quarta-feira, 13 de julho de 2011

Hoje estive em Fátima e trago de lá um recado



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Homocéptico - Peter Saunders

"Para as pessoas que não odeiam, detestam ou têm medo de pessoas gays, mas simplesmente acreditam que sexo entre pessoas que não são casadas (incluídas todas as formas de sexo entre pessoas do mesmo género) é moralmente errado, nós precisamos de um novo termo".

Assim sendo, ele propõe o termo homocéptico, que significa "ser céptico em relação às pressuposições chaves do movimento de direitos gays", como:

- Homossexualidade é geneticamente determinada;
- A orientação sexual é sempre fixa;
- A orientação sexual é uma característica biológica como raça, sexo ou cor da pele;
- Sentimentos de atracção pelo mesmo sexo devem ser acolhidos com prazer e incentivados;
- Oferecer ajuda àqueles que querem resistir ou erradicar estes sentimentos é sempre errado.

Leia o artigo completo aqui.


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Quando tiveres de corrigir, fá-lo com caridade - S. Josemaria Escrivá

Só serás bom, se souberes ver as coisas boas e as virtudes dos outros. Por isso, quando tiveres de corrigir, fá-lo com caridade, no momento oportuno, sem humilhar... e com intenção de aprender e de melhorar tu próprio, naquilo que corriges. (Forja, 455) 

Para curar uma ferida, primeiro limpa-se esta muito bem e inclusivamente ao seu redor, desde bastante distância. O médico sabe perfeitamente que isso dói, mas se omitir essa operação, depois doerá ainda mais. A seguir, põe-se logo o desinfectante; arde – pica, como dizemos na minha terra – mortifica, mas não há outra solução para a ferida não infectar.

Se para a saúde corporal é óbvio que se têm de tomar estas medidas, mesmo que se trate de escoriações de pouca importância, nas coisas grandes da saúde da alma – nos pontos nevrálgicos da vida do ser humano – imaginai como será preciso lavar, como será preciso cortar, como será preciso limpar, como será preciso desinfectar, como será preciso sofrer! A prudência exige-nos intervir assim e não fugir ao dever, porque não o cumprir seria uma falta de consideração e inclusivamente um atentado grave, contra a justiça e contra a fortaleza.

Persuadi-vos de que um cristão, se pretende deveras proceder rectamente diante de Deus e dos homens, precisa de todas as virtudes, pelo menos em potência. Mas, perguntar-me-eis: Padre, o que diz das minhas fraquezas? Responder-vos-ei: Porventura um médico que está doente, mesmo que a sua doença seja crónica, não cura os outros? A sua doença impede-o de prescrever a outros doentes o tratamento adequado? É claro que não. Para curar, basta-lhe ter a ciência necessária e aplicá-la com o mesmo interesse com que combate a sua própria enfermidade. (Amigos de Deus, 161)


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terça-feira, 12 de julho de 2011

Frase do dia

"Temos vivido sem pensar, como se não soubéssemos que um dia o Juiz Eterno nos vai pedir para prestar contas de tudo o que fizemos e de como usamos nosso tempo."

S. Pio de Pietrelcina


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Quando até o super-homem precisa de rezar, isto está mesmo grave



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Não descuides a prática da correcção fraterna - S.Josemaria Escrivá

Não descuides a prática da correcção fraterna, manifestação clara da virtude sobrenatural da caridade. Custa; é mais cómodo eximir-se; é mais cómodo, mas não é sobrenatural! E darás contas a Deus destas omissões. (Forja, 146)

Quando nos apercebemos de que na nossa vida ou na dos outros alguma coisa corre mal, alguma coisa precisa do auxílio espiritual e humano, que nós, filhos de Deus, podemos e devemos prestar, uma clara manifestação de prudência consistirá em dar-lhe remédio oportuno, a fundo, com caridade e com fortaleza, com sinceridade. Não valem as inibições. É errado pensar que com omissões ou adiamentos se resolvem os problemas. Sempre que a situação o requeira, a prudência exige que se aplique o remédio totalmente e sem paliativos, depois de pôr a chaga a descoberto.

Ao notar os menores sintomas do mal, sede simples, verazes, quer sejais vós a curar os outros, quer sejais vós a receber essa assistência. Nesses casos, deve-se permitir à pessoa que está em condições de curar em nome de Deus que aperte de longe a zona infectada e depois de mais perto, até sair todo o pus, de modo que o foco da infecção acabe por ficar bem limpo. Em primeiro lugar, temos que proceder assim connosco mesmos e com quem, por motivos de justiça ou caridade, temos obrigação de ajudar. Rezo nesse sentido especialmente pelos pais e por quem se dedica a tarefas de formação e de ensino. (Amigos de Deus, 157)


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segunda-feira, 11 de julho de 2011

Frase do dia

"Nada é mais agradável a Deus do que a conversão de pecadores." 

S. Pio de Pietrelcina


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Admitem que usam as séries da TV para espalhar ideias de esquerda

Que a indústria da televisão é maioritariamente de esquerda e que utiliza as séries do prime time para favorecer a agenda da esquerda, poderia considerar-se até agora um segredo de polichinelo. Porém, nunca havia sido confessado de forma tão clara como agora. Ben Shapiro, um jovem, porém bastante conhecido colunista judeu de 27 anos (com 17 anos bateu todos os recordes ao ter firma sindicalizada em vários meios de comunicação), entrevistou 39 pesos pesados do “todo Hollywood” e estes confiaram nele.

Shapiro estudou Direito em Harvard e levou o boné da universidade para todas as suas entrevistas. “Sendo judeu e tendo estudado em Harvard, há 98,7% de possibilidades de ser de esquerda”, explica. E o caso é que tudo o que lhe disseram está transcrito num livro: “Prime Time Propaganda”, e além disso numas gravações que Shapiro já está a difundir através da Internet.

E são explosivas porque vêm reconhecer que o mundo da televisão norte-americana (que produz séries que são consumidas no mundo inteiro) é controlado por pessoas que: além de excluir sistematicamente os que não são progressistas, vão fabricando produtos segundo as necessidades e objectivos da agenda progressista. Uma reportagem em The Hollywood Reporter recolhe alguns casos e algumas confissões.

Marta Kauffman, co-criadora de Friends, explica que quando pôs na série a meia-irmã do líder conservador Newt Gingrich casando um par de lésbicas, foi “para tramar a direita”. E ela reconhece que seleciona o staff da série para que sejam “maioritariamente progressistas”.

Susan Harris, criadora de duas séries míticas dos anos setenta (Soap) e dos anos oitenta (The golden girls), tão geniais no humor como dissolventes na mensagem moral, considera que os críticos de televisão conservadores são “idiotas” e têm “mentes medievais”. E diz numa frase: “Ao menos pusemos Barack Obama onde está”, onde o “pusemos” já diz tudo.

Larry Gelbart e Gene Reynolds admitem que encheram M.A.S.H. (a popular série sobre um médico militar no Vietnã) de mensagens pacifistas, e Vin di Bona, que encheu Mc Gyver de mensagens contra o direito de portar armas, uma velha batalha da esquerda norte-americana e das poucas onde não conseguiram um triunfo total. Di Bona, quando lhe perguntaram se é verdade que todos em Hollywood são progressistas, responde: “Creio que é exacto e ademais, estou encantado que seja assim”.

