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terça-feira, 16 de junho de 2026

Missa negada em Itália a peregrinação da FSSP

Queremos chamar a vossa atenção para a história de um grupo de peregrinos que viajava pela Itália com um sacerdote da Fraternidade Sacerdotal São Pedro.

Este grupo foi impedido de celebrar Missa no Santuário de San Giovanni Rotondo (Padre Pio) e, posteriormente, na Basílica de São Francisco de Assis. Em Loreto, foram igualmente recusados a princípio, mas o sacerdote conseguiu, felizmente, convencer as autoridades locais da sua permissão para celebrar.

Em San Giovanni Rotondo, o grupo teve de contentar-se em ouvir Missa num sótão de hotel após a recusa. Em Loreto, depararam-se — ironicamente — com uma estação de «Diálogo e Escuta», atendida por uma freira sem hábito e com colarinho romano (ver imagem). Na Basílica de Assis, foram também impedidos de celebrar Missa em latim. É igualmente de notar que se depararam com uma Missa ortodoxa a decorrer em Assis exactamente no mesmo momento em que lhes era recusada a Missa Tradicional.

Em todos os três casos, assim que as igrejas perceberam que as Missas em questão eram a Missa Tradicional em Latim, a permissão foi subsequentemente negada.

Devemos sublinhar que não acreditamos que o Bispo local tenha comunicado directamente com o grupo; as recusas foram transmitidas pelo pessoal religioso e eclesiástico local no local, conforme as suas próprias declarações.

Não denunciamos isto com espírito de malícia ou para criar polémicas, apenas para sublinhar a difícil situação que a nossa amada Igreja enfrenta em Itália.

in Rorate Caeli


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domingo, 14 de junho de 2026

Um bom Sacerdote vítima de falsas acusações de abusos sexuais

“Com 93 anos, já não tenho tempo suficiente para limpar o meu nome de todas as mentiras sujas que me atiraram na praça pública, mas tenho sempre tempo para defender a honra da Igreja que Jesus Cristo fundou e os seus Sacramentos, e assim o farei até ao final da minha vida.”
 
O Padre Manuel Fernando Sousa e Silva, antigo Vigário Judicial, mais conhecido como Cónego Fernando, é um Sacerdote da Arquidiocese de Braga que nos últimos anos tem estado na ribalta mediática devido a queixas de supostos abusos sexuais que remontam há mais de 50 anos. A mais recente notícia sobre o caso surge do Grupo Vita, coordenado por Rute Agulhas, defensora das teorias de identidade género, que irá reunir-se esta semana em Roma com Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores (Tutela Minorum) para pôr em causa o justo arquivamento do processo do Cónego Fernando.
 
As acusações remontam a 2019 à paróquia de Joane, relacionadas com supostos toques impróprios e questões de teor sexual durante o Sacramento da Confissão, tendo sido feitas várias notícias e reportagens em órgãos de comunicação social, o que levou ao Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, a impôr ao sacerdote a obrigação de celebrar em casa e proibi-lo de confessar na Igreja de Joane, para além de indicação para não se pronunciar publicamente.
 
Em 2022, surgiram novas reportagens em canais televisivos, com os detractores com cara oculta e voz distorcida, e o recém-eleito Arcebispo D. José Cordeiro imediatamente deslocou-se à Paróquia de Joane pedir perdão ao povo pelos pecados supostamente cometidos. Não possibilitou o contraditório do Sacerdote acusado, assumindo a sua culpa, apesar de ninguém ter aparecido para dar testemunho na Comissão Arquidiocesana para a Proteção de Menores e Pessoas Vulneráveis, que esteve aberta de propósito no dia 8 de Outubro de 2022 para “ouvir em exclusivo” as supostas vítimas do Padre.

O Padre explica no direito de resposta que o problema começou com um desentendimento de um homem com o seu irmão já falecido, também Sacerdote na paróquia: “Confessei milhares de pessoas, homens, mulheres e crianças, em vários pontos do país, mas o único sítio onde existiram queixas contra mim foi na terra onde um homem se incompatibilizou com o meu falecido irmão. Será coincidência?”.
 
O processo foi enviado para Roma para o Dicastério da Doutrina da Fé, que justamente o arquivou em 2023, mas a Arquidiocese demorou três anos para o noticiar publicamente, mantendo nesse tempo o Padre suspenso das suas funções, impedido de se defender, garantindo que a nuvem de acusações que pairavam perdurasse sem qualquer motivo aparente durante esse anos.
 
Apenas a 8 de Abril deste ano, foi divulgado o comunicado da Arquidiocese que deploravelmente mantém a suspeita sobre o Padre apesar do arquivamento pelo Dicastério e da falta de provas dos abusos supostamente cometidos : “uma eventual imprudência no exercício da função de confessor”.
 
A 21 de Maio, nova reportagem no programa da “Linha da Frente”, na RTP, reproduz os mesmos ataques ao Cónego Fernando, aparecendo duas pessoas em anonimato, e um terceiro chamado Manuel Nel Cunha, militante do Bloco de Esquerda que foi candidato pelo partido em listas locais, apresentado na reportagem simplesmente como “habitante de Joane”, que replica testemunhos de terceiros que teriam acontecido há mais de 50 anos.
 
A 8 de Junho, o Padre, depois de anos de silêncio forçado, respondeu à reportagem com um Direito de Resposta enviado à RTP e publicado no seu perfil de Facebook, desmontando ponto por ponto as alegações, questionando a “malevolência” da comunicação social que sempre assumiu a sua culpa, acusando a acção “destructiva” da Comissão Diocesana e a Arquidiocese que “desgraçadamente” apenas “colocou mais gasolina para a fogueira” com o comunicado de Abril.
 
Rematou o direito de resposta com a informação de que irá colocar “um processo-crime de difamação agravada contra os intervenientes” na reportagem.
 
Segue na íntegra o texto do direito de resposta do Padre:
 
Direito de Resposta do Cónego Fernando Sousa e Silva
 
No passado dia 21 de Maio de 2026, a RTP publicou uma reportagem no programa “Linha da Frente” onde fui incessantemente difamado, directa e indirectamente, com falsas alegações de “pedofilia”, “abuso sexual”, “abuso” da “inocência” de crianças, de gestos sexuais durante o Sacramento da Confissão, descrevendo-me caluniosamente como um “homem que mete a cabeça dos miúdos debaixo da batina”, “o padre a passar-nos as mãos nas pernas e a arfar”, “a gente entrava, ele punha logo a mão atrás das costas e puxava-nos para ele, bem juntinho a ele, colava a carinha junto à nossa” e que as crianças “não conseguiam respirar, vinham com falta de ar de estar ali tanto tempo debaixo de um saiote com a cabeça metida no meio das pernas.”
 
