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sábado, 6 de dezembro de 2025

Vigiar no princípio da tentação

Devemos vigiar, principalmente, no princípio da tentação; porque mais fácil será vencer o inimigo se não o deixarmos entrar na alma, enfrentando-o logo que bater no limiar.

Primeiro ocorre à mente um simples pensamento, donde nasce a importuna imaginação, depois o deleite, o movimento; e assim, pouco a pouco, entra de todo na alma o malvado inimigo, porque se lhe não resistiu a princípio. E quanto mais alguém for indolente em lhe resistir, tanto mais fraco se tomará cada dia e mais forte o seu adversário.

in Imitação de Cristo


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sábado, 20 de setembro de 2025

Os ataques do tentador

Se, depois o baptismo, fores atacado pelo perseguidor, o tentador da luz, tens material para a vitória. Ele irá certamente atacar-te, já que também atacou o Verbo, o meu Deus, enganado pela aparência humana que lhe escondia a luz incriada. Não tenhas medo do combate. Opõe-lhe a água do baptismo, opõe-lhe o Espírito Santo no qual se extinguem todos os dardos inflamados lançados pelo maligno. 

Se ele te mostrar as necessidades que te oprimem – e não deixou de o fazer com Jesus –, se te lembrar que tens fome, não dês a entender que ignoras as suas propostas. Ensina-lhe o que ele não sabe; opõe-lhe a Palavra de vida, esse verdadeiro Pão enviado do céu e que dá a vida ao mundo. 

Se ele te estender a armadilha da vaidade – e usou-a contra Cristo, quando O levou ao pináculo do Templo e Lhe disse: «Deita-Te daqui abaixo», para O fazer manifestar a sua divindade –, toma cuidado para não caíres por teres querido elevar-te

Se te tentar pela ambição, mostrando-te, numa visão instantânea, todos os reinos da terra submetidos ao seu poder, e te exigir que o adores, despreza-o: ele não é mais que um pobre irmão teu. E diz-lhe, confiando no selo divino: «Também eu sou imagem de Deus; ainda não fui, como tu, precipitado do alto da minha glória por causa do meu orgulho! Estou revestido de Cristo; tornei-me outro Cristo pelo meu baptismo; cabe-te a ti adorares-me.» 

Tenho a certeza que ele se irá embora, vencido e humilhado por estas palavras. Vindas de um homem iluminado por Cristo, serão sentidas por ele como se emanadas de Cristo, a luz suprema. Estes são os benefícios que a água do baptismo traz aos que reconhecem a sua força.

S. Gregório de Nazianzo in Sermão XL, 10 


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sábado, 9 de agosto de 2025

Os ataques do Demónio ao Santo Cura d'Ars

Dionísio Chaland, de Bouligneux, jovem estudante de filosofia, num dia de Junho de 1838: Ajoelhei-me no seu genuflexório, para confessar-me, no quarto do próprio santo. Quase pela metade da confissão, um tremor geral agitou toda a peça; o genuflexório moveu-se. Levantei-me aterrorizado. O Sr. Cura agarrou-me por um braço. Não é nada, disse ele. É o demónio.

A 4 de Fevereiro de 1857 o santo pusera-se a ouvir confissões. Pouco antes das 7, as pessoas que passavam diante da casa paroquial viram que saíam chamas do quarto do Padre Vianney. Foram avisá-lo: Sr. Cura, parece que há fogo no seu quarto. Enquanto lhes entregava a chave para que fossem apagá-lo, observou, sem muita preocupação: Esse vilão do demónio, não podendo apanhar o pássaro, queima-lhe a gaiola.

Em 1826, durante uma missão em Montmerle. Durante a noite, ouviu-se um barulho de carro que fazia estremecer o chão. Parecia que a casa vinha abaixo. Produziu-se no quarto do Cura d´Ars, uma tal algazarra que o Pe. Benoit gritou: Estão a matar o Padre Vianney. Todos correram para lá. Mas o que viram? O santo estava deitado tranquilamente no seu leito, que mãos invisíveis tinham arrastado para o meio do quarto. Foi o demónio, disse ele, sorrindo. Não é nada. Sinto muito não vos ter prevenido. É bom sinal… Amanhã cairá um peixe graúdo.

Quem seria esse peixe graúdo? Vigiaram o seu confessionário. De facto, no dia seguinte, após o sermão, viram depois do sermão, o Sr. De Moras, nobre cavalheiro, que, atravessando toda a igreja foi confessar-se com o Cura d´Ars. Aquele cavalheiro tinha descuidado os seus deveres religiosos durante muito tempo. O seu exemplo causou uma profunda impressão nos habitantes de cidade.

Francis Trochu in 'O Santo Cura d'Ars'


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quarta-feira, 16 de abril de 2025

Quarta-Feira Santa: Judas Iscariotes trai Nosso Senhor

Vem cá, demónio, outra vez. Tu sábio? Tu astuto? Tu tentador? Vai-te daí, que não sabes tentar. Se tu querias que Cristo se ajoelhasse diante de ti, e souberas negociar, tu o renderas.

