domingo, 17 de maio de 2015

Entrevista do Padre Duarte Sousa Lara ao i

Aprendeu com o exorcista oficial do Vaticano. Durante dez anos seguiu-o para toda a parte, em Roma. Desde 2008 faz exorcismos todas as sextas-feiras em Lamego e já lhe passaram pelas mãos mais de 200 casos graves, alguns enviados por psiquiatras

Quando conseguiu encontrar-se com o exorcista oficial de Roma, encheu-se de coragem. “Não me pode ensinar?”, perguntou-lhe. O padre Gabriele Amorth, que é de poucas conversas, olhou-o com estranheza. “Ó rapaz, tu és seminarista. Para te ensinar terias de ser, no mínimo, diácono.” Duarte Sousa Lara, acabado de chegar para estudar Teologia na Universidade de Santa Croce, da Opus Dei, insistiu. “Posso então ir consigo ver um exorcismo?”

Amorth, o mais famoso exorcista do mundo e que atendia 12 casos graves por semana, consentiu. E foi assim que o seminarista se juntou ao grupo de leigos que o acompanhavam e apoiavam nas sessões de expulsão do demónio. Sousa Lara passou a segui-lo para toda a parte. Sete anos depois, tornou-se padre e teve de pedir autorização ao bispo da diocese de Lamego – que o tinha mandado para Roma para se formar – para continuar a acompanhar o exorcista. O bispo concordou e, enquanto dava aulas na universidade e preparava a tese de doutoramento, ajudava Amorth nos exorcismos. Passaram dez anos juntos. “Ele simpatizou comigo, senão não me deixava ficar tanto tempo, mas a verdade é que não me dava muita conversa. Eu era um miúdo que estava ali. De vez em quando, lá explicava uma coisa ou outra, do género ‘agora vamos ter um caso em que toda a família está mal’, e pouco mais”, recorda. 

Em 2008, a diocese pediu-lhe que regressasse a Portugal para trabalhar em três paróquias, mas Sousa Lara queria mesmo era continuar a fazer exorcismos. O bispo aceitou nomeá-lo exorcista oficial da diocese, ainda que com uma condição: teria de assegurar, ao mesmo tempo, o trabalho nas três igrejas que lhe destinara inicialmente.

Nos últimos oito anos, o padre Sousa Lara atendeu, numa casa nas traseiras do Santuário de Lamego, mais de 200 possessões graves – casos em que foram precisas várias sessões de exorcismo. Desses, cerca de 150 já estão resolvidos e 60 continuam a dar trabalho. Todas as semanas recebe mais de 50 pedidos de ajuda, que chegam por carta e email, mas só atende os seis mais graves. No entanto, ninguém fica sem resposta: há uma equipa de ajudantes que contacta todas as pessoas, se inteira dos casos, aconselha soluções e acompanha os progressos. A maioria dos problemas, garante o exorcista, ficam resolvidos com uma simples confissão, idas à missa, comunhão e orações diárias. 

Todas as semanas, Duarte Sousa Lara recebe mais de 50 pedidos de ajuda, por carta e email 
Já os casos graves precisam, sobretudo, de paciência. “Há situações que demoram anos a resolver, mesmo com várias sessões e missas diárias.” Entre cada exorcismo, é preciso fazer trabalho de casa: “Confissão uma vez por mês, comunhão e missa diárias, terço e oração de libertação também todos os dias. Isto é o mínimo que se tem de fazer entre cada sessão e, se as pessoas não cumprirem isto, não continuo os exorcismos”, avisa. 

Quase todas as pessoas que lhe escrevem, desesperadas e com sintomas estranhos, são católicas não praticantes. E a maioria andou em bruxos, adivinhos e videntes. Outras foram vítimas de bruxarias. Para perceber a origem dos distúrbios, o exorcista começa por conversar com os exorcizados. Há quanto tempo começaram os sintomas? Alguma coisa mudou, nessa altura? As respostas não costumam variar: “As pessoas recuam no tempo e percebem que ou se zangaram com alguém ou mudaram de emprego, e isso suscitou inveja, ou se casaram contra a vontade de um sogro ou de uma sogra e, pelo meio, apareceu um sapo com a boca cozida à porta de casa. Ouço destas histórias às dezenas.” 

Os sintomas da possessão Sousa Lara trabalha de perto com um psiquiatra e um psicólogo, com quem discute os casos. E que lhe enviam pacientes que não conseguem tratar. “Pessoas que, mesmo debaixo de medicação fortíssima, continuam a desmaiar ou a ter distúrbios muito graves”, conta. Com o avançar das sessões, os sintomas começam a desaparecer porque o demónio vai enfraquecendo, até decidir ir-se embora.

Os sintomas da influência e da possessão diabólica são, por vezes, difíceis de identificar: distúrbios fisiológicos e psicológicos que a medicina não consegue explicar. Muitas vezes, os possessos começam a adivinhar coisas, falam em línguas estranhas, desmaiam sem ter doenças diagnosticadas, têm alucinações. O demónio, conta Sousa Lara, “age muito sobre os sentidos”. São comuns os casos de pessoas que ouvem estalos e barulhos de noite, vêem vultos, sentem cheiros anormais e têm dores de cabeça persistentes e incapacitantes que não passam com nenhum tipo de medicação. Depois, há os distúrbios ligados à casa: ouvir o som de torneiras abertas sem que haja água a correr, electrodomésticos que se ligam e desligam sozinhos. 

