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domingo, 8 de março de 2026

10 razões para o véu estar de volta às igrejas

Até há não muito tempo, as mulheres católicas cobriam as suas cabeças na igreja e agora muitas estão a optar por voltar a fazê-lo. Quais são as razões que fundamentam esta decisão?

1) Está no Novo Testamento!

«Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo. Felicito-vos porque em tudo vos lembrais de mim e guardais as tradições, conforme eu vo-las transmiti. Mas quero que saibais que a cabeça de todo o homem é Cristo, a cabeça da mulher é o homem, e a cabeça de Cristo é Deus.

Todo o homem que reza ou profetiza, de cabeça coberta, desonra a sua cabeça. Mas toda a mulher que reza ou profetiza, de cabeça descoberta, desonra a sua cabeça; é como se estivesse com a cabeça rapada. Se a mulher não usa véu, mande cortar os cabelos! Mas se é vergonhoso para uma mulher cortar os cabelos ou rapar a cabeça, então cubra-se com um véu.

O homem não deve cobrir a cabeça, porque é imagem e glória de Deus; mas a mulher é glória do homem. Pois não foi o homem que foi tirado da mulher, mas a mulher do homem. E o homem não foi criado para a mulher, mas a mulher para o homem. Por isso, a mulher deve trazer sobre a cabeça o sinal da autoridade, por causa dos anjos. Todavia, nem a mulher é separável do homem, nem o homem da mulher, diante do Senhor. Pois, se a mulher foi tirada do homem, o homem nasce da mulher, e tudo provém de Deus.

Julgai por vós mesmos: será decoroso que a mulher reze a Deus de cabeça descoberta? E não é a própria natureza que vos ensina que é uma desonra para o homem trazer cabelos compridos, ao passo que, para a mulher, deixá-los crescer é uma glória, porque a cabeleira lhe foi dada como um véu? Mas, se alguém quiser contestar, nós não temos esse costume, nem tão-pouco as igrejas de Deus.» (Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 11, 1-16)

2) A Igreja cobre com um véu as coisas que são sagradas 

O tabernáculo é coberto com um véu. O cálice é coberto com um véu. O altar é coberto com um véu. Moisés cobriu o rosto depois de ter visto Deus. Uma mulher que se cobre com um véu mostra reverência a Deus, simbolizando a noiva de Cristo, que é a Igreja; mas também honra a si mesma como mulher diante de Deus.

3) Homens e mulheres são diferentes 

Homens representam Cristo, o noivo, e é por isto que temos o sacerdócio masculino. As mulheres representam a Igreja, a noiva. 

O piedoso uso do véu vai contra uma sociedade que nos diz que homens e mulheres são iguais, que existem muitos géneros, e que o “género” não é importante quando as pessoas querem casar. O uso do véu denuncia em alta voz a modernidade e as suas mentiras. Uma mulher que escolhe ser submissa como esposa, como mulher, ao marido é contra tudo o que a nossa sociedade nos diz a respeito do homem e da mulher. São Paulo comenta sobre a submissão das mulheres aos seus maridos e sobre a submissão da Igreja à Cristo. E também do amor de Cristo pela Igreja a ponto de sofrer por ela até a morte e, portanto, os maridos devem amar as suas esposas da mesma maneira. 

4) Homens e mulheres são iguais 

O Cristianismo defende que homens e mulheres têm a mesma dignidade em Deus; e São Paulo o di-lo bem na passagem em que diz às mulheres para cobrirem as suas cabeças. O uso do véu pelas mulheres não deve ser considerado como algo que as diminua em relação aos homens. 

5) Um véu acentua a beleza natural de uma mulher 

São Tomás de Aquino explica no seu comentário sobre o uso do véu que os seres humanos, em geral, aumentam a sua beleza natural com o que vestem. As mulheres, naturalmente, possuem belos cabelos e o véu ornamenta e acentua esta beleza. Geralmente, queremos trazer o melhor de nós mesmos para a liturgia e o uso do véu é uma maneira de fazê-lo. 

6) Faz parte da Tradição dos Apóstolos 

São Paulo escreve que deseja que os coríntios conservem as tradições tais como ele as transmitiu. São Paulo está a transmitir a tradição das mulheres cobrirem as suas cabeças e dos homens não o fazerem. Esta tradição veio dos Apóstolos e foi mantida até aos anos 1970, quando tantas tradições litúrgicas caíram em desuso. 

O Código de Direito Canónico de 1917 requeria que as mulheres cobrissem as suas cabeças e proibia que os homens fizessem o mesmo. O Código de Direito Canónico de 1983 omitiu a passagem sobre as mulheres terem que cobrir as suas cabeças, mas manteve a proibição dos homens. 

7) Algumas mulheres rezam melhor assim 

Algumas escolhem não apenas usar o véu na igreja, mas em qualquer momento de oração, seja privada ou pública. É algo que as ajuda concentrar-se. 

Uma oração para se rezar ao colocar o véu e entrar numa igreja é: “Felizes os convidados para o banquete nupcial do Cordeiro”. 

8) Usando um véu a mulher está imediatamente vestida para a igreja 

Seja num dia durante a semana ou ao Domingo, quando uma mulher põe um véu na igreja diz a si mesma e aos outros que está vestida para a igreja. Uma mulher, que vai à Missa depois do trabalho, pode mentalmente distinguir o “vestir-se para o trabalho” do “vestir-se para a igreja” ao usar um véu. Uma mulher que fica em casa com os filhos enquanto usa “roupas de mãe” o dia todo pode estar instantaneamente vestida para a igreja ao colocar um véu. 

9) Um belo véu na presença de Deus faz com que a mulher se sinta bem 

O uso do véu faz as mulheres se sentirem bonitas e muitos maridos as consideram “atraentes”. A beleza do véu é algo que honra a Deus da mesma forma que belas arquitecturas e belos paramentos o fazem. Os véus contribuem para dar a Deus o culto que é devido a Ele. 

10) Por causa dos Anjos 

São Tomás de Aquino explica isto referindo que os Anjos estão presentes no Santo Sacrifício da Missa. Também por isso, os homens devem mostrar reverência, assim como as mulheres. As mulheres mostram reverência cobrindo as suas cabeças e os homens não as cobrindo. 

Susanna Spencer in ChurchPop


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sábado, 10 de junho de 2023

Mulheres torturadas em casa? - G.K. Chesterton

Em sua casa, uma mulher pode ser decoradora, contadora-de-histórias, desenhadora de moda, expert em cozinha, professora... Mais que uma profissão, o que ela desenvolve são vinte passatempos e todos os seus talentos. Por isso não se faz estagnada e estreita mentalmente, mas sim criativa e livre. 

Esta é a substância do que foi o papel histórico da mulher. Não nego que muitas foram maltratadas e inclusive torturadas, mas duvido que tenham sido torturadas tanto como agora, quando se pretende que levem as rédeas da família e ao mesmo tempo triunfem profissionalmente. Não nego que antes a vida era mais dura para as mulheres que para os homens. Por isso nos vemos ante elas.

