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domingo, 12 de abril de 2026
terça-feira, 31 de março de 2026
O que é o Ofício de Trevas?
I - O nome
O Ofício de Trevas ou as Trevas (Matutina Tenebrarum) é o Ofício das Matinas e Laudes dos três últimos dias da Semana Santa. O nome deriva:
a) Das trevas naturais de meia-noite ou ao anoitecer, horas estas destinadas à recitação do ofício.
b) Da prisão de Jesus durante a noite. O Salvador nos diz que esta hora era a do poder das trevas: hæc est hora vestra et potestas tenebrarum (Lc 22, 53).
c) Das trevas litúrgicas, pois que durante o ofício se apagam as luzes da igreja e se vão apagando todas as velas.
d) Das trevas simbólicas da paixão. Quando Jesus morreu, trevas cobriram a Terra. Este ofício, lembrando as trevas do Calvário, representa o luto comovedor da Esposa de Cristo, da Igreja. Por isso faltam o invitatório solene, os hinos, o Gloria Patri; o acompanhamento musical, o Te Deum. Todas as antífonas, os salmos, as lições tratam do divino Sofredor.
As três primeiras lições são tiradas das lamentações de Jeremias e formulam na boca da Igreja a dor íntima sobre os ultrajes feitos ao Filho de Deus e sobre a impenitência histórica de Jerusalém, figura da impenitência da alma. Historicamente o ofício divino destes três dias conservou a sua forma antiga.
II - A cerimónia e o seu significado
1. Preparativos
Do altar retiram-se as toalhas, a cruz e os castiçais. No lado da epístola, põe-se o candelabro triangular (tenebrário, galo das trevas) com “15 velas de cera amarela”, as velas do altar devem ser “exeadem cera”. No meio do coro coloca-se uma estante nua para o livro das lamentações.
2. Descritivo Geral do Rito
a) Acende-se as velas do tenebrário. Revestidos de sobrepeliz, os membros do clero entram em procissão.
b) Todas as Antífonas e os Salmos são entoados por dois chantres: todas as vezes estes devem dirigir-se ao meio do coro, fazer reverência ao altar, e entoarão a Antífona. Em seguida convidarão com uma vénia o lado do Evangelho a continuar a salmodia. Depois de fazer a reverência ao altar e saudarem-se mutuamente, retornam aos seus lugares. No fim de cada salmo, um acólito (sacristão) dirige-se ao santuário e apaga uma vela do tenebrário começando pela inferior do lado do evangelho; depois do segundo, apaga a vela inferior do lado da epístola; ao terceiro salmo apaga a segunda vela do lado do evangelho, etc.
Depois da entoação da primeira antífona e do salmo, todos se sentam. Permanece-se assim durante os três noturnos, levantando-se apenas para a recitação do Pater noster que precede as lições de cada noturno.
c) Alguns versos antes do fim do terceiro salmo, o cerimoniário do coro (coloca a estante no lugar, e) chama o chantre que cantará a primeira lamentação. Ele acompanha-o à estante, e permanece ao seu lado durante o canto da lição; em seguida ele acompanha-o ao seu lugar. O cerimoniário do coro fará assim para as nove lições (retirando a estante depois de ter acompanhado o último chantre ao seu lugar). O tom que se deve cantar as lições do segundo e terceiro noturno é o da profecia.
d) Depois do nono responsório, permanece-se sentado para o canto das Laudes. Ao começar o Benedictus, todos se levantam e se benzem, porque são palavras do Santo Evangelho. Ao verso “Ut sine timore” apagam-se todas as luzes da igreja; assim, só a vela que está no vértice do tenebrário permanece acesa. O clero senta-se enquanto se repete a Antífona do Benedictus, depois ajoelham-se para o canto do Christus factus est, que é entoado pelo mais digno do coro. Enquanto se repete a Antífona, o acólito pega a vela que permanece acesa, e coloca-se no lado da Epístola, tendo a vela apoiada na borda do altar. À entoação do Christus, esconde a vela atrás do altar, sem a apagar. A conclusão da oração que segue o Christus faz-se em voz baixa. O cerimoniário do coro bate a mão sobre o banco ou sobre o seu livro, e o coro faz barulho da mesma maneira, até o momento em que o acólito que tem a vela escondida a faz aparecer. Então o barulho cessa. O acólito recoloca a vela no tenebrário, e apaga-a. Em seguida o clero se levanta, e se retira em procissão.
3. Explicação mística
Essa cerimónia tão simples é muito rica em significado. Estamos nos dias em que a glória do Filho de Deus se eclipsou sob as ignomínias da Paixão. Ele, que era a luz do mundo, torna-se um verme e não um homem, causa de escândalo para os seus discípulos. Todos fogem d’Ele; o próprio Pedro o nega. Este abandono, esta defecção quase geral, é figurada pela sucessiva extinção das velas do candelabro triangular, e mesmo das do altar.
