J. Basquin, s.j.
domingo, 11 de março de 2007
sábado, 10 de março de 2007
sexta-feira, 9 de março de 2007
Oferecimento (Charles Péguy)
Se necessitas de virgens, Senhor,
se necessitas de valentes sob o teu estandarte
aí estão Clara, Teresa, Domingos, Francisco, Inácio…,
aí estão Lourenço, Cecília…
Mas se, por acaso, alguma vez precisares de um preguiçoso
e de um medíocre, de um ou outro ignorante, de um orgulhoso,
de um cobarde, de um ingrato e de um impuro,
de um homem cujo coração esteve fechado e cujo rosto foi duro…,
aqui estou eu.
Quando te faltarem os outros, a mim sempre me terás.
Parabéns atrasados!
Eis-me a vossos pés, ó piedosa Virgem para implorar de Vós a importantíssima graça
da escolha do meu estado.
Outra coisa não quero
senão cumprir perfeitamente a vontade de Vosso Divino Filho,
em todo o tempo da minha vida.
Desejo ardentemente escolher o estado que me há-de deixar mais satisfeito
no momento da minha morte.
Oh, Mãe do Bom Conselho,
fazei que soe aos meus ouvidos
uma voz que afaste toda a dúvida d
a minha mente.
A Vós, que sois a Mãe do meu Salvador,
também cabe ser a mãe da minha salvação.
Porque se Vós, Ó Maria,
não me comunicais um raio do Sol divino,
que luz me há de esclarecer?
Se Vós não me instruís,
ó Mãe da Sabedoria Encarnada,
quem poderá ensinar-me?
Ouvi pois, ó Maria,
as minhas humildes súplicas.
Perplexo e vacilante, dirigi-me Vós,
guiai-me pelo recto caminho
que conduz à vida eterna,
pois que sois Vós a Mãe do belo amor,
do temor, do conhecimento e da santa esperança,
cujas flores produzem frutos de honestidade e honra.
Pai Nosso; Ave Maria; Glória ao Pai.
Já com saudades de vir aqui...
terça-feira, 6 de março de 2007
segunda-feira, 5 de março de 2007
domingo, 4 de março de 2007
5 a 9 de Março: retiro na rádio
D. Manuel Clemente, o novo bispo do Porto, medita sobre S. Lucas entre 5 e 9 de março:
106.6 FM - Rádio Voz de Setúbal www.radio.com.pt
às 00:50; 7:50 e 18:50
102.2 FM - Rádio Pal www.palfm.com
às 11:05 e 20:00
87.6 FM - Rádio RDS www.rds.pt
3:30 (à atenção do nosso Silveira) 11:45 e 20:45
103.9 FM - Rádio Sesimbra www.radio.com.pt
00:30 e 19:45
sexta-feira, 2 de março de 2007
New Study Shows Natural Family Planning Technique More “Effective” Than Contraception

Hoje: dia de Santa Inês de Praga
Foi uma mulher activa e preocupada com os problemas de seu tempo. Dedicou-se de corpo e alma ao serviço dos pobres, fundando para eles um hospital, onde se estabeleceu em pobreza absoluta, renunciando às rendas e vivendo de esmolas e doações.
Incentivou e apoiou os Franciscanos e as Clarissas, para quem fundou dois mosteiros. Santa Clara, a quem devotava grande amizade, chamava-a de "metade de minha alma". Ingressou, mais tarde, no convento das Clarissas, por ela própria fundado, onde foi nomeada abadessa.
Morreu no dia 2 de Março de 1282 em Praga, onde nasceu.
(fonte: EAQ)
quinta-feira, 1 de março de 2007
quarta-feira, 28 de fevereiro de 2007
E agora, Cavaco Silva?
Após o referendo, o presidente falou a todos e pediu que a nova lei não se esquecesse dos 7.8 milhões de portugueses que não apoiaram expressamente esta despenalização – que, como disse Alberto Martins do PS, no pós-dia 11/2 (os espanhóis têm o 11/3, já temos uma data algo parecida no calendário no que toca terror; pelo menos nisto e no futebol não lhes ficamos atrás) afinal a questão não é a despenalização do aborto (D-E-S-P-E-N-A-L-I-Z-AÇ-Ã-O-!-!-! como nos tentaram fazer crer) mas um direito inalienável da mulher e por isso não haverá naturalmente aconselhamentos obrigatórios, à revelia do que foi o mandato popular (devo ter olhado mal para o boletim de voto, mas a acreditar neste senhor Martins, onde estava "despenalização da" deveria ler-se "aconselhamento da").
Trotski, Stalin, Cunhal e outros ícones do século XXI à Professor Doutor Louçã não fariam melhor.
Creio estarem lançadas as bases para uma nova consulta popular, mas desta feita apenas e só ao nosso presidente da república:
"Se o PS não lhe ligou pevide, o Sr. Presidente vai ligar ao que eles fizeram?"
terça-feira, 27 de fevereiro de 2007
Embora seja noite (S.João da Cruz)Bem eu sei a fonte que mana e corre,
Embora seja noite.