Atende os graves, mas ninguém fica sem resposta. A confissão resolve a maioria dos casos
Nos casos mais graves, os exorcizados entram em transe e não se recordam de nada do que aconteceu ou do que disseram nas sessões. Há quem precise de ser amarrado (Sousa Lara tem uma cama de hospital para as situações mais delicadas) e que, mesmo assim, tenha de ser segurado por várias pessoas. “Ganham uma força inexplicável”, descreve. No exorcismo, é o diabo quem fala pela pessoa. Grita, ameaça, cospe, morde, goza. “Alguns até cantam.” 
Há oito anos, quando começou a fazer os exorcismos, as freiras que vivem na parte de cima do edifício queixaram-se. Aquilo não podia continuar: todos os dias, um aparelho eléctrico diferente rebentava: ora era o microondas, ora a máquina de lavar. Até que o quadro eléctrico da casa pura e simplesmente ardeu. “Fui lá, rezei com elas e nunca mais voltou a haver problemas”, conta o exorcista. 

Sousa Lara garante, aliás, que nunca teve questões de maior com o diabo. “O demónio é como aqueles cães muito pequeninos que ladram muito, mas depois fogem a correr”, garante. Uma vez, num exorcismo, foi ameaçado de morte: “Vou-te fazer cair da mota”, disse-lhe o demónio. Ignorou-o completamente e continuou a andar à vontade pelos montes em redor de Lamego: “Continuei a cair, como já tinha caído antes.” Nenhum católico praticante deve, aliás, ter medo. “O demónio tem muito receio das pessoas que andam com Deus”, garante o exorcista. Talvez por isso, Sousa Lara nunca passou por nenhum episódio digno de filme de terror fora dos exorcismos. “É muito cansativo. Isto suga, consome muitíssimo, como se fosse um desporto violento.”

De beto da Linha a padre Duarte Sousa Lara está prestes a fazer 40 anos e, até aos 20 e poucos, nunca tinha pensado em ser padre. Muito menos imaginava tornar-se exorcista. Era um menino da Linha de Cascais e o mais velho de cinco irmãos de uma família rica. Cresceu no Estoril, ao pé da praia, e quando acabou o curso de Gestão na Universidade Católica, o pai arranjou-lhe um lugar na administração de um grande banco. Por essa altura, pensava casar, queria ter dez filhos e comprar uma quinta com uma pista de motocrosse. 

Nas férias entretinha-se com o bodyboard no Guincho, as namoradas e as motas. E enquanto os irmãos iam para acampamentos católicos, ele fazia-se à estrada rumo ao Alentejo, onde uns tios tinham um monte. 

Desmontava peças da mota, voltava a montá-las, participava em provas de todo-o-terreno e não perdia uma edição da Baja Portalegre. Aos 19 anos, a irmã perguntou-lhe se queria ser animador num acampamento na zona de Santarém. Eram 60 miúdos, com idades entre os 14 e os 16, 15 monitores pouco mais velhos e católicos “à séria”, um padre e alguns casais. Ele também ia à missa todos os domingos, mas os outros tinham uma caminhada “mais forte”: estavam, por exemplo, ligados a movimentos da Igreja. “Percebi que havia pessoas da minha idade para quem a fé era uma coisa muito importante.” Gostou da ideia e até com o padre – que foi de mota para o acampamento – simpatizou. Mas o clique deu-se em Fátima, visita obrigatória no acampamento. A mensagem mariana mexeu com ele: o céu existe, o inferno também, é preciso rezar, muita gente vai para o inferno porque ninguém faz nada e a coisa não está famosa. 

A partir desse Verão, começou a rezar o terço e a ir à missa todos os dias e passou por vários movimentos católicos. Meteu na cabeça que havia de ser santo, mas um santo moderno: havia de casar, ter os dez filhos e comprar a quinta com a pista de motocrosse. Sempre que ganhasse uma prova nas motas – o sonho era aparecer na revista favorita, a “Motojornal” –, falaria ao mundo sobre as coisas de Deus. Seria, portanto, um santo de mota que bebia Coca-Cola, comia gelados Santini e ia à praia do Guincho. Ainda hoje pensa assim: “As pessoas têm uma imagem da santidade um bocado deformada. Pensa-se que ser santo é fazer penitência e rezar muitas horas, mas ser-se santo é amar em tudo o que se faz, a única coisa incompatível com o amor é o pecado. Quem ama não mata, não rouba, não mente. Tudo aquilo que é honesto é matéria--prima para me santificar e eu percebi que Deus precisava e precisa de santos normais no meio do mundo.”

O projecto de vida estava desenhado. Só não contava com o chamamento para o sacerdócio. “Fiquei muito triste quando senti a necessidade desse caminho porque, se eu fosse para padre, não poderia fazer nada do que tinha planeado para a minha vida. Quem é que iria ser santo a ganhar provas de mota? Quem iria ser santo a comer pastéis de Belém e a ir para o Guincho? Eu tinha construído um plano que achava perfeito.” 

Nessa altura, estava a meio do curso de Gestão na Católica e começou a perder horas de sono, até porque a pressão intensificava-se. Quando abria a Bíblia ao acaso, calhava-lhe sempre a passagem do jovem rico – a história, repetida em três evangelhos, do rapaz rico que pergunta o que é preciso para ir para o céu. “Cumprir os mandamentos”, responde-lhe Jesus. “Mas isso eu já faço.” Jesus manda-o, então, desfazer-se todos os bens e segui-lo. Aquilo era um sinal: Duarte Sousa Lara era o jovem rico, mas dos tempos modernos. 

Decidiu que, quando acabasse o curso, experimentaria o seminário durante um ano. Com a esperança e a certeza de que não daria certo. Mas, assim, ficava de consciência tranquila. “Ninguém me podia culpar por não ter tentado: ia para o seminário, eles percebiam que eu não tinha jeito para aquilo, mandavam--me para casa e ficava tudo bem.” À medida que o curso ia chegando ao fim, a vontade de ser padre aumentou e, antes de embarcar para São Paulo, no Brasil, para estagiar num grande banco, já sabia que a carreira não passava por aquilo.