No entanto, esta luz desprezada de Cristo, não está extinta, embora as sombras a tenham coberto. O acólito coloca a vela misteriosa sobre o altar, o que simboliza Cristo que sofre e morre sobre o Calvário; de seguida, esconde a vela atrás do altar, simbolizando assim a sepultura de Nosso Senhor, cuja vida foi apagada pela morte durante três dias. Neste momento então, faz-se escutar um confuso barulho no santuário, que é deixado na escuridão pela ausência da última vela. Este barulho, unido às trevas, simboliza a perturbação dos inimigos e as convulsões da natureza: no momento em que o Salvador expirou sobre a cruz, a Terra tremeu, as rochas se fenderam e os sepulcros foram abertos. Porém, de repente, a vela reaparece, sem ter perdido nada da sua luz; o barulho cessa, e todos rendem homenagem ao Vencedor da morte.
A razão histórica do rito de apagar pouco a pouco as velas do tenebrário provavelmente é a imitação do modo antigo de contar. Apaga-se uma vela depois de cada salmo, para constar quantos foram recitados.
4. As leituras
a) Primeiro Nocturno: Estas são tiradas, em cada um dos três dias, do livro das Lamentações de Jeremias. Aí vemos o desolante espectáculo da Cidade Santa destruída por causa do castigo da sua idolatria. No entanto, este desastre, nada mais é do que a figura de um outro muito pior. Jerusalém, tomada pelos Assírios, ainda conserva o seu nome, e o profeta diz que o cativeiro durará setenta anos.
b) Mas, na sua segunda ruína, a cidade infiel perderá até mesmo seu nome. Reconstruída mais tarde pelos romanos, ela foi chamada de Ælia Capitolina. Foi só depois da paz da Igreja que ela voltou a ser chamada Jerusalém. Além disso, nem a piedade de Santa Helena e de Constantino, nem os esforços dos Cruzados, conseguiram manter a liberdade de Jerusalém, de modo que a sua sorte é ser escrava, e escrava dos infiéis, até o fim dos tempos.
c) Foi nestes dias que Jerusalém atraiu a si tão terrível maldição. E é para fazer-nos conhecer a grandeza de seu crime, que a Igreja nos faz ouvir os prantos do profeta. Esta elegia é cantada num tom cheio de melancolia, que talvez remonta à antiguidade judaica.
d) Segundo Noturno: Durante estes três dias, a Igreja lerá alguns trechos das Enarrationes super Psalmos de S. Agostinho, sobre salmos proféticos da Paixão de Jesus.
e) Terceiro Noturno: Nos três dias a Igreja nos fará ler trechos das epístolas de S. Paulo:
- Na Quinta-Feira Santa é a epístola aos Coríntios: depois de ter chamado a atenção dos fiéis de Corinto em razão dos abusos que se haviam introduzido nas suas assembleias, S. Paulo conta a instituição da Eucaristia, que teve lugar no dia de hoje. E, depois de mostrar quais as disposições que deve ter a alma para aproximar-se da mesa sagrada, mostra o crime que comete quem comunga indignamente.
- Na Sexta-Feira Santa lê-se a epístola aos Hebreus: S. Paulo nos mostra que o Filho de Deus tornou-se Pontífice e intercessor pelos homens diante do Seu Pai, por meio da efusão do Seu Sangue, pelo qual Ele lava nossos pecados e nos abre as portas do Céu.
- No Sábado Santo, a Igreja continua a ler, na epístola aos Hebreus, a doutrina de S. Paulo sobre a virtude do Sangue divino. O Apóstolo explica que o testamento de Cristo em nosso favor, só pôde consumar-se por meio da Sua morte.
in formaextraordinaria.blogspot.pt
domingo, 29 de março de 2026
Domingo de Ramos: Começa a semana mais importante para os Cristãos
O Domingo II da Paixão, mais conhecido por Domingo de Ramos, abre a Semana
Santa e marca o início da etapa final da Quaresma. Neste dia, a Igreja celebra
a entrada triunfal de Nosso Senhor Jesus Cristo em Jerusalém, cheio de glória e
de humildade, pronto para cumprir o seu Mistério Pascal.
Quando se aproximaram de Jerusalém e chegaram
a Betfagé, ao Monte das Oliveiras, Jesus enviou dois discípulos, dizendo-lhes:
"Ide à aldeia que aí está diante de vós e logo achareis presa uma jumenta
e com ela um jumentinho. Desprendei-a e trazei-los. E, se alguém vos disser
alguma coisa, respondei que o Senhor precisa deles". – Isto aconteceu para
que se cumprisse a Profecia de Zacarias: "Dizei à filha de Sião: 'Eis aí
te vem o teu Rei, humilde, montado em jumento, num jumentinho, cria de animal
de carga.'" (Zc 9,9).
