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sexta-feira, 8 de novembro de 2024

4 cristãos recusaram esculpir estátuas pagãs e foram martirizados

Hoje a Igreja comemora os Quatro Santos Coroados (Santi Quattro Coronati): Castório, Cláudio, Nicóstrato e Sinfrónio. Estes eram quatro irmãos, escultores em Sirmium (hoje na Sérvia). O seu trabalho era notável e ganhou fama em todo o Império Romano. De tal maneira que o próprio Imperador, Dioclesiano, encomendou-lhe uma obra. Deveriam esculpir uma estátua do deus da Medicina, Esculápio (Aesculapius).

Os afamados escultores, sendo cristãos, recusaram-se a produzir uma estátua de um deus pagão. Tendo sido irredutíveis nesta recusa mostraram-se disponíveis para a pagar com a vida. E por isso foram martirizados na província romana da Panónia, por se terem recusado a colaborar na idolatria, pecado contra o Primeiro Mandamento da Lei de Deus.

Foram considerados mártires, dignos de veneração e coroados com todo o género de honras por parte da Igreja. Têm uma Basílica com o seu nome em Roma, no Monte Célio, entre o Coliseu e a Basílica de São João de Latrão.

Que grande diferença para os nossos dias, nos quais estátuas de deuses pagãos - estátuas como a da 'Pachamama' - recebem veneração e honras em várias igrejas de Roma, e até no Vaticano, durante o Sínodo da Amazónia. Outrora os cristãos preferiam ser mortos a esculpir uma estátua de um ídolo, hoje são os próprios membros da hierarquia da Igreja que as levam para dentro das igrejas, promovendo a idolatria, um grave pecado contra a mais importante das Leis Divinas.

É urgente organizar actos de desagravo pelas graves ofensas têm sido feitas contra Nosso Senhor.


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quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

A memorável carta que o Cardeal Pell escreveu a partir da prisão

O Cardeal George Pell morreu ontem, em Roma. Recordamos aqui a carta que escreveu, em Agosto de 2019, quando estava preso - injustamente:

Querida Kathy e irmãos e irmãs em Cristo do grupo Support Cardinal Pell,

Antes de tudo, deixem-me agradecer-vos as orações e mensagens de apoio, que trazem imenso consolo, humana e espiritualmente.

Uma explicação prévia: Eu recebi entre 1500 a 2000 cartas e serão respondidas. Até agora, apenas respondi a alguns dos meus companheiros de prisão e alguns outros casos especiais. A vossa gentileza não será esquecida e sempre será lembrada com carinho.

A minha Fé em Nosso Senhor, assim como a vossa, é uma fonte de força. Saber que o meu pequeno sofrimento pode ser usado com bons propósitos através da união com o sofrimento de Jesus motiva-me e mostra-me o caminho a seguir. Desafios e problemas na vida da Igreja devem ser confrontados com essa Fé.

Devemos ter sempre presente que a Igreja Católica é una, não apenas como uma família que permanece unida nos momentos difíceis, mas porque a Igreja de Cristo é a Igreja Católica, que constitui o Corpo de Cristo. Um ditado antigo ensina que deve haver unidade no essencial e diversidade no que não é essencial. Mas em sempre e em tudo devemos ter caridade.

Concordo que temos motivos para ficarmos preocupados com o Instrumentum Laboris do Sínodo da Amazónia. Este não é o primeiro documento de má qualidade apresentado pelo secretariado do Sínodo. O Cardeal Gerhard Müller, ex-Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, escreveu uma excelente crítica. Não sou especialista na região, mas estive no Equador e na Amazónia Peruana, onde um sacerdote de Sydney, o Padre John Anderson, administra uma paróquia de exemplar piedade, actividade pastoral e ortodoxia. Como na Amazónia ainda falta muita água correr antes do fim do Sínodo.

