sexta-feira, 10 de julho de 2026

Canonista diz que excomunhão da FSSPX é uma "confusão canónica"

O Rev. Padre Gerald Murray, canonista da arquidiocese de Nova Iorque, qualificou a excomunhão da Fraternidade Sacerdotal São Pio X de «confusão canónica», numa entrevista a Raymond Arroyo.

Dois mecanismos canónicos
O Rev. Murray distingue as penas automáticas (latae sententiae) das penas impostas (ferendae sententiae), que exigem um processo judicial ou administrativo. O Cardeal Victor «Tucho» Fernández não impôs a excomunhão, mas declarou que já fora incorrida uma pena automática, uma vez que a consagração de bispos sem mandato papal acarreta a excomunhão segundo o direito canónico. 

O decreto excomunga apenas os seis bispos
A crítica central do Rev. Murray é a seguinte: o decreto nomeia apenas seis bispos, enquanto a nota explicativa se refere a sacerdotes e leigos. Porém, uma nota não pode alargar legalmente o âmbito de um decreto. A nota qualifica os sacerdotes de «cismáticos», mas o próprio decreto nunca os declara excomungados.

Como um decreto penal deve especificar quem cometeu qual infracção e quando, e tal foi omitido, o Rev. Murray conclui que os sacerdotes da FSSPX não foram legalmente excomungados. Poderão, teoricamente, ter incorrido numa pena automática, mas esta não foi juridicamente estabelecida.

Assistência dos leigos à Missa não basta para a excomunhão
A nota explicativa adverte contra a «adesão formal» ao cisma, mas o direito canónico exige um acto externo identificável, e não apenas uma atitude interior. O simples facto de assistir às Missas da FSSPX não estabelece adesão formal, e o decreto nunca define que conduta incorreria efectivamente na pena.

A nota explicativa não pode prevalecer sobre a lei vigente
O Padre Murray argumenta que uma nota não pode criar novas penas nem revogar legislação papal existente. O Papa Francisco concedeu aos sacerdotes da FSSPX as faculdades para ouvir confissões e assistir a casamentos. Apenas o Papa (ou autoridade equiparada) pode revogar essas faculdades. A nota não pode, portanto, invalidar as confissões nem os casamentos da FSSPX.

Ambiguidade sobre a «plena comunhão»
Por fim, o Padre Murray observa que os documentos pressupõem que muitos leigos já não se encontram em plena comunhão, mas, sem heresia, cisma ou pena canónica declarada, não se pode simplesmente presumir a perda da comunhão. Conclui que os documentos confundem a linguagem eclesiológica com o estatuto jurídico efectivo.

in gloria.tv


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quinta-feira, 9 de julho de 2026

De Sacerdote bêbado e mulherengo a Mártir

Hoje é dia de Santo Andries Wounters, que foi um sacerdote holandês com uma vida escandalosa.

Andries não era propriamente um Padre exemplar. Era um bêbado e um mulherengo. Já sacerdote, teve vários casos com mulheres e foi pai de vários filhos, apesar do voto de celibato. Foi suspenso por causa do seu comportamento escandaloso.
 
No entanto, quando os Calvinistas o prenderam e o obrigaram a renunciar à Fé Católica no Santíssimo Sacramento e à lealdade ao Papa, o sacerdote respondeu: “Fornicador sempre fui; herege nunca!”

Depois disso foi enforcado pelos hereges Calvinistas e é venerado na Igreja Católica como mártir.

A heresia é muitas vezes vista como um “crime sem vítimas”. Mas a primeira vítima é o próprio Deus, na verdade que por Ele nos foi revelada. A segunda são as almas que vão para o Inferno por negarem essa verdade. 

A heresia em si mesma é um pecado mais grave do que a luxúria, embora ambos sejam pecados graves que requerem arrependimento e confissão, ou martírio, para que se volte a viver em comunhão com Deus.