É a mesma Natureza que rodeia a mulher de filhos muito pequenos que requerem que se lhes ensine não qualquer coisa, mas sim todas as coisas. Os bebés não necessitam aprender um ofício, mas sim que se lhes introduza a um mundo inteiro. A criança é um ser humano capaz de fazer todas as perguntas possíveis, e muitas das impossíveis. Se alguém diz que responder a essa criança insaciável é uma tarefa exaustiva, tem razão. Se diz que é uma tarefa desagradável, admito que pode ser tão desagradável como a de um cirurgião ou bombeiro. 

Em contrapartida, quando alguém diz que essa tarefa feminina não é apenas cansativa, mas também trivial e odiosa, é-me impossível entender o que querem dizer. Se odioso quer dizer insignificante, descolorido e intranscedente, confesso que não o entendo. Porque decidir e organizar quase tudo; ser ministra da economia que investe e compra roupas, livros, materiais e comidas; ser Aristóteles que ensina lógica, ética, bons costumes e higiene... Tudo isto pode deixar a uma pessoa exausta, mas o que não posso imaginar é como poderia fazê-la estreita e limitada.

A maneira mais breve de resumir a minha postura é afirmar que a mulher representa a ideia de saúde mental, é o lar intelectual à que a mente regressará depois de cada excursão pela extravagância. Corrigir cada aventura e extravagância com o seu antídoto de senso comum não é - como parecem pensar muitos - ter a posição de um escravo. É estar na posição de um Aristóteles ou de um Spencer, isto é, possuir uma moral universal, um sistema completo de pensamento. 

Uma mulher assim tem que saber equilibrar muito para consertar e resolver quase tudo, para adaptar-se ao que faz falta. E equilibrar pode ser próprio de pessoas cobardes, que se aconchegam ao mais forte. Mas também define as pessoas de carácter nobre, que se colocam sempre ao lado do mais fraco, como o marinheiro que equilibra um barco sentando-se onde há necessidade do seu peso. Assim é a mulher, o seu trabalho é generoso, perigoso e romântico. A sua carga é pesada, mas a humanidade pensou que valia a pena colocar esse peso nas mulheres para manter o senso comum no mundo.

in “La mujer y la familia”, Editorial Styria


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quinta-feira, 19 de maio de 2022

Carta de uma ex-actriz do mundo da pornografia

Caro utilizador de pornografia,

Quero que saibas que não escrevo isto com qualquer hostilidade em relação a ti. Talvez vejas pornografia sem que o queiras fazer. Talvez a vejas e não queres parar de o fazer. De qualquer maneira, obrigado por leres.

Fui uma “porn star” durante apenas seis meses, mas participei em mais de vinte filmes. Estive lá, fi-lo e vi a realidade da industria pornográfica. Penso que muita gente acredita em falsidades acerca da pornografia. Falsidades que, se soubessem que o eram, os levariam provavelmente a esforçar-se mais (ou esforçar-se de todo) para parar de ver pornografia!

Nesta carta, quero partilhar contigo cinco desses mitos e a verdade por detrás deles:

Mito #1 – As actrizes gostam de fazer os vídeos

Nada poderia estar mais longe da verdade. O que as pessoas que se agarram a esta mentira não entendem é que estas miúdas estão a representar, ponto. Nada daquilo é real. Em toda a minha experiência, nunca conheci uma única que gostasse daquilo que fazia!

Tendo estado na indústria da pornografia, posso dizer-te que não é uma experiência agradável. O sexo em si é doloroso, e as raparigas estão expostas a todos os tipos de abusos, quer por parte dos restantes actores, quer de toda a gente no estúdio. É uma experiência degradante e, para muitas de nós, a única maneira que tínhamos para aguentar as filmagens era enchendo-nos de drogas ou álcool, enquanto repetíamos para nós mesmas que daí a umas horas tudo teria passado, e apagando-nos completamente, como se nos desligássemos de tudo aquilo que estava a acontecer à nossa volta.

A maioria das miúdas que entra na indústria pornográfica faz um ou dois vídeos e depois sai. Se as actrizes gostam tanto de fazer pornografia, porque é que há uma taxa de desistência tão elevada? Luke Ford disse, numa entrevista ao 60 Minutos: A maioria das raparigas que entra nesta indústria faz um vídeo e sai. A experiência é tão dolorosa, tão horrenda, tão incómoda e humilhante para elas que nunca mais querem voltar a fazê-lo.

Mito #2 – As raparigas que fazem filmes pornográficos devem gostar imenso de sexo

Bem, são várias as motivações que podem levar as miúdas a entrar nesta indústria, mas o desejo sexual não é uma delas. Eu sei, porque era o que eu costumava dizer às pessoas nas entrevistas. Contava sempre aos meus fãs acerca do meu apetite sexual voraz, de quão insaciável era. Dizia-lhes que era tudo aquilo em que pensava!

A triste verdade, no entanto, é que eu detestava sexo! Não significava nada para mim, tal como não significa nada para qualquer pessoa envolvida em pornografia. É apenas algo que tu suportas para receberes o teu dinheiro. Não estou a dizer que é assim com todas as raparigas nesta indústria, mas estou a dizer que é a regra e não a excepção. Com todas as que conheci e com quem falei, a história é a mesma!

Mito #3 – Elas estão lá por vontade própria

Isto não é inteiramente verdade. Muitas vezes, as raparigas são ameaçadas ou manipuladas pelos produtores. Aconteceu-me e vi acontecer também com outras miúdas! É lhes dito que irão fazer uma determinada coisa mas, quando chegam ao estúdio, dizem-lhes que afinal farão outra totalmente diferente e que, se recusarem, é-lhes retirado o pagamento.

Muitas raparigas são novas e inexperientes e sentem que são obrigadas a participar nessa cena... uma cena com a qual não concordaram, e a qual não querem fazer. Muitas vezes têm medo dos produtores, muitas medo de nunca mais voltar a trabalhar. Sentem-se encurraladas. Mesmo se não forem manipuladas, a verdade é que nenhuma rapariga quer estar ali!

Ainda que possam ter concordado em fazê-lo, não significa que gostam de o fazer e qualquer uma que te diga o contrário está ou a mentir descaradamente, ou a contar apenas parte da história.

Mito #4 – Se estão a ser pagas pelo que estão a fazer, qual é o mal?

Embora seja verdade que os actores recebem muito - geralmente centenas de dólares por cena – a ironia é que, quando acabam por abandonar a indústria, saem falidos e sem nada de que se orgulhar. Há diversos motivos para isto. Um deles é a droga. As drogas estão por todo o lado na indústria pornográfica. É raro encontrar uma filmagem que não tenha drogas ou álcool, ou em que grande parte das pessoas não seja viciada.

