sexta-feira, 26 de fevereiro de 2021

Eu quero morrer!

P. Nuno quer morrer por eutanásia ou por suicídio assistido?
Evidentemente que não, pois isso não seria morrer, mas sim ser assassinado.
 
Tendo em conta, porém, que nesta crise pandémica parece haver um pavor generalizado da morte, quero afirmar peremptoriamente que quero morrer. Mas, confesso, que não quereria morrer de qualquer modo, mas sim com as predisposições necessárias para, pelo menos, ir para o Purgatório; e para isso conto com as vossas preciosas orações e sacrifícios.

De facto, e isto não é uma lamentação nem uma queixa, o meu apostolado sacerdotal, na prática, morreu. É certo que celebro Missa quotidiana para os doentes e enfermos (no nosso convento), mas também é verdade que alguns deles, sacerdotes, poderiam fazer o mesmo com maior proveito e fruto espiritual para todos. Actualmente, e seguramente com toda a razão, sou considerado incapaz de Celebrar, e homiliar em outras Eucaristias, de confessar, de dar assistência Espiritual ou de colaborar em qualquer outra actividade. Ninguém pense, pelas almas, que isto seja algum queixume. Não passa de uma verificação factual, dos desígnios da Providência Divina.
 
Sem pôr de modo nenhum em causa a minha Ordenação Sacerdotal nem o apostolado que exerci, com a Graça de Deus, nos primeiros anos, parece-me justo concluir que aquilo que Nosso Senhor me concedeu foi por tempo limitado e que, por isso, Lhe devo dar muitas Graças, aceitando e acolhendo com muita alegria a radical substituição por outros.
 
Finda, como estou persuadido, a minha missão só peço ao Pai Misericordiosíssimo que por Seu Filho Jesus Cristo, caso eu esteja preparado, me leve o mais depressa possível, purificando-me de todos os pecados, para Si.
 
À honra de Cristo. Ámen.

Padre Nuno Serras Pereira



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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2021

Para avançar na virtude é importante calar

O Pai celeste disse uma única palavra: o seu Filho. Disse-a eternamente e num eterno silêncio. É no silêncio da alma que Ele Se faz ouvir. 

Falai pouco e não vos metais em assuntos sobre os quais não fostes interrogados.  Não vos queixeis de ninguém; não façais perguntas ou, se for absolutamente necessário, que seja com poucas palavras. Procurai não contradizer ninguém e não vos permitais nenhuma palavra que não seja pura. 

Quando falardes, que seja de modo a não ofender ninguém e não digais senão coisas que possais dizer sem receio diante de toda a gente. Tende sempre paz interior e uma atenção amorosa para com Deus; e, quando for necessário falar, que seja com a mesma calma e a mesma paz. Guardai para vós o que Deus vos diz e lembrai-vos desta palavra da Escritura: «O meu segredo é meu» (Is 24,16). 

Para avançar na virtude, é importante calar e agir, porque, falando, as pessoas distraem-se, ao passo que, guardando silêncio e trabalhando, recolhem-se. Depois de aprendermos com alguém o que é preciso para o nosso progresso espiritual, não lhe peçamos que continue a falar: ponhamos mãos à obra, com seriedade e silêncio, com zelo e humildade, com caridade e desprezo de nós mesmos. 

Antes de tudo, é necessário e conveniente servir a Deus no silêncio das tendências desordenadas e da língua, a fim de só ouvir palavras de amor. 

São João da Cruz in 'Conselhos e Máximas'


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As graças do Terço

“Felizes as pessoas que rezam bem o Santo Rosário, porque Maria Santíssima lhes obterá graças na vida, graças na hora da morte e glória no Céu.”

Santo António Maria Claret


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quarta-feira, 24 de fevereiro de 2021

22 documentos da Igreja que todos os católicos deveriam ler

Os católicos, em geral, ignoram a grande maioria dos textos do Magistério que foram escritos antes do Concílio Vaticano II. Como a verdade é perene, e por isso não muda, estes textos mantêm-se actuais em tudo o que se relaciona com a Fé e Moral. Deixamos aqui uma lista, não exaustiva, de textos que nos podem ajudar a amar mais a Deus e aos outros. Para abrir o texto, em português, basta clicar no nome de cada um dos documentos:

1. Unam sanctam - Bula do Papa Bonifácio VIII;

2. Mirari vos - Carta encíclica do Papa Gregório XVI;

3. Quanta cura - Carta encíclica do Papa Pio IX;

4. Syllabus errorum - Apêndice da encíclica Quanta cura do Papa Pio IX; 

5. Dei Filius - Constituição Dogmática do Concílio Vaticano I;

6. Pastor aeternus - Constituição Dogmática do Concílio Vaticano I;

7. Satis cognitum - Carta encíclica do Papa Leão XIII; 

8. Testem benevolentiae nostrae - Carta do Papa Leão XIII; 

9. Humanum genus - Carta encíclica do Papa Leão XIII;

10. Libertas praestantissimum - Carta encíclica do Papa Leão XIII;

11. Aeterni patris - Carta encíclica do Papa Leão XIII; 

12. Pascendi Dominici gregis - Carta encíclica do Papa Pio X; 

13. Lamentabili - Decreto do Papa Pio X; 

14. Juramento contra o modernismo - Incluído no Motu proprio Sacrorum antistitum do Papa Pio X;

15. Haerent animo - Exortação ao clero do Papa Pio X; 

16. Doctoris angelici - Motu proprio do Papa Pio X; 

17. Quas primas - Carta encíclica do Papa Pio XI; 

18. Casti connubii - Carta encíclica do Papa Pio XI;

19. Sacra virginitas - Carta encíclica do Papa Pio XII; 

20. Humani generis - Carta encíclica do Papa Pio XII;

21. Mediator Dei - Carta encíclica do Papa Pio XII; 

22. Veritatis splendor - Carta encíclica do Papa João Paulo II.


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Quarta-Feira, dia dedicado a São José

Oração a São José pela pureza

Ó glorioso São José, Pai e protector das Virgens, a cuja fiel protecção foram confiados Jesus Cristo, a própria inocência, e Maria, Virgem das Virgens; em nome de Jesus e de Maria, desse duplo tesouro que Vos foi tão caro, Vos suplico que me conserveis isento de toda impureza, para que, com espírito puro e corpo casto, sempre sirva fielmente a Jesus e a Maria.
Amén.


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Dia de São Matias, Apóstolo

Os Actos dos Apóstolos referem que São Matias foi eleito pelos Apóstolos para substituir o traidor Judas Iscariotes, e esta eleição se fez nos dias depois da gloriosa Ascensão de Jesus Cristo e antes da vinda do Espírito Santo.

Da vida anterior do Apóstolo, do seu lugar de origem, nada sabemos. Os martirologios gregos afirmam que Matias pregou o Evangelho na Judeia, em Jerusalém, depois na Etiópia, onde fundou um bispado e terminou a vida na cruz. Outras fontes históricas confirmam a comunicação do martirologio grego e acrescentam que Matias morreu em Sebastópolis, onde foi sepultado perto do templo do sol.

Há outros historiadores que discordam radicalmente das fontes citadas, nada dizendo do martírio do Apóstolo, mas afirmam que Matias morreu em Jerusalém e lá foi sepultado. Há ainda uma outra versão, segundo a qual Matias teria sido apedrejado pelos Judeus e decapitado.

A História deixa-nos, portanto, por completo, na ignorância relativamente ao tempo e ao lugar da morte ou Martírio de São Matias.

A mãe de Constantino, o Grande, Santa Helena, trouxe as relíquias de São Matias para Roma. Uma parte destas relíquias é venerada na Igreja antiquíssima de São Matias em Tréves (Alemanha) e outra na Basílica de Santa Maria Maggiore em Roma. 

Reflexões:

É muito eficaz invocar São Matias nos momentos de sérias contendas, discussões acaloradas, ou agressões mútuas que possam culminar em séria discórdia ou tragédia. Nestes momentos, ele intercede mesmo, dissipando em segundos a ira e restabelecendo a paz.

São Clemente de Alexandria afirma que São Matias recomendava aos neófitos as práticas da mortificação: “Quem quer ser discípulo de Cristo, deve mortificar-se, castigar o corpo, levar a cruz e resistir aos apetites da carne...”.

Nos nossos dias, inventam-se inúmeras desculpas que nos tentam afastar da prática da mortificação. Há muitas pessoas que se sacrificam e mortificam-se com os fardos que o dia-a-dia impõe, mas passam a vida inteira em murmúrios e lamentações.

Saibamos, portanto, aproveitar todas as nossas dores, desde as mais subtis até as provações mais pesadas, oferecendo-as como sacrifícios pessoais em honra à Santíssima Trindade, em desagravo dos pecados cometidos pela Humanidade, pelas almas do Purgatório e por tantas outras intenções! Fazendo assim, caminhamos no Mundo honrando e glorificando a Deus, bem como aliviando e libertando muitas almas do cárcere purgativo.

Lembremo-nos, de oferecer todos os sacrifícios diários a cada manhã, certos que proporcionaremos ao Céu e ao Purgatório muitas alegrias com as nossas amarguras presentes.

in Pagina Oriente


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terça-feira, 23 de fevereiro de 2021

Doutor da Igreja alertou para as horríveis consequências da Sodomia

São Pedro Damião (1007 e 1072) foi um monge reformador, que escreveu um livro a explicar o grande mal das relações sexuais entre pessoas do mesmo sexo, especialmente sendo um deles um membro do Clero, e o grande corrupção que vinha daí para a Igreja. Estes avisos são mais actuais do que nunca:

Este vício não é absolutamente comparável a nenhum outro, porque supera a todos em enormidade. Este vício produz, com efeito, a morte dos corpos e a destruição das almas. Polui a carne, extingue a luz da inteligência, expulsa o Espírito Santo do templo do coração do homem, nele introduzindo o diabo que é o instigador da luxúria. 

