terça-feira, 13 de julho de 2021
segunda-feira, 12 de julho de 2021
O Javardo
Vai para quinze anos que ao ser chamado a uma terra perto de Minde para acompanhar uma peregrinação de 120 jovens a Fátima me vi na circunstância de em muito pouco tempo ter de lhes falar sobre a confissão e depois atendê-los. Que dizer nos breves minutos de que dispunha? Comecei então por uma pergunta retórica: que é um rapaz de 15 anos?
E logo adiantei a resposta: é um javardo, imundo e sebento. As calças de ganga rotas e esfarrapadas, o cabelo empastado em caspa, três pêlos a despontar no buço, os dentes amarelos e esverdeados, o hálito asqueroso, um fedor dos sovacos intolerável, um pivete a chulé nauseabundo. A mãe num desespero instando com ele: ó filho vai te lavar que ninguém pode estar ao pé de ti; e ele rosnando: ó mãe não me chateie! Ó filho olha que tu apanhas sarna; ó mãe não me chateie! Ó filho assim nenhuma cachopa te quer; ó mãe não me chateie! Ai filho que ainda ficas leproso; ó mãe não me chateie!
Um dia este rapaz ia na rua quando viu uma rapariga, que até andava no liceu, e como se fora apanhado por um choque eléctrico todo o seu corpo exulta, os olhos, como se estiveram desorbitados, colam-se à rapariga, até que ela desaparece numa esquina, ficando então a sua imagem impressa, estampada na sua memória e na fantasia. Como um sonâmbulo que olha para as coisas sem as ver, enxergando tão só a figura interior, dirige-se para casa, toca a campainha, a mãe abre a porta e ao vê-lo tapa rapidamente o nariz e olhando-o de esguelha diz: ai és tu filho, entra… Ele, surdo e cego para o que o rodeava nem respondeu.
Fechou-se na casa de banho. Tomou 200 banhos de imersão, 100 de chuveiro, gastou 10 litros de champô, 70 sabonetes, lavou os dentes com palha-de-aço pois aquilo já não ia de outra maneira, roubou e encharcou-se nos perfumes da mãe, rapou o buço com a gillete que gamou ao pai, despejou os after-shave, foi ao guarda-fatos do pai e escolheu um com a gravata a condizer.
No dia seguinte quando apareceu no liceu os amigos só depois de algum tempo o reconheceram, perguntando-lhe então: eh pá! O que é que te aconteceu!? Ao que ele retorquiu com aquela voz misturada de agudos e graves própria da puberdade: pá a mim não me aconteceu nada, pá!
Ai não, que não aconteceu…
O rapaz representa-nos a nós, a nossa alma, a nossa interioridade. A javardice, o pecado. A mãe, a Igreja que nos chama ao arrependimento e à confissão. A resposta do filho, os nossos preconceitos e fugas: aqui d’ el-rei que o Papa é reaccionário, a Igreja é conservadora e fundamentalista. A rapariga, o encontro com Jesus Cristo Ressuscitado. O banho, a confissão. O fato, o homem novo, revestido da graça de Deus.
Desde aquele dia tenho-me servido muitas vezes desta narrativa, que me veio de repente, quando falo aos adolescentes e jovens. Não saberei dizer porquê, mas eles acorrem à confissão.
Padre Nuno Serras Pereira
domingo, 11 de julho de 2021
A Sagrada Comunhão deve ser recebida de joelhos e na língua - Mons. Laise
Em entrevista ao La Fede Quotidiana, Mons. Juan Rodolfo Laise, franciscano, Bispo emérito de São Luís (Argentina), respondeu a uma pergunta fundamental para os Católicos:
Mons. Laise, como se deve receber a Comunhão?
Mons. Laise: De joelhos e na língua. Deve-se dignamente respeitar e honrar o corpo do Senhor que recebemos com o Sacramento. Repito: perdemos, inclusivamente nas formas litúrgicas, o valor do Sagrado e isto é um abuso muito grave pelo qual é responsável o Papa Paulo VI, ao ter aberto a porta a este modo de agir. Depois do Vaticano II a Igreja começou a perder firmeza no que toca ao Sagrado.
sexta-feira, 9 de julho de 2021
Confissões de um antigo maçom (Maurice Caillet)
Notas prévias:
1. A incompatibilidade entre maçonaria e Fé Católica é entre o pensamento maçónico e o pensamento católico, muito antes de ser um choque entre formas de agir. (cfr. o breve artigo em anexo "Igreja e maçonaria" do Cardeal Paul Poupard).