Aquela eterna fonte não a vê ninguém
E bem sei onde é e donde vem, Embora seja noite.
Não sei a fonte dela, que não há,
Mas sei que toda a fonte vem de lá, Embora seja noite.
Não pode haver, eu sei, coisa tão bela
E céus e terra beleza bebem dela, Embora seja noite.
Porque não pode ali o fundo achar,
Eu sei que ninguém a pode atravessar, Embora seja noite.
A claridade sua não escurece
E sei que toda a luz dela amanhece, Embora seja noite.
Tão caudalosas são suas correntes
Que regam céus, infernos e as gentes, Embora seja noite.
E desta fonte nasce uma corrente
E bem sei eu que é forte e omnipotente, Embora seja noite.
E das duas a corrente que procede
Sei que nenhuma delas a precede, Embora seja noite.
E esta eterna fonte está escondida
Em este vivo pão a dar-nos vida, Embora seja noite. .
Aqui está a chamar as criaturas
Que bebem desta água, e às escuras, Porque é de noite.
Esta viva fonte que desejo,
Em este pão de vida, aí a vejo; Embora de noite.
segunda-feira, 26 de fevereiro de 2007
toquesdeDeus.blogspot.com
domingo, 25 de fevereiro de 2007
sábado, 24 de fevereiro de 2007
sexta-feira, 23 de fevereiro de 2007
Qual o jejum que agrada ao Senhor?
Quaresma: tempo de sacrifício
quinta-feira, 22 de fevereiro de 2007
"Arrependei-vos e acreditai no Evangelho"
quarta-feira, 21 de fevereiro de 2007
Cinzas
Quaresma olé
Os tempos penitenciais
A penitência é uma expressão muito significativa da união dos cristãos ao mistério da Cruz de Cristo. Por isso, a Quaresma, enquanto primeiro tempo da celebração anual da Páscoa, e a sexta-feira, enquanto dia da morte do Senhor, sugerem naturalmente a prática da penitência.
Jejum e abstinência
Na disciplina tradicional da Igreja, a concretização do jejum fazia-se limitando a alimentação diária a uma refeição, embora não se excluísse que se pudesse tomar alimentos ligeiros às horas das outras refeições.
Ainda que convenha manter-se esta forma tradicional de jejuar, contudo os fiéis poderão cumprir o preceito do jejum privando-se de uma quantidade ou qualidade de alimentos ou bebidas que constituam verdadeira privação ou penitência.
A abstinência, por sua vez, consiste na escolha de uma alimentação simples e pobre. A sua concretização na disciplina tradicional da Igreja era a abstenção de carne. Será muito aconselhável manter-se esta forma de abstinência, particularmente nas sextas-feiras da Quaresma. Mas poderá ser substituída pela privação de outros alimentos e bebidas, sobretudo mais requintados e dispendiosos ou da especial preferência de cada um.
Contudo, devido à evolução das condições sociais e do género de alimentação, aquela concretização pode não bastar para praticar a abstinência como acto penitencial. Lembrem-se os fiéis de que o essencial do espírito de abstinência é o que dizemos acima, ou seja, a escolha de uma alimentação simples e pobre e a renúncia ao luxo e ao esbanjamento. Só assim a abstinência será privação e se revestirá de carácter penitencial.
Determinações relativas ao jejum e à abstinência
- O jejum e a abstinência são obrigatórios em Quarta-feira de Cinzas e em Sexta-feira Santa.
- A abstinência é obrigatória, no decurso do ano, em todas as sextas-feiras que não coincidam com algum dia enumerado entre as solenidades. Esta forma de penitência reveste-se, no entanto, de significado especial nas sextas-feiras da Quaresma.
- O preceito da abstinência obriga os fiéis a partir dos 14 anos completos.
- O preceito do jejum obriga os fiéis que tenham feito 18 anos até terem completado os 59.
- Aos que tiverem menos de 14 anos, deverão os pastores de almas e os pais procurar atentamente formá-los no verdadeiro sentido da penitência, sugerindo-lhes outros modos de a exprimirem.
- As presentes determinações sobre o jejum e a abstinência apenas se aplicam em condições normais de saúde, estando os doentes, por conseguinte, dispensados da sua observância.
Determinações relativas a outras penitências
- Nas sextas-feiras poderão os fiéis cumprir o preceito penitencial, quer fazendo penitência como acima ficou dito, quer escolhendo formas de penitência reconhecidas pela tradição, tais como a oração e a esmola, ou mesmo optar por outras formas, de escolha pessoal, como, por exemplo, privar-se de fumar, de algum espectáculo, etc.
- No que respeita à oração, poderão cumprir o preceito penitencial através de exercícios de oração mais prolongados e generosos, tais como: o exercício da via-sacra, a recitação do rosário, a recitação de Laudes e Vésperas da Liturgia das Horas, a participação na Santa Eucaristia, uma leitura prolongada da Sagrada Escritura.
