sexta-feira, 28 de junho de 2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Frase do dia

"Não sabes se será abatimento físico ou uma espécie de cansaço interior o que se apoderou de ti, ou as duas coisas ao mesmo tempo…: lutas sem lutar, sem ânsias de uma autêntica melhora positiva, com o fim de comunicares a alegria e o amor de Cristo às almas. Quero recordar-te as palavras claras do Espírito Santo: só será coroado aquele que tiver combatido 'legitime' – de verdade, apesar dos pesares." 

S. Josemaria Escrivá

terça-feira, 25 de junho de 2013

Frase do dia

"Procura não inquietar a tua alma perante o triste espectáculo da injustiça humana. Sobre esta injustiça verás um dia o triunfo definitivo da justiça de Deus." 

S. Pio de Pietrelcina

segunda-feira, 24 de junho de 2013

Festa do Nascimento de S. João Baptista

Hoje é dia de S. João (parabéns a todos os Joões)! Mais concretamente é a Festa do Nascimento de S. João Baptista. Este senhor, o ultimos dos profetas, viveu uma vida austera, vestia-se com pele de camelo e comia gafanhotos (nhac!). Apelava à conversão do coração e baptizava gente a torto e a direito (daí a alcunha). Baptizou o próprio Jesus, e d'Ele disse: "É preciso que Ele cresça e eu diminua." (Jo 3, 30)

domingo, 23 de junho de 2013

O Papa Francisco e o Concílio Vaticano II

O Papa Francisco corre o sério risco que lhe façam o que fizeram ao Concílio Vaticano II. Enquanto decorria o Concílio, e ainda mais depois de ter ocorrido, foi-se formando um “Espírito do Concílio”. Este era constituído por um grupo de pessoas que queria uma Igreja feita à sua maneira, e não à maneira de Jesus. Sendo assim, usava o nome do Concílio para justificar todas as mudanças que queria implementar, dizendo que correspondiam ao “Espírito do Concílio”. No entanto toda a sua ideologia ia frontalmente contra os textos do Concílio, que eram completamente desprezados por estes “visionários”.


Com o Papa Francisco está a acontecer a mesma coisa. Há o Papa Francisco: com toda a sua simpatia, os seus gestos para com as pessoas, muitos deles inéditos, as suas palavras fortes e que nos interpelam à conversão do coração. Depois há o “Espírito do Papa Francisco”, ou seja os que se querem aproveitar do Papa Francisco para justificar a sua desobediência, a sua imoralidade ou a sua falta de fé em Jesus Cristo e na Sua Igreja. Estes dois “Espíritos” têm algo em comum: são o exacto oposto de quem dizem representar.

sexta-feira, 21 de junho de 2013

Frase do dia

"O demónio só tem uma porta para entrar na nossa alma: a vontade. Não há nenhuma porta secreta." 

S. Pio de Pietrelcina

quinta-feira, 20 de junho de 2013

Ex-funcionária da ONU denuncia a agenda abortista da organização


A ex-funcionária do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e actual líder pro-vida no Equador, Amparo Medina, indicou que o requisito imposto por esse organismo internacional para outorgar financiamento às ONGs é que incluam a saúde sexual e reprodutiva e a ideologia de género nos seus projectos de desenvolvimento.
 
Agora membro da Federação Acção Pela Vida, Amparo revelou que “a maioria das ONGs sonham com ser financiadas do UNFPA para impulsionar projectos de desenvolvimento, infelizmente nesse processo são enganadas porque para poderem receber fundos têm que aceitar políticas anti-populacionais”.

Amparo Medina também assinalou que o dinheiro provido por Nações Unidas para impulsionar políticas abortivas na América Latina provém principalmente de empresas farmacêuticas e da International Planned Parenthood Federation (IPPF), a maior promotora de abortos do mundo.

“Muitas ONGs por dinheiro ou desconhecimento vêem-se obrigadas a aplicar este tipo de propostas porque o discurso está muito bem elaborado, e assegura-lhes que o desenvolvimento sustentável dos seus projetos dar-se-á unicamente se distribuirem mais contraceptivos e se o aborto livre for introduzido nas legislações dos seus países”, indicou.

A líder pro-vida equatoriana indicou que uma prova de que estas campanhas não têm o sucesso prometido é que há alguns anos “a gravidez adolescente na América Latina não passava de 3%, mas ao serem aplicadas, desde 1998, as políticas de saúde sexual e reprodutiva, a taxa  subiu alarmantemente até 23%”.
adaptado de ACI Digital


O nosso Médico - Santo Agostinho

Veio até nós um médico para nos restituir a saúde: Nosso Senhor, Jesus Cristo. Tendo encontrado a cegueira do nosso coração, prometeu-nos a luz que «os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, o coração do homem não pressentiu» (1Cor 2,9).

A humildade de Jesus Cristo é o remédio do nosso orgulho. Não duvides nunca de Quem te traz a cura e sê humilde, tu por quem Deus Se fez humilde. Com efeito, Ele bem sabia que o remédio da humildade seria a tua cura, porque conhece muito bem a enfermidade e sabe muito bem como curá-la. Uma vez que não podias ser tu a visitar o Médico, foi o Médico Quem veio visitar-te. [...] Veio ver-te e veio em teu socorro porque sabe muito bem do que necessitas.