Leonard Goldberg, produtor de Los Angeles, de Charlie ou Starsky e Hutch, afirma que a esquerda “é 100% dominante em Hollywood, e quem negar está a negar a verdade”. E não é por acaso que seja assim, corresponde a uma endogamia sectária. Shapiro pergunta a Goldberg se a política é uma barreira de entrada: “absolutamente”, responde. É, simplesmente, o seu sítio. Fred Pierce, presidente da ABC nos anos oitenta, reconhece que quem é conservador tem pouco futuro na televisão. Quem não for de esquerda “não ascende, fica no subsolo”.

David Shore, criador de House, é ainda mais sincero: “Nesta cidade se assume que toda a gente é de esquerda. Se alguém é de direita é visto com horror, e do que estou certo é de que isso não os ajuda”.
Aqui está o caso de Dwight Schultz, o intérprete de Murdock em A Equipe A, que se confessa admirador de Ronald Reagan. Perdeu um casting ao qual aspirava, por este simples argumento do produtor do show, Bruce Paltrow: “Aqui não vai haver um imbecil de Reagan!”.
Nichlolas Meher, produtor da película para televisão "The day after", que em 1983 retratava o que seria o mundo após um holocausto nuclear, reconhece que fez esse filme para impedir a re-eleição de Reagan.

Talvez a opinião que melhor resume tudo isso seja a de Doug Herzog, presidente da MTV, que vê o seu trabalho como o de alguém que tem “super-poderes” para influenciar a juventude, e que em última instância trata-se de:: utilizar o prime time para criar uma sociedade ao gosto do establishment progressista.  in Religión en Libertad


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domingo, 10 de julho de 2011

O Elogio Fúnebre - Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada

No tom laudatório que é da praxe nos elogios fúnebres, o ideólogo de serviço do defunto governo e do seu primeiro, veio à praça pública defender os méritos daquela governação, agora valentemente repudiada pelo povo, em expressivas eleições legislativas.


Embora mereçam a minha simpatia os que defendem, ao jeito do Robin dos Bosques, os desgraçados, e reconheça que é de uma rara nobreza elogiar os vencidos, confesso que não pude deixar de sorrir ao ler o obituário, não obstante o seu tom pesaroso. Aliás, já me divertira com o encenado drama da comunicação pós-eleitoral do derrotado chefe do governo, que mais me pareceu uma medíocre comédia. A grandiloquente peça de oratória do demissionário primeiro-ministro, decerto mais preocupado com a sua própria imagem pessoal do que com o interesse da população, que certamente dispensava uma tão extensa alegação de auto-exaltação, era caricata, se não fosse tão verdadeiramente expressiva do que foi o seu desgoverno.

Embora respeitável a opinião do cronista, parece que o seu panegírico do infeliz político agora apeado é, na realidade, uma crítica à vontade soberana do povo, cujo veredicto é tanto mais censurável quanto louvável era o agora deposto governante. Na sua óptica, se o povo não peca por ignorante e injusto, peca pelo menos por ingénuo, por ter acreditado naqueles que triunfaram nas eleições e que, segundo o articulista, tinham ao seu dispor a comunicação social. São desculpas de mau perdedor que, talvez, relevem alguma saudade do «centralismo democrático» de outras eras. Mudam-se os tempos e mudam-se as vontades, mas nem sempre as mentalidades acompanham essas mudanças...

Tem de facto graça o estilo barroco do bacoco texto encomiástico, palpável na adjectivação magnânima do cadáver político do querido líder: a convicção reformista deste é «notável»; o progresso que introduziu na modernização e na simplificação administrativa é «impressionante»; as suas reformas foram «profundas», como «profundo» é o seu espírito de modernização (outra vez, à falta de melhor...). Quem, sem o conhecer, lesse a citada nota necrológica, poderia pensar que o país lhe deve o caminho marítimo para a Índia, a descoberta do Brasil, o mosteiro da Batalha, «Os Lusíadas», as pontes sobre o Tejo e o Douro ou qualquer outro feito histórico. Na realidade, foi apenas quem conduziu o país à bancarrota e ao maior desprestígio internacional, que é «o que fica» para a História de Portugal, já que na mundial não terá qualquer cabimento. Não é fácil ganhar eleições, mas é muito mais difícil saber perdê-las com a dignidade que só a humildade e a veracidade conferem.

Mas é certeiro o articulista quando afirma que «a despenalização do aborto, a agilização do divórcio e a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo ficarão a marcar» o consulado agora findo. De facto, foi contra a vida e a família que mais se destacou o governo demissionário, que em poucos anos conseguiu a proeza de lograr um extraordinário retrocesso civilizacional, tanto mais questionável quanto realizado por pressão de grupelhos sem representatividade nacional e à revelia da vontade popular, porque até mesmo o resultado do referendo sobre o aborto não foi vinculativo, nem expressivo de uma inequívoca determinação nesse sentido.

Se foram de facto, como o dito jurista pretende, reformas de carácter civilizacional, que legitimidade tinha o anterior poder para as realizar, sem um mandato explícito dos eleitores?! Não é verdade que, para uma reforma constitucional, que é de menor importância do que uma mudança civilizacional, se exige uma maioria qualificada? Será portanto necessário que a nova maioria reveja essas reformas que, ao contrário do que se pretende, não são indeléveis – alguns estados dos USA revogaram, depois de consulta popular, a autorização do casamento entre pessoas do mesmo sexo, por exemplo – e oportunamente as corrija, para que a sociedade portuguesa recupere alguma da liberdade e da decência perdidas.

«Em Portugal, onde por via de regra as modas chegam quando lá fora já deixaram de o ser, ainda não veio ninguém a público – que eu saiba – defender a impunidade absoluta ou relativa do aborto e nisso tem a intelectualidade portuguesa dado uma prova exuberante do seu fino quilate», escreveu, em 1935, o Dr. Alfredo Ary dos Santos, em «O Crime de Aborto». Hoje, a ufania desse advogado e publicista já não tem cabimento, porque o provincianismo de alguns levou a trazer cá para dentro tudo o que de pior se faz lá fora. Mas, como então escreveu aquele precursor da defesa do direito à vida no nosso país, «temos pois – sincera e gostosamente o dizemos – que seguir na retaguarda desse movimento e assim estar na vanguarda do progresso, visto que o progresso, em ciência moral e política, não é necessariamente tudo quanto seja novo, senão tudo quanto seja verdadeiro».


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sexta-feira, 8 de julho de 2011

Aborto Não



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“Nada me faltará”

Encontrei a Zezinha Nogueira Pinto pouco depois de ela saber que estava gravemente doente. Ao dizer-lhe que podia contar com as minhas orações, ela agradeceu e sorriu com um ar tão jovial, que até parecia que estávamos a falar de uma coisa boa…

Impressionou-me, sobretudo, a certeza serena que ela tinha. E foi, talvez perante o meu silêncio, que então me explicou que não rezava a Deus pela sua cura, mas para que a ajudasse a dizer sempre que sim.


“Porque – disse ela – ou tudo isto em que acreditamos é verdade ou então não faz sentido o que andamos a dizer”.



