sábado, 16 de junho de 2018

De "gay" a fundador de uma comunidade de vida religiosa

Querida Igreja, vós não me deveis nenhum pedido de desculpas, vós não me deveis nada. Sou eu que vos devo tudo.

Querida Igreja Católica,

Como um ex-homossexual que voltou para vós à procura de Deus, gostaria que soubésseis que não, vós não me deveis nenhum pedido de desculpas. Nunca, em nenhum momento, ao longos dos meus 43 anos levando um estilo de vida homossexual, eu me senti marginalizado pela Igreja. A Igreja nunca me abandonou. Jamais me senti como tivesse sido desamparado. Fui eu que me desamparei a mim mesmo. Nem por uma vez sequer eu me senti rejeitado pela Igreja, como se não tivesse lugar nela. Vossas portas sempre estiveram abertas para mim. Fui eu quem as atravessei e fui embora.

Vós tendes de saber que não houve um só dia, ao longo dos meus 43 anos, em que eu não reconhecesse o quão ofensivo a Deus era o meu comportamento. Olhando para trás, posso dizer honestamente que o obstáculo entre Deus e eu, posto por mim mesmo, constituiu um dos meus maiores sofrimentos. O que me manteve afastado da Igreja foi a minha estupidez e o meu sentimento de culpa. Vós me destes a verdade e eu a rejeitei.

Como isso pôde ter acontecido? Muito simples. Eu usava desculpas. Insistia em que não detinha nenhum autocontrole sobre o meu pecado. Entrei numa mentalidade de que talvez, por acaso, um Deus de Amor estivesse bem com tudo o que eu fazia. Qualquer que fosse a verdadeira razão para isto, achei muito mais fácil ocultar toda a minha culpa no recanto mais escondido da minha consciência. E, então, durante 43 anos, todo aquele pecado e toda aquela culpa permaneceram empoeirados e sem arrependimento algum.

Obrigado por me dar a coragem de proclamar o que me tendes ensinado há tanto tempo. Vós não me deveis nada. Sou eu que vos devo tudo.

Vós não me deveis nenhum pedido de desculpas. Fui eu quem ofendi a Deus, a Sua Igreja e os Seus ensinamentos. Fizestes a vossa parte. Proclamastes a verdade na caridade, mas eu ignorei-a. Eu tenho e assumo a total responsabilidade por meus caminhos pecaminosos. Fui eu quem rejeitei as muitas cruzes que o Senhor me deu. Fui eu quem enfrentei meus demónios. Fui eu quem rejeitei a salvação que vós me oferecestes.

Ao longo de meus 43 anos afastado da Igreja, Deus concedeu-me uma cruz após a outra e eu as rejeitei todas. Foi só em 2008, quando contraí o vírus da SIDA, que se abriram as portas da minha consciência. Foi naquele dia que eu percebi o quanto precisava de vós. Era chegada a hora de eu arrastar os meus pecados empoeirados e atravessar aquela porta que sempre esteve aberta para mim durante tantos anos.

Obrigado por me terdes acolhido de volta. Obrigado por me dar a coragem de proclamar o que me tendes ensinado há tanto tempo. Vós não me deveis nada. Sou eu que vos devo tudo.

Não, a Igreja não deve aos homossexuais um pedido de desculpas. As portas estão abertas. Aceite a verdade na caridade e saiba que Deus sempre o ajudará a carregar a sua cruz. Tome a sua cruz como eu tomei. Deus espera. Não tenha medo. A Igreja não é sua inimiga.

Eu estou velho agora e bastante afectado por problemas de saúde. Mal sou capaz de carregar a minha cruz. Mas eu estou onde quero estar. Perto de Deus, próximo da Sua Igreja e adorando a verdade que eu rejeitei durante tantos anos.

A Igreja deve pedir desculpas, no entanto, pelos seus Padres e Bispos favoráveis à homossexualidade, os quais estão colocando as almas dos homossexuais em grande perigo, por não lhes dar a verdade do Evangelho.

Em Cristo,
Ir. Christopher Sale - Fundador dos Irmãos do Padre Pio

(Via Padre Paulo Ricardo)


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sexta-feira, 15 de junho de 2018

Cardeal Sarah visita um grande amigo antes de morrer

Cardeal Robert Sarah visita o Fr. Vincent-Marie de la Résurrection, Cónego Regular da Mãe de Deus, no seu leito de morte. O religioso sofria de uma doença degenerativa, esclerose múltipla, e o Cardeal tinha com ele uma relação bastante próxima, a ponto de lhe ter dedicado o seu livro "Deus ou nada". 

Os Cónegos Regulares da Mãe de Deus vivem na Abadia de Sainte-Marie de Lagrasse desde 2004, vivem a vida em comum, vida contemplativa e vida apostólica, e celebram exclusivamente a Missa Traditional.


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terça-feira, 12 de junho de 2018

A homilia do Cardeal Sarah que se tornou viral

Peregrinação de Nossa Senhora da Cristandade 2018. Homilia da Missa de Segunda-feira de Pentecostes. Catedral Nossa Senhora de Chartres.

Queridos peregrinos de Chartres,

“A luz veio ao mundo,” diz-nos hoje o evangelho, “e os homens preferiram as trevas.”