Vais-lhe oferecer a Cristo mundos? Oh! que ignorância! Se quando lhe davas um mundo, lhe tiraras uma alma, logo o tinhas de joelhos a teus pés. Assim aconteceu. Quando Judas estava na Ceia, já o diabo estava em Judas: Cum jam diabolus misisset in cor ut traderet eum Judas. – Vendo Cristo que o demónio lhe levava aquela alma, põe-se de joelhos aos pés de Judas, para lhos lavar, e para o converter. Senhor meu, reparai no que fazeis: não vedes que o demónio está assentado no coração de Judas? 

Não vedes que em Judas está revestido o demónio, e vós mesmo o dissestes: Unus ex vobis diabolus est? – Pois, será bem que Cristo esteja ajoelhado aos pés do demónio? Cristo ajoelhado aos pés de Judas, assombro é, pasmo é; mas Cristo ajoelhado, Cristo de joelhos diante do diabo? Sim. Quando lhe oferecia o mundo, não o pôde conseguir; tanto que lhe quis levar uma alma, logo o teve a seus pés. Para que acabemos de entender os homens cegos, que vale mais a alma de cada um de nós que todo um mundo.

As coisas estimam-se e avaliam-se pelo que custam. Que lhe custou a Cristo uma alma, e que lhe custou o mundo? O mundo custou-lhe uma palavra: Ipse dixit, et facta sunt - uma alma custou-lhe a vida, e o sangue todo. Pois, se o mundo custa uma só palavra de Deus, e a alma custa todo o sangue de Deus, julgai se vale mais uma alma que todo o mundo. Assim o julga Cristo, e assim o não pode deixar de confessar o mesmo demónio. E só nós somos tão baixos estimadores das nossas almas, que lhas vendemos pelo preço que vós sabeis. 

Pe. António Vieira in Sermão do Primeiro Domingo da Quaresma (1653)


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quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Halloween: exaltação do horror, do macabro e do demoníaco

Desde há algumas décadas que este mês de Outubro em que nos encontramos se tornou um tempo de frenética preparação da noite de 31 de Outubro para 1 de Novembro, que para muitos já não é mais a noite de Todos-os-Santos, mas tornou-se a noite de Halloween. 

Este acontecimento é hoje em dia uma moda, infelizmente comum na nossa cultura cristã, que serve sobretudo para a instrumentalização da internet, da imprensa escrita e de toda a comunicação social, que tende a divulgá-la. As vitrines das pastelarias, decoradas à moda do Halloween; o negócio dos brinquedos, as revistas para crianças, os sítios da internet chamam constantemente a atenção da sociedade para o Halloween; até as escolas são decoradas com fantasmas, cabeças de abóbora e máscaras monstruosas, que constituem uma real exaltação do macabro.

Tendo em vista essa noite, produzem-se fatos de bruxa, de fantasmas, de demónios, de vampiros, de lobisomens, de esqueletos, de monstros sanguinários e nessa noite organizam-se também manifestações deliberada e gravemente ofensivas em relação à nossa fé cristã, como por exemplo o que aconteceu numa grande discoteca de Roma em que na noite de Halloween se exibiu um fantoche que representava um sacerdote, enforcado pelos pés, com a cabeça para baixo.

O objectivo latente desta festa não é apenas comercial, mas é também e sobretudo o de induzir a opinião pública, em particular as crianças, os adolescentes e os jovens, a familiarizar-se com a mentalidade ocultista e da magia, estranha e hostil à cultura cristã (por vezes com a desculpa de aprofundar o conhecimento da cultura celta). E tudo isto enquanto assistimos à tentativa recorrente de eliminar os crucifixos dos locais públicos e, nas proximidades do Natal, também à proibição de montar o Presépio e de apresentar a mensagem espiritual do Natal nas escolas, nas mesmas escolas onde se promove a festa do Halloween, que é a exaltação da realidade espiritual maléfica, isto é de todas as formas que encarnam o mal, a morte, o medo, o macabro, o demoníaco.

Na noite de Halloween também se regista um aumento impressionante das práticas do ocultismo e de todos os rituais do satanismo, dado que aquela noite corresponde, segundo o calendário das bruxas, à vigília do Ano novo satânico, na qual o ritual de iniciação e consagração a Satanás ocorre em moldes perversos e desumanos.

Assim o Halloween, em vez de promover os valores, as atitudes e os comportamentos morais e espirituais que edificam a personalidade das crianças e dos jovens e consequentemente da sociedade de amanhã, propõe desvalores que não constroem mas destroem, que não elevam mas brutalizam o ser humano, feito à imagem e semelhança de Deus e criado para O conhecer, amar e servir.

Por isso são bem-vindas na noite do 31 de Outubro para o 1º de Novembro, as vigílias de oração que acontecem em tantas igrejas, as celebrações da fé cristã com a presença de grupos, cantores ou compositores de musica cristã contemporânea, as procissões com as imagens dos Santos e também as representações teatrais das suas vidas, noites de saudável convívio para as crianças e palestras para as famílias, com jogos inspirados na boa tradição e com jantar para todos, que se vão difundindo um pouco por todo o lado, substituindo-se à aberrante exaltação e celebração do horror proposto pelo Halloween.