Quando nos despedimos, ainda acrescentou: “Sabe o que também me ajuda a abraçar esta cruz? O modo como o nosso João Paulo II viveu o sofrimento!”.



Assim foi. Tal como o grande Papa polaco, a Zezinha não se escondeu por estar doente, nem disfarçou a sua fragilidade, ensinando-nos, deste modo, a abraçar todas as circunstâncias que Deus nos dá, “confiando no melhor”.



Mas que tipo de confiança é esta? A resposta partilhou-a ela com todos, no último artigo que própria escreveu, publicado ontem postumamente: “Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará”. Aura Miguel in RR


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quinta-feira, 7 de julho de 2011

Desapareceu o Códice Calixtino, de valor incalculável

Pode ser considerado o roubo do século. Um dos livros mais importantes do mundo, manuscrito, datado do século XII e de valor incalculável, desapareceu da Catedral de Santiago de Compostela. Este roubo representa uma das maiores perdas de património histórico e artístico de não só de Espanha, mas de todo o mundo.

O livro está normalmente guardado na câmara blindada do arquivo da catedral, de onde foi retirado para ser mostrado pela última vez há cerca de dois meses. O seu desaparecimento foi detectado na terça-feira passada. A informação foi avançada pelo Correo Galego, que explica que os investigadores pensam que pode tratar-se de um roubo realizado por um grupo contratado por algum coleccionador ou traficante de objectos deste tipo. O Códice é o mais antigo e conhecido guia para peregrinos do caminho de Santiago, e é composto por cinco livros e dois apêndices, encadernados desde 1964 num único volume.

Criado para promover a devoção ao apóstolo Santiago, o Códice inclui informação e conselhos para os peregrinos, como possíveis alojamentos, descrições das várias rotas, das obras de arte e patrimoniais que se podiam visitar.

Nos últimos anos foram reforçadas as medidas de segurança para proteger o códice, que estava guardado numa zona dotado com um sistema de alarmes, mas que não controla todos os movimentos. in DN


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Monsenhor Georg Ganswein - secretário privado do Papa



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Nada me faltará - Maria José Nogueira Pinto (hoje no DN)

Acho que descobri a política - como amor da cidade e do seu bem - em casa. Nasci numa família com convicções políticas, com sentido do amor e do serviço de Deus e da Pátria. O meu Avô, Eduardo Pinto da Cunha, adolescente, foi combatente monárquico e depois emigrado, com a família, por causa disso. O meu Pai, Luís, era um patriota que adorava a África portuguesa e aí passava as férias a visitar os filiados do LAG. 

A minha Mãe, Maria José, lia-nos a mim e às minhas irmãs a Mensagem de Pessoa, quando eu tinha sete anos. A minha Tia e madrinha, a Tia Mimi, quando a guerra de África começou, ofereceu-se para acompanhar pelos sítios mais recônditos de Angola, em teco-tecos, os jornalistas estrangeiros. Aprendi, desde cedo, o dever de não ignorar o que via, ouvia e lia.

Aos dezassete anos, no primeiro ano da Faculdade, furei uma greve associativa. Fi-lo mais por rebeldia contra uma ordem imposta arbitrariamente (mesmo que alternativa) que por qualquer outra coisa. Foi por isso que conheci o Jaime e mudámos as nossas vidas, ficando sempre juntos. Fizemos desde então uma família, com os nossos filhos - o Eduardo, a Catarina, a Teresinha - e com os filhos deles. Há quase quarenta anos.

Procurei, procurámos, sempre viver de acordo com os princípios que tinham a ver com valores ditos tradicionais - Deus e a Pátria -, mas também com a justiça e com a solidariedade em que sempre acreditei e acredito. Tenho tentado deles dar testemunho na vida política e no serviço público. Sem transigências, sem abdicações, sem meter no bolso ideias e convicções.

Convicções que partem de uma fé profunda no amor de Cristo, que sempre nos diz - como repetiu João Paulo II - "não tenhais medo". Graças a Deus nunca tive medo. Nem das fugas, nem dos exílios, nem da perseguição, nem da incerteza. Nem da vida, nem na morte. Suportei as rodas baixas da fortuna, partilhei a humilhação da diáspora dos portugueses de África, conheci o exílio no Brasil e em Espanha. Aprendi a levar a pátria na sola dos sapatos.

Como no salmo, o Senhor foi sempre o meu pastor e por isso nada me faltou -mesmo quando faltava tudo.
Regressada a Portugal, concluí o meu curso e iniciei uma actividade profissional em que procurei sempre servir o Estado e a comunidade com lealdade e com coerência.

Gostei de trabalhar no serviço público, quer em funções de aconselhamento ou assessoria quer como responsável de grandes organizações. Procurei fazer o melhor pelas instituições e pelos que nelas trabalhavam, cuidando dos que por elas eram assistidos. Nunca critérios do sectarismo político moveram ou influenciaram os meus juízos na escolha de colaboradores ou na sua avaliação.

Combatendo ideias e políticas que considerei erradas ou nocivas para o bem comum, sempre respeitei, como pessoas, os seus defensores por convicção, os meus adversários.

A política activa, partidária, também foi importante para mim. Vivi--a com racionalidade, mas também com emoção e até com paixão. Tentei subordiná-la a valores e crenças superiores. E seguir regras éticas também nos meios. Fui deputada, líder parlamentar e vereadora por Lisboa pelo CDS-PP, e depois eleita por duas vezes deputada independente nas listas do PSD.

Também aqui servi o melhor que soube e pude. Bati- -me por causas cívicas, umas vitoriosas, outras derrotadas, desde a defesa da unidade do país contra regionalismos centrífugos, até à defesa da vida e dos mais fracos entre os fracos. Foi em nome deles e das causas em que acredito que, além do combate político directo na representação popular, intervim com regularidade na televisão, rádio, jornais, como aqui no DN. Nas fraquezas e limites da condição humana, tentei travar esse bom combate de que fala o apóstolo Paulo. E guardei a Fé.

Tem sido bom viver estes tempos felizes e difíceis, porque uma vida boa não é uma boa vida. Estou agora num combate mais pessoal, contra um inimigo subtil, silencioso, traiçoeiro. Neste combate conto com a ciência dos homens e com a graça de Deus, Pai de nós todos, para não ter medo. E também com a família e com os amigos. Esperando o pior, mas confiando no melhor.

Seja qual for o desfecho, como o Senhor é meu pastor, nada me faltará.


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Maria José Nogueira Pinto


1952 - 2011



A minha referência na política.

Fiquei tão triste com esta notícia...



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quarta-feira, 6 de julho de 2011

Tudo pode acontecer num casamento



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Pergunta inocente




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Prendem sacerdote para impedir a sua ordenação episcopal

A detenção, na China, de um sacerdote fiel a Roma, impediu sua ordenação episcopal, precisamente para o mesmo dia em que acabou por ser ordenado um bispo fiel à Associação Católica Patriótica Chinesa, que não tem a aprovação da Santa Sé.