Num dia de anos, véspera de terminar a licenciatura, juntou a família. Na festa, antes de apagar as velas, fez o anúncio: “Amanhã acabo o curso e a seguir vou para o seminário.” O pai respondeu logo que não era nada que não se estivesse já a adivinhar, mas não gostou da ideia. Tinha outros projectos para o filho mais velho e arranjara-lhe até um lugar na administração de um grande banco.

Não demorou muito tempo até que Sousa Lara embarcasse num avião com destino a Roma: não queria estudar teologia em Portugal, porque achava que muitos professores não ensinavam o catecismo católico como ele realmente é. Como bom gestor, foi a Itália fazer um “estudo de mercado” sobre as universidades que havia. Enviado pela diocese de Lamego, acabou na Santa Croce, a universidade da Opus Dei. E um semestre depois de acabar o curso, já estava a dar aulas, ao mesmo tempo que acabava o doutoramento. 

Cartas de um exorcista Três vezes por ano, nas férias da Páscoa, do Natal e no Verão, voltava a Lamego. Sempre que encontrava um caso de perturbação diabólica, tentava resolver o problema, mas o bispo tinha de autorizar os exorcismos um a um, porque Sousa Lara só tinha permissão para exorcizar em Roma. A 20 de Março de 2008, e pouco tempo depois de regressar definitivamente a Portugal, foi nomeado exorcista oficial da diocese de Lamego. Desde então, tem autonomia para fazer os rituais. 

Os pedidos de socorro foram aumentando ao longo dos anos e Lamego passou a receber cada vez mais pessoas desesperadas e vindas de todas as partes do país. Sousa Lara ainda tentou tratar do assunto como mandam as regras: “Com a autorização do meu bispo, escrevia cartas aos bispos das dioceses das pessoas.

Explicava que estavam mal, que precisavam de ajuda e perguntava se seria possível que um padre as acompanhasse, de maneira a não terem de fazer tantos quilómetros até Lamego.” Alguns bispos lidaram mal com o pedido. Houve quem lhe escrevesse de volta a dizer que estava enganado e que as pessoas não precisavam de acompanhamento nenhum. Outros foram-se mesmo queixar ao bispo de Lamego. “Um dia, o meu bispo chamou-me e disse-me: ‘Não escrevas mais directamente aos bispos. Manda as cartas para mim, que eu depois entrego-as.’” 

Apesar de a Igreja Católica continuar a defender, no catecismo, que o inferno e o demónio existem e que a oração do exorcismo é eficaz, muitos padres, especialmente os mais jovens, não acreditam. Por isso, há quem olhe para ele como se fosse um lunático – apesar de o Papa Francisco ter chamado a atenção, nos últimos dois anos, para a importância do combate ao demónio. Apesar de tudo, também houve reacções positivas por parte do clero português. Um bispo, depois de receber uma das cartas, decidiu nomear um exorcista oficial para a sua diocese. 

A luta contra o demónio Os três exorcistas da Igreja portuguesa não têm mãos para tantos casos. E, em Lamego, o excesso de trabalho obriga a uma agenda disciplinada e planeada ao minuto. “Tento ter uma vida equilibrada. À segunda é o meu dia de retiro, à terça estudo para poder pregar, à quarta é o dia do correio e de ler os novos pedidos de ajuda, à quinta faço direcção espiritual e confissões e às sextas são os exorcismos”, conta Sousa Lara. 

Tem fama de austero e acorda todos os dias às seis da manhã. Meia hora depois, já está a rezar. A oração dura até às oito da manhã. Antes do almoço, já está outra vez a rezar o terço – todos os dias reza um rosário (quatro terços). Ao final do dia celebra uma missa e reza as vésperas e, a seguir ao jantar, volta a rezar. Pelo meio, trabalha. A rotina é muito diferente da de alguns padres católicos, que não rezam tanto quanto deveriam. “O nosso equilíbrio espiritual está muito ligado à oração, que é fundamental para a união com Deus. É como num namoro: se dois namorados não se encontram e não falam, a relação não pode ter grande futuro”, explica.

Também ao contrário de muitos padres, Sousa Lara faz questão de andar sempre de batina preta – só a despe para dormir e andar de mota. “As pessoas não sabem, mas é obrigatório os padres andarem sempre identificados. O sacerdócio é um ministério público e temos de estar prontos e disponíveis para receber qualquer pessoa que precise de um padre, a qualquer hora e em qualquer lugar.” Culpa da batina, já confessou pessoas em todo o tipo de sítios. Até no aeroporto, enquanto esperava pelas malas. Até podia andar só com o cabeção, como a esmagadora maioria dos colegas, mas gosta de citar um amigo que uma vez lhe disse, em Roma: “Gosto que se veja à distância que sou padre.” 

Com o sacerdócio e os exorcismos, a quinta, a pista de motocrosse, o casamento e os dez filhos ficaram para trás. Já depois de ser padre, aconteceu-lhe uma espécie de milagre: ganhou a Baja de Portalegre e apareceu em dois números da “Motojornal”, na capa. Falou de Deus, como tinha sonhado em miúdo. 

Rosa Ramos in Jornal i


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sexta-feira, 15 de maio de 2015

Novena ao Espírito Santo

“Quando chegou o dia de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo lugar. De repente, veio do céu um ruído semelhante ao soprar de um impetuoso vendaval, e encheu toda a casa onde se achavam. E apareceram umas como línguas de fogo, que se distribuíram e foram pousar sobre cada um deles. Todos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em outras línguas, conforme o Espírito os impelia que falassem.” (Actos dos Apóstolos 2, 1-4)

O Pentecostes é uma das mais importantes celebrações do calendário cristão, e comemora a descida do Espírito Santo sobre os apóstolos de Jesus Cristo, momento em que eles receberam o dom de falar em diferentes línguas, bem como outros dons que, mais tarde, manifestaram, como, por exemplo, as curas e os milagres realizados.