Traduzido e adaptado dum texto do Padre Francesco Bamonte, ICMS, exorcista da Diocese de Roma e Presidente da Associação Internacional de Exorcistas


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segunda-feira, 16 de setembro de 2024

Pe. Gabriele Amorth faz revelações surpreendentes sobre Fátima

O famoso exorcista morreu há 8 anos, no dia 16 de Setembro de 2016.


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domingo, 3 de março de 2024

Missa, Exorcismo e Sacramentos em Latim esmagam a cabeça do Diabo

Os antigos Missais Católicos mostram-nos que o Cânone da Santa Missa em Latim se mantém praticamente inalterados desde o pontificado do Papa Gregório Magno (560-604). O Papa Pio V (1504-1572), modificou apenas ligeiramente este ancestral Missal Gregoriano, em conjunto com algumas das suas rubricas, mantendo no entanto inalterado o Cânone Romano. 

Após isto promulgou esta antiquíssima Missa Romana por todo o mundo cristão (exceptuando locais em que fosse feito uso de outro Rito com pelo menos 200 anos). Isto não incluiu os locais em que se fizesse uso do Rito Bizantino. Importa não esquecermos que a vastíssima maioria dos Católicos eram e são Católicos do Rito Romano.

Desde então foram feitas pequenas alterações, como a introdução de festas de novos Santos, mas em traços gerais o Missal Tridentino, ou Missal de de Pio V, tem sido usado por toda a Igreja do Rito Romano há mais de 400 anos.

Entretanto, em 1965, o Missal Tridentino foi traduzido para o vernáculo (no nosso caso, em Inglês) e desapareceu a obrigatoriedade de se celebrar a Missa apenas em latim. A Novus Ordo (nova missa), do Papa Paulo VI, foi promulgada em Dezembro de 1969 e passou a ser celebrada por todo o mundo Católico de Rito Romano. A partir desse momento a Missa Tridentina foi practicamente suprimida na Igreja (com a excepção de alguns locais específicos ou em paroquias em que os padres, já idosos, não a queriam celebrar ou não conseguiram aprender a nova Missa).

Exactamente na mesma altura em que o latim era erradicado dos Sacramentos da Igreja Católica, os portões do inferno abriram-se para o mundo. Muitos atribuem a desintegração da Fé e civilização Católica à revolução, caracterizada pelo trio “sexo, drogas e rock’n’roll”, ocorrida nos anos 60. Eu argumento que foi o diabo, e a sua companhia (os demónios) que despoletaram essa revolução.

Relembro que o diabo detesta o latim e em particular os antigos Sacramentos, Ritos e Orações da Igreja Católica em latim. Podemos constatar que foi precisamente na altura em que foi removido o latim da vida da Igreja (de 1965-1969), que os portões do infernos se abriram para o mundo.

Muitos perguntam o porquê do diabo odiar o latim e o porquê dessa língua ser aplicada nos exorcismos e exercer poder sobre o diabo. A resposta é que o Latim Eclesiástico foi reservado exclusivamente para o serviço da Igreja de Deus, nas suas orações e Sacramentos. (Paralelamente existe também o Latim Romano clássico, de Cícero, que ainda é estudado nos dias de hoje. Este tipo de latim difere significativamente do Latim Eclesiástico Sagrado)

A nossa língua profana é o inglês. A ela recorremos para insultar, praguejar, intrigar, mentir, enganar e corromper almas, a par com  as outras utilidades comuns de comunicação para as quais dela nos servimos.

Por sua vez, o Latim Eclesiástico é utilizado apenas para o sagrado, é uma língua morta que permanecerá inalterada e está consagrada, há séculos, em exclusivo para a oração (e em especial para a celebração da Missa em  Latim). E é por este motivo que o diabo odeia o latim.

É uma tristeza profunda quando um católico afirma odiar a Missa em Latim. Exprimem literalmente que não gostam ou, em alguns casos, até afirmam que a odeiam, única e exclusivamente por ser em latim. Afirmam  também não querer assistir por não entenderem o que é dito. Eu digo-lhes: Por favor, Deus sustenta-vos a semana inteira, 24 horas por dia 7 dias por semana, e não conseguem oferecer a Deus uma hora de oração sagrada, da maneira que Lhe aprouver? Porque odeiam o mesmo que o diabo odeia? Porque não amar o que Deus ama?

Perguntam, a prova do amor de Deus pela Missa em Latim, é o facto de ter sido por Sua vontade Sua que a Igreja, no mundo do Rito Romano, a tenha celebrado nessa língua durante os últimos 1800 anos? E a única resposta que conseguem encontrar é a de que Deus e a Sua Igreja andaram em erro todos estes anos mas agora, finalmente, nós conseguimos acertar? Que absurdo!