- No que respeita à esmola, poderão cumprir o preceito penitencial através da partilha de bens materiais. Esta partilha deve ser proporcional às posses de cada um e deve significar uma verdadeira renúncia a algo do que se tem ou a gastos dispensáveis ou supérfluos.
- Os cristãos que escolherem como forma de cumprimento do preceito da penitência uma participação pecuniária orientarão o seu contributo penitencial para uma finalidade determinada, a indicar pelo Bispo diocesano.
- Os cristãos depositarão o seu contributo penitencial em lugar devidamente identificado em cada igreja ou capela, ou através da Cúria diocesana. Na Quaresma, todavia, em vez desta modalidade ou concomitantemente com ela, o contributo poderá ser entregue no ofertório da Missa dominical, em dia para o efeito fixado.
As formas de penitência não se excluem mas completem-se mutuamente
- É aconselhável que, no cumprimento do preceito penitencial, os cristãos não se limitem a uma só forma de penitência, mas antes as pratiquem todas, pois o jejum, a oração e a esmola completam-se mutuamente, em ordem à caridade. (Normas publicadas com data de 28 de Janeiro de 1985).
domingo, 18 de fevereiro de 2007
É Carnaval, ninguém leva a mal
quarta-feira, 14 de fevereiro de 2007
Duarte Vilar dixit
segunda-feira, 12 de fevereiro de 2007
nobre povo
Parece que a nossa história acaba aqui. Claro que não, mas não deixa de ser uma grande seca para este povo o que ontem sucedeu. Poderíamos ter feito parte de uma das gerações fantásticas que foram construindo este país desde os tempos em que ele nem sequer existia. Isto do aborto, obviamente não é invenção portuguesa, mas não nos livramos de sofrer com ele. São os tais erros espalhados pela Rússia que NSF bem alertou e que, paradoxalmente, entraram no mundo ocidental pela porta do mais forte oponente do bloco soviético. Já antes, Lenine se encarregara de trazer essa novidade ao mundo, como que não satisfeito com os passos que se davam na abolição da escravatura (Nação Valente) e outros males.
Álvaro Cunhal em 1940 já colocava esta erva daninha neste nosso jardim atlântico. Felizmente Deus não dorme e deu-nos muitos anos para nos prepararmos para este mal da Rússia comunista, que foi copiado, julgado pela Alemanha de Hitler e mais tarde punido nos julgamentos de Nuremberga.
Tivemos anos e anos para nos prepararmos, mas sem vontade política tudo se torna mais difícil. Ainda assim, por obra e graça do ES foi-nos concedida uma dilação de 9 anos para dotarmos o país de espaços físicos e de gente capaz de evitar a inevitabilidade do aborto liberal. Foi bom voltar a ver as igrejas cheias sem ser pela missa de domingo. Provavelmente, desde o tempo das guerras que isto não sucedia. Estas sementes darão os seus frutos quando chegar a primavera de Portugal.
Hoje é o primeiro dia do resto deste país. Não nos entristeçamos nem nos lamentemos, pois o Bom Combate pela Reconquista já começou.
Portugal perdeu: a terra tremeu
quinta-feira, 8 de fevereiro de 2007
Fim de campanha: NÃO, OBRIGADA!
Dia 8:
Desde as 9h30 até às 13h00 na praça do comércio a distribuir panfletos - Vamos ter um camião com um ecrã gigante a passar várias coisas. É preciso ajuda!!!!
Às 14h00 passamos para a praça da figueira - Vai estar presente a comunicação social e vários VIP's pelo NÃO. É preciso ajuda!!!!
Às 21h00 vai realizar-se o Mega Encontro VOTA NÃO! no coliseu. Serão distribuidos bilhetes à entrada. É senza e vai ser o máximo! É preciso encher o coliseu!!!!
Dia 9:
Panfletagem de manhã e à tarde (ainda estamos a ver o melhor lugar...)
Comício final de campanha em Braga, com a presença de inúmeros notáveis da política, da cultura, do desporto, etc.
Estamos a organizar um autocarro - Ponto de encontro: 16h00 à frente dos Jerónimos.
Preço 10€. Inscrições com o João Silveira.
É preciso ajuda!
A cultura da VIDA tem de continuar em Portugal!
Não podemos baixar os braços!
DIA 11 VAMOS TODOS VOTAR NÃO!!!
quarta-feira, 7 de fevereiro de 2007
Vigília de oração
domingo, 4 de fevereiro de 2007
sábado, 3 de fevereiro de 2007
quinta-feira, 1 de fevereiro de 2007
Jantar "Mulheres pelo não"
Dia: 4 de Fevereiro, próximo Domingo -
Preço: €15/pessoa
Hora: 19.30
Confirmadas presenças: Laurinda Alves, Maria do Rosário Carneiro, Matilde Sousa Franco, entre outras ...
Pede-se urgente mobilização de todas(os), quando estaremos a menos de uma semana do referendo. Não é fácil reunir 400 mulheres num jantar, quando se verifica pouca mobilização por causas. Mas estamos certos que esta justifica o nosso empenho.