Estas falsas acusações foram proferidas por três pessoas durante a reportagem, duas delas mantendo-se no anonimato, a outra falando em nome de supostos terceiros e de alegados testemunhos com mais de cinquenta anos.
 
Acusações estas que surgiram originalmente de um homem que se incompatibilizou com o meu falecido irmão, também Sacerdote da paróquia, e continuou a campanha de difamação contra mim, mobilizando três pessoas de Joane que, desde 2022, aparecem sob cara oculta e voz distorcida em meios de comunicação a repetir as mesmas mentiras.
 
As difamações foram sabiamente escolhidas para dificultar a minha defesa, pois a grande parte das acusações refere-se a supostas perguntas e frases que proferi durante o Sacramento da Confissão, Sacramento esse, sobre o qual todos os Sacerdotes têm a obrigação de sigilo absoluto.
 
Sobre os alegados gestos e toques que me indiciam durante a Confissão, essa acusação só pode surgir de alguém desconhecedor da realidade Católica da altura, pois, como era recomendado, sempre atendi as pessoas do sexo feminino de qualquer idade num confessionário fechado de todos os lados e com porta, comunicando através do crivo do confessionário, o que torna impossível qualquer toque, muito menos de carácter sexual e a maior parte das vezes não sabia sequer quem estava a atender, nem as pessoas sabiam quem era o confessor. Confessionário esse, situado na nave da Igreja, à frente, no lado direito, de fácil visibilidade, onde ali perto esperavam mães pelos filhos e outras pessoas para se confessarem.
 
Ao longo da minha vida sacerdotal, que iniciei em 1956, fui reitor da Igreja dos Congregados em Braga, Director Espiritual do Seminário de Filosofia, Vigário Judicial da Arquidiocese de Braga, Director Espiritual da Legião de Maria, Secretário do Conselho Presbiteral de Braga, Vigário Episcopal dos Leigos, Secretário Diocesano da Pastoral, para além de orientar vários retiros de sacerdotes em Braga, Bragança-Miranda, Viana do Castelo, Lamego, Fátima, etc. Confessei milhares de pessoas, homens, mulheres e crianças, em vários pontos do país, mas o único sítio onde existiram queixas contra mim foi na terra onde um homem se incompatibilizou com o meu falecido irmão. Será coincidência?
 
A esta ignomínia acresce a comunicação social sedenta de visualizações e cliques, que, sem respeito pela mais básica ética jornalística, sem procurar genuinamente o contraditório, reproduz como verdadeiras as alegações feitas em anonimato, colaborando e sendo cúmplices na difamação do meu nome e dignidade, juntando e misturando imoralmente na mesma reportagem um testemunho de violação noutra diocese com um caso de supostas palavras e gestos incorrectos na confissão. Será malevolência?
 
Infelizmente, a Comissão Diocesana para protecção de menores e pessoas vulneráveis da Arquidiocese de Braga conseguiu o feito de ser mais destructiva do que os proclamados inimigos da Igreja, pois durante o tempo deste martírio nunca me foi dada a oportunidade de me defender, tendo sido automaticamente assumido como culpado e impedido de exercer as minhas funções sacerdotais na igreja paroquial de Joane, durante a investigação, tal como a ordem, muitas vezes repetida, para me manter em silêncio, impedindo a minha defesa na praça pública e na comunicação social. Será prepotência?
 
Veio o justo desfecho e subsequente arquivamento da investigação pelo Dicastério para a Doutrina da Fé (Roma) em Junho de 2023 e a Arquidiocese demorou 3 anos (!) para noticiar publicamente este arquivamento, por não provada a acusação, e libertar-me deste peso de infâmia. Desgraçadamente, o comunicado da Arquidiocese apenas colocou mais gasolina para a fogueira ao dizer que possa ter existido “uma eventual imprudência no exercício da função de confessor”, não me defendendo e, pelo contrário, incendiando de novo o escândalo na comunicação social. Será subserviência?
 
Com 93 anos, já não tenho tempo suficiente para limpar o meu nome de todas as mentiras sujas que me atiraram na praça pública, mas tenho sempre tempo para defender a honra da Igreja que Jesus Cristo fundou e os seus Sacramentos, e assim o farei até ao final da minha vida.
 
Informa-se assim que, para não haver dúvidas da falsidade das acusações, irei colocar um processo-crime de difamação agravada contra os intervenientes nesta peça jornalística e quaisquer outros que repitam as mesmas mentiras publicamente.
 
AMDG
 
Joane, 8 de Junho de 2026
Festa da Beata Maria do Divino Coração
 
Padre Manuel Fernando Sousa e Silva


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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Clero chinês sobre controle do Governo

O controlo estatal sobre a Igreja Católica na China atingiu um novo e restritivo nível.

Segundo o *IlTimone.it* de 13 de Fevereiro, o governo chinês exige agora que o clero oficialmente reconhecido — bispos, sacerdotes, diáconos e religiosos — entregue os seus passaportes às autoridades centrais.

De acordo com as novas regras, o clero não poderá conservar documentos de viagem nem deslocar-se ao estrangeiro de forma independente, incluindo a Hong Kong, Macau ou Taiwan.

Qualquer viagem ao exterior deverá receber aprovação prévia do Estado, e, ao regressar, o clérigo deverá apresentar um relatório detalhado das suas actividades no prazo de sete dias.

O sistema reflecte os controlos impostos aos funcionários do Partido Comunista, tratando, na prática, os dirigentes religiosos como figuras politicamente sensíveis.

No dia 4 de Fevereiro, a Conferência Episcopal Chinesa apoiou publicamente os novos regulamentos, declarando que a prática religiosa deve conformar-se com os “interesses nacionais” do país.

A política baseia-se no Artigo 40 do Regulamento sobre os Assuntos Religiosos da China, o qual limita as actividades religiosas colectivas a locais registados e a clero aprovado pelo Estado.



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sábado, 7 de fevereiro de 2026

Livro do Padre Charles Murr sobre a influência da Maçonaria no Vaticano

Há uma grande efervescência de livros sobre a maçonaria neste período e teremos ocasião de os apresentar um a um. Aqui ocupamo-nos do livro 'Massoneria Vaticana – Logge, denaro e poteri occulti nell'inchiesta Gagnon, de Charles T. Murr, editado pela Fede & Cultura.

Toda a história gira em torno de um inquérito que Paulo VI confiara ao arcebispo franco-canadiano Édouard Gagnon sobre as possíveis infiltrações da maçonaria no Vaticano. A missão foi-lhe dada em 1975 e ele – como Visitador apostólico – levou-a por diante com determinação, enfrentando uma vasta oposição interna. Dela saiu uma ampla documentação, da qual emergiam os nomes dos infiltrados e, entre todos, os do Secretário de Estado, o cardeal Jean-Marie Villot, e do cardeal Sebastiano Baggio, Prefeito da Congregação dos Bispos. Gagnon, porém, não conseguiu que três papas, nas mãos de quem colocou os resultados da investigação, se ocupassem do assunto.

