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sexta-feira, 10 de janeiro de 2025
sábado, 19 de novembro de 2022
Gretl, o canário de Pio XII

É sabido que o Papa Pio XII tinha um grande amor aos animais, em especial ao seu canário - Gretl. Mas de onde veio o canário?
Certo dia, Sua Santidade estava a passear nos jardins do Vaticano quando reparou num canário deficiente. Ele não atravessou para o outro lado. Não ordenou a um jardineiro para se livrar do pássaro. Como o Bom Samaritano, pegou nele cuidadosa e ternamente, levou-o de volta para o Vaticano (que já havia visto animais de estimação papais antes, p.e. o cão de Leão XIII) e tomou conta dele até o canário ficar saudável e forte.
Depois disto, o pássaro só estava contente, quando na presença do Santo Padre. Quando o Papa fazia a barba o pássaro voava à volta dele e até pousava na sua cabeça, apreciando uma intimidade que nenhum outro, homem ou animal, possuia. Foi um momento muito triste quando a Irmã Pasqualina carregou o pássaro de volta para um Vaticano que não conheceria mais Pio XII.[1]
Abria a porta da gaiola, o canário voava pelo escritório do Papa, e quando este levantava o braço, pousava no dedo dele, falavam disto e daquilo, o Papa punha-se a escrever (à máquina), por exemplo uma Encíclica ou uma carta, o canário voava e quando se cansava voltava pacificamente para a gaiola.[2]
Homem de Deus, ele alimentava-se da oração. Quando rezava, às vezes ficava tão absorto que não ouvia qualquer pessoa que o chamasse, nem reparava no canário que costumava pousar e piar sobre as suas mãos juntas.[3]
São Tomás de Aquino ensina-nos que os animais, como o próprio nome indica, possuem alma (ainda que material e portanto irracional, mas sensitiva) e a sua ligação ao homem é, portanto, uma significativa para ele. Isto apenas mostra a virtude do Papa Pio XII.
Notas:
1. corbiniansbear.blogspot.pt
2. porabrantes.blogs.sapo.pt
3. Pe. Ernesto Buonaiuti - Contemporâneo de Sua Santidade Pio XII
quarta-feira, 28 de abril de 2021
Muita paciência para os animais e pouca para as pessoas
O mundo moderno encontra-se cheio de diversas formas de adoração dos animais; uma religião geralmente acompanhada com o sacrifício humano.
No entanto, ouve-se falar muito pouco sobre os reais predicados dos animais. Um deles é, seguramente, essa inocência de ser privado da monotonia. Talvez essa simplicidade resulte da inexistência de pecado.
Eu próprio possuo a necessidade da surpresa, embora eu aprecie a nova estrada bem como a velha estrada. Mas tenho muito mais cansaço do que o meu cão pois encontro monotonia na repetição de brincadeiras e não desato a saltar de alegria à volta das pessoas.
Eu seria incapaz de crueldade para com os animais mas receio dizer que muitos de nós, sob o argumento de detestar a crueldade para com os animais, têm uma excessiva paciência para com os animais.
Muita paciência, sobretudo comparada com a falta de paciência que demonstram para com os seres humanos.
G.K. Chesterton in 'A Nova Jerusalém'
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