. 50 perguntas sobre a Fé Jorge Miras y Tomás Trigo (eds)
– O que crê é mais feliz? – A fé não deforma o modo de ver a realidade? – Pode perder-se a fé? E se se perde, como se pode recuperar? – Como são, atualmente, as relações entre a fé e a ciência? – Não se deveria dar mais importância na ajuda às pessoas nos seus problemas urgentes do que à fé? – Que diria a uma pessoa que afirma crer em Deus mas não na Igreja? – Como é que a fé afeta a vida real de cada dia?  
8. Educando para a igualdade María Calvo Charro
É a educação mista ou separada o modelo ideal para conseguir a verdadeira igualdade de oportunidades entre os sexos? Porque razão os rapazes fracassam mais do que as raparigas? Meninos e meninas têm os mesmos interesses, gostos, preferências e afetos? Porque é que nos países desenvolvidos se está a regressar à educação separada por sexo? Como é que a educação separada por sexo afeta a socialização dos meninos e das meninas?
No livro dão-se orientações concretas aos pais para a educação da amizade, da vontade, da afetividade, do trabalho intelectual e do tempo livre dos filhos. Também lhes são proporcionadas as chaves para que a educação familiar seja uma autêntica preparação para a vida.
10. Moral económica da família Mario Pérez Luque
Muito se escreveu sobre a família mas, provavelmente, muito pouco sobre a sua faceta económica, focada do ponto de vista moral. Embora saibamos que o dinheiro é apenas um meio necessário e nunca um fim, às vezes observa-se um desvio geral dos bons princípios, à hora de o conseguir ou de o exigir, de o gastar ou de o investir, que convém descobrir para retificar. Se tal acontece no âmbito da família, lançar-se na tarefa é o mais importante e urgente que podemos fazer, por ser a célula básica da sociedade.
in opusdei.pt


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sábado, 5 de julho de 2014

Papa Francisco almoça em Campobasso com os pobres assistidos pela Caritas






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Vaticano reconhece a Associação Internacional dos Exorcistas

S. Francisco Bórgia SJ a realizar um exorcismo,
Pintura de Francisco Goya
A Congregação para o Clero aprovou os estatutos da Associação Internacional dos Exorcistas (AIE). A Associação tem cerca de 250 exorcistas em trinta países.

Segundo o site Vatican Insider, a Associação Internacional dos Exoscistas (AIE) tem agora um estatuto jurídico. Com o decreto do dia 13 de junho de 2014, a congregação para o clero reconheceu juridicamente a AIE.

A ideia de reunir os exorcistas em uma associação – destaca o L'Osservatore Romano, surgiu na Itália com o padre Gabriele Amorth, religioso da Sociedade de São Paulo. Em 1993, padre Amorth e outros exorcistas italianos participaram de uma convenção organizada pelo exorcista francês René Chenassau e o teólogo René Laurentin. A experiência positiva se repetiu em 1994, em Ariccia, onde decidiram continuar estes encontros internacionais a cada dois anos. Foi eleito como presidente da estrutura o padre Amorth, assim foi aberto o projeto de estatuto para uma organização internacional.

O padre Francesco Bamonte disse ao L'Osservatore Romano que a aprovação feita pela Santa Sé “é motivo de alegria não apenas para os associados, mas para toda a Igreja. Deus chama alguns sacerdotes para este precioso ministério do exorcismo e da libertação, com a tarefa de acompanhar com humildade, e caridade as pessoas necessitadas de atenção espiritual e pastoral para sustentá-las e encorajá-las no caminho da libertação e para reavivar a esperança delas”.

O presidente da AIE disse que “o exorcismo é uma forma de caridade e benefício para as pessoas que sofrem; isto entra sem dúvida nas obras de misericórdia corporal e espiritual”.

in aleteia.org


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sexta-feira, 4 de julho de 2014

Que doce é sofrer perdoando - S. Rafael Arnaiz Baron

Jesus bendito, que me ensinaram os homens que Tu não me tenhas ensinado na Tua cruz? Ontem vi claramente que só aprendemos acorrendo a Ti e só Tu nos dás forças nas provas e tentações; que somente ao pé da tua cruz, vendo-Te pregado a ela, aprendemos o perdão, a humildade, a caridade, a bondade. Não Te esqueças de mim, Senhor; olha para mim, prostrado na tua frente, e concede-me o que Te peço. Depois, que venham os desprezos, que venham as humilhações […], que me importa! Contigo a meu lado tudo posso. A lição prodigiosa, admirável, inexprimível que me dás com a tua cruz dá-me forças para tudo. 