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sexta-feira, 3 de julho de 2026

FSSPX responde ao Decreto de Excomunhão

“Entre vós, se um filho pedir pão ao pai, dar-lhe-á uma pedra? Ou, se lhe pedir um peixe, dar-lhe-á uma serpente em vez de um peixe? Ou, se lhe pedir um ovo, dar-lhe-á um escorpião? Se vós, pois, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais o vosso Pai celestial dará o Espírito Santo aos que lho pedirem?” (Lc XI, 11-13)

Santíssimo Padre,

Chegou até nós a notificação da decisão tomada pela Santa Sé a respeito da Fraternidade Sacerdototal de São Pio X, assinada por Sua Eminência o Cardeal Fernández, que é já do conhecimento público.

Parece-nos que esta decisão traz novamente à luz o contexto profundamente trágico em que a Igreja universal se encontra. O que a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X fez e continuará a fazer não é senão uma iniciativa extraordinária para a salvação das almas, no meio da confusão doutrinal e moral em que a Igreja se vê mergulhada. De modo nenhum pretendemos substituir-nos à Igreja, e não temos outra ambição senão a de permanecermos fiéis a Ela.

Em consciência, não julgámos poder esquivar-nos ao dever moral que devemos às almas, como já explicámos, tanto em privado como em público, a Vossa Santidade.

Pedimos pão, isto é, uma medida de compreensão para um caso sincero de consciência — um acto de paternidade dirigido não tanto à Sociedade São Pio X como às almas, prometendo-Vos formá-las em verdadeiros filhos da Igreja romana; infelizmente, recebemos uma pedra.

Pedimos um peixe, isto é, a possibilidade de obter temporariamente os meios necessários para continuar a formar bons sacerdotes, a fim de que possam prosseguir na sua missão de dar a conhecer Nosso Senhor às almas; infelizmente, recebemos uma serpente.

Pedimos um ovo, prometendo devolvê-lo assim que possível. Com efeito, a santa Tradição que preservamos nas almas pertence à Igreja, nossa Mãe — e não à Fraternidade São Pio X —, e estamos certos de que um dia um Papa desejará empregá-la para o bem da Igreja universal; infelizmente, recebemos um escorpião.

Pedimos que nos instruíssem e confirmassem na fé de todos os tempos; em vez disso, fomos declarados cismáticos pela segunda vez.

Apesar das sanções que contra nós foram decretadas, a Fraternidade de  São Pio X renova sinceramente a promessa já expressa a Vossa Santidade. Permiti-me, a este respeito, reiterar livremente o que anteriormente afirmei:

«A Sociedade promete-Vos […] consagrar todas as suas energias à preservação da Tradição e a colocá-la ao serviço da Igreja. Ao fazê-lo, a Sociedade São Pio X não se limita a manter costumes antigos; fomenta e preserva vocações sacerdotais, vocações religiosas e famílias numerosas e profundamente cristãs — numa palavra, tudo o que manifesta a vitalidade da Igreja, da graça e da fé católica. A nossa intenção não é oferecer à Igreja um museu de antiguidades, mas sim o conjunto da Tradição: fecunda, fonte de vida espiritual, encarnada e vivida nas almas.

[…] Estou certo de que um dia Vós mesmo, ou um dos Vossos sucessores, poderá e quererá utilizar este serviço, cuja oferta, no seio da Igreja e para a Igreja, constitui a única razão de ser da Sociedade.» (Carta pessoal dirigida a Sua Santidade em 21 de Novembro de 2025)

Mas, sobretudo, a Sociedade São Pio X promete-Vos hoje que não acolherá estas novas sanções — objectivamente injustas e inválidas — com amargura ou revolta.

Estas recentes condenações, como as do passado, ferem o que mais caro nos é: o nosso apego à nossa Mãe, a Igreja romana. No entanto, mesmo nesta provação, todas as coisas devem concorrer para o bem das almas e da própria Igreja. Por isso, estas condenações obrigam-nos a amar ainda mais a Santa Igreja e a prover às suas necessidades com todas as nossas forças, agora mais do que nunca. É precisamente por esta razão que a Fraternidade de  São Pio X oferece de bom grado o sofrimento causado por estas novas sanções pelo bem da Igreja universal e de Vossa Santidade.