E vocês, queridos peregrinos, acolheram a única luz que não engana? Acolheram a luz de Deus? Vocês caminharam durante três dias. Rezaram, cantaram, sofreram debaixo do sol e da chuva… Acolheram a luz em vossos corações? Renunciaram realmente às trevas? Escolheram seguir o Caminho, seguindo Jesus que é a luz do mundo?

Queridos amigos, permitam-me fazer essa pergunta radical, porque se Deus não é a nossa luz, tudo o resto se torna inútil. Sem Deus tudo é escuridão. Deus veio até nós, e se fez homem. Revelou-nos a única verdade que salva, foi morto para nos resgatar do pecado, e no Pentecostes, deu-nos o Espírito Santo e ofereceu-nos a luz da fé… mas nós preferimos as trevas!

Olhemos ao nosso redor! A sociedade ocidental decidiu organizar-se sem Deus. Ela está agora entregue às luzes cintilantes e enganadoras da sociedade do consumismo, do lucro a qualquer preço, do individualismo sem medida. Um mundo sem Deus é um mundo de trevas, de mentiras, e de egoísmo.

Sem a luz de Deus a sociedade ocidental tornou-se como um barco sem rumo na noite! Ela já não tem amor para receber os filhos, para os proteger desde o seio materno, para os preservar da agressão da pornografia. Privada da luz de Deus, a sociedade ocidental já não sabe respeitar os seus idosos, nem acompanhar no caminho da morte os seus doentes, nem dar lugar aos mais pobres e aos mais fracos. Ela foi entregue às trevas do medo, da tristeza e do isolamento. Não tem mais do que um vazio e um nada para oferecer. Deixa proliferar as ideologias mais loucas.

Uma sociedade ocidental sem Deus pode tornar-se o berço de um terrorismo ético e moral mais viral e mais destrutivo do que o terrorismo dos islâmicos. Lembrem-se que Jesus nos disse: “Não temais aqueles que matam o corpo e não podem matar a alma, antes temei Aquele que pode fazer perecer a alma e o corpo no inferno.” (Mt 10, 28)

Queridos amigos, perdoem-me esta descrição, mas é preciso ser claro e realista. Se eu vos falo assim, é porque no meu coração de padre, de pastor, eu sinto muito por tantas almas perdidas, tristes, inquietas e sozinhas! Quem as conduzirá à luz? Quem lhes mostrará o caminho da verdade, o verdadeiro caminho da liberdade que é o caminho da Cruz? Vamos deixá-las entregar-se ao erro, ao niilismo sem esperança ou ao islamismo agressivo sem fazer nada?

Nós devemos gritar ao mundo que a nossa esperança tem um nome: Jesus Cristo, o único Salvador do mundo e da humanidade! Queridos peregrinos da França, vejam esta catedral! Os vossos antepassados construíram-na para proclamar a sua fé! Tudo, desde a sua arquitetura, a sua escultura, os seus vitrais, proclama a alegria de ser salvo e amado por Deus. Os vossos antepassados não eram perfeitos, eles não estavam livres de pecado. Mas eles queriam deixar a luz da fé iluminar as suas trevas!

Hoje também vós, povo da França, acordai! Escolham a luz! Renunciem às trevas! Como?

O evangelho responde: “Aquele que agir segundo a verdade vem para a luz”. Deixemos a luz do Espírito Santo iluminar as nossas vidas concretamente, simplesmente, e até às regiões mais íntimas de nosso ser profundo. Agir segundo a verdade é em primeiro lugar colocar Deus no centro da nossa vida, como a Cruz é o centro desta catedral.

Meus irmãos, escolhamos voltarmo-nos para Ele todos os dias! Agora, assumimos o compromisso de reservar todos os dias alguns minutos de silêncio para nos voltarmos a Deus, para lhe dizer: “Senhor reina em mim! Eu Te entrego a minha vida!”

Queridos peregrinos, sem silêncio não há luz. As trevas alimentam-se do barulho incessante do mundo, que impede-nos de nos voltarmos para Deus. Tomemos como exemplo a liturgia de hoje. Ela leva à adoração, ao temor filial e amoroso perante a grandeza de Deus. Ela culmina na consagração, onde todos juntos, voltados para o altar, o olhar fixo na Eucaristia, na cruz, comunicamos em silêncio, no recolhimento e na adoração. Queridos irmãos, amemos essas celebrações litúrgicas que nos fazem saborear a presença silenciosa e transcendente de Deus e nos fazem voltar para o Senhor.

Queridos irmãos padres, eu quero dirigir-me especialmente a vós. O Santo Sacrifício da Missa é o lugar onde vocês encontrarão a luz para o vosso ministério. O mundo em que vivemos pede a nossa atenção sem cessar. Nós estamos constantemente em movimento, sem nos preocuparmos de parar para tomar o tempo de procurar um lugar deserto e descansar um pouco, na solidão e no silêncio, na companhia do Senhor. Grande seria o perigo de nos encontramos somente como “trabalhadores sociais”. Então, nós não daríamos mais a luz de Deus mas a nossa própria luz, que não é aquela que os Homens esperam. Aquilo que o mundo espera dos padres é Deus e a Luz da sua Palavra proclamada sem ambiguidade nem falsificação.