Conduz ao erro, subtrai totalmente a verdade da alma enganada, prepara armadilhas para os que nele incorrem, obstrui o poço para que daí não saiam os que nele caem. Abre-lhes o inferno, fecha-lhes a porta do Céu; torna herdeiro da infernal Babilónia aquele que era cidadão da celeste Jerusalém, transformando-o de estrela do céu em palha para o fogo eterno. Arranca o membro da Igreja e lança-o no voraz incêndio da geena ardente.

Tal vício busca destruir as muralhas da pátria celeste e tornar redivivos os muros da Sodoma calcinada. Ele viola a temperança, mata a pureza, jugula a castidade, trucida a virgindade, que é irrecuperável, com a espada da mais infame união. Tudo infecta, tudo macula, tudo polui, e tanto quanto está em si, nada deixa puro, nada alheio à imundície, nada limpo. Para os puros, como diz o Apóstolo, todas as coisas são puras; para os impuros e infiéis, nada é puro, mas estão contaminados o seu espírito e a sua consciência (Tit. I, 15).

Esse vício expulsa do coro da assembleia eclesiástica e obriga a unir-se com os energúmenos e com os que trabalham com o diabo, separa a alma de Deus para ligá-la aos demónios. Essa pestilentíssima rainha dos sodomitas torna os que obedecem às leis de sua tirania torpes aos homens e odiáveis a Deus. 

Impõe nefanda guerra contra Deus e obriga a alistar-se na milícia do espírito perverso, separa do consórcio dos Anjos e, privando-a da sua nobreza, impinge à alma infeliz o jugo do seu próprio domínio. Despoja os seus sequazes das armas das virtudes e expõe-os, para que sejam transpassados, aos dardos de todos os vícios. Humilha na Igreja, condena no fórum, conspurca secretamente, desonra em público, rói a consciência como um verme, queima a carne como o fogo.

Arde a mísera carne com o furor da luxúria, treme a fria inteligência com o rancor da suspeita, e no peito do homem infeliz agita-se um caos como que infernal, sendo ele atormentado por tantos aguilhões da consciência quanto é torturado pelos suplícios das penas. Sim, tão logo a venenosíssima serpente tiver cravado os dentes na alma infeliz, imediatamente fica ela privada de sentidos, desprovida de memória, embota-se o gume da sua inteligência, esquece-se de Deus e até mesmo de si. 

Com efeito, essa peste destrói os fundamentos da fé, desfibra as forças da esperança, dissipa os vínculos da caridade, aniquila a justiça, solapa a fortaleza, elimina a esperança, embota o gume da prudência. E que mais direi, uma vez que ela expulsa do templo do coração humano toda a força das virtudes e aí introduz, como que arrancando as trancas das portas, toda a barbárie dos vícios?

Com efeito, aquele a quem essa atrocíssima besta tenha engolido, entre as suas fauces cruentas, impede-lhe, com o peso das suas correntes, a prática de todas as boas obras, precipitando-a em todos os despenhadeiros da sua péssima maldade. Assim, tão logo alguém tenha caído nesse abismo de extrema perdição, torna-se um desterrado da pátria celeste, separa-se do Corpo de Cristo. É confundido pela autoridade de toda a Igreja, condenado pelo juízo de todos os Santos Padres, desprezado entre os homens na terra, reprovado pela sociedade dos cidadãos do Céu, cria para si uma terra de ferro e um céu de bronze. 

Por um lado, não consegue levantar-se, agravado que está pelo peso do seu crime, por outro, não consegue mais ocultar o seu mal no esconderijo da ignorância, não pode ser feliz enquanto vive, nem ter esperança quando morre, porque, agora, é obrigado a sofrer o opróbrio da derrisão dos homens e, depois, o tormento da condenação eterna. 

São Pedro Damião in 'Liber Gomorrhianus' (c. XVI, in Migne, Patristica Latina 175-177)


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segunda-feira, 22 de fevereiro de 2021

10 razões para o véu estar de volta às igrejas

Até há não muito tempo, as mulheres católicas cobriam as suas cabeças na igreja e agora muitas estão a optar por voltar a fazê-lo. Quais são as razões que fundamentam esta decisão?

1) Está no Novo Testamento!

«Sede meus imitadores, como eu o sou de Cristo. Felicito-vos porque em tudo vos lembrais de mim e guardais as tradições, conforme eu vo-las transmiti. Mas quero que saibais que a cabeça de todo o homem é Cristo, a cabeça da mulher é o homem, e a cabeça de Cristo é Deus.