Estamos certos de que um dia Vós mesmo, ou um dos Vossos sucessores, desejará adoptar o programa de São Pio X: «Restaurar todas as coisas em Cristo», Instaurare omnia in Christo. Nesse dia, o Santo Padre descobrirá na Sociedade São Pio X não um ninho de serpentes e escorpiões, mas um pequeno exército de filhos leais, prontos a tudo para O sustentar na restauração de todas as coisas em Nosso Senhor e para reivindicar perante toda a humanidade os direitos imprescriptíveis de Cristo Rei sobre todas as almas e sobre todas as nações.

Nesse dia, o Santo Padre descobrirá, com grande alegria e profundo consolo, almas autenticamente católicas cujo vínculo com a Igreja nunca se fundou sobre as areias movediças de um diálogo ambíguo, mas sobre a rocha da fé de Pedro.

Pedimos à Santíssima Virgem Maria que apresse o despontar desse dia e rezamos, sobretudo, para que Vossa Santidade possa experimentar esta alegria e este consolo o mais brevemente possível.

Entretanto, se puderdes, apesar da Vossa recente decisão, abençoai-nos como Vossos filhos. Para nós, nada mudou e nada mudará jamais.

Confiante na Divina Providência, de quem nada se esconde e que lê no mais profundo do coração de cada homem,

Permaneço, Santíssimo Padre, o vosso devotadíssimo filho no Senhor.

Padre Davide Pagliarani



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quinta-feira, 2 de julho de 2026

Santa Sé excomunga todos os envolvidos com a FSSPX

Nota Explicativa do Dicastério para a Doutrina da Fé – 2 de Julho de 2026

Prot. n.º 99/2009


Desde a época de São Paulo VI até aos últimos colóquios, que se realizaram recentemente junto deste Dicastério, as numerosas tentativas visando reconduzir à plena comunhão com a Igreja Católica os membros do movimento iniciado por D. Marcel Lefebvre revelaram-se vãs. Esta situação agravou-se ainda mais na sequência das recentes consagrações episcopais celebradas sem mandato pontifício, contra a vontade do Santo Padre, em violação manifesta do direito canónico. É por isso que este Dicastério, no fiel exercício das funções que lhe são confiadas, considera necessário constatar que este acto constituiu o delito de cisma, com as consequências canónicas que daí decorrem para os ministros sagrados e para os fiéis leigos envolvidos. Com efeito, como já havia sido declarado em 1988, «esta desobediência, que comporta em si mesma uma recusa prática da primazia romana, constitui um acto cismático» (cf. João Paulo II, Carta Apostólica Ecclesia Dei, n.º 3).

A este respeito, doravante:

  1. Os ministros sagrados pertencentes à Fraternidade Sacerdotal São Pio X estão em cisma e devem, por conseguinte, ser considerados cismáticos (cf. Ecclesia Dei, n.º 5 c; Conselho Pontifício para os Textos Legislativos, Nota Explicativa sobre a excomunhão por cisma incorrida pelos aderentes ao movimento de D. Marcel Lefebvre, 24 de Agosto de 1996, n.os 5-6). Estão portanto sujeitos à excomunhão prevista pelo direito (cân. 1364 § 1 do Código de Direito Canónico).
  2. No que respeita aos fiéis leigos, devem ser considerados cismáticos e excomungados aqueles que aderem formalmente à Fraternidade Sacerdotal São Pio X, segundo as condições estabelecidas pela Nota Explicativa do Conselho Pontifício para os Textos Legislativos de 1996 (cf. ibid., n.º 7), ainda em vigor e que este Dicastério faz sua.
  3. Finalmente, o santo Povo de Deus é advertido de que os ministros sagrados da Fraternidade Sacerdotal São Pio X administram ilicitamente os sacramentos e que o sacramento da penitência que eles administram, bem como os casamentos a que eles assistem, são inválidos.

A Igreja, como uma mãe cheia de solicitude, acolherá com afecto sincero e viva benevolência todos aqueles que desejarem regressar à plena comunhão. Os Núncios Apostólicos colocarão à disposição dos Ordinários os procedimentos que poderão utilizar segundo os diferentes casos.

Por fim, todos os fiéis são exortados a permanecer firmes na comunhão com o Pontífice Romano, com os bispos em comunhão com ele e com toda a Igreja (cf. Lumen gentium, n.º 22; cân. 751 do Código de Direito Canónico), e a absterem-se de participar nas celebrações e nas actividades organizadas pela Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

Do Palácio do Dicastério, 2 de Julho de 2026.