Deus veio na Sua humildade para que o homem O pudesse imitar, pois se tivesse permanecido inacessível, como poderíamos nós imitá-Lo? E, sem O imitar, como poderíamos nós ser curados? Veio na humildade porque sabia muito bem qual o remédio que devia receitar: um pouco amargo, por certo, mas salutar. E tu? Continuas a duvidar d'Ele, de Quem te oferece a Sua taça, e murmuras: «Mas que Deus é este, Senhor? Nasceu, sofreu, foi coberto de escarros, coroado de espinhos, cravado numa cruz!» Miserável alma, que vês a humildade do médico mas não o cancro do teu orgulho! E é por isso que a humildade não te agrada.

Por vezes acontece aos doentes mentais baterem nos médicos, mas neste caso o Médico, misericordioso, não só não fica indignado com quem Lhe bate, mas também cuida de o tratar. [...] O nosso Médico não teme ser atacado por pacientes dementes. Ele fez da Sua morte o seu remédio. Com efeito, Ele morreu e ressuscitou.

São José inserido nas Orações Eucarísticas do Missal Romano

DECRETO
Pelo seu lugar singular na economia da salvação como pai de Jesus, São José de Nazaré, colocado à frente da Família do Senhor, contribuiu generosamente à missão recebida na graça e, aderindo plenamente ao início dos mistérios da salvação humana, tornou-se modelo exemplar de generosa humildade, que os cristãos têm em grande estima, testemunhando aquela virtude comum, humana e simples, sempre necessária para que os homens sejam bons e fiéis seguidores de Cristo. Deste modo, este Justo, que amorosamente cuidou da Mãe de Deus e se dedicou com alegre empenho na educação de Jesus Cristo, tornou-se guarda dos preciosos tesouros de Deus Pai e foi incansavelmente venerado através dos séculos pelo povo de Deus como protector do corpo místico que é a Igreja.

Na Igreja Católica os fiéis, de modo ininterrupto, manifestaram sempre uma especial devoção a São José honrando solenemente a memória do castíssimo Esposo da Mãe de Deus como Patrono celeste de toda a Igreja; de tal modo que o Beato João XXIII, durante o Concílio Ecuménico Vaticano II, decretou que no antiquíssimo Cânone Romano fosse acrescentado o seu nome. O Sumo Pontífice Bento XVI acolheu e quis aprovar tal iniciativa manifestando-o várias vezes, e que agora o Sumo Pontífice Francisco confirmou, considerando a plena comunhão dos Santos que, tendo sido peregrinos connosco neste mundo, nos conduzem a Cristo e nos unem a Ele.

Considerando o exposto, esta Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, em virtude das faculdades concedidas pelo Sumo Pontífice Francisco, de bom grado decreta que o nome de São José, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, seja, a partir de agora, acrescentado na Oração Eucarística II, III e IV da terceira edição típica do Missal Romano. O mesmo deve ser colocado depois do nome da Bem-aventurada Virgem Maria como se segue: na Oração Eucarística II: "ut cum beata Dei Genetrice Virgine Maria, beato Ioseph, eius Sponso, beatis Apostolis", Na Oração Eucarística III: "cum beatissima Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum beatis Apostolis"; na Oração Eucarística IV: "cum beata Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum Apostolis".

Para os textos redigidos em língua latina utilizam-se as formulas agora apresentadas como típicas. Esta Congregação ocupar-se-á em prover à tradução nas línguas ocidentais mais difundidas; para as outras línguas a tradução devera ser preparada, segundo as normas do Direito, pelas respectivas Conferências Episcopais e confirmadas pela Sé Apostólica através deste Dicastério.

Nada obste em contrário.

Sede da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, 1 de Maio de 2013, São José Operário.

Antonio Card. Cañizares Llovera Prefeito

 + Arthur Roche Arcebispo Secretário

"Co-Argumentação" - Bernardo Castro

Vêm da "Retórica" de Aristóteles, os ensinamentos acerca do modo como devemos argumentar sobre qualquer assunto. Naquela obra, diz-nos o autor clássico:

Os argumentos convincentes fornecidos através do discurso são de três espécies: 1) Alguns fundam-se no carácter de quem fala - ethos; 2) alguns, na condição de quem ouve - pathos; 3) alguns, no próprio discurso, através da prova ou aparência de prova - logos.

Nos assuntos mais tipicamente controversos – aborto, casamento de pessoas do mesmo sexo, adopção por pessoas do mesmo sexo, eutanásia, etc…, são normalmente invocados dois destes tipos de argumentação:

Ethos – trata-se do comum "puxar dos galões", da autoridade de uma pessoa ou entidade reconhecida – "O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem já condenou a Áustria por não adoptar a co-adopção. Temos que seguir esta jurisprudência, sob pena de ficarmos atrasados"; ou "Nos países A, B C e D isto já se faz há muito tempo, por isso nós estamos errados e a perder o comboio da civilização"; ou ainda "Estudos fiáveis da American Psychological Association indicam que as crianças educadas por dois pais ou duas mães são emocionalmente saudáveis e não sofrem de bullying nas escolas";

Pathos – tão utilizado pelos filhos quando lambuzam os pais com beijinhos, antes de lhes pedirem um favor. É o comum "falar ao coração", "puxar ao sentimento", que nos fazem olhar para o caso particular e querer generalizá-lo – "Existem casos verdadeiros de gente que já vive nestas condições: o que é que lhes vamos dizer, quando o pai natural ou primeiro adoptante morre? Vamos mandá-los novamente para uma instituição???"; ou "Conheço casos de famílias em que os filhos foram educados num ambiente de homossexualidade e que são felizes e integrados. O que é que se lhes faz???"; ou "Estas duas mães casaram e fizeram inseminação artificial: vai-se dizer à criança que o ambiente em que as mães vivem não é o mais adequado para o seu saudável crescimento???";