Um ponto é fundamental. A tradição dos Apóstolos, os ensinamentos de Jesus e dos Apóstolos, tirados do Novo Testamento e ensinados por Papas e concílios, pelo Magistério, é o único critério doutrinal para o ensino sobre doutrina e prática. Na Amazónia ou fora da Amazónia, em qualquer lado, a Igreja não pode permitir confusão, muito menos algum ensinamento contrário à Tradição Apostólica.

O Espírito continua a estar na Igreja. Vocês têm todo o direito a fazer com que as vossas vozes sejam ouvidas, razoavelmente e com caridade. Não precisamos de esperar o pior.

Vosso no Senhor,
Vosso grato irmão

+ George Card Pell


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quinta-feira, 7 de novembro de 2019

D. Athanasius Schneider escreve oração de reparação por idolatria durante Sínodo da Amazónia


Oração de reparação pelos actos idolátricos praticados por ocasião do recente Sínodo para a Amazónia

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, recebei do nosso coração contrito, pelas mãos da Imaculada Mãe de Deus, a sempre-Virgem Maria, este sincero ato de reparação pelos actos de veneração de ídolos e símbolos de madeira que ocorreram em Roma, Cidade Eterna e coração do mundo católico. Derramai o Vosso Espírito no coração do nosso Santo Padre, o Papa Francisco, dos Cardeais, dos Bispos, dos sacerdotes e dos fiéis leigos; possa Ele expulsar as trevas das mentes, para que assim reconheçam a impiedade de tais actos, que ofenderam a Vossa divina majestade, e Vos ofereçam enfim actos públicos e privados de reparação.

Derramai em todos os membros da Igreja a luz da plenitude e da beleza da fé católica. Acendei neles o ardente zelo de levar a fé de Jesus Cristo, verdadeiro Deus e verdadeiro homem, único Salvador, a todos os homens, especialmente às pessoas da região amazónica que ainda são escravizadas pelo serviço a fracas e perecíveis coisas materiais, como o são os surdos e mudos símbolos e ídolos da “mãe terra”. Acendei a luz da fé naquelas pessoas, sobretudo nas pessoas das tribos da Amazónia, que ainda não têm a liberdade dos filhos de Deus e que não têm a felicidade indescritível de conhecer Jesus Cristo e participar por Ele na vida da Vossa natureza Divina.

Santíssima Trindade, Pai, Filho e Espírito Santo, Vós sois o único verdadeiro Deus, e além de Vós não há outro deus ou salvação, tende piedade da Vossa Igreja. Olhai especialmente para as lágrimas e os suspiros contritos e humildes dos pequeninos na Igreja. Olhai para as lágrimas e súplicas das crianças, dos jovens, dos pais e mães de família, e ainda as dos verdadeiros heróis cristãos, que movidos pelo zelo da Vossa glória e pelo amor da Santa Madre Igreja, arrojaram na água os símbolos da abominação que a poluíam. Tende piedade Poupai-nos, Senhor, parce Domine, parce Domine! Tende piedade de nós: Kyrie eleison! Amém.


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terça-feira, 29 de outubro de 2019

Superior da FSSPX convoca dia de jejum por causa do Sínodo da Amazónia

O recente Sínodo na Amazónia testemunhou cenas terríveis em que a abominação de ritos idólatras foi realizada dentro do Santuário de Deus de maneiras novas e impensáveis. E então, o documento final desta tumultuada assembleia atacou a santidade do sacerdócio católico, pressionando a abolição do celibato eclesiástico e pelo estabelecimento de um diaconado feminino. Verdadeiramente, as sementes de apostasia que o nosso venerável fundador, Arcebispo Marcel Lefebvre, identificara desde os primeiros dias nos trabalhos do Concílio, continuam a produzir os seus frutos podres com eficácia renovada.

Em nome da inculturação, os elementos pagãos estão cada vez mais integrados na adoração divina e podemos ver, mais uma vez, como a liturgia que se seguiu ao Concílio Vaticano II é perfeitamente adequada a isso.