Em 1978 o dossier foi colocado nas mãos de Paulo VI que, dizendo-se já demasiado cansado – «Tem diante de si um homem velho e cansado… que está às portas da morte e se prepara, já, para se encontrar com o seu Criador… e para responder dos seus próprios pecados e erros» – preferiu deixá-lo em herança ao sucessor. João Paulo I não teve tempo de receber o calhamaço, porque, na noite anterior ao encontro já marcado com Gagnon, morreu no seu próprio leito. João Paulo II, depois da sua eleição, tomou a opção de conservar todo o organigrama vaticano, sem afastar ninguém, e por isso não acolheu os resultados da investigação. Do livro depreende-se que talvez tenha mudado de ideias mais tarde, imediatamente após o atentado de que foi vítima.

Os protagonistas da história são Villot e Baggio, por um lado, juntamente com a figura do cardeal Agostino Casaroli, que permanece em segundo plano como uma eminência parda (será ele a substituir Villot na Secretaria de Estado), e, por outro lado, o arcebispo Gagnon e o cardeal Giovanni Benelli, já vice‑secretário de Estado vaticano, então arcebispo de Florença, considerado entre os “papáveis” nos conclaves realizados no ano dos três papas. Os dois primeiros conspiram para boicotar o inquérito e impedir que chegue ao seu desfecho natural, isto é, às mãos do Papa. Os outros dois, também com o apoio amigo de Mons. Mario Marini, que por isso teve de sofrer a expulsão da Secretaria de Estado onde trabalhava, por parte do secretário Villot, esperavam fazer “tábua rasa” na Igreja.

O capítulo que mais impressiona é o que contém a crónica do encontro com Paulo VI.

Mas quem é o autor do livro? Trata-se do Padre Charles Theodore Murr, que nesse período trabalhou em estreita colaboração com o arcebispo Gagnon e que aqui oferece um testemunho pessoal directo. No pano de fundo da crónica entre os muros vaticanos estão os acontecimentos daqueles anos: o Vaticano II, Annibale Bugnini e a reforma litúrgica, Marcinkus e o IOR, Casaroli e a Ostpolitik. Mas, sobretudo, a questão gravíssima da maçonaria na Igreja.

Tiziano Fonte


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sexta-feira, 23 de janeiro de 2026

Patriarcas da Terra Santa contra o "Sionismo Cristão"

Os Patriarcas e Chefes das Igrejas na Terra Santa afirmam perante os fiéis e perante o Mundo que o rebanho de Cristo nesta terra está confiado às Igrejas Apostólicas, que têm suportado o seu ministério sagrado ao longo dos séculos com devoção inabalável.

Actividades recentes levadas a cabo por indivíduos locais que promovem ideologias nocivas, como o sionismo cristão, extraviam o público, semeiam confusão e prejudicam a unidade do nosso rebanho. Estas empreendimentos têm encontrado favor junto de certos actores políticos em Israel e para além, que procuram impor uma agenda política que poderá lesar a presença cristã na Terra Santa e no Médio Oriente.

A Sagrada Escritura ensina-nos que «nós, embora muitos, somos um só corpo em Cristo, e individualmente membros uns dos outros» (Rom 12, 5). Pretender uma autoridade fora da comunhão da Igreja é ferir a unidade dos fiéis e sobrecarregar a missão pastoral confiada às Igrejas históricas precisamente na terra onde o nosso Senhor viveu, ensinou, padeceu e ressuscitou dos mortos.

Os Patriarcas e Chefes das Igrejas tomam ainda nota, com preocupação, que estes indivíduos têm sido acolhidos a nível oficial, tanto local como internacionalmente. Tais acções constituem uma intromissão na vida interna das Igrejas e um desrespeito pela responsabilidade pastoral confiada aos Patriarcas e Chefes das Igrejas em Jerusalém.

Os Patriarcas e Chefes das Igrejas em Jerusalém reiteram que só eles representam as Igrejas e o seu rebanho em matérias relativas à vida religiosa, comunitária e pastoral dos cristãos na Terra Santa.

Que o Senhor, Pastor e Guardião das almas, conceda sabedoria para a protecção do Seu povo e a salvaguarda do Seu testemunho nesta terra sagrada.


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quinta-feira, 15 de janeiro de 2026

Uma breve história da violência budista contra os cristãos

Cruzadas! Queimas de bruxas! Inquisição! Sacerdotes pedófilos! Já ouvi tudo isto antes. Todo o católico ouviu.

Realidade Histórica

Contudo, se se conhece a realidade por detrás destes eventos históricos, aprende-se depressa que há mais hype da Lenda Negra, histeria ateísta e ignorância secularista do que realidade histórica nestas acusações. Pior ainda, aqueles que usam estas palavras contra os católicos enganaram-se a si próprios, pensando que nós recuamos de horror à sua menção, como um vampiro perante uma tigela de sopa de alho. Apesar de si mesmos, os ignoratti (i. é, os ignorantes da história) e os aliterati (i. é, os que esperam proteger a sua ignorância da história recusando ler livros de história) agraciam-nos com uma grande bênção ― eles nada sabem sobre estes eventos para além das mentiras de Dan Brown.

Inquisição Espanhola

Na realidade, só 3.000 pessoas morreram na Inquisição Espanhola, e nenhuma delas às mãos de sacerdotes católicos. Em vez disso, a tortura e as execuções eram tratadas por funcionários seculares a trabalhar para o governo espanhol. Na verdade, a maior parte dos inquisidores eram leigos a estudar para advogados seculares e a esperança de avançar nas suas carreiras.

Sacerdotes Pedófilos

Sacerdotes pedófilos? Mesmo um é um horror, mas, graças a Deus, só 0,004 por cento dos sacerdotes católicos nos últimos 70 anos foram correctamente acusados de pedofilia.

Causas das Guerras

Religião a principal causa de guerras? De modo nenhum. A Enciclopédia da Guerra de Gordon Martel diz que só 7 por cento das guerras foram travadas por razões religiosas. Isso significa que o secularismo e os dedicados a ele são responsáveis por 93 por cento das guerras.

Mortes por Não-Crentes

Quanto ao disparate sobre quem matou o maior número de pessoas, os “vencedores” são os não-crentes. O ateu Mao Zedong matou 80 milhões de pessoas com a ajuda dos seus assistentes ateus. O ateu Estaline matou outros 20 milhões de pessoas, maioritariamente deixando-os morrer de fome. O jihadista mais mau que o mundo alguma vez conheceu, Tamerlão, só matou 17 milhões de pessoas na sua vida. No total, os ateus mataram 275 milhões de pessoas nos últimos dois séculos, incluindo lançar o primeiro genocídio da Era Moderna ― o Massacre Vendeano ― contra católicos não-combatentes ― homens, mulheres, crianças, idosos e inválidos.