As drogas são algo que usas para aguentar a humilhação e a dureza do sexo e, em muitos casos, o que usas para entrar num estado de dormência. O dinheiro que recebes da pornografia, gastas a tentar desligar-te do estilo de vida que levas.

Outra razão é que grande parte do dinheiro volta de imediato para a indústria pornográfica, com maquilhagem, roupas e todos os custos de manutenção. Elas gastam o que for necessário para manterem a sua aparência impecável. Assim, mesmo com as centenas de dólares que ganham por filmagem, no fim, não lhes resta nada... estão emocionalmente, espiritualmente e financeiramente falidas. 

Mito #5 – Não há (ou são, pelo menos, mínimos) riscos de saúde na pornografia

Isto é absolutamente errado! Somos testados em relação ao HIV, mas não em relação a todas as doenças sexualmente transmissíveis. A maioria dos actores pornográficos tem uma ou mais DST, e muitas raparigas contaram ter contraído cancro cervical e VPH após o seu tempo na indústria pornográfica.

As raparigas que chegam à pornografia não estão conscientes destes ricos. Este ano, o Departamento de Saúde de L.A. proibiu a produção de mainstream porn após serem reportados diversos casos de SIDA. A indústria pornográfica tinha conhecimento do problema, mas nunca o reportou, porque não queria abandonar a produção.

A maioria das raparigas que se vêm em filmes pornográficos são mulheres prostituídas, o que significa que muitas são infectadas pelos seus clientes com SIDA ou qualquer outra doença, passando-a posteriormente para os actores com quem trabalham. Os produtores dirão que os actores usam sempre preservativo, mas isso é mentira! É muito fácil apanhar DST’s na indústria pornográfica, ainda que produtores e actores te digam que é completamente seguro.

Espero que guardes algum tempo para pensar no que te disse, e que saibas que te amo e rezo por todos vocês,

April

in The Porn Effect


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segunda-feira, 28 de fevereiro de 2022

Cardeal Ratzinger denunciou a ideologia que quer fazer das mulheres homens

É falso querer medir homens e mulheres pela mesma bitola e dizer que essa diminuta diferença biológica não significa absolutamente nada. Nos dia de hoje essa é a tendência predominante.

Pessoalmente continuo a estremecer ao ver que se pretende converter as mulheres em soldados lado a lado com os homens; que elas, que sempre foram as guardiãs da paz, em quem sempre vimos um antídoto ao desejo masculino de lutar e guerrear, saiam agora por aí empunhando metralhadoras, demonstrando que também elas podem ser ferozes guerreiras. 

Ou que as mulheres também tenham o «direito» de recolher o lixo e de descer às minas – coisas a que deveriam ser poupadas por respeito à sua própria dignidade, à sua grandeza, à sua profunda diferença –, um direito que agora se lhes impõe em nome da igualdade. 

Quanto a mim, esta é uma ideologia hostil ao corpo e maniqueísta. 

Cardeal Joseph Ratzinger (futuro Papa Bento XVI) in 'Deus e o mundo' (Ed. Tenacitas, p. 75)


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terça-feira, 12 de janeiro de 2021

Sobre o novo documento do Papa Francisco: leitoras e acólitas

Com o seu último motu proprio, Spiritus Domini, o Papa Francisco abriu os ministérios laicais às mulheres. O Cân. 230 do Código de Direito Canónico, que dizia:

"Os leigos do sexo masculino, possuidores da idade e das qualidades determinadas por decreto da Conferência episcopal, podem, mediante o rito litúrgico, ser assumidos de modo estável para desempenharem os ministérios de leitor e de acólito; porém, a colação destes ministérios não lhes confere o direito à sustentação ou remuneração por parte da Igreja."

Passou a dizer:

"Os leigos que tiverem a idade e as aptidões determinadas com decreto pela Conferência Episcopal..."

Os ministérios laicais foram introduzidos na Igreja pelo Papa Paulo VI, em 1972, com o motu proprio proprio Ministeria quædam. Com este documento, Paulo VI acabou, pura e simplesmente, com as 4 ordens menores que existiam na Igreja desde os primeiros séculos: Ostiário, Leitor, Exorcista e Acólito. Acabou também com a primeira das ordens maiores - Subdiaconado - mantendo apenas as ordens maiores do Diaconado e Presbiteriado (Sacerdócio). 

A entrada na vida clerical - que acontecia com a tonsura, seguida das 4 ordens menores e 3 maiores para quem tivesse vocação sacerdotal - passou, assim, a acontecer apenas quando se é ordenado diácono. Antes disso apenas existem os tais ministérios laicais, que são formas estáveis de servir na liturgia, seja como leitor ou acólito.

Desde que foram criados, estes ministérios tinham sido apenas acessíveis aos homens, porque implicam o serviço dentro do presbitério (a parte que rodeia o altar). Aconteceu que por abuso, como é tão usual nos últimos 60 anos da Igreja, as mulheres começaram também a desempenhar essas funções. Depois de anos e anos de abuso, este motu proprio veio permitir que essas funções fossem realizadas de modo estável, segundo a lei.

Uma situação análoga aconteceu com a possibilidade de receber a Sagrada Comunhão na mão. Os ensinamentos da Igreja eram muito claros e bem-justificados, em relação à obrigação de receber a Comunhão na boca. Acontece que décadas de abusos nos países do centro da Europa, nomeadamente: Holanda, Bélgica e Alemanha, fizeram com o Papa Paulo VI escrevesse um documento (Memoriale Domini em 1969) a recomendar a comunhão na boca mas a tolerar a comunhão na mão, onde já estivesse a acontecer de facto e onde as Conferências Episcopais o permitissem. 

Resultado: 50 anos depois a comunhão na mão é praticamente obrigatória e a comunhão na boca praticamente proibida. 

Está visto que, hoje em dia, a desobediência, não só às autoridades eclesiais actuais mas ao que a Igreja fez durante séculos e séculos, compensa. O motu proprio Spiritus Domini é mais uma prova disso.

João Silveira


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sábado, 30 de março de 2019

Número de vocações explode em Ordens Religiosas fiéis à Doutrina da Igreja

As ordens que prosperam usam o hábito, vivem e rezam em comunidade, e mantém-se fiéis ao ensinamento da Igreja.

Muito tem sido escrito nas últimas décadas sobre o declínio dramático da vida religiosa nos Estados Unidos desde a conclusão do Concílio Vaticano II, em 1965. Mas é sobretudo nas Ordens Religiosas Femininas que este impacto se faz mais notar. De acordo com o 'Centre for Applied Research in the Apostolate' (CARA) - Centro de Investigação Aplicada no Apostolado - havia 45605 mulheres na vida religiosa em 2017, comparando com 179754 em 1965 - uma diminuição de cerca de 75% num período em que a população dos EUA aumentou de 194 para 326 milhões.