Proponho a teoria de que no momento em que os papas removeram o Latim da Igreja Católica Romana e suprimirem o Rito Tridentino, permitiram a abertura dos portões do inferno sobre a terra. Compete-nos voltar à Missa Tridentina ou a outros Ritos e Orações em Latim para combater o diabo.

Falei apenas do Rito Romano e da Igreja Católica Romana porque o Latim é a nossa língua sagrada. Outros ritos usam outras línguas sagradas como o Grego, Russo e Aramaico. A Maioria desses Ritos não viram alterações Às suas Divinas Liturgias com o advento do Concilio Vaticano II, e mantêm quase intacta a sua forma original.

Cumpramos todos o nosso papel na erradicação das manchas infernais sobre este mundo através do regresso à missa em latim, bem como todos os Sacramentos e Exorcismos em Latim. É uma enormíssima bênção ser defensor da Tradição e poder ter ao nosso alcance estas verdadeiras armas nucleares no combate contra o maligno.

Father Carota in http://www.traditionalcatholicpriest.com
Tradução: Miguel Sottomayor


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sábado, 13 de janeiro de 2024

O diabo não é um deus do mal mas uma criatura limitada

Entrevista ao Padre Pedro Barrajon, exorcista

As possessões demoníacas são comuns?

A acção comum é a tentação, a possessão não é comum. A tentação induz-nos ao mal, todos as sofremos e no Pai Nosso dizemos todos os dias “livrai-nos do Mal”, ou seja, do Maligno. A acção normal do demónio é a tentação. Uma acção extraordinária, mas possível, é a possessão.

Esses fenómenos têm aumentado nos últimos anos?

É difícil dizer se os casos têm aumentado nos últimos anos, porque, infelizmente, destes problemas não se fala muito. Poderíamos dizer que o fenómeno é hoje mais reconhecido, enquanto que houve um tempo em que tudo se explicava com causas psicológicas. É necessário distinguir. É verdade que vivemos em uma sociedade muito secularizada, na qual, mais do que antes, se abre a porta ao ocultismo, ao esoterismo, às práticas mágicas: isso pode ter uma influência real com posteriores casos de possessão. Os casos de possessão não aumentaram de modo exagerado, mas, certamente, há uma tendência a aumentar, por causa da distância de Deus e, especialmente, por causa de práticas mágicas e de superstições neo-pagãs, que são uma porta para a acção diabólica.

Quais podem ser as causas de possessão demoníaca?

Às vezes, as causas não são compreensíveis. O diabo também agiu sobre grandes santos, como no caso do Pe. Pio ou do Cura d'Ars, que tiveram fortes lutas físicas com o diabo, mas a causa mais comum é culturar quem não é Deus: os ídolos, os poderes mágicos, Satanás nas seitas satânicas... Ocultismo e magia são as primeiras causas.

A palavra-chave, no entanto, é sempre 'discernimento', saber discernir, como diz o Papa, tentando falar com a pessoa, tentando avaliar a sua história, as possíveis causas de tipo psiquiátrico e psicológico: se estas forem excluídas e a pessoa se sente assediada pelo demónio, então, é bom que faça uma oração de libertação (que não é um exorcismo), ou um exorcismo mesmo, se se vê uma certa violência no ataque maléfico.

Antes de entrar em contacto com os médicos ou os sacerdotes, como é que uma pessoa nota uma influência maligna? Quais são as manifestações e sintomas?

A pessoa às vezes não percebe de imediato a causa porque experimenta um desconforto forte. Diz que se sente habitada por uma pessoa que não é ela própria. No início não é fácil dar-se conta, nem sequer para aqueles que a rodeiam: comportamentos que não são normais, nem sempre se reduzem à acção maléfica, mas, vendo que o problema persiste e não encontra uma solução nos meios normais a disposição, às vezes a pessoa dirige-se a um sacerdote. 

O sacerdote, muitas vezes, não sabe o que fazer, mas um sacerdote com uma certa formação neste campo pode intuir que possa tratar-se de uma influência maléfica e, neste caso, aconselhar um exorcista. Pela prática de exorcismo, o exorcista percebe rapidamente se a pessoa está à mercê do poder do diabo, por exemplo, se diante de símbolos sagrados existem reacções violentas, compulsivas, não normais: a angústia diante do sagrado não é normal. A Igreja acrescenta depois outros sinais: a pessoa pode falar línguas que não conhece, ou até sentir-se habitada por uma outra realidade pessoal, apesar de não ter problemas de múltipla personalidade.

Qual é a diferença entre o exorcismo e oração de libertação?

Às vezes, é bom que, antes do exorcismo, se façam orações de libertação: são orações não "exorcísticas" na qual se reza para que a pessoa seja libertada do mal e da possível influência do mal. Se isso funciona, o exorcismo é muito mais forte, porque no sacramental se pede pelo poder de Cristo e no nome de Cristo, enviado pelo Pai para derrotar o Maligno, para que a pessoa seja libertada. Alguns exorcistas aplicam directamente o exorcismo, outros preferem fazer antes as orações de libertação. A Igreja pede cautela ao exorcista. Há sempre uma espécie de "intuito espiritual", a graça de estado que o exorcista tem para perceber se a pessoa tem ou não necessidade de um exorcismo.

