quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Em carta ao Cardeal Fernandez, FSSPX confirma que serão sagrados novos Bispos:

Eminência Reverendíssima,

Em primeiro lugar, agradeço-Vos por me terdes recebido no passado dia 12 de Fevereiro, e também por terdes tornado público o conteúdo do nosso encontro, o que favorece uma perfeita transparência na comunicação.

Não posso senão acolher favoravelmente a abertura a uma discussão doutrinal, manifestada hoje pela Santa Sé, pela simples razão de que fui eu mesmo quem a propôs exactamente há sete anos, numa carta datada de 17 de Janeiro de 2019(1). Na época, o Dicastério não havia expressado interesse por tal discussão, com a motivação – exposta oralmente – de que um acordo doutrinal entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X era impossível(2).

Da parte da Fraternidade, a discussão doutrinal era – e continua a ser – desejável e útil. Com efeito, mesmo que não se consiga encontrar um acordo, os intercâmbios fraternais favorecem o conhecimento recíproco, permitem afinar e aprofundar os próprios argumentos, compreender melhor o espírito e as intenções que animam as posições do interlocutor, sobretudo o seu real amor pela Verdade, pelas almas e pela Igreja. Isso vale, em toda a circunstância, para ambas as partes.

Tal era precisamente a minha intenção, em 2019, quando sugeri uma discussão num momento sereno e pacífico, sem a pressão ou a ameaça de uma eventual excomunhão que tornaria o diálogo um pouco menos livre – coisa que, infelizmente, se verifica hoje.

Dito isto, se me regozijo, obviamente, de uma nova abertura ao diálogo e de uma resposta positiva à proposta de 2019, não posso aceitar, por honestidade intelectual e fidelidade sacerdotal, diante de Deus e das almas, a perspectiva e as finalidades em nome das quais o Dicastério propõe a retoma do diálogo no presente momento; nem, consequentemente, a protelação da data de 1 de Julho.

Exponho-Vos respeitosamente os motivos, aos quais acrescento algumas considerações complementares.

1. Sabemos ambos antecipadamente que não nos podemos pôr de acordo no plano doutrinal, com particular referência aos orientamentos fundamentais adoptados após o Concílio Vaticano II. Este desacordo, da parte da Fraternidade, não provém de uma simples divergência de visões, mas de um verdadeiro caso de consciência, provocado pelo que se revela ser uma ruptura com a Tradição da Igreja.

Este nó complexo tornou-se, infelizmente, ainda mais inextricável com os desenvolvimentos doutrinais e pastorais ocorridos ao longo dos recentes pontificados.

Não vejo, pois, como um caminho de diálogo comum poderia chegar a determinar juntos o que constituiria «o mínimo necessário para a plena comunhão com a Igreja Católica», pois – como Vós mesmos recordastes com franqueza – os textos do Concílio não podem ser corrigidos, nem a legitimidade da Reforma litúrgica posta em discussão.

2. Este diálogo deveria permitir esclarecer a interpretação do Concílio Vaticano II. Mas ela já está claramente fornecida no pós-Concílio e nos documentos subsequentes da Santa Sé. O Concílio não constitui um conjunto de textos livremente interpretáveis: ele foi recebido, desenvolvido e aplicado há sessenta anos, pelos Papas que se sucederam, segundo orientações doutrinais e pastorais precisas.

Esta leitura oficial exprime-se, por exemplo, em textos de relevo como Redemptor hominis, Ut unum sint, Evangelii gaudium ou Amoris lætitia. Ela manifesta-se também na Reforma litúrgica, compreendida à luz dos princípios reafirmados em Traditionis custodes. Todos estes documentos mostram que o quadro doutrinal e pastoral no qual a Santa Sé pretende colocar toda a discussão já está determinado.

3. O diálogo proposto apresenta-se hoje em circunstâncias das quais não se pode abstrair. Com efeito, esperávamos há sete anos uma acolhida favorável à proposta de discussão doutrinal formulada em 2019. Mais recentemente, escrevemos por duas vezes ao Santo Padre: para pedir primeiramente uma audiência, depois para expor com clareza e respeito as nossas necessidades e a situação concreta da Fraternidade.


Agora, após um longo silêncio, é só no momento em que se evocam consagrações episcopais que se propõe a retoma de um diálogo, o qual aparece assim dilatório e condicionado. Com efeito, a mão estendida da abertura ao diálogo é acompanhada, infelizmente, por outra mão já pronta a conferir sanções. Fala-se de ruptura de comunhão, de cisma(2) e de «graves consequências». Além disso, esta ameaça é já pública, o que cria uma pressão dificilmente compatível com um autêntico desejo de intercâmbios fraternais e de diálogo constructivo.

4. Por outro lado, não nos parece possível empreender um diálogo para definir quais seriam os mínimos necessários à comunhão eclesial, simplesmente porque essa tarefa não nos pertence. Ao longo dos séculos, os critérios de pertença à Igreja foram estabelecidos e definidos pelo Magistério. O que devia ser crido obrigatoriamente para ser católico foi sempre ensinado com autoridade, na fidelidade constante à Tradição.


Consequentemente, não se vê como esses critérios poderiam ser objecto de um discernimento comum mediante um diálogo, nem como poderiam ser reavaliados hoje a ponto de não corresponderem mais ao que a Tradição da Igreja sempre ensinou, e que nós desejamos observar fielmente, no nosso lugar.

