sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Via-Sacra nas Sextas-Feiras da Quaresma

A Igreja recomenda que se reze a Via-Sacra em todas as Sextas-Feiras da Quaresma.

O CAMINHO DA CRUZ

Ajoelhai-vos ante o altar, fazei um Acto de Contrição, e fazei a intenção de ganhar as indulgências para vosso bem, ou para as almas no purgatório. Depois dizei: 

Senhor meu Jesus Cristo, Vós percorrestes com tão grande amor este caminho para morrer por mim, e eu Vos tenho ofendido tantas vezes apartando-me de Vós pelo pecado. Mas agora amo-vos com todo meu o coração, e, porque vos amo, arrependo-me sinceramente de todas as ofensas que vos tenho feito. 

Perdoai-me, Senhor, e permitais-me que vos acompanhe nesta viagem. Vais morrer por meu amor, pois eu também quero viver e morrer pelo vosso, amado Redentor meu. Sim, Jesus meu, quero viver sempre e morrer unido a Vós. 

1ª ESTAÇÃO: JESUS É CONDENADO À MORTE.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como Jesus, depois de haver sido açoitado e coroado de espinhos, foi injustamente sentenciado por Pilatos a morrer crucificado.

(Aqui faz-se uma pequena pausa para considerar brevemente o mistério, e o mesmo nas demais estações)

Adorado Jesus meu: os meus pecados foram maiores dos que de Pilatos, dos que vos sentenciaram a morte. Pelos méritos deste doloroso passo, suplico-vos que me assistais no caminho que vai recorrendo a minha alma para a eternidade.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

2ª ESTAÇÃO: JESUS LEVANDO A CRUZ ÀS COSTAS.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como Jesus, andando neste caminho com a cruz às costas, ia pensando em vós e oferecendo ao seu Pai pela vossa salvação a morte que ia padecer.

PAUSA

Amabilíssimo Jesus meu: abraço todas as tribulações que me tens destinadas até a morte, e vos rogo, pelos méritos da pena que sofrestes levando a vossa Cruz, me deis força para levar a minha com perfeita paciência e resignação.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

3ª ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA PRIMEIRA VEZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera esta primeira queda de Jesus debaixo da Cruz.

PAUSA

As suas carnes estavam despedaçadas pelos açoites; a sua cabeça coroada de espinhos, e havia já derramado muito sangue, pelo qual estava tão frágil, que apenas podia caminhar; Levava ao mesmo tempo aquele enorme peso sobre os seus ombros e os soldados empurravam-n'O; de modo que muitas vezes desfaleceu e caiu neste caminho.

Amado Jesus meu: mais do que o peso da Cruz, são os meus pecados que Vos fazem sofrer tantas penas. Pelos méritos desta primeira queda, livrai-me de cair em pecado mortal.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

4ª ESTAÇÃO: ENCONTRO DE JESUS COM SUA MÃE SANTÍSSIMA.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera o encontro do Filho com a sua Mãe neste caminho.

PAUSA

Olharam-se mutuamente Jesus e Maria, e os seus olhares foram outras tantas flechas que trespassaram os seus amantes corações.

Amantíssimo Jesus meu: pela pena que experimentasteis neste encontro, concedei-me a graça de ser verdadeiro devoto de vossa Santíssima Mãe.

E Vós, minha aflita Rainha, que fostes abrumada de dor, alcançai-me com a vossa intercessão uma contínua e amorosa memoria da Paixão de vosso Filho.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

5ª ESTAÇÃO: JESUS AJUDADO POR SIMÃO CIRINEU A LEVAR A CRUZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como os judeus, ao ver que Jesus ia desfalecendo cada vez mais, temeram que Ele morresse no caminho e, como desejavam vê-Lo morrer da morte infame de Cruz, obrigaram Simão, o Cirineu, a que O ajudasse a levar aquele pesado madero.

