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domingo, 25 de janeiro de 2026

Conversão de São Paulo

Esta obra de Caravaggio encontra-se na igreja de Santa Maria, na famosa ‘Piazza del Popolo’ em Roma. Retrata a passagem dos Actos dos Apóstolos (26, 12-18) na qual se explica a vertiginosa mudança na vida daquele homem: de Saulo, impiedoso perseguidor dos cristãos, a Paulo, um dos maiores Apóstolos do cristianismo.

Caravaggio era exímio no “jogo de luzes”, o que se aplica perfeitamente a este episódio visto que Saulo caiu por terra quando viu uma grande luz vinda do céu e uma voz que perguntou: “Saulo, Saulo, por que Me persegues?”

Passando de um génio da pintura para um génio da literatura, eis como S. Agostinho descreveu este acontecimento:

“Paulo foi derrubado para ser cegado; foi cegado para ser mudado; foi mudado para ser enviado; foi enviado para que a verdade aparecesse.”

Que São Paulo nos ajude a proclamar as verdades da Fé cristã ainda que, por causa disso, tenhamos de sofrer perseguições.


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quinta-feira, 25 de janeiro de 2024

A conversão do maior dos Apóstolos

Hoje é dia da conversão do grande São Paulo. De perseguidor e assassino de cristãos passou a ser o maior dos Apóstolos, até dar a vida pelo seu grande amor: Jesus Cristo.

Vemos isso, muitas vezes, nos que mais odeiam a Igreja e que a combatem ferozmente, uma vez convertidos tornam-se em apóstolos incansáveis. Ao passo que os mornos, normalmente, continuam mornos.

As cartas de São Paulo são apaixonantes, são desconcertantes, são reflexo de alguém que não parou enquanto não tornou a verdade conhecida em todo o lado onde conseguiu chegar. Como escreveu Santo Agostinho:

"Paulo foi derrubado para ser cegado;
foi cegado para ser mudado;
foi mudado para ser enviado;
foi enviado para que a verdade aparecesse.”

Este quadro da Conversão de São Paulo é da autoria de Michelangelo Merisi (Caravaggio) e encontra-se na igreja de Santa Maria del Popolo, em Roma.


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quarta-feira, 25 de janeiro de 2023

Conversão do Apóstolo São Paulo

Hoje é dia da conversão de São Paulo: de perseguidor cruel dos cristãos passou, de um dia para o outro, a ser o maior dos apóstolos. Graças a essa conversão providencial temos o belíssimo hino da caridade (1Cor 13), que é lido na maioria dos casamentos. Infelizmente poucos percebem a mensagem deste texto.

Basicamente, São Paulo diz que podemos fazer coisas muito boas, mas se não forem feitas por amor a Deus nada valem para a vida eterna. O que não quer dizer que não possam ser uma ajuda para querer amar a Deus acima de todas as coisas, e aos outros por causa do amor a Deus, i.e. conseguir a mais importante de todas as virtudes: a caridade.

«Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos,
se não tiver amor, sou como um bronze que soa
ou um címbalo que retine.

Ainda que eu tenha o dom da profecia
e conheça todos os mistérios e toda a ciência,
ainda que eu tenha tão grande fé que transporte montanhas,
se não tiver amor, nada sou.

Ainda que eu distribua todos os meus bens
e entregue o meu corpo para ser queimado,
se não tiver amor, de nada me aproveita.

O amor é paciente,
o amor é prestável,
não é invejoso,
não é arrogante nem orgulhoso,
nada faz de inconveniente,
não procura o seu próprio interesse,
não se irrita nem guarda ressentimento.

Não se alegra com a injustiça,
mas rejubila com a verdade.
Tudo desculpa, tudo crê,
tudo espera, tudo suporta.

O amor jamais passará.
As profecias terão o seu fim,
o dom das línguas terminará
e a ciência vai ser inútil.

Pois o nosso conhecimento é imperfeito
e também imperfeita é a nossa profecia.
Mas, quando vier o que é perfeito,
o que é imperfeito desaparecerá.

Quando eu era criança,
falava como criança,
pensava como criança,
raciocinava como criança.

Mas, quando me tornei homem,
deixei o que era próprio de criança.
Agora, vemos como num espelho,
de maneira confusa;
depois, veremos face a face.

Agora, conheço de modo imperfeito;
depois, conhecerei como sou conhecido.
Agora permanecem estas três coisas:
a fé, a esperança e o amor;
mas a maior de todas é o amor.»