Em resposta a estes eventos, convocamos todos os membros da Sociedade, inclusive os membros da Terceira Ordem, a observar um dia de oração e reparação, porque não podemos permanecer indiferentes a esses ataques à santidade da Santa Mãe a Igreja. Pedimos que o jejum seja observado em todas as nossas casas no Sábado, 9 de Novembro. Convidamos todos os fiéis à mesma e também incentivamos as crianças a oferecer orações e sacrifícios.

No Domingo, 10 de Novembro de 2019, cada sacerdote da Sociedade celebrará uma Missa de reparação e, em cada capela, as ladainhas dos santos, tiradas da liturgia das Rogações, serão cantadas ou recitadas para pedir a Deus que proteja a Sua Igreja e que a poupe dos castigos que tais actos merecem. Instamos todos os sacerdotes amigos, assim como todos os católicos que amam a Igreja, a fazer o mesmo.

Isto é devido à honra da Santa Igreja Católica Romana fundada por Nosso Senhor Jesus Cristo, que não é idólatra nem panteísta.

Padre Davide Pagliarani, Superior Geral

Menzingen, 28 de Outubro de 2019, na festa dos santos Simão e Judas, Apóstolos


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segunda-feira, 21 de outubro de 2019

Estátua pagã do Sínodo da Amazónia lançada ao Rio Tibre

Um católico anónimo entrou na igreja de Santa Maria in Traspontina, em plena Via della Conciliazione (que conduz ao Vaticano), retirou de lá as estátutas de Pacha Mama, a "Mãe Terra", "divindade" de vários povos indígenas e lançou-as ao Rio Tibre, o rio que atravessa Roma. Durante o Sínodo da Amazónia, a igreja de Santa Maria in Traspontina tem sido palco de várias cerimónias estranhas, para dizer o mínimo, com a presença de ídolos pagãos. 


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segunda-feira, 14 de outubro de 2019

Sínodo da Amazónia vs São Francisco Xavier

A propósito do Sínodo da Amazónia, a Rádio Renascença entrevistou o Padre Joaquim Fonseca, que "passou mais de 40 anos em missão em várias regiões do Brasil, incluindo a Amazónia". Transcrevo aqui uma parte da entrevista:


«Sem padres suficientes para chegar a todo o lado, a Igreja tem de contar mais com a ajuda dos leigos, defende o padre Joaquim. Se há comunidades indígenas onde a figura mais importante é a mulher “isso deve ser tido em conta”. 

Quanto à possibilidade de ordenação de homens casados, que vai ser discutida no sínodo, prefere falar na criação de novos ministérios. “Para fazer uma evangelização nova é necessário encontrar também novos ministérios, novos serviços na Igreja, provavelmente até uma nova maneira de ser sacerdote nessas comunidades. 

E se a Amazónia é uma realidade muito diferente da Europa, ou até de São Paulo ou do Rio de Janeiro, isso significa que o padre, os ministros da Palavra, os ministros das comunidades, também têm de ser diferentes”.»

Depois de 50 anos de Missas mal celebradas, abusos litúrgicos, leigos a fazerem o papel de padres e padres a fazerem o papel de leigos; 50 anos a dizer que isto de ser padre ou ser leigo é tudo a mesma coisa, da debandada de milhares e milhares de sacerdotes e seminaristas, do encerramento de seminários; 50 anos a dizer que não é preciso evangelizar porque Deus é amor e vão todos para o Céu, quer queiram quer não; 50 anos depois de tudo isto, e muito mais, aparecem as queixas que não há padres nem missionários suficientes. E a solução seria criar "novos ministérios" e uma "nova maneira de ser sacerdote".

Não foi essa a abordagem dos grandes missionários. Missionários como São Francisco Xavier, que não precisou de deixar de ser sacerdote como sempre tinha sido nem teve de inventar "ministérios" para evangelizar populações inteiras. Esta passagem da carta que São Francisco escreveu a Santo Inácio no dia 15 de Janeiro de 1544 mostra bem a diferença entre as duas abordagens:

«É tão grande a multidão dos que se convertem à fé de Cristo, nesta terra onde ando, que, muitas vezes, me acontece sentir cansados os braços de baptizar; e não poder falar, de tantas vezes dizer o Credo e os Mandamentos, na sua língua, deles, e as outras orações, com uma exortação que sei na sua língua, na qual lhes declaro o que quer dizer cristão, e que coisa é paraíso, e que coisa inferno, dizendo-lhes quais são os que vão a um e quais a outro. 

