terça-feira, 31 de janeiro de 2006

Deus, perfeição, beleza

excerto da crónica de Eduardo Prado Coelho
"O fio do Horizonte"

Há iniciativas editoriais que prestigiam o editor. A entrega de uma colecção, da sua concepção e execução, a uma personalidade riquíssima, grande poeta e grande ensaísta, como é Tolentino de Mendonça, dá à Assírio e Alvim a oportunidade de criar um lugar de publicações a que atribui o nome de "Teofanias",- espaços onde Deus aparece, em todos os registos do humano.
Saíram logo de entrada três volumes, que têm o enorme mérito de interessarem de um modo heterodoxo aqueles que se interessam pelos estudos de teologia, e ao mesmo tempo serem obras que podem ser lidas com emoção e deslumbramento por qualquer leitor que goste de pensar. [...]
Um colecção apaixonante, portanto, não feita de escolhas ao acaso, mas marcada por uma ideia de Deus que pode ser o Deus da teologia, mas é sem dúvida o Deus que nos prende à evidência terrestre de todas as coisas.
Assim vale a pena editar.
(Público, 30-I-06)


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domingo, 29 de janeiro de 2006

Acontecimento do século



Hoje... nevou em Lisboa!!!

Foto1: vista para a Rua António Maria Cardoso, ao Chiado

Foto 2: Alameda Afonso Henriques, vista do Técnico para a Fonte Luminosa (3 de fevereiro de 1957)



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sábado, 28 de janeiro de 2006

Acontecimento do ano

Na Faculdade de Letras, na minha aula de Ética, 3 pessoas admitiram, em voz alta, ser católicas. No meu grupo do trabalho prático havia 2 q vão à missa e são catequistas. Afinal isto n está tão mal cm se pensa! Acredito q ao longo do ano ainda vou encontrar mais católicos velados! Ainda se celebra a missa dos alunos do Ramo Educacional! ehehe! Viva a Faculdade de Letras!!!


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quarta-feira, 25 de janeiro de 2006

Senzas há 9 meses em Assis


Então? Cansadinhos?!


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Dia da conversão S. Paulo (patrono dos caminheiros do Corpo Nacional de Escutas)

"Eu sou Jesus, a quem persegues. Mas levanta-te, entra na cidade e ser-te-á dito o que deves fazer" At 9,5-6M
Comemoramos hoje, com solenidade, a conversão do apóstolo São Paulo. Ele próprio confessa, por diversas vezes, que foi perseguidor implacável das primeiras comunidades cristãs. Por causa disso atribuiu a si mesmo o título de "o menor entre os Apóstolos" e, ainda, de "indigno de ser chamado Apóstolo". Mas Deus, que conhecia a sua rectidão, tornou-o testemunha da morte de Santo Estevão, cena entre todas comovente, descrita nos Actos dos Apóstolos. A visão de Estevão apontando para os céus abertos e Filho do Homem, o Cristo, aí reinando, domina a vida toda do Apóstolo dos gentios, Paulo de Tarso.
Além das grandes e contínuas viagens apostólicas e das prisões e sofrimentos por que passou, devemos a este Santo, que se auto denomina "servo de Cristo", a revelação da mensagem do Salvador, ou seja, as 14 Epístolas ou Cartas. Elas formam como que a Teologia do Novo Testamento, exposta por um Apóstolo.
Jamais apareceu outro homem sobre a terra que fundamentasse tão bem a nossa fé em Cristo, presente na História, como também, presente em nossa própria existência. Foi São Paulo quem o fez de maneira insuperável.
(fonte: EAQ)


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Deus é Amor

Para ler senza pagare aqui.

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Papa abençoa cordeiros com cuja lã se tecerão os pálios arcebispais

CIDADE DO VATICANO, terça-feira, 24 de janeiro de 2006 (ZENIT.org).- Na festa litúrgica de Santa Inês, Bento XVI abençoou, em 21 de janeiro passado, como a cada ano, dois cordeiros vivos cuja lã servirá para tecer os pálios dos arcebispos do mundo nomeados no último ano. Como explicou Dom Crispino Valenziano, consultor do Ofício de Celebrações Litúrgicas do Pontífice, o pálio que Bento XVI usou pela primeira vez na missa de início de pontificado é diferente do que usaram os últimos papas, porque volta à forma original. O pálio pende sobre o lado esquerdo, em vez de cair à direita sobre o peito, e acaba em uma faixa de seda preta; tem bordadas cinco cruzes em seda vermelha, como as chagas do Pastor que se deixou crucificar por suas ovelhas, e sustenta-se com três alfinetes chamados «aciculae», que recordam a Paixão de Cristo. Insígnia litúrgica de honra e de jurisdição, levada pelo Papa e os arcebispos metropolitanos em suas igrejas e nas de suas províncias, simboliza a ovelha perdida e novamente encontrada, levada às costas pelo Bom Pastor, e o Cordeiro crucificado pela salvação da humanidade.

No princípio atributo do Papa, foi logo concedido pelo Santo Padre aos bispos que tivessem recebido da sede apostólica uma jurisdição especial. Esta tradição está documentada a partir do ano 513. Uma vez podados os cordeiros, as religiosas do mosteiro beneditino de Santa Cecília em Trastévere tecem os pálios. Serão colocados em uma urna de bronze junto a Confissão de São Pedro, na Basílica vaticana, até que o Papa os entregue em 29 de junho, festa de São Pedro e São Paulo, aos arcebispos metropolitanos nomeados no último ano.

Os dois cordeiros --presentes dos religiosos da ordem dos canônicos regulares lateranenses, que servem na basílica de Santa Inês-- foram criados no mosteiro trapista das Três Fontes («Tre Fontane»), aos arredores de Roma, cujo abade é o padre Jacques Brière. A benção dos cordeiros celebra-se no dia de Santa Inês para recordar seu martírio, que aconteceu no «Circus Agonalis», hoje praça Navona, onde existe uma igreja, Santa Inês, em Agone, e uma cripta dedicada à santa. A jovem foi exposta nesta praça e executada com uma espada, do modo como se degolavam os cordeiros. Nascida no século III, de família nobre romana, aos doze anos Inês se consagrou a Deus fazendo voto de virgindade. Após o estouro da terrível perseguição do imperador Diocleciano contra os cristãos, foi denunciada pelo filho do prefeito de Roma, cuja oferta de matrimónio a jovem rejeitara para ser fiel a sua promessa a Deus. Por este motivo e também pelo significado de seu nome em latim, «Agnes», de «agnus» (cordeiro), a iconografia representa a santa com um cordeiro entre os braços, símbolos de candor e sacrifício.


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terça-feira, 24 de janeiro de 2006

Portugal no seu melhor

Olá seeeeenzas!
tenho de vos contar esta: entao nao é que ontem recebi um sms a pedir que falasse para a revista sábado que andava à procura de um filho do meio para entrevistar sobre esse tema - o q é ser filho do meio? - e lembraram-se de mim pq queriam um filho do meio com menos de... 30 anos?!?!?
ahahahahahahhahah too late :)
fica a intenzzione

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Vigília ecumênica reúne centenas de jovens em Lisboa

Uma vigília ecuménica reuniu mais de 300 jovens de várias Igrejas cristãs este sábado no Convento de São Domingos, em Lisboa. O evento, que se insere no contexto da Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, foi promovido pelos departamentos da juventude das Igrejas da Confederação Portuguesa das Igrejas Cristãs (COPIC) e do Departamento da Juventude da diocese de Lisboa (SDPJ), segundo refere Agência Ecclesia.

Os jovens das Igrejas Metodista, Presbiteriana, Lusitana e Católica reuniram-se em oração numa expressão espiritual de grande importância, destacou o responsável do SDPJ, Pe. Carlos Miguel Gonçalves. «Dentro do ecumenismo espiritual uma das coisas que podemos fazer já, e em conjunto, é rezar», afirmou à agência portuguesa. Este encontro de várias Igrejas começou com um momento de reflexão, em conjunto e em trabalhos de grupo, após o qual se caminhou em procissão de luz para a Igreja onde teve lugar a celebração. Desde há alguns anos que os jovens, em Lisboa, se reúnem neste tipo de iniciativa, inserida num caminho iniciado durante a Assembleia Ecuménica de 1997 na Áustria. «Nesta Assembleia a delegação portuguesa reuniu-se à parte e decidiu que iria fazer alguma coisa de ecumenismo prático em Portugal, e foram os jovens quem melhor agarrou esta vertente», explicou Pe. Tony Neves, sacerdote católico que vem acompanhando de perto o movimento ecumênico jovem em Portugal. Segundo este sacerdote missionário espiritano, «os jovens desta geração, entre os 16 e os 30 anos, são muito mais abertos, a todos os níveis, e por isso também religiosamente», frisou.

in Zenit

Alguém ouviu falar disto? Que tipo de divulgação terão feito?

