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domingo, 27 de outubro de 2024
domingo, 29 de outubro de 2023
Viva Cristo Rei!
A festa de Cristo Rei foi estabelecida para que Cristo volte a reinar na vida pública e social dos povos. Porque faz cerca de três séculos os abandeirados do laicismo vêm trabalhando para suprimir Cristo da vida pública e social das nações. E por desgraça vão conseguindo muito, até o ponto de que as legislações, os governos e as instituições dos povos se abstêm de reconhecer a supremacia de Cristo.
De uma maneira especial no nosso país o laicismo tem alcançado fortes e grandes vitórias. Afastaram Cristo das leis, das escolas, dos parlamentos, das cátedras, da imprensa, da via pública, em uma palavra, de todos os pontos dominantes da vida pública e social. E hoje se trata de restabelecer o reinado público de Cristo, sobre os despojos do laicismo totalmente fracassado como sistema de vida, de política, de governo e de orientação para os povos.
O importante da festa de Cristo Rei não consiste somente em que se proclama - como se vai proclamar - Rei soberano da vida pública e social. Não, porque se a proclamação da realeza de Cristo é coisa soberanamente importante, mais importante ainda é que nós católicos entendamos nossas responsabilidades diante do reinado de Cristo.
Porque Cristo não necessita de nós para fundar o seu reinado e para expandi-lo por todo o mundo; mas se não necessita de nós, nem de nossos esforços, sem dúvida, tem querido estabelecer o seu reinado por meio dos nossos esforços, das nossas lutas e das nossas batalhas. E isto temos que reforçá-lo hoje. Porque se nós católicos seguimos desorientados neste ponto corremos o perigo de que jamais se estabeleça o reinado de Cristo na nossa Pátria.
Devemos, pois, ter entendido que Deus, que Cristo, pede, exige, quer que cada um de nós, na medida das suas forças, trabalhe veementemente para estabelecer o reinado de Cristo na vida pública. E isto não se conseguirá acastelado dentro das nossas igrejas e dentro dos nossos lares. O reinado público de Cristo exige que nós católicos façamos sentir a acção do nosso pensamento, da nossa palavra, da nossa caneta, dos nossos trabalhos de organização e propaganda. E isto deve ser feito na vida pública, em pleno sol, em plena via pública, até os quatros ventos e deve ser feito por todos.
Porque todos, absolutamente todos os católicos podemos e devemos fazer algo para restabelecer o reinado de Cristo; uns de uma forma, outros de outra; uns com seu talento, outros com seu esforço; mas todos devemos procurar desde hoje fazer algo sério, constante e coordenado para o restabelecimento público de Cristo.
Hoje proclamamo-lo Rei, reconhecemo-lo como Rei; mas necessitamos jurar que deixaremos as nossas velhas atitudes de múmias de sacristia e de enterrados vivos nos nossos lares; a partir deste dia glorioso faremos com que todas as forças católicas desemboquem na via pública para que Cristo reine na imprensa, no livro, na escola, nas organizações, nas instituições, em uma palavra: na metade do coração do povo e na metade de todas as correntes de nossa vida pública e social.
Beato Anacleto González Flores in 'El plebiscito de los mártires'
terça-feira, 18 de abril de 2023
A cegueira interior - Imitação de Cristo
Muitas vezes não nos damos conta de como somos interiormente cegos. Muitas vezes agimos mal e desculpamo-nos pior. Às vezes somos movidos pela paixão e julgamos ser por zelo. Repreendemos coisas pequenas nos outros e passamos sobre as nossas, bem maiores. Depressa sentimos e pesamos o que aguentamos dos outros, mas não nos damos conta de quanto eles sofrem por nós. Aquele que pesasse bem e rectamente as suas acções, não haveria nada que julgasse duramente nos outros.
O homem que vive pelo espírito prefere o cuidado de si mesmo a todos os cuidados; e quem se vigia atentamente facilmente se cala sobre os outros. Nunca serás interior e piedoso se não te calares sobre os outros e olhares especialmente para ti. [...] A alma que ama a Deus despreza todas as coisas que Lhe estão abaixo. Só Deus eterno e imenso, enchendo tudo, é consolação da alma e verdadeira alegria do coração.
Repousarás calmamente se o teu coração de nada te acusar. Não te alegres senão quando fizeres o bem. Os maus nunca têm verdadeira alegria, nem experimentam paz interior; porque «não há paz para os pecadores» (Is 48,22). [...] Facilmente estará contente e em paz aquele cuja consciência está limpa. Não és mais santo porque te louvam nem mais pecador porque te injuriam. És aquilo que és; e tudo o que disserem de ti não te fará maior do que és aos olhos de Deus. Se atenderes ao que és interiormente, não te preocuparás com o que os homens dirão de ti. «O homem vê a cara, mas Deus o coração» (1Sm 16,7).
in Livro II, caps. 5-6
in Livro II, caps. 5-6
domingo, 30 de outubro de 2022
Festa de Cristo-Rei
A Festa de Cristo-Rei foi estabelecida pelo Papa Pio XI, que quis motivar os católicos para reconhecer em público que o líder da Igreja é Cristo Rei.