Indo os discípulos e tendo feito como Jesus lhes ordenara, trouxeram a
jumenta e o jumentinho, e puseram em cima deles as suas vestes, e sobre elas
Jesus montou. E o povo, tanto os que o precediam quanto os que o seguiam, o
acolheram como Rei, agitando ramos de palmeira e clamando: "Hosana ao
filho de David! Bendito o que vem em nome do Senhor! Hosana nas maiores
alturas!". Com isso toda a cidade de Jerusalém se agitou, e perguntavam:
"Quem é este?" E as multidões clamavam: "Este é o Profeta Jesus,
de Nazaré da Galileia” (Mt 21,1-11).
A Procissão de Ramos
Vem de fora e tem como ponto de partida um lugar de reunião dos fiéis, fora
da igreja. A proclamação do Evangelho conta a entrada de Jesus em Jerusalém, e
assim se inicia a procissão até o interior do templo.
Nessa procissão, a Igreja não comemora apenas o santo evento do passado e
celebra com louvor e acção de graças a realidade presente, mas também antecipa
o seu glorioso cumprimento no fim dos tempos. Os ramos não devem ser postos no
lixo depois da procissão, mas levados para casa e lá guardados com respeito, ou
então queimados.
A cinzas, que são usadas na Quarta-Feira de Cinzas, são feitas com os ramos
bentos deste dia, obedecendo a um costume que vem do século XII.
in 'O Fiel
Católico'
sábado, 28 de março de 2026
Tenebrae 2026
O Ofício de Trevas é a oração das Matinas e Laudes dos três dias do Tríduo Pascal. Chama-se ‘Trevas’ porque se canta durante a noite (anterior) e também para simbolizar a angústia da Paixão de Nosso Senhor.
É utilizado o candelabro de 15 velas, sendo apagadas uma a uma depois de cada salmo ter sido rezado, até a igreja ficar completamente às escuras. É uma das cerimónias mais bonitas da Semana Santa. Quem puder venha e divulgue.
Amigos da Cruz
domingo, 22 de março de 2026
Domingo da Paixão: quando a Igreja esconde a Glória
Neste Domingo, a Igreja entra num período singular do ano litúrgico: o Tempo da Paixão. A Igreja recolhe-se agora num silêncio mais profundo, porque a Cruz está próxima.
O que muda na Liturgia
As alterações litúrgicas deste dia são imediatamente visíveis...e audíveis. Na Santa Missa, o Salmo 42 (Judica me, Deus), que habitualmente dá início às orações ao pé do altar, é suprimido. Esta oração, que o sacerdote reza antes de subir ao altar, contém as palavras "faça-se justiça" - e a Igreja silencia-a precisamente quando Aquele que é a própria Justiça caminha para o tribunal dos homens.
O Gloria Patri, a doxologia que encerra o Intróito e o Salmo rezado durante o Lavabo, é igualmente omitido. A mesma supressão estende-se ao Ofício Divino: nas Matinas, na Prima, na Tertia, na Sexta, na Nona e nas Completas, o Gloria Patri desaparece dos responsórios. A glória de Deus, por assim dizer, esconde-se, tal como o próprio Cristo Se escondeu.
O Prefácio muda: abandona-se o Prefácio da Quaresma e adopta-se o Prefácio da Santa Cruz, que permanecerá até à Semana Santa. A Cruz torna-se o centro de tudo.
Cruzes e imagens veladas: quando os olhos são privados da beleza
Mas a mudança mais impressionante, e a que mais marca quem entra numa igreja neste dia, é o velamento dos crucifixos e das imagens dos santos.
Na véspera do Domingo da Paixão, todos os crucifixos, estátuas e imagens presentes na igreja são cobertos com véus de cor roxa, sem qualquer ornamento ou transparência. Apenas as imagens da Via Sacra e os vitrais ficam descobertos. Assim permanecerão os santos até à Vigília Pascal e os crucifixos, até à celebração solene da Paixão na Sexta-Feira Santa.
Esta prática, regulamentada pela Sagrada Congregação dos Ritos, tem raízes profundas. Já no século IX encontramos referências ao costume de estender um grande véu diante do presbitério durante toda a Quaresma, sinal visível de luto e penitência. Em algumas regiões de Espanha, do Sul de Itália e na Catedral de Friburgo, na Alemanha, existiu durante século o costume de ter um enorme véu suspenso diante do presbitério, relíquia da prática primitiva de ocultar o altar com cortinas durante os momentos mais solenes da Missa. Os véus eram originalmente brancos, o roxo veio depois, quando o costume se concentrou no Tempo da Paixão.
Em Roma, a prática de velar todos os crucifixos só se generalizou a partir de 1488. Na Alemanha, onde os véus eram negros em vez de roxos, este dia ficou conhecido como Schwarzer Sonntag — "Domingo Negro".
Porquê esconder Cristo?