Este acontecimento gerou já uma forte reacção dos católicos em Hong Kong que se manifestaram contra a falta de liberdade religiosa no país.
O sacerdote detid
o, que ainda se encontra em paradeiro desconhecido, Joseph Sun Jigen, tornar-se-ia bispo coadjutor de Handan (Hebei), no norte da China. Em vez de a ordenação episcopal ter ocorrido, este bispo, de 43 anos, foi detido pela polícia três dias antes da sua consagração episcopal, justamente quando havia finalizado um retiro espiritual de cinco dias, segundo informou a agência AsiaNews.

A sua ordenação episcopal tinha sido aprovada pela Santa Sé e até já reconhecida pelo governo chinês, no seguimento de negociações com autoridades locais e provinciais sobre a organização da ordenação episcopal.

Na sequência desta situação, o bispo de Handan, que ordenaria o sacerdote detido e que já tem 89 anos, sofreu um ataque ao coração e teve de ser hospitalizado em Weixian, em Hebei.

Enquanto isso, no mesmo dia em que se celebraria esta cerimónia, foi realizada, na igreja de Nossa Senhora do Rosário, da cidade de Emeishan (província de Sichuan), a ordenação do bispo de Leshan, Paul Lei Shiyin. A consagração episcopal foi celebrada por decisão da Associação Católica Patriótica Chinesa e sem a devida aprovação da Santa Sé.

Segundo o Vatican Insider, o bispo Lei é vice-presidente da associação chinesa de católicos patriotas e deputado da Conferência Consultiva Política do Povo Chinês, um importante órgão de consulta do governo.

Em reacção a esta situação, cerca de 100 católicos encabeçados pelo bispo emérito de Hong Kong, cardeal Joseph Zen, levaram a cabo, no final de Junho, um protesto no exterior do escritório do governo central da China na cidade. Condenaram o trato inumano do regime comunista ao clero e pediram a libertação dos membros da Igreja que foram detidos, instaram o governo a investigar os casos de sacerdotes torturados e exigiram desculpas e compensações.

Um porta-voz deste grupo, Patrick Poon, declarou que os católicos de Hong Kong viram-se “forçados a sair às ruas” porque “os direitos humanos, em concreto a liberdade religiosa dos católicos chineses, foram gravemente violados, chegando-se a uma situação intolerável”. in AIS


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D. José Policarpo diz que “não há obstáculos teológicos fundamentais” às mulheres-sacerdotes

D. José Policarpo, cardeal-patriarca de Lisboa, reconheceu numa entrevista que, quanto à questão da ordenação sacerdotal de mulheres, “teologicamente não há nenhum obstáculo fundamental”.

O cardeal-patriarca preferiu, porém, não escavar muito assunto, colocando-o nas mãos de Deus: “Se Deus quiser que aconteça e se estiver nos planos Dele acontecerá”. Mas admite que a ordenação de mulheres "é uma igualdade fundamental de todos os membros da Igreja", acrescentando que "é um daqueles problemas que é melhor nem levantar... suscita uma série de reacções".

A entrevista foi dada em Maio à revista da Ordem dos Advogados, mas só agora ganhou repercussão, tendo sido citada pela agência noticiosa Ecclesia e também pelo Vatican Insider, um jornal lançado pelo diário italiano La Stampa. O Vatican Insider diz mesmo que "as declarações feitas pelo cardeal português visam causar a discussão do assunto".

D. José Policarpo foi ordenado padre a 15 de Agosto de 1961, bispo em 1978 e é patriarca de Lisboa desde 1998, sendo criado cardeal em 2001 pelo Papa João Paulo II. Renunciou ao cargo em Fevereiro deste ano. ionline - 06-07-2011


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terça-feira, 5 de julho de 2011

O perigo de voltar ao pecado - S. Pedro

Com efeito, se aqueles que fugiram da corrupção do mundo, pelo conhecimento de Jesus Cristo, Nosso Senhor e Salvador, se deixam de novo enredar e vencer por ela, o seu último estado torna-se pior do que o primeiro.

Melhor lhes fora não ter conhecido o caminho da justiça do que, depois de o conhecer, voltar atrás, abandonando a lei santa que lhes foi transmitida. Acontece-lhes o que diz aquele provérbio tão acertado:

«O cão volta ao seu vómito e a porca, acabada de lavar, volta a revolver-se na lama.»

2ª Carta de Pedro 2, 20-21


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É preciso ter pontaria



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Liberalização do aborto - Irreversível, porquê? - Pedro Vaz Patto

Quase por acaso, a eventual alteração da lei que entre nós liberalizou o aborto foi abordada na recente campanha eleitoral. A uma hipotética e remota possibilidade de alteração dessa lei foi dada uma veemente resposta por muitos políticos: «podem tirar o cavalinho da chuva»; «a sociedade não volta para traz»; seria «um retrocesso civilizacional». Se os partidários da liberalização não pararam enquanto não convocaram um segundo referendo depois da derrota no primeiro, igual direito não é reconhecido aos adversários dessa liberalização quanto à eventual convocação de um terceiro referendo. Parece, assim, que estamos no domínio do intocável e do irreversível.

Esta ideia de uma inexorável lei histórica choca, porém, com os princípios que regem as democracias e as sociedades abertas, onde, como também foi a propósito salientado, temas como este não podem ser “tabu”. «O futuro está aberto» - salientava Karl Popper quando contrapunha esses princípios à visão marxista de uma história fechada e pré-determinada.

E essa suposta irreversibilidade também não é confirmada pela história recente. A Polónia tem hoje, e na sequência da queda do regime comunista, uma legislação que restringe acentuadamente o aborto, com reflexos efectivos na sua prática, depois de ter conhecido uma experiência de verdadeira banalização. A opinião pública dos Estados Unidos – confirmam-no os mais recentes estudos – aceita cada vez menos o status quo da liberalização do aborto - de que esse país foi pioneiro desde o longínquo ano de 1973 - e a tendência pró-vida é aí hoje quase maioritária. Por estes dias, discute-se na Rússia uma alteração legislativa, com motivações de ordem ética e demográfica, tendente à restrição do aborto (designadamente o fim do seu financiamento público), cuja prática chega actualmente aos 74 por cada 100 nascimentos.

Quanto ao “retrocesso civilizacional”, uma ideia não deixa de me vir à mente.

No Império Romano, os primeiros cristãos distinguiam-se do comum das pessoas por não aderirem a uma prática então generalizada: a morte ou abandono de crianças recém-nascidas e não desejadas. Assim o afirma a célebre Carta a Dioneto, que traça um retrato desse grupo. Ilustres filósofos gregos e latinos aceitaram essa prática sem remorsos. Se hoje ela nos choca, devemo-lo às raízes judaico-cristãs da nossa cultura. Na tutela da vida, em especial das crianças, dos deficientes, dos mais débeis e indefesos, identificamos um sinal de autêntico progresso civilizacional. Progressos civilizacionais, encontramo-los no cada vez menos frequente recurso à pena de morte, ou à guerra como forma de resolução dos conflitos. É a cada vez mais acentuada tutela da vida humana que pode representar um progresso civilizacional. Não certamente o contrário.

Assistimos hoje, porém, ao requestionar da ilicitude moral do infanticídio. Influentes filósofos como Peter Singer e Michael Tooley defendem a licitude dessa prática. A razão fundamental tem a ver com a “desumanização” da criança recém-nascida a partir de argumentos que também serviram para “desumanizar” o feto e assim legitimar o aborto; se o feto não é pessoa, também não o é a criança recém-nascida; se o feto deficiente não tem direito à vida, também não o terá a criança recém-nascida com uma deficiência que só então possa ser detectada. Afinal, o que distingue substancialmente um ser humano pouco antes ou pouco depois de nascer?