Saibamos voltar-nos para Deus numa celebração litúrgica recolhida, cheia de respeito, de silêncio e marcada pela sacralidade. Não inventemos nada na liturgia, recebamos tudo de Deus e da Igreja. Não procuremos nela o espectáculo ou o sucesso. A liturgia ensina-nos: Ser sacerdote não é, em primeiro lugar, fazer muito, mas sim estar com o Senhor na cruz!

A liturgia é o lugar onde o homem encontra Deus cara a cara. A liturgia é o momento mais sublime onde Deus nos ensina a “reproduzir em nós a imagem do seu filho Jesus Cristo para que ele seja o primogénito de uma multidão de irmãos” (Rm 8, 29). Ela não é nem deve ser uma ocasião de ruptura, de luta ou de disputa.

Queridos irmãos sacerdotes, guardem sempre esta certeza: estar com Cristo na cruz, é isso que o celibato sacerdotal proclama ao mundo! O projecto, de novo proposto por alguns, de desamarrar o celibato do sacerdócio conferindo o sacramento da ordem aos homens casados (os viri probati) por, dizem eles, “razões ou necessidades pastorais” teria graves consequências, na verdade, de romper com a tradição apostólica. Nós fabricaríamos um sacerdócio à nossa medida humana, mas não perpetuaríamos, não prolongaríamos o sacerdócio de Cristo, obediente, pobre e casto. De facto, o sacerdote não é somente um “alter Christus” mas ele é verdadeiramente “Ipse Christus”, ele é o próprio Cristo! E é por isso que o caminho para seguir a Cristo e a Igreja será sempre um sinal de contradição!

A vocês queridos cristãos leigos, comprometidos na vida da Cidade, eu quero dirigir-me com força: “não tenham medo! Não tenham medo de levar a esse mundo a luz de Cristo!” O vosso primeiro testemunho deve ser sempre o vosso exemplo: Ajam segundo a verdade! Nas vossas famílias, na vossa profissão, nas vossas realidades sociais, económicas, políticas, que seja Cristo a vossa Luz!

Não tenham medo de testemunhar que a vossa alegria vem de Cristo! Eu peço-vos, não escondam a fonte da vossa esperança! Pelo contrário, proclamem, testemunhem, Evangelizem! A Igreja precisa de vós! Lembrem a todos que somente “Cristo crucificado revela o sentido autêntico da liberdade!” (Papa João Paulo II - Veritatis Splendor, 85). Com Cristo, libertem a liberdade hoje acorrentada pelos falsos direitos humanos, todos orientados para a autodestruição do Homem.

A vós, queridos pais, quero dirigir uma mensagem bem particular. Ser pai e mãe de família no mundo de hoje é uma aventura cheia de sofrimentos, de obstáculos e preocupações.  A Igreja vos diz: obrigada! Sim, obrigada pela doação generosa de vós mesmos! Tenham a coragem de educar o vossos filhos na luz de Cristo. Terão às vezes que lutar contra os ventos dominantes, suportar a zombaria e o desprezo do mundo. “Nós proclamamos um Cristo crucificado, escândalo para os judeus e loucura para os pagãos.” (1 Cor 1, 23-23)

Não tenham medo! Não renunciem! A Igreja, pela voz dos Papas – especialmente todos desde a Encíclica Humanae Vitae, vos  confia uma missão profética: testemunhar perante todos a nossa alegria e confiança em Deus que fez de nós Guardiões Inteligentes da ordem natural. Vocês anunciam aquilo que Jesus nos revelou com a sua própria vida: “a liberdade realiza-se no amor, isto é, na doação de si mesmo.”

Queridos pais e mães de família, a Igreja ama-vos! Amem também vós a Igreja! Ela é a vossa Mãe. Não se misturem com quem dela faz troça porque eles somente vêm as rugas do seu rosto envelhecido pelos séculos de sofrimentos e provas. Ainda hoje, Ela é bela e brilha de santidade.

Por fim, quero agora dirigir-me a vocês, os mais jovens, que estão aqui em tão grande número! No entanto, peço-vos que escutem um “velho” que tem mais autoridade do que eu: o evangelista São João. Para além do exemplo da sua vida, São João deixou também uma mensagem escrita aos mais jovens. Na sua primeira carta, nós encontramos estas palavras emocionantes de um velho aos jovens das igrejas que ele tinha fundado, escutem a sua voz cheia de vigor, de sabedoria e de calor: “Eu escrevi para vós, jovens: vocês são fortes, a palavra de Deus permanece em vós, vocês venceram o Mal. Não amem o mundo, nem aquilo que está no mundo”  (1 Jo 2, 14-15).

O mundo que nós não devemos amar, comentava o padre Raniero Cantalamessa na sua homilia da Sexta-Feira Santa de 2018, é aquele ao qual não nos devemos conformar; não é, como sabemos, o mundo criado e amado por Deus, não são as pessoas do mundo para quem, pelo contrário, devemos sempre ir, especialmente aos pobres e aos últimos dos pobres para amá-los e servi-los humildemente… Não! O mundo que não devemos amar é outro: o mundo tal como ele se tornou sob o domínio de Satanás e do pecado. O mundo das ideologias que negam a natureza humana e destroem as famílias… as estruturas como a das Nações Unidas, que impõem uma nova ética mundial têm um papel decisivo e tornaram-se hoje um poder avassalador que chega às massas através das possibilidades ilimitadas da tecnologia.  