A média de idades de grande parte das comunidades subiu drasticamente, e muitas comunidades, sólidas no passado, enfrentam agora a extinção. Vejamos as Irmãs do Santíssimo Sacramento, por exemplo, fundadas por Santa Catarina Drexel (1858-1955). A sua Casa-Mãe com cerca de 18 hectares, nos arredores de Filadélfia, era o local onde, em tempos, eram formadas Irmãs para servirem em missões por todo o país. A comunidade, em determinada altura, era composta por 600 irmãs, mas as vocações, desde então, foram diminuindo e hoje são menos de 100 (a maioria já retirada da vida activa). A propriedade pertencente à Casa-Mãe foi vendida a um promotor imobiliário em 2017, revertendo a receita para assegurar as necessidades de subsistência das irmãs.

Enquanto tais histórias de declínio são comuns entre as Ordens Femininas na parte oeste do país, há uma série de comunidades a contrariar a tendência. Tendo cada comunidade características únicas, as que prosperam partilham normalmente características comuns, como o uso do hábito, viver e rezar juntas em comunidade e a fidelidade à autoridade da Igreja.

Uma dessas comunidades é a das Irmãs Dominicanas de Santa Cecília, ou Dominicanas de Nashville, que são cerca de 300. Têm muitas Irmãs mais novas que são professoras em escolas Católicas espalhadas por 40 Estados, assim como na Austrália, Escócia e Canadá. Enquanto aspiram proporcionar aos seus alunos um ensino excelente, ainda mais primordial é o seu desejo de erguer uma futura geração de Católicos devotos. Tal como explicou a Superiora Geral, a Irmã Anne Catherine Burleigh: “No fim de contas, todas sabemos que a nossa escola existe para evangelizar. Queremos que os nossos alunos saibam que são chamados à santidade, e que respondam afirmativamente a esse chamamento.”

Outro caso de referência é o das Irmãs Dominicanas de Maria Mãe da Eucaristia, instaladas no Michigan. Foram fundadas em 1997 e são também professoras. São cerca de 140 com uma média de idades na casa dos vinte. No ano passado cantaram para o Presidente Donald Trump na cerimónia de Iluminação da Árvore de Natal na Casa Branca. A fundadora, a Irmã Joseph Andrew Bogdanowicz referiu que a comunidade está a ter algumas dificuldades na construção de instalações para acolher novas Irmãs: “Não conseguimos construir de maneira suficientemente rápida para acomodar todas as nossas vocações. Enchemos a nossa Casa-Mãe e estamos à procura de mais espaço para construir.”

As Irmãs Religiosas de Mercy of Alma, também instaladas no Michigan, passaram de 7 Irmãs quando foram fundadas em 1973 para cerca de 100, actualmente. São dedicadas aos cuidados de saúde e ao ensino e estão ao serviço em 11 Estados nos EUA, Escócia, Alemanha, Itália e Austrália.

A Irmã Mary Hanah Doak dá aulas numa Escola do Colorado, onde as irmãs servem. A Irmã referiu: “As nossas Irmãs partilham todas uma Consagração a Nosso Senhor vivida na oração e vivem juntas a vida comunitária. Amam-se umas às outras e amam as suas vocações. São verdadeiras umas com as outras e estão à vontade para abordar e resolver problemas que possam surgir.”

Embora possa não haver soluções rápidas ou fáceis para revitalizar a vida religiosa na parte Oeste do país, estas três comunidades, e uma série de outras como elas, parecem estar a caminhar na direcção certa.

Jim Graves in Catholic Herald


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domingo, 17 de março de 2019

A Esposa é o Sol da Família, disse Pio XII

A família tem o brilho de um sol que lhe é próprio: a esposa. Ouvi o que dela diz e pensa a Sagrada Escritura: A graça de uma mulher diligente encanta o marido. A mulher santa e recatada duplica o seu encanto. Como o sol que se levanta nas alturas de Deus, assim a beleza de uma mulher virtuosa é o ornamento da sua casa.

Sim, a esposa e mãe é o sol da família. É o sol pela sua generosidade e dedicação, pela sua prontidão constante e pela delicadeza sempre atenta que a faz adivinhar tudo quanto possa tornar agradável a vida do marido e dos filhos. Irradia à sua volta luz e calor da alma. 

Costuma dizer-se que será feliz um matrimónio quando cada um dos cônjuges, ao contraí-lo, está disposto a não procurar a sua própria felicidade mas a do outro; todavia, embora este nobre sentimento e propósito seja dever de ambos, ele constitui principalmente uma virtude da mulher, pelo seu natural afecto materno e pela sua peculiar sabedoria e prudência de coração. Se lhe dão desgostos, oferece contentamento e confiança; se recebe humilhações, inspira dignidade e respeito: tal como o sol que, ao raiar, alegra a manhã enevoada e, ao pôr-se, tinge as nuvens com seus raios dourados.

A esposa é o sol da família pela limpidez do seu olhar e o calor da sua palavra. Com o seu olhar e a sua palavra penetra suavemente nas almas, vence-as, comove-as, anima-as, conseguindo afastá-las do tumulto das paixões; restitui ao marido a boa disposição na alegria do convívio familiar, quando volta de longas jornadas de trabalho contínuo e muitas vezes esgotante, na oficina ou no campo, ou ainda nas absorventes actividades do comércio ou da indústria.

A esposa é o sol da família pela sua sinceridade natural, a sua simplicidade digna, o seu porte cristão distinto; é o sol da família, pelo seu hábito reflexivo e a rectidão de espírito, e ainda pela nobre harmonia com que se apresenta, veste e adorna, mostrando-se ao mesmo tempo reservada e afectuosa. Sentimentos delicados, graciosas expressões de rosto, silêncios e sorrisos inocentes e um condescendente sinal de cabeça, tudo isso lhe dá a graça duma flor rara mas simples, que, ao desabrochar, se abre para receber e reflectir as cores do sol.

Oh se compreendêsseis como são profundos os sentimentos de amor e gratidão que desperta e grava no coração do pai de família e dos filhos, uma figura assim de esposa e de mãe!

Alocução do Papa Pio XII aos recém-casados (Discorsi e Radiomessaggi, 11 Mart. 1942)


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segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019

A Mulher, o feminismo e a lei da paridade

Os movimentos feministas deviam inquietar-se com questões fundamentais, em especial as relacionadas com a vida laboral e a sua conciliação com o que é a natureza da mulher e as suas reais preocupações

A mulher dita feminista – a que integra as “tribos”, a que se deslumbra com as capas de revistas, a que se diz emancipada, a que não precisa de relações estáveis, a que não quer engravidar para não deformar o corpo nem perder oportunidades profissionais, a que frequentemente foge da elegância no vestir e no estar – optou por se objectificar, pretendendo ser apenas fonte de desejo em relações casuais, rejeitando todo o seu potencial feminino, matrimonial e maternal.