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terça-feira, 25 de janeiro de 2022

Dia da Conversão do grande São Paulo

Saulo, cidadão romano por privilégio da sua cidade natal, Tarso, era um judeu convicto, formado na escola de Gamaliel, em Jerusalém. Opôs-se decididamente à nova fé que começava a propagar-se na Palestina e arredores. Clamou pela morte de Estêvão, e tomou parte nela, guardando as capas dos que apedrejavam o protomártir. Perseguiu violentamente os crentes em Jesus Cristo. O seu nome causava terror nas comunidades cristãs. Ao dirigir-se para Damasco para prender os cristãos que lá encontrasse e conduzi-los a Jerusalém, encontrou Jesus ressuscitado. 

Esse encontro mudou-lhe para sempre a vida, com a sua forma de crer e de pensar. Jesus ressuscitado, que ele perseguia, tornou-se o centro da sua espiritualidade e da sua teologia. Em Antioquia, Saulo faz a sua primeira experiência de vida cristã. Tornado apóstolo do Evangelho, com o nome de Paulo, Antioquia será também o ponto de partida para as suas viagens missionárias. Funda diversas comunidades na Ásia e na Europa. Escreve-lhes cartas que testemunham o seu amor a Jesus Cristo e à Igreja, e nos dão elementos importantes da sua teologia. Como apóstolo verdadeiro e autêntico, Paulo tem sempre o cuidado de voltar a Jerusalém para se confrontar com os outros apóstolos e não correr em vão.

Há muitos séculos que a festa da conversão de S. Paulo foi fixada no dia 25 de Janeiro, talvez por causa da data da transladação do seu corpo, que atualmente repousa na Basílica de S. Paulo Fora dos Muros, em Roma.

Meditatio

Em S. Paulo revela-se verdadeiramente o poder de Deus. Inimigo acérrimo do nome de Cristo, Saulo encontra-se com o Senhor no caminho de Damasco, acolhe-o na fé e torna-se seu Apóstolo entusiasta, com uma fecundidade extraordinária, que ainda não terminou. O seu itinerário de fé é símbolo do nosso.

Acreditar implica, antes de mais, encontrar pessoalmente Jesus de Nazaré, Deus feito homem. O cristão não se acredita numa doutrina, num sistema, mas numa pessoa, a pessoa humano-divina de Jesus. Ter fé é aderir vitalmente a Jesus, de tal modo que já não se pode viver sem Ele.

Realizado o encontro, passa-se ao diálogo, uma vez que a fé é encontro e adesão entre pessoas inteligentes e livres. A quem se dispõe ao diálogo, Deus revela a Si mesmo, revela a sua vontade e os seus projetos. Este diálogo vital leva aqueles que o realizam a uma forma de vida cada vez mais elevada.

Mas a fé cristã também é obediência, submissão, abandono total da criatura ao Criador. Obedecer não significa abdicar da própria liberdade ou dos próprios direitos. Significa, sim, perceber a imensa distância que existe entre si o interlocutor e, ao mesmo tempo, intuir que a adesão à vontade divina leva à total satisfação e realização de si mesmo.

Finalmente, a fé cristã é também missão. Não se pode privatizar um bem que, por sua natureza, é comunitário. Quem recebeu de Cristo o dom da salvação em Cristo, sente-se intimamente obrigado a fazer dele um dom para os outros.

O Apóstolo Paulo é nosso guia em tempos de aprofundamento espiritual e de renovação apostólica. Como ele, o apóstolo dos tempos novos deve procurar, em primeiro lugar, a inteligência do Mistério de Cristo num apego inquebrantável ao seu Amor (cf. Ef 3, 4; Rm 8, 35; Fl 3, 8-10). É apóstolo, em primeiro lugar, pelo testemunho da visão de Cristo (At 26, 1) e tornando-se no Espírito imagem viva do Salvador morto e ressuscitado. É a caridade do Senhor que vive nele e que o impele em direção aos homens para lhes anunciar o Evangelho de Deus, o Evangelho que todos podem ler na sua vida e nos seus escritos. Ensina-nos o serviço ardente e inteligente em favor do Reino. Vivendo de Cristo, a ponto de ser identificado com Ele pela graça (Gl 2, 20), lembra-nos que o serviço apostólico enraíza numa verdadeira consagração a Deus e dá à nossa oblação capacidade para se manifestar e aprofundar no trabalho generoso para que a humanidade se torne «uma oblação agradável santificada pelo Espírito Santo (XV Capítulo Geral, DOC VII, n. 167).