Não será certamente este um “progresso civilizacional”. Regressamos a visões pré-cristãs que se pensariam superadas, além do mais porque também contrárias a qualquer visão humanista.

Para muitos, e por isto mesmo, a liberalização do aborto nunca poderá ser vista como “progresso civilizacional”. Têm, pelo menos, o direito de ser ouvidos e considerados, e não marginalizados como “ultra-conservadores “ ou “ultra minoritários”.


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Confia em Jesus



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segunda-feira, 4 de julho de 2011

Encontrareis descanso - Santo Aelredo de Rielvaux

Aqueles que se queixam da severidade do jugo do Senhor talvez não tenham rejeitado completamente o pesado jugo da cobiça do mundo. [...] Dizei-me, o que há de mais doce, de mais repousante, do que deixarmos de estar agitados pelos movimentos desregulados da carne [...]? O que há de mais parecido com a tranquilidade divina do que não sermos afectados pelas afrontas que nos fazem, não recearmos tormentos nem perseguições, conservando uma calma idêntica na felicidade e na infelicidade, vendo da mesma maneira o inimigo e o amigo, tornando-nos semelhantes Àquele «que faz o sol nascer sobre os bons e os maus, e chover sobre os justos e os injustos» (Mt 5,45)?

Tudo isto se encontra na caridade e apenas na caridade. É de facto nela que reside a verdadeira tranquilidade, a verdadeira doçura, pois ela é o jugo do Senhor. Se, por convite do Senhor, carregarmos com ele, encontraremos repouso para as nossas almas, pois «o jugo do Senhor é suave e o seu fardo leve». É que «a caridade é paciente, é benigna, não é invejosa; a caridade não se ufana, não se ensoberbece, não procura o seu interesse, não é ambiciosa» (1Cor 13,4-5).

As outras virtudes são para nós como um veículo para um homem cansado, o alimento para um viajante, a luz para pessoas perdidas nas trevas ou as armas para um combatente. Mas a caridade – que tem de encontrar-se em todas as virtudes para que elas sejam virtudes – é em si mesma, de uma forma muito especial, o repouso do homem cansado, o descanso do viajante, a luz para aquele que chega ao fim e a coroa perfeita para aquele que alcança a vitória.


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Padres a confessar operários polacos




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domingo, 3 de julho de 2011

É exactamente o que se passa na Europa do séc.XXI

A família foi a primeira arena de combate para os bolcheviques. Na década de 1920, era para eles um artigo de fé que a «família burguesa» era socialmente prejudicial, por ser conservadora e voltada para dentro; por ser um baluarte da religião, da superstição, da ignorância e dos preconceitos; por promover o egoísmo e o desejo de coisas materiais e oprimir as mulheres e as crianças.

Os bolcheviques tinham a expectativa de que a família acabasse por desaparecer, à medida que a Rússia soviética se fosse tornando um sistema social abarcante, em que o Estado assumisse a responsabilidade pelas funções domésticas de base, criando jardins infantis, lavandarias e cantinas nos centros públicos e nos prédios de apartamentos; assim, libertas dos trabalhos domésticos, as mulheres teriam liberdade para entrar no mundo do trabalho em pé de igualdade com os homens - e o casamento patriarcal, com a correspondente moral sexual, acabaria por morrer, sendo substituído, achavam os radicais, por «uniões de amor livre».

Os bolcheviques consideravam que a família era o maior obstáculo à socialização das crianças. «Pelo facto de amar uma criança, a família transforma-a num ser egoísta, incitando-a a tornar-se como o centro do universo», escrevia Zlata Lilina, teórica soviética da educação. in A vida privada na Rússia de Estaline, Orlando Figes


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Frase do dia

"É necessário calar e silenciar tudo ao seu redor para poder ouvir a voz de Deus." 

S. Pio de Pietrelcina


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Mensagem aos governantes - Concílio Vaticano II

Neste momento solene, nós, os Padres do XXI Concílio Ecuménico da Igreja Católica, ao dispersarmo-nos depois de quatro anos de oração e de trabalhos, na plena consciência da nossa missão para com a humanidade, dirigimo-nos com respeito e confiança àqueles que têm nas suas mãos o destino dos homens na terra, a todos os depositários do poder temporal.

Nós proclamamos altamente: prestamos honra à vossa autoridade e à vossa soberania; respeitamos a vossa função; reconhecemos as vossas leis justas; estimamos aqueles que as fazem e aqueles que as aplicam. Mas temos uma palavra sagrada a dizer-vos, e é esta: só Deus é grande. Só Deus é o princípio e o fim. Só Deus é a fonte da vossa autoridade e o fundamento das vossas leis.

É a vós que pertence ser na terra os promotores da ordem e da paz entre os homens. Mas não esqueçais: é Deus, o Deus vivo e verdadeiro, que é o Pai dos homens. E é Cristo, o Seu Filho eterno, Quem nos veio dizer e ensinar que somos todos irmãos. É Ele o grande artífice da ordem e da paz na terra, porque é Ele Quem dirige a história humana e o Único que pode levar os corações a renunciar às más paixões que geram a guerra e a infelicidade. É Ele Quem abençoa o pão da humanidade, Quem santifica o seu trabalho e o seu sofrimento, Quem lhe dá alegrias que vós não podeis dar, Quem a reconforta nas dores que vós não podeis consolar. Na vossa cidade terrestre e temporal, Ele constrói misteriosamente a Sua cidade espiritual e eterna, a Sua Igreja.


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sábado, 2 de julho de 2011

Dia do Imaculado Coração de Maria




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Um mistério actual - Aura Miguel

Ontem foi dia do Sagrado Coração de Jesus. Uma devoção que, para muitos, terá caído em desuso, bizarramente reduzida àquelas imagens de Cristo com o coração vermelho saliente.

É pena, porque não é a estética que define esta devoção e a mais recente prova da sua actualidade está no anúncio de que Bento XVI vai consagrar todos os jovens que participam, em Agosto, na Jornada Mundial da Juventude, de Madrid, ao Sagrado Coração de Jesus.

Sobre este mistério, tão profundamente enraizado na tradição portuguesa, vale a pena recordar a expressão do Beato João Paulo II: “Próximo do coração de Cristo, o coração humano aprende a conhecer o sentido verdadeiro e único da vida e do próprio destino, aprende a compreender o valor de uma vida autenticamente cristã, a prevenir-se de certas perversões do coração, a unir o amor filial a Deus com o amor ao próximo”.

O mistério do Coração de Jesus torna-se, assim, o caminho para a plena libertação do Homem. E esta é uma valiosa indicação - para jovens e não só.


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sexta-feira, 1 de julho de 2011

FESTIVAL AO LARGO 2011



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Christ Mob - e fazer em Lisboa?