5. Finalmente, se se prevê um diálogo com vista a chegar a uma declaração doutrinal que a Fraternidade possa aceitar, relativamente ao Concílio Vaticano II, não podemos ignorar os precedentes históricos dos esforços cumpridos nesse sentido. Chamo a Vossa atenção em particular para o mais recente: a Santa Sé e a Fraternidade tiveram um longo caminho de diálogo, iniciado em 2009, particularmente intenso por dois anos, depois prosseguido de modo mais esporádico até 6 de Junho de 2017. Durante todos esses anos procurou-se alcançar o que o Dicastério propõe agora.


Ora, tudo acabou por concluir-se de modo drástico com uma decisão unilateral do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Cardeal Müller, que, em Junho de 2017, estabeleceu solenemente, à sua maneira, «os mínimos necessários para a plena comunhão com a Igreja Católica», incluindo explicitamente todo o Concílio e o pós-Concílio(3). Isso mostra que, se se obstina num diálogo doutrinal demasiado forçado e sem suficiente serenidade, a longo prazo, em vez de obter um resultado satisfatório, não se faz senão agravar a situação.

Por estas razões, na consciência partilhada de que não podemos encontrar um acordo sobre a doutrina, parece-me que o único ponto sobre o qual nos podemos encontrar é o da caridade para com as almas e para com a Igreja.

Como Cardeal e Bispo, Vós sois primeiramente um pastor: permiti que me dirija a Vós nesse título. A Fraternidade é uma realidade objectiva: ela existe. Por isso, ao longo dos anos, os Sumos Pontífices tomaram acto dessa existência e, com actos concretos e significativos, reconheceram o valor do bem que ela pode realizar, apesar da sua situação canónica. É por isso que hoje nos falamos.

Esta mesma Fraternidade pede-Vos unicamente poder continuar a realizar o mesmo bem para as almas às quais administra os santos sacramentos. Não Vos pede nada mais, nenhum privilégio, nem tampouco uma regularização canónica que, no estado actual das coisas, se revela impraticável por causa das divergências doutrinais. A Fraternidade não pode abandonar as almas. A necessidade das consagrações é uma necessidade concreta a breve termo para a sobrevivência da Tradição, ao serviço da santa Igreja Católica.

Podemos estar de acordo num ponto: nenhum de nós deseja reabrir feridas. Não repetirei aqui tudo o que já exprimimos na carta dirigida a Papa Leão XIV, da qual Vós tendes conhecimento directo. Sublinho apenas que, na situação presente, o único caminho realmente praticável é o da caridade.

Ao longo da última década, o Papa Francisco e Vós mesmo tendes amplamente promovido «a escuta» e a compreensão de situações particulares, complexas, excepcionais, estranhas aos esquemas ordinários. Tendes também auspiciado um uso do direito canónico que seja sempre pastoral, flexível e razoável, sem pretender resolver tudo mediante automatismos jurídicos e esquemas pré-constituídos. A Fraternidade não Vos pede nada mais no presente momento – e sobretudo não o pede para si mesma: pede-o para aquelas almas sobre as quais, como já prometido ao Santo Padre, não tem outra intenção senão a de fazer delas verdadeiros filhos da Igreja Romana.

Finalmente, há outro ponto no qual estamos também de acordo, e que nos deve encorajar: o tempo que nos separa de 1 de Julho é o tempo da oração. É um momento em que imploramos do Céu uma graça especial e, da parte da Santa Sé, compreensão. Rezo em particular por Vós o Espírito Santo e – não o tomeis como uma provocação – a sua Santíssima Esposa, a Mediadora de todas as Graças.

É meu desejo agradecer-Vos sinceramente pela atenção que me dispensastes, e pelo interesse que quisereis dar à presente questão.

Peço-Vos que aceiteis, Eminência Reverendíssima, a expressão dos meus mais distintos obséquios; aproveito a ocasião para me confirmar ainda uma vez devotíssimo no Senhor.

Davide Pagliarani, Superior Geral
+ Alfonso de Galarreta, Primeiro Assistente Geral
Christian Bouchacourt, Segundo Assistente Geral
+ Bernard Fellay, Primeiro Conselheiro Geral, Ex-Superior Geral
Franz Schmidberger, Segundo Conselheiro Geral, Ex-Superior Geral



blogger

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Casamentos Católicos nos EUA caíram 60% desde 2000

Os casamentos católicos desceram de aproximadamente de 267.000 em 2000 para 111.718 em 2024 — uma descida de quase 60%, segundo dados reportados pela EWTN News.

Comparado com 1970, quando houve cerca de 426.000 casamentos católicos, as cifras de hoje mostram uma descida de cerca de 75%, apesar do crescimento da população católica.

Este fenómeno tem sido evidente há décadas. Uma notícia semelhante foi publicada em Junho de 2011 quando um estudo da 'Our Sunday Visitor' concluiu que o número de casamentos celebrados nas igrejas católicas americanas havia caído 60%.

Naquela altura, registava-se «uma mudança de 8,6 casamentos por 1.000 católicos americanos em 1972 para 2,6 casamentos por 1.000 católicos em 2010».

in gloria.tv


blogger

domingo, 15 de fevereiro de 2026

Bênção das refeições na Ordem Beneditina

Ante Prandium (Antes do Almoço)

Sacerdote: Benedicite.
Todos: Benedicite.

Sacerdote: Oculi omnium
Continuam todos: in te sperant, Domine, et tu das illis escam in tempore opportuno. Aperis tu manum tuam, et imples omne animal in benedictione. Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeulorum. Amen.