Todo o homem que reza ou profetiza, de cabeça coberta, desonra a sua cabeça. Mas toda a mulher que reza ou profetiza, de cabeça descoberta, desonra a sua cabeça; é como se estivesse com a cabeça rapada. Se a mulher não usa véu, mande cortar os cabelos! Mas se é vergonhoso para uma mulher cortar os cabelos ou rapar a cabeça, então cubra-se com um véu.

O homem não deve cobrir a cabeça, porque é imagem e glória de Deus; mas a mulher é glória do homem. Pois não foi o homem que foi tirado da mulher, mas a mulher do homem. E o homem não foi criado para a mulher, mas a mulher para o homem. Por isso, a mulher deve trazer sobre a cabeça o sinal da autoridade, por causa dos anjos. Todavia, nem a mulher é separável do homem, nem o homem da mulher, diante do Senhor. Pois, se a mulher foi tirada do homem, o homem nasce da mulher, e tudo provém de Deus.

Julgai por vós mesmos: será decoroso que a mulher reze a Deus de cabeça descoberta? E não é a própria natureza que vos ensina que é uma desonra para o homem trazer cabelos compridos, ao passo que, para a mulher, deixá-los crescer é uma glória, porque a cabeleira lhe foi dada como um véu? Mas, se alguém quiser contestar, nós não temos esse costume, nem tão-pouco as igrejas de Deus.» (Primeira Carta de São Paulo aos Coríntios 11, 1-16)

2) A Igreja cobre com um véu as coisas que são sagradas 

O tabernáculo é coberto com um véu. O cálice é coberto com um véu. O altar é coberto com um véu. Moisés cobriu o rosto depois de ter visto Deus. Uma mulher que se cobre com um véu mostra reverência a Deus, simbolizando a noiva de Cristo, que é a Igreja; mas também honra a si mesma como mulher diante de Deus.

3) Homens e mulheres são diferentes 

Homens representam Cristo, o noivo, e é por isto que temos o sacerdócio masculino. As mulheres representam a Igreja, a noiva. 

O piedoso uso do véu vai contra uma sociedade que nos diz que homens e mulheres são iguais, que existem muitos géneros, e que o “género” não é importante quando as pessoas querem casar. O uso do véu denuncia em alta voz a modernidade e as suas mentiras. Uma mulher que escolhe ser submissa como esposa, como mulher, ao marido é contra tudo o que a nossa sociedade nos diz a respeito do homem e da mulher. São Paulo comenta sobre a submissão das mulheres aos seus maridos e sobre a submissão da Igreja à Cristo. E também do amor de Cristo pela Igreja a ponto de sofrer por ela até a morte e, portanto, os maridos devem amar as suas esposas da mesma maneira. 

4) Homens e mulheres são iguais 

O Cristianismo defende que homens e mulheres têm a mesma dignidade em Deus; e São Paulo o di-lo bem na passagem em que diz às mulheres para cobrirem as suas cabeças. O uso do véu pelas mulheres não deve ser considerado como algo que as diminua em relação aos homens. 

5) Um véu acentua a beleza natural de uma mulher 

São Tomás de Aquino explica no seu comentário sobre o uso do véu que os seres humanos, em geral, aumentam a sua beleza natural com o que vestem. As mulheres, naturalmente, possuem belos cabelos e o véu ornamenta e acentua esta beleza. Geralmente, queremos trazer o melhor de nós mesmos para a liturgia e o uso do véu é uma maneira de fazê-lo. 

6) Faz parte da Tradição dos Apóstolos 

São Paulo escreve que deseja que os coríntios conservem as tradições tais como ele as transmitiu. São Paulo está a transmitir a tradição das mulheres cobrirem as suas cabeças e dos homens não o fazerem. Esta tradição veio dos Apóstolos e foi mantida até aos anos 1970, quando tantas tradições litúrgicas caíram em desuso. 

O Código de Direito Canónico de 1917 requeria que as mulheres cobrissem as suas cabeças e proibia que os homens fizessem o mesmo. O Código de Direito Canónico de 1983 omitiu a passagem sobre as mulheres terem que cobrir as suas cabeças, mas manteve a proibição dos homens. 

7) Algumas mulheres rezam melhor assim 

Algumas escolhem não apenas usar o véu na igreja, mas em qualquer momento de oração, seja privada ou pública. É algo que as ajuda concentrar-se. 

Uma oração para se rezar ao colocar o véu e entrar numa igreja é: “Felizes os convidados para o banquete nupcial do Cordeiro”. 

8) Usando um véu a mulher está imediatamente vestida para a igreja 

Seja num dia durante a semana ou ao Domingo, quando uma mulher põe um véu na igreja diz a si mesma e aos outros que está vestida para a igreja. Uma mulher, que vai à Missa depois do trabalho, pode mentalmente distinguir o “vestir-se para o trabalho” do “vestir-se para a igreja” ao usar um véu. Uma mulher que fica em casa com os filhos enquanto usa “roupas de mãe” o dia todo pode estar instantaneamente vestida para a igreja ao colocar um véu. 