Estes dois primeiros tipos de argumentos são uma aposta inteligente, forte e necessária para suprir as lacunas da falta de força dos argumentos da lógica – o logos. Aliás, a mera argumentação baseada na lógica (que deveria ser pilar da razoabilidade), sem qualquer ilustração, parece estar condenada nestes assuntos. Aparentemente, nunca vai chegar dizer-se que "o ambiente ideal para uma criança ser criada é aquele onde exista um pai e uma mãe"; sendo verdadeiramente escandalosa a invocação de qualquer argumentação relacionada com a natureza das coisas (segundo parece, o nazismo inviabilizou para sempre a utilização deste argumento, qualquer que seja a situação)…

Nestas discussões e debates, há normalmente muito maior habilidade e profissionalismo da parte dos "prós", sendo louvável o seu trabalho de backstage: dominam os casos, as particulares e a sua apresentação – ethos e pathos - como o Neymar domina a bola. E aqueles que recorrem à lógica para falar sobre o assunto são aparentemente vencidos, sempre sob o mesmo veredicto – querem impor a sua visão sobre os outros, limitando-lhes a liberdade.

Sobre aqueles assuntos de ruptura, para os quais mais seria precisa a lógica na busca pura da verdade, parece que estamos condenados à incerteza, parece que a verdade sempre nos vai fugir pelos dedos. É mesmo impressionante que, sobre assuntos que toda a gente reconhece como tão importantes, tão fundamentais, a verdade se resuma à "minha verdade" ou, na melhor das hipóteses, "à nossa verdade".

Logos – parece-me lógico que, sendo assim, "existindo", na melhor das hipóteses duas verdades sobre assuntos de ruptura, avançar sobre um deles sem a certeza de que, pelo menos, é a verdade democraticamente representativa, é um risco perigoso.

O pior é se houver, realmente, uma Verdade sobre todos estes assuntos…

Frase do dia

"A inveja é um vício que se caracteriza pela ausência de sintomas aparentes. O ódio espuma. A preguiça derrama-se. A gula engorda. A avareza acumula. A luxúria oferece-se. O orgulho brilha. Só a inveja se esconde." 

adaptado de Zuenir Ventura

A quem muito ama, muito se perdoa - Rui Corrêa d’Oliveira

O perdão é uma atitude de coração
que supera em muito a justiça,
porque reclama que ame quem perdoo.
Não há gesto mais profundamente humano.
Por isso ele é tão cristão.
Amor e perdão andam a par.

Quem ama quer o bem do outro,

quer o bem para o outro.
Como posso perdoar se antes não amar?
Quem diz perdoar sem primeiro amar,
não perdoa…tenta esquecer.

Pois é mais fácil não lembrar a ofensa

do que perdoar apesar da ofensa.
Diante do mal feito, concreto e objectivo,
perdoar pede um abraço de humanidade
que, não disfarçando o que foi feito,
nele não se detém, mas vai mais além,
em busca do bem que sobrevive no mais desalmado coração.

Se assim o fez Jesus,

assim o devo fazer eu.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

Audrey Stevenson, uma vida de santidade - Austin Ruse

Audrey Stevenson nasceu em 1983 numa família que era católica mas na qual nem se rezava antes das refeições. Quando tinha três anos a família visitou a casa de Santa Teresa de Lisieux e depois o convento onde a Pequena Flor viveu e morreu. Aí a Audrey exclamou: “Quero entrar para o Carmelo”.

Pouco depois a família mudou-se para um apartamento novo. Audrey desenhou um crucifixo amarelo e  colocou-o na parede. Tinha colocado crucifixos idênticos em cada quarto da casa, onde permaneceram durante muito tempo.


Certo dia Liliane, a sua mãe, reparou que Audrey estava a coxear. Tinha colocado lápis dentro dos sapatos para “poder resistir”, uma compreensão bastante sofisticada da mortificação, para uma criança, e algo que ninguém lhe tinha ensinado.


Um dia foi ao parque com o avô. Atravessou avenidas, pontes e grandes cruzamentos, numa zona muito movimentada de Paris. Perdeu-se. Alarmado, o avô ligou para casa e descobriu que Audrey já lá estava. Disse que tinha sido conduzida por Jesus.


Tudo isto aconteceu com uma menina de três anos numa família que não era particularmente devota.


Em casa introduziu o conceito de dar graças antes de comer. Uma vez na casa de verão, na Bretanha, insistiu nas orações. O seu tio americano, Alexander Cummings, provocou-a: “Mas Audrey, se temos de dar graças a Deus cada vez que comemos, então devíamos dar graças a toda a hora, por tudo”. Ao que a Audrey respondeu: “Sim, isso mesmo”.


As histórias da sua devoção são infindáveis. Vivia uma fé profunda, tanto interior como exteriormente, como raramente se encontra nesta vida. A sua mãe disse: “A Audrey espanta-nos. Está para além de nós”. Conhecia o catecismo sem ter sido ensinada. O padre disse-lhes que não fizessem nada, que apenas a seguissem. E assim fizeram.


