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quarta-feira, 26 de junho de 2019

12 curtas meditações para quem quer mudar de vida

1- “Essa palavra acertada, a 'piada' que não saiu da tua boca, o sorriso amável para quem te incomoda, aquele silêncio ante a acusação injusta, a tua conversa afável com os maçadores e com os importunos, não dar importância cada dia a um pormenor ou outro, aborrecido e impertinente, de pessoas que convivem contigo... Isto, com perseverança, é que é sólida mortificação interior.”

2 - “Não digas: essa pessoa aborrece-me. - Pensa: essa pessoa santifica-me.”

3 - “Procura mortificações que não mortifiquem os outros.”

4 - “Mortificação interior. - Não acredito na tua mortificação interior, se vejo que desprezas, que não praticas a mortificação dos sentidos.”

5 - “O mundo só admira o sacrifício com espectáculo, porque ignora o valor do sacrifício escondido e silencioso.”

6 - “Tudo o que não te leva a Deus é um estorvo. Arranca-o e atira-o para longe.”

7 - “Vence-te em cada dia desde o primeiro momento, levantando-te pontualmente a uma hora fixa, sem conceder um só minuto à preguiça. Se, com a ajuda de Deus, te venceres, muito terás adiantado para o resto do dia. Desmoraliza tanto sentir-se vencido na primeira escaramuça!” 

8 - “Não sejas frouxo, mole. - Já é tempo de repelires essa estranha compaixão que sentes por ti mesmo.” 

9 - “Acertou quem disse que a alma e o corpo são dois inimigos que não se podem separar, e dois amigos que não se podem ver.” 

10 - “Estes são os saborosos frutos da alma mortificada: compreensão e transigência para as misérias alheias; intransigência para as próprias.” 

11 - “Quantos, que se deixariam cravar numa Cruz, perante o olhar atónito de milhares de espectadores, não sabem sofrer cristãmente as alfinetadas de cada dia! - Pensa então no que será mais heróico.” 

12 - “O minuto heróico. - É a hora exacta de te levantares. Sem hesitar: um pensamento sobrenatural e... fora! - O minuto heróico: aí tens uma mortificação que fortalece a tua vontade e não debilita a tua natureza.” 

Estes 12 pontos, e muitos outros, foram escritos por S. Josemaria Escrivá no seu livro 'Caminho'


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segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Imagens das Missas celebradas pelo novo Prelado do Opus Dei

Mons. Fernando Ocáriz foi recentemente escolhido como Prelado do Opus Dei. Mostramos algumas imagens da Missa do Congresso Electivo que o elegeu e também da Missa da sua tomada de posse como Prelado. De notar que nesta última, já depois de ter sido confirmado no cargo de Prelado pelo Papa Francisco, Mons. Ocáriz já usa insígnias episcopais, como a mitra e o báculo ou o anel e a cruz episcopal. Apesar de não ser bispo, se bem que poderá vir a sê-lo caso o Papa assim decida, o ofício que ocupa tem poder de jurisdição na prelatura pessoal, e portanto é equiparado a um ofício episcopal.








Imagens retiradas de: institutobentoxvi.blogspot.com


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terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Quem é D. Fernando Ocáriz - 3º sucessor de S. Josemaria?

1. Msgr. Fernando Ocáriz é o mais novo de oito irmãos, nasceu em Paris em 1944.

2. Estudou Física na Universidade de Barcelona, terminando o curso em 1966.

3. Depois, como estudante de teologia, viveu em Roma com S. Josemaria, o fundador da Obra. Terminou o curso de teologia em 1969 e recebeu o doutoramento em 1971.

4. Foi ordenado sacerdote em 1971. Nos primeiros anos de sacerdócio esteve especialmente ligado aos estudantes universitários.

5. Desde 1986 que é consultor da Congregação para a Doutrina da Fé. De acordo com o jornalista John Allen, é um dos principais autores da Dominus Iesus, um documento importante pedido  por S. João Paulo II que esclarece as principais diferenças entre a Igreja Católica e os outros Cristãos. 

6. Em 2009 foi nomeado pelo Papa Bento para colaborar nas discussões doutrinais entre a Sociedade de S. Pio X e a Santa Sé. 

7. Nos anos 80 esteve envolvido no início da Pontifícia Universidade da Santa Cruz, uma das principais universidades de teologia em Roma. É agora professor emérito de Teologia Fundamental. Escreveu muitos livros que ainda hoje são usados pelos estudantes de teologia em Roma.

8. Em 2011 escreveu no L'Osservatore Romano um artigo muito importante sobre o Concílio Vaticano II, que vale a pena ler: 50 anos após a convocatória do Concilio Vaticano II

9. Em 1994 foi nomeado Vigário Geral do Opus Dei, cargo que manteve até 2014. Desde 2014 até hoje tornou-se Vigário Auxiliar, acumulando todas as funções próprias de Prelado, excepto as que competem aos Bispos.

10. Msgr. Fernando Ocáriz foi nomeado pelo Papa Francisco como Prelado do Opus Dei. É agora o terceiro sucessor de S. Josemaria.
in wikipedia e opusdei.pt


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segunda-feira, 12 de dezembro de 2016

S. Josemaria, D. Javier e a Virgem de Guadalupe

S. Josemaria visitou o Santuário de Nossa Senhora de Guadalupe, na Cidade do México nos anos 70. Foi pedir a Nossa Senhora por intenções muito concretas, em particular pela fortaleza da Igreja. No dia em que chegou à Cidade do México pediu para ir directamente do aeroporto ao Santuário, mas D. Pedro Casciaro, que o recebera, sorriu. Não só já era muito tarde, como alguém com a idade de S. Josemaria precisava de descansar da viagem e habituar-se à alta atmosfera da Cidade do México.