É também considerada como a data em que se inicia a actuação da Igreja de Jesus, pois, após o Pentecostes, tendo recebido já o Espírito Santo sobre si, os apóstolos iniciaram o seu trabalho buscando a conversão dos homens ao Evangelho e iniciando a divulgação do cristianismo no mundo.


ORAÇÃO INICIAL

Ó Espírito Santíssimo, fogo sagrado que alumiais as almas e abrasais os corações: por misericórdia Vossa, Senhor, a nossa pobre alma Vos deseja, Vos invoca e Vos procura para que a purifiqueis das suas manchas, para que a ilumineis nas suas trevas e lhe comuniqueis os Vossos dons.

Sim, dignai-Vos consagrar a nossa alma com a unção da Vossa graça, para que ela se converta em templo Vosso. Purificai a nossa memória, para que ela sempre recorde os Vossos benefícios; ilustrai o nosso entendimento, para que saiba meditar a Vossa lei; inflamai a nossa vontade, para que ela, respeitosa e dócil, se submeta em tudo à Vossa vontade. E visto que somos tão miseráveis, purificai todos os afectos do nosso coração, para que ele se torne digno dos Vossos dons.

INVOCAÇÕES (Para todos os dias da novena)


Ó, Espírito Santo, concedei-nos o dom do Entendimento, para que, iluminados pela luz celeste da vossa graça, entendamos as sublimes verdades da salvação, a doutrina da santa religião. (Avé-Maria...)

Ó, Espírito Santo, concedei-nos o dom da Sabedoria, a fim de que cada vez mais, amemos as coisas divinas, e, abrasados no vosso amor, busquemos com alegria as coisas do céu a tudo o que é mundano, e nos unamos para sempre a Jesus, sofrendo tudo por seu amor. (Avé-Maria...)

Ó, Espírito Santo, concedei-nos o dom da Ciência, para que conheçamos as nossas misérias e fraquezas, a beleza da virtude e possamos ver claramente as ciladas do demónio, da carne e do mundo, para poder evitá-las. (Avé-Maria...)

Ó, Espírito Santo, concedei-nos o dom do Conselho, tão necessário na vida, para que sempre escolhamos o que mais vos agrada, sigamos em tudo a vossa vontade e com bons e carinhosos conselhos, socorramos os nossos irmãos. (Avé-Maria...)

Ó, Espírito Santo, concedei-nos o dom da Fortaleza, para que desprezemos os respeitos humanos, fujamos do pecado, pratiquemos a justiça com santo fervor e enfrentemos com paciência os desprezos, perseguições e a própria morte, antes que renegar por palavras e por obras a Nosso Senhor Jesus Cristo. (Avé-Maria...)

Ó, Espírito Santo, concedei-nos o dom da Piedade, fazendo-nos amar a Deus com íntimo amor, como nosso Pai; a Maria Santíssima, como nossa Mãe e a todos os homens como nossos irmãos. (Avé-Maria...)

Ó, Espírito Santo, concedei-nos o dom do Temor de Deus para que sempre nos lembremos com reverência e profundo respeito da vossa divina presença e procuremos jamais ofender-vos. (Avé-Maria...)

ORAÇÃO FINAL:

Pelo mistério de Pentecostes, Senhor, santificai a vossa Igreja; irradiai os dons do Espírito Santo sobre o Universo. Continuai, através dos corações dos que crêem, a realizar os prodígios que em vossa misericórdia realizastes desde o início da pregação evangélica. Por Nosso Senhor Jesus Cristo, na unidade do Espírito Santo. (Ave-Maria...)

“Todos os que são conduzidos pelo Espírito de Deus são filhos de Deus. Com efeito, não recebestes um espírito de escravos, para recair no temor, mas recebestes um espírito de filhos adoptivos, pelo qual clamamos: Abba! Pai! O próprio Espírito se une ao nosso espírito para atestar que somos filhos de Deus. E se somos filhos, somos também herdeiros; herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo, pois sofremos com Ele para também com Ele sermos glorificados.” (Carta aos Romanos 8, 14-17)


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Hillary Clinton declara abertamente uma guerra contra a religião


“Os códigos culturais profundamente enraizados, as crenças religiosas e as fobias estruturais precisam mudar. Os governos devem empregar seus recursos coercitivos para redefinir os dogmas religiosos tradicionais.”

Esta declaração ditatorial foi feita pela candidata democrata à presidência dos Estados Unidos, Hillary Clinton, durante uma conferência sobre feminismo no Lincoln Center de Manhattan, conforme publicado pelo jornal espanhol La Gaceta.

A candidata, que defende o reconhecimento do aborto como “um direito da mulher”, afirmou que as objeções de consciência fundamentadas em crenças religiosas estão por trás dadiscriminação de mulheres e homossexuais e, portanto, devem ser eliminadas. “Os direitos devem existir na prática, não só no papel. As leis têm de ser sustentadas com recursos reais”, disse Hillary.

Depois de defender a “saúde sexual e reprodutiva” (eufemismo para aborto) e o financiamento governamental de associações como a Planned Parenthood (a maior rede de clínicas abortistasdos Estados Unidos), Hillary Clinton criticou aqueles que “se erigem como líderes e preferem deixar a Planned Parenthood sem fundos”. Esta não é a primeira vez que a candidata democrata deixa clara a sua guerra particular contra a religião. Em 2011, durante uma conferência em Gênova, a então secretaria de Estado norte-americana declarou que um dos principais problemas sociais é o apelo a convicções religiosas para “limitar os direitos humanos do coletivo LGBT”.

