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domingo, 8 de outubro de 2023

Palavras de Jesus a Santa Brígida

O castelo de que te falei é a Santa Igreja, construída com o Meu sangue e o dos meus Santos, cimentado com o cimento da Minha Caridade; nela coloquei os meus eleitos e amigos. O seu fundamento é a Fé, isto é crer que Eu sou um Juiz Justo e Misericordioso. Mas agora está minado o fundamento, porque todos crêem e pregam que sou Misericordioso, mas quase ninguém prega nem crê que Eu seja Justo Juiz. Esses acham-me quase um Juiz iníquo.

De facto, seria iníquo o Juiz, que por misericórdia despedisse sem castigo algum os iníquos, os quais por conseguinte oprimiriam ainda mais os justos. Mas eu Sou um Juiz Justo e Misericordioso, de modo que não deixarei sem castigo nem sequer o mínimo pecado, nem sem recompensa o mínimo bem. 

Esses pregadores malvados que pecam sem temor, que negam a Minha Justiça, atormentam os meus amigos. dando-lhes “opróbrio e toda a espécie de dor … como se fossem demónios experimentarão a Minha Justiça, serão como ladrões confundidos publicamente diante dos Anjos e dos homens. De facto, como os enforcados são devorados pelos corvos, assim estes serão devorados dos demónios e não consumidos. 

Não escondas nenhum pecado, não deixes nenhum por punir, nem consideres nenhum ligeiro. Tudo aquilo que tiveres descuidado, Eu recordá-lo-ei e julgar-te-ei. E mais adiante não há homem algum que seja tão pecador que o seu pecado não seja perdoado, se o pedir com o propósito de se emendar e com contrição.

in As Profecias e Revelações de Santa Brígida da Suécia


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quinta-feira, 26 de novembro de 2020

Supremo Tribunal remove restrições ao culto religioso em Nova York graças ao voto de Barrett

O Supremo Tribunal dos Estados Unidos proibiu Nova York de impor limites à frequência de igrejas e outros locais de culto em áreas designadas como "fortemente afectadas pela pandemia". O voto da nova juíza do Tribunal, Amy Coney Barrett, foi decisivo.

Os votos dos juízes ficaram divididos em 5-4, com a nova juíza Amy Coney Barrett, uma católica devota, demostrando a importância da sua nomeação pelo Presidente Trump, e inclinando a balança para a ala conservadora do Tribunal. Os três progressistas, bem como o presidente do Supremo Tribunal, John Roberts, discordaram.

A sentença representa uma mudança nos critérios do Supremo Tribunal dos Estados Unidos. No início deste ano, quando a predecessora progressista de Barrett, Ruth Bader Ginsburg, ainda estava viva, os juízes também se dividiram em 5-4, mas a favor de deixar em vigor as restrições que afligiam as igrejas da Califórnia e de Nevada.

A decisão indica que as restrições eram especialmente severas para o culto religioso. E acrescenta:

“Os membros deste tribunal não são especialistas em saúde pública e devemos respeitar o julgamento de quem tem especialização e responsabilidade nesta área. Mas, mesmo durante uma pandemia, a Constituição não pode ser deixada de lado e esquecida. As restrições em questão aqui, ao proibir efectivamente muitos de comparecer aos serviços religiosos, atingem o cerne da garantia da liberdade religiosa da Primeira Emenda."



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quarta-feira, 28 de outubro de 2020

Mãe de 7 filhos confirmada no Supremo Tribunal dos Estados Unidos

O Senado dos Estados Unidos confirmou Amy Coney Barrett como a nova juíza do Supremo Tribunal. A magistrada obteve 52 votos a favor e 48 contra. Amy Barrett já prestou juramento.

Todos os senadores republicanos votaram a favor de Amy Barrett, excepto Susan Collins, senadora pelo Maine, que enfrenta a possibilidade de não ser reeleita nas próximas eleições de Novembro por estar num estado predominantemente democrata.

Barrett torna-se a terceira nomeação de Donald Trump para a mais alta corte durante o seu mandato de quatro anos como Presidente, depois de Neil Gorsuch e Brett Kavanaugh. Isso significa que, independentemente de obter ou não a reeleição, Trump já se tornou no Presidente que terá a maior influência no futuro dos Estados Unidos a nível do judiciário.

A escolha dessa católica fervorosa, mãe de 7 filhos, pode ser essencial para que o Supremo Tribunal dos Estados Unidos se volte a favor dos princípios religiosos, especialmente os cristãos, que moldaram a nação norte-americana. Barrett admitiu a grande influência que exerceu sobre ela o juiz Antonin Scalia, um ex-juiz do Supremo Tribunal dos Estados Unidos, também ele católico, cujo legado está agora nas suas mãos. 

Por alguma razão, a Planned Parenthood, uma autêntica multinacional do aborto, fez campanha aberta contra a escolha de Amy Coney Barrett para o Supremo Tribunal.

in infoCatólica


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terça-feira, 7 de abril de 2020

Carta do Cardeal Pell depois de ter sido libertado da prisão

Finalmente fez-se justiça e o Cardeal Pell foi considerado inocente, por unanimidade, no Supremo Tribunal de Justiça australiano. O Prelado havido sido falsamente acusado de abusos sexuais de menores, condenado e estava preso, em isolamento, há mais de 1 ano. No entanto, mantinha a boa disposição e continuava a fazer apostolado através de cartas. 