Quando chegou ao Santuário no dia seguinte, S. Josemaria ficou horas de joelhos a rezar. As pessoas foram chegando à Basílica, até não caberem mais. S. Josemaria queria fazer uma novena à Virgem de Guadalupe e nos oito dias seguintes voltou à Basílica para rezar um Rosário diante da imagem. Para não chamar as atenções, pediu um lugar mais discreto e por isso, nesses dias, rezou numa pequena varanda interna, por cima do altar, ficando ainda mais próximo da imagem de Nossa Senhora. O Beato Álvaro del Portillo e D. Javier Echevarría acompanharam-no nestas orações e registaram tudo o que ele disse durante a meditação dos mistérios. 

S. Josemaria ficou muitos mais dias no México, a visitar alguns dos trabalhos da Obra nesse país, fora da cidade. Houve um dia em que esteve especialmente mal e os médicos obrigaram-no a ficar de cama. À frente da cama, tinha uma representação da última aparição de Nossa Senhora em Guadalupe. Era a cena em que Nossa Senhora colocava umas flores na tilma de S. Juan Diego. Ao ver isto, S. Josemaria disse à Virgem de Guadalupe o quanto gostaria de morrer recebendo flores das mãos d'Ela. Poucos anos depois, S. Josemaria morreu logo depois de cumprimentar a imagem de Nossa Senhora de Guadalupe que tinha à entrada do escritório, em Roma. 

Durante as suas meditações a rezar Terços diante da “Morenita”, S. Josemaria falou-lhe de um grande Santuário que queria construir, dedicado a Nossa Senhora. Queria com esse Santuário afogar todo o mal do mundo num mar de bem, com graças alcançadas por Nossa Senhora. Nesse momento em Guadalupe prometeu que poria no Santuário uma grande imagem da Morenita, em agradecimento por todas as graças alcançadas por Ela.

O Santuário de Torreciudad, numas montanhas perto dos Pirinéus, em Espanha está já construído há alguns anos. S. Josemaria nunca chegou a ver o Santuário completo, mas acompanhou o início da construção. Anos mais tarde, o Beato Álvaro e D. Javier foram ao Santuário de Torreciudad abençoar a nova imagem da Virgem de Guadalupe. Como conta D. Pedro Casciaro em Sonhai e ficareis aquém, D. Javier começou a ler as palavras que S. Josemaria proferira naqueles dias no México, em que fez aquela promessa. Ao ler comoveu-se e começou a chorar, lembrando S. Josemaria mas também comovido pelas graças que Nossa Senhora não parava de largar. Há 485 anos no México e até aos dias de hoje em todo o mundo.

Não seria extraordinário se também Nossa Senhora de Guadalupe tivesse um papel especial na vida do Padre Javier Echevarría?* 


Obrigado!

Nuno CB

*D. Javier Echevarria acabou mesmo por falecer no dia 12 de Dezembro de 2016.


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terça-feira, 6 de dezembro de 2016

S. Josemaria e S. Nicolau - Uma amizade sem fim?

Depois de fundar o Opus Dei em 1928, uma das primeiras iniciativas de S. Josemaria foi abrir uma residência de estudantes em Madrid.

Muitos dos primeiros membros da Obra conheceram S. Josemaria através desta residência. Além de residência, a casa era também uma academia onde muitos estudantes iam estudar e ter algumas explicações. Chamava-se Academia DYA, que significava oficialmente Derecho y Arquitectura, mas para S. Josemaria significava Dios y Audacia, um lema que veio a marcar o apostolado da Obra pelo mundo fora.

Uma das audácias de S. Josemaria tinha sido comprar o espaço da residência, vários andares de um prédio no centro de Madrid, sem ter praticamente dinheiro. Mês a mês arranjava dinheiro para pagar as prestações que devia. Em Dezembro de 1934 a situação complicou-se e S. Josemaria não via como arranjar dinheiro para pagar esse mês.

No dia 6 de Dezembro, festa de S. Nicolau, conseguiu resolver o problema. Quando ia celebrar Missa, a subir os degraus para o altar, rezou para dentro e pediu a S. Nicolau para interceder pela situação económica da Academia DYA. Disse que se S. Nicolau ajudasse, o faria intercessor da Obra. Logo a seguir reconsiderou e imediatamente disse que faria de S. Nicolau intercessor da Obra de qualquer maneira, mesmo que não obtivesse a graça que queria. Mas o favor foi obtido e a residência pagou-se a tempo.

Desde então S. Nicolau tornou-se o intercessor oficial da Obra para as questões financeiras. 

in qualquer biografia de S. Josemaria


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quarta-feira, 31 de agosto de 2016

A Santidade também foi difícil para os Santos

Um dos momentos mais difíceis na história da Igreja em Espanha foi, sem dúvida, a Guerra Civil Espanhola de 1936 a 1939. Milhares e milhares de pessoas foram mortas sob o jugo do comunismo e do anti-clericalismo só por serem Católicas. Leigos, mas também padres, freiras e religiosos. Desde há anos, sempre que sai um documento da Congregação para as Causas dos Santos, há sempre uma confirmação da Santa Sé de que mais dezenas de pessoas morreram pela Fé.

S. Josemaria viveu em Madrid durante parte da guerra e viu muitos dos seus amigos sacerdotes, e muitos outros que não conhecia, serem mortos. Alguns mesmo à sua frente. Era altamente improvável que ele sobrevivesse. Muitos dos que sobreviveram tinham conseguido fugir antes da Guerra.

Numa aventura incrível, ele e alguns dos primeiros membros do Opus Dei conseguiram fugir clandestinamente das regiões comunistas. No meio de imenso frio e muita fome e sempre a caminhar à noite, atravessaram os Pirinéus para passarem a fronteira. A primeira coisa que fizeram foi ir a Lourdes agradecer a Nossa Senhora. Logo de seguida, S. Josemaria quis voltar para Espanha. Arranjaram um sítio para viver na região espanhola onde a Igreja não era perseguida. Burgos foi a cidade de base, mas a partir daí percorreu muitos quilómetros. Confessava pessoas, dava Direcção Espiritual a muitos dos que o tinham conhecido em Madrid e pregava retiros. 