P.F. confirmar (para nos sossegar...):e.mail de confirmação: contacto@independentespelonao.org (Filipe Anacoreta Correia)
terça-feira, 30 de janeiro de 2007
legalização, descriminalização, despenalização: o referendo é sobre quê?
o que o referendo quer saber é se desejamos que se torne mais fácil fazer um aborto do que tirar a carta de condução.
para conduzir = maior de idade + licença de condução obtida em estabelecimento legalmente autorizado - pagas tu;
para abortar = menor de dez semanas + intervenção efectuada em estabelecimento legalmente autorizado + Estado paga.
O preço até é capaz de ser o mesmo (não sei o preço da carta hoje em dia); a diferença é que na primeira hipótese paga o próprio, na segunda paga o Estado.
De facto, a condução não está liberalizada; Mas vai ser mais fácil abortar do que tirar a carta.
domingo, 28 de janeiro de 2007
CBS News Poll: Majority of Americans Want Abortion Illegal, Restrictions
The poll was conducted from January 18-21 and it surveyed 1,168 adults nationwide.
The survey asked respondents to give their "personal feeling" about abortion and asked them whether they wanted abortion to be always permitted, subject to greater restrictions, allowed only in cases of rape, incest or saving the life of the mother, or only allowed to save the life of the mother.
CBS News did not ask respondents whether they thought abortion should never be allowed, although it tabulated the results of those who volunteered that answer.
According to the CBS News poll, 47 percent of Americans want to prohibit all or most abortions and 16 percent want them to be greatly restricted.
About 30 percent of those polled want to limit abortions to the very rare cases of rape, incest or life of the mother and another 12 percent want abortions allowed only in when the pregnancy threatens the mother's life. Another 5 percent said abortions should always be illegal.
Just 31 percent of the public wants to permit abortion in all cases.
The results are similar to a CBS News poll last January that found 51 percent want all or most abortions illegal and just 29 percent wanting them allowed in all cases.
Commenting on the survey results, Ramesh Ponnuru of National Reviews says "The good news for pro-lifers is that in the latest poll 47 percent of the public says that abortion should be generally banned."
"The bad news is that there seems to be a bit of a leftward trend," Ponnuru said. He pointed out that the pro-abortion totals have risen slightly in the last year while the pro-life totals have declined slightly.
However, other recent polls have shown that Americans are moving in a pro-life direction.
A November Newsweek poll found the number of pro-life Americans rose 5 percent while the number of Americans who support abortion fell four percent compared to a previous poll it conducted in 2005.
A March Zogby poll also found that Americans support limits on abortion by wide margins.
It showed 69 percent of voters agree with prohibiting federal taxpayer funds from being used to pay for abortions, 69 percent support parental notification for girls 16 or younger and by a 55 percent for girls 18 and younger.
Zogby found 56 percent of Americans back a 24-hour waiting period on abortion, 64 percent would charge criminals with a second crime for killing or injuring an unborn child in the course of an attack on a pregnant woman, and 69 percent don't want their tax money to pay for abortions or promoting abortion in other nations.
quarta-feira, 24 de janeiro de 2007
Ando distraído...
terça-feira, 23 de janeiro de 2007
música dedicada à nocas
Franco Zeffirelli
«Eu sei bem - explicava - o que significa nascer contra o desejo dos outros, porque sou filho ilegítimo. O meu nascimento foi um escândalo. A minha mãe, que era modista, perdeu toda a clientela que tinha na alta sociedade florentina. E desde o princípio teve que ultrapassar milhares de obstáculos para que eu pudesse nascer. Até a sua mãe, minha avó, queria que abortasse. Diziam que eu estaria condenado ao ostracismo. No entanto, ela negou-se rotundamente a abortar.
Passei a infância em situações difíceis, mas sempre fui amado, e isto, sim, influenciou-me. A minha mãe perdeu os seus clientes, mas dizia que não se importava nada.
Eu sou uma espécie de aborto frustrado. Estou no mundo um pouco por acaso. Talvez seja por isso que aprecie mais o milagre da vida».
(Alfonso Aguilló)
segunda-feira, 22 de janeiro de 2007
domingo, 21 de janeiro de 2007
O mundo às avessas
quinta-feira, 18 de janeiro de 2007
Sentença Proferida em 23/02/1990 pelo Tribunal de Coruche
Destruição de três pinheiros mansos que suportavam cerca de 27 ninhos de cegonha branca, dos quais 23 com ovos por eles distribuídos, Maria da Graça Cunha foi condenada pela autoria de um
crime:
previsto no artº 18º nº 1 al. a) da Lei nº 30/86, de 27.8 e punível pelo artº 31º nº 8 do mesmo diploma legal, infringindo dessa forma, igualmente, a Directiva 79/409/CEE, de 2.4.79 (actualizada pela Directiva 85/411/CEE, de 25/6/85) e a Convenção de Berna relativa à conservação da vida selvagem e dos "habitats" naturais da Europa (aprovada para ratificação pelo DL 95/81, de 23.7),
na pena de:
oitenta dias de prisão, substituídos por igual tempo de multa à taxa diária de mil escudos, e de cinquenta dias de multa à mesma taxa diária, ou seja, na multa única de cento e trinta mil escudos, em alternativa de 87 (oitenta e sete) dias de prisão.