Cuspiram-Te, insultaram-Te, flagelaram-Te, pregaram-Te a uma cruz e, sendo Tu Deus, perdoaste, calaste-Te humildemente e ofereceste-Te a Ti próprio. Que posso dizer da tua Paixão? É melhor não dizer nada e que, no fundo do meu coração, medite no que o homem nunca poderá chegar a compreender; que me contente com amar profundamente, apaixonadamente, o mistério da tua Paixão.

Que doce é a cruz de Jesus! Que doce é sofrer perdoando! [...] Como não ficar louco? Ele mostra-me o seu coração aberto aos homens e por eles desprezado. Onde já se viu e quem alguma vez sonhou suportar tamanha dor? Como vivemos bem no coração de Cristo!

in Escritos espirituais, 07/04/1938 


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Padre Demétrio Gomes fala sobre os Abusos Litúrgicos



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quinta-feira, 3 de julho de 2014

Logotipo oficial JMJ Cracóvia 2016

Foi revelado hoje (há poucas horas) pela Santa Sé o logo oficial da Jornadas Mundiais da Juventude de 2016 em Cracóvia, na Polónia.

Aqui está ele com uma pequena explicação:






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Quando a Igreja cede ao mundo

Há um pormenor no Evangelho segundo S. Mateus (16, 13-19) que é lido na Festa de S. Pedro e S. Paulo, que muito poucas vezes tenho visto (ou ouvido) ser explorado. Provavelmente devido ao seu aspecto pouco simpático em relação ao que o mundo diz.

Nosso Senhor pergunta aos Apóstolos o que dizem os outros sobre Ele, e os Apóstolos repetem o que diz o “mundo”: disparates!

E quando pergunta aos Apóstolos o que dizem eles d’Ele, é Pedro quem toma a iniciativa, mas, como diz Nosso Senhor, movido pela ciência divina e não humana, e dá a resposta correcta, mesmo sem a perceber, porque, logo a seguir, seguindo os critérios humanos, Pedro “desdiz” a sua confissão ao querer “mundanizá-la”. Este é um risco constante para a Igreja!

Sempre que na Igreja se utiliza a linguagem do mundo para se dialogar com ele, ou falar no seu interior de uma forma “mais compreensível”, o resultado é disparate. É certo que Nosso Senhor utiliza as armas do inimigo para o vencer.

Mas nós, na nossa humana fraqueza, sempre que tentamos “jogar” com as armas do “inimigo” para nos defendemos, o convertermos, dialogar com eles, acabamos sempre por cair na esparrela e saímos perdedores. E não só nós, mas também aqueles que temos diante de nós.

Precisamos perceber a linguagem do mundo, precisamos perceber os problemas do mundo, precisamos perceber as inquietações do mundo, mas nunca para respondermos com a mesma moeda ou linguagem. Sempre que não nos deixamos inspirar, mesmo sem perceber a totalidade do mistério, pela Graça, a nossa resposta será sempre vazia.

Não podemos cair na tentação de reduzir a nossa linguagem sobre a Igreja, sobre o mundo, sobre o homem, a uma linguagem mundana, pois assim iremos sempre defraudar os que temos diante de nós. Podemos correr o risco de não sermos percebidos, mas não podemos correr o risco de faltarmos à verdade em detrimento da compreensão e de um pretenso sucesso.

Quando a Igreja cede ao mundo na sua linguagem, nos seus gestos, na sua verdadeira identidade, não é apenas a Igreja que perde, é o mundo!

Com este episódio do Santo Evangelho e o que se lhe segue (Mt, 16, 21-23), somos alertados para que, sempre que nos deixamos influenciar pela mentalidade ou linguagem do mundo, podemos facilmente tornarmo-nos instrumentos do inimigo.

Não basta professar a nossa fé em Nosso Senhor Cristo e mantermos os nossos critérios mundanos, ou, pior ainda, reduzir Cristo a categorias mundanas. Sempre que o fizermos, numa pretensa ideia de melhor diálogo com o mundo, estamos a “abjurar” a nossa fé e a defraudar o mundo, a Igreja, a Deus.