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Rezar

Valerá a pena manifestar a Deus o que nos preocupa? Ele não saberá já tudo? Então, porquê pedir-lhe algo? Ouvem-se muito estas interrogações. A verdade é que pedir por nós e pelos outros vale a pena! Deus escuta sempre as nossas orações, ainda que de um modo que não podemos entender imediatamente. E essas orações significam também que sintonizamos uns com os outros e que acreditamos que fazemos um corpo. Então Deus pode chegar a uns através dos outros. Rezar não é meter cunhas a Deus, é abrir-se e receber o bem que d'Ele vier.

Vasco Pinto de Magalhães, s.j., em Não há Soluções, Há Caminhos


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Rezar para quê?

Estamos na Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos (18-25 de Janeiro). Pela unidade na diferença. Mas a urgência no diálogo inter-religiões alarga esta preocupação à unidade de todos os povos da Terra. [...] Durante a Semana de Oração pela Unidade dos Cristãos, urge fazer a seguinte pergunta, - rezar terá algum sentido? [...] É na oração de petição que se tornam claros os absurdos das nossas atitudes e das nossas preces: parece que se está a informar alguém sobre algo que ele desconhece, não recorda ou a que não presta atenção. Ora, como adverte o próprio Jesus, "Nas vossa orações não useis de vãs repetições, como fazem os gentios, porque entendem que é pelo palavreado excessivo que serão ouvidos. Não sejais como eles, porque o vosso Pai sabe de que tendes necessidade mesmo antes de lho pedirdes" (Mt 6, 7-8). Tentar movê-Lo à compaixão é supor que Lhe somos indiferentes. Fazer da oração uma central de informações ou uma tentativa de convencer Deus da bondade das nossas causas é desgraçar aquilo que se pretende enaltecer. [...]
É evidente que a nossa oração é impura. Não é diferente de nós. Participa das nossas limitações, erros e pecados. Mas ela acontece, não para converter a Deus. Deus não precisa da nossa oração para nos querer bem. Somos nós que precisamos de muita oração para nos convertermos ao Seu amor e ao dos outros, para praticar a hospitalidade em relação a Deus e em relação a todos os que estão sós, para alargar a nossa alma ao mistério de Deus e do mundo. Dizia S. Paulo que não sabemos rezar, só o Espírito que perscruta a profundidade de Deus e os abismos do nosso coração nos poderá ensinar (Rm 8, 26-27)


Frei Bento Domingues, O.P., em Público 22-I-06


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segunda-feira, 23 de janeiro de 2006

"Deus caritas est"

"Bento XVI reafirmou ontem, durante a recitação do Angelus, no Vaticano, a publicação da sua primeira Encíclica já na próxima quarta-feira, dia 25.
A Encíclica terá o título "Deus é Amor", uma reflexão que o Papa enquadrou este Domingo no âmbito da semana de oração para a unidade dos cristãos.

"A expressão ‘Deus é Amor’ que em latim é ‘Deus caritas est’, é o título da minha primeira Encíclica que será publicada na próxima quarta-feira, 25 de Janeiro, festa da conversão de S. Paulo. Estou feliz que isto coincidia com a conclusão da semana de oração para a unidade dos cristãos", afirmou. “Deus é amor e só convertendo-nos a Ele e aceitando a sua Palavra nos encontraremos todos unidos no único Corpo místico de Cristo”, explicou.

Como lembrou Bento XVI, na próxima quarta-feira o Papa presidirá a celebração das Vésperas, na Basílica de São Paulo fora de muros, junto de representantes das outras Igrejas e comunidades eclesiais de Roma.


Bento XVI explicou hoje que a sua primeira encíclica “Deus caritas est” (Deus é amor) nasceu da vontade de devolver o “esplendor original” à palavra “amor”. O Papa justificava a sua escolha perante os participantes do Congresso internacional sobre a caridade, promovido pelo Conselho Pontifício “Cor Unum”.

“A palavra amor está hoje tão deturpada, consumida e abusada que quase se teme deixá-la aflorar aos próprios lábios”, lamentou no seu discurso. Apesar disso, Bento XVI frisa que “nós não podemos, simplesmente, abandoná-la (a palavra amor), mas devemos retomá-la, purifica-la e devolvê-la ao seu esplendor originário, para que possa iluminar a nossa vida e levá-la pela caminho certo”. “Foi esta consciência que me levou a escolher o amor como tema da minha primeira encíclica”, acrescentou.
Ao apresentar a origem e os conteúdos da sua Encíclica, o Papa retomou passagens da “Divina Comédia”, de Dante, para explicar que “a fé deve tornar-se uma visão-compreensão que nos transforma”. A partir daqui, Bento XVI deixa o convite para que a fé não se transforme “numa teoria”, mas que seja uma coisa muito concreta, “o critério que decide o nosso estilo de vida”. “Numa época em que a hostilidade e a avidez se tornaram superpotências, numa época em que assistimos ao abuso das religiões até à apoteose da ódio, a racionalização neutra não é capaz, por si só, de proteger-nos”, alertou. Para o Papa, é claro que os homens e mulheres de hoje “têm necessidade do Deus vivo, que nos amou até à morte”.


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domingo, 22 de janeiro de 2006

Senzhugo 30 anos

Parabéns ao Senza que comemora hj 30 Invernos!!!
Podemos rezar 1 Avé Maria por ele e também por todos os bebés que nasceram hj por esse mundo fora.


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Faz hoje 9 meses que...



... estivemos na varanda do Cardeal D. Saraiva Martins



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sábado, 21 de janeiro de 2006

Faz hj 9 meses q conhecemos o Ludwig

Senzas e Ludwig na sacristia da Ig. de Sta. Inês em Roma


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Unidade dos Cristãos

Estamos em pleno Oitavário de Oração pela Unidade dos Cristãos e ainda ninguém fez referência a isso no nosso blog!Estou chocado!!É importantíssimo rezarmos pela Unidade da Igreja!Cristo só fundou uma!!
Vá, espero que aparecam rapidamente posts relacionados com isto e que se REZE por isto!!Filipe, estás à vontade pra nos falar sobre isto, é sempre uma honra a tua participação!! Força!!


Sobre a Audiência geral de 18/Jan/06

"Bento XVI insistiu hoje na necessidade de promover a unidade entre as várias Igrejas e comunidades cristãs, numa audiência geral que teve lugar no primeiro dia do Oitavário de Oração pela unidade dos cristãos.“A semana de oração pela unidade dos cristãos é um momento importante, que permite reflectir sobre o drama da divisão da comunidade cristã”, assinalou, numa catequese centrada sobre o tema desta semana: “Onde dois ou três estiverem reunidos em meu nome, estarei no meio deles”.

O Papa assegurou que “há muito para agradecer”, relativamente ao caminho ecuménico realizado nos últimos anos, mas frisou que há, também, “muito por fazer e para esperar”.Classificando a divisão dos cristãos como um “drama”, Bento XVI convidou a redescobrir “a oração pela união de todos”, o que envolve “católicos, ortodoxos e protestantes em diversas formas, tempos e modos”.“Os elementos que, apesar da divisão permanente, ainda congregam os cristãos sustentam a possibilidade de elevar uma oração comum a Deus”, explicou.

O Papa lembrou que a oração pela unidade faz parte do núcleo central do Concílio Vaticano II, “compreendendo as orações públicas e privadas, a conversão do coração e a santidade de vida”. Para além destes ensinamentos conciliares, Bento XVI aludiu ao esforço e testemunho ecuménicos de João Paulo II. Na saudação aos grupos de Portugal e do Brasil e todos os peregrinos lusófonos presentes, o Papa frisou que “se (estiverdes) unidos em nome de Jesus, Ele está no meio de vós! Não podeis encontrar ponto de união mais eficaz: Ele deu a sua vida, para reunir o que andava disperso”.