Kyrie eleison.
Christe eleison.
Kyrie eleison.

Pater noster... [continua o Pai-Nosso em silêncio até:]
V. Et ne nos inducas in tentationem.
R. Sed libera nos a malo.

Sacerdote: Benedic, Domine, nos et haec tua dona, quae de tua largitate sumus sumpturi. Per Christum Dominum nostrum. 
R. 
Amen.

Leitor: Iube, domne, benedicere.
Sacerdote: Mensae caelestis participes faciat nos Rex aeternae gloriae. 
R. 
Amen.

Post Prandium (Depois do Almoço)

Leitor: Tu autem, Domine, miserere nobis.

R. Deo gratias.

Todos se levantam. Sacerdote: Confiteantur tibi, Domine, omnia opera tua.
R. Et sancti tui benedicant tibi. Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.
O Sacerdote continua: Agimus tibi gratias, omnipotens Deus, pro universis beneficiis tuis: Qui vivis et regnas in saecula saeculorum. 
R
. Amen.

Este salmo é dito por todos: Laudate Dominum, omnes gentes, laudate eum, omnes populi. Quoniam confirmata est super nos misericordia eius et veritas Domini manet in aeternum. Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.

Kyrie eleison.
Christe eleison.
Kyrie eleison.

Pater noster... [continua o Pai-Nosso em silêncio até:]
V. Et ne nos inducas in tentationem.
R. Sed libera nos a malo.

V. Dispersit, dedit pauperibus.
R. Iustitia eius manet in saeculum saeculi.
V. Benedicam Dominum in omni tempore.
R. Semper laus eius in ore meo.
V. In Domino laudabitur anima mea.
R. Audiant mansueti, et laetentur.
V. Magnificate Dominum mecum.
R. Et exaltemus nomen eius in idipsum.
V. Sit nomen Domini benedictum.
R. Ex hoc nunc et usque in saeculum.

Sacerdote: Retribuere, dignare, Domine, omnibus, nobis bona facientibus propter nomen tuum, vitam aeternam. 
R.
 Amen.

V. Benedicamus Domino.
R. Deo gratias.
V. Fidelium animae per misericordiam Dei requiescant in pace.
R. Amen.

Pater noster... [todos em silêncio]
V. Deus det nobis suam pacem.
R. Amen.

Ante Coenam (Antes do Jantar)

Sacerdote: Benedicite.
Todos: Benedicite.

Sacerdote: Edent pauperes
E continuam todos: et saturabuntur, et laudabunt Dominum, qui requirunt eum: vivant corda eorum in saeculum saeculi. Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.

Kyrie eleison.
Christe eleison.
Kyrie eleison.

Pater noster... [continuam o Pai-Nosso em silêncio até:]
V. Et ne nos inducas in tentationem.
R. Sed libera nos a malo.

Sacerdote: Benedic, Domine, nos et haec tua dona, quae de tua largitate sumus sumpturi. Per Christum Dominum nostrum. 
R.
 Amen.

O leitor diz: Iube, domne, benedicere.
O Sacerdote: Ad caenam vitae aeternae perducat nos Rex ternae gloriae.
R. Amen.

In Fine Coenae (Depois do Jantar)

Leitor: Tu autem, Domine, miserere nobis.

R. Deo gratias.
Todos se levantam. 
Sacerdote: Memoriam fecit mirabilium suorum, misericors et miserator Dominus. Escam dedit timentibus se. Gloria Patri et Filio et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc et semper, et in saecula saeculorum. Amen.
Sacerdote continua: Benedictus Deus in donis suis, et sanctus in omnibus operibus suis, qui vivat et regnat in saecula saeculorum. R. Amen.

Este salmo é dito por todos: Laudate Dominum, omnes gentes, laudate eum, omnes populi. Quoniam confirmata est super nos misericordia eius et veritas Domini manet in aeternum. Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.

Kyrie eleison.
Christe eleison.
Kyrie eleison.

Pater noster... [continua o Pai-Nosso em silêncio até:]
V. Et ne nos inducas in tentationem.
R. Sed libera nos a malo.

V. Dispersit, dedit pauperibus.
R. Iustitia eius manet in saeculum saeculi.
V. Benedicam Dominum in omni tempore.
R. Semper laus eius in ore meo.
V. In Domino laudabitur anima mea.
R. Audiant mansueti, et laetentur.
V. Magnificate Dominum mecum.
R. Et exaltemus nomen eius in idipsum.
V. Sit nomen Domini benedictum.
R. Ex hoc nunc et useque in saeculum.

Sacerdote: Retribuere, dignare, Domine, omnibus, nobis bona facientibus propter nomen tuum, vitam aeternam.
R. Amen.

V. Benedicamus Domino. 
R.
 Deo gratias.

V. Fidelium animae per misericordiam Dei requiescant in pace.
R. Amen.

Pater noster... [todos em silêncio]
V. Deus det nobis suam pacem.
R. Amen.
E acrescenta: V. Tribuat Dominus benefactoribus nostris pro terrenis caelestia, pro temporalibus sempiterna.
R. Amen.

In Caena Serotina (Nas outras refeições)

Leitor: Benedicite.
Sacerdote abençoa dizendo: Collationem servorum suorum benedicat Christus, Rex angelorum. 
R. Amen.


blogger

Clero chinês sobre controle do Governo

O controlo estatal sobre a Igreja Católica na China atingiu um novo e restritivo nível.

Segundo o *IlTimone.it* de 13 de Fevereiro, o governo chinês exige agora que o clero oficialmente reconhecido — bispos, sacerdotes, diáconos e religiosos — entregue os seus passaportes às autoridades centrais.