Quando a Igreja cede ao mundo, o mundo invade a Igreja e esta deixa de poder exercer a sua missão tal como devia. Quando a Igreja cede ao mundo, perde o mundo, não o ganha. Quando a Igreja cede ao mundo, é conquistada por ele, em vez de o conquistar para Cristo!


Dominus nos benedicat, et ab omni malo defendat, et ad vitam perducat aeternam. Amen.



Um Padre


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quarta-feira, 2 de julho de 2014

Wimbledon: Nick Kyrgios faz um shot incrível



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“Chega de igualdade! Uma mulher não dá para ser soldado!” – diz capitã dos Marines


“Uma mulher nunca deveria ser soldado de infantaria”, escreveu a capitã dos Marines, Katie Petronio, na revista “Marine Corps Gazette”.

No artigo intitulado: "Get Over It! We Are Not All Created Equal" (Deixem-se disso! Nós não fomos criados todos iguais), a capitã defende que a anatomia feminina não é capaz de resistir à dureza de uma longa carreira militar, que envolve operações de infantaria.

Ela adverte que Marines vão sofrer “um aumento colossal no número de mulheres incapacitadas e obrigadas a concluir a  sua carreira por razões médicas”. Katie Petronio baseia-se na experiência pessoal, adquirida em situação de combate. Esta acabou causando-lhe sérios danos físicos, mesmo com um promissor começo da carreira.

A capitã escreveu que preenchia todas as condições para ser uma mulher-soldado ideal quando começou a carreira. “Eu era uma estrela no hóquei sobre gelo no Bowdoin College, pequena escola de elite em Maine, com um título em Direito e Administração”. Ela também tirou resultados “de longe acima da média em todos os testes físicos de capacidade para mulheres”.

“Cinco anos depois, eu não sou fisicamente a mulher que fui, e os meus pontos de vista a respeito de a mulher ser bem sucedida numa carreira duradoura na infantaria mudaram muito”, escreveu Petronio.

“Posso dizer, com base na minha experiência pessoal directa no Iraque e no Afeganistão, e não é apenas uma impressão, que nós ainda não começámos a analisar e a compreender as questões de saúde específicas do sexo e os danos físicos nas mulheres por causa de contínuas operações de combate”.

Petronio “participou em numerosas operações de combate” que por vezes duravam semanas, sofrendo stress e falta de sono. Começou a ter atrofia nos músculos, perdeu a mobilidade, perdeu peso (8Kg), parou de produzir estrogénio, o que fez com que ficasse estéril.

Ela completou o seu período com bons resultados, mas percebeu que seria impossível aguentar o esforço que um homem é capaz de fazer e pediu para se retirar por motivos de saúde. Petronio manifestou a sua preocupação diante da pressão dos grupos que impulsionam a integração de mulheres no corpo de infantaria.

“Quem está promovendo essa agenda? Eu pessoalmente não vejo Marines femininas, recrutas ou oficiais, batendo às portas do Congresso, queixando-se de que a sua impotência para servir na infantaria viola o direito à igualdade” escreve ela.

Kate diz que essa pressão está a ser aplicada pelo “pequeno comité de civis nomeado pelo Secretário de Defesa” denominado Comité Consultivo em Defesa para as Mulheres em Serviço (Defense Advisory Committee on Women in the Service – DACOWITS).

Embora alguns deles tenham experiência militar, nenhum dos seus membros “está no serviço activo ou têm qualquer tipo de experiência recente em combate ou em operações relevantes sobre as realidades que eles estão tentando modificar”, observou Petronio.
in lifesitenews


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terça-feira, 1 de julho de 2014

"Um cristão sem Nossa Senhora é um órfão" - Papa Francisco

Quando um cristão me diz, não é que não ame Nossa Senhora, mas que não gosta de se aproximar e de rezar a Nossa Senhora, sinto-me triste. (...)

Um cristão sem Nossa Senhora é um órfão. Um cristão sem a Igreja também é um órfão. (...)

Como está a minha relação com a Igreja, com a minha mãe Igreja, com a santa mãe Igreja hierárquica? E como está a minha relação com Nossa Senhora, que é a minha 'Mamma', a minha Mãe?

in Saudação aos jovens da diocese de Roma em discernimento vocacional, 28/VI/2014


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