Nessa altura, Juan Jimenez Vargas era um dos membros mais antigos do Opus Dei e aquele que mais tinha a confiança de S. Josemaria. Também ele tinha atravessado os Pirinéus. Como era médico, foi imediatamente chamado para o exército nacional assim que entrou em Espanha e portanto não conseguiu ficar em Burgos a acompanhar S. Josemaria. Por essa razão, a sua correspondência por carta tornou-se abundante. É nesse contexto que surge esta carta:

"Estive em Valência, Valladolid, Salamanca, Ávila e Bilbao. Vim esgotado de Bilbao, (...). 
No dia 9 saio outra vez para Salamanca. 
Que pouca vontade tenho desta dança! De boa vontade me encerraria num convento, a rezar e a fazer penitência, até que acabasse a guerra... Mas seria a primeira ocasião em que faria a minha vontade e, naturalmente - melhor, sobrenaturalmente -  também não a farei agora" 
S. Josemaria Escrivá a Juan Jimenez Vargas, Carta de 7 de Fevereiro de 1938

S. Josemaria em Burgos, 1938
Nuno CB


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sábado, 25 de junho de 2016

Como tudo começou: os 3 primeiros padres do Opus Dei

A formação dos futuros sacerdotes é um tema da maior importância. Descubram porquê com esta história.

Os três primeiros sacerdotes ordenados a 25 de Junho de 1944 pelo Bispo de Madrid foram o Pe. Álvaro del Portillo, o Pe. José Maria Hernández de Garnica e o Pe. José Luís Múzquiz, todos três engenheiros.


O primeiro que S. Josemaria convidou foi Álvaro del Portillo, depois de insistir com ele na sua liberdade de decisão, estimulando na sua alma o desejo de servir: Se sentes que está disposto – dizia-lhe -, se o desejas, e não vês inconvenientes, poderás ser ordenado sacerdote, com plena liberdade; e chamo-te ao sacerdócio não por seres melhor, mas para servir os outros (1).

José Maria Hernández de Garnica, a quem chamavam familiarmente Chiqui, pertencia ao Opus Dei desde Julho de 1935.

José Luís Múzquiz, tinha pedido a admissão em 1940, embora se tivesse encontrado pela primeira vez com o Fundador em 1935, quando acabava de terminar o curso de engenharia civil. Tinha assistido a círculos de formação na Residência de Ferraz até ao começo da guerra que o apanhou numa viagem de estudo pela Europa, e em 1939 continuou a ter direcção espiritual com o fundador do Opus Dei. Por fim, num dia de recolecção, depois de ouvir a meditação pregada pelo Pe. Josemaria – como o próprio conta -, «sem que me convidasse expressamente, manifestei-lhe vontade de ser da Obra. E ele disse-me apenas – Que Deus te abençoe, é coisa do Espírito Santo. Isto passou-se no dia 21 de Janeiro de 1940» (2).
Pe. José Luís Muzquiz com S. Josemaria

S. Josemaria era o único sacerdote no Opus Dei desde 1928.

(...)

Resumindo algumas das causas e dos motivos pelos quais a Obra precisava de sacerdotes, o Fundador escreve:Os sacerdotes também são necessários para o atendimento espiritual dos membros da Obra: para administrarem os sacramentos, colaborarem com os directores leigos na direcção das almas, darem uma profunda instrução teológica aos restantes sócios do Opus Dei e – ponto fundamental na própria constituição da Obra – ocuparem alguns cargos de governo (5).

Entre a incerteza dos primeiros empenhamentos e a esperança, tangível e segura, da preparação dos três filhos seus para o sacerdócio, medeiam nada menos que dez anos de oração e mortificação. E haviam de decorrer mais quatro anos até à sua ordenação, em 1944. Anos e anos de pedidos e trabalhos insistentes.

Rezei com esperança e confiança, durante tantos anos, pelos vossos irmãos que haveriam de se ordenar, e por todos os que, mais tarde, seguiriam o seu caminho, e rezei tanto, que posso afirmar que todos os sacerdotes do Opus Dei são filhos da minha oração (7).

O Fundador insistiu muitas vezes em que a vocação ao sacerdócio não é uma espécie de “coroação” da vocação para a Obra. Pelo contrário, pela sua inteira disponibilidade para as tarefas apostólicas e pela formação recebida, pode dizer-se que todos os numerários reúnem as condições necessárias exigidas para o sacerdócio e estão dispostos a receber a ordenação sacerdotal, se o Senhor lho pedir e o Padre os convidar a servir a Igreja e a Obra dessa maneira.

Entre as resoluções que o Fundador do Opus Dei tomou em Novembro de 1941, está a seguinte: Orar, sofrer e trabalhar sem descanso até serem uma realidade na Obra os Sacerdotes que Jesus quer nela. Falar deste ponto com o nosso Bispo de Madrid, meu Pai (8).

Formação dos sacerdotes

O assunto a tratar com o Sr. Bispo de Madrid era o dos estudos eclesiásticos, que normalmente eram feitos em centros docentes oficiais, geralmente nos seminários diocesanos ou nas universidades pontifícias. Dadas as circunstâncias dos estudantes, a sua idade e cursos civis, receberiam aulas de professores particulares no centro da Rua de Diego de León; era seu Director de Estudos o Pe. José Maria Bueno Monreal que, entre 1927 e aquela altura, fora professor de Direito Canónico e Teologia Moral no Seminário de Madrid (9).

Na Primavera de 1942 estavam já os estudantes «em muito boas condições para fazerem os exames», segundo o Director de Estudos.

Quando preparei os primeiros sacerdotes da Obra, exagerei – se é possível – a sua formação filosófica e teológica, por diversas razões: a segunda, para agradar a Deus; a terceira, porque havia muitos olhos cheios de carinho postos em nós, e não podíamos defraudar essas almas; a quarta, porque havia quem não gostasse de nós, e procurasse uma oportunidade para nos atacar; depois, porque na vida profissional sempre exigi aos meus filhos a melhor preparação, e não ia fazer menos com a sua formação religiosa. E a primeira razão – uma vez que posso morrer de um momento para o outro, pensava -, porque tenho de dar contas a Deus do que fiz e desejo ardentemente salvar a minha alma (10).