Aos cinco anos a Audrey pediu autorização à Igreja para poder comungar. Tipicamente, uma criança em França fazia a primeira comunhão aos nove ou dez anos. Questionaram-na exaustivamente, primeiro pelo seu prior, depois por outro e depois por outro ainda. Determinaram que a menina estava pronta e por isso a família viajou até Lourdes, onde  ela comungou pela primeira vez.


O que se nota da sua vida é que não só estava próxima de Cristo, como também aproximava Cristo dos outros. Primeiro da sua família, depois de um grupo cada vez maior.

Audrey com o Papa João Paulo II
A doença mortal surgiu aos sete. Leucemia. Foram muitos meses de tratamento, incluindo radioterapia,  quimioterapia, punções lombares e transplantes de medula. E assim começou a sua missão de ensino, uma missão que atravessou as fronteiras de França e chegou a outros países.

Entre família e amigos começou-se a rezar um terço todas as terças-feiras pelas suas melhoras. Começou por ser uma coisa pequena, mas cresceu. Aconteceram milagres nesses encontros. Meninas pequenas ensinaram os seus pais a rezar o terço. Famílias inteiras regressaram à fé. Uma pagela da Audrey começou a espalhar-se pelo país.


O seu sofrimento no hospital foi intenso. A quimioterapia deixou-a sem saliva, as pálpebras colavam-se  aos olhos e todos os seus ossos doíam. Dizia repetidamente: “Estou na cruz. Estou na cruz”. Durante as dolorosas punções lombares repetia: “Pelo tio Mick, pelo pai, pelas vocações”. Durante um dos tratamentos dolorosos os médicos ouviram-na a cantar músicas a Nossa Senhora.


Depois de um transplante de medula falhado soube-se que tinha apenas três semanas de vida. Os pais levaram-na a Lourdes; levaram-na também a conhecer o Papa, com quem teve uma intensa conversa privada. Perto do final vieram pessoas de todo o país, pedindo que ela rezasse pelas suas intenções, coisa que ela fez, apesar da dor, uma após outra.


Por fim morreu. O seu pai, que é padrinho da minha filha Gianna-Marie, diz que certa vez receberam a visita de um padre mexicano. O padre disse: “Devo a minha vocação a uma menina francesa que rezava pelas vocações e morreu de leucemia.” Ao que o seu pai, Jerome, respondeu: “Está sentado no quarto dela”. A causa da canonização de Audrey começou em Paris há poucos anos. 


Audrey Stevenson, rogai por nós. 
in Actualidade Religiosa

Frase do dia

"Divorce is for us at best a failure, of which we are more concerned to find and cure the cause than to complete the effects; and we regard a system that produces many divorces as we do a system that drives men to drown and shoot themselves." 

G.K. Chesterton

domingo, 16 de junho de 2013

O que é e como funciona a Cúria Romana? - Rocio Lancho García

A natureza da Cúria Romana é descrita no 1º artigo da constituição apostólica Pastor Bonus: é o conjunto de dicastérios e organismos que ajudam o romano pontífice no exercício da sua suprema missão pastoral, para o bem e serviço da Igreja universal e das Igrejas particulares, reforçando a unidade da fé e a comunhão do Povo de Deus e promovendo a missão própria da Igreja no mundo.

As funções da Cúria Romana estão definidas no Código de Direito Canónico de 1983, com algumas precisões posteriores feitas pela constituição apostólica Pastor Bonus, de João Paulo II, em 1988. A Cúria não é a única que presta um serviço ao romano pontífice no governo da Igreja: o colégio cardinalício também realiza algumas funções de governo, juntamente com o papa. A Pastor Bonus prevê ainda que o papa convoque com certa frequência os chefes dos dicastérios, que são os departamentos ou organismos especializados da Cúria Romana.


A Cúria é formada pela Secretaria de Estado, Congregações, Tribunais, Conselhos Pontifícios e Ofícios. Cada um destes sectores é subdividido e tem funções diferentes dentro do governo da Igreja. As Congregações são nove: Doutrina da Fé, Igrejas Orientais, Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Causas dos Santos, Bispos, Evangelização dos Povos, Clero, Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica e Educação Católica. A sua função é de poder executivo. Os Tribunais têm funções judiciárias e são três: a Penitenciaria Apostólica, a Assinatura Apostólica e a Rota Romana.


Mais numerosos são os Conselhos Pontifícios, doze: Leigos, União dos Cristãos, Família, Justiça e Paz, Cor Unum, Pastoral dos Agentes de Saúde, Textos Legislativos, Diálogo Inter-Religioso, Comunicações Sociais e Nova Evangelização, este último criado em 2010. Os Conselhos Pontifícios têm a função promover actividades e iniciativas dentro da sua área de competência. Finalmente, os Ofícios são três: a Câmara Apostólica, a Administração do Património da Sé Apostólica e a Prefeitura dos Assuntos Económicos da Santa Sé. São departamentos de natureza económica. 



Para comandar cada dicastério é nomeado um Prefeito, no caso das Congregações, ou um Presidente, nos outros casos. Nomeiam-se, ainda, um secretário e um subsecretário. O papa designa vários membros de cada Congregação. Tradicionalmente, os membros eram cardeais, mas, hoje, também há bispos em cada dicastério.