Bill Donohue, representante da Liga Católica dos Estados Unidos, disse que nunca antes um candidato à presidência do país tinha declarado de forma pública e notória uma guerra contra a religião. “Candidatar-se à presidência dos Estados Unidos prometendo usar recursos públicos para acabar com as crenças religiosas é, provavelmente, o slogan progressista mais sincero da história”, ironizou Ed Morrissey no site HotAir.com. “Insinuar que uma nação construída sobre o pilar da liberdade religiosa vai empregar a força do Estado para mudar as práticas religiosas é uma declaração sem precedentes”, resumem os analistas.

in Aleteia


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terça-feira, 12 de maio de 2015

Beato Álvaro del Portillo: Trabalhar para os outros

Dia 12 de Maio - Festa do Beato Álvaro del Portillo


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domingo, 10 de maio de 2015

Cardeal Burke na Marcha pela Vida em Roma

Hoje em Roma decorreu a Marcha pela Vida, juntando mais de 40 mil pessoas que se manifestaram por essa grande causa. Como já vem sendo habitual, o único Cardeal (e o único Bispo) presente foi o Cardeal Raymond Burke, Patrono da Ordem Soberana e Militar de Malta.

Que numa cidade repleta de Bispos exista apenas um que se dê ao trabalho de sair à rua para lutar contra a matança de bebés inocentes é algo que causa estranheza a qualquer católico. O Cardeal Burke não se deixou abalar por isso e percorreu o caminho, sob um sol abrasador, com óptima disposição e falando com centenas de pessoas que se lhe dirigiram.

Uma delas fui eu. Senti-me na obrigação de agradecer a sua presença no meio do povo de Deus. Além de se lembrar do meu nome, o que já de si é impressionante para alguém tão requisitado, lembrava-se perfeitamente do blog Senza.

Antes que eu tivesse tempo de falar do blog, o Cardeal perguntou: E como vai o Senza Pagare? Respondi que vai melhor do que nunca, espero não me ter enganado.

Isto de ter um Cardeal tão ocupado, que mesmo assim se lembra do nosso blog é uma grande responsabilidade. Disse-lhe que iríamos corresponder a essa graça com as nossas orações por ele. 

Rezemos também pelo fim do aborto no mundo inteiro.

João Silveira





  


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Terão alguma coisa contra os Cristãos?


O Ser Supremo

O primeiro título deste artigo era «Ploërmel, Publier, Vendée, Béziers, Villefranche-de-Rouergue, Charleville-Mézières, (mais as outras povoações da França) e o Ser Supremo», mas o título não cabia na página, sobretudo se escrevesse o nome de todas as aldeias francesas. Assim, para poupar papel, ficou só o Ser Supremo.

Em 2006, o russo Zourab Tseretli fez uma escultura do polaco Karol Wojtyla e resolveu oferecê-la à câmara de Ploërmel. O executivo camarário ficou muito agradecido, a população gostou do monumento, mas um juiz raivoso resolveu que a coisa não ficava por ali. A condenação judicial abateu-se há dois dias sobre a povoação de Ploërmel.
O povo de Ploërmel estava todo contente com a sua estátua de João Paulo II;
anteontem, o tribunal de Rennes mandou destrui-la ou escondê-la.

A câmara de Publier colocou uma imagem de Nossa Senhora num parque. O Governador Civil achou que era liberdade a mais e resolveu agir. Para escapar à perseguição, a Câmara desfez-se da imagem por 35.000 € e vendeu também o pequeno pedaço de terreno onde estava a estátua. A fúria do Governador Civil subiu à estratosfera, porque queria que a imagem fosse destruída. A perseguição contra a povoação de Publier subiu de escalão.

Todos os anos, os funcionários do Conselho Regional de Vendée instalavam umas decorações de Natal no edifício, incluindo um pequeno presépio. Um juiz de Nantes decidiu acabar com a tradição e, para o caso de o povo não concordar, decidiu que o Presidente do Conselho Regional devia proibir as decorações de Natal. O Presidente respondeu que não era essa a sua função. Espera-se a todo o momento a condenação judicial.

Na povoação de Béziers também há uma polémica tremenda por causa de um presépio.

Em Villefranche-de-Rouergue, os operários do caminho de ferro mantinham o costume antigo de montar um pequeno presépio, mas um agente cultural espreitou através de uma porta aberta, através do vidro do «guichet» da bilheteira, e descobriu o presépio! Chamou-se a Comissão de Ética da empresa e os Directores foram dialogar com os operários, a fim de eles retirarem livremente o presépio.

Uma aluna foi expulsa de uma escola de Charleville-Mézières por ter usado uma saia demasiado comprida: não só cobria o joelho como chegava quase ao tornozelo! Esse vestido foi considerado como indicação de convicções morais, e talvez até religiosas, o que é proibido pelos actuais responsáveis do Ministério da Educação.

Um bombom para quem adivinhar quem promove estes subsídios a favor da liberdade de pensamento!

Não! Frio! Frigidíssimo!... Tente outra vez. Está muito longe...

Estas pérolas são promovidas pela Federação «Libre Pensée» (Liberdade de Pensamento), que anda nisto há muitos anos, herdeira ideológica dos jacobinos da Revolução Francesa. O seu lema é «Ni Dieu, ni maître, à bas la calotte et vive la sociale!» (Nem Deus, nem mestre, abaixo a tonsura [abaixo os padres] e viva a [revolução] social!».