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Espectacular homilia do Papa no dia de S. Pedro e S. Paulo

«Non iam servos, sed amicos» - «Já não vos chamo servos, mas amigos» (cf. Jo 15, 15). Passados sessenta anos da minha Ordenação Sacerdotal, sinto ainda ressoar no meu íntimo estas palavras de Jesus, que o nosso grande Arcebispo, o Cardeal Faulhaber, com voz um pouco débil já mas firme, nos dirigiu, a nós novos sacerdotes, no final da cerimónia da Ordenação. Segundo o ordenamento litúrgico daquele tempo, esta proclamação significava então a explícita concessão aos novos sacerdotes do mandato de perdoar os pecados. «Já não sois servos, mas amigos»: eu sabia e sentia que esta não era, naquele momento, apenas uma frase «de cerimónia»; e que era mais do que uma mera citação da Sagrada Escritura. Estava certo disto: neste momento, Ele mesmo, o Senhor, di-la a mim de modo muito pessoal. No Baptismo e na Confirmação, Ele já nos atraíra a Si, acolhera-nos na família de Deus. Mas o que estava a acontecer naquele momento, ainda era algo mais. Ele chama-me amigo. Acolhe-me no círculo daqueles que receberam a sua palavra no Cenáculo; no círculo daqueles que Ele conhece de um modo muito particular e que chegam assim a conhecê-Lo de modo particular. Concede-me a faculdade, que quase amedronta, de fazer aquilo que só Ele, o Filho de Deus, pode legitimamente dizer e fazer: Eu te perdoo os teus pecados. Ele quer que eu – por seu mandato – possa pronunciar com o seu «Eu» uma palavra que não é meramente palavra mas acção que produz uma mudança no mais íntimo do ser.

Sei que, por detrás de tais palavras, está a sua Paixão por nossa causa e em nosso favor. Sei que o perdão tem o seu preço: na sua Paixão, Ele desceu até ao fundo tenebroso e sórdido do nosso pecado. Desceu até à noite da nossa culpa, e só assim esta pode ser transformada. E, através do mandato de perdoar, Ele permite-me lançar um olhar ao abismo do homem e à grandeza do seu padecer por nós, homens, que me deixa intuir a grandeza do seu amor. Diz-me Ele em confidência: «Já não és servo, mas amigo». Ele confia-me as palavras da Consagração na Eucaristia. Ele considera-me capaz de anunciar a sua Palavra, de explicá-la rectamente e de a levar aos homens de hoje. Ele entrega-Se a mim. «Já não sois servos, mas amigos»: trata-se de uma afirmação que gera uma grande alegria interior mas ao mesmo tempo, na sua grandeza, pode fazer-nos sentir ao longo dos decénios calafrios com todas as experiências da própria fraqueza e da sua bondade inexaurível.

«Já não sois servos, mas amigos»: nesta frase está encerrado o programa inteiro duma vida sacerdotal. O que é verdadeiramente a amizade? Idem velle, idem nolle – querer as mesmas coisas e não querer as mesmas coisas: diziam os antigos. A amizade é uma comunhão do pensar e do querer. O Senhor não se cansa de nos dizer a mesma coisa: «Conheço os meus e os meus conhecem-Me» (cf. Jo 10, 14). O Pastor chama os seus pelo nome (cf. Jo 10, 3). Ele conhece-me por nome. Não sou um ser anónimo qualquer, na infinidade do universo. Conhece-me de modo muito pessoal. E eu? Conheço-O a Ele? A amizade que Ele me dedica pode apenas traduzir-se em que também eu O procure conhecer cada vez melhor; que eu, na Escritura, nos Sacramentos, no encontro da oração, na comunhão dos Santos, nas pessoas que se aproximam de mim mandadas por Ele, procure conhecer sempre mais a Ele próprio. A amizade não é apenas conhecimento; é sobretudo comunhão do querer. Significa que a minha vontade cresce rumo ao «sim» da adesão à d’Ele.

De facto, a sua vontade não é uma vontade externa e alheia a mim mesmo, à qual mais ou menos voluntariamente me submeto ou então nem sequer me submeto. Não! Na amizade, a minha vontade, crescendo, une-se à d’Ele: a sua vontade torna-se a minha, e é precisamente assim que me torno de verdade eu mesmo. Além da comunhão de pensamento e de vontade, o Senhor menciona um terceiro e novo elemento: Ele dá a sua vida por nós (cf. Jo 15, 13; 10, 15). Senhor, ajudai-me a conhecer-Vos cada vez melhor! Ajudai-me a identificar-me cada vez mais com a vossa vontade! Ajudai-me a viver a minha existência, não para mim mesmo, mas a vivê-la juntamente convoco para os outros! Ajudai-me a tornar-me sempre mais vosso amigo!

Esta palavra de Jesus sobre a amizade situa-se no contexto do discurso sobre a videira. O Senhor relaciona a imagem da videira com uma tarefa dada aos discípulos: «Eu vos destinei, para que vades e deis fruto e o vosso fruto permaneça» (Jo 15, 16). A primeira tarefa dada aos discípulos, aos amigos, é pôr-se a caminho – destinei, para que vades –, sair de si mesmos e ir ao encontro dos outros. A par desta, podemos ouvir também a frase que o Ressuscitado dirige aos seus e que aparece na conclusão do Evangelho de Mateus: «Ide fazer discípulos de todas as nações…» (cf.Mt 28, 19). O Senhor exorta-nos a superar as fronteiras do ambiente onde vivemos e levar ao mundo dos outros o Evangelho, para que permeie tudo e, assim, o mundo se abra ao Reino de Deus. Isto pode trazer-nos à memória que o próprio Deus saiu de Si, abandonou a sua glória, para vir à nossa procura e trazer-nos a sua luz e o seu amor. Queremos seguir Deus que Se põe a caminho, vencendo a preguiça de permanecer cómodos em nós mesmos, para que Ele mesmo possa entrar no mundo.

Depois da palavra sobre o pôr-se a caminho, Jesus continua: dai fruto, um fruto que permaneça! Que fruto espera Ele de nós? Qual é o fruto que permanece? Sabemos que o fruto da videira são as uvas, com as quais depois se prepara o vinho. Por agora detenhamo-nos sobre esta imagem. Para que as uvas possam amadurecer e tornar-se boas, é preciso o sol mas também a chuva, o dia e a noite. Para que dêem um vinho de qualidade, precisam de ser pisadas, há que aguardar com paciência a fermentação, tem-se de seguir com cuidadosa atenção os processos de maturação. Características do vinho de qualidade são não só a suavidade, mas também a riqueza das tonalidades, o variegado aroma que se desenvolveu nos processos da maturação e da fermentação. E por acaso não constitui já tudo isto uma imagem da vida humana e, de modo muito particular, da nossa vida de sacerdotes? Precisamos do sol e da chuva, da serenidade e da dificuldade, das fases de purificação e de prova mas também dos tempos de caminho radioso com o Evangelho. Num olhar de retrospectiva, podemos agradecer a Deus por ambas as coisas: pelas dificuldades e pelas alegrias, pela horas escuras e pelas horas felizes. Em ambas reconhecemos a presença contínua do seu amor, que incessantemente nos conduz e sustenta.