9) Um belo véu na presença de Deus faz com que a mulher se sinta bem 

O uso do véu faz as mulheres se sentirem bonitas e muitos maridos as consideram “atraentes”. A beleza do véu é algo que honra a Deus da mesma forma que belas arquitecturas e belos paramentos o fazem. Os véus contribuem para dar a Deus o culto que é devido a Ele. 

10) Por causa dos Anjos 

São Tomás de Aquino explica isto referindo que os Anjos estão presentes no Santo Sacrifício da Missa. Também por isso, os homens devem mostrar reverência, assim como as mulheres. As mulheres mostram reverência cobrindo as suas cabeças e os homens não as cobrindo. 

Susanna Spencer in ChurchPop


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Dia da Cátedra de São Pedro



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domingo, 21 de fevereiro de 2021

Os erros e a morte da nossa Sociedade

Os perniciosos erros que se espalham pelo mundo, tendem à descristianização completa dos povos. Ora, isto começa no século XVI com a renovação do paganismo, ou seja, com a renovação da soberba e da sensualidade pagã entre cristãos. 

Este declínio avançou com o protestantismo, através da negação do Sacrifício da Missa, do valor da absolvição sacramental e, por consequência, da confissão; pela negação da infalibilidade da Igreja, da Tradição ou Magistério, e da necessidade de se observar os preceitos para a salvação. 

Em seguida, a Revolução Francesa lutou manifestamente para a descristianização da sociedade, conforme os princípios do Deísmo e do naturalismo. O espírito da revolução conduziu ao liberalismo que, por sua vez, queria permanecer numa meia altitude entre a doutrina da Igreja e os erros modernos. 

Ora, o liberalismo nada concluía; não afirmava, nem negava, sempre distinguia, e sempre prolongava as discussões, pois não podia resolver as questões que surgiam do abandono dos princípios do cristianismo. Assim, o liberalismo não era suficiente para agir, e depois veio o radicalismo mais oposto aos princípios da Igreja, sob a capa de ''anticlericalismo'', para não dizer anticristianismo: a maçonaria. 

O radicalismo, então, conduziu ao socialismo e o socialismo, ao comunismo materialista e ateu, como na Rússia, e quis invadir a Espanha e outras nações negando a religião, a propriedade privada, a família, a pátria, e reduzindo toda a vida humana à vida económica como se só o corpo existisse; como se a religião, as ciências, as artes, o direito fossem invenções daqueles que querem oprimir os outros e possuir toda a propriedade privada.

Contra todas essas negações do comunismo materialista, só a Igreja, somente o verdadeiro Cristianismo ou Catolicismo pode resistir eficazmente, pois só ele contém a Verdade sem erro.

Portanto, o nacionalismo não pode resistir eficazmente ao comunismo. Nem, no campo religioso, o protestantismo, como na Alemanha e na Inglaterra, pois contém graves erros, e o erro mata as sociedades que nele se fundam, assim como a doença grave destrói o organismo; o protestantismo é como a tuberculose ou como o cancro, é uma necrose por causa da sua negação da Missa, da confissão, da infalibilidade da Igreja, da necessidade de observar os preceitos.

O que, pois, se segue dos erros citados no que diz respeito à legislação dos povos? Esta legislação torna-se paulatinamente ateia. Não somente desconsidera a existência de Deus e a lei divina revelada, tanto positiva como natural, mas formula várias leis contrárias à lei divina revelada, por exemplo, a lei do divórcio e a lei da escola laica, que termina por tornar-se ateia. Por fim, vem a liberdade total de cultos ou religiões, e da própria impiedade ou irreligião. 

As repercussões destas leis em toda sociedade são enormes. Por exemplo, a repercussão da lei do divórcio: qualquer que seja o ano, qualquer que seja a nação, milhares de famílias são destruídas pelo divórcio e deixam sem educação, sem orientação, crianças que acabam por se tornar ou incapazes, ou exaltadas, ou más, por vezes, péssimas. 

Do mesmo modo, saem da escola ateia, todos os anos, muitos homens ou cidadãos sem nenhum princípio religioso. E portanto, em lugar da fé, da esperança e da caridade cristã, têm eles a razão desordenada, a concupiscência da carne, a concupiscência dos olhos, o desejo de riqueza e a soberba de vida. Todas essas coisas são erigidas num sistema especialmente materialista, sob o nome de ética laica ou independente, sem obrigação e sanção, na qual às vezes remanesce algum vestígio do decálogo, mas um vestígio sempre mutável.

Portanto, qual é, segundo este princípio, o modo de discernir o falso do verdadeiro? O único modo é a livre discussão, no parlamento ou em algum outro lugar, e esta liberdade é, portanto, absoluta, nada pode ser subtraído à sua jurisdição, nem a questão do divórcio, nem a necessidade da propriedade individual, nem a da família ou da religião para os povos. 