“Com Jesus na vida, jogai a partida da unidade!”, acrescentou, brincando com a presença de uma delegação da Federação Portuguesa de Futebol.
(esta parte era escusada...)

Aos cerca de 8 mil peregrinos presentes na sala Paulo VI, por causa do mau tempo, o Papa lembrou que no próximo dia 25 irá à Basílica de São Paulo fora de muros “rezar, com estes sentimentos, ao lado de irmãos ortodoxos e protestantes, para agradecer o dom que Deus nos concedeu”.

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Hoje: dia de Santa Inês


"Quem não carrega a sua cruz e não vem após mim, não pode ser meu discípulo" Lc 14,27

A Igreja venera hoje uma santa muito conhecida e amada: Santa Inês. Ela é, sem dúvida, a mais famosa de todas as virgens e mártires dos primeiros tempos do cristianismo. Viveu por volta de 304-306. Sua lembrança e seu culto nunca foram interrompidos.
Na idade de treze anos, recebeu uma proposta de casamento por parte do filho do prefeito de Roma, apaixonado pela sua beleza. Inês pertencia à nobreza romana. Mas era, acima de tudo, cristã. E queria dar a Cristo todos os seus dons, juntamente com a vida.
Conta a história que, por vingança, ela foi condenada à fogueira. E o povo acrescenta que o fogo não tocou nem mesmo os seus longos e belos cabelos. Decidiram então os algozes decepar-lhe a cabeça. Só então ela morreu. Ou melhor, não morreu, mas passou definitivamente para a verdadeira Vida, com Cristo, no Reino do Pai.
O Papa São Dâmaso escreveu sobre Santa Inês, exaltando-lhe as virtudes e propondo-a como modelo para as jovens cristãs de todos tempos.

O Evangelho, bem o sabemos, leva os jovens a fazerem a sua grande opção. Tudo receberam de Deus! Tudo a Deus podem dar!

(fonte: EAQ)

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quarta-feira, 18 de janeiro de 2006

9 meses...

Senzas em trabalho de parto!

Obrigada, P.D.!

Isto merece comemoração! Vamos comemorar a vida!



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terça-feira, 17 de janeiro de 2006

Pois é...

... Acho que deviamos fazer um retiro.
Um fim-de-semana em fevereiro seria bom, não acham?

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segunda-feira, 16 de janeiro de 2006

Pensamento do fim da manhã

Quando vou à Capela, ponho-me diante de Deus e digo-lhe: “Senhor, eis-me aqui, concedei-me o que quiserdes”. Se Ele me dá alguma coisa, fico muito contente e agradeço-lhe. Se não me concede nada, também Lhe agradeço, porque eu não mereço nada. Depois, digo-lhe o que me vem à mente; conto-lhe as minhas mágoas, as minhas alegrias e fico a escutá-l’O. Se O escutardes, Ele também vos falará, porque é preciso não só falar com Deus, mas também escutá-l’O. Ele fala sempre quando vamos ter com Ele com humildade e simplicidade.

Santa Catarina Labouré


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sábado, 14 de janeiro de 2006

Programa senza

meus queridos;

tenho um programinha a propor:

domingo, dia 15

- missa em sta isa
-jantar no mac
-cinema no saldanha (início dos festejos trintões)

q tal?

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sexta-feira, 13 de janeiro de 2006

Pensamento do dia

Era uma vez um homem que corria e corria pela vida... A vida era curta e necessitava de correr muito para a gozar muito e ser feliz. E quanto mais corria, mais necessitava de correr! Descobria sempre mais lugares para visitar! Necessitava de encontrar tudo e gozar de tudo. Até que um dia, cansado de tanto correr, parou. Então, a felicidade pôde alcançá-lo.

Vasco Pinto de Magalhães, em Não há soluções, há caminhos


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livro!

Tenho andado a pensar...e até já comentei isto com alguns, acho eu! E se escrevessemos um livro da nossa viagem a Roma? Já vi livros bem menos interessantes, acho que o nosso até tinha muitas coisas giras para serem contadas! Daria um livro senzacional! Ou então não...
Claro que a venda do livro não poderia ser senza, podíamos aproveitar para ganhar algum dinheiro e com esse fazíamos outra viagem!

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quinta-feira, 12 de janeiro de 2006

Pensamento da noite (ou não)

A atencao às
pequenas coisas ñ
è
mesquinhez;manif
esta,mt pelo
contrario,grandez
a d coracao,q no
seu mt amor
repara naquilo q a
1 pessoa s/amor
passa inadvertido

Remetente:
João SIlveira

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Pensamento do dia

Deixar-se surpreender! Há pessoas que acordam cansadas. Outras, ainda pior, acordam como se tudo já tivesse sido visto, vivido e esgotado. Ora a vida está cheia de surpresas e não podem ser todas más! Mesmo aquela pessoa que já conheço ou esta situação que parece repetida nunca são iguais. Há que ter, isso sim, olhos capazes de captar a novidade e a surpresa do mundo, o q depende de termos ou não um coração puro e humilde.

Vasco Pinto de Magalhães, em Não há soluçoes, há caminhos


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domingo, 8 de janeiro de 2006

Get ready!

Seeeeeeeeeeeeenzaaaas!
Equipistas, Santiagrinos e demais amigos,

como sabem, tou quase quase a fazer 30 anos! Como é data para ser comemorada à grande, desafio-vos desde já a visitarem o www.30yearsday.blogspot.com onde está o programa do início das festas.

beijinhos e abracers

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sábado, 7 de janeiro de 2006

MELKINASSAR, O QUARTO REI MAGO

Quando Jesus nasceu em Belém, apareceu no Oriente no céu uma estrela brilhante. Os Magos disseram entre si:
- Sigamos a estrela, que ela irá indicar-nos onde se encontra o Salvador do mundo.
Eram três reis e chamavam-se Gaspar, Belchior e Baltazar. Ao chegarem à casa do Menino, adoraram-no e ofereceram-lhe os seus presentes, - outro, incenso e mirra.
Mas houve um quarto rei chamado Melkanassar, que se atrasou e teve de fazer a viagem sozinho. Ao fim do primeiro dia de viagem, chegou junto a uma cabana. Sobre ela parou a estrela. Entrou e lá dentro jazia um velhinho doente a chamar por socorro.
O quarto rei não o abandonou. Fez-lhe os curativos e alimentou-o. Ficou ali até ele se curar. Depois, partiu de novo, seguindo a estrela.
Um dia, encontrou um homem faminto. Cheio de compaixão, repartiu com ele os seus alimentos.
Mais adiante, ouviu prolongados gemidos. Era um idoso a tremer de frio. Com ele repartiu a sua roupa.
O quarto rei continuou o seu caminho, socorrendo os infelizes que encontrava. Para isso, até já tinha vendido a sua coroa de ouro.
Um dia, encontrou uma família muito triste. O pai estava para partir à procura do Messias, de quem ouvira falar e se encontrava na Judeia, para lhe pedir ajuda. Mas o quarto rei disse-lhe:
-Eu vou no teu lugar!
O camelo entretanto morrera de cansaço. O rei partiu a pé a caminho de Jerusalém. Ao chegar à cidade, sentiu um ambiente muito triste. Perguntou onde se encontrava o Messias e disseram-lhe:
-Foi morto há três dias. Crucificaram-no no Calvário.
O quarto rei foi ao Calvário e lá estavm cruzes vazias. Lamentou-se dizendo: "Há mais de trinta anos à procura do Messias, e não o pude ver vivo!"
De repente, viu um jovem vestido de branco que lhe disse:
-Por que te lamentas?
O quarto rei explicou a sua história a esse jovem radiante de luz. Este disse-lhe:

-Não te lamentes. Tu já o encontraste mais de uma vez no teu caminho.
O quarto rei perguntou-lhe:
-Mas quem és tu?
Ele respondeu:
-Eu sou Jesus vivo. Passei da morte para a vida sem fim. E tudo o que fizeste aos pobres e infelizes, a mim o fizeste!