Além dos membros, são nomeados oficiais e consultores. A função dos oficiais é cuidar dos assuntos ordinários do dicastério, enquanto a dos consultores é a assessoria. Os membros do dicastério reúnem-se tanto em assembleias plenárias como em sessões ordinárias. Para as plenárias, que acontecem pelo menos uma vez por ano, são convocados todos os membros; para as sessões ordinárias, apenas os membros presentes em Roma. O presidente ou prefeito do dicastério decide a convocatória e a ordem do dia. 

in Zenit

sábado, 15 de junho de 2013

O Avé de Fátima em Roma

Hoje ao princípio da noite houve uma marcha pela vida pela Via della Conciliazione, até à Praça de S.Pedro. Vieram pessoas de todo o mundo e lá foi cada um com a sua velinha, em silêncio, a pensar nos milhares de bebés mortos diariamente em todo o mundo.

À frente da marcha foram imensas pessoas de cadeira de rodas e “deficientes”. Isto faz todo o sentido porque estas pessoas são as primeiras a ser mortas, quando se desconfia que a criança possa não ser perfeita. Os primeiros a incentivar o aborto são os médicos, infelizmente.

Já na Praça, enquanto não começavam os discursos, as pessoas começaram esporadicamente a cantar músicas. Num dado momento os italianos começaram a cantar o Avé de Fátima, e foi comovente ver toda aquela gente a cantar a “nossa” música. Claro que eu e mais três portuguesas cantámos a plenos pulmões. O que é que Fátima tem a ver com uma marcha pela vida em Roma? Aparentemente nada. Mas na verdade tem tudo!


João Silveira

quinta-feira, 13 de junho de 2013

Frase da noite

"Os santos têm sempre razão; é inútil discutir com eles." 

S. Pio de Pietrelcina

Cada um de nós tem a sua febre - São Jerónimo

Se Jesus Se aproximasse de nós e nos curasse da febre com uma simples palavra! Porque cada um de nós tem a sua febre. Quando me irrito, tenho febre – tantos vícios, outras tantas febres. Peçamos aos apóstolos que supliquem a Jesus que Se aproxime de nós, que nos toque com a mão. Se o fizer, a febre desaparecerá imediatamente, porque Jesus é um excelente médico. É Ele o verdadeiro, o grande médico, o primeiro de todos os médicos. [...] Ele descobre o segredo de todas as doenças; e não nos toca no ouvido, nem na testa, [...] mas na mão, ou seja, nas más obras.

Jesus aproxima-Se da doente, porque esta não podia levantar-se e correr para Aquele que entrava em sua casa. Mas é Ele, o médico cheio de misericórdia, que Se aproxima do leito, Ele que trouxera a ovelha perdida aos ombros (Lc 15,5). [...] Aproxima-Se de Sua livre vontade; é Ele que toma a iniciativa da cura. Aproxima-Se desta mulher e diz-lhe: «Tu devias ter vindo ter Comigo; devias ter vindo receber-Me à porta, para que a tua cura não resultasse apenas da Minha misericórdia, mas também da tua vontade. Mas, visto que estás prostrada pela febre e não podes levantar-te, sou Eu que venho ter contigo.»

Jesus, «aproximando-Se, tomou-a pela mão». Quando corremos perigo, como Pedro no alto mar, e o mundo parece prestes a desmoronar-se, Jesus toma-nos pela mão e levanta-nos (Mt 14,31). Jesus levanta esta mulher tomando-a pela mão: toma-lhe a mão na Sua. Bendita amizade, esplendido abraço! [...] Jesus toma esta mão como médico, apercebendo-Se da intensidade da febre, Ele que é simultaneamente médico e medicamento. Tocou nela e a febre deixou-a. Que Ele toque igualmente na nossa mão, que cure as nossas obras. [...] Levantemo-nos, permaneçamos de pé. [...] Talvez me pergunteis: «Onde está Jesus?» Está aqui, diante de nós: «No meio de vós está Quem vós não conheceis. O reino de Deus está entre vós (Jo 1,26; Lc 17,21). in Homilias sobre o evangelho de Marcos, n°2C 

quarta-feira, 12 de junho de 2013

Frase do dia

"O Divino Mestre promete o prémio não a quem começou bem, mas a quem persevera até o fim." 

S. Pio de Pietrelcina

5 Maneiras de partilhar a Fé Católica com a família e amigos

Quando eu era um Evangélico na universidade, íamos passar algumas horas no campus e "partilhar o Evangelho" com pessoas ao acaso. Era assustador. Eu chegava ao pé de alguém a beber café ou a ler o jornal e dizia, "Olá. Tudo bem? Posso fazer-te algumas perguntas? Não demora muito."

E depois começávamos a fazer perguntas genéricas que levavam a conversas espirituais. Algumas vezes corria muito bem. Outra vezes nem tanto.

Eu tinha a impressão que as pessoas podiam simplesmente "ser salvas" por uma simples conversa. Claro, isso pode acontecer. Alguém pode milagrosamente entregar a sua vida a Cristo numa questão de minutos. A maior parte das vezes, no entanto, é um processo demorado. Mais importante ainda, acontece no contexto de uma relação.

Desde que me tornei Católico, a minha percepção de conversão e de discipulado aprofundou-se. Já não vou ter mais com estranhos - mas ainda tento chegar aos outros numa base diária. Estou sempre à procura de maneiras de partilhar a Fé.