Víctor Manuel Cardeal Fernández
Prefeito

D. Armando Matteo
Secretário da Secção Doutrinal

D. John J. Kennedy
Arcebispo Titular de Ossero
Secretário da Secção Disciplinar



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quarta-feira, 1 de julho de 2026

FSSPX consagrou quatro Bispos

A Fraternidade Sacerdotal de São Pio X cumpriu o que tinha prometido e avançou hoje de manhã, em Êcóne, para a consagração de quatro novos Bispos, na presença de cerca de 1200 seminaristas, sacerdotes e religiosos e religiosas; e 16000 fiéis. À tarde, a FSSPX publicou este comunicado sobre o evento:

No dia 1 de Julho de 2026, festa do Preciosíssimo Sangue de Nosso Senhor Jesus Cristo, no Seminário São Pio X de Écône (Suíça), na presença do Padre Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, e de uma muito numerosa concorrência de sacerdotes, religiosos, religiosas e fiéis, Sua Excelência Mons. Alfonso de Galarreta, assistido por Sua Excelência Mons. Bernard Fellay, conferiu a consagração episcopal a Mons. Pascal Schreiber, Mons. Michael Goldade, Mons. Michel Poinsinet de Sivry e Mons. Marc Hanappier, para que sejam bispos auxiliares da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, sem jurisdição. 

A Fraternidade lamenta sinceramente que, devido às circunstâncias excepcionais, estas consagrações tenham devido ser conferidas sem a autorização do Santo Padre. Lamenta muito particularmente que o Superior Geral da Fraternidade não tenha tido a possibilidade de se reunir pessoalmente com Sua Santidade o Papa Leão XIV, para lhe expor filialmente os graves motivos que tornavam necessária esta cerimónia. 

No entanto, a profunda alegria que inspiram estas consagrações episcopais não pode ver-se ensombrada. Ao garantir os meios necessários para a preservação da sagrada herança da Tradição, o dom destes quatro novos bispos constitui verdadeiramente uma graça muito grande para a própria Fraternidade e para toda a Igreja. 

A Fraternidade Sacerdotal São Pio X alegra-se profundamente por isso e eleva a Deus uma fervente acção de graças, agradecendo especialmente à Santíssima Virgem Maria por ter permitido esta transmissão da plenitude do sacerdócio, para maior glória de Deus, honra da Santa Igreja e salvação das almas.


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terça-feira, 30 de junho de 2026

