domingo, 25 de setembro de 2022

13 frases que demonstram o tremendo valor da Santa Missa

1- Na hora da morte, as Santas Missas que tivermos ouvido devotamente serão a nossa maior consolação.

2- Na Santa Missa, Deus perdoa todos os pecados veniais que estamos determinados a evitar.

3- Na Santa Missa, Deus perdoa os nossos pecados desconhecidos (esquecidos) que jamais confessámos.

4- O poder de Satanás sobre nós é diminuído.

5- Cada Missa irá connosco ao Julgamento e implorará por perdão para nós.

6- A cada Missa temos diminuída a punição temporal devida aos nossos pecados, mais ou menos, de acordo com o nosso fervor.

7- Assistindo devotamente à Santa Missa rendemos a maior homenagem possível à Sagrada Humanidade de Nosso Senhor.

8- Através do Santo Sacrifício, Nosso Senhor Jesus Cristo repara por muitas das nossas negligências e omissões.

9- Ouvindo piedosamente a Santa Missa, oferecemos às Almas do Purgatório o maior alívio possível.

10- Uma Missa ouvida durante a nossa vida será de maior benefício do que muitas ouvidas por nós depois da nossa morte.

11- Através da Santa Missa, somos preservados de muitos perigos e infortúnios, que de outra forma cairiam sobre nós.

12- Encurtamos o nosso Purgatório a cada Missa.

13- Durante a Santa Missa, ajoelhamo-nos entre uma multidão de santos Anjos, que estão presentes no Adorável Sacrifício com reverente temor.

São Leonardo de Porto Maurício in 'The Hidden Treasure: Holy Mass', Edit. TAN Books, 1952


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sábado, 24 de setembro de 2022

Procissão em Paris (1955)




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Nossa Senhora das Mercês, padroeira dos escravos

Nossa Senhora das Mercês é um dos títulos da Virgem Maria.

A devoção originou-se na Espanha, daí também ser conhecida por Nossa Senhora das Mercedes. A Virgem é a protectora dos cristãos cativos dos mouros (muçulmanos) em África, principalmente os marinheiros e mercadores subjugados no Mar Mediterrâneo.  

A Ordem Real e Militar de Nossa Senhora das Mercês da Redenção dos Cativos, ou simplesmente Ordem de Nossa Senhora das Mercês foi fundada por São Pedro Nolasco e São Raimundo de Peñafort, em 1223, por ocasião da libertação dos escravos cristãos, tendo generalizado-se  sua festa na Igreja em 1696.

Foi no dia primeiro de agosto de 1223 que São Pedro Nolasco foi agraciado com uma Aparição de Nossa Senhora, a qual lhe indicou os meios para libertar os cristãos das mãos dos mouros. A França, na época, era palco de graves desordens devido aos abusos dos albigenses, que infestavam todo o sul do país. Achava-se Pedro associado ao conde Simão de Monfort, comandante do exército católico e com ele lhe chegou à Espanha, onde lhe foi confiada a educação do príncipe Jaime de Aragão. Investiu toda a sua fortuna e arrecadou somas avultadas com pessoas caridosas, a fim de resgatar cristãos escravos que tiveram a infelicidade de cair em poder dos muçulmanos.

Maria Santíssima, mostrando grande satisfação pelo bem que fizera aos cristãos, deu-lhe a ordem de fundar uma congregação como fim determinado da Redenção dos cativos. Pedro comunicou isso a São Raimundo de Peñafort, seu confessor e ao Rei Jaime, e grande surpresa teve, quando deles soube, que ambos, na mesma noite, haviam tido a mesma aparição. foi criada a Ordem de Nossa Senhora das Mercês, e Pedro foi nomeado o grão-mestre da Ordem, sendo depois canonizado com o nome de São Pedro Nolasco. Foi elaborada a constituição da regra da nova Ordem, que teve gratíssimo acolhimento do povo e dos nobres. Já em 1235, uma nova regra obteve aprovação da Santa Sé. Deste modo, a devoção à Virgem das Mercês foi-se espalhando por toda a Europa.  

A devoção chegou a Portugal, onde se difundiu de Alenquer para Santarém e para Lisboa, e foi levada pelos frades mercedários para o Brasil, onde floresceram diversas confrarias, formadas principalmente por escravos, os quais consideravam Nossa Senhora das Mercês padroeira da sua libertação.

in Pale Ideas 


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Quando o Corpo de Padre Pio entrou em procissão na Basílica de São Pedro



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sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Dia de São Pio de Pietrelcina, mais conhecido por Padre Pio

As tentações não te devem assustar; por elas Deus quer testar e fortificar a tua alma e ao mesmo tempo dá-te a força de as vencer. Até aqui, a tua vida foi como a de uma criança; a partir de agora, o Senhor quer tratar-te como adulto. Ora, as provações de um adulto são muito superiores às duma criança, e é por isso que, a princípio, te sentes tão perturbado. Mas a vida da tua alma encontrará rapidamente a sua calma. Tem um pouco de paciência e tudo correrá pelo melhor. 