No dia em que escrevo, a festa do Ser Supremo completaria exactamente 221 anos. Foi instituída no dia 7 de Maio de 1794 pela Convenção Nacional (Parlamento francês), para acabar com todas as festas católicas. Foi um momento emblemático daquele período conhecido como o Grande Terror, porque 17 mil pessoas foram guilhotinadas nesse ano e muitas outras foram presas e maltratadas. As actas do Parlamento dizem que o novo feriado foi uma inspiração do líder do Terror jacobino, Robespierre, mas provavelmente o Demónio teve a ideia primeiro. O Ser Supremo, que se opõe a Deus e não suporta a liberdade, o Ser Supremo que sente prazer em destruir a vida humana, o Ser Supremo inchado de vaidade, grita e festeja-se a si próprio. Hip hip! Hurra! Viva eu! Quem há no mundo mais supremo do que eu?

(Deus é tão diferente!).

José Maria André
in «Correio dos Açores»,  «Verdadeiro Olhar»,  «ABC Portuguese Canadian Newspaper», 10-V-2015



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sábado, 9 de maio de 2015

O demónio não suporta que os esposos se amem, revela exorcista

“Não suporto que se amem!”, foi a resposta imediata e clara que o demónio deu ao Pe. Sante Babolin, exorcista italiano, durante um dos “combates”, quando o sacerdote lhe perguntou porque é que estava causando problemas à esposa de um amigo.

“Porquê este ódio?” Em declarações ao Semanário da Fé, o sacerdote explicou que Satanás detesta o Matrimónio porque é o sacramento mais próximo à Eucaristia.

“Explico-me: na Eucaristia, nós oferecemos o pão e o vinho ao Senhor, que pela acção do Espírito Santo, se convertem no Corpo e Sangue de Jesus. No Sacramento do Matrimónio ocorre algo parecido: pela graça do Espírito Santo, o amor humano converte-se no amor divino. Assim, de maneira real e particular, os esposos, consagrados pelo Sacramento do Matrimónio, realizam o que diz a Sagrada Escritura: ‘Deus é amor: quem conserva o amor permanece em Deus e Deus com ele”.

Nesse sentido, o exorcista lembrou o aumento no número de separações, cuja maioria se deve à degradação do amor entre homem e mulher.

“O Papa Bento XVI falou disso na sua encíclica Deus caritas est: ‘O modo de exaltar o corpo, a que assistimos hoje, é enganador. O eros degradado a puro sexo torna-se mercadoria, torna-se simplesmente uma coisa que se pode comprar e vender; antes, o próprio homem torna-se mercadoria’. ‘E qualquer loja precisa renovar a mercadoria para vendê-la. Assim é no matrimónio fundamentado no sexo sem verdadeiro eros.’”

O sacerdote recordou que “o amor humano e divino, oferecido pelo Sacramento do Matrimónio, não é um amor instintivo, como não é instintiva a fé em Cristo; por isso necessita cultivo, vigilância e paciência”.

Portanto, alertou que “à infidelidade se chega com pequenas infidelidades; e que cada esposo deve ter presente sempre, na sua cabeça e no seu coração, o outro; o diálogo e a confiança devem sempre permanecer”.

“O demónio tenta os esposos cristãos para levá-los à infidelidade, exactamente porque ele, sendo ódio, não tolera o amor”, assinalou.

Diante desta situação, recomendou que o casal reze o terço em conjunto para afastar-se da tentação da infidelidade, além de praticar actividades que fortaleçam a sua união.

Sobre o perdão, o Pe. Babolin afirmou que tem “um papel decisivo”, pois “renova a graça do Sacramento do Matrimónio. Mas o verdadeiro perdão tem que ser um acontecimento excepcional, pois viver o Matrimónio numa constante busca de perdão, significa viver o amor numa sala de reanimação”.

“O ideal seria descobrir, com a ajuda de pessoas competentes na vida de fé e na dinâmica psicológica relacional, as armadilhas do Inimigo do Amor. O Sacramento do Matrimónio oferece a força do Espírito Santo para que os esposos actuem numa espécie de personalidade corporativa, que realiza um caminho de santidade compartilhada”, assegurou.

in acidigital


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sexta-feira, 8 de maio de 2015

Para quem reclama constantemente de tudo e de todos

"Reclamar é um vício voluntário que faz perecer a caridade." 

Padre Pio


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quinta-feira, 7 de maio de 2015

Este é o teu mês, Maria!

O mês de Maio é o tempo favorável para fixar em ti o meu olhar, descobrindo na tua vida a obediência, a entrega e a confiança nos desígnios de Deus. 

Na liberdade do teu coração, disseste o sim mais definitivo da história dos homens. Na obediência à Sua vontade experimentaste o que significa a liberdadede quem se deixa conduzir pela Verdade, sem pôr entraves, nem dúvidas. 

No silêncio do teu coração de Mãe, amaste o teu Filho, amando o teu Senhor. Enquanto O geravas, esperavas um inesperado acontecimento, totalmente sustentada pela Graça que te habitava. 

Enquanto O alimentavas e vias crescer, contemplavas a obra que Deus fizera através de Ti. Enquanto Jesus percorria a Galileia, ensinando e dando-Se a conhecer como o Messias, permanecias serena e escondida na tua casa de Nazaré. 

Quando te chegaram aos ouvidos as acusações e o risco de vida a que o teu Filho estava sujeito, deixaste tudo e partiste ao Seu encontro. A caminho do Calvário encontraste-O desfigurado e humilhado…e deste-lhe tudo o que te restava… a ternura da tua presença.E junto d’Ele ficaste, dorida e sofredora… mas ficaste,até ao seu último suspiro. 

Foi aí, junto à Cruz, que aceitaste o Seu último pedido de ser a Mãe de quantos O seguiram e n’Ele puseram a sua esperança. A tua maternidade, nascida na Cruz, chegou a até mim como Graça que guardo, abraço e agradeço, em cada hora e em cada instante, «agora e na hora da minha da morte». Amen!