A razão litúrgica está inscrita no próprio Evangelho do dia. No rito tradicional, o Domingo da Paixão tem como Evangelho a passagem de São João 8, 46-59, onde Jesus afirma aos judeus: "Antes que Abraão existisse, Eu Sou" (Ego sum): reivindicação claríssima da Sua divindade. A resposta é violenta: pegam em pedras para O apedrejar. E o texto termina assim: "Mas Jesus escondeu-Se e saiu do templo" (Jesus autem abscondit se, et exivit de templo).
Escondeu-Se. É este o gesto que a liturgia reproduz. Santo Agostinho ensina que, nesse momento, Cristo tornou-Se invisível aos Seus perseguidores por virtude da Sua natureza divina. Ele velou a Sua glória. A Igreja faz o mesmo: vela a imagem do Mestre e, por consequência, também as dos servos. Se a glória do Senhor se oculta, não convém que os santos apareçam.
Um pedagogo do coração
Há algo de profundamente humano neste rito. Quando entramos numa igreja e já não vemos os rostos familiares: a Virgem, o padroeiro, o crucifixo que nos acompanha desde a infância...sentimos uma ausência. Uma saudade. Não é acidental. É pedagógico. A Igreja quer que experimentemos, ainda que de forma limitada, o que significa estar separado de Deus. Quer que a Sexta-Feira Santa nos atinja com força; e que a noite da Vigília Pascal, quando os véus finalmente caem ao som do Gloria, seja verdadeiramente uma manhã de Ressurreição.
São as pequenas tradições que ensinam as grandes verdades. As crianças recordam estes gestos. Os que estão de fora ficam intrigados. A fé transmite-se assim: não apenas por palavras, mas por silêncios, por ausências, por véus que escondem para depois revelarem com mais esplendor.
Neste Domingo da Paixão, deixemo-nos habitar por essa saudade santa. A Cruz está próxima: e, com ela, a glória que nenhum véu poderá conter.
terça-feira, 3 de fevereiro de 2026
Bênção da garganta no dia de São Brás
Neste dia de São Brás, depois da Missa, é feita uma pequena cerimónia de bênção da garganta dos fiéis; com duas velas bentas cruzadas e uma pequena oração:
“Por intercessão de São Brás, Bispo e Mártir, livre-te Deus do mal da garganta e de qualquer outra doença. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ámen.”
Fotografia: Trinità dei Pellegrini, Roma
domingo, 1 de fevereiro de 2026
Domingo de Septuagésima
No calendário tradicional, hoje, dia 1 de Fevereiro, é o Domingo de Septuagésima. É o nono Domingo antes da Páscoa, e o terceiro antes de Quarta-feira de Cinzas.
Apesar de se chamar Septuagésima, não é o 70º dia antes da Páscoa (assim como o Domingo seguinte, Sexagésima, não é o 60º dia antes da Páscoa), pelo que ainda se debate a origem da nomenclatura. Septuagésima tomou um sentido místico, relacionando-se com os 70 anos de cativeiro do povo judeu na Babilónia.
Também se dá o nome de Septuagésima ao período de 17 dias que se estende até ao início da Quaresma, e é considerado como uma “pré-Quaresma”, ou seja, um período de preparação para a Quaresma. Este período de três semanas corresponde às três semanas da pré-Quaresma no rito bizantino, que começa com o Domingo do Publicano e do Fariseu; não existe no calendário novo do Rito Romano.
Crê-se que a sua observação deve-se à existência de dias de não-observação do jejum quaresmal, o que levava a que não se chegasse aos 40 dias de jejum. É muito provável que o período de Septuagésima seja um exemplo de “polinização” mútua de ritos, sendo uma prática adoptada da Igreja bizantina (não era costume nesta jejuar aos sábados; e a não-observação do jejum aos domingos era, e é, prática universal).
Atribui-se a sua instituição na Igreja latina ao Papa S. Gregório Magno (+604), que compilou as orações e leituras para estes domingos pré-quaresmais. Todavia, enquanto que os bizantinos iniciam logo o período de jejum com o Triódion (embora faseado), o período de Septuagésima apenas afecta a liturgia.
Com o início deste período passam a existir algumas mudanças na liturgia. A partir das Completas do Domingo de Septuagésima deixa-se de incluir o “Aleluia” nas orações; e em certos lugares existe até uma cerimónia de “enterro do Aleluia”. A substituir o "Aleluia", a seguir ao “Gradual” aparece o “Tracto”.
A doxologia maior, “Glória”, e o hino Ambrosiano, “Te Deum”, deixam de ser ditos com o começo deste período. Os paramentos litúrgicos passam a púrpura (a não ser em dias de festa), antecipando assim o período penitencial que se aproxima.
in unavoceportugal
sábado, 31 de janeiro de 2026
Hoje é Sábado de Enterro do Aleluia
Aleluia (do hebr. = Louvai a Deus) é uma aclamação de júbilo, frequentemente usada nos salmos, e adoptada, desde os tempos primitivos do cristianismo, na Liturgia. No Rito romano é suprimido o Aleluia nos Ofícios pelos defuntos e desde a Septuagésima até ao Sábado Santo, o "Sábado de Aleluia".