2. No dia 26 de Novembro de 1983 a Congregação para a Doutrina da Fé publicou uma 'Declaração sobre a Maçonaria', onde se diz:
"Permanece portanto imutável o parecer negativo da Igreja a respeito das associações maçónicas, pois os seus princípios foram sempre considerados inconciliáveis com a doutrina da Igreja e por isso permanece proibida a inscrição nelas. Os fiéis que pertencem às associações maçónicas estão em estado de pecado grave e não podem aproximar-se da Sagrada Comunhão."
Maurice Caillet, venerável de uma loja maçónica durante 15 anos, revela segredos da Maçonaria num livro chamado "Yo fui mazón" (Eu fui maçom). Rituais, normas de funcionamento interno, juramentos e a influência na política desta organização secreta saem agora à luz, em particular as implicações do juramento que obriga a defender outros "irmãos" maçons.
O livro revela também a influência decisiva da Maçonaria na elaboração e aprovação de leis, como a do aborto em França, na qual ele, como médico, participou activamente.
Caillet, nascido em Bordéus (França) em 1933, especializado em Ginecologia e Urologia, praticou abortos e esterilizações antes e depois de serem legais no seu país. Membro do Partido Socialista Francês, chegou a cargos de relevância na área da saúde pública.
Quando entrou oficialmente na Maçonaria?
Maurice Caillet: No início de 1970 convocaram-me para uma possível iniciação. Eu ignorava praticamente tudo acerca do que me esperava. Tinha 36 anos, era um homem livre e nunca me havia afiliado a nenhum sindicato ou partido político. Assim, uma tarde, numa discreta rua da cidade de Rennes, bati à porta do templo, cuja frente estava adornada por uma esfinge de asas e um triângulo que rodeava um olho. Fui recebido por um homem que me disse: «Senhor, solicitou ser admitido entre nós. A sua decisão é definitiva? Está disposto a submeter-se às provas? Se a resposta for positiva, siga-me». Fiz um gesto de acordo com a cabeça. Colocou-me então uma venda preta sobre os olhos, segurou-me pelo braço e fez-me percorrer uma série de corredores. Comecei a sentir certa inquietude, mas antes de poder formulá-la, fechava-se a porta detrás de nós...
No seu livro "Yo fui mazón", explica que a maçonaria foi determinante na introdução do aborto livre em França, em 1974.
Maurice Caillet: A eleição de Valéry Giscard d'Estaing como presidente da República francesa em 1974 levou Jacques Chirac a ser eleito primeiro-ministro, tendo este como conselheiro pessoal Jean-Pierre Prouteau, Grão-Mestre do Grande Oriente da França, principal ramo maçom francês, de tendência laicista. No Ministério de Saúde colocou Simone Veil, jurista, antiga deportada de Auschwitz, que tinha como conselheiro o Dr. Pierre Simon, Grão-Mestre da Grande Loja da França, com o qual eu mantinha correspondência. Os políticos estavam bem rodeados pelos que chamávamos os nossos "Irmãos Três Pontos", e o projecto de lei sobre o aborto foi elaborado com rapidez. Adoptada pelo Conselho de Ministros no mês de Novembro, a lei Veil foi votada em Dezembro. Os deputados e senadores maçons de direitas e esquerdas votaram como um só homem!
Disse que entre os maçons há obrigatoriedade de ajudar-se entre si. Ainda é assim?
Maurice Caillet: Os "favores" são comuns em França. Certas lojas procuram ser virtuosas, mas o segredo que reina nestes círculos favorece a corrupção. Na Fraternal dos Altos Funcionários, por exemplo, negociam certas promoções, e na Fraternal de Construções e Obras Públicas distribuem os contratos, com conseqeências financeiras consideráveis.
Já beneficiou destes favores?
Maurice Caillet: Sim. O Tribunal de Apelação presidido por um "irmão" pronunciou-se sobre o meu divórcio, ordenando custos compartilhados, ao invés de dirigir todos a mim, e reduziu a pensão alimentícia à ajuda que devia prestar a meus filhos. Algum tempo depois, após ter um conflito com os meus três sócios da clínica, outro "irmão maçom", Jean, director da Caixa do Seguro Social, ao saber deste conflito, propôs-me assumir a direcção do Centro de Exames de Saúde de Rennes.