Gostava de vos encorajar a terem a intenção de partilhar a vossa fé. Aqui estão cinco dicas para ter em mente enquanto tentamos, em espírito de oração, fazer com que outros conheçam Jesus Cristo como Senhor e Rei dos Reis. E devo realçar que a oração é a base de todas as cinco dicas:
1. Sejam verdadeiros amigos dos outros. Alguém uma vez disse que temos que "Ganhar o direito a ser ouvidos." Querem deixar uma marca? Invistam nas outras pessoas.

As pessoas sabem quando tentam manipulá-las ou usá-las. Eu sei quem são os meus amigos mais próximos. Eles sacrificam-se por mim e eu sacrifico-me por eles. Também sei que há pessoas na minha vida que tentam usar-me para alguma coisa. Não conseguirão ganhar o direito a ser ouvidos se não forem verdadeiros amigos. A melhor maneira de "ser ouvido" é ouvir os outros.

2. A vossa alma deve ser atraente. Podemos ser tentados a ser negativos e estar sempre a julgar "o mundo" ou "a Igreja" ou "a vida". Isso apenas torna a vossa alma suja. É depressivo. Cheira mal. É como ter mau hálito. Podem ter boas coisas para dizer, mas ninguém aguenta estar ao pé de vocês. A vossa alma não reflecte a realidade que estão a tentar proclamar. Se não têm alegria e paz em Cristo não deviam tentar convencer os outros. Conveçam-se a vós mesmos primeiro!

3. Estejam prontos para explicar. Se vivem a Fé Católica, têm muito para explicar...

Porque é que vocês Católicos têm Jesus ainda na cruz? Porque é que têm imensos filhos? Porque é que dão tanta importância a Maria? Porque é que todos vivem a Quaresma? Porque é que os padres não se casam? Porque é que usam um escapulário? Porque é que vão à igreja mais do que uma vez por semana? Porque é que o Papa é importante?

Têm que ser capazes de responder a estas questões de um modo factual e cativante. Têm que ser menos como o Spock e mais como o Chesterton. Sim, têm que ganhar as pessoas. Tornem a coisa interessante

4. Dêem coisas. Eu trago comigo medalhas e dou-as. Há pouco tempo vi uma mulher a chorar no aeroporto. Dei-lhe uma medalha. Ela ficou tão agradecida. Parou de chorar e agradeceu-me.

Também deixo uma medalha com o empregado (acompanhada de uma grande gorjeta!). Se oiço pessoas num restaurante a falar de Cristo, posso aproximar-me e sorrir e dizer, "É bom ouvir pessoas a falar de Nosso Senhor. Deus vos abençoe." Sou muito sério no que toca à fé e quero que os outros saibam a alegria e a benção que é conhecer Cristo Jesus.

O meu melhor amigo, Jordan, é mesmo bom a dar Escapulários Castanhos às pessoas. Ficariam surpreendidos com quantas começam a usá-los! Podem fazer e dar terços e cruzes. Pagelas. Sejam criativos. Façam uma estratégia. Sempre que derem algo a outra pessoa, eles estarão mais abertos para ouvir o que têm para dizer. Se vem mesmo do coração, eles senti-lo-ão. O coração fala ao coração.

Conheço outra senhora que está sempre a dar livros e DVD's sobre santos e outros temas católicos. Que grande testemunho! A minha mulher deu uma vez no Natal um livro católico à sua irmã, e ela e o seu marido tornaram-se Católicos! A informação abriu o seu apetite para mais.

5. Sejam salgados. Cristo diz em Mateus 5, 13: "Vós sois o sal da terra." Não percam esse "gosto" divino. Temos que manter o gosto. Perguntem-se a vós mesmos, "Sou um católico salgado?" Se não for o caso, mudem. Vou arranjar um livro de trabalho (mais tarde este ano) chamado Liturgia de Vida sobre como montar um plano espiritual para a vida. Talvez devesse chamá-lo: "Como ficar salgado e manter-se salgado." Até lá, peguem numa folha de papel e façam um plano.

ATENÇÃO/ACHTUNG: Podemos ser demasiado salgados!!! O sal faz a comida saber bem. Mas se puserem demasiado sal na comida, estraga-a. Não sejam demasiado salgados com a vossa Fé Católica. Não afastem as pessoas da Igreja Católica. Eu tenho culpa nisto. Já fui demasiado insistente, e arrependo-me verdadeiramento disso.

Temos que ser grandes chefes/cozinheiros. Temos que temperar o sabor. Não despejem o saleiro na vossa mensagem. As pessoas não vão comer a vossa comida! Taylor Marshall

segunda-feira, 10 de junho de 2013

A Princesa e o Campeão - Duarte Valle de Castro

A Martinha é a princesa do pai. Sabe-o e di-lo várias vezes. Às vezes inclui essa frase em músicas que aprende na escola. A melodia do "Joana come a papa" fica muito melhor com "a Martinha é a princesa do pai…". Basta trautear que se vê logo; e metricamente encaixa! Lindo! E é assim... por minha culpa - porque a mimo, e para meu consolo, é muito agarrada ao pai. Magoa-se, PAI! Tem um pesadelo, PAI! A mãe zanga-se, PAI! O pai zanga-se… PAI!

O Zé Maria é o campeão do pai. Mas não só não faz ideia disso, como quando eu o digo, não lhe interessa especialmente. Mas ri-se; é um simpático! Ri-se comigo e ri-se com quase tudo e com quase todos. Gosta muito de mim. Mas há um sorriso exclusivo… já lá vamos.

