Há duas possibilidades face ao seu post, Padre João. Ou a Igreja de Cristo com 2000 anos de existência, com duas dezenas de Concilios, milhares de martires, com mais de duas centenas de Papas, milhares e milhares de Santos que a obedeceram à Igreja, errou e excomungou o D.Marcel Lefebvre e os demais bispos, padres e fieis que o acompanharam. Ou então, o D.Marcel Lefebvre está certo e a Igreja de Cristo que é governada pelo Vigário de Cristo na Terra está errada. Não estou a criticar o seu post, pois devemos rezar pelos mortos, mas parece-me que o seu post carrega algo mais. Desejo uma comunhão futura! Santa Páscoa.
Outra possibilidade é informar-se mais e melhor...por exemplo, vá ao site de Matt (Remnant News) e veja a notável entrevista feita ao Bispo Schneider sobre o assunto. Tudo a bem de uma comunhão futura. Santa Páscoa!
Caro Anónimo, há uma terceira hipótese: que Mons. Lefebvre tenha sido perseguido por ter feito exactamente o que fez "a Igreja de Cristo com 2000 anos de existência, com duas dezenas de Concilios, milhares de martires, com mais de duas centenas de Papas, milhares e milhares de Santos que a obedeceram à Igreja". Basta estudar um pouco da vida dele e perceber que sempre foi um homem de Igreja, que fez o que o Papa lhe pediu e deste recebeu as maiores honras. De repente, porque foi de repente, uma parte da hierarquia quis mudar as coisas: o que era bom passou a ser mau, o mau passou a ser bom. E aí está realmente o problema. Fazer um raciocínio simplista de obediência/desobediência sem quere abordar o que realmente está em causa (a defesa da Fé Católica) não é honesto.
" que fez o que o Papa lhe pediu e deste recebeu as maiores honras." Este comentário é falso, é necessário irmos aos factos. Houve diálogo com S.Paulo VI e depois com S.João Paulo II. Com S.João Paulo II houve a decisão do próprio Papa, Sucessor do Apóstolo Pedro, que não haveria ordenações na Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que foram marcadas sem a autorização do Vigário de Cristo! Percebi que existe um erro enorme na sua afirmação, muito presente na ideologia do séc XXI, "raciocínio simplista de obediência/desobediência sem quere abordar o que realmente está em causa", este comentário demonstra que a obediência está colocada sobre o sujeito que obedece, se assim formos pensar a obediência será sempre mutável, pois está sujeita à minha intrepretação...
O argumento que tenta colocar Mons. Lefebvre como vítima de uma Igreja que “de repente mudou tudo” não resiste a uma análise histórica séria.
Primeiro, o Concílio Vaticano II não foi uma rutura arbitrária, nem uma invenção de “uma parte da hierarquia”. Foi um concílio ecuménico legítimo, convocado por um Papa e confirmado pelos seus sucessores, isto é, um ato da própria Igreja no exercício da sua autoridade.
Segundo, Lefebvre não foi condenado por “defender a fé”, mas por um ato concreto e grave de desobediência: a sagração de bispos sem mandato pontifício em 1988. Esse ato levou à sua excomunhão declarada por João Paulo II. Isto não é interpretação, é um facto jurídico dentro da Igreja.
Terceiro, a ideia de que “o que era bom passou a ser mau e o mau passou a ser bom” é uma simplificação retórica, não uma descrição histórica. As reformas pós-conciliares podem ser debatidas, criticadas ou mal aplicadas em certos contextos, mas isso é muito diferente de afirmar que a Igreja abandonou a fé.
A Igreja sempre teve desenvolvimento ao longo dos séculos: liturgia, disciplina, linguagem teológica, tudo isso evoluiu. Dizer que qualquer mudança é traição à tradição é ignorar completamente como a própria tradição funciona.
Por fim, a falsa alternativa “ou a Igreja errou ou Lefebvre tinha razão” continua a ser precisamente isso: falsa. A Igreja pode passar por tensões, reformas e até más aplicações práticas, sem deixar de ser a Igreja. E indivíduos, mesmo bispos com grande passado, podem errar gravemente ao colocar-se em rutura com a autoridade legítima.
Portanto, não: não é honesto transformar Lefebvre num mártir da tradição contra uma Igreja que teria “perdido o rumo”. Historicamente, o que aconteceu foi mais simples e mais sério: um bispo que, convencido de que estava certo, tomou uma decisão contra a autoridade do Papa e sofreu as consequências disso.
Aqui neste blog só preocupação farisaica de cumprir as regtras e seguir tudo direitinho! Onde está a caridade com o proximo?Só querem saber se as vestes estão conforme as regras...enfim.porque não falam de como vivem o amor ao proximo?atitudes não conversa farisaica.os fariseus rezavam tudo conforme as leis e pagavam o dizimo mas se esqueciam do proximo
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Há duas possibilidades face ao seu post, Padre João. Ou a Igreja de Cristo com 2000 anos de existência, com duas dezenas de Concilios, milhares de martires, com mais de duas centenas de Papas, milhares e milhares de Santos que a obedeceram à Igreja, errou e excomungou o D.Marcel Lefebvre e os demais bispos, padres e fieis que o acompanharam. Ou então, o D.Marcel Lefebvre está certo e a Igreja de Cristo que é governada pelo Vigário de Cristo na Terra está errada. Não estou a criticar o seu post, pois devemos rezar pelos mortos, mas parece-me que o seu post carrega algo mais. Desejo uma comunhão futura! Santa Páscoa.