Por que é que durante muitos anos, até mesmo dentro da própria Igreja, o diabo foi quase esquecido?

Criou-se, talvez, uma espécie de racionalização da teologia: o que não se entendia e o que parecia que não fosse científico, foi deixado de fora: os casos em que se falava no Evangelho de exorcismos de Jesus foram transformados em doenças psicológicas. Tentou-se reduzir os mesmos milagres a causas científicas, a tal ponto que, quando Paulo VI, num famoso discurso em 1972, disse: "Parece que por alguma abertura o demónio entrou no templo de Deus”, foi uma notícia que girou o mundo porque falava do diabo. 

Hoje o Papa Francisco fala muitas vezes e ninguém se assusta, mas em 1972 era diferente, porque tinha-se criado uma espécie de “falta de fé” nesse aspecto, o que correspondeu a uma pastoral que não nomeou exorcistas. Os casos de possessão, no entanto, continuavam e as pessoas não sabiam a quem dirigir-se. Agora voltou-se a fazer exorcismos de uma forma mais natural, a Igreja sempre os fez.

Como é necessário apresentar a acção do demónio para um crente?

Do ponto de vista de um crente, não precisa ter medo do demónio, porque Deus é mais forte. Deus permite que o demónio possa agir também de forma extraordinária, tanto é que todos os dias no Pai Nosso rezamos “livrai-nos do Mal”, ou seja, do Maligno. A Igreja sempre acreditou na acção do demónio, que, porém, sempre foi limitada pela acção de Deus: o demónio não é um Deus do mal, é uma criatura limitada: tem um certo poder, mas não tem significado com relação a Deus.

in Zenit


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sexta-feira, 8 de dezembro de 2023

A doutrina da Imaculada Conceição revelada e glorificada até por um demónio

A devoção à Imaculada Conceição de Nossa Senhora vem dos tempos apostólicos. Na Idade Média, porém, adquiriu enorme força e extensão. Por fim, no século XIX foi proclamada dogma da Igreja Católica. Nenhum católico pode negá-la ou pô-la sequer em dúvida, sem cair em heresia e ficar fora da Igreja. O que passamos a descrever passou-se no século XIX.

No dia 8 de Dezembro de 1854, o Bem-aventurado Papa Pio IX promulgou solenemente o dogma da Imaculada Conceição de Maria, Mãe de Deus Encarnado, Nosso Senhor Jesus Cristo. E no dia 25 de Março de 1858, festa da Anunciação do Anjo a Nossa Senhora e da Encarnação do Verbo, a Santíssima Virgem apareceu, em Lourdes, a Santa Bernadette. Nesse dia Ela confirmou o dogma, dizendo: “Eu sou a Imaculada Conceição”. E inaugurou uma torrente de milagres que não cessa até hoje!

Poucas pessoas sabem que em 1823, trinta anos antes da proclamação desse magnífico dogma, dois sacerdotes exorcistas obrigaram um demónio, que possuía um rapaz, a cantar o louvor dessa santa verdade. E o demónio teve que fazê-lo, obviamente a contragosto, mas com uma rima poética que reverenciou a glória de Nossa Senhora.

O demónio é “espírito de mentira”, mas o exorcismo pode obrigá-lo a dizer a verdade, inclusive sobre matérias de Fé, como a divindade de Jesus Cristo, as virtudes da Imaculada Virgem, a existência do Paraíso, do inferno, etc. Foi o que aconteceu com o demónio que tinha entrado num jovem analfabeto de apenas doze anos, residente em Adriano di Puglia, Itália, hoje Ariano Irpino, na província e diocese de Avellino.

Os exorcistas foram dois religiosos dominicanos, o Pe. Gassiti e o Pe. Pignataro, que estavam na cidade pregando uma missão. Eles haviam recebido o “placet”, ou autorização do bispo, para fazer o exorcismo. E obrigaram então aquele demónio a responder a muitas perguntas, entre as quais, uma sobre a Imaculada Conceição.

Apesar de o diabo dar sinais de máxima contrariedade, os exorcistas impuseram-lhe que falasse sobre o especialíssimo privilégio concedido por Deus a Maria Santíssima. Assim sendo, o demónio então confessou que a Virgem de Nazaré jamais esteve sob seu poder, nem mesmo durante um só instante. Pelo contrário, confessou que desde o primeiro instante da sua vida Ela sempre esteve “cheia de graça” e foi toda de Deus.

Os dois exorcistas obrigaram o espírito das trevas a testemunhar a Imaculada Conceição sob a forma de versos poéticos. E o demónio, que se perdeu por culpa própria e conhecendo perfeitamente as coisas, compôs na língua italiana um soneto impecável, perfeito como construção poética e como teologia.

Como a tradução para o português prejudica a rima, nós reproduzimo-lo em italiano no fim do post*:

Eu sou Mãe verdadeira de um Deus que é Filho
e sou filha d'Ele, embora seja sua Mãe;
Ele nasceu ab aeterno e é meu Filho,
Eu nasci no tempo e, entretanto, sou Sua Mãe.