O abandono da maçonaria afectou a sua carreira profissional?
Maurice Caillet: Desde então não encontrei trabalho em nenhuma administração pública ou semi-pública, apesar de meu rico currículo.
Em algum momento recebeu ameaças de morte?
Maurice Caillet: Após ter sido despedido do meu cargo na administração e começar a lutar contra esta decisão arbitrária, recebi a visita de um "irmão" da Grande Loja da França, catedrático e secretário regional da Força Operária, que me disse, com a maior frieza, que se eu recorresse à magistratura trabalhista eu «colocaria em perigo a minha vida» e ele não poderia fazer nada para me proteger. Nunca imaginei que poderia estar ameaçado de morte por conhecidos e honoráveis maçons da nossa cidade.
Era membro do Partido Socialista e conhecia muitos de seus "irmãos" que se dedicavam à política. Poderia me dizer quantos maçons havia no governo de Mitterrand?
Maurice Caillet: Doze.
Para um ignorante como eu, poderia dizer quais são os princípios da maçonaria?
Maurice Caillet: A maçonaria, em todas as suas obediências, propõe uma filosofia humanista, preocupada antes de tudo pelo homem e consagrada à busca da verdade, mesmo afirmando que esta é inacessível. Rejeita todos os dogmas e defende o relativismo, que coloca todas as religiões no mesmo nível, enquanto desde 1723, nas Constituições de Anderson, ela se erige a um nível superior, como "centro de união". Daí se deduz um relativismo moral: nenhuma norma moral tem em si mesma uma origem divina e, como consequência, definitiva, intangível. A sua moral evolui em função do consenso das sociedades.
E como Deus se encaixa na maçonaria?
Maurice Caillet: Para um maçom, o próprio conceito de Deus é especial, como nas obediências chamadas espiritualistas. No melhor dos casos, é o Grande Arquitecto do Universo, um Deus abstracto, mas somente uma espécie de "Criador-mestre relojoeiro", como o chama o pastor Désaguliers, um dos fundadores da maçonaria especulativa. A este Grande Arquiteto se reza, se me permite a expressão, para que não intervenha nos assuntos dos homens, e nem sequer é citado nas Constituições de Anderson.
E o conceito de salvação?
Maurice Caillet: Como tal, não existe na maçonaria, salvo no plano terreno: é o elitismo das sucessivas iniciações, ainda que estas possam considerar-se pertencentes ao âmbito do animismo, segundo René Guenon, grande iniciado, e Mircea Eliade, grande especialista em religiões. É também a busca de um bem que não se especifica em nenhuma parte, já que a moral evolui na sinceridade, a qual, como todos sabemos, não é sinónimo de verdade.
Qual é a relação da maçonaria com as religiões?
Maurice Caillet: É muito ambígua. Em princípio, os maçons proclamam com firmeza uma tolerância especial para com todas as crenças e ideologias, com um gosto muito marcado pelo sincretismo, ou seja, uma coordenação pouco coerente das diferentes doutrinas espirituais: é a eterna gnose, subversão da fé verdadeira. Por outro lado, a vida das lojas, que foi a minha durante 15 anos, revela uma animosidade particular contra a autoridade papal e contra os dogmas da Igreja Católica.
Como começou o seu descobrimento de Cristo?
Maurice Caillet: Eu era racionalista, maçom e ateu. Nem sequer era baptizado, mas a minha mulher Claude estava doente e decidimos ir a Lourdes. Enquanto ela estava nas piscinas, o frio obrigava-me a refugiar na Cripta, onde assisti, com interesse, à primeira Missa da minha vida. Quando o padre, ao ler o Evangelho, disse: «Pedi e vos será dado: buscai e achareis; chamai e se vos abrirá», aconteceu um choque tremendo em mim porque ouvi esta frase no dia de minha iniciação no grau de Aprendiz e costumava-a repetir quando, já Venerável, iniciava os profanos.