São estas três últimas, as características mais belas da mulher!

O potencial feminino refere-se a tudo o que, por norma, caracteriza a mulher. Gosta de se arranjar e de se sentir bonita. Gosta de ter a casa arrumada e bem decorada. Gosta de ver ordem à sua volta. Gosta de cuidar e receber e assume, amiúde, muitas das tarefas domésticas, com toda a sua alma, porque considera ser essa, também, a sua função.

O potencial matrimonial reside, precisamente, no amparo e na necessidade de segurança. A mulher gosta de se sentir útil, de ser a retaguarda e de criar a estabilidade familiar, para que o marido possa ser profissionalmente bem sucedido. Esse sucesso é também o seu sucesso! Por norma, não se incomoda em ter menos rendimentos que o marido, até pelo contrário. Gosta, sim, que seja este a obtê-los, sendo para si um motivo de orgulho. Porquê? Porque lhe confere a sensação de protecção e de segurança. Demonstra-lhe que, apesar poder ter uma carreira mais condicionada, pelo facto de assumir o papel de esposa e mãe, a mulher conta com esse suporte e apoio do marido, para que nada falte. 

Por outro lado, aprecia a ideia de “ter casado bem”, como se fosse este também um ponto de honra. Naturalmente que o contrário não pode ser visto como menos meritório, em particular quando as oportunidades não são equivalentes. Assim, o casal, enquanto um só e actuando em uníssono, pode optar pela inversão destes papéis, que em nada diminuiu qualquer dos elementos, desde que movidos por objectivos comuns e focados no Amor.

O potencial da maternidade é algo biológico! A mulher é provida de um encanto, de uma ternura, que só se encontra na sua relação com os filhos. Ela é o porto de abrigo das crianças. Na maternidade, a mulher sente-se verdadeiramente realizada, pois percebe o que é o verdadeiro e incondicional Amor! Não espanta, pois, que não possa demitir-se dessa função e que a maternidade seja, por norma, um fortíssimo apelo, ainda que subconsciente. Mesmo quando não é mãe, a mulher é a “melhor tia do mundo”, a “melhor madrinha do mundo”. Nela reside a arte do cuidar e do mimar.

O feminismo, que lutou pela igualdade de direitos, pela possibilidade de a mulher poder votar, estudar e trabalhar fora de casa, deter iguais direitos laborais em relação ao homem, está longe de ser representado nos movimentos da actualidade. Pois, embora fazendo parte da natureza da mulher ser esposa e mãe, a “mulher moderna” revela também a necessidade de se completar com um papel social e de cidadania, que vê concretizado no trabalho e, se bem-sucedido, tanto melhor! Gosta de ver reconhecido o seu esforço e mérito profissionais, mas sabe também que poderá ter de fazer escolhas para cumprir com os restantes papéis.

Quantas mulheres estarão dispostas a abdicar da maternidade e de um casamento feliz, em nome de uma carreira de sucesso? Dificilmente poderão estar em pé de igualdade com o homem, que mais facilmente dedica horas extra ao trabalho, abdicando do tempo em Família, em nome da progressão laboral e, está claro, daquilo que é um apelo mais masculino, o do sucesso laboral. É isto discriminação? Não, são escolhas!

A sabedoria popular bem o diz: “Não se pode ter tudo”! Não espanta, assim, que haja menos mulheres em cargos políticos e em posições de poder. A mulher escolhe-o naturalmente, ao dedicar menos tempo que o homem às causas partidárias e ao estudo da História e da actualidade, enquanto conhecimento necessário para defender e representar uma Nação.

É certo que é mais difícil ascender profissionalmente num meio masculino, consequência inevitável desta dinâmica social, mas que na sociedade ocidental tanto se tem esbatido nas últimas décadas, em resultado do esforço de muitas mulheres que mostraram, na prática, o que conseguem fazer e alcançar, com a sua enorme inteligência social e emocional. Prova disso é a representatividade feminina no ensino superior no nosso País, na medicina e na advocacia, que já ultrapassa de forma preocupante a masculina!

Por isso, os movimentos feministas deveriam inquietar-se, sim, com questões fundamentais, particularmente as relacionadas com a vida laboral e a sua conciliação com o que é a natureza da mulher e as suas reais preocupações. Contudo, o activismo feminista actual não procura satisfazer o que as mulheres precisam, mas apenas o que pretende uma poderosíssima minoria de mulheres. 

Este activismo tornou-se, inclusivamente, desprestigiante para a mulher. Priva-a da possibilidade de ascensão social e profissional pelo mérito. Retira-lhe a doçura e candura. Nega-lhe o papel fundamental do matrimónio e da maternidade. Objectifica a mulher, enquanto presa para sexo fácil e espaço de diversão. Promove paradas onde se expõe o corpo de forma grosseira e agreste à visão. Claramente, não representa a “mulher comum”!

A mulher é um ser belíssimo e extraordinário, que já provou conseguir alcançar sonhos e objectivos, sem necessidade de leis movidas por comiseração. A mulher não precisa de quotas obrigatórias para poder aceder à participação na vida política.

Por tudo isso, declaro-me anti-feminista e contra a nova Lei da Paridade!

Joana Bento Rodrigues in Observador


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segunda-feira, 2 de abril de 2018

Maria Madalena e Pedro: Testemunhas da Ressurreição

O Papa Pio XI, o primeiro Papa a receber da Irmã Lúcia a a mensagem de Fátima, certa vez lamentou-se: "Bem, eu sou o Vigário de Cristo. Penso que se Cristo queria de alguma maneira que eu soubesse algo, Ele simplesmente me diria."

Ao ouvirmos as leituras do Evangelho para a Páscoa, apercebemo-nos que não tem que ser necessariamente assim. Pelo contrário, Cristo não manifestou inicialmente a sua gloriosa ressurreição a Pedro, o primeiro Papa. Cristo, em vez disso, escolheu a pequena mulher penitente e devota da Divina Misericórdia, Maria Madalena, para ser o Seu emissário ao primeiro Papa. Cristo mostrou-se a Maria Madalena a quem Ele instruiu, a "Ir e dizer a Pedro".

