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segunda-feira, 7 de julho de 2025

18 anos do motu proprio Summorum Pontificum

Há 18 anos o Papa Bento XVI publicou um documento chamado ‘Summorum Pontificum’. Com este documento o Papa quis esclarecer que a Missa Tradicional - a Missa tal como era celebrada no Rito Romano até à reforma litúrgica de 1969 - nunca tinha sido proibida nem o poderá vir a ser, porque foi considerada santa durante incontáveis gerações de fiéis católicos.

Infelizmente muitos Bispos e sacerdotes fizeram de conta que esse documento não tinha sido publicado, e não permitiram nem disponibilizaram a celebração da Missa Tradicional nas suas dioceses e nas suas paróquias. Negando este direito aos fiéis estão a ser desobedientes à Lei da Igreja e ao Papa.

A esta incompreensível aversão junta-se a insistência em supostos fantasmas do passado, quando - dizem - ninguém percebia nada da Missa por ser em latim e ninguém participava porque “o Padre estava de costas”. Como se fosse concebível que os nossos antepassados não tivessem rezado nem sequer soubessem o que é a Missa.

Esses preconceitos, que não têm qualquer fundamento, são rapidamente ultrapassados quando alguém arrisca ir a duas ou três Missas Tradicionais. A sacralidade e o silêncio da celebração acabam com qualquer barreira linguística ou física e dão lugar à contemplação do mistério de Jesus Cristo morto na Cruz para nos salvar.

Foi este tesouro que o Papa Bento quis preservar e promover, para glória de Deus e salvação das almas.


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sexta-feira, 7 de julho de 2023

16 anos do motu proprio Summorum Pontificum

Com a publicação do motu proprio Summorum Pontificum, há 16 anos, o Papa Bento XVI procurou dar liberdade à Missa Tradicional. Eis duas citações, tiradas de dois dos seus livros, em que o Cardeal Ratzinger defende a ideia de que perseguir a Missa Tradicional é uma grande injustiça e imoralidade:

Sal da Terra (1997)

Eu sou da opinião, para dizer a verdade, que o Rito Antigo devia ser providenciado muito mais generosamente a todos aqueles que o desejam. É impossível ver o que poderia ser perigoso ou inaceitável. Uma comunidade está a colocar o seu próprio ser em questão quando subitamente declara que aquilo que até um momento foi o seu maior e mais santo bem passa a ser estritamente proibido e quando desejar esse bem é considerado indecente. Será que se pode confiar em mais alguma coisa? Não voltará a prescrever amanhã o que prescreve hoje?

Deus e o Mundo (2000)

Para fomentar uma verdadeira consciência em matéria litúrgica, é também importante que a proscrição contra a forma de liturgia em uso válido até 1970 [a antiga Missa em latim] seja levantada. Quem hoje em dia defende a continuação desta liturgia ou participa nela é tratado como um leproso; toda a tolerância acaba aqui. Nunca houve nada assim na história; ao fazer isto, estamos a desprezar e a proscrever todo o passado da Igreja. Como se pode confiar nela actualmente, se as coisas são assim?


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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023

Cardeal Roche desobedeceu explicitamente ao Papa Bento

O Cardeal Roche "minou deliberadamente " o motu proprio Summorum Pontificum de Bento XVI, escreve James Baresel (CatholicWorldReport.com), e agora insiste na obediência cega ao Traditionis Custodes.

Em 2007, quando era Bispo de Leeds (Inglaterra), Roche publicou uma "interpretação" do Summorum Pontificum, na qual fez o possível para o anular. Pediu grupos estáveis dentro de uma paróquia constituídos apenas pelos fiéis que já assistiam à Missa, excluindo aqueles que assim o desejavam.

Roche insistiu que tinha autoridade para determinar se um Padre estava "qualificado" para celebrar a Missa e proibiu os seus Sacerdotes de celebrarem a Missa num dia da semana se outra Eucaristia estivesse marcada para esse dia.