Foi ontem libertado da prisão e escreveu esta carta que divulgou publicamente: 

Eu sempre afirmei a minha inocência enquanto sofria uma grave injustiça. Isso foi corrigido hoje com a decisão unânime do Supremo Tribunal. Estou ansioso para ler o julgamento e detalhadamente as razões da decisão.

Não tenho má vontade em relação aos meus acusadores, não quero que a minha absolvição acrescente ainda mais mágoa e amargura que muitos sentem; há dor e amargura suficientes.

No entanto, o meu julgamento não foi um referendo sobre a Igreja Católica; nem um referendo sobre como as autoridades da Igreja na Austrália lidaram com o crime de pedofilia na Igreja. A questão era se eu havia cometido aqueles crimes terríveis e não o fiz.

A única base para a cura a longo prazo é a verdade e a única base para a justiça é a verdade, porque justiça implica verdade para todos.

Um agradecimento especial por todas as orações e milhares de cartas de apoio.

Quero agradecer, em particular, à minha família pelo seu amor e apoio e pelo que eles tiveram de passar; à minha pequena equipa de consultores; aos que me defenderam publicamente e sofreram como resultado disso; e a todos os meus amigos e que me apoiaram, aqui e no exterior.

Também quero demonstrar o meu mais profundo agradecimento e gratidão a toda a equipa jurídica pela sua determinação inabalável de ver a justiça prevalecer, de lançar luz sobre a obscuridade fabricada e de revelar a verdade.

Por último, estou ciente da actual crise de saúde. Rezo por todos os afectados e pelo pessoal médico que se encontra na linha de frente.

Cardeal George Pell


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terça-feira, 18 de junho de 2019

Bispo do Funchal tenta reintegrar sacerdote desobediente

D. Nuno Brás, Bispo da diocese do Funchal, revogou a suspensão a divinis do Padre Martins Júnior. Este sacerdote, em 1974, recebeu ordem do Bispo D. Francisco Antunes Santana para que se retirasse da paróquia onde se encontrava. Recusou obedecer ao seu Bispo e este suspendeu-o a divinis em 1977. Na altura a acusação era envolvimento directo na política, algo proibido aos clérigos, nomeadamente em partidos de índole socialista/comunista. 

Mesmo suspenso pelo Bispo, o Padre Martins Júnior recusou-se a sair da paróquia da Ribeira Seca e lá continuou como pároco ilegal até agora. Entretanto desempenhou vários cargos políticos, a saber: Presidente da Câmara Municipal de Machico e Deputado da Assembleia Legislativa Regional da Região Autónoma da Madeira.

Tendo cessado essa actividade, e com o desejo de resolver uma situação insustentável, D. Nuno Brás retirou agora a suspensão ao Padre Martins Júnior e nomeou-o pároco de Machico. É louvável a tentativa de pacificação deste caso. O Padre Martins Júnior deixou de estar suspenso, mas será que é uma boa influência para os fiéis?

Numa entrevista que deu há 6 meses - intitulada 'A história do padre rebelde da Madeira' - o Padre Martins Júnior define o celibato como: "Uma anormalidade e um atentado contra a vida e contra a natureza" (00:29). Sobre a eutanásia diz: "Eu sou pela eutanásia. Adoro. Abraço a eutanásia. Eu quero a eutanásia. A eutanásia é a pessoa que conscientemente diz a Deus: ofereço-te a minha vida" (01:17). No minuto 05:58 vê-se o então jovem Padre Martins Júnior "despejar" as Hóstias consagradas no altar, de modo que cada fiel lá fosse comungar em modo 'self-service'.

Ao longo destes anos sempre fez da desobediência a sua bandeira. E, como não poderia deixar de ser, até nos sacramentos faz o que lhe apetece e não o que a Igreja lhe diz para fazer. Neste vídeo vemos 3 excertos de 3 "Missas" celebradas pelo Padre Martins Júnior, em 2014, 2015 e 2018:
Esta "Missa" é muito provavelmente inválida, por isso não é Missa. O Padre Martins Júnior não usa o essencial das palavras da Consagração, que são: "Isto é o meu Corpo" (consagrando o pão) e "Isto é o meu Sangue" (consagrando o vinho). Falta, portanto, a forma do sacramento, sem a qual o sacramento não existe. Provavelmente faltará também a intenção, mas não podemos ter a certeza disso apenas pelo vídeo. 

O Padre Martins Júnior inventa as palavras da consagração, as palavras mais importantes durante a Missa. Além disso omite a Oração Eucarística (a oração mais importante da Missa), antes e depois da consagração, passando directamente do "Santo" para a consagração e desta directamente para o "Pai Nosso".