De acordo com as novas regras, o clero não poderá conservar documentos de viagem nem deslocar-se ao estrangeiro de forma independente, incluindo a Hong Kong, Macau ou Taiwan.

Qualquer viagem ao exterior deverá receber aprovação prévia do Estado, e, ao regressar, o clérigo deverá apresentar um relatório detalhado das suas actividades no prazo de sete dias.

O sistema reflecte os controlos impostos aos funcionários do Partido Comunista, tratando, na prática, os dirigentes religiosos como figuras politicamente sensíveis.

No dia 4 de Fevereiro, a Conferência Episcopal Chinesa apoiou publicamente os novos regulamentos, declarando que a prática religiosa deve conformar-se com os “interesses nacionais” do país.

A política baseia-se no Artigo 40 do Regulamento sobre os Assuntos Religiosos da China, o qual limita as actividades religiosas colectivas a locais registados e a clero aprovado pelo Estado.



blogger

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé

Em Portugal se conservará sempre o dogma da Fé. Esta promessa da Senhora não quer dizer que os portugueses estejam de antemão protegidos contra o mal, ou que possam fazer o que quiserem, que tudo irá sempre bem...

Embora muito parca em palavras sobre o que dizia respeito à Mensagem de Fátima, e sobretudo a fazer interpretações pessoais, a Irma Lúcia alguma vez deixou escapar esta afirmação, fruto da sua meditação: 

"Se Portugal não aprovar o aborto, está salvo; mas se o aprovar, terá muito que sofrer. Pelo pecado da pessoa paga a pessoa que dele é responsável; mas pelo pecado da Nação paga todo o Povo. Porque os Governantes que promulgam as leis iníquas fazem-no em nome do Povo que os elegeu."

Hoje sobre Portugal pesam três pecados sociais que pedem reparação e conversão: o divórcio, o aborto e o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. É a grande crise moral que explica todas as outras crises. 

Num corpo doente de gangrena, por mais tratamentos que façam, enquanto não for erradicado o foco do mal, não terá melhoras e a morte será o seu fim. Assim acontece no tecido social: enquanto a imoralidade grassar como peste mortífera, todo o povo gemerá e terá muito que sofrer.

in 'Um Caminho sob o olhar de Maria, biografia da irmã Lúcia'


blogger

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

Comunicado da FSSPX após o encontro com o Cardeal Fernandez

Neste dia 12 de Fevereiro de 2026, o Senhor Padre Davide Pagliarani, Superior-Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, foi recebido no Palácio do Santo Ofício por Sua Eminência o Cardeal Víctor Manuel Fernández, Prefeito do Dicastério para a Doutrina da Fé. Este encontro foi-lhe proposto pelo Cardeal na sequência do anúncio público, feito no passado dia 2 de Fevereiro, de futuras sagrações episcopais no seio da Fraternidade São Pio X.

O encontro, realizado em particular, conforme o desejo do Cardeal, durou uma hora e meia e decorreu numa atmosfera simultaneamente cordial e franca. Permitiu ao Senhor Padre Pagliarani escutar atentamente o Prefeito e precisar o alcance do anúncio de 2 de Fevereiro, bem como o sentido das démarches efectuadas junto da Santa Sé ao longo dos últimos meses.

O Superior-Geral pôde assim apresentar de viva voz a situação actual da Fraternidade São Pio X e o seu dever, dada a necessidade espiritual em que se encontram as almas, de assegurar a continuação do ministério dos seus bispos.

Fez sobretudo questão de expor o espírito de caridade no qual a Fraternidade encara estas sagrações, assim como o seu sincero desejo de servir as almas e a Igreja Romana.

Renovou finalmente o seu desejo de que, tendo em conta as circunstâncias absolutamente particulares em que se encontra a Santa Igreja, a Fraternidade possa continuar a trabalhar na sua situação actual, excepcional e temporária, para o bem das almas que a ela recorrem.

Por seu lado, o Cardeal Fernández apresentou uma abordagem diferente da questão. Transmitida num comunicado oficial rapidamente publicado pela Santa Sé, a sua proposta consiste num «caminho de diálogo especificamente teológico, segundo uma metodologia bem precisa, […] para pôr em evidência os minimos necessários à plena comunhão com a Igreja Católica», o que permitiria «definir um estatuto canónico para a Fraternidade».

Estas trocas teriam por objectivo, em particular, chegar a um acordo sobre «os diferentes graus de adesão exigidos pelos diversos textos do Concílio Ecuménico Vaticano II e a sua interpretação». O Cardeal precisou oralmente que, se se podia dialogar sobre o Concílio, não se podia, contudo, corrigir os seus textos.

Como condição prévia a este diálogo, exige-se que seja suspensa a decisão das sagrações episcopais anunciadas.

O Prefeito do Dicastério pediu explicitamente ao Superior-Geral que tivesse a amabilidade de apresentar esta proposta aos membros do seu Conselho e de tomar o tempo necessário para a avaliar.

O Senhor Padre Pagliarani responderá, portanto, dentro de alguns dias. Escreverá directamente ao Cardeal Fernández e dará igualmente a conhecer a sua resposta a todos os fiéis.