Em muitos países ocidentais, hoje é um crime rejeitar submeter-se a essas ideologias horríveis. É a isso que chamamos a adaptação ao espírito do tempo, o conformismo. Um grande poeta britânico, crente do século passado, Thomas Stearnus Eliot escreveu três versos que dizem muito mais do que livros inteiros: “Num mundo fugitivo, aquele que vai na direcção oposta terá sido visto como um desertor.”

Queridos jovens cristãos, se é permitido a um “velho”, como o foi São João, dirigir-se directamente a vocês, também eu vos exorto, e digo-vos: vocês venceram o Mal. Combatam toda a lei contrária à natureza que hoje querem impor, oponham-se a toda lei contra a vida, contra a familia. Sejam aqueles que tomam a direcção contrária! Atrevam-se a ir contra a corrente! Para nós cristãos, a direcção contrária não é um lugar, é uma Pessoa, é Jesus Cristo nosso Amigo e nosso Redentor. Uma tarefa é confiada muito particularmente a vocês: salvar o amor humano da trágica deriva na qual ele caiu. O amor que já não é a doação de si mesmo, mas possuir o outro quase sempre violenta e tiranicamente. Na cruz, Deus revelou-se como «agape» isto é, como amor que se entrega a si mesmo até a morte. Amar verdadeiramente é morrer pelo outro, como esse jovem policia francês Coronel Arnaud Beltrame!

Queridos jovens, vocês experimentam sem dúvida, nas vossas almas, a luta das trevas e da luz. Vocês são às vezes seduzidos pelos prazeres fáceis do mundo. De todo o meu coração de padre, eu digo-vos, não estejam divididos! Jesus vos dará tudo! Seguindo-o para serem Santos, vocês não perdem nada! Vocês ganham a única alegria que não decepciona nunca!

Queridos jovens, se hoje Cristo vos chama a segui-l’O como sacerdote, religioso ou religiosa, não hesitem! Digam «Fiat»! Um “Sim” entusiasta e sem condições. Deus quer precisar de vocês! Que graça, que alegria!

O Ocidente foi evangelizado pelos Santos e pelos Mártires. Vocês, jovens de hoje, vocês serão os santos e os mártires que as nações esperam para uma nova evangelização! As vossas pátrias têm sede de Cristo , não as decepcionem! A Igreja confia em vocês!

Eu rezo para que muitos de vocês respondam, hoje, nesta missa ao chamamento de Deus para segui-l’O, a deixar tudo por Ele, pela sua Luz.

Queridos jovens, não tenham medo, Deus é o único amigo que não faltará nunca. Quando Deus chama ele é radical, isso quer dizer que ele vai até o fim, até à raiz. Queridos amigos, nós não somos chamados a ser cristãos medíocres! Não, Deus chama-nos inteiramente até ao fim, à doação total, até ao martírio do corpo ou do coração.

Querido povo da França, foram os mosteiros que fizeram a civilização do vosso país! Foram os homens e mulheres que aceitaram seguir Jesus radicalmente até o fim que construíram uma civilização bela e pacífica, como esta catedral.

Povo da França, povos do Ocidente, vocês não encontrarão a paz e a alegria se não procurarem apenas a Deus! Voltem à Fonte! Voltem aos mosteiros! Sim, vocês todos atrevam-se a passar alguns dias num mosteiro! Neste mundo de tumulto, fealdade e tristeza, os mosteiros são oásis de beleza e alegria. Verão que é possível colocar Deus no centro de toda a nossa vida. Experimentarão a alegria que não passa!

Queridos peregrinos, renunciemos às trevas. Escolhamos a luz!

Peçamos à Santíssima Virgem Maria que nos ensine a dizer «Fiat», a dizer Sim plenamente como ela, que saibamos acolher a luz do Espírito Santo como ela. Neste dia em que graças às disposições do Santo Padre, o Papa Francisco, nós festejamos Maria Mãe da Igreja, pedimos a essa Mãe Santíssima que tenhamos um coração ardente para anunciar aos homens a Boa Nova, um coração generoso, um coração grande como o de Maria, com as dimensões da Igreja, com as dimensões do Coração de Jesus! Que assim seja.

Cardeal Robert Sarah, Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos

(Tradução adaptada de Fratres in Unum)


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domingo, 10 de junho de 2018

Fabulosas imagens da Procissão de Corpus Christi em Roma

Quando a devoção ao Santíssimo Sacramento se junta à beleza o resultado é este.



















Igreja: Santissima Trinità dei Pellegrini


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sexta-feira, 8 de junho de 2018

Pio XII defendeu a opção beneditina em 1942

Depois do livro "The Benedict Option: A Strategy for Christians in a Post-Christian Nation", muitos católicos ponderam mudar de casa para preservar as suas famílias do ambiente nefasto das grandes cidades. Já, há 76 anos, o Papa Pio XII tinha avançado esta hipótese:

Quem deseja que a estrela da paz desponte e se estabeleça sobre a sociedade concorra pela sua parte em restituir à pessoa humana a dignidade que Deus lhe concedeu desde o princípio; oponha-se à excessiva aglomeração dos homens, ao modo de multidões sem alma; à sua inconsistência económica, social e política, intelectual e moral; à sua falta de princípios sólidos e de profundas convicções; à sua superabundância de excitantes dos sentidos e instintos e à sua volubilidade. (...)