PAUSA

Dulcíssimo Jesus meu: não quero recusar a Cruz, como o fez o Cirineu, antes bem a aceito e a abraço; aceito em particular a morte que tenhais destinada para mim, com todas as penas que a irão acompanhar. Vós haveis querido morrer pelo meu amor, eu quero morrer pelo vosso; ajudai-me com a vossa graça.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

6ª ESTAÇÃO: A PIEDOSA VERÓNICA ENXUGA O ROSTO DE JESUS.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como a devota mulher Verónica, ao ver a Jesus tão fatigado e com o rosto banhado em suor e sangue, lhe ofereceu um lenço.

PAUSA

E limpando-se com ele nosso Senhor, deixou impresso nele a sua santa imagem.

Amado Jesus meu: em outro tempo vosso rosto era lindíssimo; mas nesta dolorosa viagem, as feridas e o sangue mudaram a sua beleza. Ah! Senhor meu, também a minha alma ficou bela aos vossos olhos quando recebi a graça do baptismo, mas tenho-a desfigurado desde aí, com os meus pecados. Vós apenas, Oh! Redentor meu!, podeis restituir-lhe a beleza passada: fazendo-o pelos méritos da vossa Paixão.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

7ª ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA SEGUNDA VEZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera a segunda queda de Jesus debaixo da Cruz, na qual se lhe renova a dor das feridas da sua cabeça e de todo o seu corpo ao aflito Senhor.

PAUSA

Oh! pacientíssimo Jesus meu: tantas vezes me haveis perdoado e eu tenho voltado a cair e a ofender-vos. Ajudai-me, pelos méritos desta nova queda, a perseverar na vossa graça até a morte. Fazei que em todas as tentações que me assaltem, sempre e prontamente me encomende a Vós.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

8ª ESTAÇÃO: JESUS CONSOLANDO AS FILHAS DE JERUSALÉM.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como algumas piedosas mulheres, vendo a Jesus em tão lastimoso estado, que ia derramando sangue pelo caminho, choravam de compaixão; mas Jesus disse-lhes: não choreis por mim, mas sim por vós mesmas e pelos vossos filhos.

PAUSA

Aflito Jesus meu: choro as ofensas que Vos tenho feito, pelos castigos que tenho merecido, mas muito mais pelo desgosto que tenho dado a Vós, que tão ardentemente me haveis amado. Não é tanto o Inferno que me faz chorar os meus pecados, mas ter ofendido o vosso amor imenso.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

9ª ESTAÇÃO: JESUS CAI PELA TERCEIRA VEZ DEBAIXO DA CRUZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera a terceira queda de Jesus Cristo.

PAUSA

Extremada era a sua fraqueza e excessiva a crueldade dos soldados, que queriam fazer-lhe apressar o passo, quando apenas lhe restava forças para mover-se lentamente.

Atormentado Jesus meu: pelos méritos da debilidade que quisesteis padecer no vosso caminho até ao Calvario, dai-me a fortaleza necessária para vencer os respeitos humanos e todos os meus desordenados e perversos apetites, que me tem feito desprezar a vossa amizade.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

10ª ESTAÇÃO: JESUS NO ATO DE O DESPIREM E DE LHE DAREM O FEL A BEBER.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como ao ser despojado, Jesus, das suas vestes pelos soldados, estando a túnica interior pregada as carnes descoladas pelos açoites, lhe arrancaram também com ela a pele do seu sagrado corpo.

PAUSA

Inocente Jesus meu: Pelos méritos da dor que sofrestes, ajudai-me a desnudar-me de todos os afectos às coisas terrenas, para que possa eu pôr todo o meu amor em Vós, que tão digno sois de ser amado.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

11ª ESTAÇÃO: JESUS PREGADO NA CRUZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como Jesus, extendido sobre a Cruz, abre os seus pés e mãos e oferece ao Eterno Pai o sacrificio da sua vida por nossa salvação; cravado por aqueles bárbaros soldados, que depois levantam a Cruz ao alto, deixando-O morrer de dor, sobre aquele patíbulo infame.