O Superior-Geral renovou junto do Cardeal Fernández o seu desejo de poder encontrar pessoalmente o Santo Padre. Está muito sereno e agradece por todas as orações oferecidas. Continua a recomendar esta situação à oração dos fiéis.


blogger

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

Nobel de Medicina e agnóstico rende-se à Virgem: "Os milagres de Lourdes são inexplicáveis"

Danila Castelli é uma mulher italiana que sofria de grave hipertensão e, após visitar Lourdes em 1989, ficou completamente curada. Este caso ficou conhecido como o milagre oficial número 69 a ser reconhecido pela Igreja Católica neste santuário mariano desde a aparição da Virgem à jovem Santa Bernadette, em 1858.

Desde aquela data registaram-se mais de 7 mil curas "inexplicáveis" em Lourdes, ainda que apenas umas dezenas tenham sido consideradas milagre, tendo em conta as rigorosas condições estabelecidas para o estudo de cada caso.

No entanto, o debate sobre as aparições e curas em Lourdes dura há décadas, e o desprezo e as críticas dos ateus mais beligerantes contrastam com o respeito e consideração de profissionais de reconhecido prestígio, face a um fenómeno religioso que não deixa ninguém indiferente. Como exemplo, cite-se o Prémio Nobel da Medicina, e Prémio Príncipe de Astúrias, Luc Montagnier. Este médico francês tornou-se famoso por ter descoberto o vírus do HIV bem como outros importantes contributos para a ciência.

É de extremo interesse conhecer a opinião de este reconhecido cientista, e ex-director do Instituto Pasteur, acerca de Lourdes, um lugar que exige ter uma enorme fé. Esta opinião ficou registrada no livro que recolhe os diálogos entre Montagnier e o monge cisterciense Michel Niassaut, sob o título Le Moine et le Nobel.

“Não há por que negar nada”

Num momento específico, a conversa versou acerca das curas inexplicáveis em Lourdes. Que opinião teria um Nobel da Medicina e não-crente sobre o assunto? A sua resposta significaria um exemplo de coerência para o mundo da ciência. “Quando um fenómeno é inexplicável, se realmente existe, não há necessidade de negar nada”, afirmou peremptoriamente Luc Montagnier. E continuando neste sentido, o Nobel da Medicina assegurou que “nos milagres de Lourdes há algo inexplicável”.

Além disso, Montagnier critica a conduta de alguns dos seus colegas, e diz neste livro que “muitos cientistas cometem o erro de rejeitar o que não entendem. Não gosto dessa atitude. Frequentemente cito a frase do astrofísico Carl Sagan: A Ausência de prova não é prova de ausência”.

“Os Milagres são inexplicáveis” Neste sentido, acrescentou ,“relativamente aos milagres de Lourdes que estudei, creio que realmente se trata de algo inexplicável (…) Não consigo entender estes milagres mas reconheço que há curas que não estão previstas no estado actual da ciência”.
Tendo sido quem descobriu o vírus do HIV, Montagnier teve uma enorme relevância na segunda metade do século XX e, apesar das críticas tradicionais do mundo anticatólico referentes ao posicionamento da Igreja face à Sida, este cientista louva o papel do mundo católico face a estes dramas.

“Colaboração com a Igreja”

De facto, relata que “o meu colega dos Estados Unidos da América, Robert Gallo, teve uma audiência com o Papa (João Paulo II), tentando perceber qual o modo em que seria possível aumentar a nossa colaboração com as equipas que trabalham na sombra nas missões Católicas em África. Ali tratam-se pessoas infectadas com Sida e faz-se prevenção contra a propagação do vírus”.

Este importante, e muitas vezes esquecido, trabalho, é muito destacado por este Prémio Nobel. “As ordens religiosas cristãs têm um papel muito positivo no cuidado dos doentes. Reconheço que, no âmbito da atenção hospitalar, a Igreja foi pioneira”.

O trabalho vital da Igreja contra a Sida

“Pude contactar de perto, ao longo destes largos anos de investigação sobre a Sida, e sobretudo ao princípio, com pacientes condenados a uma morte inevitável. Frequentemente, a fé e proximidade da Igreja ajudaram-nos a fazer frente à doença, e com que cada doente não se sentisse abandonado. Foi por esta experiência que sempre reconheci a contribuição pioneira e inestimável da Igreja no campo da atenção hospitalar”, afirmou o cientista francês.

A estima do agnóstico Montagnier pela Igreja é grande. Inclusivamente ofereceu-se, e ajudou a João Paulo II, a travar o avance de Parkinson de que sofria. Na sua opinião, se os valores cristãos prevalecessem no mundo, o planeta ganhara imenso. “Há 2000 milhões de cristãos, de entre os quais 1100 são católicos. Os seus bons sentimentos fazem-se presentes” mas não são os que governam o mundo. Seria bom, considera, que o amor ao próximo conduzisse o mundo.

A relação de outro prémio Nobel com Lourdes

No entanto, Montagnier não é o único Prémio Nobel em relação com Lourdes. Muito mais longe foi Alexis Carrel, Nobel de Medicina em 1912. De facto, a sua relação com estas curas levou-o, inclusivamente, à conversão ao catolicismo. Em 1903 Carrel era um jovem médico ateu. Quando um colega que iria acompanhar como médico a um grupo de peregrinos a Lourdes não pode ir, pediu-lhe que fora ele a substituí-lo. Aceitou ir somente para comprovar pessoalmente a falsidade dos milagres que se atribuíam naquele lugar. Mas ali, justamente, assistiu pessoalmente a um deles, facto que transformou a sua vida. Visitou uma mulher tuberculosa moribunda. Observou e analisou todos os sintomas. Sem sombra de dúvida, morreria em breve. 