Ele é meu criador, porém é meu Filho,
Eu sou Sua criatura, porém sou Sua Mãe;
Foi um prodígio divino Ele ser meu Filho
Um Deus eterno me ter por Mãe.

A vida é comum entre a Mãe e o Filho
Porque o Filho recebe o ser da Mãe,
E a Mãe recebeu o ser do Filho.

Ora, se o Filho recebeu o ser da Mãe,
Ou se diz que o Filho nasceu com mancha,
Ou foi a Mãe que foi concebida sem mancha.

Se não formos piores que esse demónio do inferno, ajoelhemo-nos diante da Imaculada Virgem e veneremo-la pelos séculos dos séculos, dizendo:


“Ó Maria, concebida sem pecado, rogai por nós que recorremos a Vós”.

*Vera Madre son Io d’un Dio che è Figlio
e son figlia di Lui, benché sua Madre;
ab aeterno nacqu’Egli ed è mio Figlio,
in tempo Io nacqui e pur gli sono Madre.

Egli è mio creator ed è mio Figlio,
son Io sua creatura e gli son Madre;
fu prodigo divin l’esser mio Figlio
un Dio eterno, e Me d’aver per Madre.

L’esser quasi è comun tra Madre e Figlio
perché l’esser dal Figlio ebbe la Madre,
e l’esser dalla Madre ebbe anche il Figlio.

Or, se l’esser dal Figlio ebbe la Madre,
o s’ha da dir che fu macchiato il Figlio,
o senza macchia s’ha da dir la Madre 

Luis Dufaur in Ciência confirma a Igreja


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quarta-feira, 25 de outubro de 2023

Padre "DJ" participará em evento satânico

O Padre Guilherme Peixoto, conhecido por ter actuado como "DJ" na JMJ Lisboa 2023, é uma das cabeças de cartaz do festival de Halloween: Monsterland. Os vídeos das edições passadas podem chocar os mais sensíveis. Foi com estas palavras que a organização do festival anunciou a presença do sacerdote:

«Monsterland 2023 tem o prazer de receber um artista inesperado, que conseguiu unir techno e religião. Porque o techno é uma religião🎧
Este Verão pôs um milhão e meio de jovens a dançar na Jornada Mundial da Juventude, no Parque Tejo, em Lisboa, que se tornou a maior discoteca ao ar livre do mundo.
O seu set tornou-se icónico e viral nas redes sociais, prova de que a música eletrónica é uma linguagem universal, capaz, como ninguém mais, de unir e não de dividir.»


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sexta-feira, 29 de setembro de 2023

Oração tradicional a São Miguel Arcanjo


Latim:

In Nomine Patris, et Filii et Spiritus Sancti. Amen.

Princeps gloriosissime caelestis militiae, sancte Michael Archangele, defende nos in proelio et colluctatione, quae nobis adversus principes et potestates, adversus mundi rectores tenebrarum harum, contra spiritualia nequitiae, in caelestibus.

Veni in auxilium hominum, quos Deus creavit inexterminabiles, et ad imaginem similitudinis suae fecit, et a tyrannide diaboli emit pretio magno. Proeliare hodie cum beatorum Angelorum exercitu proelia Domini, sicut pugnasti contra ducem superbiae Luciferum, et angelos eius apostaticos: et non valuerunt, neque locus inventus est eorum amplius in coelo. Sed proiectus est draco ille magnus, serpens antiquus, qui vocatur diabolus et satanas, qui seducit universum orbem; et proiectus est in terram, et angeli eius cum illo missi sunt.

En antiquus inimicus et homicida vehementer erectus est. Transfiguratus in angelum lucis, cum tota malignorum spirituum caterva late circuit et invadit terram, ut in ea deleat nomen Dei et Christi eius, animasque ad aeternae gloriae coronam destinatas furetur, mactet ac perdat in sempiternum interitum.

Virus nequitiae suae, tamquam flumen immundissimum, draco maleficus transfundit in homines depravatos mente et corruptos corde; spiritum mendacii, impietatis et blasphemiae; halitumque mortiferum luxuriae, vitiorum omnium et iniquitatum.

Ecclesiam, Agni immaculati sponsam, faverrimi hostes repleverunt amaritudinibus, inebriarunt absinthio; ad omnia desiderabilia eius impias miserunt manus. Ubi sedes beatissimi Petri et Cathedra veritatis ad lucem gentium constituta est, ibi thronum posuerunt abominationis et impietatis suae; ut percusso Pastore, et gregem disperdere valeant.

Adesto itaque, Dux invictissime, populo Dei contra irrumpentes spirituales nequitias, et fac victoriam.

Te custodem et patronum sancta veneratur Ecclesia; te gloriatur defensore adversus terrestrium et infernorum nefarias potestates; tibi tradidit Dominus animas redemptorum in superna felicitate locandas. Deprecare Deum pacis, ut conterat satanam sub pedibus nostris, ne ultra valeat captivos tenere homines, et Ecclesiae nocere.