PAUSA

Oh! desprezado Jesus meu: Cravai o meu coração a vossos pés para que permaneça sempre ali amando-vos e não vos deixe mais.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

12ª ESTAÇÃO: JESUS MORRE NA CRUZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como Jesus, depois de três horas de agonia, consumido de dores e exausto, inclina a cabeça e expira na Cruz.

PAUSA

Oh! morto Jesus meu: Beijo enternecido essa Cruz em que por mim haveis morrido. Eu, por causa dos meus pecados, teria merecido uma má morte, mas a vossa é a minha esperança. Eis, pois Senhor, pelos méritos da vossa Santíssima morte, concedei-me a graça de morrer abraçado aos vossos pés e consumido pelo vosso amor. Em vossas mãos encomendo minha alma.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

13ª ESTAÇÃO: JESUS É DESCIDO DA CRUZ.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como, havendo expirado o Senhor, foi baixado da Cruz por dois dos seus discípulos.

PAUSA

José e Nicodemos depositaram-nO nos braços da sua dolorosíssima Mãe, Maria, que O recebeu com ternura e O apertou contra o seu peito trespassado de dor.

Oh! Mãe dolorosíssima: Pelo amor desse Filho, admiti-me como vosso servo e rogai-Lhe por mim.

E Vós, Redentor meu, já que haveis querido morrer por mim, recebei-me no número dos que vos amam mais, pois eu não quero amar nada fora de Vós.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

14ª ESTAÇÃO: JESUS É COLOCADO NO SEPULCRO.

Nós vos adoramos, ó Cristo, e vos bendizemos. Porque pela vossa Santa Cruz redimistes ao mundo.

Considera como os discípulos levaram a enterrar Jesus, acompanhando-O também a sua Santíssima Mãe, que O depositou no sepulcro com as suas próprias mãos.

PAUSA

Depois cerraram a porta do sepulcro e se retiraram.

Oh! Jesus meu sepultado : Beijo essa pedra que vos encerra. Vos ressuscitasteis depois de três dias; por vossa ressurreição vos peço e vos suplico me façais ressuscitar glorioso no dia do juízo final para estar eternamente convosco na glória, amando-vos e bendizendo-vos.

Amo-vos, ó Jesus, mais que a mim mesmo, e arrependo-me de todo coração de haver-vos ofendido; não permitais que volte a separar-me de Vós outra vez. Fazei que vos ame sempre e dispõe de mim como Vos agrade. Amém.

Pai-Nosso, uma Ave-Maria e um Glória e a seguinte oração.

Amado Jesus meu,
Por mim vais à morte,
Quero seguir a vossa sorte,
Morrendo por vosso amor;
Perdão e graça imploro,
Neste caminho de dor.

ACTO DE CONTRIÇÃO

Senhor Jesus Cristo, Deus e homem verdadeiro, Criador e Redentor meu, por serdes Vós Quem sois sumamente bom e digno de ser amado sobre todas as coisas, e porque Vos amo e estimo, pesa-me, Senhor, de todo o meu coração, de Vos ter ofendido; pesa-me também por ter perdido o Céu e merecido o Inferno, e proponho firmemente, ajudado com o auxílio da vossa divina graça, emendar-me e nunca mais vos tornar a ofender, e espero alcançar o perdão das minhas culpas, pela vossa infinita misericórdia. Amém.

Santo Afonso Maria de Ligório


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quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Em carta ao Cardeal Fernandez, FSSPX confirma que serão sagrados novos Bispos:

Eminência Reverendíssima,

Em primeiro lugar, agradeço-Vos por me terdes recebido no passado dia 12 de Fevereiro, e também por terdes tornado público o conteúdo do nosso encontro, o que favorece uma perfeita transparência na comunicação.

Não posso senão acolher favoravelmente a abertura a uma discussão doutrinal, manifestada hoje pela Santa Sé, pela simples razão de que fui eu mesmo quem a propôs exactamente há sete anos, numa carta datada de 17 de Janeiro de 2019(1). Na época, o Dicastério não havia expressado interesse por tal discussão, com a motivação – exposta oralmente – de que um acordo doutrinal entre a Santa Sé e a Fraternidade São Pio X era impossível(2).