ResponderEliminarOutra possibilidade é informar-se mais e melhor...por exemplo, vá ao site de Matt (Remnant News) e veja a notável entrevista feita ao Bispo Schneider sobre o assunto. Tudo a bem de uma comunhão futura. Santa Páscoa!
EliminarCaro Anónimo, há uma terceira hipótese: que Mons. Lefebvre tenha sido perseguido por ter feito exactamente o que fez "a Igreja de Cristo com 2000 anos de existência, com duas dezenas de Concilios, milhares de martires, com mais de duas centenas de Papas, milhares e milhares de Santos que a obedeceram à Igreja". Basta estudar um pouco da vida dele e perceber que sempre foi um homem de Igreja, que fez o que o Papa lhe pediu e deste recebeu as maiores honras. De repente, porque foi de repente, uma parte da hierarquia quis mudar as coisas: o que era bom passou a ser mau, o mau passou a ser bom. E aí está realmente o problema. Fazer um raciocínio simplista de obediência/desobediência sem quere abordar o que realmente está em causa (a defesa da Fé Católica) não é honesto.
ResponderEliminar" que fez o que o Papa lhe pediu e deste recebeu as maiores honras." Este comentário é falso, é necessário irmos aos factos. Houve diálogo com S.Paulo VI e depois com S.João Paulo II. Com S.João Paulo II houve a decisão do próprio Papa, Sucessor do Apóstolo Pedro, que não haveria ordenações na Fraternidade Sacerdotal São Pio X, que foram marcadas sem a autorização do Vigário de Cristo!
EliminarPercebi que existe um erro enorme na sua afirmação, muito presente na ideologia do séc XXI, "raciocínio simplista de obediência/desobediência sem quere abordar o que realmente está em causa", este comentário demonstra que a obediência está colocada sobre o sujeito que obedece, se assim formos pensar a obediência será sempre mutável, pois está sujeita à minha intrepretação...
O argumento que tenta colocar Mons. Lefebvre como vítima de uma Igreja que “de repente mudou tudo” não resiste a uma análise histórica séria.
ResponderEliminarPrimeiro, o Concílio Vaticano II não foi uma rutura arbitrária, nem uma invenção de “uma parte da hierarquia”. Foi um concílio ecuménico legítimo, convocado por um Papa e confirmado pelos seus sucessores, isto é, um ato da própria Igreja no exercício da sua autoridade.
Segundo, Lefebvre não foi condenado por “defender a fé”, mas por um ato concreto e grave de desobediência: a sagração de bispos sem mandato pontifício em 1988. Esse ato levou à sua excomunhão declarada por João Paulo II. Isto não é interpretação, é um facto jurídico dentro da Igreja.
Terceiro, a ideia de que “o que era bom passou a ser mau e o mau passou a ser bom” é uma simplificação retórica, não uma descrição histórica. As reformas pós-conciliares podem ser debatidas, criticadas ou mal aplicadas em certos contextos, mas isso é muito diferente de afirmar que a Igreja abandonou a fé.
A Igreja sempre teve desenvolvimento ao longo dos séculos: liturgia, disciplina, linguagem teológica, tudo isso evoluiu. Dizer que qualquer mudança é traição à tradição é ignorar completamente como a própria tradição funciona.
Por fim, a falsa alternativa “ou a Igreja errou ou Lefebvre tinha razão” continua a ser precisamente isso: falsa. A Igreja pode passar por tensões, reformas e até más aplicações práticas, sem deixar de ser a Igreja. E indivíduos, mesmo bispos com grande passado, podem errar gravemente ao colocar-se em rutura com a autoridade legítima.
Portanto, não: não é honesto transformar Lefebvre num mártir da tradição contra uma Igreja que teria “perdido o rumo”. Historicamente, o que aconteceu foi mais simples e mais sério: um bispo que, convencido de que estava certo, tomou uma decisão contra a autoridade do Papa e sofreu as consequências disso.
Caro Anónimo, deixo aqui a lista das funções que exerceu (com excelência) Mons. Lefebvre:
ResponderEliminar- Missionário da Congregação do Espírito Santo (antes de cargos episcopais).
- Reitor do escolasticado de Mortain em 1945.
- Vigário Apostólico de Dakar em 1947, nomeado por Pio XII.
- Bispo de Dakar após a consagração episcopal em 1947.
- Delegado Apostólico para a África Francesa / África negra francófona e Madagascar em 1948.
- Arcebispo de Dakar em 1955, quando a circunscrição foi elevada a arquidiocese.
- Primeiro Arcebispo Metropolitano de Dakar.
- Assistente ao Trono Pontifício em 1960.
- Membro da Comissão Preparatória Central para o Concílio Vaticano II em 1960.
- Bispo de Tulle em 1962.
- Superior Geral da Congregação do Espírito Santo de 1962 a 1968.
- Fundador da Fraternidade Sacerdotal São Pio X em 1970.
Alguém que nem te coragem de dar a cara quando faz comentários na internet quer dar lições a um homem destes sobre o que é ser católico? Tenha juízo.
Aqui neste blog só preocupação farisaica de cumprir as regtras e seguir tudo direitinho!
ResponderEliminarOnde está a caridade com o proximo?Só querem saber se as vestes estão conforme as regras...enfim.porque não falam de como vivem o amor ao proximo?atitudes não conversa farisaica.os fariseus rezavam tudo conforme as leis e pagavam o dizimo mas se esqueciam do proximo