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sexta-feira, 6 de janeiro de 2006

Dia de Reis

Queridos amigos, esta não é uma história distante, de tempos passados. É uma presença. Queridos jovens, na nossa peregrinação com os misteriosos Magos do Oriente chegamos ao momento que S. Mateus descreve assim no seu Evangelho: «Entraram na casa sobre a qual tinha parado a estrela, viram o menino com Maria, sua Mãe, e prostrando-se diante d’Ele, adoraram-no» (Mt 2, 11). O caminho exterior daqueles homens terminou. Chegaram à meta. Mas neste ponto começa um novo caminho para eles, uma peregrinação interior que muda toda a sua vida. Porque certamente tinham imaginado este Rei recém-nascido de modo diferente. [...] 

O novo Rei era muito diferente do que esperavam. Deviam, pois, aprender que Deus é diferente de como costumamos imaginá-lo. Aqui começou o seu caminho interior. Começou no mesmo momento em que se prostraram diante deste Menino e o reconheceram como o Rei prometido. Mas deviam ainda interiorizar estes gozosos gestos. Deviam mudar a sua ideia sobre o poder, sobre Deus e sobre o homem e, com isso, mudar também eles próprios. Agora tinham visto: o poder de Deus é diferente do poder dos grandes do mundo. Seu modo de agir é diferente de como imaginamos e de como o quiséramos impor também a Ele. Neste mundo, Deus não faz concorrência às formas terrenas do poder. Não contrapõe os seus exércitos a outros exércitos.

(excerto do discurso do Papa Bento XVI na vigília em Marienfeld, JMJ 2005)


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quinta-feira, 5 de janeiro de 2006

Tchraaannnn

ALGUÉM ESTÁ DE VOLTA!

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quarta-feira, 4 de janeiro de 2006

SNOWTRIP/EJNS 2006

5 a 12 de Março
BAQUEIRA/BERET

para todos os interessados, estamos já em marcações para a SNOWTRIP/EJNS 2006 informem-nos (ASAP) se quiserem estar presentes na Actividade mais radical do Ano!!!
Nota: a snowtrip do ano passado, para o mesmo sitio, com tudo incluído - aluguer de carrinha, forfaits, apartamentos, alimentação, multas de estacionamento, gasolinas - saiu-nos a 500 euros máx.


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terça-feira, 3 de janeiro de 2006

Do Convento dos Capuchos

Como tinha sido prometido neste post, os guias do Convento dos Capuchos enviaram-nos um postal de Natal.
No envelope vinha escrito:


Eis o postal (onde é que eu já vi esta foto??):


E por dentro:


"Caros amigos,
Com um pedacinho natalício deste Convento de que guardamos uma memória de uma manhã tão especial de partilha convosco, vos vimos desejar um Natal cheio de Paz e um ano de 2006 com muitas alegrias.
Para todos os 'Senzas' e para o Frei Bernardo, um grande abraço"

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segunda-feira, 2 de janeiro de 2006

sábado, 31 de dezembro de 2005

só para dizer aos meus...

...Queridos Senzas:

obrigada por terem tornado este ano especial.
obrigada por terem estado em momentos importantes ou por terem apenas estado por perto.
cada um de vocês é importante!
e só me resta mesmo dizer obrigada!


BOM ANO :)
cuidado com a passagem de ano ;p divirtam-se mas com moderação nos vícios!


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2005 - ano dos SENZAS

SENZAS OBRIGADO! Vocês fizeram de 2005 o melhor ano da minha vida! =)
Acreditem que ter-vos conhecido a todos e a cada um e nas condições em que nos conhecemos (em Roma!) foi marcante, e agradeço a Deus por isso!
Senzaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaaas!!!

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2006

Póis é, vem aí 2006, os senzas não ficam parados e mais viagens se preparam.
No próximo ano, podíamos comemorar 1 ano de senzas indo à Terra Santa, de 17 a 27 de abril, exactamente na mesma altura em q tivémos em Roma =)!
Quem alinha??? Temos de nos mexer depressa e arranjar dinheiro, pq desta vez acho que nao existe nenhuma lei a dizer q os portugueses na Terra Santa não precisam de pagar transportes...

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noite de natal

Sair no dia de Natal? Sim ou não?
Quero polémica...animem isto, não quero eco lol

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quarta-feira, 28 de dezembro de 2005

Jornadas da Juventude com temas escolhidos

Bento XVI já divulgou os temas das Jornadas da Juventude para os próximos três anos (diocesanas em 2006 e 2007 e mundial em 2008). Os jovens reflectirão no ano que vem sobre o versículo 105 do Salmo 119 – «Tua palavra é lâmpada para os meus pés e luz para o meu caminho» – e , em 2007, o tema escolhido procede do Evangelho de João: «Como eu vos amei, amai-vos também vós uns aos outros» (João 13, 34). Por sua parte, a edição mundial das Jornadas da Juventude, convocada para 15 a 20 de Julho de 2008, em Sydney, Austrália, irá centrar-se um tema extraído dos Actos dos Apóstolos:

«Recebereis a força do Espírito Santo, que virá sobre vós, e sereis minhas testemunhas » (Actos 1, 8).

A notícia foi confirmada por uma carta do Conselho Pontifício para os Leigos, do dia 28 de Novembro, dirigida aos «representantes nacionais da Jornada Mundial da Juventude e movimentos, associações e comunidades juvenis internacionais ».

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sábado, 24 de dezembro de 2005

Natal!

Bento XVI: A verdadeira luz de Natal Meditação durante a audiência geral
CIDADE DO VATICANO, quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

Papa Bento XVI esta quarta-feira durante a audiência geral, dedicada ao mistério do Natal.


A audiência de hoje acontece no clima de alegre e ansiosa espera da festividade natalícia já iminente. Vem o Senhor Jesus! Repetimos nestes dias, na oração preparando o nosso coração, para experimentar a alegria do nascimento do Redentor. Em particular, nesta última semana do Advento, a liturgia acompanha e sustenta o nosso caminho interior com repetidos convites a acolher o Salvador, reconhecendo-o no humilde Menino que jaz num presépio. Este é o mistério de Natal, que podemos compreender melhor através de tantos símbolos. Entre estes símbolos está o da luz, que é um dos mais ricos de significado espiritual e sobre o qual queria reflectir brevemente. A festa de Natal coincide, no nosso hemisfério, com a época do ano em que o sol termina sua parábola descendente e começa a fase na qual se amplia gradualmente o tempo de luz diurna, segundo o percurso sucessivo das estações. Isto ajuda-nos a compreender melhor o tempo da luz que prevalece sobre as trevas. É um símbolo que evoca uma realidade que afecta o íntimo do homem: refiro-me à luz do bem que vence o mal, do amor que supera o ódio, da vida que vence a morte. Natal faz pensar nesta luz interior, na luz divina, que nos volta a apresentar o anúncio da vitória definitiva do amor de Deus sobre o pecado e a morte. Por este motivo, na novena do santo Natal que estamos vivendo, há muitas e significativas referências à luz. Recorda-nos também a antífona cantada no início do nosso encontro. O Salvador esperado pelos povos é saudado como «Astro nascente», a estrela que indica o caminho e guia os homens, andantes entre as escuridões e os perigos do mundo para a salvação prometida por Deus e realizada em Jesus Cristo. Ao preparar-nos para celebrar com alegria o nascimento do Salvador, nas nossas famílias e nas nossas comunidades eclesiais, enquanto uma certa cultura moderna e consumista tenta fazer desaparecer os símbolos cristãos da celebração do Natal, assumamos todos o compromisso de compreender o valor das tradições natalícias, que formam parte do património da nossa fé e da nossa cultura, para transmiti-las às novas gerações. Em particular, ao ver as ruas e praças das nossas cidades adornadas com luzes resplandecentes, recordamos que estas luzes evocam outra luz, invisível para os nossos olhos, mas não para o nosso coração. Ao contemplá-las, ao acender as velas das igrejas ou as luzes do presépio e da árvore de Natal em nossas casas, que o nosso espírito se abra à verdadeira luz espiritual trazida a todos os homens e mulheres de boa vontade. O Deus conosco, nascido em Belém da Virgem Maria, é a Estrela de nossa vida! «Astro que surge, esplendor de luz eterna, sol de justiça: vem, ilumina quem jaz nas trevas e nas sombras da morte». Ao assumir esta invocação da liturgia de hoje, peçamos ao Senhor que apresse a sua vinda gloriosa entre nós, no meio de todos os que sofrem, pois só nele podem encontrar resposta as autênticas expectativas do coração humano. Que este Astro de luz sem ocaso nos comunique a força para seguir sempre o caminho da verdade, da justiça e do amor! Vivamos intensamente estes dias que precedem o Natal junto a Maria, a Virgem do silêncio e da escuta. Que Ela, que ficou totalmente envolta pela luz do Espírito Santo, nos ajude a compreender e a viver plenamente o mistério do Natal de Cristo. Com estes sentimentos, exortando-vos a manter viva a maravilha interior na fervorosa espera da celebração já próxima do nascimento do Senhor, desejo com alegria um santo e feliz Natal a todos vós, aqui presentes, a vossos familiares, a vossas comunidades e a vossos entes queridos. Feliz Natal a todos!