Oratio

Apóstolo S. Paulo, na tua juventude, deixaste-te levar por um zelo ardente mas errado em favor da unidade do povo de Deus. Por isso, perseguiste duramente os cristãos. Deus converteu-te e introduziu-te na Igreja, Corpo de Cristo, onde deve integrar-se quem quiser viver na verdadeira fé. Mas a tua adesão a Cristo e a tua integração na Igreja não te fizerem esquecer o teu povo, pelo qual sentias uma dor profunda e permanente. Que a minha alegria de estar em Cristo não me faça esquecer a situação do antigo Povo de Deus, nem a dos cristãos divididos, que tardam em chegar à unidade que Deus quer. Ámen.

Contemplatio

S. Paulo recolhe-se alguns dias, depois começa a pregar a divindade de Jesus Cristo. Será um dos mais poderosos apóstolos pela palavra e pelo sofrimento. «Escolhi-o, dizia Nosso Senhor, para levar o meu nome diante das nações e dos reis e dos filhos de Israel, e hei de mostrar-lhe quanto terá de sofrer pelo meu nome». A sua conversão e a sua vocação são devidas à misericórdia do Coração de Jesus. O Coração de Jesus ama as almas ardentes, zelosas, dedicadas. Mas a oração de Santo Estêvão contribuiu para estas grandes graças. Santo Estêvão rezava pelos seus perseguidores, entre os quais S. Paulo era o mais ardente. Se soubermos rezar e sofrer pelas almas, obteremos grandes graças, ilustres conversões, vocações poderosas. Ofereçamos as nossas orações, as nossas cruzes, os nossos sofrimentos ao Coração de Jesus para que envie à sua Igreja, nestes tempos difíceis, apóstolos poderosos em palavras e em obras (L. Dehon, OSP 3, p. 90s.).

Actio

Repete muitas vezes e vive hoje a palavra: “Que hei de fazer, Senhor?” (At 22, 10).  

in dehonianos.org


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quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Saulo contra Estêvão

A lapidação de Santo Estevão, Rembrandt van Rijn - 1625 - Musée des Beaux Arts, Lyon

Esta história tem início na cumplicidade de um crime, um linchamento, como tantos outros que aconteceram ao longo dos séculos. Este tem um nome: lapidação.

Decorrente de uma determinação a um tempo legal e religiosa, a execução não requer a presença de nenhum carrasco, apenas alguns homens vulgares que se esforçam por se impregnar de ódio para darem livre curso aos seus instintos. Cada um dos actores mune-se de pedras para as lançar sobre o alvo vivo. Cada vez mais depressa, cada vez com mais força: uma execução que é também um concurso de pontaria.

No ano 34 da nossa era, nos arrabaldes da cidade de Jerusalém, o homem atingido por essas pedras não procura esquivar-se. De joelhos, imóvel, reza. Ouvem-se estas palavras:

- Senhor Jesus, recebei o meu espírito!

Intensificam-se as pedradas contra o alvo. Começam a espalhar-se pelo corpo manchas escuras e sanguinolentas. Quebram-se os ossos. Por causa da transpiração, os executores depositaram os seus mantos aos pés de um jovem que indubitavelmente «aprova». Pelo gesto ou pela palavra?

Uma pedra atinge o lapidado em cheio na cabeça. Tem ainda força para murmurar:

- Senhor, não lhes leves em conta este pecado...

Cai. Morre. O seu nome é Estêvão. Pouco antes, a pequena comunidade cristã de Jerusalém tinha-o escolhido como um dos Sete encarregados de a administrar. Acusado de pronunciar «palavras blasfemas contra Moisés e contra Deus», foi arrastado diante do Sinédrio. Não satisfeito com a afirmação da sua fé, chegou mesmo a proclamá-la.

De toda a assembleia brotou um grito:

- Lapidai-o!

O jovem que guardou os mantos chama-se Saulo. É natural de Tarso, na Cilícia.

Alain Decaux in O Aborto de Deus (Cap.I)


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terça-feira, 12 de novembro de 2019

Há certas decorações da casa que podem ser idolatria?