Entre as fichas antigas soltas que se conservam do Fundador há dois pensamentos que têm muito a ver com esta matéria. Um deles diz: A formação sacerdotal… isso sim, tem de ser Opus Dei! E a outra: O sacerdócio recebe-se no momento da ordenação, mas a formação sacerdotal… (11). A formação abarca toda a vida. Porque a vida é progresso; e quem se detém atrasa-se, e acabará na valeta. (12).

Os três candidatos receberam a preparação pastoral para as Sagradas Ordens directamente do Padre, que teve o cuidado de os ir formando nas virtudes sacerdotais. E, no que se refere aos estudos, não fizeram as disciplinas de Sagrada Teologia no Seminário, mas no Centro de Estudos Eclesiásticos da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, com sede na Rua de Diego de León, e formalmente constituído em Dezembro de 1943 (13).

in pt.josemariaescriva.info

Notas:
1. Álvaro del Portillo, PR, p.958
2. José Luis Múzquiz de Miguel, Sum. 5791
5. Carta 14-II-1944, n. 9. Os sacerdotes não eram simples auxiliares das actividades de um grupo de leigos; sacerdotes e leigos - em cooperação orgânica – eram igualmente essenciais, como o são na Igreja; com efeito, desde o princípio que a Obra foi vista pelo Fundador como uma porção do Povo de Deus, uma pequena parte da Igreja.
7. Carta 8-VIII-1956, n. 5
8. Apuntes, n. 1854, de 9-XI-1941
9. D. José Maria Bueno Monreal conheceu o Padre Josemaria em 1927 ou 1928, na Faculdade de Direito. Interveio na preparação dos documentos para a aprovação da Obra como Pia União, como atrás se disse. Encarregou-se da direcção de estudos dos três primeiros membros do Opus Dei que receberam a ordenação sacerdotal. No final de 1945, foi nomeado Bispo de Jaca, e depois de Vitória. Em 1954, foi nomeado Arcebispo Coadjutor de Sevilha e, quatro anos mais tarde, Cardeal de Sevilha. Morreu em 1987.
10. Carta 8-VIII-1956, n. 13. «Teologia não era, pois, uma coisa extraordinária, porque com o tempo seria normal na Obra: todos os membros devem possuir a formação doutrinal religiosa conveniente. Por isso, logo a seguir começariam a estudar outros, e mais outros, sem interrupção, como sucedeu efectivamente. Tudo isto mo dizia como algo que pertencia à essência apostólica da Obra, e que era, pois, claramente de Deus» (José López Ortiz, em: Beato Josemaria Escrivá de Balaguer, un hombre de Dios. Testimonios sobre el Fundador del Opus Dei, Madrid, 1994, p. 232-233)
11. RHF, AVF-0079, de II-1944
12. A vossa formação nunca se considera acabada: durante toda a vossa vida, com uma maravilhosa humildade, precisareis de aperfeiçoar a vossa preparação humana, espiritual, doutrinal-religiosa, apostólica e profissional (Carta 6-VI-1945, n. 19)
13. A constituição do Centro de Estudos Eclesiásticos da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz, com sede na Rua de Diego de León (Lagasca, n. 116), que funcionava há algum tempo como centro de estudos, foi comunicada ao Sr. Bispo de Madrid-Alcalá com data de 10 de Dezembro de 1943, isto é, dois dias depois do decreto de erecção da Sociedade Sacerdotal da Santa Cruz (cf. RHF, D-15140)


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quinta-feira, 31 de março de 2016

Sucessor de S. Josemaria fala aos universitários em Roma

Em 1968, S. Josemaria Escrivá teve a ideia de começar um congresso internacional universitário em Roma, durante a Semana Santa - o famoso UNIV. Quem vai são rapazes e raparigas que recebem formação no Opus Dei e muitos amigos. Desde então, há quase 50 anos, que jovens universitários de todo o mundo vão a Roma passar a Semana Santa com o Santo Padre e formar-se nalgum tema específico, que varia todos os anos.

Além de participarem em conferências na Universidade da Santa Cruz, na audiência do Papa e nas cerimónias da Semana Santa, os universitários são também recebidos pelo Prelado da Obra e fazer-lhe perguntas.

D. Javier Echevarria, 2º sucessor de S. Josemaria, falou aos jovens sobre a oração, apostolado, como ser cristão no mundo das redes sociais, ...



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segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Trabalhar o casamento dia-a-dia

Emily Marcucci, de Massachusetts e licenciada em Harvard, está casada há 15 anos e é mãe de 8 filhos
Conte-nos um pouco sobre si e a sua família. A que se dedica, e em que trabalha o teu marido?
O meu marido, Michael Marcucci, é advogado e trabalha como sócio de Jones Day, uma firma internacional de advogados, na sede em Boston. Eu fico em casa com os nossos 8 filhos - Madeline, 14, John, 11, Theresa, 9, Josephine, 8, Anthony, 6, James, 4 e Thomas, 4, e Anne, 11 meses.

Quando começaram a sair juntos e a conhecer-se melhor, como abordaram o tema da família? Tinham planeado ter muitos filhos?