Offer nostras preces in conspectu Altissimi, ut cito anticipent nos misericordiae Domini, et apprehendas draconem, serpentem antiquum, qui est diabolus et satanas, ac ligatum mittas in abyssum, ut non seducat amplius gentes. Amen.


Português:

Em nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo. Amen.

Ó gloriosíssimo Príncipe da milícia celeste, Arcanjo S. Miguel, defendei-nos na nossa luta e nosso combate contra os principados e as potestades, contra os governantes deste mundo tenebroso, contra a perversidade espiritual em lugares elevados.

Vinde em auxilio do homem, que Deus criou imortal, à sua imagem e semelhança, e resgatou por grande preço da tirania do diabo. Combatei neste dia a batalha do Senhor, junto com os santos anjos, como já haveis combatido o líder dos anjos orgulhosos, Lúcifer, e o seu exército apóstata, que não tinham poder para vos resistir, nem tinham mais lugar no Céu. Mas aquela antiga e cruel serpente, chamada de demónio ou Satanás, que seduz todo a orbe, foi mandada para o abismo com todos os seus anjos.

Eis que o primordial inimigo e assassino do homem se ergueu veementemente. Transformado em anjo da luz, ele vagueia com toda a multitude de espíritos malignos, invadindo a terra em ordem a extirpar dela o nome de Deus e do Seu Cristo, para, deleitando-se, matar e atirar para a perdição eterna as almas destinadas à coroa da eterna glória.

Este malvado dragão derrama, como torrente imunda, o veneno da sua malícia sobre o homem de mente depravada e coração corrompido; o espirito da mentira, da impiedade e da blasfémia; o odor pestilento da luxúria e de todo o vício e iniquidade.

Estes astutos inimigos encheram e inebriaram com ódio e amargura a Igreja, a esposa do Cordeiro Imaculado, e deitaram as suas mãos impiedosas sobre as suas posses mais sagradas. Onde se encontra a Sede do Santo Apóstolo Pedro e Cátedra da Verdade para ser luz do mundo, eles elevaram um trono da sua abominável impiedade, com o desígnio iníquo de que quando o Pastor é abatido, as ovelhas se dispersam.

Erguei-vos então, ó General invencível, auxiliai o povo de Deus contra os ataques que irrompem dos espíritos perdidos e trazei-nos a vitória.

A Santa Igreja venera-vos como protector e patrono; glorifica-vos como a sua defesa contra os poderes malignos deste mundo e do inferno; a vós Deus confiou as almas do homem para serem estabelecidas na beatitude celeste. Intercedei junto do Deus da paz para que Ele esmague Satanás sob os nossos pés, tão conquistado que não consiga mais prender os homens em cativeiro e magoar a Igreja.

Oferecei as nossas orações à vista do Altíssimo, para que elas possam rapidamente alcançar-nos as misericórdias do Senhor; e derrubando o dragão, a antiga serpente, que é o demónio e Satanás, tornai-o novamente cativo no abismo, para que ele não possa mais seduzir as gentes. Ámen


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quarta-feira, 9 de agosto de 2023

O Demónio é como um cão enorme preso pela trela

Conhecemos a história daquele padre santo que, certo dia, deparou com um cristão que vivia na apreensão de sucumbir à tentação. «Que receio é esse?», perguntou-lhe o padre. «Senhor padre», disse o homem, chorando, «receio ser tentado, sucumbir e perecer. E não terei razão para tremer, quando houve tantos milhões de anjos que sucumbiram no Céu, quando Adão e Eva foram vencidos no paraíso terreno?» 

«Meu amigo», respondeu-lhe o padre, «não sabe que o demónio é como um cão enorme preso pela trela, que ladra e faz muito barulho, mas só morde quem dele se aproxima muito? Tenha confiança em Deus, fuja das ocasiões de pecado, e não sucumbirá. Se Eva não tivesse ouvido o demónio, se tivesse fugido dele assim que começou a ouvi-lo falar de transgredir os mandamentos de Deus, não teria sucumbido. 

Quando for tentado, rejeite imediatamente a tentação e, se puder, faça o sinal da cruz com devoção, pense nos tormentos pelos quais passam os réprobos por não terem sido capazes de resistir à tentação; erga os olhos ao Céu e verá a recompensa daquele que combate; peça ajuda ao seu anjo da guarda, lance-se prontamente nos braços da Mãe de Deus, pedindo-lhe que o proteja; e vencerá os seus inimigos, que não tardarão a ficar cobertos de confusão».

Se sucumbimos, meus irmãos, é porque não recorremos aos meios que Deus nos oferece para o combate. Temos sobretudo de estar bem convencidos de que, sozinhos, não deixaremos de nos perder; porém, se tivermos confiança em Deus, tudo podemos.

São João-Maria Vianney (o Cura de Ars) in Sermão para o 2.º Domingo depois da Páscoa


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segunda-feira, 12 de junho de 2023

O pequeno exorcismo de Santo António

Um dia, Santo António de Lisboa deu uma oração a uma pobre mulher que procurava ajuda contra as tentações do demónio.