De acordo com São Paulo, estes são espíritos malignos. Mantenham-nos longe de vossa casa, filhos, famílias e jardim.

Antigamente as pessoas punham uma estátua de São Francisco no seu jardim das traseiras. Ou uma estátua de Nossa Senhora no jardim à frente de casa. Hoje os tempos mudaram. Já não se vêem essas estátuas em lado nenhum.

Sanat Kumara, Pan, Venus, Shiva, Buddha e outra divindades pagãs. Falsos ídolos. À venda por toda a parte. O próprio nome Buddha significa literalmente "portador da luz" - o mesmo significado do nome Lucifer.

O Apóstolo Paulo, que lidava com o mesmo tipo de lixo no seu tempo, apontou a natureza demoníaca destes ídolos - um aviso ao qual os adeptos de New Age e os Cristãos simpatizantes com o Movimento New Age deviam prestar atenção:
"Por isso, meus caros, fugi da idolatria. (...) Que vos hei-de dizer, pois? Que a carne imolada aos ídolos tem algum valor, ou que o próprio ídolo é alguma coisa? Não! Mas aquilo que os pagãos sacrificam, sacrificam-no aos demónios e não a Deus. E eu não quero que estejais em comunhão com os demónios. Não podeis beber o cálice do Senhor e o cálice dos demónios; não podeis participar da mesa do Senhor e da mesa dos demónios." 
1 Cor 10, 14-21

in orbiscatholicussecundus.blogspot.com


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quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

São Paulo converteu-se! E nós?

Hoje é dia da Conversão de São Paulo. 

De manhã fui à Basílica de S. Paulo, rezar diante do túmulo do Apóstolo pela minha conversão. Também rezei pela conversão de algumas pessoas em particular, e outras em geral, mas principalmente pela minha.

‘Conversão’ vem do latim ‘conversio’, que significa ‘voltar-se para’, ou ‘mudar de direcção”; e que por sua vez vem do grego ‘metanoia’ (μετάνοια – ‘μετά’, para além + ‘νοῦς’, pensamento) que quer dizer ‘ir para além do que penso’, ou seja ‘mudar de ideias’. 

Embora algumas vezes a conversão possa ser associada a um determinado momento ou acontecimento, é uma coisa para a vida inteira, devemos converter-nos diariamente. 

“Mas converter-me a quê e porquê?”

No capítulo 31 do livro de Jeremias, o profeta faz o que sabe fazer melhor: profetiza. Neste caso é uma profecia messiânica que fala da Nova Aliança, que viria a ser feita por Jesus com a sua Igreja.

“Porei a minha lei no seu interior, e escrevê-la-ei no seu coração; e eu serei o seu Deus e eles serão o meu povo.” (Jr 31, 31-33)

A Antiga Aliança estava escrita nas tábuas da Lei, que Moisés entregou ao povo judeu no Monte Sinai. A Nova Aliança já não estará escrita no exterior, mas sim no interior do homem, no seu coração.

Converter-se é “redireccionar o coração” para seguir Jesus. É no coração que se joga a nossa vida, mais do que nos actos exteriores. Como explica Jesus no Evangelho de São Mateus (15, 19-20):

“Do coração procedem os maus pensamentos, homicídios, adultérios, fornicação, furtos, falsos testemunhos e blasfémias. São estas coisas que contaminam o homem.”

Para não termos um coração contaminado, mas sim um coração limpo, convertido a Jesus, sigamos os conselhos de São Paulo na Carta aos Colossenses (3, 12-17):

“Vós, portanto, como escolhidos de Deus, santos e amados, revesti-vos de coração compassivo, de benignidade, humildade, mansidão, longanimidade, suportando-vos uns aos outros e perdoando-vos mutuamente, se alguém tiver queixa contra outro. 

Assim como ainda o Senhor vos perdoou a vós, assim fazei vós também; e sobre tudo isto revesti-vos do amor que é o vínculo da perfeição. Reine em vossos corações a paz de Cristo, à qual também fostes chamados em um só corpo: e sede agradecidos.

A palavra de Cristo habite em vós ricamente, em toda a sabedoria, instruindo e admoestando-vos uns aos outros com salmos, hinos e cânticos espirituais, com gratidão louvando a Deus em vossos corações.

Tudo quanto fizerdes, quer de palavras quer de obras, fazei tudo em nome do Senhor Jesus, dando por Ele graças a Deus Pai.”

João Silveira


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