Mike e eu conhecemo-nos na Universidade de Harvard e só saímos juntos durante 6 meses antes de nos comprometermos. Mike propôs-me casamento muito pouco tempo depois de se formar e a mim ainda me faltava um ano. Este curto tempo de noivado e a pouca idade com que nos comprometemos, tornou-nos um pouco diferentes dos outros, especialmente na nossa Universidade. Quando saíamos e durante o período de noivado, falámos do nosso mútuo desejo de formar uma família grande. Eu cresci com 10 irmãos e sempre gostei do amor e carinho que recebi de cada um deles. Mike também cresceu numa família muito unida – ele, as irmãs e os pais são muito próximos - por isso, estávamos dispostos desde o princípio a que Deus nos enviasse os filhos que quisesse. Mas não quer dizer que tivéssemos planeado ter este número de filhos – foi parte do plano de Deus e estávamos abertos a ele.
Foi muito bom termos falado sobre a família que queríamos formar e a nossa grande confiança em Deus antes de começar o nosso casamento. Estreámos a nossa vida de casados com as mesmas ideias. No nosso caso, Deus não demorou muito a abençoar-nos com filhos! A Madeline nasceu antes do nosso primeiro aniversário de casamento e fiquei grávida do meu segundo filho quando ela tinha só 9 meses. Porém, o nosso filho Phillip nasceu morto, com 32 semanas. Ficámos desfeitos. Apesar da dor, o nosso casamento saiu fortalecido. Também nos ajudou a abrir um pouco os olhos. Demo-nos conta de que cada filho é um dom especial de Deus, e de que ninguém tem garantia do número de filhos que deseja ter. Os filhos são milagres que Deus faz, a seu tempo. Depois de perder o Phillip, Mike e eu ainda queríamos formar uma família grande, mas começámos a esperar de uma maneira especial por cada filho, do modo como ele ou ela viesse, e a ser agradecidos pelo milagre que cada um deles era e é. Exceto quando Deus nos enviou gémeos, e aí tivemos de pensar em dois ao mesmo tempo!
Mike, marido de Emily, com sete dos seus filhos
De acordo com a sua experiência, como descreve o papel dos pais?
O trabalho de um pai consiste em guiar os seus filhos para que se convertam em adultos responsáveis. Os pais são chamados a amar cada filho incondicionalmente e a ajudá-lo a alcançar o seu máximo potencial. O seu papel consiste em ensinar-lhes o que é bom e o que é mau, em suma, ajudá-los no seu caminho para o Céu.


Também devem amar e respeitar a liberdade dos filhos. Este equilíbrio entre mostrar-lhes o que é correcto e bom, e ao mesmo tempo deixar-lhes a possibilidade de cometerem erros, dá-lhes espaço para crescerem em virtudes e, em última instância, para aprenderem a ser felizes. E para ensinar bons hábitos, o melhor é o exemplo. Por isso, é responsabilidade dos pais trabalhar as suas próprias qualidades humanas. Neste sentido, tentamos mostrar-lhes que “obras são amores, e não boas razões”, como dizia S. Josemaria. Temos esse e outros lemas num quadro branco que serve para a família de “Lista de tarefas” (ver mais abaixo).


8 filhos é um número acima da média que costumam ter os casais hoje em dia. É difícil ser mãe de tantas crianças? Como organiza uma casa assim?
Ser pai ou mãe é difícil, tanto se se tem apenas um filho como 16! Mas, para responder à sua pergunta: - Sim, é muito difícil ser mãe de tantos filhos, mas preferia usar a palavra “desafio”. Claro que há desafios diferentes quando temos um número grande de filhos comparando com um número mais pequeno. Mas, ao mesmo tempo, também há outros benefícios: mais crianças significa mais gente que pode ajudar em casa.
Há alguns truques para organizar famílias grandes, que aprendi de outros pais, incluindo os meus, que têm 11 filhos. Primeiro, o espírito de serviço na família é fundamental, para que cada um saiba que tem um papel importante no cuidado da casa e de cada membro da família. As “listas de tarefas” ajudam a que cada um saiba qual é o seu papel. Temos um grande quadro branco na cozinha que mostra o horário de cada dia e a quem cabe cada coisa. Tentamos fazê-lo divertido, por que não? Durante o verão, as crianças revezam-se a cozinhar uma vez por semana. Os maiores encarregam-se dos mais pequenos. Sentem-se bem nesse papel, e eu também! Significa noite livre para mim!

Ser pai de qualquer número de filhos é um desafio porque (como todos nós) são projetos em curso, alguns mais do que outros. É fácil sentir-se frustrado, de vez em quando, com os filhos. Com mais filhos, há mais oportunidades de sentir esta frustração pela diferença entre o que são hoje e o que tentamos que sejam. Por isso, é muito importante ter espírito de mortificação e paciência na organização da casa. Tirando o filme “Música no Coração (The Sound of music)”, há poucas casas de família grande em que se vive todo o tempo com precisão militar. Uma ajuda grande é conservar o sentido de humor, especialmente nos momentos mais difíceis.


Um último conselho para qualquer mãe, que me indicou uma amiga. Disse-me que aprendeu a “adiantar-se aos seus filhos”. Isto significa que acorda antes de todos, toma uma chávena de café, reza e planeia o seu dia. Penso que este ritual de cada manhã, cedo, ajuda a pôr tudo em perspectiva. Algumas vezes é difícil acordar antes dos filhos, mas este esforço extra pode tornar o dia melhor.
A organização familiar no “quadro de tarefas”

O Papa Francisco está a pedir atualmente muitas orações pela família e pelo casamento. Qual pensa ser hoje o maior desafio para a família?
Um dos grandes desafíos da familia de hoje, pelo menos nos Estados Unidos, é um estilo de vida com muitas ocupações que deixa pouco tempo para a reflexão. Corremos de uma atividade para outra, muitas vezes à custa do jantar em família, e sentar-se a comer em família é um momento especial para consolidar o lar. Uma vez mais, exige muito esforço coordenar os horários de todos, mas estar todos juntos à mesa dá-nos oportunidade de disfrutar da companhia de cada um e de aprender alguns bons modos. Por vezes, jogamos durante o jantar a um jogo chamado “Altos e baixos”. Um por um vamos partilhando os pontos altos e baixos do dia. Até os mais pequenos da família podem participar. A mais nova, Anne, fica sempre muito contente quando estamos todos juntos, e a sua alegria é contagiosa.