e ainda
condena-se a arguida a reconstituir a situação que existia anteriormente mediante a construção de dois suportes artificiais para colocação de estruturas adequadas a substituir ninhos de cegonhas brancas (...).Conclusão: a pergunta do referendo deveria ser "concorda com a despenalização da interrupção voluntária da gravidez de uma cegonha, se realizada até às 10 semanas a pedido da mulher ou da própria cegonha, com o auxílio de um técnico legalmente autorizado?"
sábado, 13 de janeiro de 2007
Aborto: a lei vigente
Evitar perigo de morte ou grave e duradoura lesão materna - até às 12 semanas
Nascituro incurável ou com doença grave ou malformação congénita - até às 24 semanas
Fetos inviáveis - a todo o tempo
Violação - até 16 semanas
Neste referendo, o que está em causa não é a despenalização do aborto, mas a sua liberalização até às 10 semanas.
Alterar a lei para quê?
sexta-feira, 12 de janeiro de 2007
Balbúrdia no Oeste
Se o Referendo fosse hoje, como votava?
Sim - 60,1
Não - 28,7
Não votava - 10,1
É bom relembrar que a pergunta que vai ser feita a todos os eleitores mereceu discórdia de praticamente metade dos juízes do Tribunal Constitucional, onde apenas foi aprovada por um voto de diferença. Esta posição não esteve ligada à posição ante o aborto, mas sim à incorrecção da pergunta, que pode induzir em erro.
O mesmo estudo que dá os resultados que acima coloquei, formulou outra pergunta aos inquiridos:
Na situação de uma Mãe que não deseja ter um filho, o aborto devia ou não ser autorizado?
Não - 45
Sim - 43
NS/NR - 12
Este trabalho demonstra ainda que a larga maioria dos portugueses, acima dos 80%, concorda com o aborto em caso de risco vida da mãe, feto com deficiências, violação. O problema é que parece que ninguém se dá conta que nestas situações a actual lei já permite o aborto muito para lá das dez semanas.
Conclusão: falta MESMO esclarecer o Oeste da Europa.
A nossa missão: Ir à procura de quem precisa ser esclarecido.
quinta-feira, 11 de janeiro de 2007
quarta-feira, 10 de janeiro de 2007
Sim ao aborto
2. se vivemos num Estado de Direito é suposto as leis serem cumpridas; logo é uma hipocrisia querer que a lei exista e depois não querer a sua aplicação.
3. Além disso, a Igreja primeiro deixou entender que não ia intervir na campanha mas afinal tem marcado a sua posição sem equívocos.
4. Depois dizem que o aborto já é permitido em caso de violação, de risco de vida da mãe e blá blá, e que por isso não deve ser possível abortar apenas a pedido da mulher. E porque não?
Estes são alguns argumentos a favor do sim que eu hoje ouvi na rádio-telefonia e que claramente têm pés de barro. Estou convencido que alguém que é de forma assumida a favor do sim muito dificilmente irá mudar de opinião apenas com base na demonstração argumentativa. Ao fim ao cabo, a principal convicção de muitos defensores da IVG resume-se mesmo ao "E porque não? Desde que não me chateiem, deixem lá fazer o aborto".
Por este motivo, a maneira de se explicar que o aborto não é positivo será através da demonstração do que até agora foi feito (ex: ajuda berço, pav, mdv, etc). Seria bom ter um elenco completo das instituições que surgiram como resposta a este flagelo.
Pensamento do dia
sábado, 6 de janeiro de 2007
Wszystkiego najlepszego
Aqui em Varsóvia a situação dos católicos não é fácil no momento. A Igreja está a atravessar um período complicado que está a dividir os fiéis. Eu, por outro lado, alegro-me por saber que em Portugal pelo menos neste momento a Igreja une-se, nem que seja só em oração, por uma mesma causa: a defesa da vida!
Como o meu irmão uma vez já referiu, o aborto na Polónia já foi legal. No entanto, devido ao baixo número de abortos realizados nesse período, acabou por se alterar a lei. Por enquanto ainda não sei grandes pormenores, mas vou tentar saber para se divulgar este caso exemplificativo e tentar acabar com certas ideias absurdas que ainda existem na nossa sociedade sobre esta questão.
Beijinhos a todos e continuação de bons resultados, quer no futebol, quer no referendo!!
sexta-feira, 5 de janeiro de 2007
VIVA!
quinta-feira, 4 de janeiro de 2007
Jantar amanhã!
amanhã antes da vigília vai haver jantar.
Quem vem? Sei que vão estar a jogar à bola, mas nem todos...
Confirmados:
Pe. Duarte, Pe. Nuno S P e Pe. Duarte S L ... and many more!
Ponto de encontro às 20h00 na igreja do lumiar.
Avisem-me, sff, para ter uma ideia de quantos somos e resevar o restaurante.