Mito Budista Pacífico

Mas o facto mais estúpido, pernicioso e risível nas mãos desajeitadas de ateus fundamentalistas intelectualmente deficientes é o mito de que os budistas são o povo mais pacífico do mundo. A actual atenção mediática ao genocídio/limpeza étnica contra os Rohingya pelos pacíficos budistas da Birmânia tem andado há muitos anos. A violência é orquestrada pelo monge budista U Wirathu ― o homem que os editores da revista Time em 2013 identificaram na capa com a headline, “A Cara do Terror Budista”. Foi este monge gentil quem comparou os muçulmanos à carpa africana ― uma espécie invasora ― insistindo que eles são inerentemente violentos, propensos a reproduzir-se depressa, e querem comer os da própria espécie.

Violência Budista em Sri Lanka

Recordemos também os igualmente pacíficos budistas do Bodu Bala Sena ou Força de Poder Budista (BBS) do Sri Lanka, que massacram cristãos e muçulmanos. O monge pacifista-chefe, Galagoda Aththe Gnanasara Thero, fala do seu budismo em termos de raça, alegando que os não-budistas (i. é, cristãos) são racialmente inferiores e alvos válidos para extermínio.

Budismo Violento Histórico

Mas argumenta-se entre os ignorantes que este budismo violento é uma perturbação moderna. Nada poderia estar mais longe da verdade. O príncipe Ashoka (272-232 a. C.), tendo adoptado o budismo, lançou o *putsch* militar/massacre da maior parte do subcontinente indiano, criando o primeiro império budista do mundo. Sem entrar em pormenores gore, poucos são tão estúpidos que pensem que o príncipe estava a libertar alguém pacificamente. O sangue de 100.000 soldados e civis mancha as mãos deste devoto e pacífico budista.

Budistas Japoneses na II Guerra Mundial

Recorde-se também que muitos dos japoneses que atacaram Pearl Harbor eram budistas, assim como os gentis, pacíficos e amantes da paz cientistas budistas que comandaram a Unidade 731 e os outros centros de investigação bio-química/campos de extermínio em que civis e POWs americanos, chineses, filipinos e coreanos foram torturados e submetidos a experiências médicas. Budistas também capitaneavam e tripulavam os navios da morte japoneses onde POWs aliados foram similarmente torturados até à morte.

Samurai Zen

Mas apesar dos livros de história estarem repletos de budistas e da sua violência, os anticristãos erguem-nos como o paradigma do “amor e compaixão”. Parece que se esqueceram que os samurais japoneses eram todos devotos do Zen Budismo ― a permutação mais “pacífica” do budismo pacífico. Mas os samurais dificilmente eram pacifistas ― eram guerreiros sedentos de sangue que matavam por ordem, se o preço fosse o certo.

Vítimas Católicas

Mas de todas as vítimas da violência budista nos últimos 500 anos, foram os católicos que sofreram o pior. O imperador vietnamita do século XVI Minh Mạng impôs grandes restrições ao catolicismo, condenando-o como uma “doutrina heterodoxa” simplesmente porque os católicos se aliaram a Duyệt, o seu rival ao trono. Minh Mạng emitiu um édito imperial que forçava todos os missionários a parar a evangelização e, uma vez Duyệt morto, ordenou a humilhação póstuma dele, a profanação do seu túmulo, a execução de 16 parentes católicos e as prisões dos seus colegas católicos. Mais de 300.000 cristãos morreram nas várias perseguições resultantes. Os 117 santos proclamados representam os muitos mártires desconhecidos.

Perseguições na Coreia

Os católicos coreanos não se saíram melhor contra os budistas. Houve quatro grandes perseguições lideradas por budistas na península coreana ― a Perseguição Ki-hae de 1839, a Perseguição Pyong-o de 1846, a Perseguição Pyong-in de 1866 e a actual opressão comunista. Antes dos horrores cometidos por ateus comunistas na Coreia do Norte, onde os católicos foram efectivamente exterminados nesse país, a perseguição anterior teve lugar em 1866, na qual 50 por cento de todos os católicos foram mortos.

Isso ascende a aproximadamente 10.000 católicos mortos às mãos de budistas coreanos ao longo de 100 anos. De todos estes mártires, 79 foram beatificados em 1925 e 24 mais em 1968. Todos juntos, 103 mártires foram canonizados pelo Papa S. João Paulo II a 6 de Maio de 1984. Ademais, o Papa Francisco beatificou Paulo Yun Ji Chung e 123 dos seus companheiros em Agosto de 2014. Actualmente, a Coreia tem o quarto maior número de santos no mundo católico.

Mártires no Japão

Os 26 Mártires Católicos do Japão foram crucificados pelos budistas de mente aberta nesse país a 5 de Fevereiro de 1597 em Nagasaki. Ao longo de um período de 15 anos, a perseguição continuou esporadicamente. Entre 1617 e 1632, 205 missionários e cristãos nativos foram executados pela sua fé. São conhecidos colectivamente como os 205 Mártires Católicos do Japão. O ensino cristão desintegrou-se até à chegada de missionários ocidentais no século XIX.

Os 16 Mártires do Japão (1633–1637) eram um grupo de missionários da Província Filipina da Ordem Dominicana que foram massacrados por recusarem negar Cristo. Os 188 Mártires do Japão (1603-1639) eram leigos e sacerdotes religiosos mortos porque acreditavam no Príncipe da Paz. Foram beatificados a 24 de Novembro de 2008 pelo Papa Bento XVI. Os Mártires Recoletos Agostinhos (1632) eram dois agostinhos espanhóis chegados ao Japão de Manila para evangelizar os japoneses. As autoridades budistas japonesas pacíficas descobriram e caçaram-nos. Foram presos e martirizados a 11 de Dezembro de 1632.

Rebelião Shimabara

Contudo, estes benditos mártires não são o número total de cristãos mortos às mãos de budistas japoneses. Os nomes da maior parte deles só são conhecidos por Deus. Por exemplo, em 1637 d. C., uma das piores perseguições da história cristã teve lugar na Rebelião de Shimabara. O líder era um devoto samurai católico de 15 anos chamado Amakusa Shiro Tokisada. Tokugawa Iemitsu, o pacífico shogun budista, queria erradicar o cristianismo e os cristãos do Japão e lançou um cerco de um ano a 40.000 católicos entrincheirados no Castelo de Hara. Perderam a guerra e todos os 40.000 foram torturados e crucificados. Felizmente, havia tantos budistas presentes no Japão, senão as coisas teriam corrido muito mal para os católicos ali.