Como ajuda os seus filhos a abraçar a fé, a aprender a rezar, a desenvolver hábitos cristãos, etc.?
Tentamos incorporar hábitos de fé na nossa rotina de cada dia. Ensinamos os nossos filhos a oferecer o dia todas as manhãs, a dar graças antes de comer e a rezar antes de dormir. Vamos à Missa ao domingo em família e tentamos participar na Adoração Eucarística mensal na nossa paróquia. Quando é possível, levo os pequenos à Missa comigo durante a semana. Celebramos a festa dos santos dos seus nomes. Também os animamos a ler um pouco sobre os nossos santos favoritos. Entre aniversários e dias festivos sempre há alguma coisa a comemorar! Durante o Advento e a Quaresma temos alguns costumes que ajudam cada um a preparar o seu coração durante esse tempo litúrgico. Finalmente, temos uma lista das pessoas por quem rezamos como família, por exemplo se um parente está doente, ou alguém está à espera de bebé. Todos estes pequenos hábitos de oração ajudam, e são frequentemente grandes momentos em que podemos explicar-lhes a fé num determinado contexto. O objetivo é que isto seja parte natural da nossa vida de cada dia, e não algo que só se faz ao domingo ou que está separado do resto das coisas que fazemos.


Tem algum conselho para os recém-casados?
Sim, digo-lhes que nunca deixem de trabalhar para que o seu casamento seja melhor e mais forte, cada dia, cada ano! O casamento exige uma entrega total, mas também tempo e esforço – por vezes mais do que pensamos - para descobrir a melhor maneira de se dar a si próprio generosamente ao seu cônjuge. Isto pode mudar à medida que os filhos crescem, mas acho que deve ser uma preocupação diária. 

Depois de estarmos casados há 10 anos, o Mike e eu assistimos a uma aula sobre o matrimónio chamada “Amor matrimonial”. Através dela, conhecemos outros pais que também estavam empenhados em construir casamentos sólidos. Um casal ensinou-nos um conceito que ilustra o que quero dizer sobre trabalhar o casamento dia-a-dia. Eles chamavam-lhe “DDA”: “Decisão de Amar” o outro todos os dias em coisas pequenas. Não nos enamoramos sem a nossa vontade e o nosso entendimento. Escolhemos amar uma pessoa e podemos renovar esta decisão todos os dias, escolhendo fazer pequenos actos de serviço. Por exemplo, se é preciso levar o lixo, um marido pode fazer uma “DDA”, levando-o. A mulher pode fazer uma “DDA” e arranjar a cabeça do chuveiro sem pedir ao marido que o faça. É muito divertido mostrar as tuas “DDA” diárias ao teu marido. Ou pedir-lhe gentilmente: Podes fazer uma “DDA” e trazer-me um copo de água fresca?

in opusdei.pt


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quinta-feira, 9 de julho de 2015

Uma história dos primeiros anos do Opus Dei

Texto escrito por Pedro Casciaro, um dos primeiros membros do Opus Dei. Na altura era um jovem estudante de arquitectura de 21 anos e vivia o seu primeiro ano numa residência da Obra.

"Um dia, nos começos de 1936, perguntei ao Padre quantos éramos ao todo e qual o lugar que eu ocupava. Ao notar a falta de humildade que transparecia da minha pergunta, o Padre deu-me uma resposta que, mais do que desconcertar-me, me impressionou. Disse-me mais ou menos o seguinte:

- Nas minhas visitas aos hospitais de Madrid, encontrei, conheci intimamente e dirigi muitas almas de doentes graves e incuráveis. Alguns - homens e mulheres - entenderam perfeitamente qual é a finalidade da Obra de Deus. Uns ofereceram as suas dores e a sua morte para que a Obra fosse para a frente; outros não só ofereceram esses sofrimentos, mas quiseram oferecer-se eles próprios ao Senhor, oferecer-lhe esse pouco de vida terrena que ainda lhes restava: e eu os recebi na Obra... Lembro-me de um homem jovem que tinha boa saúde e não só boa saúde, mas uma boa posição social e económica. Chamava-se Luís Gordon. Mas o Senhor levou-o inesperadamente para junto de Si.

Não me lembro das suas palavras textuais: mas foi isso, substancialmente, o que me disse. Continuou a falar-me de Luís Gordon, um jovem engenheiro industrial que falecera em 5 de Novembro de 1932. Talvez o Senhor tivesse querido levá-lo - comentou-me - para que a Obra nascesse numa pobreza real, sem meios económicos próprios, que nunca os terá. Ele já tinha herdade uma boa fortuna, que quis deixar para a Obra, mas eu - seguindo um impulso interior - dissuadi-o.

Anos mais tarde, pensei que, se o Padre não se tivesse oposto a que a Obra recebesse aquela herança, não teríamos sofrido os apertos económicos que passamos em Ferraz, nem os que vieram depois. Mas também não teríamos conhecido aquela extrema pobreza, que foi para nós uma escola rica de virtudes."

Pedro Casciaro in Sonhai e ficareis aquém


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sexta-feira, 26 de junho de 2015

Cardeal Cerejeira pediu ao Papa a canonização de S. Josemaria

D. Manuel Gonçalves Cerejeira foi Cardeal Patriarca de Lisboa de 1929 a 1971, tendo morrido no ano de 1977 com 89 anos.

Carta do Cardeal Cerejeira ao Santo Padre Beato Paulo VI:

"Santíssimo Padre

Portugal católico não pode esquecer a figura religiosa de Monsenhor Escrivá de Balaguer. Aqui, depois da Espanha, ensaiou os primeiros passos para a fundação de Opus Dei. E mãos portuguesas se estenderam a apresentá-lo aqui e a recomendá-lo em Roma.

A glória e o desafio dos cincoenta e quatro membros de Opus Dei, todos dos mais diversos Países, com seus títulos académicos e variadas profissões, ordenados sacerdotes, recentemente, em Barcelona, demonstra triunfalmente ao mundo descristianizado como Jesus Cristo continua a conquistar o coração e o espírito dos homens ansiosos de Deus, desde que Ele nos seja revelado por um apóstolo como o fundador de Opus Dei.