Descobrimos aqui, no cume da história da salvação, o padrão pelo qual Cristo deve governar - através de Pedro mas guiado pelas vozes de pequenas mulheres. A pergunta é, então, "Irá Pedro ouvir?"
  • Pensem em Sta. Catarina de Sena que disse ao Papa para deixar Avignon, França, e regressar à justa Roma. O Papa obedeceu à pequena freira.
  • Lembrem-se da freira augustiniana, Juliana de Liège, através de quem Cristo pediu ao Papa para instituir a festa do Corpus Christi.
  • Pensem em Sta. Margarida Maria de Alacoque através de quem o Papa aprovou e espalhou a devoção ao Sagrado Coração de Jesus.
  • Pensem em Santa Catarina Labouré que recebeu a visão da Medalha Milagrosa em 1830, que depois levou à popularização da Imaculada Conceição e à dogmatização deste ensinamento por Pio IX.
  • Podemos lembrar-nos de Santa Faustina e dos seus apelos de que a Divina Misericórdia fosse reconhecida pela Igreja universal - que até uma festa da Divina Misericórdia sancionada papalmente fosse estabelecida no Domingo depois da Páscoa.
  • Lembrem a pequena Lúcia de Fátima que durante décadas pediu sem sucesso aos Santos Padres e bispos para consagrar a Rússia ao Imaculado Coração.
Uma e outra vez descobrimos o padrão deixado por Cristo e Maria Madalena. Uma pequena mulher vem a Pedro e diz algo quase inacreditável: "Vimos o Senhor... Ele diz..."

Não posso deixar de imaginar, e isto é pura especulação, que no final dos tempos, Cristo vai outra vez escolher outra pequena mulher com um último pedido ao último Papa do mundo. Parece encaixar bem que acabe dessa maneira. Quando tudo parecer perdido e a Igreja sofrer tão terrivelmente que então o drama misterioso da manhã de Páscoa seja de alguma maneira re-encenado antes de Cristo regressar para julgar os vivos e os mortos. Uma pequena mulher pode trazer a boa nova a Pedro uma última vez.
Sta. Maria Madalena e S. Pedro, rogai por nós!

Taylor Marshall


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sexta-feira, 14 de outubro de 2016

Como eu conheci o meu marido depois da Universidade: 7 partilhas de mulheres católicas

Pergunta: Estou prestes a acabar a faculdade e continuo solteira. Muitos dos meus amigos estão em relacionamentos sérios ou já noivos. Tenho medo que seja difícil encontrar alguém, uma vez que estarei fora da universidade. Tem algum conselho?

Resposta: O meu grande conselho é continuar a crescer na Fé e não subestimar o que Deus tem reservado para o futuro.

Eu tinha 29 anos quando tive o meu primeiro encontro com o Brian, então eu soube quão fácil pode ser imaginar se (e como) eu nunca encontraria a pessoa que Deus estava a preparar para mim.

Como via cada vez mais amigos a casar, eu fiquei impressionada como cada uma das suas histórias era única. Eu comecei a ver que Deus não tem um mesmo plano usado para cada um encontrar seu cônjuge.

Não há um caminho para saber se hoje é o dia que se vai conhecer o futuro esposo. O que sabemos é que se pode escolher aproximar-se de Deus a cada dia (Tiago 4, 8) e confiar com alegria nos planos que Ele (Filipenses 4, 6-7 e Jeremias 29, 11).

Para mostrar quão imprevisivelmente boas são as direcções de Deus, muitas de minhas amigas e eu (todas mães hoje) compartilhamos as histórias de como conhecemos os nossos futuros maridos.

Eu conheci o meu futuro marido...

No Retiro

Apesar de eu não saber disso naquela altura, Brian viu-me pela primeira vez do lado de fora da escola primária onde eu ensinava. Ele foi buscar os sobrinhos à escola um dia e perguntou quem eu era. Um deles disse que eu era sua professora de matemática. Na semana seguinte, durante a aula, a sobrinha disse-me que o seu tio me tinha visto e gostado de mim. Pensando como esse "tio" soou como assustador e assediador, eu disse-lhe que isso era inapropriado para se dizer a uma professora! 

Meses depois, Brian viu-me de novo num retiro de jovens adultos. Ele, desajeitadamente, apresentou-se e tentou explicar que ele não tinha a intenção de que a sua sobrinha me dissesse algo. Fiquei aliviada ao descobrir que ele não era, na verdade, um stalker. Alguns meses depois ele enviou-me um email do trabalho a dizer que tinha uma questão de matemática...'qual é o seu número de telefone?' Casámos cerca de um ano depois. Ao encontrar Brian eu percebi que os planos de Deus para a minha vida eram muito melhores que quaisquer planos que eu tinha imaginado anteriormente

Courtney Kissinger, casada cinco dias antes de completar 30 anos

No Aeroporto

Eu tinha 26 quando combinei encontrar-me com alguns amigos da pós-graduação para um fim de semana em Las Vegas. Um homem abordou-me enquanto estávamos à espera do nosso voo e falou comigo durante 20 minutos antes de embarcarmos. Saímos sem trocar informações, e sem saber que estaríamos no mesmo vôo de regresso, dois dias depois. Nós não nos vimos em Las Vegas, todavia quando nos encontramos com os nossos respectivos amigos, naquela noite, ambos lhes falámos sobre aquela pessoa que conhecemos no aeroporto, o que mostra que ali houve um interesse mútuo. 

Conversámos durante duas horas, enquanto o nosso voo estava atrasado. Ele fez-me rir o tempo todo e eu sabia que Deus tinha planeado algo de muito especial quando descobrimos que os nossos lugares eram um ao lado do outro durante as quatro horas de vôo. Ele convidou-me para sair tivemos o nosso primeiro encontro quatro dias depois. Ficamos noivos um ano depois e nos casamos um ano após o noivado. Ainda estamos nas nuvens!

Lindsay W., casou-se aos 28 anos

Na festa de Natal

Quando eu acabei a faculdade, muitos dos meus amigos estavam a casar-se. Todavia, isso não era o plano de Deus para mim. Mudei-me para Washington D. C. e comecei a minha carreira ali. Houve momentos em que pensei que não me deveria me (embora fosse o desejo de meu coração) porque eu não havia encontrado o homem certo. Aos 33 anos converti-me ao Catolicismo. Alguns meses depois disse ao meu director espiritual que se o homem com que eu fosse casar não fosse escolhido por Deus, então eu não seria feliz, e que eu seria mais feliz solteira do que casada com a pessoa errada. O meu director espiritual disse: 'Melhor solteira e desejando estar casada do que casada e desejando estar solteira'. Pura verdade! 
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Ironicamente, um mês depois, conheci o homem certo. Eu tinha conhecido alguns amigos católicos que acabaram por me convidar para uma festa de Natal. Eu conheci meu futuro marido ali. O nosso segundo encontro foi a Missa e um café, e soubemos no nosso terceiro encontro que seria assim. Deus esperou até que eu fosse católica para conhecer o homem certo. E Ele também esperou até que eu entregasse o meu futuro a Ele. Vinte e um anos e cinco crianças depois, posso dizer que meu marido é a pessoa certa para mim. Eu tinha 35 anos quando me casei (quase 36) e o meu marido tinha 37 (quase 38). Nós tivemos o nosso último filho quando eu tinha 47 e ele 49. Deus tem um grande senso de humor, e Ele sabe sempre o que é melhor para nós!