O Milagre produziu-se diante dos seus olhos. Saiu das piscinas e tudo tinha desaparecido. Este facto produziu a sua conversão, que narrou num livro que originou um escândalo para o naturalismo céptico dominante naquele tempo em França.  

in
 religionenlibertad


blogger

segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

O mais célebre louvor mariano da Antiguidade

São Cirilo de Alexandria, por ocasião do final do Concílio de Éfeso, no ano 431 (no qual se proclamou a maternidade divina de Maria), deixou-nos o mais célebre louvor mariano da Antiguidade:

Nós Vos saudamos, ó Maria, Mãe de Deus,
venerável tesouro de toda a terra,
lâmpada inextinguível, coroa da virgindade,
ceptro da verdadeira doutrina, templo indestrutível,
morada d’Aquele que nenhum lugar pode conter,
Mãe e Virgem, por meio da qual nos santos Evangelhos
é chamado bendito O que vem em nome do Senhor.

Nós vos saudamos, ó Maria, que trouxestes
no Vosso seio virginal Aquele que é imenso e infinito.

Por Vós, a Santa Trindade é glorificada e adorada.
Por Vós, a Cruz preciosa é adorada no mundo inteiro.
Por Vós, o Céu exulta.

Por Vós, se alegram os anjos e os Arcanjos.
Por Vós, o diabo tentador foi precipitado no inferno.
Por Vós, a criatura do género humano, sujeito à insensatez da idolatria,
chega ao conhecimento da verdade.

Por Vós, o santo baptismo purifica os que crêem.
Por Vós, nos vem o óleo da alegria.
Por Vós, os povos são conduzidos à penitência.


blogger

domingo, 8 de fevereiro de 2026

Concílio de Trento contra a Comunhão na mão

Na comunhão sacramental, sempre foi o costume da Igreja de Deus que os leigos recebam a comunhão pelas mãos dos sacerdotes e os sacerdotes por si mesmos (Cân. 10), costume que, por ser de tradição apostólica, é de razão e de direito que se mantenha.
 
(Sessão XIII, 11 de Outubro de 1551 - Decreto sobre a Eucaristia, cap. VIII)


blogger

sábado, 7 de fevereiro de 2026

Livro do Padre Charles Murr sobre a influência da Maçonaria no Vaticano

Há uma grande efervescência de livros sobre a maçonaria neste período e teremos ocasião de os apresentar um a um. Aqui ocupamo-nos do livro 'Massoneria Vaticana – Logge, denaro e poteri occulti nell'inchiesta Gagnon, de Charles T. Murr, editado pela Fede & Cultura.

Toda a história gira em torno de um inquérito que Paulo VI confiara ao arcebispo franco-canadiano Édouard Gagnon sobre as possíveis infiltrações da maçonaria no Vaticano. A missão foi-lhe dada em 1975 e ele – como Visitador apostólico – levou-a por diante com determinação, enfrentando uma vasta oposição interna. Dela saiu uma ampla documentação, da qual emergiam os nomes dos infiltrados e, entre todos, os do Secretário de Estado, o cardeal Jean-Marie Villot, e do cardeal Sebastiano Baggio, Prefeito da Congregação dos Bispos. Gagnon, porém, não conseguiu que três papas, nas mãos de quem colocou os resultados da investigação, se ocupassem do assunto.

Em 1978 o dossier foi colocado nas mãos de Paulo VI que, dizendo-se já demasiado cansado – «Tem diante de si um homem velho e cansado… que está às portas da morte e se prepara, já, para se encontrar com o seu Criador… e para responder dos seus próprios pecados e erros» – preferiu deixá-lo em herança ao sucessor. João Paulo I não teve tempo de receber o calhamaço, porque, na noite anterior ao encontro já marcado com Gagnon, morreu no seu próprio leito. João Paulo II, depois da sua eleição, tomou a opção de conservar todo o organigrama vaticano, sem afastar ninguém, e por isso não acolheu os resultados da investigação. Do livro depreende-se que talvez tenha mudado de ideias mais tarde, imediatamente após o atentado de que foi vítima.

Os protagonistas da história são Villot e Baggio, por um lado, juntamente com a figura do cardeal Agostino Casaroli, que permanece em segundo plano como uma eminência parda (será ele a substituir Villot na Secretaria de Estado), e, por outro lado, o arcebispo Gagnon e o cardeal Giovanni Benelli, já vice‑secretário de Estado vaticano, então arcebispo de Florença, considerado entre os “papáveis” nos conclaves realizados no ano dos três papas. Os dois primeiros conspiram para boicotar o inquérito e impedir que chegue ao seu desfecho natural, isto é, às mãos do Papa. Os outros dois, também com o apoio amigo de Mons. Mario Marini, que por isso teve de sofrer a expulsão da Secretaria de Estado onde trabalhava, por parte do secretário Villot, esperavam fazer “tábua rasa” na Igreja.

O capítulo que mais impressiona é o que contém a crónica do encontro com Paulo VI.

Mas quem é o autor do livro? Trata-se do Padre Charles Theodore Murr, que nesse período trabalhou em estreita colaboração com o arcebispo Gagnon e que aqui oferece um testemunho pessoal directo. No pano de fundo da crónica entre os muros vaticanos estão os acontecimentos daqueles anos: o Vaticano II, Annibale Bugnini e a reforma litúrgica, Marcinkus e o IOR, Casaroli e a Ostpolitik. Mas, sobretudo, a questão gravíssima da maçonaria na Igreja.