Mais que todas as outras orações, digo-lhes muitas vezes o Credo e os Mandamentos. Há dia em que baptizo toda uma povoação e, nesta Costa onde ando, há trinta povoações de cristãos.»


João Silveira


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quinta-feira, 3 de outubro de 2019

4 teses do Sínodo da Amazónia que não são Católicas


Numerosos Bispos e Sacerdotes escreveram um curto documento resumindo as mais graves preocupações em relação ao Sínodo da Amazónia que tem lugar durante este mês no Vaticano.

Ao Santo Padre e aos Padres Sinodais

Nós, numerosíssimos prelados, sacerdotes e fiéis católicos de todo o mundo, vimos fazer presente que o Instrumentum laboris preparado para a próxima assembleia do Sínodo levanta interrogações sérias e suscita graves reservas, pela contradição tanto com pontos individuais da doutrina católica, ensinada desde sempre pela Igreja, como com a fé no Senhor Jesus, único Salvador de todos os homens. Extraímos do documento, seguindo o método clássico, quatro proposições em forma de "teses", usando as proprias ideias fundamentais do documento. Em consciência e com toda a sinceridade, o ensinamento por elas transmitido é inaceitável.

1 – A diversidade da região amazónica, sobretudo aquela religiosa, evoca um novo Pentecostes (IL 30): respeitá-la é reconhecer que há outros caminhos de salvação, sem os reservar exclusivamente à própria fé. Aliás, há grupos cristãos não católicos que ensinam outras maneiras de ser Igreja, sem censuras, sem dogmatismos, sem disciplinas rituais, e a Igreja católica deveria integrar alguns destas formas eclesiais (IL 138). Reservar a salvação exclusivamente ao próprio credo é destrutivo para esse mesmo credo (IL 39).

Esta última afirmação contida no n. 39 é particularmente escandalosa.

Contra, entre outros: Dominus Jesus 14 e 16.

2 – Um ensino da teologia pan-amazónica que tenha especialmente em conta os mitos, ritos e celebrações das culturas originais, é necessário para todas as instituições educativas (IL 98 c 3). Os ritos e as celebrações não cristãs são propostos como «essenciais para a saúde integral» (IL n. 87), e pede-se que «adaptem o ritual eucarístico às suas culturas» (IL n. 126, d). Sobre os ritos, ainda: IL nn. 87, 126.

Contra: Dominus Iesus 21.

3 – Entre os lugares teológicos (isto é, fontes da teologia, como a Sagrada Escritura, os Concílios, os Padres), encontramos o território [da Amazónia] e o grito dos seus povos (IL, nn. 18, 19, 94, 98 c 3, 98. d 2, 144).

Contra, entre outros: Dei Verbum 4, 7, 10.

4 – Sugere-se que se confira a ordenação a pessoas idosas com família e que se confira «ministérios oficiais» a mulheres. Propõe-se assim uma nova visão do sacramento da Ordem que não provém da Revelação, mas dos usos culturais dos povos amazónicos (que prevêem uma rotação na autoridade). Dever-se-ia então proceder a uma separação entre o sacerdócio e o munus regendi (IL 129 a 2, 129 a 3, 129 c 2).

Esta separação entre sacerdócio e munus regendi mina as bases eucarísticas do ministério da autoridade na Igreja.

Contra: Lumen gentium 21; Presbyterorum Ordinis 13.
Contra também: Sacerdotalis cælibatus, na totalidade e, em especial, 21 e 26; Odinatio sacerdotalis 1, 3 e 4; Pastores dabo vobis 26 e 29.