No silêncio posterior – pois não havia homilia – ouvi claramente uma voz que me dizia: «Pedes a cura de Claude. Mas o que ofereces?». Instantaneamente, e seguro de ter sido interpelado pelo próprio Deus, só tinha a mim mesmo para oferecer. No final da Missa, fui à sacristia e pedi imediatamente o baptismo ao padre. Este, estupefacto quando lhe confessei a minha pertença maçónica e minhas práticas ocultistas, disse-me que fosse ver o arcebispo de Rennes. Esse foi o início de meu itinerário espiritual.
in Zenit
Conferência sobre a Vida Monástica
A conferência será transmitida em directo na página Senza Pagare no facebook: https://www.facebook.com/senzapagare
quinta-feira, 8 de julho de 2021
Cardeal Sarah diz que Bento XVI ficará conhecido com o Papa do Summorum Pontificum
O Cardeal Robert Sarah lembrou os 14 anos do motu proprio Summorum Pontificum, na sua conta pessoal de Twitter, com uma referência à importância dessa iniciativa do Papa Bento XVI:«Bento XVI será lembrado, ao longo da História, não só como um grande teólogo, mas também como o Papa do Summorum Pontificum, o Papa da paz litúrgica, aquele que construiu uma ponte ecuménica com o Oriente cristão através da liturgia latino-gregoriana.»
“Casamento homossexual” é “sacramento” luciferino, diz porta-voz do Templo Satânico
Sempre que o povo americano tentar conter o aborto ou manter leis do casamento tradicional, os seguidores de Satanás vão estar lá para se opor, prometeu o porta-voz nacional do Templo Satânico, segundo apurou o LifeSiteNews.
O Templo Satânico ganhou notoriedade pela tentativa de realizar uma ‘Missa Negra’ na Universidade de Harvard que foi repelida pelos estudantes católicos.
O porta-voz Lucien Greaves, cujo nome de nascimento é Doug Mesner, disse para o jornal ‘Metro Times’ de Detroit que ele gostaria de ajudar as mulheres a não cumprir as leis pela vida. Segundo ele, as restrições ao aborto violam as crenças religiosas satânicas e o “casamento” homossexual é um “sacramento” da religião diabólica.
Ele acrescentou que o objectivo actual do Templo Satânico é ter gente a fazer lobby em Washington D.C., para passar leis que amparem a “religião de Satanás”. Atacou o governador do Michigan, Rick Snyder, porque “vem tentando tornar insustentável para as mulheres a interrupção da gravidez”.
“Nós sentimos que devemos proteger com isenção religiosa as mulheres de procedimentos supérfluos, como o ultrassom transvaginal”, disse Greaves explicitando a “religião luciferina”. Defendeu que longe de serem adolescentes antissociais e arruaceiros, os seus seguidores luciferianos são “satanistas de mente cívica e socialmente responsáveis”.
“Uma das coisas com que fortemente nos importamos é o direito dos homossexuais”, disse Greaves. “Para nós, acrescentou, o casamento [homossexual] é um sacramento. Reconhece-mo-lo, e achamos que o Estado teria que reconhecer o casamento por motivos de liberdade religiosa”.
Em sentido oposto reagiu Adam Cassandra, gerente de comunicações da Human Life International. Ele disse ao LifeSiteNews que a postura do Templo Satânico sobre o aborto e a redefinição do casamento “talvez sustente a posição de muitos no movimento pela vida de que os ataques à vida humana inocente e à família são demoníacos na sua origem”. “Mesmo que advoguem por ‘justiça’ e ‘direitos’, eles identificam-se com aquele que tem sido a fonte de todos os males e os enganos ao longo da história humana”.
Defensores da vida vinham notando que, em manifestações públicas, alguns progressistas liberais invocavam forças demoníacas em seus esforços de lobby por este ou aquele projecto. Em Julho de 2013, um grupo de defensores do aborto gritava “Ave Satanás!”, enquanto cristãos pró-vida cantavam “Amazing Grace” na Assembleia do Texas, antes da aprovação da votação sobre a proibição dos abortos de bebés com mais de 20 semanas.