Da parte da Fraternidade, a discussão doutrinal era – e continua a ser – desejável e útil. Com efeito, mesmo que não se consiga encontrar um acordo, os intercâmbios fraternais favorecem o conhecimento recíproco, permitem afinar e aprofundar os próprios argumentos, compreender melhor o espírito e as intenções que animam as posições do interlocutor, sobretudo o seu real amor pela Verdade, pelas almas e pela Igreja. Isso vale, em toda a circunstância, para ambas as partes.

Tal era precisamente a minha intenção, em 2019, quando sugeri uma discussão num momento sereno e pacífico, sem a pressão ou a ameaça de uma eventual excomunhão que tornaria o diálogo um pouco menos livre – coisa que, infelizmente, se verifica hoje.

Dito isto, se me regozijo, obviamente, de uma nova abertura ao diálogo e de uma resposta positiva à proposta de 2019, não posso aceitar, por honestidade intelectual e fidelidade sacerdotal, diante de Deus e das almas, a perspectiva e as finalidades em nome das quais o Dicastério propõe a retoma do diálogo no presente momento; nem, consequentemente, a protelação da data de 1 de Julho.

Exponho-Vos respeitosamente os motivos, aos quais acrescento algumas considerações complementares.

1. Sabemos ambos antecipadamente que não nos podemos pôr de acordo no plano doutrinal, com particular referência aos orientamentos fundamentais adoptados após o Concílio Vaticano II. Este desacordo, da parte da Fraternidade, não provém de uma simples divergência de visões, mas de um verdadeiro caso de consciência, provocado pelo que se revela ser uma ruptura com a Tradição da Igreja.

Este nó complexo tornou-se, infelizmente, ainda mais inextricável com os desenvolvimentos doutrinais e pastorais ocorridos ao longo dos recentes pontificados.

Não vejo, pois, como um caminho de diálogo comum poderia chegar a determinar juntos o que constituiria «o mínimo necessário para a plena comunhão com a Igreja Católica», pois – como Vós mesmos recordastes com franqueza – os textos do Concílio não podem ser corrigidos, nem a legitimidade da Reforma litúrgica posta em discussão.

2. Este diálogo deveria permitir esclarecer a interpretação do Concílio Vaticano II. Mas ela já está claramente fornecida no pós-Concílio e nos documentos subsequentes da Santa Sé. O Concílio não constitui um conjunto de textos livremente interpretáveis: ele foi recebido, desenvolvido e aplicado há sessenta anos, pelos Papas que se sucederam, segundo orientações doutrinais e pastorais precisas.

Esta leitura oficial exprime-se, por exemplo, em textos de relevo como Redemptor hominis, Ut unum sint, Evangelii gaudium ou Amoris lætitia. Ela manifesta-se também na Reforma litúrgica, compreendida à luz dos princípios reafirmados em Traditionis custodes. Todos estes documentos mostram que o quadro doutrinal e pastoral no qual a Santa Sé pretende colocar toda a discussão já está determinado.

3. O diálogo proposto apresenta-se hoje em circunstâncias das quais não se pode abstrair. Com efeito, esperávamos há sete anos uma acolhida favorável à proposta de discussão doutrinal formulada em 2019. Mais recentemente, escrevemos por duas vezes ao Santo Padre: para pedir primeiramente uma audiência, depois para expor com clareza e respeito as nossas necessidades e a situação concreta da Fraternidade.


Agora, após um longo silêncio, é só no momento em que se evocam consagrações episcopais que se propõe a retoma de um diálogo, o qual aparece assim dilatório e condicionado. Com efeito, a mão estendida da abertura ao diálogo é acompanhada, infelizmente, por outra mão já pronta a conferir sanções. Fala-se de ruptura de comunhão, de cisma(2) e de «graves consequências». Além disso, esta ameaça é já pública, o que cria uma pressão dificilmente compatível com um autêntico desejo de intercâmbios fraternais e de diálogo constructivo.