Existem vários costumes relacionados com a supressão do Aleluia da Liturgia no Domingo da Septuagésima. Nos livros litúrgicos romanos, isso é feito da maneira mais simples possível: no final do Ofício das Vésperas do sábado anterior ao Domingo da Septuagésima, o “Alleluia” é acrescentado duas vezes ao final do “Benedicamus Domino” e “Deo gratias”, que são cantados em tom pascal, sendo substituído pelo Laus tibi Domine, rex aeternae gloriae, no início das horas canónicas. A palavra é então abandonada completamente na Liturgia até a Vigília Pascal.
Em alguns usos medievais, entretanto, o Aleluia foi acrescentado ao fim de cada antífona destas Vésperas. E nos tempos em que a participação do povo na Liturgia era mais intensa, fazia-se, em alguns países, o “enterro” do Aleluia com certa solenidade (antífona e oração próprias) ou até com cerimónias especiais, por exemplo, imitando um enterro cristão. Assim vários costumes, alguns formalmente incluídos na liturgia e outros não, cresceram em torno dessa despedida do Aleluia.
Um dos costumes mais populares é o enterro do Aleluia. Para isso, costuma-se proceder do seguinte modo:
1. Escreve-se a palavra “Alleluia” num grande pedaço de pergaminho e depois das Vésperas enterravam-no no adro da igreja, para que possa ser desenterrado novamente no Domingo de Páscoa.
2. Coloca-se o pergaminho “Alleluia” numa caixa (caixão). Caso contrário, nalgum plástico para garantir que não se estrague.
3. Enterra-se o caixão do Alleluia no chão.
E pode ainda acrescentar-se uma cruz de madeira sobre o túmulo de Aleluia e escreve-se: “Aqui jaz o Alleluia”. Desenterra-se o Aleluia no Domingo de Páscoa!
O enterro é feito com uma procissão da igreja até ao seu adro, onde é feito o enterro. O espírito de tal cerimónia é realmente o de despedida. Quem reza o Breviário vai à Missa Tradicional percebe e sente a falta dessa manifestação de alegria e júbilo na Liturgia, pois a supressão do Aleluia marca o início de várias outras supressões e mudanças na Liturgia até o Tríduo Pascal.
domingo, 18 de janeiro de 2026
quarta-feira, 7 de janeiro de 2026
Bênção das casas depois da Epifania
Ontem, dia 6, foi o dia da Epifania, uma das solenidades mais importantes do ano litúrgico. A Epifania, que significa manifestação, é uma das solenidades mais importantes do ano litúrgico. Neste dia a Igreja celebra as manifestações divinas de Jesus, em particular a adoração dos Reis Magos, o baptismo de Jesus no rio Jordão e o primeiro milagre público de Jesus, nas bodas de Caná.
A esta Solenidade desde muito cedo se associou o louvável costume de abençoar ouro, incenso e mirra, e giz. Este último é usado para abençoar a casa dos fiéis. No ritual da bênção marca-se, por cima da porta da casa, do lado exterior, a seguinte inscrição com giz abençoado: 20+C+M+B+25.
O 20 e o 26 representam 2026, o ano em que nos encontramos. O “C M B” representam “Christus Mansionem Benedicat” – Cristo Abençoe esta Casa, e cada letra é intercalada com uma cruz.
A sigla CMB significa também o nome dos 3 Reis Magos: Gaspar, Melchior e Baltasar.
Bênção do Giz (feita pelo sacerdote)
V. Adiutorium nostrum in nomine Domini.
R. Qui fecit caelum et terram.
V. Dominus vobiscum.
R. Et cum spiritu tuo.
Bene+dic, Domine Deus, creaturam istam cretae: ut sit salutaris humano generi; et praesta per invocationem nominis tui sanctissimi, ut, quicumque ex ea sumpserint, vel ea in domus suae portis scripserint nomina sanctorum tuorum Gasparis, Melchioris et Baltassar, per eorum intercessionem et merita, corporis sanitatem, et animae tutelam, percipiant. Per Christum Dominum nostrum. R. Amen
Com o giz abençoado, um membro da Família, normalmente o Pai, faz a inscrição do texto na parte superior das portas: 20+C+M+B+26.
segunda-feira, 5 de janeiro de 2026
Bênção da Água na Vigília da Epifania
Neste dia da vigília da Epifania é feita a tradicional bênção da água. Existe uma ligação a este ritual e à água do Jordão, onde Nosso Senhor Jesus Cristo foi baptizado por São João Baptista - cerimónia que é (também) comemorada no dia da Epifania. A bênção da água foi usada durante muitos séculos no rito oriental até que, no séc. XIX, foi permitida pela Sacra Congregação para os os Ritos para ser feita em rito romano.