Devido a desobediências como a de Roche, a Congregação para o culto Divino condenou interpretações que "inexplicavelmente" procuravam limitar o Summorum Pontificum, declarando que tais Bispos se permitiam "ser utilizados como instrumentos do diabo".

Em Abril de 2011, a instrução da Santa Sé 'Universae Ecclesiae' explicou que um grupo estável poderia ser constituído por pessoas de diferentes paróquias ou dioceses e que qualquer Sacerdote Católico, não impedido pelo direito canónico, estava qualificado para celebrar a Missa Tradicional.

Foi o Papa Bento XVI que, em Junho de 2012, escolheu Roche como Secretário da Congregação para o Culto Divino.

in gloria.tv


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sexta-feira, 22 de outubro de 2021

Peregrinação Summorum Pontificum 2021

Peregrinação internacional a Roma com Missa Tradicional na Basílica de São Pedro (Altar da Cátedra)


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segunda-feira, 11 de outubro de 2021

10ª Peregrinação Summorum Pontificum em Roma: 29 a 31 de Outubro

A nossa Peregrinação terá lugar como planeado, apesar das inquietações que as actuais circunstâncias têm provocado. No website da Peregrinação estão todas as informações necessárias: https://www.summorum-pontificum.org

- Como é já habitual, iniciaremos a peregrinação na Sexta-Feira 29 de Outubro, às 17 horas, na Igreja de Santa Maria dos Mártires do Panteão, com o canto das Vésperas.

- No dia seguinte, Sábado 30 de Outubro, às 9h30, na Igreja dei Santi Celso e Giuliano, Via del Banco di Santo Spirito, 52, não muito longe do Tibre, encontrar-nos-emos para a adoração do Santíssimo Sacramento.

- Depois, no Sábado 30 de Outubro, às 10h30, da Igreja dei Santi Celso e Giuliano, partiremos para a Basílica de São Pedro, através da Ponte Sant'Angelo e pela Via della Conciliazione.

- No Sábado 30 de Outubro, às 11h30, a Missa principal da peregrinação será celebrada na Basílica de São Pedro, no altar da Cátedra.

- E no Domingo 31 de Outubro, às 11h00, na Igreja da Trinità dei Pellegrini, Piazza della Trinità dei Pellegrini, 1, terá lugar a missa de encerramento da nossa peregrinação.

Para o bom desenrolar da peregrinação, precisamos da vossa ajuda e agradecemos antecipadamente a todos aqueles que poderão apresentar-se para colaborar.

Meu bom São Filipe Néri, que haveis fundado a Confraria da Santíssima Trindade, para acolher e assistir os peregrinos que acorrem a Roma, à vossa benévola protecção também nós nos acolhermos. Ajudai a nossa peregrinação nesta Cidade, Mãe e Mestra. Uni, vos rogamos, a vossa súplica àquela que elevamos ao Príncipe dos Apóstolos, nós que acorremos junto do seu túmulo.

Abrigai-nos sob o manto da Bem-aventurada Virgem Maria, Salvação do Povo Romano. Alcançai-nos de Nosso Senhor Jesus Cristo, divino Esposo da Santa Igreja, que quis edificar sobre Pedro, a misericórdia e o perdão dos nossos pecados. Apresentai-Lhe pelas mãos da Virgem Santíssima, os nossos esforços e trabalhos, as nossas penas e sacrifícios em prol da celebração do culto divino.

Iluminai com o vosso sorriso, vos rogamos, e com o vosso sentido de humor a nossa fé sujeita às trevas do mundo moderno.

Rogamo-vos, enfim, ò bom São Filipe, vos digneis apoiar os nossos esforços para fazer resplandecer nas nossas paróquias, nas nossa Nações e no mundo inteiro, a santa liturgia romana, tal como a haveis praticado, para maior glória de Deus e para a conversão, consolação e salvação de incontáveis almas.
Assim seja.