Susie M., casou-se aos 35 anos

Online

Eu gastei os meus vinte anos a construir uma bela e interessante vida: fazer amigos, voluntariado, envolvida com a Igreja, e o mais importante, aprofundando o meu relacionamento com Deus. Também gastei uma boa parte do meu tempo rezando e esperando (às vezes impacientemente) pelo meu marido. Eu perguntava-me se Deus se tinha esquecido do meu sonho de ser esposa e mãe. Então eu fiz o que muitas mulheres da era moderna fazem: conversas online!

Aos 27 conheci um homem pela internet e falámos por alguns meses antes de terminarmos aquele relacionamento...alguma coisa não estava bem, apesar dele ter sido gentil, honesto e católico. Alguns anos depois, nós pusemo-nos em contacto de novo via Facebook e as coisas resultaram. Nove meses depois ficamos noivos, e nove meses depois do noivado casámos. Agora temos um lindo filho. Este não foi o caminho que eu vislumbrei para mim - eu estava a caminho dos trinta e, vários anos mais tarde do que eu esperava, conheci o meu marido online! Mas eu não trocaria os meus tempos de vinte anos sabendo o que eu sei agora. Não foi sempre fácil, mas ter vivido bem a minha vida de solteira me fez uma melhor mãe e esposa hoje.

Rebecca C., casou-se aos 30 anos

Fora do meu apartamento

Quando fiz 31 anos, depois de quase uma década sem namorado, tinha concluído que nunca me casaria ou teria filhos, e eu estava em paz com isso. Então, um dia, aconteceu que encontrei este homem à fora do meu prédio, enquanto eu saía para levar o lixo. Eu estava completamente desajeitada - transpirada e sem maquilhagem. Fiquei a saber que ele tinha acabado de se mudar para o prédio e o seu apartamento ficava no mesmo andar que o meu. 

Quando fiz 32 anos nós estávamos noivos e hoje, aos 34, nós temos dois filhos e um casamento feliz. Os planos de Deus definitivamente não são os mesmos que os meus. Eu queria casar-me com um homem que não fosse careca e que fosse católico praticante. O meu marido é careca e converteu-se ao Catolicismo antes de nos casarmos. Olhando para trás, vejo que eu necessitava de todo aquele tempo de solteira para construir a minha auto-estima, as minhas ideias e, o mais importante, o meu relacionamento com Cristo. Eu estou muito grata por ter tido tempo de construir amizades e ir a missa diariamente. Eu valorizo aquela época e hoje estou confiante na minha vocação.

Jéssica B., casou-se aos 32 anos

Na casa do meu irmão

Desde criança eu sonhava casar e ter filhos. Depois de quase 30 anos de casamento, eu tenho certeza que Deus teve as Suas razões para me fazer esperar até os 30 para conhecer o meu marido. Depois de dar aulas durante muitos anos, e ter conhecido vários homens, eu não estava muito certa que o homem certo chegaria. 

Numa tarde de Domingo, a minha mãe tinha-me encorajado a visitar o meu irmão, na sua casa nova. Sem que eu soubesse, ele havia convidado alguns amigos para visitá-lo, entre eles um vizinho de 34 anos. No momento em que meu irmão nos apresentou, eu soube que este era o homem que Deus tinha reservado para mim. Nós conversamos durante horas, e ficámos indiferentes às pessoas que nos cercavam. Fé, família e valores semelhantes evidenciaram-se entre nós imediatamente (incluindo uma atracção mútua). Ele pediu-me em casamento cerca de três meses depois e, em menos de um ano depois, já estávamos casados.

Mary Lee F., casou-se aos 30 anos.

Numa festa...e então o hospital

Durante os meus 20 e começo dos 30, eu estava com dúvidas se ainda me casaria. Quantos terços e novenas já havia feito? Eu conheci o meu marido numa festa organizada por um grupo de mulheres católicas, no dia 9 de Junho de 2012. Nós saímos uma vez, mas o segundo encontro só aconteceu sete meses depois. 

O meu marido sofreu um grave acidente de mota e eu decidi vê-lo no hospital. Nós ficamos amigos no hospital e, alguns meses depois, ele convidou-me para sair de novo. Ele diz sempre que não se arrependeu de me convidar para sair de novo depois de nosso primeiro encontro - não que eu o tivesse lembrado disso ou nada disso (eu lembrei!). No fim, eu aprendi que o tempo de Deus é sempre perfeito duma forma que nós nunca iremos compreender. O meu marido pediu-me em casamento no dia8 de Junho de 2013, quase um ano depois de nos conhecermos.

Erin B., casou-se aos 34 anos.

Courtney Kissinger in lifeteen.com


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segunda-feira, 7 de setembro de 2015

Atraente e vestida com decoro

A jovem desenhadora inglesa Helena Machin aconselha: "Se queres ser tratada como uma senhora, veste-te como uma senhora"
Helena Machin é uma jovem desenhadora inglesa de 30 anos de idade que trabalha para clientes importantes em Londres. Depois da morte do irmão e no meio de uma cultura que facilmente coisifica a mulher, decidiu ajudá-las a vestir de modo atraente e com decoro.

Machin sofreu a perda do irmão James há 3 anos, vítima de cancro. Essa morte e a aproximação à Igreja motivaram-na a dar um novo rumo à trajectória profissional como desenhadora.

"Quero investir parte do meu tempo na nova geração. Quero ajudá-las a abraçar a feminidade com roupa decorosa e atraente, pois assim podem alcançar todo o potencial que Deus lhes deu", comenta. 

Sobre o irmão, Helena recorda-o como "alguém que serviu outros, mostrando-lhes o caminho para Cristo com o bom exemplo e o bom humor. Conseguiu, além do mais, que muitos voltassem à fé".

Uma das actividades recentes de Helena foi uma conferência em que explicou as diferentes silhuetas do corpo da mulher e a forma de vestir adequada a cada uma.

Na opinião de Amy Mulvenna, de 23 anos, estudante de crítica de arte, "a maneira como Helena se refere à feminidade procura a relação positiva entre o vestir e a personalidade pessoal".

"Acho que estamos tão esmagados pelas revistas mais famosas que é importante não esquecer cada uma de nós deve apresentar-se com respeito. Revalorizar esse equilíbrio dá mais consistência e mais credibilidade à mulher", acrescentou.

Para Emily Green, aluna da escola de gestão do King's College em Londres, o trabalho deHelena "redefine os papéis e a diferença entre homens e mulheres. As mulheres tornaram-se muito masculinas para se integrarem no mundo laboral. Isso confunde os homens e torna-os mais violentos, quando isso é precisamente uma coisa que as mulheres não querem nem esperam".

"Fascina-me o estilo de desenho da Helena", acrescenta e destaca que "todas queremos reconhecimento social e algumas vezes as mulheres vestem-se para agradar, e não se apercebem de que isso infunde menos respeito. Se uma pessoa não se respeita a si mesma não pode esperar respeito dos outros."