Doía - e dói - o coração aos que passavam pelas Universidades modernas, ao notarem o vazio de alma de grande parte da juventude que as enchia. Monsenhor Escrivá passou por lá: e este filho da raça dos conquistadores, falando a mesma língua dela, abrindo-lhe o espírito à novidade e à actualidade da Igreja, e cultivando a alegria, e a esperança e a coragem cristãs - funda Opus Dei. E um "mundo novo" começa para tantos que estavam ociosos.

Santíssimo Padre, depois do que tive oportunidade de testemunhar anteriormente de todo o coração desejo exprimir os meus votos de que se inicie o processo de glorificação deste santo sacerdote e homem de Deus que foi Mons. Escrivá de Balaguer, para glória de Deus e para maior bem espiritual do povo cristão.

+ M. Card. Cerejeira
Patriarca de Lisboa
res.

Lisboa, 10 de Agosto de 1975"

Para além desta carta, o Papa Paulo VI recebeu outras cartas com o mesmo pedido escritas pelos senhores bispos de Braga (arcebispo e bispo-auxiliar), de Évora, de Coimbra, do Algarve, de Leiria, do Funchal e do Patriarca das Índias.

in Josemaria Escrivá: Testemunhos. Rei dos Livros (1992)

O Senza acrescenta, de outras fontes (vários livros), que cerca de 1/3 dos bispos de todo o mundo escreveram cartas com o mesmo pedido para a Santa Sé.


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segunda-feira, 8 de junho de 2015

Leibniz, o Opus Dei e o Hospital de Santa Maria

Foi há dias. Um estudo encomendado pela Fundação Francisco Manuel dos Santos propôs-se analisar o funcionamento de seis instituições. Na parte dedicada ao Hospital de Santa Maria, entre trinta entrevistas pessoais anónimas, três entrevistados, com queixas várias sobre o funcionamento do hospital, apontam um dedo vago a influências exteriores, entre outras, "da Opus Dei". O estudo não lhes pediu explicações ou demonstrações. Contentou-se com a alusão e aventurou-se a afirmar que «a Maçonaria, a Opus Dei e a ligação a partidos políticos ainda são três realidades externas que intersectam a esfera do HSM».

Não sei se estamos diante de métodos científicos inovadores que apostam na credulidade, o que sei é que, compreensivelmente, em três tempos os media reduziram as 345 páginas do trabalho a meia dúzia de linhas.

O tópico não é novo. É novo, sim, termos um estudo científico a dar acriticamente valor a afirmações que costumamos ver em caixas de comentários de sites e blogues.

Por isso o Opus Dei, que nunca foi abordado durante a elaboração do estudo, veio publicamente desmentir a insinuação e convidar a que, havendo dúvidas sobre o que é e o que faz, as autoridades competentes investiguem o que haja a investigar.

Porque há dois bens maiores a conseguir: libertar as instituições públicas de toda a intromissão ilícita; e defender as pessoas, singulares e colectivas, contra o abuso grave das insinuações caluniosas.

Ora, o ponto não é saber se há ou não católicos em determinadas funções – independentemente a que instituição da Igreja possam pertencer –, pois são cidadãos com plenos direitos.

O ponto é o "pacote de insinuações" que aquelas afirmações ditas para o ar têm dentro: que esses católicos estariam condicionados, submetidos a uma qualquer obediência e ao serviço de agendas espúrias às instituições.

E sobre isso não pode haver dúvidas: o Opus Dei dá uma formação católica que respeita escrupulosamente, e potencia, a autonomia profissional das pessoas e que enfatiza que é muito grave o dever de cada qual proteger o sigilo profissional. Não permite qualquer tipo de interferência exterior. Rejeita explicitamente o favorecimento profissional a outras pessoas só pelo facto de estarem relacionadas com o Opus Dei. Nas matérias profissionais as pessoas do Opus Dei só devem obediência aos superiores profissionais e à própria consciência.

Esse é o ponto importante. Diante dele é pouco relevante saber se há ou não pessoas do Opus Dei. Coisa que é possível saber, pois a pertença ao Opus Dei e a participação na sua formação religiosa não têm carácter secreto e estão abertas a todos: cada pessoa fala quando quiser e com quem quiser sobre o que quiser. Bastaria abordar os interessados.

E talvez não tenha dito o óbvio: as pessoas do Opus Dei acreditam em Deus. E tentam passar aquela boa notícia que o Papa Francisco aponta como a mais central de todas: «Jesus Cristo ama-te, deu a sua vida para te salvar, e agora vive contigo todos os dias para te iluminar, fortalecer, libertar». Deus, afinal, é terno e bondoso, muito melhor do que pensávamos. Pode soar "kitsch" mas não se perde nada em dizer.

Então e o Leibniz? Pois é, alguém o meteu numa história que não lhe diz respeito. Onde é que eu já vi isto?

Pedro Gil in Semanário Sol, 5 de Junho de 2015 (p.24)
(imagens acrescentadas pelo blog Senza)
Papa Francisco com o Prelado do Opus Dei, 1.Out.2014


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terça-feira, 12 de maio de 2015

Beato Álvaro del Portillo: Trabalhar para os outros

Dia 12 de Maio - Festa do Beato Álvaro del Portillo


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terça-feira, 5 de maio de 2015

Beato Álvaro del Portillo e a formação dos sacerdotes

Recentemente (Abril 2015), o Prelado do Opus Dei, D. Javier Echevarria, foi a Valência. Entre outras coisas, deu uma conferência sobre o Beato Álvaro del Portillo, onde também falou o Cardeal Cãnizares.

O Cardeal Cañizares, que já foi Arcebispo de Toledo e Prefeito da Congregação para o Culto Divino e agora é Arcebispo de Valência, comenta o bom trabalho do Beato Álvaro na formação dos sacerdotes e religiosos em todo o mundo. Em particular refere o documento do Concílio Vaticano II Presbyterorum Ordinis sobre a vida dos sacerdotes, cuja redacção foi levada a cabo por um grupo de sacerdotes liderado por D. Álvaro.