Padre Claude Barthe, Capelão da Peregrinação

João Silveira, Secretário da Peregrinação
joaosilveiracanonico@gmail.com


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quinta-feira, 8 de julho de 2021

Cardeal Sarah diz que Bento XVI ficará conhecido com o Papa do Summorum Pontificum

O Cardeal Robert Sarah lembrou os 14 anos do motu proprio Summorum Pontificum, na sua conta pessoal de Twitter, com uma referência à importância dessa iniciativa do Papa Bento XVI:

«Bento XVI será lembrado, ao longo da História, não só como um grande teólogo, mas também como o Papa do Summorum Pontificum, o Papa da paz litúrgica, aquele que construiu uma ponte ecuménica com o Oriente cristão através da liturgia latino-gregoriana.»


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terça-feira, 22 de junho de 2021

A galáxia Summorum Pontificum prepara-se para a resistência

As disposições do motu proprio 
Summorum Pontificum foram diposições de paz. Totalmente atípico sob o ponto de vista da legislação litúrgica, o Summorum Pontificum veio responder eficazmente a uma situação ela própria atípica: organizou o modus vivendi entre a liturgia antiga e a liturgia nova, reconhecendo um direito ao ritus antiquior a todo o sacerdote de rito latino, ao mesmo tempo que organizou as condições de exercício para que ele pudesse ser posto em prática em público. Deste modo, pretendia vir pacificar liturgicamente uma Igreja que cada vez mais se via precipitar numa crise.

Mas eis que este direito, assim finalmente reconhecido, aparece como algo de insuportável para os homens do poder, desde 2013. Entre eles, está agora prestes a levar a melhor a tese de que este texto deveria ser, senão ab-rogado, pelo menos diluído, para enfim perder o essencial do seu significado e eficácia. Para eles, a missa de antes do Concílio Vaticano II não mais pode gozar do que de uma mera tolerância devidamente enquadrada.

O seu quadro mental, faz com que eles assumam com ligeireza (“d'un coeur léger”, para evocar a expressão de Émile Olivier, lançando a França na guerra de 1870, com as consequências que se conhecem) a responsabilidade do reacender das hostilidades litúrgicas. Por causa deles, corremos o sério risco de regressar a uma situação parecida com a dos anos do pós-Concílio, mas em condições ainda piores para a instituição eclesial.

Celebrar a Missa Tridentina: um direito adquirido

É preciso ter bem presente que foi sob a pressão de uma contestação impossível de ser sufocada, que o legislador romano, através de várias etapas (em 1984 com Quattuor abhinc annos, em 1988 com Ecclesia Dei e em 2007 com Summorum Pontificum), chegou enfim a interpretar a aplicação do Missal de 1969 como não obrigatória.

Aconteceu de facto que em França, mas também um pouco por todo o mundo, os párocos de aldeia haviam continuado imperturbavelmente a celebrar a missa tridentina. Contemporaneamente, organizaram-se em muitos locais capelas “selvagens”, e as sanções que então certos bispos decidiram aplicar não fizeram senão desencadear a propagação destas celebrações. Estas adquiriram ainda maior consitência quando os jovens sacerdotes formados e ordenados por Mons. Lefebvre iniciaram a exercer o seu ministério sacerdotal, ora em casas independentes fundadas para esse fim, ora em locais adaptados para o culto, amiúde de modo até muito sumário, tanto nas cidades como no campo.

A suspensão a divinis de Mons. Lefebvre, em 1976, acabou aliás por dar à sua iniciativa uma enorme notoriedade. A este acontecimento seguiu-se um outro: a tranquila ocupação da igreja de Saint-Nicolas-du-Chardonnet, em Paris, por Mons. Ducaud-Bourget e pelos seus fiéis, que um domingo aí entraram, e aí estão até hoje. De modo semelhante, 10 anos mais tarde, em 1986, perto de Versalhes, os paroquianos da missa tradicional de Saint-Louis du Port-Marly, que haviam sido expulsos da sua igreja, tendo em seguida sido emparedadas as portas da mesma, muito simplesmente trataram de as arrombar para de novo aí se instalarem. Nunca mais de lá saíram...