Cheers MacRiana
Entrevista de Fernando Santo (treinador do Benfica) ao jornal A Bola
EM 1994, o padre Luís deu a Fernando Santos um exemplar do livro A Fé Explicada, da autoria do clérigo norte-americano. Leo J. Trese. E a vida do técnico encarnado começou a mudar, aproximando-
Foi nesse curso que lhe deram o crucifixo que o acompanha em todas os momentos. Até durante os jogos de futebol. Foi também nessa altura que lhe disseram «Cristo conta contigo» e Fernando Santos respondeu «pode contar.»
— Que significa paira si a espiritualidade?
— É algo que só se sente. No meu caso sinto a presença do Espírito Santo. Quando dizemos que alguém tem muita espiritualidade, tem a ver com a presença desse espírito, que nos conduz a algo em que acreditamos, que pauta a vida segundo certos e determinados princípios.
— Esse sentimento altera a vida de uma pessoa?
— Claro. E tem a ver com fé, que é algo em que se acredita sem se ver, ao contrário de São Tomé. Para se ter fé é preciso acreditar numa coisa que não se conhece, porque a partir do momento em que é conhecido deixa de ter sentido falar em fé. Mas quando se encontra esse caminho da fé, isso passa a pautar a nossa vida.
— Ter fé é um processo evolutivo, ou pode ser um clique, um instante que tudo muda?
— Ser chamado à fé pode revestir muitas formas. Há uma passagem no Evangelho, que diz que logo pela manhã estavam os trabalhadores sentados numa praça à espera que os chamassem para a labuta e afinal uns eram imediatamente convocados, outros só ao meio-dia, outros à tarde e outros à noite e no fim todos recebiam por igual. Eu interpreto essa passagem como as diferentes vias de chegar à fé. Há quem tenha sido baptizado e nunca tenha andado afastado da igreja, outros só mais tarde é que regressaram aos caminhos da fé e outros ainda só já na idade adulta receberam o baptismo.
— Como foi o seu caso?
— Foi um caso de clique. Como quase todos os miúdos do meu tempo fui baptizado, andei na catequese, fiz a primeira comunhão, fui crismado e depois... desliguei.
Dediquei-me aos estudos, ao futebol e a fé ficou, de algum modo, de lado, embora nunca tenha deixado de agradecer, rezando à noite. Isso fiz sempre. Posso, nesses tempos, ter-me afastado da igreja, mas nunca me afastei de Deus. E a fé precisa de ser alimentada, é, nesse aspecto, como a vida, porque se não comermos nem bebermos acabamos por morrer.
— Mas voltando ao seu caso...
— Ainda antes do clique que senti, costumo dizer que tive um período mais do que ligado à fé, ligado à fezada. Toda a gente sabe do que estou a falar! Quando estamos aflitos ou vamos a igreja, ou vamos a Fátima, ou colocamos uma vela para que o exame corra bem.
É uma facilidade terrível... é dar um chouriço e ficar à espera, em troca, de um porco. Quando entramos no futebol, esta fezada confunde-se amiúde com religião mas é, acima de tudo, superstição: entrar com o pé direito, com o benzer e por aí fora. Mas, neste processo de algum afastamento, nunca abandonei os princípios da igreja apostólica, católica e romana: casei pela igreja, baptizei os meus filhos e coloquei-os em colégios de matriz cristã. Ia sobretudo à igreja quando tinha casamentos e baptizados mas, como tenho cerca de 60 afilhados, posso dizer que fui lá muitas vezes.
— E o clique?
— Aconteceu durante a inauguração da clínica de um amigo meu, o Manuel Pinto Coelho. Estava lá o sacerdote - o padre Luís - que foi realizar a bênção do espaço e no fim pediu-me boleia.
No caminho falámos bastante e quando o ia deixar em casa disse-lhe que um dia gostava de conversar com maior profundidade com ele. Passados uns tempos liguei-lhe e fomos almoçar. Ofereceu-me um livro, A Fé Explicada, de 1959, autoria do padre norte-americano Leo J. Trese, porque já sabia das minhas dúvidas, especialmente aquela ideia que nos colocavam na cabeça na escola de um Deus castigador.
— O livro ajudou-o ?
— A verdade é que li o livro e ajudou-me bastante. Descobri que Deus não só não é castigador como perdoa sempre; e a gravidade daquilo que fazemos depende muito das circunstâncias e da consciência do pecado que está a ser cometido. Outra questão que me metia confusão era a da criação do Universo. Cientificamente está provado que foi através do Big Bang. Mas quem carregou no botão? E aí, para mim, a resposta só pode ser uma: Deus.
— Tudo mudou, a partir dessa conversa e desse livro?
— Comecei a ir à igreja, à eucaristia, dando expressão a uma necessidade de aproximação e entendimento. Aliás, eu sempre fora demasiado racional e queria perceber tudo. Ora, a fé não se percebe, sente-se.
— Esse clique inicial foi aprofundado?