Grupo de trabalho Coetus Internationalis Patrum


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segunda-feira, 30 de setembro de 2019

Católicos pedem aos Anjos que expulsem os Demónios do Sínodo da Amazónia

Flanqueada por estandartes dos quatro evangelistas, e reunida sob o patrocínio da Bem-aventurada Virgem Maria, uma coligação internacional de 200 leigos católicos reuniu-se em silêncio, perto da Praça de São Pedro, para orar "como um exército unido contra os inimigos de Deus e da Igreja".

Aos pés do Castel Sant'Angelo, na véspera da festa litúrgica de São Miguel Arcanjo, a coligação internacional de leigos lançou um “apelo aos anjos contra os maus espíritos”, antes do Sínodo Amazónico, que terá lugar no Vaticano entre 6 e 27 de Outubro.

Outro acto de guerra espiritual estava ocorrendo em Roma, simultaneamente à Acies Ordinata. Às 15h30, os Padres rezavam em particular a Oração do Exorcismo do Papa Leão XIII (a oração mais longa a São Miguel) numa igreja perto do Castel Sant'Angelo, com a intenção de expulsar a “influência diabólica do Vaticano, especialmente em vista do Sínodo da Amazónia."


Acies Ordinata


A coligação internacional chama-se Acies Ordinata. Seu nome, que a tradição católica reserva para Maria Santíssima, que reúne um exército de fiéis para derrotar os seus inimigos - ordenada terribilis ut castrorum acies - é retirada do cântico do Antigo Testamento, o Cântico dos Cânticos (6, 3 ; 6, 10) 

A coligação, organizada pela Fundação Lepanto, com sede em Roma, foi composta por alguns dos movimentos católicos mais influentes e incluía homens e mulheres, jovens e idosos, silenciosamente posicionados na Praça João XXIII, ordenados em fileiras de 20 x 10.

Durante uma hora, ficaram em silêncio, recitando o Rosário e lendo textos clássicos da tradição católica, como os Evangelhos, o Catecismo e os escritos dos santos. Na conclusão do evento Acies Ordinata, os participantes cantaram o Credo.

O evento foi realizado uma semana antes da abertura do Sínodo da Amazónia. Os documentos preparatórios para o Sínodo suscitaram controvérsia e críticas de Cardeais e Bispos da Igreja Católica. O Cardeal alemão Walter Brandmüller disse abertamente que contêm "heresia" e aproxima-se da "apostasia".

O Acies Ordinata de 28 de Setembro foi o segundo encontro a ser realizado em Roma. O primeiro foi realizado antes do encontro sobre os abusos sexuais no Clero, que aconteceu no Vaticano em Fevereiro, para "se opor à política de silêncio do Vaticano sobre homossexualidade".


Participantes com laços históricos com o Papado


O valor simbólico da Acies Ordinata foi aumentado pela presença de participantes cujas famílias têm profundos laços históricos e religiosos com a Santa Sé e o Papado.

Um dos participantes foi o Conde Giovanni Piccolomini, cujos antepassados incluem dois Papas - Pio II e Pio III - um Superior Geraldos Jesuítas, vários Bispos e Cardeais, líderes militares e cientistas. O Conde Piccolomini disse que o motivou a participar foi o seu "desejo de reiterar a minha e nossa fidelidade ao Papa, à Igreja Romana Apostólica Católica e ao seu ensino eterno".

Questionado sobre o significado simbólico de orar aos pés de Castel Sant'Angelo, ele disse que “este castelo salvou a vida de mais de um Papa no passado, e o seu nome indica nosso desejo de invocar toda a milícia celeste para defender a Igreja Católica. A nossa e a minha esperança é que as nossas orações sejam ouvidas no Céu e que muitos ao redor do Mundo demonstrem a sua firme crença e amor pela Igreja Católica".

Outro participante cuja presença deu grande peso simbólico ao evento foi Rodolphe Pfyffer von Altishofen de Luzern, da Suíça. A sua família deu origem a 11 comandantes da Guarda Suíça Pontifícia, a força armada encarregada de proteger o Papa.

"Durante os séculos XVII a XIX, apenas os Pfyffers foram comandantes da Guarda Suíça". Mas, acrescentou, “independentemente disso, sempre fomos ensinados pelos nossos pais a ter grande respeito por nossa religião sagrada. Portanto, posso garantir que a história da minha família não é essencial para o compromisso que temos com a Igreja.”