Via 'Valores inegociáveis: respeito à vida, à família e à religião'
quarta-feira, 7 de julho de 2021
Papa Bento XVI: "A Missa Tradicional nunca foi ab-rogada"
terça-feira, 6 de julho de 2021
Cardeal Burke ordenou 8 sacerdotes para o Instituto de Cristo Rei
Levar a cruz
segunda-feira, 5 de julho de 2021
Una Voce publicou anúncio no La Repubblica com defesa da Missa Tradicional
Perante os rumores que fazem prever uma (ainda) maior restrição do acesso à Liturgia Tradicional Romana, a Federação Internacional Una Voce decidiu publicar um anúncio no jornal italiano La Repubblica com um apelo ao respeito pelo direito dos fiéis. Eis o comunicado:
Vivendo a fé, vivendo o futuro:
A Forma Extraordinária do Rito Romano
Declaração da Federação Internacional Una Voce
A Federação Internacional Una Voce (FIUV), fundada em 1965, congrega várias associações de fiéis leigos que aderem à Forma Extraordinária do Rito Romano (Missa Tradicional).
Em 2007, a Carta Apostólica Summorum Pontificum reconheceu o vigor da liturgia tradicional, a liberdade dos sacerdotes para a celebrar e dos fiéis para a solicitar. Este facto tem levado a um aumento contínuo das celebrações da antiga Missa em latim e de seus frutos espirituais.
No decorrer de 2020, a FIUV realizou uma pesquisa mundial entre os fiéis sobre a implantação do Summorum Pontificum. Deste exercício, que inclui resultados de 364 dioceses em 52 países, encontramos:
• A Missa Antiga em latim é profundamente apreciada por grupos de fiéis de todas as idades, especialmente famílias com crianças, jovens e convertidos, que se encontram em todos os ambientes sociais e culturais, em todos os continentes e num número crescente de países.
• A maior disponibilidade desta Missa favoreceu, em muitos lugares, a normalização da relação entre os fiéis que a ela aderiram e os seus bispos; relacionamentos cada vez mais caracterizados pelo respeito e compreensão mútuos.
No entanto, descobrimos que, ao contrário das políticas anteriores da Santa Sé, dentro da Igreja, ainda existem pessoas, incluindo alguns bispos, que gostariam de ver a Forma Extraordinária do Rito Romano explicitamente suprimida ou sujeita a maiores restrições. Por isso, a FIUV, em consideração aos fiéis que aderem à Missa Tradicional, sente o dever de exprimir a sua opinião, encorajada pela exortação do Papa Francisco aos membros da Igreja, a agir com parrhesia e a necessária humildade.
O aumento do interesse pela liturgia tradicional não se deve à saudade de um tempo que não recordamos ou a um desejo de rigidez: trata-se, na verdade, de nos abrirmos ao valor de algo que, para muitos, é novo e fonte de Esperança. O Papa Francisco caracterizou a antiga liturgia em termos de “Sentido de adoração” (conferência de imprensa de 28 de Julho de 2013), podemos também aplicar as suas palavras: uma “história viva que nos acolhe e nos encoraja para frente” (Evangelii Gaudium 13) .
Queremos hoje fazer parte desta “grande orquestra” de “unidade na variedade” que, como disse o Papa Francisco, reflecte a verdadeira catolicidade da Igreja (Audiência Geral de 9 de Outubro de 2013). A Carta Apostólica Summorum Pontificum continua a transformar os conflitos do passado em harmonia: esperamos que continue a fazê-lo.
Felipe Alanis Suarez, Presidente (www.fiuv.org)
quinta-feira, 1 de julho de 2021
quarta-feira, 30 de junho de 2021
França: por cada sacerdote ordenado morrem 12
As estatísticas que chegam de França não são animadoras: por cada sacerdote que é ordenado morreram 12 sacerdotes. Um ratio que dificilmente melhorará nos próximos anos visto que a idade média dos sacerdotes franceses é de 75 anos.
Isto implica, obviamente, que o número de sacerdotes vai baixar (ainda mais) drasticamente nos próximos anos. Por causa disso, a maioria dos fiéis católicos verá as suas paróquias fechadas e terá de se deslocar bem mais longe para poder ouvir Missa ao Domingo.
Estes tristes números reflectem o tremendo falhanço que foi o abandono da liturgia romana, como sempre tinha sido celebrada, e da doutrina católica. O renascimento da Igreja em França (e na Europa) apenas poderá acontecer quando ambas forem resgatadas.
