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sábado, 6 de setembro de 2025

Bispo escreve poema sobre a Batina

Minha pobre batina, mal cerzida,
tu vales mais que todos os amores,
pois, negra embora, enches-me de flores 
e de esperanças imortais a vida.

Com seus sorrisos escarnecedores,
zomba o mundo de ti, de ti duvida,
porque não sabe a força que na lida,
tu me dás, do teu beijo aos resplendores.

Tu serenas do orgulho as brutas vagas,
e a mostrar-me do mundo a triste sina,
toda a volúpia das paixões apagas.

Oh! Como o bravo envolto na bandeira,
contigo hei de morrer, minha batina,
ó minha heróica e santa companheira!

D. Francisco de Aquino Corrêa, Arcebispo de Cuiabá


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sexta-feira, 11 de outubro de 2019

Membros do Sínodo da Amazónia foram "libertados" das batinas

O Cardeal Lorenzo Baldisseri anunciou, na aula sinodal, que os membros poderiam deixar de usar batina e começar a usar clergyman. O Secretário Geral do Sínodo da Amazónia começou por avisar que seria uma notícia que deixaria os Bispos e sacerdotes "contentes". Mas avisou para que não se apressassem a enviar as batinas de regresso aos seus países, porque ainda serão necessárias no dia 27, dia do encerramento do Sínodo.



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domingo, 25 de agosto de 2019

sexta-feira, 11 de maio de 2018

Quando ninguém reconheceu o Padre Américo por não estar de batina

Mandei fazer um fato de sobrecasaca, dos quatro metros de pano que alguém me ofereceu, mas logo houve de me arrepender de não ter antes feito batina, porquanto a malta dos gaiatos, nas esquinas e ruas por onde passei com o dito fato, titubeavam em acenos indecisos e duvidosos um «olha que não é ele». 

Ora, eu quero ser sempre eu - eu Padre vestido de batina - em todo o tempo e lugar sem erros nem ilusões. E fui mostrar a Lisboa a mestria das tesoiras de Coimbra. Resultado? Ninguém me conheceu. Vim derreado e arrependido da minha loucura. Prometi não mais o fazer. O Padre é da batina e a batina é do Padre. Doutra forma ninguém lhe liga. Assim se deu comigo.

Por causa da minha batina, tenho sofrido as do cabo. Tenho sido apupado, escarnecido, apontado com desprezo - ui! Um homem de saias! Isto mesmo tenho ouvido eu muitas vezes, da boca daqueles por quem eu ando e padeço. Não desarmo. A batina é sinal de bênção e de maldição. Se estes me apontam com desprezo, por causa da batina, aqueles não me conhecem sem ela. Visto-a por causa de todos. 

Os primeiros hão-de reconhecer o valor do homem que a veste e hão-de correr atrás dele para chorarem seus pecados de encontro à batina que odeiam. Os segundos, conhecendo-me por causa dela, correm para mim e louvam o Pai Celeste. A minha batina!

Quantos anos, e lutas e encontradelas e apertos, e desilusões e lágrimas e dores para a comprar?! Quantas?"

in 'O pai Américo era assim' - Coimbra, 1958 - Biografia do Padre Américo Monteiro de Aguiar (fundador da Obra da Rua, Casa do Gaiato)


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quarta-feira, 24 de maio de 2017

Bispo de Porto-Novo emite decreto obrigando todos os clérigos a usar a batina


O Bispo de Porto-Novo no Benin, Msgr. Aristide Gonsallo, emitiu um decreto obrigando todos os clérigos a usar a batina como traje eclesiástico normal.
Decreto para a regulamentação vestuária do uso da batina na diocese de Porto-Novo:

No documento lê-se, entre outras coisas, que como um precioso dom de Deus aos homens, a fé é a melhor maneira de conhecer a Deus e amá-Lo e que o grau de maturidade e solidez da fé duma Igreja se mede a partir da sua capacidade de comunicar a fé professada mas também se manifesta pela qualidade das suas obras de caridade, como diz o Apóstolo São Tiago em Ti, II, 18.

Diz ainda o bispo que a realização das obras de Evangelização da diocese de Porto-Novo começou pelos pioneiros de ontem e continua pela devoção dos pastores de hoje que deve ser apoiada não só pela fé, mas também pela caridade de todos os seus filhos.


Em virtude destas considerações,

Em conformidade com as disposições dos cânones 284 e 669 do vigente Código de Direito Canónico,

Eu decreto:
1. O traje eclesiástico normal de qualquer clérigo (diocesano, religioso, membro de uma sociedade clerical de vida apostólica) na diocese de Porto-Novo é apenas a batina;
2. O uso de batina é obrigatório,
- para a celebração ou administração de todos os sacramentos, especialmente a Eucaristia;
- para a celebração de qualquer para-liturgia;

- em qualquer reunião de clérigos e em qualquer reunião com a participação do clero quer ao nível diocesano quer paroquial, como por exemplo as concelebrações da Missa, reuniões de presbíteros;
- em lugares onde os fiéis solicitam o clérigo para o exercício do ministério sacerdotal;
- nas visitas ao bispo, independentemente do momento e do motivo da visita;
- em qualquer lugar onde a identidade do sacerdote possa levantar dúvidas


Com o desejo de que o uso da batina seja uma evidência no seio da comunidade cristã do testemunho publico que todos os padres devem dar da sua própria identidade e da sua pertença especial a Deus, eu vos asseguro da minha comunhão orante em Jesus por Maria.

Dado em Porto-Novo, a 09 de Maio de 2017


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