Mas o que levou o Papa Pio XI a dedicar a primeiríssima encíclica do seu Pontificado à criação de uma Festa de Cristo-Rei? (cf. Carta Encíclica “Quas primas”, 11/12/1925).
No início do século XX, o Mundo, que ainda estava recuperava da Primeira Guerra Mundial, fora varrido por uma onda de secularismo e de ódio à Igreja, como nunca visto na história do Ocidente. O fascismo na Itália, o nazismo na Alemanha, o comunismo na Rússia, a revolução maçónica no México, anticlericalismos e governos ditatoriais grassavam por toda parte.
É neste contexto que, sem medo de ser literalmente “politicamente incorrecto”, o Pio IX institui uma festa litúrgica para celebrar uma verdade de nossa Fé: mesmo em meio a ditaduras e perseguições à Igreja, Nosso Senhor Jesus Cristo continua a reinar, soberano, sobre toda a história da Humanidade.
Recordar que Jesus é Rei do Universo foi um gesto de coragem do Santo Padre. Com as revoluções que se seguiram ao fim do primeiro conflito mundial, em 1917, o título de Cristo Rei tornara-se um tanto impopular. Se o Papa tivesse exaltado Jesus como profeta, mestre, curador de enfermos, servo humilde, vá lá! Qualquer outro título teria sido mais aceitável. Mas Cristo Rei?!…
Mesmo assim, nadando contra a correnteza e se opondo ao secularismo ateu e anticlerical, o Vigário de Cristo na Terra instituiu esta solenidade para nos recordar que todas as coisas culminam na plenitude do Cristo Senhor: “Eu sou o Alfa e o Ômega, o Princípio e o Fim de todas as coisas” (Ap 1, 8). É necessário reavivar a fé na restauração e na reparação universal realizadas em Cristo Jesus, Senhor da vida e da história.
Com esta solenidade o Papa Pio IX esperava algumas mudanças no cenário mundial:
- Que as nações reconhecessem que a Igreja dever estar livre do poder do Estado (Quas primas, 32).
- Que os líderes das Nações reconhecessem o devido respeito e obediência a Nosso Senhor Jesus Cristo (Quas primas, 31).
- Que os fieis, com a celebração litúrgica e espiritual desta solenidade, retomassem coragem e força e renovassem sua submissão a Nosso Senhor, fazendo com que ele reine em seus corações, suas mentes, suas vontades e seus corpos (Quas primas, 33).
Encerrar o Ano Litúrgico com a Solenidade de Cristo Rei é consagrar a Nosso Senhor o mundo inteiro, toda a nossa história e toda nossa vida. É entregar à sua infinita misericórdia um mundo onde reina o pecado.
Pilatos pergunta a Jesus se ele é rei. Nosso Salvador responde que seu Reino não é deste mundo. Ou seja, não é deste mundo “inventado” pelo homem e pelo pecado: o mundo da injustiça, da escravidão, da violência, do ódio, da morte e da dor. Ele é rei do Reino de seu Pai e, como rei-pastor, desde o alto da cruz, guia a sua Igreja em meio às tribulações.
Sabemos que o Reinado de Cristo não se realizará por um triunfo histórico da Igreja. Mesmo assim, no final, haverá sem dúvida uma vitória de Deus sobre o mal. Só que esta vitória acontecerá como acontecem todas as vitórias de Deus: através da morte e da ressurreição.
A Igreja só entrará na glória do Reino se passar por uma derradeira Páscoa. A Esposa deve seguir o caminho do Esposo.
Assim sendo, nesta festa, o manto vermelho de Cristo assinala a realeza de Nosso Senhor, mas também nos recorda o sangue de tantos Mártires Cristãos da nossa História. Foram fieis católicos que, ouvindo os apelos do Sucessor de Pedro, não tiveram medo de entregar suas próprias vidas e de morrer aos brados de “Viva Cristo Rei!”
sexta-feira, 12 de março de 2021
Imitação de Cristo: Desprezo de todas as vaidades do mundo
1. Quem me segue não anda nas trevas, diz o Senhor (Jo 8,12). São estas as palavras de Cristo, pelas quais somos advertidos que imitemos sua vida e seus costumes, se verdadeiramente queremos ser iluminados e livres de toda cegueira de coração. Seja, pois, o nosso principal empenho meditar sobre a vida de Jesus Cristo.