É uma bênção bastante longa, com vários salmos, orações, ladainha dos santos, muitos exorcismos, aspersão de água benta sobre o povo e termina com o Te Deum. Fica aqui a transcrição de parte dos exorcismos:
Em nome de nosso Senhor Jesus + Cristo e pelo seu poder, expulsamo-vos, todo o espírito imundo, todo o poder diabólico, todo o assalto do adversário infernal, toda a legião, todo o grupo e seita diabólicos; retirai-vos e permanecei longe da Igreja de Deus, de todos os que foram feitos à imagem de Deus e remidos pelo preciosíssimo sangue do divino + Cordeiro. Nunca mais ouseis, serpente astuta, enganar o género humano, perseguir a Igreja de Deus, nem ferir os eleitos de Deus e peneirá-los como + trigo. Porque é o Deus Altíssimo que vos ordena, + Ele, a quem outrora, no vosso grande orgulho, vos considerastes iguais; Ele que deseja que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade. Deus Pai + vos ordena. Deus Filho + vos ordena. Deus Espírito + Santo vos ordena. A majestade de Cristo, o Verbo eterno de Deus feito carne + vos ordena...
Portanto, dragão maldito e toda legião diabólica, conjuramo-vos pelo Deus + vivo, pelo Deus + verdadeiro, pelo Deus + santo, pelo Deus que tanto amou o mundo que entregou o Seu Filho unigénito, para que todo aquele que n’Ele crê não pereça, mas tenha a vida eterna; cessai de enganar o género humano e de lhe dar a beber o veneno da condenação eterna; deixai de prejudicar a Igreja e de tolher a sua liberdade. Retira-te, Satanás, pai e mestre da mentira e inimigo do género humano. Cede lugar a Cristo, em quem não encontraste nenhuma das tuas obras; cede lugar à Igreja una, santa, católica e apostólica, que o próprio Cristo adquiriu com o Seu sangue. Sejas abatido sob a poderosa mão de Deus. Treme e foge ao invocarmos o santo e tremendo nome de Jesus, diante do qual o inferno estremece...
domingo, 4 de janeiro de 2026
Festa do Santíssimo Nome de Jesus
O próprio Deus revelou o Nome a ser imposto ao Verbo Encarnado, para significar a sua missão de Salvador do género humano. É um nome grande e eterno, poderoso e terrível, vitorioso e misericordioso, o único que nos pode salvar. É melodia para o ouvido, cântico para os lábios e alegria para o coração... “Ilumina, conforta e nutre; é luz, remédio e alimento” (São Bernardo).
A devoção ao Santíssimo Nome de Jesus, já arraigada na Igreja desde o seu início, foi pregada e inculcada de modo particular por São Bernardo, por São Bernardino de Sena (Franciscano) e pelos Franciscanos, os quais difundiram pequenos quadros trazendo as letras do Nome de Jesus.
História e significado do Santo Nome
No caminho para a capela na qual São Filipe orava, em Monte Spaccato, percebem-se algumas inscrições reproduzidas na pedra ao lado do atalho: círculos com a inscrição YHS. Elas foram reproduzidas pelo próprio São Bernardino, pois era sua missão proclamar o Nome de Jesus, e foi daquela forma que ele abreviou o Nome Santo, embora outros o tenham substituído pela forma mais familiar IHS.
O nome “Jesus Cristo” foi-nos dado em grego, e pode ser escrito em letras maiúsculas gregas deste modo: IHCOYC XPICTOC Durante séculos, a forma padrão de abreviar este nome foi usar simplesmente a primeira e a última letras, IC XC, como se encontra na maioria dos ícones orientais. São Bernardino, no começo do século XV, mudou tudo, escolhendo usar as duas primeiras letras com a última, portanto IHC e XPC. A letra grega “c” é na verdade um “s”, então era natural escrever IHS XPS, forma na qual o Nome Santo se tornou muito familiar.
Mas por que São Bernardino quis inserir o “h” (que é, na verdade, um “e”)? E por que mudar o “i” em “y”, uma letra não usada em italiano nem em latim? A resposta é que estudiosos cristãos cabalísticos deram atenção ao facto de que o Nome de Jesus, na sua forma original hebraica, contém as quatro letras no Nome Impronunciável de Deus revelado no Antigo Testamento. Com o acréscimo de duas letras hebraicas extras, torna-se pronunciável o Nome Impronunciável. O Nome revelado a Moisés no Êxodo (Ex 3) é apropriadamente escrito apenas com consoantes, YHWH. De acordo com uma tradição de 3.000 anos, não é permitido tentar pronunciá-lo, e ninguém realmente saberia como fazê-lo, mesmo se pudesse ser feito. Isso porque o Nome, YHWH, não é simplesmente um nome como outro qualquer: ele tem um significado, que é: o nosso Deus é Aquele que É, o único Ser essencial, o “fundamento do nosso ser”.