Questionado sobre o que o motivou a participar da Acies Ordinata, Pfyffer disse que "a Igreja está sendo ameaçada por todos os lados e nós, como simples leigos, temos de reagir". Este evento é excelente. Estamos desarmados e, no entanto, sentimos que é extremamente importante responder. Caso contrário, os inimigos da Igreja acreditarão que eles podem fazer tudo o que querem. Existem meios espirituais de se engajar na batalha. São Miguel é o responsável por proteger a santa Igreja e ajudará, se for solicitado. Quando os apóstolos estavam no barco sendo lançados pelas ondas, eles clamaram ao Senhor: 'Senhor, estamos perecemos'. Jesus Cristo ajudar-nos-á, não há dúvida. Mas temos de fazer nossa parte, mesmo que não seja fácil ”.

Importância de Castel Sant'Angelo

O Castel Sant'Angelo, localizado em frente à Via della Conciliazione que leva ao Vaticano, também tem um significado histórico profundo, tornando-o um local adequado para o Acies Ordinata.

O Castel Sant'Angelo foi o mausoléu pagão do imperador pagão Adriano que destruiu a cidade de Jerusalém em 135 d.C. e a substituiu pela cidade pagã de Aelia Capitolina.

Em 590 d.C., segundo a tradição, O Papa Gregório Magno carregava o ícone do Salus Populi Romani em procissão na manhã de Domingo de Páscoa, implorando a misericórdia de Deus sobre Roma, que estava sendo devastada por uma praga maciça. Quando se aproximou do mausoléu de Adriano, pisando a ponte que ainda hoje se une ao mausoléu da cidade de Roma, ele teve uma visão do Arcanjo Miguel em pé no edifício com uma espada de vingança empunhada. O Arcanjo olhou para o ícone de Nossa Senhora e exclamou: “Regina caeli, Laetare, aleluia; Quia quem meruisti portare, aleluia; Resurrexit, sicut dixit, aleluia.”E Gregório Magno gritou: “Ora pro nobis, Deum, aleluia.”O anjo embainhou a sua espada de vingança, e a praga terminou.

Na Idade Média, o mausoléu, rebaptizado de Castel Sant'Angelo, tornou-se um local de refúgio preferido dos pontífices romanos diante de tumultos frequentes e invasões alemãs que irritavam os Papas medievais. O Acies Ordinata, realizado na vigília da festa litúrgica de São Miguel Arcanjo, em 29 de Setembro, combina todos esses elementos: uma procissão penitencial, uma demonstração de romanos indignados (e outros católicos de todo o mundo) e oposição a uma invasão alemã no próximo Sínodo da Amazónia.

Num comunicado divulgado hoje, os organizadores do evento disseram: “A nossa manifestação é composta por católicos leigos vindos de muitas nações diferentes, que estão acima de tudo pedindo ao Senhor para reunir todos aqueles que estão lutando por uma boa causa, com o propósito de formar um exército unido contra os inimigos de Deus e da Igreja.”

“Aqui no sopé do Castel Sant'Angelo, a fortaleza que tantas vezes defendeu o Papado ao longo da história, pedimos a ajuda dos anjos e, acima de tudo, São Miguel, o príncipe da hoste celestial, pedindo que protejam os defensores da Igreja e da civilização cristã e dispersem os seus inimigos. ”

“A confusão, que é o fumo de Satanás, envolve o campo de batalha. Para derrotar as forças do caos, o que é necessário é pureza de doutrina, clareza de palavras, firmeza de exemplo, acordo de alma e de obras ”, continuou a declaração.

“Para que isso aconteça, apelemos à Mãe Santíssima, Rainha dos Anjos, pedindo-lhe que nos transforme à sua imagem, hoje e sempre, numa Acies Ordinata, exército pronto para lutar, com aquela tranquilidade que nasce da paz de Cristo que está nos nossos corações e que desejamos estender ao Mundo inteiro.”