Neste caso, é para se concluir que estas sociedades, fundadas sobre princípios falsos ou sobre uma legislação ateia, tendem para a morte. Nelas, com o auxílio da graça, as pessoas individuais ainda se podem  salvar. Mas estas sociedades, como tais, tendem para a morte, pois o erro, sobre o qual se fundam, mata, como a tuberculose ou o cancro que, progressiva e infalivelmente, destrói o nosso organismo. 

Só a fé cristã e católica pode resistir a estes erros, e tornar a cristianizar a sociedade, mas, para isso, requer-se uma condição: uma fé mais profunda, conforme a Escritura, "Este é o poder vitorioso que venceu o mundo: a nossa fé." (1 Jo 5, 4)

Frei Reginald Garrigou-Lagrange in 'De Sanctificatione Sacerdotum Secundum Nostri Temporis Exigentias'


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sábado, 20 de fevereiro de 2021

Dia dos Pastorinhos de Fátima

O texto que passo a citar mudou a minha vida. Trata-se da conversa que Lúcia, na presença dos seus primos Francisco e Jacinta Marto, teve com Nossa Senhora na primeira aparição em Fátima:
– Não tenhais medo. Eu não vos faço mal.
– De onde é vossemecê? perguntei.
– Sou do Céu.
– E o que é que Vossemecê me quer?
– Vim para vos pedir que venhais aqui seis meses seguidos, no dia 13, a esta mesma hora. Depois vos direi quem sou e o que quero. Depois voltarei ainda aqui uma sétima vez.
– E eu também vou para o Céu? – Sim, vais.
– E a Jacinta? – Também.
– E o Francisco? – Também, mas tem que rezar muitos Terços.

(Pausa para fazer uma pergunta: Se o Francisco teve que rezar muitos Terços para ir para o Céu o que terei eu que fazer???)

– Quereis oferecer-vos a Deus para suportar todos os sofrimentos que Ele quiser enviar-vos, em ato de reparação pelos pecados com que Ele é ofendido, e de súplica pela conversão dos pecadores?
– Sim, queremos.
– Ide pois, ter muito que sofrer, mas a graça de Deus será o vosso conforto.
Nossa Senhora ainda acrescentou: Rezem o Terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra.

João Silveira


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Cardeal Sarah deixa a Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos

O Cardeal Robert Sarah, até agora Prefeito da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, vai deixar esse dicastério por decisão do Papa Francisco.

É costume que quem exerce cargos na Cúria Romana apresente a renúncia ao Papa quando celebra o 75º aniversário, como acontece com os Bispos Diocesanos (Cân. 401). O Cardeal Sarah assim fez no dia 15 de Junho de 2020. O Papa Francisco não aceitou imediatamente a renúncia, mas fê-lo agora.

O Cardeal Sarah, natural da Guiné-Conacri, é considerado um dos mais "conservadores" do Colégio Cardinalício. Em 2016, como Prefeito da Congregação para o Culto Divino, fez 5 recomendações aos sacerdotes:

1 - Missas ad orientem a partir do Advento desse ano
2 - Maior uso do latim
3 - Ajoelhar para a Comunhão
4 - O silêncio dentro da Liturgia
5 - Música na Sagrada Liturgia

Infelizmente, a grande maioria dos sacerdotes não quis saber dessas boas recomendações. E estas causaram um certo mal-estar no Vaticano.

Em 2019, imediatamente antes do Sínodo da Amazónia - no qual estaria em causa o celibato sacerdotal - o Cardeal Sarah lançou um livro escrito conjuntamente com o Papa Bento XVI a defender o celibato sacerdotal. Mais uma vez, a questão criou alguma celeuma dentro da Cúria e não só.

O Cardeal Sarah é autor de best-sellers como "Deus ou nada" ou "A força do silêncio: contra a ditadura do barulho".


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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

O silêncio de Deus na Cruz

Que venham os sábios, perguntando onde está Deus. 
Deus encontra-Se onde o sábio, com toda a sua orgulhosa ciência, não consegue chegar.
Deus encontra-Se no coração desprendido, no silêncio da oração, no sofrimento como sacrifício voluntário, no vazio do mundo e das suas criaturas. 
Deus está na cruz; enquanto não amarmos a cruz, não O veremos, não O sentiremos. 
Calai-vos homens, que não parais de fazer barulho!

S. Rafael Arnáiz Barón in Escritos espirituais, 04/03/1968


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Via-Sacra nas Sextas-Feiras da Quaresma

A Igreja recomenda que se reze a Via-Sacra em todas as Sextas-Feiras da Quaresma.

O CAMINHO DA CRUZ

Ajoelhai-vos ante o altar, fazei um Acto de Contrição, e fazei a intenção de ganhar as indulgências para vosso bem, ou para as almas no purgatório. Depois dizei: 

Senhor meu Jesus Cristo, Vós percorrestes com tão grande amor este caminho para morrer por mim, e eu Vos tenho ofendido tantas vezes apartando-me de Vós pelo pecado. Mas agora amo-vos com todo meu o coração, e, porque vos amo, arrependo-me sinceramente de todas as ofensas que vos tenho feito. 