Rui Corrêa d'Oliveira


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terça-feira, 5 de maio de 2015

O sexo não é uma realidade vergonhosa

"O sexo não é uma realidade vergonhosa; é uma dádiva divina que se orienta limpamente para a vida, para o amor, para a fecundidade."
S. Josemaria Escrivá in Cristo que Passa, 24


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Beato Álvaro del Portillo e a formação dos sacerdotes

Recentemente (Abril 2015), o Prelado do Opus Dei, D. Javier Echevarria, foi a Valência. Entre outras coisas, deu uma conferência sobre o Beato Álvaro del Portillo, onde também falou o Cardeal Cãnizares.

O Cardeal Cañizares, que já foi Arcebispo de Toledo e Prefeito da Congregação para o Culto Divino e agora é Arcebispo de Valência, comenta o bom trabalho do Beato Álvaro na formação dos sacerdotes e religiosos em todo o mundo. Em particular refere o documento do Concílio Vaticano II Presbyterorum Ordinis sobre a vida dos sacerdotes, cuja redacção foi levada a cabo por um grupo de sacerdotes liderado por D. Álvaro.

No filme em baixo também é possível ver alguns testemunhos de sacerdotes e freiras sobre esta formação dada pelo Opus Dei aos sacerdotes e religiosos.

(O vídeo tem legendas em português.)


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segunda-feira, 4 de maio de 2015

Ler bons romances... porquê e para quê?

Costumam ler Romances?

É uma resposta de Sim ou Não. Aqui ficam algumas ideias sobre cada uma das respostas possíveis:

Não? Bem, deviam. Ou, se isto soa demasiado moralista: ler bons romances pode tornar-vos pessoas melhores, mais felizes, num "novo e mais nobre eu" (Hopkins).

A sério? Porquê? As razões são muitas e o espaço demasiado curto, por isso vou dar apenas uma. Podem chamar a isto um argumento de autoridade. (Vou omitir as más razões para ler mesmo bons romances.)

Quem foi o maior professor do mundo? O que é que ele ensinou? Às vezes dava conferências ao ar livre, pregava sermões - de vez em quando até uma homilia - e usava o método do segundo maior professor do mundo (um grego; o seu nome começa por "S"). Mas ele ensinava "com autoridade", que significa, entre outras coisas, que era um "autor". E, basicamente, ele contava histórias.

O eterno Verbo de Deus tornou-se Carne em Jesus Cristo. E Jesus encarnou os seus ensinamentos em histórias a que chamamos parábolas. Ele sabia que essa era a melhor forma de nós aprendermos, de percebermos o não-sucessivo (verdade eterna) no sucessivo (um enredo temporal).

Toda a boa história é uma encarnação de verdade, beleza e bondade - uma participação nas palavras encarnadas do Verbo Encarnado. Isto não significa que uma história, para ser boa, tem que escrita por ou sobre Católicos. E, claro, pode ser boa artisticamente sem ser boa no seu sentido mais profundo.

Mas, as histórias que nos transformam como as histórias de Jesus transformaram os seus discípulos, têm que surgir de uma imaginação arreigada na Verdade. (Há uma razão para o Senhor dos Anéis, do Católico Tolkien, ser a maior história do século XX.)

Estas são o tipo de histórias que a Ignatius Press procura publicar. Nós pensamos que vão gostar delas porque são bem contadas. Esperamos que vos enriqueçam de uma forma que só as histórias conseguem.

Sim? Então deviam ler boas histórias. Vejam acima para uma explicação.

Fr. Joseph Fessio, S.J.
Editor e fundador da Ignatius Press

in ipnovels.com


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domingo, 3 de maio de 2015

Uma Mãe heróica - Padre Thomaz Fernandez

Não pude deixar de escrever esta história. No mundo há pessoas de todos os tipos, algumas medíocres e mesquinhas, mas também há boas e às vezes heróicas.

Na semana passada morreu num hospital na Croácia a Ivana, cunhada de um amigo meu do seminário em Roma. Era médica e o marido, Mirco, está acabar um curso de informática. Têm um miúdo com um ano e qualquer coisa. Chama-se Ivan. Tinham casado há pouco mais de dois anos. Ela teve dificuldade em engravidar e depois de ter perdido um bebé finalmente conseguiu ficar à espera. Não se sentia muito bem e ao sexto mês de gravidez foi-lhe diagnosticado um tumor no útero. 

Os médicos recomendaram começar imediatamente o tratamento porque o tumor já estava de um tamanho considerável. Como consequência perderia o bebé. Ela decidiu ir até ao fim da gravidez e deixar viver o filho. Os médicos desaconselharam e expuseram-lhe o risco dessa decisão. A Ivana não mudou de parecer, a vida do filho valia a pena. Nasceu o bebé, óptimo e muito giro (vi umas fotografias, loirinho e risonho). 

Ela começou a quimioterapia logo a seguir e esteve um ano e tal em tratamentos intensivos. Foi piorando e pelo Natal os médicos disseram para não ter mais esperança. Rezou-se muito por ela. Mas mesmo assim não melhorou. Morreu na madrugada de quinta-feira passada, depois de meses de agonia, mas ao mesmo tempo consolada pela família e sobretudo pelo filho, Ivan.

Esta história comoveu-me até às lágrimas e por isso não pude deixar de escrevê-la. “Não há maior amigo do que aquele que dá a vida pelos amigos”, disse Jesus. Foi o que a Ivana fez.

Para nós que ficamos cá na Terra ela passa a uma memória e logo ao esquecimento. Mas aos olhos de Deus o amor não passa despercebido. Um dia compreenderemos.

Louvado seja Deus pelos seus anjos e pelos seus Santos!!!


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Feliz dia da Mãe




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sábado, 2 de maio de 2015

Visitar Jesus

"Visita Jesus no tabernáculo espiritualmente, quando não puderes fazê-lo pessoalmente." 