Tiziano Fonte


blogger

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

Depoimento no notário testemunha que São Luís Maria curou um cego

«A senhora Hilaire Nicolas depôs ter sabido por uma das damas de honor da senhora de Montespan que o dito padre Grignion, acabando um dia de celebrar a Santa Missa na capela da dita senhora de Montespan, entrou na sacristia a fim de efectuar a sua acção de graças; ao sair, deu-se conta da presença de um homem cego e perguntou-lhe se ele queria ser curado, ao que o homem respondeu que sim; então, Montfort molhou um dedo na saliva, esfregou-lhe os olhos e, no mesmo instante, o cego recuperou a vista e gritou que via muito bem». 

Depoimento registado a 25 de Novembro de 1718, perante Perronet e Sigonière, notários reais em Poitiers.

Joseph Grandet in 'La vie de Messire Louis-Marie Grignion de Montfort, prête, missionaire, apostolique, composée par un prête du clergé' (Nantes, Ed. Verger, 1724, p. 428) 


blogger

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Santa Ágata, Virgem e Mártir

O culto desta santa foi muito popular na Antiguidade. Ágata (ou Águeda) nasceu na Catânia (na Sicília), d’uma família nobre e rica. A sua beleza atraiu a atenção do Cônsol da cidade, Quinto, que a pediu em casamento. Ágata recusou-se porque se tinha consagrado a Deus com um voto de virgindade.

O jovem rejeitado, depois de ter posto em movimento inutilmente todas as suas influências para convencer Ágata a casar com ele, incluindo entregá-la a uma mulher depravada e mestra de intrigas amorosas, denunciou-a como cristã.

Severamente torturada, Ágata ficou firme no seu proposito mesmo quando lhe foram amputados os seios. Lançada na prisão, foi milagrosamente curada. Morreu a 5 de Fevereiro de 251, em consequência de novos e bárbaros tormentos, sob os olhos dos algozes admirados e edificados pelo seu heroísmo.

Ágata é venerada como protectora de Catânia, pois, no primeiro aniversário da sua morte, a população fez uso do véu que cobria o seu sarcófago como escudo contra a erupção do vulcão Etna. Isto salvou a cidade que estava prestes a ser submersa pela lava incandescente.

O culto de Ágata difundiu-se muito cedo da Sicília a Roma e ao resto da península itálica. O seu nome, no século VI, foi inserido nos cânones dos ritos romano, ambrosiano e de ravenna. Santa Ágata é ainda invocada contra as erupções do Etna e é considerada protectora contra os incêndios. Também é intercessora contra as doenças mamárias.


blogger

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Influenciador Efeminado Abandona o Sacerdócio

A Arquidiocese de Milão confirmou que Alberto Ravagnani, de 32 anos, abandonou o ministério sacerdotal activo. O seu perfil nas redes sociais retrata-o como um indivíduo egocêntrico, mais evocativo da cultura das discotecas do que da vida de um sacerdote.

Numa nota assinada pelo vigário-geral, Franco Agnesi, a arquidiocese declara que Ravagnani — que nunca deveria ter sido ordenado — não exerce mais funções de vigário paroquial nem colaborador no ministério juvenil diocesano.

Com mais de meio milhão de seguidores no Instagram e YouTube, Ravagnani desenvolveu uma abordagem pastoral centrada em reels, ganchos narrativos e um tom informal e directo.

O momento é notável. Ravagnani anunciou a sua decisão de abandonar o sacerdócio enquanto promovia o seu novo livro, La Scelta (A Escolha). Nele, relata a sua jornada da vida seminarística para uma ideia de sacerdócio «não convencional», que inclui o abandono do traje clerical e o uso de media digitais para autorretratos.

A sua presença em linha já estava rodeada de controvérsia nos últimos meses, particularmente após ter publicado conteúdo patrocinado para uma marca de suplementos dietéticos, amplamente considerado pelos católicos como incompatível com o ministério sacerdotal.

in gloria.tv


blogger

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

Bênção da garganta no dia de São Brás

Neste dia de São Brás, depois da Missa, é feita uma pequena cerimónia de bênção da garganta dos fiéis; com duas velas bentas cruzadas e uma pequena oração:

“Por intercessão de São Brás, Bispo e Mártir, livre-te Deus do mal da garganta e de qualquer outra doença. Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Ámen.”

Fotografia: Trinità dei Pellegrini, Roma


blogger

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2026

Novos Bispos para a FSSPX

O Superior-Geral da FSSPX, Padre Davide Pagliarani, anunciou hoje que a Fraternidade fará novas consagrações episcopais no próximo dia 1 de Julho. Eis o comunicado:

Em 2 de Fevereiro de 2026, festa da Purificação da Santíssima Virgem, o Senhor Padre Davide Pagliarani, Superior-geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, durante a cerimónia das tomadas de hábito que presidia no seminário internacional Santo Cura-d’Ars, em Flavigny-sur-Ozerain, em França, anunciou publicamente a sua decisão de confiar aos Bispos da Fraternidade o cuidado de proceder a novas consagrações episcopais, no próximo dia 1 de Julho.

Em Agosto último, solicitou a graça de uma audiência junto do Santo Padre, dando-Lhe a conhecer o seu desejo de Lhe expor filial e respeitosamente a situação presente da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Num segundo escrito, abriu-se explicitamente sobre a necessidade particular que a Fraternidade tem de assegurar a continuação do ministério dos seus Bispos, que há perto de quarenta anos percorrem o mundo para responder aos numerosos fiéis vinculados à Tradição da Igreja e desejosos de que lhes sejam conferidos, para bem das suas almas, os sacramentos da Ordem e da Confirmação.