Defenda o respeito e actuação prática dos seguintes direitos fundamentais da pessoa: o direito a manter e desenvolver a vida corporal, intelectual e moral e particularmente o direito a uma formação e educação religiosa; o direito ao culto de Deus, particular e público, incluindo a acção da caridade religiosa; o direito, máxime, ao matrimónio e à consecução do seu fim; o direito à sociedade conjugal e doméstica; o direito ao trabalho como meio indispensável para manter a vida familiar; o direito à livre escolha de estado, também sacerdotal e religioso; o direito ao uso dos bens materiais, consciente dos seus deveres e das limitações sociais.

Papa Pio XII in Radiomensagem (24.12.1942)


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quarta-feira, 6 de junho de 2018

O grande retorno de França ao catolicismo histórico

Na secular guerra cultural e religiosa contra a Igreja Católica desencadeada pela Revolução protestante, prosseguida pela Revolução Francesa, laica e igualitária, continuada por sua vez pela atual revolução marxista e o comuno-anarquismo gramsciano e sorboniano, está se definindo uma inversão de tendências.

A surpreendente rotação foi sagazmente analisada pelo escritor especialista no catolicismo Henri Tincq numa entrevista para a revista “Le Point”.  Henri Tincq é um dos grandes bardos do “catolicismo progressista” protocomunista que mina a prática católica em França desde o Concílio Vaticano II. 

Também é especialista em outras religiões, escreve no "Slate" e em “Le Monde des Religions”, e acaba de publicar o livro “La Grande Peur des Catholiques de France” (O Grande Medo dos Católicos da França).

Nele lança um gemido de alerta contra “a tentação conservadora, leia-se reaccionária” que vê espalhar-se na Igreja Católica francesa. Essa é tão grande que Tincq afirma “não mais reconhecer a minha Igreja” progressista, socialista, sindicalista e revolucionária. Pois ele foi criado “nos famosos movimentos da Acção Católica” e sente-se parte de uma “geração herdeira das grandes reformas do Concílio Vaticano II (1962-1965)”. 
Mosteiros tradicionais atraem muitas vocações, mas os seminários 'modernos' fecham. 
Foto: Abadia de Lagrasse.
Dita geração abriu-se ao mundo moderno no que tem de pior, iniciou o ‘diálogo’ convergente com falsas crenças e ateus. Esse catolicismo revolucionário gerou em França camadas de políticos e sindicalistas de esquerda. 

Mas, lamenta Tincq, a França hoje se move em sentido inverso: os jovens abandonam o mundo laicista democratizado e vão procurar na Igreja valores e modelos seguros e visíveis: a fé. Por certo, não vão para a ‘Igreja progressista’ e procuram a Igreja Católica em sua autenticidade, dita “conservadora” e/ou “tradicionalista”.

Tincq conta que nos seus primeiros anos, os jovens abandonavam a Igreja para se entregar ao mundo. Hoje, abandonam o mundo e ingressam nessa Igreja Católica de sempre, abandonada pelas gerações de pais e avós. Ele observa que 48% dos eleitores franceses votou pelo candidato de direita François Fillon, o que o deixou “gelado”.

O moderno “catolicismo praticante” engrossa as manifestações contra o aborto e o “casamento homossexual”. Mas, diz ele, “aquilo que mais me surpreende e entristece é que a Conferência Episcopal Francesa não foi capaz de convocar os fiéis para formar uma barragem” contra a ‘extrema direita’. Nas décadas anteriores, o episcopado dava orientações conformes à leitura revolucionária do Evangelho em nome do Vaticano II, disse Tincq a “Le Point”.

Mas a realidade francesa mudou: onda de atentados terroristas, entrada assustadora de migrantes, perda da identidade cultural e religiosa, soberania nacional ameaçada pela União Europeia, medo do Islão, recusa da hegemonia cultural e moral da esquerda iniciada em 1968, medo do laicismo militante e agressivo contra os símbolos católicos.
O regresso a França do anel de Santa Joana d'Arc mobilizou as "tropas".
Multiplicam-se as vocações monásticas tradicionais, cresce o movimento de retorno às liturgias ‘extraordinárias’ e há uma retomada das devoções tradicionais que fogem da modernice que esterilizou seminários e ordens religiosas.

E isso acontece enquanto os “católicos de esquerda quase desapareceram”. A suas últimas e escassas actividades são “eclipsadas pelas manifestações multitudinárias tipo ‘Manif pour tous’, pelos blogs e as publicações de católicos ‘identitários’”, lamenta o militante do velho catolicismo revolucionário.

Tincq sublinha que “o catolicismo audaz e progressista do Papa” está cada vez mais “cortado dessa parte da Igreja”. Mais da metade do clero francês criado como Tincq tem hoje mais de 75 anos e os seus seminários fecharam ou estão vazios.
A Missa de Requiem pelo Rei Luís XVI, morto na guilhotina
enche todos os anos a igreja de Saint-Eugène-Sainte-Cécile, em Paris.
Via 'Valores inegociáveis: respeito à vida, à família e à religião'


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Como um Católico se deve comportar dentro de uma igreja

Nas igrejas dever-se-á entrar com humildade e devoção; o comportamento nos seus interiores deve ser calmo, agradável a Deus, trazendo a paz aos demais, uma fonte não só de instrução mas de frescura mental. (...)

