Nota Explicativa do Dicastério para a Doutrina da Fé – 2 de Julho de 2026
Prot. n.º 99/2009
Desde a época de São Paulo VI até aos últimos colóquios, que se realizaram recentemente junto deste Dicastério, as numerosas tentativas visando reconduzir à plena comunhão com a Igreja Católica os membros do movimento iniciado por D. Marcel Lefebvre revelaram-se vãs. Esta situação agravou-se ainda mais na sequência das recentes consagrações episcopais celebradas sem mandato pontifício, contra a vontade do Santo Padre, em violação manifesta do direito canónico. É por isso que este Dicastério, no fiel exercício das funções que lhe são confiadas, considera necessário constatar que este acto constituiu o delito de cisma, com as consequências canónicas que daí decorrem para os ministros sagrados e para os fiéis leigos envolvidos. Com efeito, como já havia sido declarado em 1988, «esta desobediência, que comporta em si mesma uma recusa prática da primazia romana, constitui um acto cismático» (cf. João Paulo II, Carta Apostólica Ecclesia Dei, n.º 3).
A este respeito, doravante:
- Os ministros sagrados pertencentes à Fraternidade Sacerdotal São Pio X estão em cisma e devem, por conseguinte, ser considerados cismáticos (cf. Ecclesia Dei, n.º 5 c; Conselho Pontifício para os Textos Legislativos, Nota Explicativa sobre a excomunhão por cisma incorrida pelos aderentes ao movimento de D. Marcel Lefebvre, 24 de Agosto de 1996, n.os 5-6). Estão portanto sujeitos à excomunhão prevista pelo direito (cân. 1364 § 1 do Código de Direito Canónico).
- No que respeita aos fiéis leigos, devem ser considerados cismáticos e excomungados aqueles que aderem formalmente à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, segundo as condições estabelecidas pela Nota Explicativa do Conselho Pontifício para os Textos Legislativos de 1996 (cf. ibid., n.º 7), ainda em vigor e que este Dicastério faz sua.
- Finalmente, o santo Povo de Deus é advertido de que os ministros sagrados da Fraternidade Sacerdotal São Pio X administram ilicitamente os sacramentos e que o sacramento da penitência que eles administram, bem como os casamentos a que eles assistem, são inválidos.
A Igreja, como uma mãe cheia de solicitude, acolherá com afecto sincero e viva benevolência todos aqueles que desejarem regressar à plena comunhão. Os Núncios Apostólicos colocarão à disposição dos Ordinários os procedimentos que poderão utilizar segundo os diferentes casos.
Por fim, todos os fiéis são exortados a permanecer firmes na comunhão com o Pontífice Romano, com os bispos em comunhão com ele e com toda a Igreja (cf. Lumen gentium, n.º 22; cân. 751 do Código de Direito Canónico), e a absterem-se de participar nas celebrações e nas actividades organizadas pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X.
Do Palácio do Dicastério, 2 de Julho de 2026.
Quer dizer que a comunhão nessas "missas" tem o valor de uma bica e um pastel de nata na pastelaria Estrela ao Luar.
ResponderEliminar"...Uma estúpida miopia induz muitos conservadores a refugiarem-se na casuística dos manuais escritos e pensados em tempos de normalidade aí procurando soluções para uma crise única, bíblica, apocalíptica e escatológica" escrevia, há dias atrás Mons. Viganò no seu site Exsurge Domine. Adiantava que aqueles que excluíam categoricamente a hipótese de decadência do Papado por actuação de um herético e que a única resistência possível implica também reconhecimento de autoridade e poder, não compreendem que a promessa do divino Redentor a São Pedro ( "As portas do inferno não prevalecerão") pressupõe um tremendo conflito no qual a Sinagoga de Satanás parecerá prevalecer e a Igreja Católica será dada como morta: uma apostasia geral não só dos cordeiros mas também dos seus pastores malevolamente substituídos por mercenários e lobos ferozes.
ResponderEliminarÉ interessante perceber que as portas, neste caso as do inferno, podem servir para nos defender dos inimigos e o inimigo, neste caso, são os guerreiros da Luz aqueles que pela força da Tradição libertarão os que estão aprisionados na rede modernista traçada desde há anos pela revolução dentro da Cristandade e que agora ocupa as posições de comando na Cidade ocupada.
Nestes tempos de geral apostasia que não se cisme, que não se pense, pois sermos acusados de cismáticos e excomungados, declarados como merecedores da morte eterna porque nos atrevemos a cismar. Aqueles que gostam de invocar Fátima a propósito de tudo e de nada, eis aqui os "erros da Rússia": aqueles que se atreviam a pensar e a discordar eram deportados para a Sibéria, agora esta nova estrutura, moderna, que substitui o saudoso Santo Ofício servido por tantos santos, decreta a Sibéria espiritual dos que guardar a Fé nas suas consciências.
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