Nós apenas existimos por causa Dele. O Nome Inefável expressa que: Ele É e Ele Será. Revelando o Seu Nome a Moisés, Deus revelou algo absolutamente essencial sobre Ele e sobre a Sua relação com o Seu povo. Os deuses de outras nações têm nomes comuns como qualquer pessoa, Moloch ou Astarte, Diana ou Baco. Estes nomes dizem-nos algo sobre as pessoas que os usam, mas não muito... São realmente nomes comuns que muitas pessoas poderiam usar, o próprio São Paulo mesmo enumerou um Apolo e um Dionísio entre seus amigos.
O Nome de Deus é diferente. Mas, o Nome tornou-se um nome humano, pelo acréscimo das letras hebraicas ‘shin’ e ‘ain’ às quatro originais, produzindo Yehoshuwah; a forma hebraica do nome que conhecemos por JESUS. Assim o Nome Divino se torna um nome humano, o inacessível e impronunciável se torna próximo e familiar. Assim Deus se torna um de nós, e o Nome realmente é “Emanuel – Deus connosco”.
A São José é dado o tremendo privilégio de Lhe dar o Nome: “Ela dará a luz um filho e tu lhe porás o nome de Jesus”. Assim fazendo, São José transfere para a criança a plenitude da rica herança de Israel, tornando Nosso Senhor o herdeiro de todos os nomes que lemos nas genealogias de Mateus e Lucas.
O Nome é dado novamente por Pôncio Pilatos, pela forma hebraica da inscrição na Cruz, usando as quatro letras do Nome Divino como as iniciais das quatro palavras: Jesus de Nazaré, Rei dos Judeus: Yeshu Ha-Nozri, WaMelek Ha Yehudim. Não é de se admirar que os chefes dos sacerdotes tivessem ficado tão preocupados com tal inscrição! (Jo 19,19-22) Pois Pilatos, de improviso, escreveu – e para todo o mundo ver! – que o seu galileu crucificado é o Deus eterno, o Criador, assim como o Redentor do Mundo! A devoção Nós não podemos pronunciar o Nome do Êxodo, mas nós podemos, e devemos, pronunciar o Nome de Jesus, como São Paulo e todos os escritores espirituais subsequentes enfatizaram.
São Bernardino de Sena, como todos os grandes pregadores, não estavam a ensinar algo novo, mas lembrar aos seus ouvintes o que eles já deveriam ter plena consciência. Ao pregar, ele costumava segurar uma pequena prancheta de madeira, na qual o monograma IHS que ele privilegiava, era circundado por doze raios de luz, e ele encorajava “cada joelho a se dobrar” perante o monograma. A devoção ao Nome Santo espalhou-se pela Europa com rapidez surpreendente. Em 1432, o Papa Eugénio IV emitiu uma Bula promovendo a devoção ao símbolo IHS escrito.
A devoção popular levou à composição de um Ofício do Nome Santo, e ao estabelecimento de um dia comemorativo.
Em Camaiore di Luca (Itália) começou-se a celebrar a festa, depois de aprovada para a Ordem dos Franciscanos (1530) e sob o pontificado de Inocêncio XIII (1721), estendida a toda a Igreja.
O dia da festa variou através dos séculos, mas muitos o lembram como o domingo depois do Natal, até 1969, quando foi suprimido. O Santo Padre João Paulo II, na mais recente edição do Missal Romano, restabeleceu a Festa do Santíssimo Nome de Jesus no dia 3 de Janeiro.
Para os Franciscanos esta devoção continua muito forte. Em muitos conventos, pelo mundo fora, se vê nas portas das "celas" - quartos - cópias destas placas difundidas por s. Bernardinho de Sena e depois "aproveitadas" pela Companhia de Jesus na sua missão evangelizadora.
Termino com palavras, à guiza de oração - do próprio S. Bernardino de Sena:
"Ó nome glorioso, gracioso, amoroso e animoso! Por ti se perdoam todos os pecados, se vence o inimigo, se curam os enfermos e nas adversidades se encorajam e consolam os que sofrem. Tu és a glória dos que crêem, o mestre dos que pregam, a força dos que trabalham, o remédio dos que estão em necessidade.
Ao calor e fervor do teu fogo, os bons desejos encandescem; as orações que se fazem têm bom despacho; as almas contemplativas se arroubam; e sumamente se alegram os que já triunfam no paraíso. Com os quais, por este vosso santíssimo Nome, fazei que reinemos, ó dulcíssimo Jesus."