O Papa Sisto V mandou esculpir essa oração – também conhecida por “Lema de Santo António” – na base do obelisco que se encontra no centro da Praça de São Pedro, em Roma, no qual se encontra também uma relíquia do Santo Lenho. 

Em Latim:

Ecce Crucem Domini! +
Fugite partes adversae! +
Vicit Leo de tribu Juda, +
Radix David! Alleluia!

Em Português:

Eis a cruz do Senhor! +
Fugi forças inimigas! +
Venceu o Leão de Judá, +
A raiz de David! Aleluia!

Esta breve oração é considerada um pequeno exorcismo e pode ser usada para afugentar o demónio, especialmente nas tentações. 


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sexta-feira, 26 de maio de 2023

Não há nada que o demónio tema mais do que a oração mental

Não há nada que o demónio tema mais do que a oração mental: é por isso que ele está continuamente à procura de meios para destruir o espírito de oração nas almas.... A oração mental e o pecado não podem estar juntos (cit. por La Puente).

O homem que não reza é como um animal sem razão. Não há nada melhor para o homem do que a oração; e sem ela não é possível sustentar-se por muito tempo na vida da graça. É por isso que é necessário recorrer todos os dias a este meio poderosíssimo de salvação.

É por isso que o demónio tem tanto medo da oração, e não há nada que o enfureça tanto, e nada que ele tente impedir com maior determinação, do que a oração".

São Filipe Néri (Codesal: 'Antologia de textos sobre a oração')


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domingo, 14 de maio de 2023

13 de Maio do ano 609: os demónios foram expulsos do Panteão

No ano 608, o imperador bizantino Focas entregou o Panteão (templo dos deuses pagãos em Roma) ao Papa Bonifácio IV e foi organizada uma cerimónia evocativa para o consagrar a Deus. No dia 13 de Maio de 609, uma enorme multidão reuniu-se perto do Panteão para testemunhar o acontecimento. 

As crónicas relatam o caos e os gritos arrepiantes que se faziam sentir a partir do interior: os demónios pagãos sabiam o que estava prestes a acontecer. As portas foram abertas e o Papa, diante da entrada, começou a recitar as fórmulas do exorcismo. Os gritos dos ídolos aumentaram de intensidade e a comoção ensurdeceu os ouvidos dos espectadores.  

O medo apoderou-se da multidão e ninguém conseguia manter-se de pé, vendo e ouvindo aquele terrível espectáculo. Só Bonifácio IV resistiu e, destemido, rezou e consagrou o Panteão a Cristo. Diz-se que os demónios abandonaram o antigo templo de forma caótica e com grande estrondo, fugindo pelo "olho" aberto da cúpula e pelas portas principais.  Terminada a cerimónia, o Papa dedicou o edifício a Nossa Senhora dos Mártires, em memória, dos muitos cristãos mortos por causa daqueles ídolos imundos.

in 'Il Settimanale di Padre Pio', n. 48


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segunda-feira, 3 de abril de 2023

Satanás explicado pelo Catecismo da Igreja Católica

Por detrás da opção de desobediência dos nossos primeiros pais, há uma voz sedutora, oposta a Deus (Gn 3,1-5), a qual, por inveja, os faz cair na morte (Sb 2,24). A Escritura e a Tradição da Igreja vêem neste ser um anjo decaído, chamado Satanás ou Diabo (Jo 8,44; Ap 12,9). Segundo o ensinamento da Igreja, ele foi primeiro um anjo bom, criado por Deus. «O Diabo e os outros demónios foram por Deus criados naturalmente bons; mas eles, por si, é que se fizeram maus» (Concílio de Latrão).

A Escritura fala dum pecado destes anjos (2Pe 2,4). A queda consiste na livre opção destes espíritos criados, que radical e irrevogavelmente recusaram Deus e o Seu Reino. Encontramos um reflexo desta rebelião nas palavras do tentador aos nossos primeiros pais: «Sereis como Deus» (Gn 3,5). O Diabo é «pecador desde o princípio» (1 Jo 3, 8), «pai da mentira» (Jo 8,44). É o carácter irrevogável da sua opção, e não uma falha da infinita misericórdia de Deus, que faz com que o pecado dos anjos não possa ser perdoado. «Não há arrependimento para eles depois da queda, tal como não há arrependimento para os homens depois da morte» (São João Damasceno).

A Escritura atesta a influência nefasta daquele a que Jesus chama «assassino desde o princípio» (Jo 8,44), e que chegou ao ponto de tentar desviar Jesus da missão recebida do Pai (Mt 4,1-11). «Foi para destruir as obras do Diabo que apareceu o Filho de Deus» (1 Jo 3,8). Dessas obras, a mais grave em consequências foi a mentirosa sedução que induziu o homem a desobedecer a Deus.

No entanto, o poder de Satanás não é infinito. Satanás é uma simples criatura, poderosa pelo facto de ser puro espírito, mas criatura: impotente para impedir a edificação do Reino de Deus. (§§ 391-395)


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