Uma sondagem histórica, realizada por IFOP em 1976 e publicada pelo Le Progrès, um jornal diário de Lyon, mostrava que 48% dos católicos praticantes regulares consideravam que a Igreja havia ido longe demais nas reformas, e que 35% eram favoráveis à missa em latim. As sondagens que se seguiram, realizadas em França e em todo o mundo por Paix Liturgique até aos dias de hoje, põem em evidência uma fortíssima tendência: a procura da celebração da missa tradicional nas próprias paróquias por uma parte muito significativa, e por vezes maioritária, dos fiéis praticantes.

Em seguida, o clima psicológico favorável criado pelo motu proprio de Bento XVI, por um lado, e o crescimento contínuo dos institutos especializados na liturgia tradicional – Fraternidade São Pio X e os instituos Ecclesia Dei, fundados a partir de 1988 –, por outro, fizeram com que o número de locais onde se celebra a missa tradicional não tenha parado de crescer em todo o mundo: entre 2007 e 2017, esse número duplicou.

Um autêntico paradoxo realçado pelos sociólogos de questões religiosas, como em França, Danièle Hervieu-Léger: o movimento tradicional opôs-se à corrente conciliar com um modo de fazer de aparência “moderna”, insurgindo-se contra a autoridade. A reacção tradicional tem certas marcas do que hoje se qualifica como “populismo”, contestando a legitimidade das “elites”, pelo facto de estas adoptarem posições inovadoras elaboradas pelo seu plano e pretensão “elitista”.

Seja outro paradoxo: o movimento tradicional baseia-se, desde a sua origem, na acção dos leigos (apoiando e mesmo “engendrando” sacerdotes, por meio dos institutos especializados) e recusa as propostas e determinações do Concíclio Vaticano II, que no entanto se suporia serem destinadas precisamente a “promover o laicado”.

Pode até acrescentar-se que tendo a Igreja de Roma deixado de ser tridentina após o Vaticano II, a corrente tridentina – apesar de, por essência, ser hierárquica – acabou por ser assumida e continuada pelo povo de base. Na verdade, teologicamente, e já não sociologicamente, pode dizer-se que se trata de uma espantosa e providencial manifestação do sensus fidelium, do instinto de fé dos fiéis, que com unhas e dentes defende por meio da expressão da lex orandi a doutrina do sacrifício eucarístico, da presença real, do sacerdócio hierárquico e, mais amplamente, da transcendência do mistério «Fazei isto em memória de Mim!».

Uma capacidade de resistência irreprimível

Perante o perigo que agora assoma, partindo da situação francesa, que por certo não é a da Igreja universal, mas que neste domínio é sempre fonte de óptimos indícios, podemos tentar avaliar as forças em presença.

A Igreja “oficial” nada tem hoje a ver com o sólido aparelho que era nas primeiras décadas do pós-Concílio. Está hoje exange do ponto de vista do número de sacerdotes e de religiosos. O número dos seus seminaristas e até o dos seus seminários também não cessa de diminuir. Os fiéis praticantes, sempre mais envelhecidos, estão também cada vez mais espaçados nas naves das igrejas, e nem precisam de “medidas sanitárias” para que isso aconteça. A par de tudo isso, vem logicamente uma situação financeira catastrófica em não poucas dioceses. Ao que se juntam as consequências da assim dita “crise sanitária”, que fez desaparecer cerca de 30% dos paroquianos que ainda restavam. 

Os hábitos antigos, que levam tempo a mudar, fazem com que ainda se considere ser o catolicismo um componente essencial da sociedade. Mas a realidade está prestes a mostrar-se tal como é, nua e crua: ele já praticamente desapareceu da esfera pública.