Eu assino por baixo! Bom Natal a todos! =)
Beijinhos e abraços!

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sexta-feira, 23 de dezembro de 2005

senzitos... UM SANTO NATAL!!!



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em directo do convento dos capuchos

---------- Forwarded message ----------
From: Ana Margarida Martins
Date: 23-Dec-2005 11:27
Subject: Feliz Natal
To: Mariana Vaz Serra


Cara Mariana,

Esperamos que estejam todos bem e que, na aproximação do Natal, tragam os corações cheios de alegria!

Gostávamos muito de vos enviar um postal de boas festas, até porque adorávamos partilhar convosco um pedacinho do "Convento Natalício"... Caso possam, por favor digam-nos para que morada devemos endereçá-lo.

Até lá, fica aqui a nossa mensagem de alegria e de felicidade para todos os Senzas e para o Frei Bernardo!

Um santo Natal para todos,
Paz e Bem!

Em nome dos vossos amigos do Convento de Santa Cruz de Sintra

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quarta-feira, 21 de dezembro de 2005

missa de Natal das ejNS

Senzas!
Amanhã, dia 22 de Dezembro, Missa de Natal das EJNS, às 19h em Santa Isabel...Todos convidados a ir!!

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Programa BEATO!!!!

Venho por este meio anunciar que dia 23 de Dezembro, 6ª feira, realizar-se-á uma belíssima reunião de amigos, com o seguinte programa:

12h00- Santa Missa, na Igreja de Nossa Senhora do Carmo, Alto do Lumiar - Com a presença dos Pe.s Duarte da Cunha e Duarte de Sousa Lara, em princípio o Pe. Nuno Serras Pereira também...

Depois da Missa almoço num restaurante ainda a definir, mas muito provavelmente num chinês perto da igreja...

É uma reunião para todas as pessoas de Fé e de boa vontade!!! Apareçam a tragam amigos!!

Digam-me alguma coisa para ter uma ideia de quem vai, sff. beijinhos mariana




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segunda-feira, 19 de dezembro de 2005

homilia de Natal

Antecipando-nos uns dias, aqui temos a homilia de Natal do "nosso" Frei Bernas!

Hoje é Natal. Ontem foi Natal. Amanhã será Natal. Natal: a festa do perdão recebido que se torna perdão dado. Natal: a festa do Deus feito menino, do Deus amor. O Deus que convida meninos, adolescentes, jovens, adultos e adultos maiores a serem como Ele. Natal: a festa do perdão recebido que se torna perdão dado. No princípio Jesus estava na presença de Deus. Por meio d’Ele tudo foi feito. Nele estava a vida e a vida era a luz dos homens. A luz brilhou nas trevas, e as trevas não a apagaram. Uma luz maior que todas as trevas. Uma luz que veio para todos. Muitos não a receberam, outros ignoram-na, mas ela brilhou, brilha e brilhará sempre. Uma luz maior que todas as trevas. O perdão recebido que se torna dado é maior que tudo. Jesus é a Luz que veio ao mundo para nos iluminar, para nos colmar da sua força de amor, para nos tornar filhos de Deus (Jo 1,12). Filhos de Deus? Sim. Jesus veio ao mundo para nos tornar filhos de Deus. Jesus veio para nos dar a vida que não depende dos laços de sangue, dos impulsos da carne, nem da vontade de um homem, mas de Deus. Jesus dá-nos a vida de Deus.Deus fez-se homem. Nós contemplamos a sua glória, a glória do Filho Unigénito do Pai, cheio de graça e de verdade. Nós participamos da Sua plenitude, recebendo graças sobre graças. A Lei foi dada por Moisés, a graça e a verdade vieram-nos pelo menino Jesus. O menino Jesus do seio do Pai habita entre nós e dá-nos a conhecer o Seu Pai. Ainda que fora perseguido mal nascera, ainda que os Seus familiares e amigos nem sempre o compreendessem, ainda que viesse a ser traído, perseguido e injustamente condenado, viveu, vive e viverá sempre a Sua festa e esta nos propõe: a festa do perdão recebido que se torna perdão dado. Ainda que famílias continuem sem se entenderem, ainda que prevaleçam guerras e injustiças, ainda que muitas crianças morram sem ver o sol nascer, ainda que muitos pobres sofram o frio e a fome, ainda que tanta infidelidade e mentira paire, ainda que muitos sabedores continuem ignorantes, hoje é Natal: a festa do perdão recebido que se torna perdão dado. Será isso possível? A própria Mãe de Jesus, Maria santíssima, perguntou ao anjo: “Como será isso possível?” O Natal é a festa do impossível para o apenas humano, mas do possível de Deus em nós. Deus chama-nos a vivermos, partilharmos e celebrarmos o impossível. Mas como? Com a força do Espírito Santo. O anjo responde-nos como a Maria: “O Espírito Santo virá sobre ti, porque nada é impossível a Deus.” O modo mais sublime de celebrar o Natal é contemplar rendido as obras impossíveis que Deus faz em mim, nos meus familiares, amigos, irmãos e vizinhos. É importante construir presépios, trocar prendas, partilhar com os pobres, estar à mesa com os familares, celebrar a missa do Galo. Claro que é importante. Mas, o essencial é deixar que o Deus faça em mim as Suas obras, a Sua festa. O essencial é que o perdão recebido se torne dado. Maria disse ao anjo: “Eis a serva do Senhor, faça-se em mim segundo a tua palavra.”Se cada vez que me maltratarem rendido à força do Teu Espírito for instrumento de perdão será Natal. Se cada vez que falhar rendido à força do Teu Espírito me levantar para prosseguir na santidade será Natal. Se cada vez que não tiver forças rendido à força do Teu Espírito agir no bem será Natal. Se cada vez que fizer o bem rendido à força do Teu Espírito assim perseverar será Natal. Haverá em mim e no mundo graça sobre graça. Defronte ao amor de Deus a rendição é o primeiro passo para a salvação, a santidade e a comunhão. Deixa que Deus opere em ti, observa as Suas obras em ti e verás!O Natal não ficou para a história pelo recenseamento do Imperador romano César Augusto, pela mestria e generosidade dos magos, pela teimosia e indisponibilidade dos habitantes de Belém, pela indiferença dos familiares e amigos de Maria e José, pelas maravilhosas aparições dos anjos, nem pelo encanto e curiosidade dos pastores. Não! O Natal ficou para a história porque a força do Espírito Santo foi recebida e gerou o Filho de Deus, no impossível humano concretizou-se o luminoso amor de Deus.Eis-nos aqui Senhor, faça-se em nós segundo a Tua palavra. Queremos rendidos à força do Espírito Santo ser salvos como os pastores, caminhar na santidade como magos, operar com o mesmo amor de Teu Pai. Natal é deixar que o Espírito Santo faça em nós os Seus impossíveis. Natal é deixar que Deus habite em nós, nos nossos lares e comunidades.A autêntica prenda que posso oferecer hoje é o perdão que recebi. A coisa mais certa e possível que posso realizar é o impossível de Deus em mim. Uma realidade dada olhos nos olhos. Que formosos são os pés do mensageiro da paz que apregoa a boa-nova e proclama a salvação! As sentinelas gritam, porque vêem o Senhor fazer irromper das ruínas, destroços, angústias, ressentimentos e frustações cânticos de alegria e consolação pela força do Seu Espírito Santo.O menino Jesus revela-se hoje e sempre a todos os confins da terra. Deus lembra-se sempre do Seu amor filial em favor da humanidade. Aclamai o Senhor, terra inteira, exultai de alegria e cantai. Hoje, Deus fala-nos por meio do Seu Filho, resplendor da Sua glória. Ele quer que sejamos nós o esplendor da Sua glória, os mensageiros da Sua paz, as sentinelas do Seu perdão. A luz maior que todas as trevas. O impossível mais certo que todo o possível. O perdão recebido que se torna dado.