Os fiéis devem ser aconselhados a não ir a "Missas" celebradas pelo Padre Martins Júnior porque não são Missas. São cerimónias inventadas por ele próprio. Quem nelas participar não foi à Missa, foi a um teatro no qual o protagonista principal é o sacerdote que se faz mestre e senhor da Liturgia. Quem comunga não recebe o Corpo, Sangue, Alma e Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo mas apenas pão. Aquela cerimónia é sacrílega porque transforma um ritual sagrado num "faça-você-mesmo", sem o mínimo dos mínimos para que o sacramento seja válido. E ainda que seja válido é gravemente ilícito, e portanto nenhum fiel católico pode estar presente.

É justo dizer que o Padre Martins Júnior ajudou o povo da Ribeira Seca com a sua generosidade, motivação e simpatia. Mas ser Padre é muito mais do que isso. Para ser Padre é preciso ser obediente a Deus e à Igreja, algo que o Padre Martins Júnior nunca foi. Esperemos que comece a sê-lo aos 81 anos.

João Silveira


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segunda-feira, 4 de março de 2019

O escandaloso caso contra o Cardeal Pell

O Cardeal George Pell, Arcebispo Emérito de Sydney e ex-responsável pela reforma económica no Vaticano, foi condenado por molestar dois rapazes. Uma dessas supostas vítimas, que agora está morta, sempre negou ter sido molestada. Pensemos nisto durante um momento: o Cardeal é condenado por um crime que, segundo a suposta vítima, não ocorreu.

Há outra suposta vítima, claro. Ele esperou anos para dizer a alguém que havia sido abusado, mas isso não é pouco comum em tais casos. É digno de nota que a única testemunha contra Pell encontrou a sua voz exactamente na época em que o Cardeal, com a sua campanha pela transparência financeira no Vaticano, estava abalando os grandes interesses económicos. O acusador não podia fornecer evidências para apoiar a sua história, e essa história estava cheia de buracos:

- Ele alegou que ele e as outras supostas vítimas, que cantavam no coro da Catedral, saíram do coro. Mas ninguém percebeu que eles estavam desaparecidos, e outros membros do coro acham improvável que a sua ausência pudesse passar despercebida.
- Ele alegou que eles estavam na sacristia bebendo vinho. Ele disse que era vinho tinto. Mas o único vinho do altar em uso era branco.
- Ele alegou que o Cardeal entrou na sacristia sozinho e os apanhou. Mas o cardeal estava invariavelmente fora da catedral após as cerimónias, cumprimentando a as pessoas. Quando ele retornou à sacristia, estava - como sempre - acompanhado por outros sacerdotes.
- Ele alegou que o Cardeal se livrou dos paramentos e vestes e os molestou. Mas as vestes que o Cardeal usava não permitiam o movimento descrito pela suposta vítima.

Como é que um tribunal australiano chegou a uma condenação, sem qualquer evidência, com base em testemunhos tão instáveis? É difícil evitar a conclusão de que “tudo estava já preparado”, que este é o equivalente australiano aos “julgamentos-espectáculo” que resultaram em condenações de outros Prelados que eram impopulares nos regimes comunistas nos anos 50.

Se há alguma justiça no sistema australiano, o Cardeal Pell vai ganhar o apelo. Mas o processo de recurso provavelmente levará meses e, enquanto isso, ele está preso.

Phil Lawler in Catholic Culture


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terça-feira, 29 de agosto de 2017

A cabeça de João Baptista

«Dá-me agora mesmo num prato a cabeça de João Baptista.» E Deus permitiu que tal acontecesse, não lançou um raio do alto dos Céus para devorar aquele rosto insolente; não ordenou à Terra que se abrisse e engolisse os convivas daquele horroroso banquete. 

Deus dava assim a mais bela coroa ao justo e deixava uma consolação magnífica aos que, no futuro, viessem a ser vítimas de injustiças semelhantes. Escutemo-lo, pois, todos nós que, apesar da nossa vida honesta, temos de suportar os malvados: o maior dos filhos nascidos de mulher (cf Lc 7,28) foi levado à morte a pedido de uma jovem impudica, de uma mulher perdida; e foi-o por ter defendido a lei divina. Que estas considerações nos façam suportar corajosamente os nossos próprios sofrimentos. 

Mas repara no tom moderado do evangelista, que procura até circunstâncias atenuantes para este crime. A propósito de Herodes, nota que agiu «por causa do juramento e dos convidados» e que «ficou consternado»; e a propósito da jovem, observa que tinha sido «instigada pela mãe». 

Aprendamos, também nós, a não odiar os malvados, a não criticar as faltas do próximo, ocultando-as tão discretamente quanto possível, a acolher a caridade na nossa alma. Porque, acerca desta mulher impudica e sanguinária, o evangelista falou com toda a moderação possível; tu, porém, não hesitas em tratar o teu próximo com malvadez. 

Não é assim que se comportam os santos; pelo contrário, eles choram pelos pecadores, em vez de os amaldiçoarem. Façamos como eles; choremos por Herodíades e pelos que a imitam. Porque vemos hoje muitos banquetes do género do de Herodes, nos quais não se condena à morte o precursor, mas se destroem os membros de Cristo.

São João Crisóstomo in Homilias sobre S. Mateus, n.º 48


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