Outros Mártires Asiáticos

Os Mártires de Songkhon foram massacrados pelo governo budista xenófobo da Tailândia a 16-26 de Dezembro de 1940. Foram beatificados pelo Papa S. João Paulo II a 22 de Outubro de 1989. Outras perseguições no reino produziram ainda mais mártires. Os Santos Mártires da China, também conhecidos como S. Agostinho Zhao Rong e os seus 119 companheiros, eram 87 católicos chineses e 33 missionários ocidentais, martirizados entre meados do século XVII até 1930 d. C. Adicionalmente, 30.000 convertidos chineses morreram na Rebelião dos Boxers quando budistas xenófobos massacraram missionários cristãos e outros estrangeiros.

A 15 de Janeiro de 1648, os manchus anticristãos invadiram a região de Fujian e torturaram e mataram o sacerdote dominicano S. Francisco Fernández de Capillas enquanto ele rezava o Rosário. É considerado o protomártir da China. Incontáveis outros cristãos foram massacrados desde então, incluindo cinco missionários espanhóis no século XVIII (1715–1747) como resultado das manobras do imperador budista Yongzheng e do seu sucessor, o imperador Qianlong.

Em 1748 d. C., dois bispos dominicanos e 4 sacerdotes foram mortos neste período, incluindo: Bispo Pedro Sanz, Bispo Francisco Serrano, Joaquim Royo, João Alcober e Francisco Diaz. No início do século XIX, mais 25 cristãos foram martirizados. Os Mártires de Shanxi (9 de Julho de 1900, também conhecido como Massacre de Taiyuan) eram frades franciscanos que incluíam dois bispos: S. Gregório Grassi e Francisco Fogolla. Os Mártires do Hunan do Sul eram mais 100 frades franciscanos e irmãs religiosas e vários salesianos mortos a 25 de Fevereiro de 1930 em Li-Thau-Tseul.

Os comunistas ateus são a mais recente permutação de ódio contra cristãos na China. Isto tem sido ininterrupto desde 1950 com o eclodir da Guerra da Coreia. O número total de mártires católicos na China é difícil de contar, mas uma estimativa é de aproximadamente 2-3 milhões nos últimos 500 anos.

Dalai Lama e Tibete

Mas e os Dalai Lamas? Até os pacíficos líderes xenófobos da escola Gelug ou “Chapéu Amarelo” do budismo tibetano têm sangue cristão nas mãos. O 13.º Dalai Lama ordenou aos seus monges massacrarem 500 famílias católicas tibetanas e arrasarem igrejas, orfanatos, escolas e hospitais em Março de 1905.

Resposta aos Críticos

Quando apresento esta informação a pessoas que têm uma visão Disney do budismo, elas insistem depressa que o número de cristãos mortos por budistas é incomparável ao número de budistas mortos por cristãos. Contudo, quando perguntadas pela fonte desta informação, elas caem apenas em disparate reaquecido da Lenda Negra, onde, magicamente, os sentimentos são de alguma forma mais importantes que os factos. As minhas recomendações de que leiam livros em vez de mentirem ao longo de uma conversa nunca caem bem a esta malta.

Angelo Stagnaro in National Catholic Register


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terça-feira, 9 de dezembro de 2025

França: 120 anos da Lei de Separação entre Igreja e Estado condenada por São Pio X

A 9 de Dezembro de 1905, o parlamento da França maçónica aprovou a lei de separação entre o Estado e a Igreja Católica, de autoria do deputado socialista e maçom Aristide Briand. 

Um mês depois que a lei entrou em vigor, o Papa São Pio X escreveu a Encíclica ''Vehementer Nos'', condenando o princípio da separação entre a Igreja e o Estado, o laicismo, e, especificamente, repudiando contundentemente o verdadeiro crime perpetrado contra a França, com a separação.

Pio X proscreve a tese da separação entre o Estado e a Igreja com uma convicção tão férrea, uma repulsa tão violenta, e apresentando as mais graves razões, que deixam claro por que um católico não deve, de maneira nenhuma, defender este princípio apóstata e diabólico, que arruína os Estados e nações, faz perder as almas e ofende gravemente a Deus:

«Por último, há um outro ponto sobre o qual não podemos ficar em silêncio. Além dos interesses da Igreja que ela fere, a nova lei será também das mais funestas para o vosso país. Efectivamente, não há nenhuma dúvida de que ela arruíne lamentavelmente a união e a concórdia das almas. E, no entanto, sem essa união e sem essa concórdia nenhuma nação pode viver ou prosperar. 

Eis aí porque, sobretudo na presente situação da Europa, essa harmonia perfeita forma o voto mais ardente de todos aqueles que, na França, amando verdadeiramente o seu país, ainda têm a peito a salvação da sua pátria. Quanto a Nós, a exemplo do Nosso Predecessor, e herdeiro da sua predileção toda particular pela vossa nação, sem dúvida nos havemos esforçado por manter a religião de vossos avós na posse integral de todos os seus direitos entre vós; porém, ao mesmo tempo e sempre tendo diante dos olhos essa paz fraternal cujo vínculo mais estreito é certamente a religião, temos trabalhado para vos consolidar a todos na união. 

Por isto, não podemos, sem a mais viva angústia, ver que o Governo francês acaba de praticar um ato que, atiçando no terreno religioso paixões já excitadas de maneira sobejamente funesta, parece de molde a transtornar completamente o vosso país. É por isto que, lembrando-nos do Nosso múnus apostólico, e cônscio do imperioso dever que Nos incumbe de defender contra todo o ataque e de manter na sua integridade absoluta os direitos invioláveis e sagrados da Igreja, em virtude da autoridade suprema que Deus Nos conferiu, pelos motivos acima expostos Nós reprovamos e condenamos a lei votada na França sobre a separação entre a Igreja e o Estado, como uma lei profundamente injuriosa para com Deus, a quem renega oficialmente, erigindo em princípio não reconhecer a República nenhum culto

Reprovamo-la e condenamo-la como violando o direito natural, o direito das gentes e a fidelidade pública devida aos tratados; como contrária à constituição divina da Igreja, aos seus direitos essenciais e à sua liberdade; como postergando a justiça e calcando aos pés os direitos de propriedade que a Igreja adquiriu a títulos múltiplos e, ademais, em virtude da Concordata. Reprovamo-la e condenamo-la como gravemente ofensiva para a dignidade desta Sé Apostólica, para a Nossa Pessoa, para o Episcopado, para o clero e para todos os católicos franceses.''