Em contrapartida, o mundo tradicional representa uma “excepção” na Igrea, em especial do ponto de vista das vocações sacerdotais e religiosas, assemelhando-se ao que se passava antes de 1965. Muitos são os jovens que, nada tendo conhecido das querelas conciliares, hoje se voltam espontaneamente para esse mundo tradicional. As assembleias dominicais têm grande afluência e uma idade média baixa. Na galáxia tradicional, seja no que respeita à sua vida litúrgica como à sua “fecundidade” vocacional, tudo se passa como se o Concílio Vaticano II nunca tivesse existido. Um ensino da catequese como antigamente, bem estruturado, e a existência de uma importante rede escolar, asseguram uma sólida transmissão da fé, da prática e dos hábitos da vida cristã. 

E mais ainda, as fronteiras deste universo são porosas em relação a um mundo “clássico” (Comunidade Saint-Martin, Emmanuel, etc.), cuja vitalidade se pode explicar em parte em virtude duma certa “diferença” em face da tendência oficial que, ficando embora aquém, no fundo se inspira na diferença mostrada pela resistência tradicional.

Claro está que o sucesso tem também o seu reverso: a renovação geracional está certamente assegurada, mas num mundo extremamente secularizado, isso não se consegue sem falhas; assim, em relação à situação forçosamente muito militante do pós-Concílio, o mundo tradicional pode hoje parecer por vezes mais instalado que outrora. E no entanto, é também verdade que acções e pressões apostadas em manter as situações já adquiridas e em obter um crescimento podem organizar-se sem maior dificuldade, e para isso, neste caso como noutros, as redes sociais são de grande auxílio para dar expressão a uma galáxia que “não se conforma”.

Salvas as diferenças, uma explosão de descontentamento do género “gillets jaunes” poderia muito bem acontecer a qualquer momento na Igreja. E com o trunfo de que, em âmbito católico, a doutrina e a prática se centram para o povo cristão na celebração da missa dominical. Ora, para que ela se celebre, basta um sacerdote que a diga, os fiéis assitem, e no final das contas, ninguém o poderá impedir. Foi o que aconteceu a partir de 1965, e sobretudo depois de 1969: as missas tridentinas continuaram a ser celebradas como se nada se tivesse passado. Chegaram ameaças, oposições, até mesmo perseguições, mas de nada valeram: os sacerdotes e os fiéis continuaram a «fazer o que a Igreja sempre tinha feito», como gostava de dizer Mons. Lefebvre.

Um facto recente e muito instrutivo foi este: porque os bispos franceses e doutros países fizeram insensatamente repercutir as “medidas sanitárias” governamentais sobre a Santa Comunhão, proibindo a comunhão na boca, houve um número de fiéis que abandonou as igrejas “ordinárias”, para poderem continuara a receber dignamente a Santa Eucaristia nas celebrações tradicionais. E é assim que agora, desde a “crise sanitária”, o número de assistentes das missas tradicionais aumentou consideravelmente na maior parte dos lugares!

É conhecida a famosa frase de São Jerónimo, quando afirmava que, no século IV, “o mundo inteiro geme estupefacto ao acordar ariano”, numa altura em que a hierarquia se havia passado largamente para o lado da heresia, enquanto numerosos fiéis permaneciam ligados à doutrina cristológica de Niceia. Não vimos já, e não vemos agora, uma situação semelhante que se repete nos dias de hoje? 

Mas esta capacidade de resistência “no terreno”, de si irreprimível, não há-de excluir também certas manifestações e iniciativas poderosas e de grande efeito, que já começam a ser consideradas em vários lugares do mundo.



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domingo, 15 de novembro de 2020

Missa Pontifical celebrada pelo Cardeal Burke em substituição da Peregrinação Summorum Pontificum

A Peregrinação Summorum Pontificum deste ano teve de ser cancelada poucos dias antes de acontecer, por causa das limitações impostas pela "pandemia". A Missa Pontifical que seria celebrada pelo Cardeal Sarah na Basílica de São Pedro foi substituída por uma Missa Pontifical celebrada pelo Cardeal Burke na igreja Trinità dei Pellegrini.




