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domingo, 18 de dezembro de 2005

Jantar de Natal de Senzas

Meus amores, que tal jantar senzástico de Natal na 6ª feira?

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Que dia é hoje???

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quarta-feira, 14 de dezembro de 2005

HJ é dia de São João da Cruz

A doutrina de João da Cruz é plenamente fiel à antiga tradição: o objetivo do homem na terra é alcançar “Perfeição da Caridade e elevar-se à dignidade de filho de Deus pelo amor; a contemplação não é um fim em si mesma, mas deve conduzir ao amor e à união com Deus pelo amor e, por último, deve levar à experiência dessa união à qual tudo se ordena”. “Não há trabalho melhor nem mais necessário que o amor”, disse o Santo. “Fomos feitos para o amor”. “O único instrumento do qual Deus se serve é o amor”. “Assim como o Pai e o Filho estão unidos pelo amor, assim o amor é o laço da união da alma com Deus”.
O amor leva às alturas da contemplação, mas como o amor é produto da fé, que é a única ponte que pode salvar o abismo que separa a nossa inteligência do infinito de Deus, a fé ardente e vívida é o princípio da experiência mística. João da Cruz costuma pedir a Deus três coisas: que não deixasse passar um só dia de sua vida sem enviar-lhe sofrimentos, que não o deixasse morrer ocupando o cargo de superior e que lhe permitisse morrer humilhado e desprezado.

Faleceu no convento de Ubeda, aos quarenta e nove anos, à meia-noite do dia 14 de dezembro de 1591, após três meses de sofrimentos atrozes. Seu corpo foi trasladado para Segovia em maio de 1593. A primeira edição de suas obras deu-se em Alcalá de Henares, em 1618. No dia 25 de janeiro de 1675 foi beatificado por Clemente X. Foi canonizado em 27 de dezembro de 1726 e declarado Doutor da Igreja em 1926 por Pio XI . Em 1952 foi proclamado "Patrono dos Poetas Espanhóis".


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terça-feira, 13 de dezembro de 2005

Frase do dia

De que te vale ficar de braços cruzados se o maior Homem do mundo morreu de braços abertos?

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Hoje agradeço a Deus...

Eu agradeço a Deus...

Por todos os exames que tenho que fazer,
porque isso significa que posso estudar...

Pela sombra que segue, porque isso
significa que ando ao sol...

Pelas paredes que precisam de ser pintadas,
pelas lâmpadas que têm que ser mudadas,
porque isso significa que tenho uma casa...

Por todas as críticas que faço às coisas que
não me satisfazem, porque isso significa
que tenho liberdade de expressão...

Pela senhora que canta desafinadamente ao
meu lado, porque isso significa que posso ouvir...

Pelo cansaço que sinto ao final do dia,
porque isso significa que tenho saúde para trabalhar...

Pelo despertador que toca às primeiras
horas da manhã, porque isso quer dizer que estou VIVO!


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segunda-feira, 12 de dezembro de 2005

Enfeitar o coração

[...]
O principezinho voltou no dia seguinte .
-Era melhor teres vindo à mesma hora, - disse a raposa. Se vieres, por exemplo, às quatro horas, às três já eu começo a ser feliz. E quanto mais perto for da hora, mais feliz eu me sentirei . Às quatro em ponto já hei-de estar toda inquieta e agitada: é o preço da felicidade! Mas se chegares a uma hora qualquer, eu nunca saberei a que horas é que hei-de começar a arranjar o meu coração, a vesti-lo, a pô-lo bonito... São precisos rituais.
(Antoine de Saint-Exupéri, em O Principezinho)
Nós sabemos quando é que Aquele que nos faz feliz chega! Está na altura de enfeitar o nosso coração, de o embelezar para recebermos o Menino que vai nascer. O Menino que Se tornou Pão da Vida para o mundo, que Se entrega na Eucaristia, vai chegar pequenino, frágil, humano... Embelezemos o nosso coração! E que essa beleza resplandeça no mundo inteiro!
(não fui eu que fiz a analogia com o Principezinho, foi o Pe Armindo! 'tá bonito, hem?)


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sexta-feira, 9 de dezembro de 2005

ainda sobre os crucifixos nas escolas...

Polémica desnecessária

O tema é antigo e necessariamente discutível. A polémica é recorrente e desnecessária. Injectada na opinião pública desta forma, remete a discussão para o registo antagónico do jacobinismo mais agressivo e da beatice mais bacoca.

Recordo o dia em que visitei, poucos dias depois da abertura, o canal de televisão de "inspiração cristã", conhecido então como "a televisão da Igreja". Quando entrei na redacção, alguém apontou para o crucifixo colocado na parede para dizer "estou para ver quando tiram o gajo dali".

O debate não se deve fazer ao nível da imposição ou consentimento dos símbolos religiosos na esfera pública - embora a Constituição da República possa induzir algumas ambiguidades para leitores de má fé -, mas de perceber as mudanças na sociedade e prevenir falsos conflitos.

Por um lado, sendo a escola um espaço público, deve ser reflexo da complexidade plural da sociedade e fará sentido lá estar o(s) símbolo(s) religioso(s). Por outro, sendo igualmente um espaço público que garante a igualdade de direitos, não deverá ferir a susceptibilidade de quem se sinta "ofendido" com a presença do(s) símbolo(s).

A laicidade implica a separação objectiva entre o Estado e as religiões, mantendo a equidistância e o respeito pelo fenómeno religioso. Caso contrário, o desequilíbrio entre as duas dimensões tenderá sempre para a exclusão do "íntimo", o que significa a deturpação total dos princípios de cidadania, de participação e de co-responsabilidade. Ao excluir a dimensão "religiosa" - seja o que isso for na experiência vivencial ou na intimidade - da visibilidade pública, o Estado estaria a violar os seus próprios deveres básicos.

A questão dos crucifixos nas escolas - leia-se o editorial de António José Teixeira no Diário de Notícias de dia 30 de Novembro - não deve ser interpretada como uma atitude intolerante do Estado perante a religião maioritária, mas o enquadramento da polémica já agitou funestos estigmas que o tempo tarda em apagar. Até que ponto a retirada dos símbolos religiosos das escolas não será a abertura de uma "caixa de Pandora" que, noutros casos, se revelou social e culturalmente trágica?
Devem seguir-se todos os outros espaços públicos?
Deve aplicar-se apenas aos espaços públicos fechados ou também à rua?
As estátuas com temática religiosa, que ornamentam jardins e praças, devem ser retiradas?
As manifestações públicas de fé devem ser proibidas?
Os feriados de origem religiosa devem acabar?
Passa a ser legítimo invocar "ofensa" para obrigar alguém a tirar o colar, o "pin" ou o brinco com um símbolo religioso?
A mulher muçulmana pode usar o véu?
A freira tem descobrir a cabeça e o padre tem de tirar o "cabeção"?
As igrejas devem ser "tapadas"?
A mesquita deve tirar o quarto crescente?
As apresentadoras da televisão pública não podem usar símbolos religiosos? Nem despedir-se dizendo "até amanhã se Deus quiser"?
Devem acabar os tempos de emissão atribuídos às religiões nos canais públicos? E as missas?
Os canais públicos devem transmitir uma celebração religiosa?
Os sinos deixam de tocar?
Os cemitérios devem ser "limpos" dos símbolos religiosos?
Que fazer ao Cristo Rei?
A Assembleia da República deve mudar de sede?

Algumas destas perguntas, ouvidas por estes dias, roçam o absurdo - até porque estão esclarecidas na Constituição - mas no exagero da abordagem retórica esconde-se a legitimidade de uma preocupação. "Importa que a mudança, não se confunda com intolerância", lembra António José Teixeira no editorial atrás referido.

A polémica está na fronteira de um debate sensível e, neste momento da vida política e social portuguesa, envolve outros "pormenores" que passam despercebidos da opinião pública.