Papa São Pio X in Encíclica 'Vehementer Nos' (11/II/1906)


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sábado, 13 de setembro de 2025

Guerra contra a Missa Tradicional em Charlotte

O novo Bispo de Charlotte (Estados Unidos) encetou uma guerra contra a Missa Tradicional. Perante esta injusta, a 'Charlotte Latin Mass Community' emitiu este comunicado:

Rezamos pelos nossos sacerdotes. Em particular, estamos gratos aos quatro sacerdotes que lutaram tão valorosamente para preservar a Missa Tradicional nas nossas paróquias (Pe. Reid, Pe. Codd, Pe. Buettner e Pe. Coleman).

Rezamos pelo Pe. Jones, que foi incumbido, na qualidade de capelão, de orientar a nova capela a partir do próximo mês.

Rezamos pelo Pe. Bourbeau e pelos sacerdotes da FSSPX que assistem a comunidade católica de Santo António em Mount Holly.

Rezamos pelos nossos seminaristas diocesanos, assim como pelos que se encontram em formação noutras ordens tradicionais, como a FSSP.

Defendemos os direitos dos fiéis, tal como exposto nos Cânones 213-214, de seguirem a sua “própria forma de vida espiritual”, em consonância com a doutrina imutável da Igreja.

Sujeitamo-nos com plena docilidade à autoridade autêntica do nosso Bispo, Sua Ex.ª D. Michael Martin, e do Santo Padre, o Papa Leão XIV; cuja missão é proteger e defender a fé católica e o sagrado depósito da Tradição.

Após o dia 2 de Outubro, só haverá duas capelas na Diocese de Charlotte onde os fiéis poderão assistir à Missa Tradicional em Latim: a capela ainda sem nome, em Mooresville, e a capela de Santo António de Pádua em Mount Holly, assistida pela FSSPX.

Para os fiéis que têm assistido à Missa Tradicional nas quatro paróquias que serão encerradas, qualquer escolha que façam exigirá grande sacrifício. Ninguém reivindique para si um grau mais elevado de sofrimento (isto seria orgulho e não humildade), e ninguém questione estas decisões de discernimento que cada família deve tomar.

Para aqueles para quem a Missa em Latim é apenas uma questão de preferência e que escolhem permanecer nas suas paróquias assistindo ao Novus Ordo, aguardamos com alegria as ocasiões em que venham a Mooresville ou a Mount Holly para se unirem a nós.

Para aqueles que desejam continuar a vir à Missa Tradicional mas não o poderão fazer devido à distância, incapacidade ou outros impedimentos, estamos em solidariedade convosco, sustentamo-vos nas nossas orações e continuamos a lutar contra este abuso espiritual.

Para aqueles que continuarão a assistir semanalmente à Missa Tradicional porque é o vosso direito, e porque a Missa é “a coisa mais bela deste lado do Céu”, saibam que terão estas duas capelas à vossa disposição, e muitos rostos familiares à vossa espera.


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quinta-feira, 11 de setembro de 2025

O genocídio cristão na Nigéria

O que está a acontecer aos cristãos na Nigéria é “genocídio” e “uma guerra religiosa”, afirmou o Bispo Wilfred Anagbe, de 60 anos, de Makurdi, Nigéria, ao 'Il Tempo' a 1 de Setembro.

A sua diocese situa-se no Estado de Benue, onde 95% da população é cristã. A região tornou-se uma das mais perigosas do país: “Os agressores — muçulmanos provenientes de fora da região — destroem igrejas, matam habitantes indefesos, obrigam outros a fugir, incendeiam as suas terras e regressam depois para as ocupar.”

Mons. Anagbe fala de “um plano de conquista” que inclui também métodos não violentos, como mudar os nomes das aldeias para palavras árabes ou encerrar escolas durante o Ramadão: “Na Arábia Saudita ou no Afeganistão as escolas não são encerradas, então por que razão o são na Nigéria?”

Durante o massacre de Yelewata, em Junho, 200 cristãos foram mortos. O Bispo Anagbe recorda: “Atearam fogo a uma sala, queimando vivos todos os que estavam dentro, incluindo duas crianças de três anos e de cinco meses. Uma mãe que procurara refúgio num telhado foi obrigada a testemunhar o massacre dos seus cinco filhos e, no seu desespero, lançou-se abaixo.”

Os ataques acontecem quotidianamente nas aldeias: “Temos testemunhos de mulheres grávidas que foram degoladas pelos terroristas, os quais deitavam depois fora os seus filhos ainda por nascer.”

Mons. Anagbe adverte ainda que o problema afecta também a Europa: “Vimos como o radicalismo islâmico criou raízes na Bélgica, em França e no Reino Unido.”

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quarta-feira, 27 de agosto de 2025

Padre e Religiosas Permanecem em Gaza Apesar da Ordem de Evacuação

Numa mensagem conjunta divulgada a 26 de Agosto, os Patriarcados Latino e Grego Ortodoxo de Jerusalém condenaram a evacuação da Cidade de Gaza perante um iminente ataque israelita, anunciado com o objectivo de tomar o controlo da cidade. As primeiras ordens de evacuação foram emitidas para civis, incluindo cristãos. Principais frases da mensagem:

- “Parece que o anúncio do governo israelita de que ‘as portas do inferno se abrirão’ está de facto a assumir formas trágicas.”
- “Abandonar a Cidade de Gaza e tentar fugir para o sul seria nada menos que uma sentença de morte.”
- “O clero e as irmãs decidiram permanecer e continuar a cuidar de todos os que se encontrarem nos recintos.”
- “Não pode haver futuro baseado no cativeiro, no deslocamento dos palestinianos ou na vingança.”
- “Este não é o caminho certo. Não há motivo para justificar o deslocamento maciço, deliberado e forçado de civis.”
- “Não há motivo para justificar que civis sejam mantidos como prisioneiros e reféns em condições dramáticas.”
- “Já houve devastação suficiente, nos territórios e na vida das pessoas.”

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sábado, 2 de agosto de 2025

FBI espiou repetidamente um sacerdote da FSSPX

A Comissão Judiciária da Câmara dos Representantes divulgou um relatório revelando que o Gabinete de Campo do FBI em Richmond, Virgínia, tinha vigiado um padre da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (FSSPX) em 2023. O relatório foi obtido pelo NationalReview.com.

O sacerdote tinha-se recusado a responder a perguntas do FBI sobre um indivíduo que estava a ser investigado. Essa pessoa estava em vias de se converter ao Catolicismo. O FBI continuou a monitorizar o padre mesmo depois de este ter invocado a sua obrigação religiosa de manter a confidencialidade pastoral.

As comunicações internas também mostram que o FBI procurou coordenar-se com a divisão de contra-terrorismo da Polícia Metropolitana de Londres para recolher mais informações sobre a FSSPX e o padre.

Estas revelações fazem parte de uma investigação mais alargada sobre a forma como o FBI trata os casos que envolvem comunidades católicas tradicionais.