2. A doutrina de Cristo é mais excelente que a de todos os santos, e quem tiver seu espírito encontrará nela um maná escondido. Sucede, porém, que muitos, embora ouçam frequentemente o Evangelho, sentem nele pouco enlevo: é que não possuem o espírito de Cristo. Quem quiser compreender e saborear plenamente as palavras de Cristo é-lhe preciso que procure conformar à dele toda a sua vida.
3. Que te aproveita discutires sabiamente sobre a SS. Trindade, se não és humilde, desagradando, assim, a essa mesma Trindade? Na verdade, não são palavras elevadas que fazem o homem justo; mas é a vida virtuosa que o torna agradável a Deus. Prefiro sentir a contrição dentro de minha alma, a saber defini-la. Se soubesses de cor toda a Bíblia e as sentenças de todos os filósofos, de que te serviria tudo isso sem a caridade e a graça de Deus? Vaidade das vaidades, e tudo é vaidade (Ecle 1,2), senão amar a Deus e só a ele servir. A suprema sabedoria é esta: pelo desprezo do mundo tender ao reino dos céus.
4. Vaidade é, pois, buscar riquezas perecedoras e confiar nelas. Vaidade é também ambicionar honras e desejar posição elevada. Vaidade, seguir os apetites da carne e desejar aquilo pelo que, depois, serás gravemente castigado. Vaidade, desejar longa vida e, entretanto, descuidar-se de que seja boa. Vaidade, só atender à vida presente sem providenciar para a futura. Vaidade, amar o que passa tão rapidamente, e não buscar, pressuroso, a felicidade que sempre dura.
5. Lembra-te a miúdo do provérbio: Os olhos não se fartam de ver, nem os ouvidos de ouvir (Ecle 1,8). Portanto, procura desapegar teu coração do amor às coisas visíveis e afeiçoá-lo às invisíveis: pois aqueles que satisfazem seus apetites sensuais mancham a consciência e perdem a graça de Deus.”
Padre Tomás de Kempis in Imitação de Cristo
quinta-feira, 7 de dezembro de 2017
14 razões para Jerusalém ser uma capital cristã
Os momentos mais determinantes da vida adulta de Nosso Senhor Jesus Cristo - Deus feito Homem - aconteceram em Jerusalém. Nomeadamente, foi ali que fomos resgatados com o Seu Preciosíssimo Sangue e que a morte foi derrotada de uma vez por todas pela misericórdia de Deus. Vejamos outros episódios salvíficos sucedidos na Cidade Santa:
1 - Foi em Jerusalém que o Menino Jesus, aos 40 dias, foi apresentado no Templo (Lc 2, 22);
1 - Foi em Jerusalém que o Menino Jesus, aos 40 dias, foi apresentado no Templo (Lc 2, 22);
2 - Foi em Jerusalém que Jesus, aos 12 anos, esteve durante 3 dias à conversa com os doutores, que ficaram estupefactos com as respostas daquele rapaz (Lc 2, 41);
3 - Foi a Jerusalém que o Diabo conduziu Jesus, tentando-O para que se atirasse do pináculo do Templo (Lc 4, 9);
4 - Jesus disse que ia a caminho de Jerusalém porque não era admissível que um profeta não morresse naquela cidade (Lc 13, 33);
5 - Foi em Jerusalém que Jesus se lamentou de todas as vezes que o povo escolhido representado por aquela cidade rejeitou as graças de Deus (Lc, 13, 34-35);
6 - Foi em Jerusalém que Jesus fez a Sua entrada triunfal, tendo sido recebido como o Messias (Lc 19, 29-40);
7 - Jesus ensinou com Autoridade no Templo de Jerusalém, desafiando os sumos sacerdotes (Mt 21, 23-27);
8 - Jesus chorou sobre Jerusalém e profetizou as desgraças que ali haviam de suceder (Lc 19, 41-44);
9 - Foi em Jerusalém que Jesus expulsou os vendilhões do Templo (Lc 19, 45-48);
10 - Foi em Jerusalém que Jesus sofreu a Sua Paixão e nos salvou na Cruz (Lc 22 e 23);
11 - Foi em Jerusalém que Jesus ressuscitado apareceu a Santa Maria Madalena (Jo 20, 11-18);
12 - Foi em Jerusalém que Jesus ressuscitado apareceu diversas vezes aos Apóstolos (Jo 20, 19-28);
13 - Foi em Jerusalém que Jesus ascendeu aos Céus (Mc 16, 19-20);
14 - Foi em Jerusalém que o Espírito Santo desceu sobre Nossa Senhora e os Apóstolos, ficando completa a fundação e envio da Igreja para evangelizar o Mundo inteiro (At 2, 1-47).
terça-feira, 23 de maio de 2017
Procissão em honra do Senhor Santo Cristo dos Milagres - Açores
Neste ano de 2017 contou com a presença do Sr. Presidente da República.
A Imagem acompanhada pela Irmandade do Senhor Santo Cristo dos Milagres
As ruas de Ponta Delgada
A fachada do Convento de noite.
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