Quanto à Martinha, é tudo verdade: muito ligada ao pai, doida com(o) o pai. Pai… pai… pai. Mas eu que não me iluda. Entre outras coisas, quando toca a tomar banho, vestir, pentear, pôr perfume: "Quero a mãe!" Às vezes tenho de ser eu. E faço-o, claro. Mas o resultado final - uma má conjugação entre roupas que não condizem, um despenteado esquisito e um evitável berro, não me permitem competir com a minha mulher pelo gozo do programa. Mas também não quero. Ela é melhor. Além de muito mais jeito, ela tem para tudo isto a paciência que eu não tenho: a paciência de mãe.

Eu tenho para outras coisas (jeito e paciência). Para umas ela também tem. Para outras não: ainda que eles acabem sempre por cair, sou melhor a fazer cavalinho com a perna quando estou sentado no sofá. Até porque tem de se fazer bastante força, algo que os pais, naturalmente, têm mais que as mães. O nosso caso não é excepção.

É assim lá em casa: no quarto que têm para os dois, o esforço que eu tento fazer quando brinco às bonecas com a Martinha (quando chega à parte de lhes vestir a roupa dela, sou eu que chamo a mãe!), é o esforço que a minha mulher faz quando joga à bola com o Zé Maria. Os legos agradam aos 2… aos 4, na verdade! Aí o nosso esforço não é um, são dois: tentar de cada vez educá-los para que aprendam que têm de arrumar e depois de desistirmos, arrumar-mo-los nós.

Quanto ao sorriso... felizmente, nunca tive direito ao sorriso que o Zé Maria faz à mãe, e só à mãe, quando a vê pela primeira vez em cada manhã. Registe-se que gosta de ver o pai, mas a mãe...

domingo, 9 de junho de 2013

A liturgia, o fresco que foi descoberto - Cardeal Ratzinger

Podia dizer-se que, em 1918, a liturgia se assemelhava em muito a um fresco que, apesar de intacto, estava coberto por reboco. No missal, segundo o qual o Padre celebrava a Liturgia, a sua forma nascida das raízes era de forte presença: para os fieis, contudo, ela estava oculta sob formas e instruções de oração privadas. Através do movimento litúrgico e, definitivamente, após o Concílio Vaticano II, o fresco foi posto a descoberto e, por um instante, ficámos fascinados pela sua beleza, pelas suas cores e formas. 

Porém, entretanto, na sequência de reconstruções e restaurações falhadas e devido a vagas de multidões afluentes, o fresco encontra-se em grande perigo, ameaçado de ser destruído se rapidamente não se diligenciar o necessário para pôr termo a essas influências nocivas. Obviamente não se pode voltar a cobri-lo; recomenda-se porém, um novo respeito ao lidar com ele, uma nova compreensão do seu testemunho e da sua realidade, para que a nova descoberta não se torne o primeiro degrau da definitiva perda. 

in Introdução ao Espírito da Liturgia

sexta-feira, 7 de junho de 2013

Matt Birk says no to Obama


Este senhor chama-se Matt Birk, e é um homem de coragem, recusou cumprimentar Barack Obama por causa disto:

“I would say this, I would say that I have great respect for the office of the Presidency but about five or six weeks ago, our President made a comment in a speech and he said, ‘God bless Planned Parenthood’. Planned Parenthood performs about 330,000 abortions a year. I am Catholic, I am active in the Pro-Life movement and I just felt like I couldn't deal with that. I couldn't endorse that in any way.” 

Matt Birk on why he skipped the teams visit to the Whitehouse.

quinta-feira, 6 de junho de 2013

A virtude da Castidade - S. Josemaria Escrivá

Cuidai com esmero da castidade e também das virtudes que a acompanham e a salvaguardam: a modéstia e o pudor. Não olheis com ligeireza as normas, tão eficazes, que nos ajudam a conservarmo-nos dignos do olhar de Deus: a guarda atenta dos sentidos e do coração; a valentia de ser cobarde para fugir das tentações; a frequência dos sacramentos, especialmente da Confissão sacramental; a sinceridade total na direcção espiritual pessoal; a dor, a contrição e a reparação depois das faltas. E tudo isto ungido com uma terna devoção a Nossa Senhora, de modo que ela nos obtenha de Deus o dom de uma vida limpa e santa. 

Amigos de Deus, 185

Querido João

Querido João,

Cada uma das nossas famílias adoptou crianças como tu, a quem tentamos dar o melhor para que cresçam felizes. Estamos preocupados: é que há muitos casais que querem ser o pai e a mãe que tu não tens e precisas, mas agora parece que, mais que acelerar as adopções, importa poderes vir a ter dois pais ou duas mães. Dizes que não faz sentido? Pois não, mas há adultos que dizem que é um direito dos pares homossexuais. E tu perguntas onde é que está o teu superior interesse, e perguntas bem.

De facto, o legislador, que é quem decide estas coisas, deve olhar primeiro para o teu interesse e é por isso que existe a adopção: para servir crianças como tu, oferecendo um vinculo e um ambiente semelhante ao da filiação natural. Isto chama-se família, com um pai e uma mãe que se complementam. Se possível, com irmãos. Os poucos estudos que dizem o contrário são duvidosos, apesar de darem muito jeito a alguns.

Se fores adoptado por dois pais ou duas mães, iria faltar-te um dos modelos (masculino ou feminino) que tanto enriquece em tons e contrastes o teu caminho. Seria, no mínimo, uma experiência arriscada feita num laboratório social, só que desta vez o ratinho és tu. Ora, se todos podemos impedir isso e escolher o melhor para ti: porque hesitamos?