4. Por outro lado, não nos parece possível empreender um diálogo para definir quais seriam os mínimos necessários à comunhão eclesial, simplesmente porque essa tarefa não nos pertence. Ao longo dos séculos, os critérios de pertença à Igreja foram estabelecidos e definidos pelo Magistério. O que devia ser crido obrigatoriamente para ser católico foi sempre ensinado com autoridade, na fidelidade constante à Tradição.


Consequentemente, não se vê como esses critérios poderiam ser objecto de um discernimento comum mediante um diálogo, nem como poderiam ser reavaliados hoje a ponto de não corresponderem mais ao que a Tradição da Igreja sempre ensinou, e que nós desejamos observar fielmente, no nosso lugar.

5. Finalmente, se se prevê um diálogo com vista a chegar a uma declaração doutrinal que a Fraternidade possa aceitar, relativamente ao Concílio Vaticano II, não podemos ignorar os precedentes históricos dos esforços cumpridos nesse sentido. Chamo a Vossa atenção em particular para o mais recente: a Santa Sé e a Fraternidade tiveram um longo caminho de diálogo, iniciado em 2009, particularmente intenso por dois anos, depois prosseguido de modo mais esporádico até 6 de Junho de 2017. Durante todos esses anos procurou-se alcançar o que o Dicastério propõe agora.


Ora, tudo acabou por concluir-se de modo drástico com uma decisão unilateral do Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, o Cardeal Müller, que, em Junho de 2017, estabeleceu solenemente, à sua maneira, «os mínimos necessários para a plena comunhão com a Igreja Católica», incluindo explicitamente todo o Concílio e o pós-Concílio(3). Isso mostra que, se se obstina num diálogo doutrinal demasiado forçado e sem suficiente serenidade, a longo prazo, em vez de obter um resultado satisfatório, não se faz senão agravar a situação.

Por estas razões, na consciência partilhada de que não podemos encontrar um acordo sobre a doutrina, parece-me que o único ponto sobre o qual nos podemos encontrar é o da caridade para com as almas e para com a Igreja.

Como Cardeal e Bispo, Vós sois primeiramente um pastor: permiti que me dirija a Vós nesse título. A Fraternidade é uma realidade objectiva: ela existe. Por isso, ao longo dos anos, os Sumos Pontífices tomaram acto dessa existência e, com actos concretos e significativos, reconheceram o valor do bem que ela pode realizar, apesar da sua situação canónica. É por isso que hoje nos falamos.

Esta mesma Fraternidade pede-Vos unicamente poder continuar a realizar o mesmo bem para as almas às quais administra os santos sacramentos. Não Vos pede nada mais, nenhum privilégio, nem tampouco uma regularização canónica que, no estado actual das coisas, se revela impraticável por causa das divergências doutrinais. A Fraternidade não pode abandonar as almas. A necessidade das consagrações é uma necessidade concreta a breve termo para a sobrevivência da Tradição, ao serviço da santa Igreja Católica.

Podemos estar de acordo num ponto: nenhum de nós deseja reabrir feridas. Não repetirei aqui tudo o que já exprimimos na carta dirigida a Papa Leão XIV, da qual Vós tendes conhecimento directo. Sublinho apenas que, na situação presente, o único caminho realmente praticável é o da caridade.

Ao longo da última década, o Papa Francisco e Vós mesmo tendes amplamente promovido «a escuta» e a compreensão de situações particulares, complexas, excepcionais, estranhas aos esquemas ordinários. Tendes também auspiciado um uso do direito canónico que seja sempre pastoral, flexível e razoável, sem pretender resolver tudo mediante automatismos jurídicos e esquemas pré-constituídos. A Fraternidade não Vos pede nada mais no presente momento – e sobretudo não o pede para si mesma: pede-o para aquelas almas sobre as quais, como já prometido ao Santo Padre, não tem outra intenção senão a de fazer delas verdadeiros filhos da Igreja Romana.