Nas igrejas, as solenidades sagradas devem dominar o coração e a mente; toda a atenção deve ser orientada à oração. Portanto, onde é apropriado oferecer desejos celestiais com paz e tranquilidade, que a ninguém seja permitido provocar rebelião, estrondo ou usar da violência. (…) Devem ser evitadas as conversas vãs, e principalmente o baixo calão e a linguagem profana; o falatório deve cessar em todas as suas formas. 

Em suma, tudo o que possa perturbar o culto divino ou ofender os olhos da divina majestade deve ser absolutamente alheio às igrejas, para que, no lugar onde o perdão pelos nossos pecados deveria ser pedido, não haja ocasião de pecado nem o pecado seja cometido. (…) Aqueles porém que desafiarem imprudentemente estas proibições (…) hão de temer a severidade da vingança divina e da nossa, até que tenham confessado a sua culpa e tenham o firme propósito de evitar tais condutas no futuro.

Segundo Concílio de Lyon (1274), Constituição 25


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Entretanto em Valência...




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terça-feira, 5 de junho de 2018

Por todos os caminhos da Terra: Corpus Christi 2018

Na passada Quinta-feira e Domingo celebrou-se por todo o mundo a Solenidade do Santíssimo Corpo e Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, mais conhecida como festa de Corpus Christi. Esta festa existe na Igreja desde o ano 1246 e os textos da Missa foram escritos por S. Tomás de Aquino.

No final da Santa Missa é costume fazer-se uma procissão com Nosso Senhor exposto numa custódia dentro da igreja ou pelas ruas. 

Este ano, mais uma vez,  Deus passou pelas ruas do mundo inteiro realmente presente em Corpo e Sangue. Quantas conversões terão acontecido? Não terão sido poucas. Este é um dia em que tradicionalmente muitos se convertem à Igreja Católica ao verem a piedade dos Católicos diante de Deus.

Estas são algumas das imagens que nos chegaram por várias fontes.

Na fotografia de Xela, a segunda maior cidade de Guatemala, vê-se um dos muitos tapetes de pétalas e sementes preparado pelo povo para a passagem de nosso Senhor. 

A fotografia de Nova Iorque é, na verdade, de 2017. Mas este ano a procissão repetiu-se, organizada pela mesma paróquia, pelas ruas de Manhattan. 

Não deixa de ser impressionante ver a quantidade de pessoas presentes na procissão em Portugal com o Cardeal Patriarca. A fotografia apenas mostra uma parte da multidão que seguiu Jesus pela Baixa de Lisboa. 

Ao contrário de anos passados onde a procissão era em Roma, o Papa Francisco foi à cidade de Ostia celebrar a festa de Corpus Christi. Entre outras coisas, Ostia foi a cidade onde morreu Santa Mónica, mãe de Santo Agostinho.



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segunda-feira, 4 de junho de 2018

Cardeal Müller: A homofobia não existe e é uma invenção de domínio totalitário

O Prefeito Emérito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Gerhard Ludwig Müller, declarou que a homofobia não existe, que é uma invenção do lobby gay para o “domínio totalitário” sobre as mentes dos outros.

Foi o que o Purpurado alemão afirmou em entrevista concedida a Costanza Miriano, uma escritora católica italiana e mãe de quatro filhos, no contexto do recente Dia Internacional contra a Homofobia.

“A homofobia simplesmente não existe, é claramente uma invenção, um instrumento de dominação totalitária sobre o pensamento dos outros. O movimento homossexual carece de argumentos científicos e por isso construíram uma ideologia que quer dominar, buscando construir a sua realidade. É o esquema marxista, segundo o qual não é a realidade que constrói o pensamento, mas o pensamento que constrói a realidade”, destacou o Cardeal Müller na entrevista.

Continuou, “quem não aceita esta realidade deve ser considerado doente. Como se, entre outras coisas, pudéssemos agir contra a doença com a polícia ou com os tribunais”.

O Cardeal recordou que anteriormente, “na União Soviética, os cristãos eram trancados no manicómio”, uma medida de “regimes totalitários como o nacional-socialismo e o comunismo. Actualmente, na Coreia do Norte, acontece a mesma coisa com as pessoas que não aceitam o pensamento dominante.”

A respeito das iniciativas organizadas por líderes católicos para celebrar o Dia contra a Homofobia, o Prefeito Emérito comentou que, “hoje, alguns bispos não têm a coragem de dizer a verdade e sentem-se intimidados: não entendem que a homofobia é um engano que serve para ameaçar as pessoas.”

“Nós, cristãos, não devemos ter medo das ameaças: nos primeiros séculos, os seguidores de Cristo foram presos ou despedaçados pelos animais. Hoje as pessoas são dilaceradas com o psico-terrorismo, aproveitando da sua ignorância”, assinalou.