S. Pio de Pietrelcina


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Este mundo é muito bom - Santo Atanásio

Este mundo é muito bom, tal como foi feito e tal como o vemos, porque Deus o quer assim: ninguém pode duvidar disso. Se a criação fosse desordenada, se o universo evoluísse ao acaso poder-se-ia pôr em causa esta afirmação. Mas como o mundo foi feito com sabedoria e ciência, de modo racional e lógico, posto que foi ornado de toda a beleza, é preciso que Aquele que a ele preside e que o organizou não seja senão a Palavra de Deus, o seu Verbo, o seu Logos.

Sendo a boa Palavra do Deus de bondade, foi esse Verbo que dispôs a ordem de todas as coisas, que reuniu os contrários com os contrários para com eles formar uma só harmonia. É Ele, «poder e sabedoria de Deus» (1Cor 1,24), que faz girar o céu, que tem a terra suspensa e que, sem que ela assente em nada, a mantém com a sua própria vontade (cf Heb 1,3). O sol ilumina a terra com a luz que recebe dele, e a lua recebe a sua medida da sua luz. Por Ele a água fica suspensa nas nuvens, as chuvas regam a terra, o mar mantém-se nos seus limites, a terra cobre-se de toda a espécie de plantas (cf Sl 103).

A razão de esta Palavra, Verbo de Deus, ter vindo até às criaturas é verdadeiramente admirável. A natureza dos seres criados é passageira, fraca, mortal; mas, sendo pela sua natureza bom e excelente, o Deus do universo ama os homens. 

Assim, vendo que, entregue a si própria, toda a natureza criada se esvai e se dissolve, para evitar que isso aconteça e para que o universo não regresse ao nada, Deus não o abandona às flutuações da sua natureza. 

Na sua bondade, com o seu Verbo, Ele governa e mantém toda a criação, que não sofre, portanto, o destino que teria se o Verbo não cuidasse dela, isto é, a aniquilação. «Ele é a imagem do Deus invisível, o primogénito de toda a criatura; porque foi nele que todas as coisas foram criadas, no céu e na terra, as visíveis e as invisíveis, tudo nele subsiste. Ele é a cabeça do Corpo, que é a Igreja» (Col 1,15-18).

in Contra os pagãos, 40; SC 18


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sexta-feira, 1 de maio de 2015

Religião ou Moral?

São grupos de miúdos muito variados. Mas todos decididos a ter aquela disciplina. Podiam não ter. Não só é opcional como, frequentemente, os horários são bastante dissuasores. Ultimamente, ouvi vários testemunhos de iniciativas nascidas destas aulas únicas: experiências de voluntariado e até uma viagem a Roma. Que disciplina é esta tão contracorrente? Chama-se Educação Moral e Religiosa Católica. E é neste nome que reside um equívoco, que se estende para lá do âmbito da própria disciplina.

Demos um passo atrás. A busca de um significado, a intuição da existência de Alguém que esteja na origem e no destino do trajeto humano é a atividade mais difundida na História dos homens, de todos os tempos e de todos os lugares. Reconhecê-lo não é, em si, uma posição religiosa ou de fé, mas apenas uma questão de justiça com a realidade.

Por isso, a dimensão religiosa faz parte de uma educação integral. Os sistemas educativos dos vários países abordam a questão de várias maneiras. Alguns daqueles que temos como mais desenvolvidos dedicam-lhe uma disciplina obrigatória no ensino básico. E como se há-de chamar-se uma disciplina que trata desta dimensão religiosa do homem? Religião, Experiência Religiosa, Busca Religiosa, Sentido Religioso…

Em Portugal, o nome da disciplina conheceu esta distorção subtil, em várias etapas: primeiro a disciplina, que dantes se chamava simplesmente Religião, passou a chamar-se Religião e Moral. Como se a educação moral fosse o passaporte de entrada da Religião nas escolas públicas, onde o laicismo se foi instalando de forma crescente. A seguir passou a chamar-se Educação Moral e Religiosa, passando a Religião para segundo plano. E como é que esta disciplina é conhecida coloquialmente? Moral: a aula de Moral, o “setor” de Moral, etc…

Podia ser só uma questão de nome e não ter um peso de identidade assim tão grande. Mas não é o caso. Este nome foi empurrando a disciplina para o único âmbito que lhe é permitido: tentar que os alunos sejam boas pessoas. E nem sequer a moral católica pode ser proposta com clareza e desassombro. Os programas são prudentes nesse campo, que pode ser tão controverso, e os Professores tendem a não arriscar demais, para não ferir susceptibilidades nem perder alunos.

Ainda assim, a escola laica tem uma dívida de gratidão para com estes Professores que cumprem a tarefa que lhes é distribuída, com boa vontade e sucesso, criando nas aulas pequenas comunidades de convivência fraterna e convite à bondade e ao acolhimento. Os Professores, sobretudo os mais vivos, conseguem ainda, além disso, testemunhar a alegria da sua fé, deixando, assim, uma semente, que pode vir a germinar.

Mas vale a pena relembrar que a educação religiosa tem um valor em si mesma: o de alargar o conhecimento, perceber que há mais na vida do que aquilo que se vê e se toca, não deixar anestesiar a busca do significado, libertar as pessoas da tirania do imediato e da tentação do superficial. Além disso, a religião católica tem um tesouro a dar aos que a encontram: Cristo.

A todos os Professores, que dão a vida para testemunhar a sua amizade com Jesus através das suas aulas, lanço o apelo a que não se deixem tratar por “stores de Moral”, trazendo, assim, mais luz e verdade ao entendimento que o mundo tem da sua incomparável missão.

Madalena Fontoura in fundacaomariaulrich.blogspot.pt


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