Superior-Geral da FSSPX responde à carta do Papa Leão

Beatíssimo Padre,
Estou profundamente agradecido pela carta que gentilmente Vos dignastes dirigir-me. Fiquei profundamente tocado pela Vossa solicitude paternal.
Há muito tempo desejava ter a ocasião de Vos encontrar a fim de Vos exprimir pessoalmente o nosso desejo sincero de servir a Igreja. Infelizmente, essa oportunidade não se apresentou. Peço-Vos simplesmente que queirais considerar a autenticidade desta intenção, que nada tem de fictício. 
Paradoxalmente, no contexto actual, parece-nos ser precisamente o nosso dever fazer tudo o possível para recoser a túnica de Cristo, rasgada por forças e pressões incompatíveis com um espírito autenticamente católico. Peço-Vos apenas que considereis a autenticidade desta intenção, antes de tomardes uma decisão a respeito da Fraternidade Sacerdotal São Pio X. Não é tarde demais.
Longe de nós a ideia de nos separarmos da Igreja romana; pelo contrário, desejamos servi-la por meios extraordinários, como se vai em auxílio de uma mãe em dificuldade, que precisa de um socorro particular, ainda que este não seja compreendido por todos. Mas estou certo de que o Santo Padre o poderá compreender.
A Santa Sé já mostrou que podia compreender situações muito complexas e tomar o tempo necessário. Permito-me, pois, pedir-Vos filialmente que tomeis o tempo que este discernimento exige.
Se as minhas palavras não bastassem, pedir-Vos-ia que reflectísseis sobre dois factos muito simples. Em primeiro lugar, a Fraternidade já foi declarada cismática em 1988, por razões e em circunstâncias absolutamente análogas às de hoje; e, no entanto, depois de tantos anos, falamo-nos como um pai com o seu filho. Vossa Santidade exorta-me paternalmente a evitar um cisma que, teoricamente, já teria ocorrido. Não pensais que esta mesma atitude, de que aprecio profundamente a solicitude, constitui precisamente a prova de que a Fraternidade não é nem cismática nem hostil à Igreja?
Em segundo lugar, há alguns anos, a Santa Sé confiou a dois bispos da Igreja a missão de dialogar com a Fraternidade Sacerdotal de São Pio X: D. Vitus Huonder, então bispo de Coira, hoje falecido, e D. Athanasius Schneider, bispo auxiliar de Astana. Ambos, depois de terem tomado o tempo necessário ao discernimento, reconheceram o espírito profundamente católico da Fraternidade e disso deram público testemunho.
Mas sobretudo, permito-me dirigir-me a Vossa Santidade em nome dos milhares de almas que reencontraram a fé católica e a prática religiosa graças ao apostolado da Fraternidade. É um facto de que os Vossos predecessores tomaram conhecimento. Estas almas não têm senão um único desejo: chegar à salvação por este instrumento que a Providência pôs à sua disposição. Elas sofreram e são sinceras. Estou certo de que o Vosso coração paternal de Pastor universal será sensível a esta situação tão particular. 
Um dia, todas as dificuldades entre a Santa Sé e a Fraternidade serão resolvidas. Um gesto de compreensão da Vossa parte, longe de prejudicar a unidade, não poderia se não manifestar aos olhos do mundo e de todos os cristãos a Vossa solicitude pela unidade e a Vossa bondade de pai.
Deixo tudo isto à Vossa benevolente consideração. Renovo a minha oração por Vossa Santidade.
Há muito tempo, mesmo antes da Vossa eleição, rezo a Santa Rita pela situação presente. Vi na eleição de um Papa agostiniano um sinal de esperança. Estou certo de que a santa intercederá. Nunca é tarde demais.
Peço-Vos que Vos digneis dar-nos a Vossa bênção.
E aproveito esta ocasião para Vos renovar a expressão da minha profunda devoção no Senhor.
Don Davide Pagliarani, Superior-Geral da Fraternidade de São Pio X


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Papa Leão escreve carta ao Superior da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X

Ao Reverendíssimo Padre Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X,

Com coração paternal, e consciente da responsabilidade que me foi confiada pelo Senhor como Sucessor do Apóstolo Pedro, dirijo-me a Vossa Reverendíssima e, por vosso intermédio, aos bispos, sacerdotes, seminaristas e fiéis ligados à Fraternidade Sacerdotal São Pio X.

A Igreja reconhece a devoção à vida litúrgica, o compromisso com a formação sacerdotal, o zelo apostólico e o desejo de fidelidade à Tradição que caracterizam muitas pessoas e comunidades ligadas à vossa Fraternidade. Isto motivou a atitude atenta e generosa que os meus Predecessores vos manifestaram de forma constante.

Neste espírito, e cheio de afecto cristão, suplico-vos e peço-vos de todo o coração: regressai, por favor! 

Exorto-vos a considerar com cuidado o bem espiritual dos fiéis, porque o acto cismático que estais prestes a consumar os privaria da recepção lícita e, em alguns casos, até válida dos Sacramentos, que eles amam e procuram para a sua santificação.

A Igreja está aberta a um caminho de diálogo e de entendimento que o Espírito Santo pode tornar possível e fecundo. Rezo por vós, porque rasgar a túnica inconsútil de Cristo é um pecado de extrema gravidade. 

Que o Senhor ilumine as vossas consciências e desperte os vossos corações. Com coração entristecido mas cheio de esperança, sinto ser meu dever, pela autoridade recebida de Cristo, pedir-vos que desistais do acto que pretendeis realizar. Encomendo estas intenções ao Coração Imaculado de Maria, Mãe do Bom Conselho.

Vaticano, 29 de Junho de 2026
Solenidade dos Santos Apóstolos Pedro e PauloLEO PP. XIV


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