O Cardeal disse ainda que, “de um bispo, de um sacerdote, podemos esperar que seja capaz de não retroceder ante estas ideologias. Nós somos aqueles que buscam, com a graça de Deus, amar a todas as pessoas, inclusive aquelas que experimentam atracção pelo mesmo sexo; mas deixando claro que amar não é obedecer à propaganda de género.”

adaptado de acidigital


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domingo, 3 de junho de 2018

Deveria ser rejeitada a Comunhão na mão

Dietrich von Hildebrand, apelidado pelo Papa Pio XII "O Doutor da Igeja do século XX" foi um dos filósofos cristãos mais eminentes do mundo. Nenhum outro escritor católico repetiu tão completamente a mensagem de Nossa Senhora das Rosas como Dietrich von Hildebrand. O artigo que se segue, escrito por Dietrich von Hildebrand, com o título "Deveria rejeitar-se a comunhão na mão", foi publicado dia 8 de Novembro de 1973.

Não pode haver dúvida que a comunhão na mão é uma expressão da tendência à dessacralização na Igreja em geral, e especificamente da irreverência ao aproximar-se da Eucaristia. O mistério inefável da presença corporal de Cristo na hóstia consagrada pede uma atitude profundamente reverente. (Receber o Corpo de Cristo nas nossas mãos não consagradas - como se fosse um simples pedaço de pão, é algo que é em si profundamente irreverente e prejudicial à nossa fé). 

Tratar assim este mistério insondável é como se estivéssemos a receber simplesmente e nada mais que outro pedaço de pão, algo que fazemos naturalmente todos os dias com um simples pão, e faz com que seja mais difícil o acto de fé na verdadeira presença corporal de Cristo. Dito comportamento face à hóstia consagrada corrói lentamente a nossa fé na presença corporal e alimenta a ideia que é unicamente um símbolo de Cristo. Dizer que receber o pão em nossas mãos aumenta o sentido da realidade do pão é um argumento absurdo. A realidade do pão não é o que importa - também é visível para qualquer ateu. Mas o facto de a hóstia ser realmente o Corpo de Cristo - o facto de que a transubstanciação aconteceu - é o tema que deve enfatizar-se.

Não são realmente válidos os argumentos sobre a Comunhão na mão baseando-se que esta prática existia entre os primeiros cristãos. Ignoram os perigos e o inadequado de voltar a introduzir a prática nos dias de hoje. O Papa Pio XII falou de forma muito clara e inequívoca contra a ideia de que alguém pode voltar a introduzir nos dias de hoje os costumes da época das catacumbas. Certamente, deveríamos tentar renovar nas almas dos católicos de hoje o espírito, o fervor e a devoção heróica que se encontram na fé dos primeiros cristãos e nos muitos mártires das suas fileiras. Mas adoptar simplesmente os seus costumes é, de novo, algo diferente; os costumes podem hoje em dia assumir uma função completamente nova e não podemos nem devemos, simplesmente, voltar a introduzi-los.

Na época das catacumbas não estavam presentes o perigo da dessascralização e a irreverência que ameaçam hoje. O contraste entre o saeculum (secular) e a Santa Igreja estava constantemente na mente dos cristãos. Assim, um costume que nesses tempos já não estava em perigo pode constituir um grave perigo pastoral no nossos dias.

Atendei agora como considerava São Francisco a extraordinária dignidade do sacerdote, a qual consiste exactamente no facto de se lhe permitir tocar o Corpo de Cristo com as suas mãos consagradas. Dizia São Francisco: «Se chegasse a encontrar-me ao mesmo tempo com um santo do céu e um pobre sacerdote, primeiro daria os meus respeitos ao sacerdote e rapidamente lhe beijaria as mãos e diria depois: "Esperai, São Lourenço, porque as mãos deste homem tocam a Palavra da Vida e ultrapassam em muito tudo o que é humano"».

Alguém poderia dizer: mas não distribuiu São Tarcísio a Comunhão, apesar de não ser sacerdote? Certamente ninguém se escandalizava por tocar a hóstia consagrada com as suas mãos. E numa emergência é permitido a um leigo, hoje em dia, distribuir a comunhão. Mas esta excepção para os casos de emergência não é algo que implique uma falta de respeito ao santo Corpo de Cristo. É um privilégio que está justificado pela emergência - que deveria aceitar-se com um coração a tremer (e deveria permanecer como privilégio, reservado unicamente para emergências).

Mas existe uma grande diferença entre este caso de tocar na hóstia consagrada com as nossas mãos não consagradas e aquele de receber a comunhão nas mãos, como modo de agir - em todas as ocasiões. Que se permita tocar na hóstia consagrada com mãos não consagradas apresenta-se aos fiéis como um privilégio inspirador. Converte-se na forma normal de receber a Comunhão. E isto alimenta uma atitude irreverente e, portanto, corrói a fé na real presença corporal de Cristo.

Dá-se por feito que todos recebem a hóstia consagrada nas mãos. O leigo a quem se outorga o grande privilégio por razões especiais tem que tocar na hóstia, claro está. Mas não existe razão nenhuma para receber a Comunhão na mão: unicamente um espírito inerente de familiaridade mesquinha com Nosso Senhor.

É incompreensível o porquê de alguns que insistem numa maneira de receber a Comunhão que abre a porta a toda a espécie de abusos acidentais e ainda aos intencionais.