O gabinete de Richmond já tinha sido alvo de críticas generalizadas no início de 2023 por ter sido o autor de um memorando que rotulava os chamados católicos “radicais-tradicionalistas” como potenciais ameaças extremistas domésticas. Esse memorando, entretanto, foi retirado.

O presidente da Câmara dos Representantes, Jim Jordan (R-OH), descreveu as últimas descobertas como “profundamente preocupantes” e acusou o FBI de visar os americanos com base na sua fé.

O FBI recusou-se a comentar.

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quinta-feira, 24 de julho de 2025

Quem quer expulsar os cristãos e porquê?

Sandro Magister escreve hoje sobre a questão de Gaza: "Quem quer expulsar os cristãos e porquê?" Um dos episódios que descreve é o dos sucessivos ataques por parte de colonos judeus aos cristãos na cidade de Taybeh (chamada Efraim no capítulo XI do evangelho de São João):

«No dia 7 de Julho, após dias de escalada de violência, alguns colonos incendiaram a antiga Igreja de São Jorge, do século V, e o cemitério próximo. O pároco latino da aldeia, [Bashar Fawadleh], relata: “Mais de vinte jovens correram comigo para o local e conseguiram apagar o fogo, enquanto os atacantes permaneciam a observar.

Eles também bloquearam as estradas com os seus carros, impedindo-nos de as usar, enquanto as principais vias de acesso a Taybeh permaneciam bloqueadas por postos de controlo militar”.»



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quinta-feira, 17 de julho de 2025

Igreja na China: "O Vaticano Promove os Nossos Inimigos"

Houve uma nova vaga de detenções de clérigos e freiras católicas na província chinesa de Zhejiang, reporta o AsiaNews.it.

O objectivo é forçar o bispo clandestino Shao Zhumin, de Wenzhou, Província de Zhejiang, a juntar-se à seita controlada pelo governo. O bispo Shao já foi detido várias vezes, normalmente antes de festas importantes como o Natal ou a Páscoa. A sua detenção mais recente foi em Abril.

A Diocese de Wenzhou conta com cerca de 200 mil fiéis, 46 padres "oficiais" e mais de 20 padres católicos clandestinos.

Um padre anónimo disse: “Sabemos que o Estado interfere na Igreja, e não aceitamos isso. Mas não podemos fazer nada a esse respeito.” Os católicos ou aceitam a perseguição ou “a interferência do ateísmo, proibindo as crianças de frequentarem a igreja, impedindo os jovens de receberem catequese”.

O principal problema: “O Vaticano está em silêncio e promove oportunistas da Igreja do Estado, que ganham visibilidade e reconhecimento tanto nos círculos religiosos como políticos. Os fiéis vêem estes ‘sucessos’ e perguntam-nos: Ainda faz sentido resistir? No entanto, queremos seguir a nossa consciência.”

Desde a morte do Papa Francisco, as autoridades chinesas intensificaram os esforços para eliminar a Igreja Católica clandestina. Locais de culto e familiares de padres clandestinos também têm sido visados.

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terça-feira, 24 de junho de 2025

Arcebispo de Detroit cancela dez (!) Missas em Rito Tradicional

O Arcebispo de Detroit, Mons. Edward Weisenburger, irá abolir pelo menos dez Missas em Rito Romano Tradicional.

Numa carta datada de 13 de Junho, o Prelado reconhece que “há muitos fiéis que encontraram riqueza espiritual nesta forma da Missa”, pelo que ‘permite’ que a Missa continue em quatro locais, “de acordo com os parâmetros da Santa Sé”. O seu objectivo a longo prazo é conduzir todos os católicos para o Novus Ordo.

A partir de 1 de Julho, a Missa tradicional em latim será celebrada no Santuário de São José e em três igrejas não paroquiais em cada uma das regiões adicionais da arquidiocese, do seguinte modo:

- Região Central: Santuário de São José em Detroit (Instituto Cristo Rei)
- Região Sul: Igreja de Santa Irene em Dundee
- Região Noroeste: Capela de Nossa Senhora do Lago Orchard
- Região Nordeste: Igreja de São José em Port Huron

A permissão para celebrar em todos os outros locais expirará a 30 de Junho de 2025.

O Arcebispo Weisenburger “agradece a cooperação na implementação desta nova orientação”.

Segundo o site Rorate Caeli, o termo “todos os outros locais” a encerrar refere-se a pelo menos dez paróquias que oferecem Missa todos os Domingos e frequentemente durante a semana.

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terça-feira, 22 de abril de 2025

Cardeal Zen insurge-se contra a precoce convocatória para reunião de Cardeais em Roma

O Cardeal Giovani Battista Re convocou os Cardeais para a primeira reunião das Congregações Gerais hoje de manhã no Vaticano, pouco mais de 24 horas depois da morte do Papa Francisco. O Cardeal Joseph Zen Ze-kiun, bispo emérito de Hong Kong, enviou uma mensagem que se mostrava indignado por toda esta urgência:

“O Cardeal Zen gostaria de saber porque é que a primeira sessão das Congregações Gerais tem de começar tão cedo. Como é que os mais velhos das periferias podem chegar a horas? Há uma palavra amável que lhes recorda que não têm o dever de assistir, mas têm o direito - sim ou não?”

O Cardeal Zen tem sido uma voz activa contra o desastroso acordo entre a Santa Sé e a China e já foi chamado a tribunal várias vezes em Hong Kong por ser contra o regime comunista e assassino chinês.



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segunda-feira, 7 de abril de 2025

Comunistas espanhóis cortaram os dedos a um Cartuxo que não largava o Terço


A 19 de Julho de 1936, milicianos comunistas chegaram ao mosteiro cartuxo de Santa Maria de Montalegre, em Tiana, Barcelona. Vinte monges viviam ali, dedicados a uma vida contemplativa, estritamente separada do mundo e de qualquer tipo de política.

Os milicianos irromperam como uma horda furiosa, armados e cheios de ódio. Revistaram as celas, destruíram imagens e profanaram a igreja. Chamaram os monges de "parasitas", "preguiçosos" e "fascistas com escapulários".

Os monges receberam a escolha entre abandonar o mosteiro ou morrer. O prior, Dom José María Reig, ordenou que saíssem. Alguns refugiaram-se em casas de amigos. 

No entanto, os criminosos comunistas não se contentaram com a expulsão. Perseguiram os monges um a um. O prior e vários irmãos foram presos em condições desumanas, sem acusação, julgamento ou direitos. Apenas com uma sentença assinada: morrer por serem monges.

Foram transportados pelas estradas catalãs em camiões, tratados como animais. A cada paragem, insultos e espancamentos aumentavam. Em determinado momento, ordenaram-lhes que saíssem: "De joelhos!" gritaram. "Peçam desculpa à República [Comunista Espanhola]!"