O mês de Janeiro é dedicado ao Santo Nome de Jesus. Através dessa devoção, a Igreja recorda-nos o poder do Nome de Cristo. A oração abaixo deve ser dita como uma devoção, e esperança de obter graças pelos méritos de Jesus, pode ser rezada enquanto executamos nossas tarefas automáticas, para evitar pensamentos inutéis é bom criar o habito da oração e adoração.
in Pale Ideas
domingo, 30 de novembro de 2025
terça-feira, 25 de novembro de 2025
Entrevista ao Arcebispo Salvatore Cordileone
Em entrevista conduzida pelo Padre Javier Olivera Ravasi, o Arcebispo de São Francisco, Mons. Salvatore Cordileone falou sobre alguma questões litúrgicas:
- O problema da ‘Missa nova’ é que, se é nova hoje, amanhã será antiga e, portanto, torna-se uma coisa do passado.
- Os jovens de hoje vêem como o Novus Ordo é celebrado em muitas paróquias e encaram-no como algo do passado, e procuram algo mais duradouro.
- A ligação com os nossos antepassados na Fé toca a alma e, ao mesmo tempo, fala-nos hoje.
- Na Missa Tradicional todos os gestos são claros e precisos. Não há lugar para adaptações.
- Os sacerdotes não vão ‘inventar’ se a Missa é rezada em latim. Ao passo que é fácil alterar a liturgia em vernáculo.
- A primeira forma de catequese é o modo como a Missa é celebrada. É assim que o nosso povo é formado na Fé.
- Se a liturgia fosse celebrada de acordo com o Concílio Vaticano II e com todos os documentos sobre a liturgia, seria muito diferente daquilo que vemos frequentemente, como as ‘Missas rock’n’roll’. O que a Igreja nos pede é: canto gregoriano e latim.
- O problema da ‘Missa nova’ é que, se é nova hoje, amanhã será antiga e, portanto, torna-se uma coisa do passado.
- Os jovens de hoje vêem como o Novus Ordo é celebrado em muitas paróquias e encaram-no como algo do passado, e procuram algo mais duradouro.
- A ligação com os nossos antepassados na Fé toca a alma e, ao mesmo tempo, fala-nos hoje.
- Na Missa Tradicional todos os gestos são claros e precisos. Não há lugar para adaptações.
- Os sacerdotes não vão ‘inventar’ se a Missa é rezada em latim. Ao passo que é fácil alterar a liturgia em vernáculo.
- A primeira forma de catequese é o modo como a Missa é celebrada. É assim que o nosso povo é formado na Fé.
- Se a liturgia fosse celebrada de acordo com o Concílio Vaticano II e com todos os documentos sobre a liturgia, seria muito diferente daquilo que vemos frequentemente, como as ‘Missas rock’n’roll’. O que a Igreja nos pede é: canto gregoriano e latim.
segunda-feira, 1 de setembro de 2025
segunda-feira, 4 de agosto de 2025
segunda-feira, 23 de junho de 2025
Papa Bento XVI contra os aplausos durante a Missa
quarta-feira, 11 de junho de 2025
Começam hoje as Têmporas do Pentecostes
As Têmporas são celebrações litúrgicas tradicionais da Igreja Católica, originalmente instituídas para santificar o ano civil e agradecer a Deus pelos frutos da terra. Elas ocorrem quatro vezes ao ano, marcando as mudanças das estações, e são conhecidas como “Quatro Têmporas”. As Têmporas de Pentecostes — também chamadas de Têmporas de Verão no hemisfério norte — possuem características muito singulares por acontecerem dentro da Oitava de Pentecostes, também conhecida como Oitava do Espírito Santo.
As Têmporas nasceram em Roma e, desde a Antiguidade, eram celebradas na Quarta-Feira, Sexta-Feira e Sábado. Nos primeiros séculos, esses dias não eram vistos prioritariamente como penitenciais, mas como uma preparação espiritual para o longo percurso até o fim do ano eclesiástico. O Papa São Leão Magno, por exemplo, via o jejum dessas Têmporas como uma preparação útil e necessária, mais do que uma simples expiação de pecados.
Com o tempo, especialmente a partir da Idade Média, as Têmporas de Pentecostes passaram a ser marcadas por práticas penitenciais, como jejum e abstinência de carne, além de serem tradicionalmente ligadas à ordenação de novos sacerdotes. A liturgia desses dias, no entanto, apresenta uma situação única: fazia-se penitência durante uma grande festa, pois a Oitava de Pentecostes é um tempo de júbilo pelo dom do Espírito Santo, com uso de paramentos vermelhos e canto do Glória, algo incomum para períodos penitenciais.
O Sábado das Têmporas era um dia normalmente utilizado para conferir as quatro ordens menores e três ordens maiores aos seminaristas.
domingo, 1 de junho de 2025
Círio Pascal é apagado na Missa da Ascensão de Nosso Senhor, após ser lido o evangelho
quarta-feira, 9 de abril de 2025
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