Primeiro, existe uma possibilidade muito maior de que algumas partículas da hóstia consagrada caiam. Em tempos passados, o sacerdote observava com grande atenção se algumas partículas da hóstia tinham caído, sendo que nesse caso imediatamente levantava as partículas sagradas reverentemente e as consumia ele. E agora, sem razão aparente, muitos desejam expôr a hóstia consagrada a este perigo, num grau muito maior que antes - estamos na época em que a hóstia se faz cada vez mais parecida ao pão, sendo mais facilmente desfeita. 

Segundo, e este é um problema incomparavelmente pior, existe o perigo que um comungante, em vez de pôr a hóstia consagrada na boca, a ponha no bolso, ou a esconda de outra maneira e não a consuma. Isto, infelizmente, aconteceu nestes dias de satanismo revivido. Sabe-se que já se venderam hóstias consagradas para usos blasfemos. Em Londres, diz-se que o preço de uma é de 30 libras, o que nos recorda as 30 peças de prata pelas quais Judas vendeu Nosso Senhor.

Acredita-se que, em vez de aplicar o cuidado mais escrupuloso para proteger a hóstia consagrada mais sagrada, a qual é realmente o Corpo de Cristo, o Deus-homem, de todos os referidos abusos possíveis, haja os que desejam expô-lo a esta possibilidade? Será que esquecemos a existência do Demónio, que "vagueia em busca de quem possa devorar"? É o seu trabalho no mundo e na Igreja tão invisível hoje em dia? O que nos leva a assumir que não se levarão a cabo abusos contra a hóstia consagrada?

Quanto maior seja o nosso respeito e maior seja o nosso amor, quanto maior seja a nossa percepção da santidade inefável da Eucaristia - maior será o nosso horror de que seja abusada; e a nossa vontade de a proteger de todos os abusos blasfemos.

Porque é que - por amor de Deus - se deveria introduzir a Comunhão na mão nas nossas igrejas quando é, evidentemente, prejudicial de um ponto de vista pastoral, quando certamente não aumenta a nossa reverência, e quando se expõe a Eucaristia aos mais terríveis abusos diabólicos? Realmente, não existem argumentos sérios para a Comunhão nas mãos, Mas existem classes de argumentos gravemente sérios contra isto.

in Adelante la Fe
(Tradução: Senza Pagare)


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sábado, 2 de junho de 2018

Coroação de Nossa Senhora em Baltimore

Igreja de Santo Afonso Maria de Ligório


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Corpus Christi em Londres

As 40 horas de adoração na igreja 'Corpus Christi', em Maiden Lane (Londres), terminaram com a Missa Solene no dia de Corpus Christi. Celebrou o Abade Hugh Allan, O. Praem, Administrador Apostólico das Ilhas Malvinas.













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sexta-feira, 1 de junho de 2018

Como Padre Pio tratava o grave pecado do aborto

O rigor de São Pio de Pietrelcina diante do pecado de aborto salvava as almas dos pecadores. Ele tinha certeza de que tal pecado não podia ser tratado com banalidade.

Certo dia, na sacristia em frente ao confessionário no qual São Padre Pio atendia os penitentes, esperava pela sua vez um homem chamado Mario Tentori. Enquanto fazia o exame de consciência, ouviu o Padre Pio gritar: “Vai embora, animal, vai embora…!”. As palavras do Santo dirigiam-se a um homem que, apenas havia se ajoelhado, saia de dentro do confessionário humilhado, agitado e confuso.

No dia seguinte, Mario apanhou o comboio para Foggia, para depois voltar a Milão. Sentou-se num compartimento no qual havia um só viajante que começou a observá-lo e parecia ter vontade de iniciar uma conversa. Finalmente, perguntou o viajante : “Ontem não estava em San Giovanni Rotondo para se confessar ao Padre Pio?”

“Sim”, respondeu Tentori.

Retomou o outro: “Nós estávamos sentados no mesmo banco, eu estava antes de si. Eu sou aquele a quem o Padre Pio chamou ‘animal’. Lembra-se?”

“Sim”, disse Mario.

Continuou o companheiro de viagem: “Vocês que estavam perto do confessionário talvez não entendido o motivou o Padre Pio me mandar-me embora. O Padre Pio disse-me: ‘Vai embora, animal, vai embora, porque, de acordo com a tua esposa, abortaste três vezes’. Entendeu? O Padre Pio disse ‘abortaste!’ Dirigiu-se a mim porque a iniciativa da minha esposa abortar partiu de mim.”

E começou um pranto que exprimia – como ele mesmo confessou – dor, vontade de não pecar e a firme determinação de voltar até junto do Padre Pio para receber a absolvição e mudar de vida.

O rigor de São Padre Pio havia salvado a vida de um Pai que, após ter negado a vida a três dos seus filhos, corria o perigo de perder a sua própria alma por toda a eternidade, caso o Padre Pio tivesse banalizado o pecado cometido.

(Trechos extraídos da obra “Il Padre San Pio da Pietralcina, la missione di salvare le anime”, di P. Marcellino Iasenza Niro, Edizioni Padre Pio da Pietralcina, 2004)

Edson Carlos de Oliveira in ipco.org.br


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