"Vim porque queria ter ideias para me vestir melhor", conta Vicky Weissmann, estudante de medicina. "Se estivermos confortáveis com o que usamos então teremos maior confiança. Além disso, acho que é uma cortesia para com os outros o vestir-se bem".

Helena, que se aproximou do Opus Dei e decidiu viver a sua vida cristã santificando o trabalho, começou uma série de projectos, entre os quais um curso intensivo no Baytree Centre de Londres para jovens dos 14 aos 18 anos. Tem programadas também um conjunto de conferências em universidades e escolas.

Helena deixa um conselho final: "Se queres ser tratada como uma senhora, veste-te como uma senhora".

in acidigital



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domingo, 3 de maio de 2015

Uma Mãe heróica - Padre Thomaz Fernandez

Não pude deixar de escrever esta história. No mundo há pessoas de todos os tipos, algumas medíocres e mesquinhas, mas também há boas e às vezes heróicas.

Na semana passada morreu num hospital na Croácia a Ivana, cunhada de um amigo meu do seminário em Roma. Era médica e o marido, Mirco, está acabar um curso de informática. Têm um miúdo com um ano e qualquer coisa. Chama-se Ivan. Tinham casado há pouco mais de dois anos. Ela teve dificuldade em engravidar e depois de ter perdido um bebé finalmente conseguiu ficar à espera. Não se sentia muito bem e ao sexto mês de gravidez foi-lhe diagnosticado um tumor no útero. 

Os médicos recomendaram começar imediatamente o tratamento porque o tumor já estava de um tamanho considerável. Como consequência perderia o bebé. Ela decidiu ir até ao fim da gravidez e deixar viver o filho. Os médicos desaconselharam e expuseram-lhe o risco dessa decisão. A Ivana não mudou de parecer, a vida do filho valia a pena. Nasceu o bebé, óptimo e muito giro (vi umas fotografias, loirinho e risonho). 

Ela começou a quimioterapia logo a seguir e esteve um ano e tal em tratamentos intensivos. Foi piorando e pelo Natal os médicos disseram para não ter mais esperança. Rezou-se muito por ela. Mas mesmo assim não melhorou. Morreu na madrugada de quinta-feira passada, depois de meses de agonia, mas ao mesmo tempo consolada pela família e sobretudo pelo filho, Ivan.

Esta história comoveu-me até às lágrimas e por isso não pude deixar de escrevê-la. “Não há maior amigo do que aquele que dá a vida pelos amigos”, disse Jesus. Foi o que a Ivana fez.

Para nós que ficamos cá na Terra ela passa a uma memória e logo ao esquecimento. Mas aos olhos de Deus o amor não passa despercebido. Um dia compreenderemos.

Louvado seja Deus pelos seus anjos e pelos seus Santos!!!


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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Doris, a mulher que já salvou mais de três mil bebés

Esta é a história de Doris Hipólito, cujo compromisso permitiu que três mil mulheres continuassem com a gravidez. Ela já começou um projecto de crowd-funding poder ajudar mais mulheres


Longe dos holofotes, existe quem proponha às jovens desesperadas uma solução alternativa ao aborto. A missão em favor da vida, no Brasil, tem o rosto suave e doce de Maria das Dores Hipólito Pires, conhecida como Doris Hipólito. Casada e mãe de dois filhos, essa mulher conseguiu com que, em 23 anos, pelo menos outras 3000 crianças nascessem.

A relação entre a sua vida e os nascituros começa em 1991. Doris, então professora numa escola na periferia do Rio de Janeiro, foi chamada uma manhã pelo director, que lhe propôs começar um projecto de apoio às muitas estudantes que depois de terem abortado sofriam os consequentes problemas psicológicos.

Assim, Doris abriu uma porta de escuta dentro da escola onde lecionava e, pouco depois, dado o sucesso obtido, decidiu exportar o modelo também para outras escolas. A assistência a essas "mães falhadas", muitas vezes adolescentes, começou assim tornar-se para Doris no pão de cada dia.

Católica fervorosa, Doris pede constantemente por meio da oração que Deus a acompanhe no seu compromisso. Um dia, depois de ter rezado o Terço, sentiu o desejo de rezar a Maria pela defesa da vida. Foi assim que formou um grupo de voluntários que durante todo o ano se reúne na rua ou em outros lugares públicos para rezar o terço e distribuir panfletos de defesa da vida e contra o aborto.

Doris e os outros voluntários começam a trabalhar é a temida Baixada Fluminense, habitada por mais de 3 milhões de pessoas e cheia de clínicas de aborto, nas quais, além médicos, estão figuras especialistas em rituais vudu.

Armados com coragem, Doris e os começaram a tentar dissuadir as mulheres, muitas vezes viciadas ou prostitutas à mercê de criminosos, de entrarem nas "clínicas". Em alternativa era-lhes oferecida a possibilidade de entrarem numa casa de acolhimento, criada com fim de cuidar das mães durante a gravidez, para dar à luz os seus filhos e dar-lhes uma oportunidade de trabalho após o parto.

A primeira menina a pisar nesta instalação, alugada por Doris com dinheiro do seu próprio bolso, foi uma grávida sem-abrigo encontrada sob um viaduto enquanto estava em condições psicoológicas e físicas terríveis. O seu resgate deu início a um ciclo virtuoso de mulheres recuperadas dentro daquela que foi baptizada como Casa de Amparo Pró-Vida.

Tal iniciativa deveria receber aprovação unânime, mas infelizmente isso não acontece. Muitas vezes tentaram bloquear o funcionamento da sua estrutura. Em particular, grupos de feministas deploram o seu trabalho porque o consideram um obstáculo para a instância de legalização do aborto no Brasil. Foi emblemático quando uma mulher, procuradora federal, chegou à Casa da Defesa Pro-Vida para uma inspecção e, vendo as fotos das crianças salvas do Aborto num muro, exclamou: “Esta casa nunca deveria ter existido!”.

As ameaças de morte através de telefonemas anónimos são agora uma realidade com a qual Doris aprendeu a viver, confiando na Providência. A mesma Providência que tem conseguido com que a sua casa receba financiamentos para pagar as contas, para ter fornecimentos gratuito de frutas e produtos de uma fazenda, e contar com uma equipe de médicos e psicólogos voluntários que auxiliam as meninas que residem lá.

O último presente é uma parcela de terreno, na qual Doris tem a intenção de construir uma casa, que seja maior do que a actual (agora insuficiente para acomodar as muitas jovens que a procuram) e que seja sua, de modo não ter que pagar a renda. Daí a decisão de começar um projecto crowd-funding. Um novo desafio daquela que, depois de receber a autorização dos seus familiares, se tornou a sua única actividade: salvar vidas humanas do flagelo do aborto. A quem lhe pergunta sobre quem a obriga fazer isso, Doris responde assim: “Os poderosos podem dar-me poder, mas as crianças podem dar-me o paraíso.”


adptado de Zenit


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