Perdoai-me, Senhor, e permitais-me que vos acompanhe nesta viagem. Vais morrer por meu amor, pois eu também quero viver e morrer pelo vosso, amado Redentor meu. Sim, Jesus meu, quero viver sempre e morrer unido a Vós. 

1ª ESTAÇÃO: JESUS É CONDENADO À MORTE.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como Jesus, depois de haver sido açoitado e coroado de espinhos, foi injustamente sentenciado por Pilatos a morrer crucificado.

(Aqui faz-se uma pequena pausa para considerar brevemente o mistério, e o mesmo nas demais estações)

Adorado Jesus meu: os meus pecados foram maiores dos que de Pilatos, dos que vos sentenciaram a morte. Pelos méritos deste doloroso passo, suplico-vos que me assistais no caminho que vai recorrendo a minha alma para a eternidade.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

2ª ESTAÇÃO: JESUS LEVANDO A CRUZ ÀS COSTAS.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como Jesus, andando neste caminho com a cruz às costas, ia pensando em vós e oferecendo ao seu Pai pela vossa salvação a morte que ia padecer.

PAUSA

Amabilíssimo Jesus meu: abraço todas as tribulações que me tens destinadas até a morte, e vos rogo, pelos méritos da pena que sofrestes levando a vossa Cruz, me deis força para levar a minha com perfeita paciência e resignação.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

3ª ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA PRIMEIRA VEZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera esta primeira queda de Jesus debaixo da Cruz.

PAUSA

As suas carnes estavam despedaçadas pelos açoites; a sua cabeça coroada de espinhos, e havia já derramado muito sangue, pelo qual estava tão frágil, que apenas podia caminhar; Levava ao mesmo tempo aquele enorme peso sobre os seus ombros e os soldados empurravam-n'O; de modo que muitas vezes desfaleceu e caiu neste caminho.

Amado Jesus meu: mais do que o peso da Cruz, são os meus pecados que Vos fazem sofrer tantas penas. Pelos méritos desta primeira queda, livrai-me de cair em pecado mortal.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

4ª ESTAÇÃO: ENCONTRO DE JESUS COM SUA MÃE SANTÍSSIMA.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera o encontro do Filho com a sua Mãe neste caminho.

PAUSA

Olharam-se mutuamente Jesus e Maria, e os seus olhares foram outras tantas flechas que trespassaram os seus amantes corações.

Amantíssimo Jesus meu: pela pena que experimentasteis neste encontro, concedei-me a graça de ser verdadeiro devoto de vossa Santíssima Mãe.

E Vós, minha aflita Rainha, que fostes abrumada de dor, alcançai-me com a vossa intercessão uma contínua e amorosa memoria da Paixão de vosso Filho.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

5ª ESTAÇÃO: JESUS AJUDADO POR SIMÃO CIRINEU A LEVAR A CRUZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como os judeus, ao ver que Jesus ia desfalecendo cada vez mais, temeram que Ele morresse no caminho e, como desejavam vê-Lo morrer da morte infame de Cruz, obrigaram Simão, o Cirineu, a que O ajudasse a levar aquele pesado madero.

PAUSA

Dulcíssimo Jesus meu: não quero recusar a Cruz, como o fez o Cirineu, antes bem a aceito e a abraço; aceito em particular a morte que tenhais destinada para mim, com todas as penas que a irão acompanhar. Vós haveis querido morrer pelo meu amor, eu quero morrer pelo vosso; ajudai-me com a vossa graça.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

6ª ESTAÇÃO: A PIEDOSA VERÓNICA ENXUGA O ROSTO DE JESUS.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como a devota mulher Verónica, ao ver a Jesus tão fatigado e com o rosto banhado em suor e sangue, lhe ofereceu um lenço.

PAUSA

E limpando-se com ele nosso Senhor, deixou impresso nele a sua santa imagem.

Amado Jesus meu: em outro tempo vosso rosto era lindíssimo; mas nesta dolorosa viagem, as feridas e o sangue mudaram a sua beleza. Ah! Senhor meu, também a minha alma ficou bela aos vossos olhos quando recebi a graça do baptismo, mas tenho-a desfigurado desde aí, com os meus pecados. Vós apenas, Oh! Redentor meu!, podeis restituir-lhe a beleza passada: fazendo-o pelos méritos da vossa Paixão.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

7ª ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA SEGUNDA VEZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera a segunda queda de Jesus debaixo da Cruz, na qual se lhe renova a dor das feridas da sua cabeça e de todo o seu corpo ao aflito Senhor.