Fotografias: Paix Liturgique



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terça-feira, 25 de agosto de 2020

Cardeal Sarah celebrará Missa Pontifical na Basílica de São Pedro durante a Peregrinação Summorum Pontificum

Entrevista com o Padre Claude Barthe, capelão da Peregrinação
 
Todos os anos, desde 2012, é realizada, em Roma, uma peregrinação em acção de graças pelo motu proprio Summorum Pontificum do Papa Bento XVI. Vai acontecer este ano? O Capelão deste encontro, padre Claude Barthe, anuncia que não só se realizará a peregrinação, mas também que no dia 24 de Outubro o Cardeal Sarah celebrará a principal Missa na Basílica de São Pedro.
 
Summorum Pontificum News :  Então, este ano acontecerá a peregrinação Summorum Pontificum em Roma?
 
Padre Claude Barthe :  Sim, como todos os anos desde 2012! É verdade que este ano é especial: devido à chamada "crise sanitária", reina uma atmosfera um tanto surreal que afecta todas as actividades religiosas e especialmente as peregrinações. Estive em Lourdes há alguns dias, onde encontrei apenas alguns poucos fiéis. Porém, após um exame cuidadoso, o Coetus Internationalis, que organiza a Peregrinação, decidiu, considerando o que esta iniciativa católica representa, mantê-la, tendo em conta as restrições que nos são impostas.
 
Summorum Pontificum News :  Qual será o programa?
 
Padre Claude Barthe : A própria peregrinação reduzir-se-á ao acontecimento mais importante: a Missa Pontifical na Basílica de São Pedro, no altar da Cátedra, no sábado, 24 de Outubro. Com, no dia seguinte, a Missa do Domingo de Cristo Rei.
No sábado, 24 de Outubro, os peregrinos, clérigos e fiéis reunir-se-ão em frente à entrada da Basílica às 11h30, onde o Cardeal Burke os receberá e entrará com eles na Basílica de São Pedro. Às 12h00, o Cardeal Robert Sarah celebrará a Missa Pontifical de São Rafael Arcanjo.
 
Summorum Pontificum News :  Quais peregrinos?
 
Padre Claude Barthe : As autoridades vaticanas pedem, actualmente, que os fiéis presentes nas cerimónias da Basílica de São Pedro não ultrapassem os 150. É pouquíssimo. Mas é possível que essas medidas sejam amenizadas antes do final de Outubro.
 
Em qualquer caso, excepcionalmente, pedimos aos que desejam assistir a esta Missa que se inscrevam aqui: https://bit.ly/3hCY4K4. Guardaremos os lugares assim que forem "clicados" e confirmá-los-emos. Quando um determinado número for atingido, avisaremos os que ultrapassarem esse número que serão colocados em lista de espera e mantê-los-emos informados sobre as informações que recebermos das autoridades da Basílica.
 
Summorum Pontificum News :  E no domingo, 25 de Outubro?
 
Padre Claude Barthe : Segundo a tradição, a nossa peregrinação terminará na festa de Cristo Rei. A Missa Pontifical será celebrada às 11 horas, domingo, 25 de Outubro, pelo Cardeal Raymond Leo Burke, na paróquia Trinità dei Pellegrini que, segundo a sua vocação, funciona como uma espécie de quartel general, onde os sacerdotes que participam da peregrinação celebram as suas Missas privadas.
 
Summorum Pontificum News :  Além disso, a associação Oremus / Paix Liturgique anunciou um encontro. Sempre terá lugar?
 