Depois de longa maturação da sua reflexão na oração, e tendo recebido nestes últimos dias do Santo Padre uma carta que de modo absoluto não responde às nossas solicitações, o Padre Pagliarani, apoiado no parecer unânime do seu Conselho, julga que o estado objectivo de grave necessidade em que se encontram as almas exige tal decisão.




blogger

domingo, 1 de fevereiro de 2026

Domingo de Septuagésima

No calendário tradicional, hoje, dia 1 de Fevereiro, é o Domingo de Septuagésima. É o nono Domingo antes da Páscoa, e o terceiro antes de Quarta-feira de Cinzas.

Apesar de se chamar Septuagésima, não é o 70º dia antes da Páscoa (assim como o Domingo seguinte, Sexagésima, não é o 60º dia antes da Páscoa), pelo que ainda se debate a origem da nomenclatura. Septuagésima tomou um sentido místico, relacionando-se com os 70 anos de cativeiro do povo judeu na Babilónia. 

Também se dá o nome de Septuagésima ao período de 17 dias que se estende até ao início da Quaresma, e é considerado como uma “pré-Quaresma”, ou seja, um período de preparação para a Quaresma. Este período de três semanas corresponde às três semanas da pré-Quaresma no rito bizantino, que começa com o Domingo do Publicano e do Fariseu; não existe no calendário novo do Rito Romano.

Crê-se que a sua observação deve-se à existência de dias de não-observação do jejum quaresmal, o que levava a que não se chegasse aos 40 dias de jejum. É muito provável que o período de Septuagésima seja um exemplo de “polinização” mútua de ritos, sendo uma prática adoptada da Igreja bizantina (não era costume nesta jejuar aos sábados; e a não-observação do jejum aos domingos era, e é, prática universal). 

Atribui-se a sua instituição na Igreja latina ao Papa S. Gregório Magno (+604), que compilou as orações e leituras para estes domingos pré-quaresmais. Todavia, enquanto que os bizantinos iniciam logo o período de jejum com o Triódion (embora faseado), o período de Septuagésima apenas afecta a liturgia.

Com o início deste período passam a existir algumas mudanças na liturgia. A partir das Completas do Domingo de Septuagésima deixa-se de incluir o “Aleluia” nas orações; e em certos lugares existe até uma cerimónia de “enterro do Aleluia”. A substituir o "Aleluia", a seguir ao “Gradual” aparece o “Tracto”. 

A doxologia maior, “Glória”, e o hino Ambrosiano, “Te Deum”, deixam de ser ditos com o começo deste período. Os paramentos litúrgicos passam a púrpura (a não ser em dias de festa), antecipando assim o período penitencial que se aproxima.

in unavoceportugal

  


blogger

sábado, 31 de janeiro de 2026

Hoje é Sábado de Enterro do Aleluia

Aleluia (do hebr. = Louvai a Deus) é uma aclamação de júbilo, frequentemente usada nos salmos, e adoptada, desde os tempos primitivos do cristianismo, na Liturgia. No Rito romano é suprimido o Aleluia nos Ofícios pelos defuntos e desde a Septuagésima até ao Sábado Santo, o "Sábado de Aleluia".

Existem vários costumes relacionados com a supressão do Aleluia da Liturgia no Domingo da Septuagésima. Nos livros litúrgicos romanos, isso é feito da maneira mais simples possível: no final do Ofício das Vésperas do sábado anterior ao Domingo da Septuagésima, o “Alleluia” é acrescentado duas vezes ao final do “Benedicamus Domino” e “Deo gratias”, que são cantados em tom pascal, sendo substituído pelo Laus tibi Domine, rex aeternae gloriae, no início das horas canónicas. A palavra é então abandonada completamente na Liturgia até a Vigília Pascal.

Em alguns usos medievais, entretanto, o Aleluia foi acrescentado ao fim de cada antífona destas Vésperas. E nos tempos em que a participação do povo na Liturgia era mais intensa, fazia-se, em alguns países, o “enterro” do Aleluia com certa solenidade (antífona e oração próprias) ou até com cerimónias especiais, por exemplo, imitando um enterro cristão. Assim vários costumes, alguns formalmente incluídos na liturgia e outros não, cresceram em torno dessa despedida do Aleluia.

Um dos costumes mais populares é o enterro do Aleluia. Para isso, costuma-se proceder do seguinte modo:

1. Escreve-se a palavra “Alleluia” num grande pedaço de pergaminho e depois das Vésperas enterravam-no no adro da igreja, para que possa ser desenterrado novamente no Domingo de Páscoa.

2. Coloca-se o pergaminho “Alleluia” numa caixa (caixão). Caso contrário, nalgum plástico para garantir que não se estrague.

3. Enterra-se o caixão do Alleluia no chão.

E pode ainda acrescentar-se uma cruz de madeira sobre o túmulo de Aleluia e escreve-se: “Aqui jaz o Alleluia”. Desenterra-se o Aleluia no Domingo de Páscoa!

O enterro é feito com uma procissão da igreja até ao seu adro, onde é feito o enterro. O espírito de tal cerimónia é realmente o de despedida. Quem reza o Breviário vai à Missa Tradicional percebe e sente a falta dessa manifestação de alegria e júbilo na Liturgia, pois a supressão do Aleluia marca o início de várias outras supressões e mudanças na Liturgia até o Tríduo Pascal.







blogger