Sem o contexto do debate sério e do bom senso, a retirada dos símbolos religiosos das escolas públicas pode desencadear um atentado cultural.

A religião segue o percurso da própria humanidade, dos seus dramas e esperanças, e ganha expressão simbólica. Está no substrato da cultura e, por conseguinte, da tradição.

Tal como a nacionalidade, não há religiosidade sem a dimensão do simbólico. Seja um templo, um altar, um estandarte, uma bandeira, uma fotografia, uma espada, um compasso, uma árvore, um peixe, uma vaca, um deus mitológico, a memória de um espaço, um momento, uma pessoa, uma estrela, a lua, o sol ou a cruz.

"As paredes são espelhos do tempo. Não são imutáveis". O Estado democrático é chamado, em cada momento, a congregar e não a segregar, mas quando legisla no sentido da exclusão sobre direitos e liberdade de consciência (veja-se o exemplo francês) corre o risco de não respeitar a liberdade e censurar a consciência.

Construir a harmonia na pluralidade é um desafio de todos os tempos.

Joaquim Franco Jornalista SICONLINE


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quinta-feira, 8 de dezembro de 2005

Parabéns...

... aos dois equipistas que hj se vão casar!!! :)

" O matrimónio existe para que aqueles que o contraem se santifiquem nele e através dele. Para isso os cônjuges têm uma graça especial que o sacramento instituído por Jesus Cristo confere. Quem é chamado ao estado matrimonial encontra nesse estado - com a graça de Deus - tudo o que é necessário para ser santo, para se identificar cada dia mais com Jesus Cristo e para levar ao Senhor as pessoas com quem convive."

(S. Josemaria)


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terça-feira, 6 de dezembro de 2005

provaoral.blogspot.com

Caríssimos Senzas e demais ilustres companheiros de caminhada,
Existe um programa na Antena 3, diariamente das 19h às 20h, com repetição por volta da altura em que o galo canta, cujos locutores são o Fernando Alvim e a Raquel qq coisa.
É um daqueles programas em que a malta liga pra lá e intervém em directo. Todos os ias tem um tema diferente e é sobre ele que as pessoas opinam. Muitas vezes está em estúdio um convidado que responde às questôes dos ouvintes. Em regra, o convidado é sempre contra tudo o que nós somos a favor (não oiço o programa assim tanto, por isso não posso confirmar).
Ora bem, muitas vezes são temas daqueles considerados fracturantes, tipo aborto, droga, etc. Acontece que a maioria dos ouvintes participantes são sempre com opiniões pró tudo o que for mau.
Porque é que eu falo disto aqui? Porque, além da intervenção telefónica, podemos comentar no blog deles, cujos comments são muitas vezes lidos pelo Fernando e Raquel. Ou melhor, são todos lidos, mas apenas alguns são reproduzidos no programa. Sobretudo os que têm graça e conteúdo. Estando em qualquer parte do mundo, mesmo sem estar a ouvir o programa, podemos ir lá contribuir para a felicidade deles.


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Frase do dia

"A criação prossegue incessantemente por meio do homem, mas o homem não cria, -descobre."

(Antonio Gaudi)

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segunda-feira, 5 de dezembro de 2005

Pensamentos eruditos

"O que tens a fazer antes de mais, caro Lucílio, é aprender a ser alegre. Estás a pensar que eu te quero privar de muitos prazeres ao afastar de ti os bens furtuitos, ao entender que devemos subtrair-nos ao doce canto das sereias que é a esperança? Pelo contrário, o meu desejo é que nunca te falte a alegria. O meu desejo é que a alegria habite sempre em tua casa; e fá-lo-á, se começar a habitar dentro de ti. Os outros tipos de alegria não satisfazem a alma; desanuviam o rosto, mas são superficiais. A menos que entendas que estar alegre é estar a rir! Não, a alma deve estar desperta, confiante, acima das contingências. Acredita-me, a verdadeira alegria é uma coisa muito séria!"

(Séneca, Cartas a Lucílio, III)

Huummm... isto lembra-me qq coisa!


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Frase do dia

"Rezar não é meter cunhas a Deus, é abrir-se e receber o bem que d'Ele vier"

(Pe. Vasco Pinto de Magalhães)

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domingo, 4 de dezembro de 2005

há 2000 anos...

... o Menino Jesus tinha acabado de nascer. Virou-se para o lado, vê a vaca. Vira-se para o outro, vê um burro.... e pensou para consigo: "aqui está, esta é a verdadeira companhia de Jesus".

Esta é especialmente para jesuítas... ehheheh lembrei-me pq uns de nós foram ao After Xav. Bom advento para todos! :)

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quarta-feira, 30 de novembro de 2005

Morangos com Açúcar: Rendição inevitável ou combate necessário? - Madalena Fontoura


A massiva presença da novela "Morangos com Açúcar" exige um juízo e uma tomada de posição...

«O realismo exige que, para observar um objecto de modo a conhecê-lo, o método não seja imaginado, pensado, organizado ou criado pelo sujeito, mas sim imposto pelo objecto» (Luigi Giussani, O Sentido Religioso). Sugiro que sigamos esta indicação para perceber o fenómeno "Morangos com Açúcar".

Trata-se de um produto televisivo, por isso tem um conjunto de ingredientes típicos: como tudo na televisão, ao contrário do que se possa pensar, não pretende ser realista, mas sim ser um espectáculo, e não pretende dar informações, mas sim provocar emoções. Porque é dirigido ao lazer, a sua técnica consiste em apelar à lógica generalizada do lazer, ou seja, distrair; prescindir de qualquer esforço, especialmente o de pensar, e manter, o maior tempo possível, acesa a instintividade.

Porque o público-alvo são adolescentes e pré-adolescentes (embora possa atrair também crianças), importa relembrar algumas características típicas destas idades. Os adolescentes estão a experimentar a autonomia, mas ainda não sabem geri-la adequadamente; vivem um momento de explosão sensorial, sobretudo no que se refere a estímulos de natureza sexual; julgam-se invulneráveis a riscos, nomeadamente o de serem influenciados; estão a descobrir a capacidade de pensar logicamente, na qual se julgam independentes, mas não se apercebem de quanto assimilam e reproduzem chavões, que repetem julgando fazer afirmações de sua autoria.

Como formato, “Morangos com Açúcar” domina com mestria estes dois factores: produto televisivo e público-alvo. É uma telenovela, com particular intensidade de apresentação, tirando partido da dificuldade do seu público de gerir autonomamente e de forma adequada o seu tempo livre. Também joga com o desejo de autonomia típico dos adolescentes, já que os protagonistas são representados por actores mais velhos do que as idades que querem retratar, dando a ideia de que aquela idade corresponde a uma maturidade maior do que a real.

Tem um grafismo e cenários apelativos e cria uma atmosfera fantasiosa, onde quase todos os ambientes do quotidiano (escola e casa) são muito modernos, como se o comum das famílias portuguesas, em vez de decorações clássicas, optasse pelo último grito do design.

Na aparência das pessoas, nas conversas que têm e nos problemas que se lhes colocam há uma sobre-estimulação da sensualidade, o que tem um forte apelo nestas idades, especialmente por despertar também uma emoção de transgressão e clandestinidade. A superficialidade e o lugar-comum na abordagem dos temas aproveita a vulnerabilidade destas idades à assimilação de chavões, reforçando a tendência para a banalidade e pretensão de saber tudo.

Como conteúdo, o aspecto mais pernicioso parece-me ser o empobrecimento da ideia de adulto: os adultos de “Morangos com Açúcar”; ou são pessoas censuráveis e não fiáveis; ou são antipáticos e distantes; ou são laterais por passarem ao lado do que realmente interessa aos miúdos; ou são compinchas; ou são objectos sexuais. Os adolescentes, esses são senhores das suas vidas, porque, ou não têm uma autoridade que se afirme, ou enfrentam-na e vergam-na com sucesso. Acresce a sabida obsessão pela sexualidade: os adolescentes de "Morangos com Açúcar" são quase todos sexualmente activos (os que não são têm pena e a sua aparência é ridícula) e movem-se, na maior parte do tempo, por motivações sexuais.