Finalmente, há outro ponto no qual estamos também de acordo, e que nos deve encorajar: o tempo que nos separa de 1 de Julho é o tempo da oração. É um momento em que imploramos do Céu uma graça especial e, da parte da Santa Sé, compreensão. Rezo em particular por Vós o Espírito Santo e – não o tomeis como uma provocação – a sua Santíssima Esposa, a Mediadora de todas as Graças.

É meu desejo agradecer-Vos sinceramente pela atenção que me dispensastes, e pelo interesse que quisereis dar à presente questão.

Peço-Vos que aceiteis, Eminência Reverendíssima, a expressão dos meus mais distintos obséquios; aproveito a ocasião para me confirmar ainda uma vez devotíssimo no Senhor.

Davide Pagliarani, Superior Geral
+ Alfonso de Galarreta, Primeiro Assistente Geral
Christian Bouchacourt, Segundo Assistente Geral
+ Bernard Fellay, Primeiro Conselheiro Geral, Ex-Superior Geral
Franz Schmidberger, Segundo Conselheiro Geral, Ex-Superior Geral



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segunda-feira, 16 de fevereiro de 2026

Casamentos Católicos nos EUA caíram 60% desde 2000

Os casamentos católicos desceram de aproximadamente de 267.000 em 2000 para 111.718 em 2024 — uma descida de quase 60%, segundo dados reportados pela EWTN News.

Comparado com 1970, quando houve cerca de 426.000 casamentos católicos, as cifras de hoje mostram uma descida de cerca de 75%, apesar do crescimento da população católica.

Este fenómeno tem sido evidente há décadas. Uma notícia semelhante foi publicada em Junho de 2011 quando um estudo da 'Our Sunday Visitor' concluiu que o número de casamentos celebrados nas igrejas católicas americanas havia caído 60%.

Naquela altura, registava-se «uma mudança de 8,6 casamentos por 1.000 católicos americanos em 1972 para 2,6 casamentos por 1.000 católicos em 2010».

in gloria.tv


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domingo, 15 de fevereiro de 2026

Bênção das refeições na Ordem Beneditina

Ante Prandium (Antes do Almoço)

Sacerdote: Benedicite.
Todos: Benedicite.

Sacerdote: Oculi omnium
Continuam todos: in te sperant, Domine, et tu das illis escam in tempore opportuno. Aperis tu manum tuam, et imples omne animal in benedictione. Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeulorum. Amen.

Kyrie eleison.
Christe eleison.
Kyrie eleison.

Pater noster... [continua o Pai-Nosso em silêncio até:]
V. Et ne nos inducas in tentationem.
R. Sed libera nos a malo.

Sacerdote: Benedic, Domine, nos et haec tua dona, quae de tua largitate sumus sumpturi. Per Christum Dominum nostrum. 
R. 
Amen.

Leitor: Iube, domne, benedicere.
Sacerdote: Mensae caelestis participes faciat nos Rex aeternae gloriae. 
R. 
Amen.

Post Prandium (Depois do Almoço)

Leitor: Tu autem, Domine, miserere nobis.

R. Deo gratias.

Todos se levantam. Sacerdote: Confiteantur tibi, Domine, omnia opera tua.
R. Et sancti tui benedicant tibi. Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.
O Sacerdote continua: Agimus tibi gratias, omnipotens Deus, pro universis beneficiis tuis: Qui vivis et regnas in saecula saeculorum. 
R
. Amen.

Este salmo é dito por todos: Laudate Dominum, omnes gentes, laudate eum, omnes populi. Quoniam confirmata est super nos misericordia eius et veritas Domini manet in aeternum. Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.

Kyrie eleison.
Christe eleison.
Kyrie eleison.

Pater noster... [continua o Pai-Nosso em silêncio até:]
V. Et ne nos inducas in tentationem.
R. Sed libera nos a malo.