— Sim. No dia em que fui despedido do Estoril, em 1994, um casal amigo, à noite, em minha casa, falou-me de um curso de cristandade, argumentando que se tratava de um retiro durante três dias que poderia ser bom para mim. Primeiro disse que não, mas depois, pensando melhor, porque me sentia em baixo, acabei por aceder.
— Estava mesmo a viver um grande problema?
— Reconheço hoje que aquilo que me parecia um drama pessoal, ter saído, após 20 anos, do Estoril, não tinha esse valor: eu mantinha o meu emprego de engenheiro no Hotel Palácio, a minha mulher era professora, os meus filhos estudavam e o ambiente em minha casa era bom, mas a verdade é que na altura acreditava estar perante um grande problema e três dias de retiro podiam ser interessantes. E lá fui, na expectativa de que me ajudasse a pensar, a organizar ideias, a ter uma nova perspectiva sobre o que queria da vida.
— E o que aconteceu?
— Não deixando de continuar a ser eu, com os meus defeitos e virtudes, a minha vida mudou.
Sem magias ou pozinhos de prilimpimpim, apenas encetando um relacionamento diferente com os outros. E recordando algumas coisas, por exemplo que Deus é Pai, é Filho e é Espírito Santo, que é omnipresente, que Deus está vivo em cada um de nós. Disseram-me «tu és Cristo». «Eu, Cristo?», pensei, mas em todos os baptizados Cristo é continuado.
Houve muitas coisas importantes, muitas revelações naqueles três dias.
— Quer partilhá-las connosco?
— Reflecti sobre o que Cristo disse quando Lhe perguntaram qual era o maior dos Mandamentos inscritos nas Tábuas da Lei: «O primeiro é 'Amai a Deus acima de tudo' e o segundo (q[ue não constava das leis de Moisés) é 'amai os irmãos como a vós mesmos'». Isto para mim foi marcante, esta questão de que todos somos irmãos. Mas o mais importante foi ter passado a acreditar na Ressurreição. Não tenho dúvidas nenhumas de que tudo isto é apenas uma passagem. E nada teria sentido se não fosse.
O que fazemos aqui, porque somos diferentes, porque cumprimos algumas regras morais que ninguém nos ensinou. Eu acredito que a vida, através de Cristo, venceu a morte e que há outra vida para lá da morte.
— Como é?
— Não sei. Mas sei que há. E sei que é aqui, na vida terrena, que escolhemos o caminho que depois vamos trilhar. Aliás, numa das cartas, São Paulo refere-se a este tema de forma lapidar: «Se Cristo não ressuscitou, não há fé». Ser cristão e ser católico é acreditar na Ressurreição de Cristo. Se não acreditar, então deve ser outra coisa qualquer. E há outras religiões monoteístas, que eu respeito, que acreditam que há vida depois da morte, mas obedecem a parâmetros diferentes.
Mas nesta matéria, eu até respeito aqueles que não acreditam em nada. Porém, eu já coloquei esta. questão a um amigo meu que é ateu: «Se Deus, de facto, não existe, para quê negá-lo?»
— O Deus castigador desapareceu?
— Eu não mato só porque, se o fizer, posso ir preso. Não mato porque moralmente é um acto que não devo cometer.
— Como transporta a fé para o futebol?
— Tenho comigo sempre o crucifixo que me acompanha desde 1994. Deram-mo no último dia do curso de cristandade e disseram-me, nesse momento: «Cristo conta contigo.» E eu respondi, «pode contar.» A partir desse dia o crucifixo nunca mais me abandonou para me lembrar que tenho um compromisso com Cristo, que passa, sobretudo, por tentar ser melhor na minha relação com os outros: mais fraterno, mais preocupado, mais solidário.
Porém, este processo tem de começar por mim e não pelos outros. Não quero, de uma só vez, mudar o mundo.
— Só tem de fazer a sua parte...
— Exactamente. O grande problema é que há muita gente a querer mudar o mundo e esquece-se de se mudar a si próprio.
— Mas a Igreja, por vezes, não dá os melhores exemplos...
— Pois não. Mas há uma grande diferença entre o que é a doutrina da Igreja de Cristo e os homens que a servem. E isto é válido para outras religiões, porque não conheço nenhuma que não pregue o bem. Posso dizer até que conheço pessoas boas, que vão ter na outra vida um lugar melhor do que o meu e que nunca foram à igreja.
— Assim sendo, vale a pena ir à igreja?
— Claro que sim. Ali há um caminho e se o percorrermos também lá chegaremos.
— Os problemas inter-religiosos são coisas dos homens?
— Obviamente. As várias religiões têm doutrinas e pensamentos diferentes, caminhos também diferentes: para os judeus Cristo foi apenas um profeta e aguardam ainda a vinda do Salvador, para os muçulmanos o Messias foi Maomé... mas a doutrina de todas é uma doutrina de bem.
— Pede ajuda divina para os jogos?
— Antes de fazer o curso de cristandade era capaz de pedir para ganhar um jogo e depois, ganhasse ou perdesse, já não me lembrava mais. Depois tudo mudou. Passei a fazer as minhas orações de manhã, onde entrego o meu dia a Deus, peço-lhe que me ajude no caminho, na minha relação com os outros e à noite volto a rezar, agradeço a Deus e faço uma retrospectiva do que fiz de bem e de mal.