Agora, porém, devemos interrogar-nos: de que género é o fruto que o Senhor espera de nós? O vinho é imagem do amor: este é o verdadeiro fruto que permanece, aquele que Deus quer de nós. Mas não esqueçamos que, no Antigo Testamento, o vinho que se espera das uvas boas é sobretudo imagem da justiça, que se desenvolve numa vida segundo a lei de Deus. E não digamos que esta é uma visão veterotestamentária, já superada. Não! Isto permanece sempre verdadeiro. O autêntico conteúdo da Lei, a sua summa, é o amor a Deus e ao próximo. Este duplo amor, porém, não é qualquer coisa simplesmente doce; traz consigo o peso da paciência, da humildade, da maturação na educação e assimilação da nossa vontade à vontade de Deus, à vontade de Jesus Cristo, o Amigo. Só deste modo, tornando verdadeiro e recto todo o nosso ser, é que o amor se torna também verdadeiro, só assim é um fruto maduro. A sua exigência intrínseca, ou seja, a fidelidade a Cristo e à sua Igreja, requer sempre que se realize também no sofrimento. É precisamente assim que cresce a verdadeira alegria. No fundo, a essência do amor, do verdadeiro fruto, corresponde à palavra relativa ao pôr-se a caminho, ao ir: amor significa abandonar-se, dar-se; leva consigo o sinal da cruz. Neste contexto, disse uma vez Gregório Magno: Se tendeis para Deus, tende cuidado que não O alcanceis sozinhos (cf. H Ev 1, 6, 6: PL 76, 1097s). Trata-se de uma advertência que nós, sacerdotes, devemos ter intimamente presente cada dia.

Queridos amigos, talvez me tenha demorado demasiado com a recordação interior dos sessenta anos do meu ministério sacerdotal. Agora é tempo de pensar àquilo que é próprio deste momento.

Na solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e Paulo, antes de mais nada dirijo a minha mais cordial saudação ao Patriarca Ecuménico Bartolomeu I e à Delegação por ele enviada, cuja aprazível visita na ocasião feliz da festa dos Santos Apóstolos Padroeiros de Roma, vivamente agradeço. Saúdo também os Senhores Cardeais, os Irmãos no Episcopado, os Senhores Embaixadores e as autoridades civis, como também os sacerdotes, os colegas da minha Missa Nova, os religiosos e os fiéis leigos. A todos agradeço a presença e a oração.

Aos Arcebispos Metropolitanos nomeados depois da última festa dos grandes Apóstolos, será agora imposto o pálio. Este, que significa? Pode recordar-nos em primeiro lugar o jugo suave de Cristo que nos é colocado aos ombros (cf. Mt 11, 29-30). O jugo de Cristo coincide com a sua amizade. É um jugo de amizade e, consequentemente, um «jugo suave», mas por isso mesmo também um jugo que exige e plasma. É o jugo da sua vontade, que é uma vontade de verdade e de amor. Assim, para nós, é sobretudo o jugo de introduzir outros na amizade com Cristo e de estar à disposição dos outros, de cuidarmos deles como Pastores. E assim chegamos a um novo significado do pálio: este é tecido com a lã de cordeiros, que são benzidos na festa de Santa Inês. Deste modo recorda-nos o Pastor que Se tornou, Ele mesmo, Cordeiro por nosso amor. Recorda-nos Cristo que Se pôs a caminho pelos montes e descampados, aonde o seu cordeiro – a humanidade – se extraviara. Recorda-nos como Ele pôs o cordeiro, ou seja, a humanidade – a mim – aos seus ombros, para me trazer de regresso a casa. E assim nos recorda que, como Pastores ao seu serviço, devemos também nós carregar os outros, pô-los por assim dizer aos nossos ombros e levá-los a Cristo. Recorda-nos que podemos ser Pastores do seu rebanho, que continua sempre a ser d’Ele e não se torna nosso. Por fim, o pálio significa também, de modo muito concreto, a comunhão dos Pastores da Igreja com Pedro e com os seus sucessores: significa que devemos ser Pastores para a unidade e na unidade, e que só na unidade, de que Pedro é símbolo, guiamos verdadeiramente para Cristo.

Sessenta anos de ministério sacerdotal! Queridos amigos, talvez me tenha demorado demais nos pormenores. Mas, nesta hora, senti-me impelido a olhar para aquilo que caracterizou estes decénios. Senti-me impelido a dizer-vos – a todos os presbíteros e Bispos, mas também aos fiéis da Igreja – uma palavra de esperança e encorajamento; uma palavra, amadurecida na experiência, sobre o facto que o Senhor é bom. Mas esta é sobretudo uma hora de gratidão: gratidão ao Senhor pela amizade que me concedeu e que deseja conceder a todos nós. Gratidão às pessoas que me formaram e acompanharam. E, subjacente a tudo isto, a oração para que um dia o Senhor na sua bondade nos acolha e faça contemplar a sua glória. Amen.


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quinta-feira, 30 de junho de 2011

Amar os nossos inimigos - S. Josemaria Escrivá

Não somos bons irmãos dos homens nossos irmãos, se não estivermos dispostos a manter uma conduta recta, ainda que os que nos rodeiam interpretem mal a nossa actuação e reajam de uma maneira desagradável. (Forja, 460).

Nós, os filhos de Deus, forjamo-nos na prática desse mandamento novo, aprendemos na Igreja a servir e a não ser servidos e encontramo-nos com forças para amar a humanidade de um modo novo, que todos reconhecerão como fruto da graça de Cristo. O nosso amor não se confunde com uma atitude sentimental, nem com a simples camaradagem, nem com o afã pouco claro de ajudar os outros para demonstrarmos a nós mesmos que somos superiores. O nosso amor exprime-se em conviver com o próximo, em venerar – insisto – a imagem de Deus que há em cada homem, procurando que também ele a contemple, para que saiba dirigir-se a Cristo.

A universalidade da caridade significa, por isso, universalidade do apostolado: tradução pela nossa parte, em obras e em verdade, do grande empenho de Deus, que quer que todos os homens se salvem e cheguem ao conhecimento da verdade.

Se temos de amar também os inimigos – refiro-me aos que nos colocam entre os seus inimigos; eu não me sinto inimigo de ninguém nem de nada – com maior razão teremos de amar os que apenas estão afastados, os que nos são menos simpáticos, os que pela sua língua, pela sua cultura ou pela sua educação parecem o oposto de ti ou de mim. (Amigos de Deus, 230)


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Vigília de adoração de 1 para 2 de Julho nos Mártires




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quarta-feira, 29 de junho de 2011

Parabéns aos senhores padres pelos anos de sacerdócio

25 anos - Pe.Zé Manuel (está à direita nesta que foi a única fotografia que consegui arranjar)


9 anos - Pe.Hugo (está disfarçado mas o cabeção não engana)



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O Papa Bento faz hoje 60 anos de sacerdócio

Na sua autobiografia, o então cardeal Ratzinger disse que o momento mais importante da sua vida foi a ordenação sacerdotal. Era o dia 29 de Junho de 1951. Nesse dia o cardeal de Munique, Michael Faulhaber, ordenou dois irmãos Ratzinger, Georg e Joseph, na catedral de Freising. Georg tinha 27 anos e Joseph, 24. A família era muito religiosa. Por esse motivo, os pais não ficaram surpreendidos com a decisão dos filhos.