Diane Montagna in Life Site News


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domingo, 15 de setembro de 2019

Cardeal Burke e D. Athanasius convocam cruzada de oração e jejum pelo Sínodo da Amazónia

O Cardeal Burke e Mons. Athanasius Schneider publicaram um documento que exorta todos os católicos a participarem de uma cruzada de oração e jejum pelo Sínodo da Amazónia durante 40 dias, de 17 de Setembro a 26 de Outubro, às vésperas do encerramento do Sínodo: Todos os dias dedicar pelo menos uma dezena do terço e fazer jejum uma vez por semana, de acordo com a tradição da Igreja, com estas intenções:

1. Que durante a assembleia sinodal, os erros teológicos e heresias incluídos no Instrumentum Laboris não sejam aprovados;

2. Que, em particular, o Papa Francisco, no exercício do ministério petrino, confirme os seus irmãos na fé, com uma clara recusa dos erros do Instrumentum Laboris e não consinta a abolição do celibato sacerdotal na Igreja Latina, com a introdução da prática de ordenação de homens casados, os chamados "viri probati".

Qualquer um que apenas souber da cruzada após ter começado pode, obviamente, participar a qualquer momento. 

O documentopublicado destaca 6 erros graves e heresias contidos no Instrumentum Laboris, resumindo:

1. PANTEÍSMO IMPLÍCITO: o documento promove uma socialização PAGÃ da "Mãe Terra", baseada na cosmologia das tribos amazónicas;

2. SUPERSTIÇÕES PAGÃS como fontes da Revelação Divina e "caminhos alternativos" para a salvação;

3. DIÁLOGO INTERCULTURAL EM VEZ DE EVANGELIZAÇÃO;

4. Uma CONCEPÇÃO ERRADA da ORDENAÇÃO SACRAMENTAL, que defende a existência de ministros do culto de ambos os sexos, até para realizar rituais xamãs;

5. Uma "ECOLOGIA INTEGRAL" que rebaixa a dignidade humana;

6. Um COLETIVISMO TRIBAL que mina o carácter único da pessoa e a sua liberdade.

Os erros teológicos e heresias implícitos e explícitos contidos no Instrumentum Laboris, da próxima Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazónica, são uma manifestação alarmante da confusão, do erro e da divisão que afligem a Igreja hoje. 

Ninguém pode justificar-se dizendo que não foi informado sobre a gravidade da situação e se eximiu do dever de tomar as acções apropriadas, por amor a Cristo e à sua vida connosco na Igreja. 

Em particular, todos os membros do Corpo Místico de Cristo, diante de tal ameaça à sua integridade, devem orar e jejuar pelo bem eterno dos seus membros, que, por causa desse texto, correm o risco de serem escandalizados, o que leva à confusão, erro e divisão. 

Além disso, todos os católicos, como verdadeiros soldados de Cristo, são chamado a salvaguardar e promover as verdades da Fé e a disciplina com que essas verdades são honradas na prática, para que a assembleia solene dos Bispos não traia a missão do Sínodo, que é "ajudar o Pontífice Romano através dos seus conselhos, para salvaguardar e aumentar a Fé e a moral, observando e consolidando a disciplina eclesiástica" (can. 342). 

Que Deus, através da intercessão de muitos missionários verdadeiramente católicos, que evangelizaram os povos indígenas da América - incluindo São Toríbio de Mogrovejo e São José de Anchieta -, dos santos que os nativos americanos deram à Igreja - incluindo São Juan Diego e Santa Kateri Tekakwitha - e em particular pela intercessão da Virgem Maria, Rainha do Santo Rosário, que derrota todas as heresias, para que os membros da próxima Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Região Pan-Amazónica e o Santo Padre estejam protegidos do perigo de aprovar erros e ambiguidades doutrinárias e de minar o domínio apostólico do celibato sacerdotal.

Raymond Leo Cardeal Burke
Bispo Athanasius Schneider


12 de Setembro de 2019
Festa do Santíssimo Nome de Maria


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