Certamente ouviste-os dizer que a tal co-adopção não tem nada a ver contigo e é "só" para regularizar alguns casos reais (por sinal, facilmente regularizáveis retocando um artigo do Código Civil), mas esse “só” já escancara as portas à adopção por pares homossexuais de crianças como tu, objectivo – frouxamente desmentido - de quem fez esta lei.

Alguns alegam que esta proposta de lei combate uma discriminação, mas na adopção já se excluem (será que temos de dizer "discriminam"?), e bem, os casais muito velhos e muito novos e outros que, por uma razão ou outra, são declarados como não tendo capacidade para adoptar. Discriminação "à séria" é a sofrida por casais nossos conhecidos a quem impediram de adoptar só porque um deles ficou desempregado durante o processo ou porque os técnicos acharam o quarto para a criança demasiado pequeno… E esta?

Mas a maior discriminação é a que alguns pretendem com isto, mesmo que o não digam tão cruamente: que não voltes a ter pai e mãe, ao contrário das outras crianças. Mesmo a adopção "mono-parental" ou singular, sendo imperfeita, não se lhe compara, porque, o pai ou a mãe ainda podem vir a casar e, mesmo que o não façam, não confundirão a representação que tens do pai ou da mãe em falta. Por falar em discriminação, será que um dia não vão deixar-nos ter filhos biológicos porque os pares homossexuais também não os podem ter entre eles sem recorrer a terceiros?

Esperamos que esta carta ajude a garantir que tenhas lugar numa família como as nossas, feita também de insuficiências, mas que é o espaço que te dá a melhor oportunidade para preencher o teu coração carregado de promessas.

Um beijinho grande.

por Adelaide e Manuel L Monteiro; Carmo e Rui Diniz; Margarida e Miguel M Guimarães; Maria e Filipe Núncio; Patricia e Pedro M Rodrigues; Rita e Henrique Garcia; Sofia e Pedro Fragoso.

Frase do dia

"What a sensation it would cause if we were to read one day in the newspapers that the remedy for death was discovered. Ever since man has been on this earth, he has been looking for this remedy.... Yet the Church proclaims that this remedy has in fact been found. Death has been overcome - Jesus Christ has risen and will die no more.... Victory is with the Son, the living Christ. The more perfectly we follow his way, the more complete will be the victory in this world of his saving power over death." 

Benedict XVI (in Benedictus, p.51)

segunda-feira, 3 de junho de 2013

Frase do dia

"O confessionário não é nem uma 'lavandaria' que lava os pecados, nem um 'momento de tortura' onde se infligem pauladas. A confissão é um encontro com Jesus, onde sentimos de perto a sua ternura. Mas é preciso aproximar-se sem truques ou meias-verdades, com mansidão e alegria, confiantes e armados com essa 'bendita vergonha', 'a virtude da humildade' que nos faz reconhecer como pecadores." 

Papa Francisco

Correcção Fraterna - D. Javier Echevarría

Graças a Deus, nesta porção da Igreja que é a Prelatura do Opus Dei – não porque nos consideremos melhores – ama-se e vive-se esta prática tão evangélica. O nosso Fundador, com uma luz especial de Deus, que o levava a aprofundar nalguns ensinamentos da Sagrada Escritura, praticou-a pessoalmente e ensinou-a a outros, desde o princípio. Dizia que tem tradição evangélica [1], e acrescentava que é sempre uma prova de afecto sobrenatural e de confiança, que, além disso, nos faz saborear o gosto da primitiva cristandade [2].

[1] S. Josemaria, Forja, n. 566. [2] S. Josemaria, Novembro de 1964.

sábado, 1 de junho de 2013

Prós e Contras - Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada


O “Prós e Contras” é um bom espectáculo. O último, sobre a co-adopção, até me lembrou o circo romano, onde os cristãos eram lançados às feras. Hoje não é possível fazê-lo, não porque a dignidade humana ou a liberdade religiosa o impeçam, mas porque os sacrossantos direitos dos animais o não permitem: um católico é muito indigesto para os estômagos delicados dos bichos, que requerem alimentos mais ricos em proteínas. Aliás, já os inimigos das touradas o são em nome dessas bestas e não, como seria lógico, dos seres humanos que as enfrentam, às vezes com funestos resultados.

É bizarra a ideia de que um tema fracturante pode ser resolvido num duelo entre duas equipas, a favor e contra, no palco, contando cada uma com a sua ululante massa de apoiantes na plateia. Parece-se com os jogos de futebol e as respectivas claques, tipo “diabos vermelhos” e “dragões azuis”, embora a bola seja uma ciência reservada aos profissionais, que a exercem em catedrais, onde são sagrados campeões. A vida, o casamento, a família, a adopção, etc., são temas menores, meros objectos da diversão televisiva.

Seguindo esta fórmula de sucesso, aqui ficam sugestões para novos programas: a criminalidade, com uma plateia composta por polícias e ladrões, separados por um cordão de guardas prisionais; a droga, dando metade dos lugares aos toxicodependentes, cuja experiência com alucinogénios é de grande interesse público; a democracia, a ser negada por um nacional-socialista e por um comunista, numa sala irmãmente partilhada por nazis e adeptos da ditadura do proletariado, de um lado, e democratas, do outro; e muitos mais, até porque the show must go on!

Ave, Fátima, morituri te salutant!
in ionline