— Então hoje em dia, antes dos jogos, qual é o seu comportamento?
— E como encara os erros de arbitragem que penalizam a sua equipa?
— Os árbitros são homens sujeitos ao erro. Porém, não deixam de ser erros e, como tal, passíveis de crítica, tal como os treinadores, os jogadores ou os jornalistas também podem errar. Agora não tenho o direito de atacar um árbitro, enquanto pessoa, por um erro dentro das quatro linhas.
NA PRIMEIRA LINHA DO «NÃO» NO REFERENDO À INTERRUPÇÃO VOLUNTÁRIA DA GRAVIDEZ
Sou sempre pela vida
Contra o aborto, contra a eutanásia, contra a pena de morte, sempre e sempre pela vida, eis o pensamento que Fernando Santos assume e está pronto a defender publicamente nos agitados dias que se avizinham. Um discurso que só se afasta das posições mais ortodoxas da igreja Católica na questão da contracepção, que defende.
«A vida nasce a partir da concepção e deve ser defendida», diz sem qualquer pretensão persecutória contra as mulheres que abortam.
— É em nome dos princípios que tem estado a enunciar que está a dar a cara pelo «não» no referendo à interrupção voluntária da gravidez?
— Exactamente, da mesma forma que participei no referendo anterior.
— Esta intervenção pública causa-lhe alguns engulhos em termos profissionais?
— Tenho convicções na vida e sempre pautei por elas o meu comportamento. E não tenho a mais pequena intenção de alterar este padrão comportamental. As pessoas têm de me aceitar como sou. E se sou pela vida, não faria sentido outro comportamento.
— Mas continua a haver uma realidade, incontornável, que mostra milhares de mulheres a abortar anualmente, muitas vezes sem quaisquer condições de salubridade. E há anda a questão da penalização...
— No campo do «não», ninguém quer penalizar as mulheres. O que defendemos é a vida e esta começa no momento da concepção. Da mesma forma que, em nome da defesa da vida, ou contra a pena de morte. Mas voltando à questão do aborto, atentem neste exemplo: há um indivíduo que entra num supermercado e rouba. É crime? Claro que sim. Porém, depois vem a saber-se que tem 10 filhos, tinha sido despedido no dia anterior e não tinha comida para lhes dar.
Contínua a ser crime, porém, com muitas atenuantes. E se calhar a pena não passará de um trabalho cívico. Mas o fundamental é resolver a questão social subjacente ao crime.
— A ignorância ainda é um obstáculo?
— Acredito que haja mulheres que tomam essa decisão por não terem estado, antes, suficientemente informadas. Agora dizer-lhe que está tudo bem, que podem interromper a gravidez à vontade, é que não me parece o caminho correcto, é não pensarmos na defesa da vida.
— Não há excepções?
— Haverá, quando for necessário, por razões médicas, optar entre vida do filho e a vida da mãe.
— Mas a Igreja proíbe os contraceptivos e advoga métodos ditos naturais. Concorda?
— Não sou contra o uso dos contraceptivos. Mas na própria Igreja vai existindo alguma abertura em relação a essa questão. Admito que um casal, numa determinada fase da vida, não queira avançar para uma criança. E há tantas formas de resolver, em segurança, essa opção...
— Se alguma vez se vir numa situação desesperada, aceita pedir ajuda para morrer?
— Não, nunca. Eu não pedi ajuda para nascer, também não vou pedir para morrer. O que digo é que no dia em que a morte tiver de chegar que chegue de forma rápida.
Mas se assim não for... quem tem fé acredita que o sofrimento é uma maneira de alcançar outro patamar. Nem aborto, nem eutanásia, nem pena de morte. Não há o direito de tirar a vida a alguém.
— Nem a Saddam Hussein?
— Saddam era aquilo que todos sabemos e creio que não devia fazer parte da nossa sociedade. Mas seria sempre possível encontra-lhe um destino, no cárcere, que evitasse a pena de morte. O mesmo é válido, grosso modo, para os violadores, que me metem um particular asco.
— E se um dos seus filhos fosse vítima de um acto desses, não repensaria essas convicções?
— Acredito no direito à vida. Porém, sou suficientemente humilde para, numa situação dessas, lembrar o provérbio «não digas dessa água nunca beberei.» Mas aí deixa de ser a razão e passa a ser a emoção a falar.
terça-feira, 2 de janeiro de 2007
VIGÍLIA DE ORAÇÃO PELA VIDA
vai haver uma vigília de oração pela vida esta 6ªfeira na igreja de Nossa Senhora do Carmo, no alto do lumiar.
Começa às 23h00 com Missa e acaba às 6hoo de sábado com laudes.
Uma noite inteira de oração!
Senzas, como é? Vamos rezar a noite toda?
Digam-me qualquer coisa, sff.
E já agora divulguem!
Bom ano para todos! Vamos começar o ano a rezar!
MacRiana