“Não aconteceu que num dia tivéssemso comunicado a decisão aos nossos pais. Foi uma evolução, algo cada vez mais claro, e assim nem tivemos de o dizer claramente. Foi sem palavras. Os nossos pais sentiam o que nós queríamos. E disseram que sim. Pensavam que não se deve influenciar os filhos na escolha da vocação, que, quando muito, se pode aconselhar, mas que cada um deve viver a sua própria vida”, recorda o seu irmão Georg Ratzinger.

O futuro Papa tinha entrado no seminário menor doze anos antes, em 1939. Mas teve de o abandonar por causa da guerra. Hitler obrigou os adolescentes a defender o seu país, e Joseph trabalhou nas defesas anti-aéreas e construiu trincheiras antes de desertar.

Acabada a guerra, o seu seminário era um montão de ruínas. Por isso, Georg e Joseph regressaram a Freising para reconstruir o edifício e recomeçar os estudos.

Georg Ratzinger: “Por aquela época, os soldados que regressavam da frente deviam dar provas de que tinham um trabalho, para demonstrarem que não se estava ocioso. Assim todos contribuiam para a reconstrução do país. Por isso, o reitor do seminário disse: ‘Para evitar de irem para um lugar afastado, onde irão estar menos à vontade, por que não resconstruirmos o seminário? Há muito que fazer’. E, assim, o meu irmão e eu fomos para o seminário, para ajudar na reparação e nas limpezas”.

"Era um esplêndido dia de verão, que permanece na minha memória como o dia mais importante da minha vida".
Depois de cinco anos de estudo e preparação, chegou o dia 29 de Junho de 1951. Algo de insólito ocorreu durante a cerimónia que ficou para sempre gravado na memória de Joseph Ratzinger, como escreve na sua autobiografia: “No instante em que o velho arcebispo impôs as suas mãos sobre mim, um passarinho levantou voo por cima do altar-mor e entoou um breve canto muito alegre; para mim, foi como se uma voz do Alto me dissesse: 'Está bem assim, escolheste o caminho certo’” (Joseph Ratzinger, A minha vida).

O seu primeiro encargo ministerial foi uma paróquia de Munique, a igreja do Preciosíssimo Sangue. Ali confessava todos os dias das 6h às 7h da manhã, e mais 4 horas nos Sábados; dava aulas de religião às crianças e tinha a seu cargo grupos de jovens.

Esteve apenas um ano nessa paróquia porque o bispo se apercebeu dos seus dotes para o ensino, e pediu que desse aulas no seminário aos futuros sacerdotes. in radiovaticana


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O dilema entre a revolta e a aceitação - Rui Corrêa d’Oliveira

Há dias em que sinto um cansaço interior,
um desgaste da alma, um desânimo do coração,
diante de problemas e contrariedades que se vão sucedendo.

É nestes momentos que com maior evidência se afirma a fractura
entre aquilo em que acredito e os humanos impulsos do meu coração.

É o dilema entre a revolta e a aceitação,
entre a repulsa e o enfrentar confiante.

Ingratidão seria a palavra que me define.
Afinal, quanto tenho sido poupado ao sofrimento.
Quanta graça, quanta alegria, quanta ternura
tenho recebido ao longo da minha vida...
e, ainda assim, reclamo!

Mas… basta-me levantar os olhos e ver toda a beleza que me envolve
ou fixa-los na tua Cruz redentora, Senhor!

Basta-me aceitar o convite que me fazes, quando dizes:
«Vinde a Mim, todos os que andais cansados e oprimidos
e Eu vos aliviarei».

A vida não muda, mas mudo eu,
porque renasce em mim a certeza de saber que Tu estás sempre comigo.


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terça-feira, 28 de junho de 2011

Este conselho serve para todos os dias




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Frase do dia

"Quem é Este, a quem até os ventos e o mar obedecem?" 

Mateus 8, 27


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Revolução sexual: construída em cima de areia

What the naked body “says” when man and woman expose themselves to one another, not as patients to a doctor but as lovers, can be paraphrased thus: “This is all of me. I am entirely yours. I am giving you what is most intimately mine. You are seeing me, and touching me, as no one else now can. I love you.” Then the act of intercourse itself, the marital act—what does it say? What must it say, whether we will or no? (…)

It will not do to say, “As long as people are honest with one another, fornication is all right.” The point is that they cannot be honest with one another in that situation. The supposed honesty of detachment, or deferral, or temporizing, or mutual hedonism, only embroils them in a deeper lie. The body in the act of generation says, whether we like it or not, “I am reaching out to the future, to a time when there will be no turning back.” The body, naked to behold in love, says, “There is nothing of mine that I do not offer as yours. We complete one another, man and woman.” Such affirmations transcend the division between the private and the public. They are therefore only made in honesty by people who are married—who have acknowledged publicly that they belong forever to one another and to the children they may conceive by the marital act.

No one but a sadist could say, “I feel no love for you, but am using your body as a convenient receptacle, for the sake of the pleasure. Afterwards I dearly hope you will not trouble me with your continued presence.” Is that too strong? What about this? “I like you very much, and yet I have no intention of spending the rest of my life with you, or even the rest of this year.” Or this? “Let’s pretend we are married, but let’s not actually get married, because I might change my mind about you.” Or this? “I am bored, and you are here.” Or this? “You are very good looking, and we will get married, maybe, someday, not too soon, and if we do conceive a child, we’ll deal with it then, I don’t know how.” Or this? “I don’t love you, but maybe if we do this a few times I can fool myself into thinking so.” Or this? “I want to love you, but I know you are too selfish to love me in return, or I’m not worthy of your attention, so I’ll do what you like, and hope.” Or this? “I am drunk, so nothing of what I do or say means anything.”

Ler o resto do artigo aqui - Sexual Revolution: Built Upon Sand


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MacRiana... I need to go to Scotland...




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segunda-feira, 27 de junho de 2011

Frase do dia

"Devemos sempre fazer meditação. Recomende-se primeiro ao Senhor, a Nossa Senhora, a São José. Se depois vierem as distracções, afaste-as sem se angustiar. Se não conseguir fazer nada mais do que afastar as distracções, ganhou: fez uma meditação de paciência!" 

S. Pio de Pietrelcina


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O banco



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Manifestação ateia em Madrid

Eis o video da manifestação ateia que aconteceu pelas ruas de Madrid: clicar aqui para ver o video da manif

As palavras de ordem foram estas:
"La Virgen María también abortaría", "Hay que quemar la Conferencia Episcopal", “Contra las sectas, acción directa", "Rouco c... trabaja de peón", "Debajo la sotana hay un violador", "Que pena me da la madre de Rouco que no pudo abortar", "La Virgen María ha f...", "La religión fuera de la escuela", "Curas y militares, parásitos sociales", "Papa gorrón, contigo ni Dios", "Alabada sea la tetera santísima", "Fuera Rosarios de nuestros ovarios", "Las capillas fuera de la universidad", "Cura marrano no me metas mano", "Más pensiones, menos sermones", "Ser cura o policía, vergüenza me daría", "La religión es fanatismo", "Cuidado con las carteras que viene el Papa", "Menos Rosarios y más bolas chinas", "Yo creo en la tetera", "Esta iglesia la vamos a quemar", "Menos iglesias y más viviendas", "Esta iglesia la vamos a ocupar".



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