PAUSA

Oh! pacientíssimo Jesus meu: tantas vezes me haveis perdoado e eu tenho voltado a cair e a ofender-vos. Ajudai-me, pelos méritos desta nova queda, a perseverar na vossa graça até a morte. Fazei que em todas as tentações que me assaltem, sempre e prontamente me encomende a Vós.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

8ª ESTAÇÃO: JESUS CONSOLANDO AS FILHAS DE JERUSALÉM.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como algumas piedosas mulheres, vendo a Jesus em tão lastimoso estado, que ia derramando sangue pelo caminho, choravam de compaixão; mas Jesus disse-lhes: não choreis por mim, mas sim por vós mesmas e pelos vossos filhos.

PAUSA

Aflito Jesus meu: choro as ofensas que Vos tenho feito, pelos castigos que tenho merecido, mas muito mais pelo desgosto que tenho dado a Vós, que tão ardentemente me haveis amado. Não é tanto o Inferno que me faz chorar os meus pecados, mas ter ofendido o vosso amor imenso.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

9ª ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA TERCEIRA VEZ DEBAIXO DA CRUZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera a terceira queda de Jesus Cristo.

PAUSA

Extremada era a sua fraqueza e excessiva a crueldade dos soldados, que queriam fazer-lhe apressar o passo, quando apenas lhe restava forças para mover-se lentamente.

Atormentado Jesus meu: pelos méritos da debilidade que quisesteis padecer no vosso caminho até ao Calvario, dai-me a fortaleza necessária para vencer os respeitos humanos e todos os meus desordenados e perversos apetites, que me tem feito desprezar a vossa amizade.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

10ª ESTAÇÃO: JESUS NO ATO DE O DESPIREM E DE LHE DAREM O FEL A BEBER.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como ao ser despojado, Jesus, das suas vestes pelos soldados, estando a túnica interior pregada as carnes descoladas pelos açoites, lhe arrancaram também com ela a pele do seu sagrado corpo.

PAUSA

Inocente Jesus meu: Pelos méritos da dor que sofrestes, ajudai-me a desnudar-me de todos os afectos às coisas terrenas, para que possa eu pôr todo o meu amor em Vós, que tão digno sois de ser amado.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

11ª ESTAÇÃO: JESUS PREGADO NA CRUZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como Jesus, extendido sobre a Cruz, abre os seus pés e mãos e oferece ao Eterno Pai o sacrificio da sua vida por nossa salvação; cravado por aqueles bárbaros soldados, que depois levantam a Cruz ao alto, deixando-O morrer de dor, sobre aquele patíbulo infame.

PAUSA

Oh! desprezado Jesus meu: Cravai o meu coração a vossos pés para que permaneça sempre ali amando-vos e não vos deixe mais.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

12ª ESTAÇÃO: JESUS MORRE NA CRUZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como Jesus, depois de três horas de agonia, consumido de dores e exausto, inclina a cabeça e expira na Cruz.

PAUSA

Oh! morto Jesus meu: Beijo enternecido essa Cruz em que por mim haveis morrido. Eu, por causa dos meus pecados, teria merecido uma má morte, mas a vossa é a minha esperança. Eis, pois Senhor, pelos méritos da vossa Santíssima morte, concedei-me a graça de morrer abraçado aos vossos pés e consumido pelo vosso amor. Em vossas mãos encomendo minha alma.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

13ª ESTAÇÃO: JESUS É DESCIDO DA CRUZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como, havendo expirado o Senhor, foi baixado da Cruz por dois dos seus discípulos.

PAUSA

José e Nicodemos depositaram-nO nos braços da sua dolorosíssima Mãe, Maria, que O recebeu com ternura e O apertou contra o seu peito trespassado de dor.

Oh! Mãe dolorosíssima: Pelo amor desse Filho, admiti-me como vosso servo e rogai-Lhe por mim.

E Vós, Redentor meu, já que haveis querido morrer por mim, recebei-me no número dos que vos amam mais, pois eu não quero amar nada fora de Vós.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

14ª ESTAÇÃO: JESUS É COLOCADO NO SEPULCRO.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como os discípulos levaram a enterrar Jesus, acompanhando-O também a sua Santíssima Mãe, que O depositou no sepulcro com as suas próprias mãos.

PAUSA

Depois cerraram a porta do sepulcro e se retiraram.

Oh! Jesus meu sepultado : Beijo essa pedra que vos encerra. Vos ressuscitasteis depois de três dias; por vossa ressurreição vos peço e vos suplico me façais ressuscitar glorioso no dia do juízo final para estar eternamente convosco na glória, amando-vos e bendizendo-vos.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

ACTO DE CONTRIÇÃO

Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes Vós Quem sois sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos ter ofendido; pesa-me também por ter perdido o Céu e merecido o Inferno, e proponho firmemente, ajudado com o auxílio da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender, e espero alcançar o perdão das minhas culpas, pela vossa infinita misericórdia. Amém.

Santo Afonso Maria de Ligório


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