Padre Claude Barthe : Com certeza. Os organizadores farão um anúncio sobre isso em breve, mas posso dizer que este Encontro será realizado na sexta-feira, 23 de outubro, na aula magna do Augustinianum, próximo da Praça de São Pedro, entre as 10h00 e as 16h00. Este ano receberá intervenções de uma série de oradores, incluindo o Cardeal Raymond Leo Burke, e também Joseph Shaw, Presidente da Latin Mass Society, Jean de Tauriers, Presidente da ND de Chrétienté, Padre Antony Ike, seminarista nigeriano especializado em África Católica e Trinidad Dufourq que testemunhará a vitalidade e o desenvolvimento da Missa tradicional na Argentina. Os organizadores solicitam que as pessoas se inscrevam no Encontro aqui: https://bit.ly/3in6sOl.
 
O Encontro encerrar-se-á no mesmo dia, às 17h, na Basílica de Santa Maria ad Martyres do Panteão, com o canto das Vésperas Pontificais, presidido por Mons. Gianfranco Girotti, Bispo titular de Meta e Regente Emérito da Penitenciária Apostólica. Novamente, será necessária inscrição para as vésperas no Panteão: https://bit.ly/2XpGhhM.
 
Summorum Pontificum News : Podemos dizer que esta Peregrinação 2020 será uma questão de princípio?
 
Padre Claude Barthe : Vai ser muito mais do que isso! Julgamos que este ano será muito especial. Por exemplo, muitos dos nossos amigos na América não se poderão juntar a nós. Mas os presentes representarão todos os peregrinos intencionais do mundo que nos acompanharão com as suas orações. Os peregrinos in re representarão a multidão de peregrinos in voto! Também este ano levaremos ao Túmulo do Apóstolo o pedido para que a Igreja se salve e pela difusão da antiga liturgia romana que contribuirá poderosamente para que isso aconteça com a irradiação da mais pura lex orandi.



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domingo, 5 de julho de 2020

Jornada Summorum Pontificum a 23 de Outubro em Roma

Caros amigos,

Temos o prazer de apresentar as primeiras notícias sobre o nosso próximo Encontro Summorum Pontificum, que acontecerá, como sempre, em Roma, no grande anfiteatro do Augustinianum, perto da Praça de São Pedro, na Sexta-Feira dia 23 de Outubro entre as 10h e as 17h.

Este novo Encontro, organizado sob os auspícios do Abbé Claude Barthe, capelão da peregrinação Summorum Pontificum (que ocorrerá no dia seguinte, 24 de Outubro), acolherá as intervenções de uma série de oradores, incluindo a de Sua Eminência Cardeal Raymond Leo Burke.

Tendo como tema geral "A vitalidade missionária da Missa tradicional", intervirão também Joseph Shaw, Chairman da famosa Latin Mass Society, Jean de Tauriers, Presidente do ND de Chrétienté e Antony Ike, seminarista nigeriano especialista na África católica e Trinidad Dufourq da Argentina.

O nosso Encontro terminará no mesmo dia, às 18 horas, na Igreja de Santa Maria dos Mártires (Panteão), com o canto das Vésperas Pontificais, presidido por Mons. Janfranco Girotti, bispo titular de Meta e Regente emérito da Penitenciaria Apostólica.

Tudo isto nos preparará para participar no dia seguinte, 24 de Outubro, na 10ª peregrinação Summorum Pontificum.

Christian Marquant
Presidente de Oremus - Paix Liturgique 


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segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Summorum Pontificum 2019: Missa Pontifical na Basílica de São Pedro

O momento alto da Peregrinação Summorum Pontificum 2019: Missa Pontifical celebrada por Mons. Dominique Rey, Bispo de Fréjus-Toulon, no Altar da Cátedra da Basílica de São Pedro, no Vaticano.













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segunda-feira, 28 de outubro de 2019

Peregrinação Summorum Pontificum 2019: Procissão até ao Vaticano

A Peregrinação Summorum Pontificum levou a Roma centenas de fiéis católicos que apoiam o Rito Romano Tradicional. Um dos momentos altos dessa Peregrinação, que acontece todos os anos no final de Outubro, é a procissão pelas ruas de Roma desde a igreja de San Lorenzo in Damaso até à Basílica de São Pedro, no Vaticano.








Fotografias: Don Elvir Tabakovic


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