João Silveira
terça-feira, 29 de junho de 2021
Papa Bento XVI comemora 68 anos de sacerdócio
Solenidade de São Pedro e São Paulo. Foi a 29 de Junho de 1951, na Catedral de Freising, que o jovem Joseph Ratzinger viria a ser ordenado sacerdote pelo Cardeal de Munique, Mons. Michael Faulhaber. Na sua autobiografia, o então Cardeal Ratzinger disse que esse foi o momento mais importante da sua vida. Juntamente com Joseph, de 24 anos, foi também ordenado nesse dia o seu irmão Georg, de 27.
segunda-feira, 28 de junho de 2021
São Pedro e São Paulo continuam a interceder por nós
Pedro e Paulo não cessam de ouvir as preces dos seus devotos. O tempo não diminuiu os seus poderes, e, mais no Céu do que outrora na Terra, a grandeza dos interesses gerais da Igreja não os absorve a ponto de negligenciarem o menor dos habitantes dessa gloriosa cidade de Deus, da qual foram e permanecem Príncipes.
Um dos triunfos do inferno nesta nossa época foi o de ter adormecido, nesse ponto, a fé dos justos. É preciso insistir para terminar esse sono funesto, que nos levará ao esquecimento de que o Senhor quis confiar a homens o cuidado de continuar a Sua obra e representá-lo visivelmente na Terra.
Santo Ambrósio exalta a acção apostólica sem cessar eficaz e viva da Igreja, exprime com delicadeza e profundidade o papel de Pedro e Paulo na rectificação dos eleitos. A Igreja, diz ele, é um navio onde Pedro deve pescar, e nessa pesca ele recebe ordens de usar ora a rede, ora o anzol. Grande mistério porque essa pesca é espiritual. A rede protege, o anzol fere, mas a rede é multidão, o anzol o peixe solitário.
O bom peixe não repele o anzol de Pedro; ele não mata, mas consagra. Preciosa ferida a sua, que no sangue faz encontrar a moeda necessária ao pagamento do tributo do apóstolo e mestre. Então, não te subestimes porque teu corpo é fraco; tens na tua boca o que pagar por Cristo, e pela sua Igreja, e por Pedro.
Porque um tesouro está em nós: o Verbo de Deus. A confissão de Jesus põe-no em nossos lábios. É por isto que Ele diz a Simão: Vai ao mar alto, isto é, ao coração do homem, porque o coração do homem, nos seus recônditos, é como as águas profundas. Vai ao mar alto, isto é, a Cristo, porque Cristo é o reservatório profundo das águas vivas no qual estão os tesouros da sabedoria e da ciência.
Todos os dias Pedro continua a pescar. Todos os dias o Senhor lhe diz: vai ao mar alto. Mas parece-me ouvir Pedro: Mestre, trabalhamos toda a noite, sem nada conseguir. Pedro sofre em nós quando a nossa devoção é custa. Paulo está também em luta. Vós o ouvistes hoje dizendo: Quem está doente sem que eu também esteja doente? Fazei de forma tal que os apóstolos não tenham que sofrer por vossa causa.
Dom Prosper Guéranger in 'Année Liturgique'
domingo, 27 de junho de 2021
Ordenações Sacerdotais na FSSP
quinta-feira, 24 de junho de 2021
A manhã de São João
Manhaninha de S. João
Pela manhã de alvorada
Jesus Cristo se passeia
Ao redor da fonte clara.
Por Sua boca dizia,
Por Sua boca falava:
Esta água fica benta
E a fonte fica sagrada.
Ouviu a filha d’el-rei
D’altas torres donde estava.
Vestiu suas meias de seda,
Calçou sapatos de prata,
Pegou em cântaro d’oiro,
À fonte foi buscar água.
Lá no meio do caminho
Com a Virgem se encontrava.
Atreveu-se e perguntou-lhe
Se havia de ser casada.
Casadinha haveis de ser
Muito bem afortunada,
Três filhos haveis de ter
Todos de capa e espada.
Um será Bispo em Roma,
E outro Cardeal em Braga,
O mais novo deles todos,
Servo da Virgem Sagrada.
Ditosa da donzelinha
Que à fonte foi buscar água!
Poema popular tradicional
Subscrever:
Mensagens (Atom)















