Sublinho ainda a pobreza de valores: em "Morangos com Açúcar" é importante o não-racismo, a ecologia e a saúde pública. Tudo o resto é opcional e não absoluto. A existência e massiva presença de "Morangos com Açúcar" exige assim, um juízo e uma tomada de posição (a suposta não tomada de posição é, ao contrário do que pretende, altamente expressiva).

Deixo algumas mensagens subliminares que me parece que os Pais transmitem aos filhos quando se rendem à inevitabilidade desta novela: «Fazes o que queres: já tens idade para isso e não tenho o direito de interferir nas tuas escolhas»; «A nossa vida, a nossa casa e a escola que te escolhemos são cinzentas e sem graça; giras são as vidas, as casas e as escolas de "Morangos com Açúcar"» ; «Já estás crescido(a), por isso é normal que o sexo esteja no centro das tuas preocupações: vive a vida, faz as tuas experiências, mas toma cuidado com as doenças»; «Os valores que te transmitimos são os nossos, mas são tão bons como outros quaisquer; cada um tem que encontrar os seus»; «Não é preciso estar sempre a aprofundar tudo e em geral as coisas são tal e qual o que parecem»; «Uma telenovela é de facto algo de irresistível, compreendo que não passes sem "Morangos com Açúcar" Podes ver desde que faças antes os TPC»; «Veste-te como quiseres, és jovem, tu é que sabes o que se usa, não te quero forçar ao meu gosto nem tenho nenhum critério para te dar nessa matéria».

O que sugiro é a clareza de uma escolha e a coragem de a levar até às ultimas consequências: que podem passar por banir a televisão, proibir simplesmente de ver "Morangos com Açúcar" ou outras versões mais negociais. Lembro que quanto mais pequenos são os filhos mais os ajuda e protege uma posição firme. E posso prometer em nome da minha experiência profissional, que não ver ”Morangos com Açúcar”, ainda que todos os meninos da escola vejam, não causa traumas, nem provoca exclusão.

Como educadores, o que está em causa é a proposta de uma certeza. Não uma certeza de não errar, mas «a certeza como significado e como horizonte, como fonte de energia e como apoio e, portanto, como capacidade de atravessar qualquer contradição e obscuridade» (Luigi Giussani, Educar é um Risco). Remar contra a corrente é árduo, às vezes parece impossível, mas devemos aos que nos foram confiados a comunicação da totalidade do que encontrámos. Devemos-lhes essa provocação à vida.

in Revista Passos, Ano XI, nº 9, Outubro 2005


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terça-feira, 29 de novembro de 2005

QUARTA-FEIRA - Envelopagem da partilha de Dezembro

Hey people!!!

Amanhã, QUARTA-FEIRA, tudo na Envelopagem da Partilha de Dezembro :)

21h30, Av. Roma nº96 4º Esq.

Um cheirinho da próxima edição, brevemente em tua casa...


um grande abraço,

pguedes


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segunda-feira, 28 de novembro de 2005

SNOWTRIP 2006 Baqueira

Caríssimos senzas!

A Nova agência Francisca, Afonso, Hugo & Associados - Sociedade das Neves import - export vem por este meio convidar toda a gente interessada neste mega projecto - atractivo, simpático, cómodo, barato, agradável, estupendo, fantástico, incrível, inovador, soberbo:

SNOWTRIP 2006
Dias : Domingo, 5 de Março a Domingo 12 de Março (Partida e chegada);
Local: Baqueira/Beret/Bonaigua



para mais informações, mailem-me ou hablen conmigo porfa.

[respostas até 5 de Dezembro]



abrazos

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O Crucifixo nas Escolas

O Crucifixo nas Escolas

Nuno Serras Pereira
28. 11. 2005

1. Desde há muito que para mim era evidente o propósito de substituir o crucifixo nas escolas pelo preservativo, e o capelão, director espiritual ou professor de religião e moral pela APF e seus comparsas, isto é, pelo pervertedor sexual. Por isso, a notícia da directiva ou decisão do Ministério da Educação, não me surpreendeu absolutamente nada. A partir do momento em que o Estado assume tiranicamente o papel de doutrinador materialista e naturalista só se pode esperar que seja coerente com essa lógica intrinsecamente perversa explicitando desaustinadamente o confessionalismo aberrante implícito nas penetrações obscenas da inocência, violada pela imunda “educação” sexual e outras ignomínias lambodas. Neste sentido, não teria sido, porventura, prudente que fosse a própria Igreja a antecipar-se exigindo a retirada dos crucifixos em nome do pudor, para que, ao menos, as desvergonhas descaradas não se cometessem diante das imagens do seu Senhor? Quem sabe se isso não teria despertado a consciência dos fiéis e das famílias para as malvadezes que a cainçalha ignobilmente perpetra contra os seus filhos? Não poderia esse choque provocar um tumulto, uma rebeldia, contra a matula totalitária?

2. Argumentar com a separação entre a Igreja e o Estado é uma insânia, um desvairamento. De facto, essa separação que se aplica a outras tantas realidades, não suscita qualquer escrúpulo a esse respeito. Pois não há ruas com nomes de maçónicos e estátuas com as suas figuras? Não estão as escolas invadidas pela ideologia técnica que nelas se ensina e pratica? Não autoriza o Estado que as vias públicas sejam infestadas de capital privado através de publicidade, tantas vezes indecorosa e não raro utilizando símbolos religiosos para transmitir, tantas vezes sacrilegamente, mensagens opostas ao que eles significam? Não veiculam a RTP e a RDP, ideologias, visões agnósticas, ateias, etc?

Depois, o Estado não é mais do que a sociedade que se constitui em parte (o Estado está para a sociedade como a parte para o todo) organizando-se politicamente com o objectivo de servir o bem comum, isto é, o bem de todos e de cada um. Donde o Estado existe para cuidar subsidiariamente da pessoa e da sociedade que o precedem e não para as controlar, dominar e oprimir. Uma vez que Portugal é um país que desde a sua origem é católico e que a maioria do povo português se reconhece nesta confissão, o propósito de sanear Jesus Cristo das escolas só poderá ser entendido como uma violenta agressão à nossa cultura, à nossa história e, principalmente, à liberdade religiosa, direito fundamental que merece o máximo respeito.

3. Recebi, creio que ontem, umas mensagens de correio electrónico propondo uma manifestação contra a retirada dos crucifixos, suponho que depois de amanhã, diante do Ministério da Educação. Salvo melhor opinião e sem intenção alguma de desmobilizar seja quem for, não me parece boa ideia. Pelo contrário, considero bem mais interessante a sugestão do sítio www.pensabem.net disponibilizando uma propositura de mensagem para ser enviada a algumas autoridades do país – Ministra da Educação, Primeiro-ministro e Presidente da Assembleia da República. No entanto, creio que se poderia ir, ainda, mais longe. É certo que os nossos bispos se irão pronunciar, através do Conselho Permanente da Conferência Episcopal, e que importa estar disponíveis e prontos para acolher e seguir as orientações que creiam por bem dar-nos. Não obstante, há coisas, e esta é seguramente uma delas, que clamam pela responsabilidade imediata e directa dos fiéis leigos, os quais não só podem como devem ter iniciativas concordes com o juízo prudencial que realizam. Neste sentido, a minha proposta é que as famílias e os jovens considerem a hipótese de levarem ao pescoço, por fora da roupa, crucifixos bem visíveis e que arranjem outros suficientemente grandes para fixarem nas paredes exteriores ou varandas de suas casas, de modo a serem perceptíveis da rua. Se o futebol foi capaz de encher Portugal de bandeiras, esperemos que o nosso amor a Deus e ao próximo seja capaz de inundá-lo de crucifixos.

4. Parece, porém, que no que referi há uma contradição com as perguntas, formuladas ao princípio, interrogando-me se não seria melhor a Igreja ter-se antecipado para que as obscenidades nas aulas não se transformassem em blasfêmias. De facto, se os alunos vão para as escolas com crucifixos fora da roupa, bem expostos, não se vê como será possível evitar esses desacatos. Será certo, mas eu creio que deste modo não só os estudantes se tornariam mais conscientes dos padecimentos do Crucificado, que carregou com todo o nosso enxurdeiro, como um avivamento da sua fé que acabaria por exorcizar os cães-tinhosos e porcos-sujos que por lá defecam e vomitam as suas infâmias.

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