Mas os monges não pediram desculpa; apenas rezaram. Um deles foi visto a mover os lábios em silêncio, recitando o Salmo 50: "Miserere mei, Deus, secundum magnam misericordiam tuam...".

Os criminosos mataram-nos. O corpo do prior ficou com os braços abertos, como numa cruz. Outro teve o crânio esmagado com a coronha de um rifle antes de ser morto. Um dos irmãos teve os dedos cortados porque não largava o seu rosário. Os cartuxos foram executados sem honra, sem nome e sem julgamento.

"Mesmo hoje há quem prefira silenciar estas coisas," escreve Jaime Gurpegui no InfoVaticana.com, "para que a história não interrompa os seus congressos sobre sinodalidade" e os seus sonhos de uma Igreja domesticada e neutral.

"Foi disto que Franco nos salvou," nota Gurpegui, "de toda a Catalunha se transformar numa Cheka ao ar livre, dos mosteiros serem arrasados e dos monges perseguidos como cães."

"Os cartuxos não clamam. Não fazem manifestações nem escrevem manifestos. Vivem em silêncio, rezam e fazem penitência. O seu mundo é a cela, a capela e o jardim. Por isso o seu martírio é ainda mais impressionante: porque fala sem levantar a voz. Porque clama em sangue. Porque é o testemunho de que nem o claustro nem o eremitério podem salvar do ódio quando esse ódio é dirigido contra Cristo."

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sábado, 29 de março de 2025

«Priest holes» (esconderijos de padres)

Padres do Colégio dos Inglesinhos, em Lisboa, acabados de ordenar pelo Núncio Apostólico, no princípio dos anos 60

Chegou a altura de o povo britânico conhecer a sua história, é o que agora pensam os historiadores do Reino Unido. Não basta ler o que há escrito? J. J. Scarnbrick, Christopher Haig, Eamon Duffy, Diarmaid MacCulloch e outros académicos dizem que a história foi distorcida, ao serviço de uma mensagem, e é preciso recuperar as fontes. Tudo muda. Os novos livros fazem lembrar as obras antigas monumentais do Lingard, do Milner, ou a síntese do Cobbett, geralmente desprezadas como «propaganda católica».

O impacto deste novo olhar sobre os últimos quinhentos anos de história é imenso, porque, em certo sentido, é a própria identidade deste Povo que está em causa. Além disso, o movimento «revisionista» não é uma moda extravagante, é a unanimidade dos principais especialistas. Dizia-me um professor da universidade que a história do Reino Unido já não volta atrás, depois do revisionismo. Começa a aparecer um «pós-revisionismo», mas nada que ponha em causa aquela ruptura com a história habitual.

Ao mesmo tempo, é interessante notar que os revisionistas são revisionistas por razões científicas. Em geral, não alteraram as suas convicções religiosas. Alguns já eram católicos ou converteram-se ao catolicismo, mas a maioria continua a achar que o catolicismo é uma religião de pobres e italianos. O surpreendente – reconhecem os historiadores – é que esses marginais tenham realizado coisas tão extraordinárias, apesar de séculos de perseguição. Tiveram um papel determinante na educação e ainda hoje são maioria nas áreas da enfermagem e do apoio social, além de que produziram figuras de primeiro plano no âmbito da cultura.

A nova visão da história tem facetas inesperadas e até divertidas do ponto de vista turístico, como os «priest holes». A maioria já desapareceu, mas ainda se conservam muitas centenas, que se podem visitar. Estes buracos são cavidades no interior das paredes, ou poços por baixo do soalho, para esconder os padres que iam, de casa em casa, celebrar a Missa. A polícia vigiava (numas épocas mais do que noutras) e o jogo era a sério. Os disfarces e os sistemas para alimentar os padres dentro do buraco eram variados e imaginativos. Um passo em falso significava morte. Porque, desde o tempo de Henrique VIII, houve o cuidado de considerar que o catolicismo não era uma religião mas uma traição à pátria. Assim, evitava-se reconhecer a perseguição religiosa e as penas eram mais pesadas e sem apelo.

Li relatos de católicos ingleses que viajavam ao estrangeiro e ficavam escandalizados pela pressa com que se celebrava a Missa, mesmo em Roma. Imagino que estivessem habituados a Missas pouco frequentes, às escondidas, celebradas por um padre saído do «priest hole», alimentado através da gaveta da cómoda.

Ser padre, naquela época, era complicado. Os rapazes ingleses tinham de fugir do país para ir estudar para um seminário, em Roma, em França, em Espanha, na Bélgica. Até em Lisboa havia um seminário, na Travessa dos Inglesinhos, que funcionou até 1973. Para as famílias não serem perseguidas, os estudantes mudavam de nome, mal desembarcavam no continente. Em Roma, S. Filipe de Neri ajoelhava na rua, quando passava em frente do colégio dos ingleses e honrava-os como se tivessem sido mártires. Terminada a formação no seminário e ordenados, os padres regressavam clandestinamente à sua ilha e, de casa, em casa, dedicavam-se a atender os católicos. Às vezes, a coisa acabava mal. Mas, enquanto durava, era bom.

Os católicos ingleses nunca sabiam quando podiam voltar a confessar-se e assistir à Missa, de modo que queriam saborear esses momentos. No Continente, a Missa era tão rápida! Nem dava tempo para a pessoa se concentrar. Pelo menos, é o que os ingleses achavam.

José Maria C. S. André in 'Correio dos Açores'


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sábado, 15 de março de 2025

Bispo chinês foi detido pelo “grave crime” de celebrar uma Missa

A polícia de segurança da China prendeu o Bispo Peter Shao Zhumin, da diocese de Wenzhou, Zhejiang, pelo “grave crime” de celebrar uma Missa “ilegal”. O prelado foi detido a 7 de Março, informa o site AsiaNews.it.

A Missa foi celebrada a 27 de Dezembro para inaugurar o Ano Jubilar e contou com a presença de 200 pessoas.

A China impôs uma multa de 200 mil yuan (25 mil euros), que Monsenhor Shao contestou. Insistiu que as actividades da igreja não violam a lei. Como resultado, o prelado foi preso para sua própria “segurança”.

Desconhece-se seu paradeiro e não se sabe quanto tempo ficará detido. Os fiéis estão preocupados com a sua segurança e saúde.

O Bispo Shao recusou-se a aderir a organizações “católicas” controladas pelo Partido Comunista Chinês.

Além disso, as autoridades chinesas impediram várias centenas de pessoas de participar numa peregrinação organizada pela paróquia de Cangnan, que faz parte da igreja clandestina de Wenzhou.

Nos últimos anos, agentes à paisana entraram também nas igrejas clandestinas de Wenzhou, para impedir que crianças e adolescentes participassem nas Missas.

O Cardeal Pietro Parolin não tem pressa em comentar a perseguição.

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