No filme em baixo também é possível ver alguns testemunhos de sacerdotes e freiras sobre esta formação dada pelo Opus Dei aos sacerdotes e religiosos.

(O vídeo tem legendas em português.)


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domingo, 1 de março de 2015

Do Budismo para o Opus Dei em Harvard

Jenny Driver, MD, é professora de Medicina na Harvard Medical School e numerária do Opus Dei.

"Sou médica, e não uma especialista em teologia ou filosofia e nunca conheci S. Josemaria pessoalmente. Considero-me, no entanto, uma especialista numa coisa: stress. Como muitas das minhas colegas, sou uma perita em stress...

A 1 de Julho, primeiro dia de estágio, as únicas pessoas em hospitais universitários que estão mais nervosas que os novos estagiários são os pacientes, que sabem que estão a ser tratados por recrutas ainda bem verdes, fresquinhos da universidade.... Nós (estagiários) ajudávamo-nos uns aos outros através de experiências como ter que contar a uma jovem mãe que está cheia de cancro ou ao cometer um erro que pode levar à morte de um paciente. O stress emocional, físico e existencial teve os seus efeitos em nós... Cada uma de nós enfrentava as questões, "Porque é que estou a fazer isto? Qual é o sentido do sofrimento do meu paciente? Qual o valor do meu trabalho?"

Mas não havia tempo para pensar ou responder a todas essas perguntas. Fruto de uma sociedade contemplativamente mudada, com poucas raízes espirituais, a maioria de nós continuava a trabalhar e seguia em frente, à espera que a angústia que o trabalho nos trazia passasse com o tempo. O meu local trabalho estava desesperadamente a precisar de um sentido espiritual. Para mim, essa necessidade foi preenchida pelos ensinamentos de S. Josemaria sobre a possibildade de contemplação no meio de uma vida frenética de trabalho, que me ajudou a transformar o meu trabalho de uma experiência de enorme stress para um sítio onde posso encontrar Deus.

A minha experiência de contemplação e de uma vida interior começou num pico Himalaia no norte da Índia, cercada por bandeiras de oração tibetanas, pequenos bocados de tecido a chicotear no vento, como se ecoassem as orações dos peregrinos diante de mim, que tinham subido a montanha à procura de paz e ajuda espiritual. Eu acrescentei as minhas bandeiras coloridas às cinzentas e esfarrapadas.

Tinha deixado a minha casa, a minha cultura e a minha religião para trás e estava a passar o meu terceiro ano na Índia. Um exemplo típico da Geração X [1], tinha sido baptizada como Católica mas afastei-me da Igreja na infância, apesar do exemplo de uma mãe muito piedosa e de uma educação Católica. Desliguei-me do que chamava a "corrupção de uma religião organizada" e do materialismo da minha sociedade.

Quando fui para a universidade tinha um desejo espiritual profundo. Especializei-me nos -ismos e em estudos indianos e desejava "escapar" do mundo e do dia-a-dia. Na cadeira de introdução ao existencialismo fiquei intrigada pelo conceito de "existência autêntica" de Martin Heidegger, um estado de "consciência plena do ser" em oposição ao "esquecimento do ser" onde uma pessoa se rende ao mundo do dia-a-dia e se perde nas suas preocupações. Vivia uma vida dupla: os meus interesses espirituais eram a minha missão privada e não se integravam com a realidade da minha vida social e académica.

Subi a montanha porque lá, bem longe das preocupações e stresses do mundo, sentia-me em paz. Era capaz de esquecer as contradições e inconsistências da minha vida. Era fácil ter uma espiritualidade que não exigisse nada de mim, nada que eu não quisesse dar. Sentia que tinha escapado do "mundo" e das coisas materiais, com todas as suas influências negativas sobre mim.

Tive momentos de luz e inspiração. Uma vez, quando estava a viver em Dharamsala, no norte da Índia, onde o Dalai Lama vivia no exílio, reparei nos sinos que tocavam a tempos estranhos. Perguntava-me o que significariam. Fui ter com uma idosa mulher tibetana e perguntei-lhe para que serviam os sinos. Ela sorriu e riu-se: "Servem para te lembrar que é agora." Na altura não percebi o significado das suas palavras. Foi só mais tarde, muito mais tarde, através das palavras de S. Josemaria, que cheguei a percebê-las.

Logo que regressei da Índia, as minhas ideias Budistas desapareceram. Ao discutir com os meus irmãos e cheia de queixas, desejava muito a minha montanha. Não tinha maneira de integrar a minha "espiritualidade" com a realidade de cada dia. Foi mais ou menos nessa altura que a minha mãe me apresentou a algumas raparigas do Opus Dei.

Fiquei imediatamente fascinada pelo seu ideal de ser contemplativas no meio do mundo, algo que eu pensava ser uma contradição. Comovi-me pelo seu amor óbvio por Deus, pela sua intimidade com Deus, que para elas era uma pessoa, alguém que amava e compreendia. Estas mulheres eram profissionais ocupadas e entregavam-se ao seu trabalho, mas de alguma maneira tinham profundidade e paz, que as ajudava a absorver os obstáculos do caminho que me punham fora de forma.

Através das minhas amigas no Opus Dei e da vida e ensinamentos de S. Josemaria, ganhei uma compreensão mais profunda da fé Católica. Comecei a rezar e regressei aos sacramentos. Já não precisava de uma montanha retirada para me sentir perto de Deus. Tinha-O descoberto dentro da minha alma..."

Excerto do livro Women of Opus Dei In Their Own Words
in opusdeiblogs.org

[1] NT: Geração X é o que se chama à geração de pessoas nascidas nas décadas seguintes à II Guerra Mundial, até praticamente aos anos 80. Ver mais aqui.


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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Meditações sobre a Evangelii Gaudium do Papa Francisco

Meditações de meia-hora para rapazes universitários


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