V. Dispersit, dedit pauperibus.
R. Iustitia eius manet in saeculum saeculi.
V. Benedicam Dominum in omni tempore.
R. Semper laus eius in ore meo.
V. In Domino laudabitur anima mea.
R. Audiant mansueti, et laetentur.
V. Magnificate Dominum mecum.
R. Et exaltemus nomen eius in idipsum.
V. Sit nomen Domini benedictum.
R. Ex hoc nunc et usque in saeculum.

Sacerdote: Retribuere, dignare, Domine, omnibus, nobis bona facientibus propter nomen tuum, vitam aeternam. 
R.
 Amen.

V. Benedicamus Domino.
R. Deo gratias.
V. Fidelium animae per misericordiam Dei requiescant in pace.
R. Amen.

Pater noster... [todos em silêncio]
V. Deus det nobis suam pacem.
R. Amen.

Ante Coenam (Antes do Jantar)

Sacerdote: Benedicite.
Todos: Benedicite.

Sacerdote: Edent pauperes
E continuam todos: et saturabuntur, et laudabunt Dominum, qui requirunt eum: vivant corda eorum in saeculum saeculi. Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.

Kyrie eleison.
Christe eleison.
Kyrie eleison.

Pater noster... [continuam o Pai-Nosso em silêncio até:]
V. Et ne nos inducas in tentationem.
R. Sed libera nos a malo.

Sacerdote: Benedic, Domine, nos et haec tua dona, quae de tua largitate sumus sumpturi. Per Christum Dominum nostrum. 
R.
 Amen.

O leitor diz: Iube, domne, benedicere.
O Sacerdote: Ad caenam vitae aeternae perducat nos Rex ternae gloriae.
R. Amen.

In Fine Coenae (Depois do Jantar)

Leitor: Tu autem, Domine, miserere nobis.

R. Deo gratias.
Todos se levantam. 
Sacerdote: Memoriam fecit mirabilium suorum, misericors et miserator Dominus. Escam dedit timentibus se. Gloria Patri et Filio et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc et semper, et in saecula saeculorum. Amen.
Sacerdote continua: Benedictus Deus in donis suis, et sanctus in omnibus operibus suis, qui vivat et regnat in saecula saeculorum. R. Amen.

Este salmo é dito por todos: Laudate Dominum, omnes gentes, laudate eum, omnes populi. Quoniam confirmata est super nos misericordia eius et veritas Domini manet in aeternum. Gloria Patri, et Filio, et Spiritui Sancto. Sicut erat in principio, et nunc, et semper, et in saecula saeculorum. Amen.

Kyrie eleison.
Christe eleison.
Kyrie eleison.

Pater noster... [continua o Pai-Nosso em silêncio até:]
V. Et ne nos inducas in tentationem.
R. Sed libera nos a malo.

V. Dispersit, dedit pauperibus.
R. Iustitia eius manet in saeculum saeculi.
V. Benedicam Dominum in omni tempore.
R. Semper laus eius in ore meo.
V. In Domino laudabitur anima mea.
R. Audiant mansueti, et laetentur.
V. Magnificate Dominum mecum.
R. Et exaltemus nomen eius in idipsum.
V. Sit nomen Domini benedictum.
R. Ex hoc nunc et useque in saeculum.

Sacerdote: Retribuere, dignare, Domine, omnibus, nobis bona facientibus propter nomen tuum, vitam aeternam.
R. Amen.

V. Benedicamus Domino. 
R.
 Deo gratias.

V. Fidelium animae per misericordiam Dei requiescant in pace.
R. Amen.

Pater noster... [todos em silêncio]
V. Deus det nobis suam pacem.
R. Amen.
E acrescenta: V. Tribuat Dominus benefactoribus nostris pro terrenis caelestia, pro temporalibus sempiterna.
R. Amen.

In Caena Serotina (Nas outras refeições)

Leitor: Benedicite.
Sacerdote abençoa dizendo: Collationem servorum suorum benedicat Christus, Rex angelorum. 
R. Amen.


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