Deixa, pois, de lado essas vãs preocupações. Lembra-te de que não é a sugestão do maligno que faz o mal, mas o consentimento dado às suas sugestões. Só uma vontade livre é capaz da fazer o bem ou o mal. Mas, quando a vontade geme sob a provação infligida pelo Tentador, se não quer o que lhe é proposto, isso não é falta mas virtude. 

Guarda-te de cair na agitação ao lutar contra as tentações, pois isso só as fortalecerá. É preciso tratá-las com desprezo e não lhes ligar. Volta o teu pensamento para Jesus crucificado, para o seu corpo deposto nos teus braços e diz: «Eis a minha esperança, a fonte da minha alegria! Ligo-me a Ti com todo o meu ser, e não Te deixarei enquanto não me colocares em segurança.»


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quinta-feira, 22 de setembro de 2022

O Cristianismo libertou o Homem do medo dos Demónios

Apesar do que dizem certos teólogos superficiais, o Demónio é, para a fé cristã, uma presença misteriosa, mas real, pessoal, não-simbólica.
    
É uma realidade poderosa, 'o Príncipe deste mundo', como lhe chama o Novo Testamento, que por mais de uma vez recorda a sua existência; é uma liberdade maléfica e sobre-humana, oposta à de Deus, como mostra uma leitura realista da história, com o seu abismo de atrocidades sempre renovadas e não explicáveis apenas pelo homem.
    
O homem, sozinho, não tem força para se opor a Satanás, que não é um outro deus. Unidos a Jesus, temos a certeza de vencê-lo. Cristo é o  'Deus próximo' que tem força e vontade de nos libertar: por isso o Evangelho é realmente 'boa nova'. E por isso devemos continuar a anunciá-lo àqueles regimes de terror    que são, muitas vezes, as religiões não-cristãs.

Direi mais: a cultura ateia do Ocidente moderno sobrevive graças à libertação do medo dos demónios trazida pelo cristianismo. Mas, se esta luz redentora do Cristo se extinguisse, embora com toda a sua sabedoria e com toda a sua tecnologia, o mundo recairia no terror e no desespero.

Já existem sinais desse retorno às forças obscuras, enquanto crescem no mundo secularizado os cultos satânicos. 

Cardeal Joseph Ratzinger in Diálogos sobre a fé (1985)


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terça-feira, 20 de setembro de 2022

A coragem de assumir a Fé cristã diante dos carrascos

Aqueles homens santos foram presos e levados ao prefeito de Roma, chamado Rústico. Estando eles diante do tribunal, o prefeito Rústico disse a Justino: «Que doutrina professas?» Justino disse: «Procurei conhecer todas as doutrinas, mas acabei por abraçar a doutrina verdadeira dos cristãos».

O prefeito Rústico inquiriu: «Que verdade é essa?» Justino explicou: «Adoramos o Deus dos cristãos, a quem consideramos como o único Criador, desde o princípio, e autor de toda a Criação, das coisas visíveis e invisíveis, e o Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, de Quem foi anunciado pelos profetas que viria ao género humano como mensageiro da Salvação e Mestre da boa doutrina. E eu, porque sou homem e nada mais, considero insignificante tudo o que digo para exprimir a Sua divindade infinita, mas reconheço o valor das profecias e sei que eram inspirados por Deus os profetas que vaticinaram a Sua vinda ao meio dos homens». Rústico perguntou: «Onde vos reunis? Diz-me em que lugar juntas os teus discípulos». 

Justino respondeu: «Eu vivo em casa de um certo Martinho, nos banhos de Timiotino. Ali, se alguém queria ir ver-me, comunicava as palavras da verdade». Rústico perguntou: «Portanto, tu és cristão?» Justino confirmou: «Sim, sou cristão». O prefeito Rústico perguntou a Caritão: «Diz-me tu agora, Caritão, também és cristão?» Caritão respondeu: «Sou cristão por graça de Deus». Rústico perguntou a Evelpisto: «E tu, de quem és, Evelpisto?» Evelpisto, escravo de César, respondeu: «Também sou cristão, libertado por Cristo, e por graça de Cristo participo da mesma esperança que estes». 

O prefeito Rústico perguntou: «Foi Justino que vos fez cristãos?» Hierax respondeu: «Eu sou cristão há muito tempo e cristão continuarei a ser». E Peão, pondo-se de pé, disse: «Também eu sou cristão». Evelpisto disse: «Eu gostava de ouvir os discursos de Justino, mas a ser cristão aprendi-o de meus pais». O prefeito Rústico disse a Liberiano: «E tu, que dizes? Também és cristão? Também tu não tens religião?» 

Liberiano respondeu: «Também eu sou cristão e, quanto à minha religião, só adoro o Deus verdadeiro». O prefeito disse a Justino: «Ouve, tu que és tido por sábio e julgas conhecer a verdadeira doutrina: se fores flagelado e decapitado, estás convencido de que subirás ao Céu?» Justino respondeu: «Espero entrar naquela morada, se tiver de sofrer o que dizes, pois sei que a todos os que viverem santamente lhes está reservada a recompensa de Deus até ao fim dos séculos». O prefeito Rústico perguntou: «Então tu supões que hás-de subir ao Céu para receber algum prémio em retribuição?» Justino disse: «Não suponho, sei-o com toda a certeza.»

Actas do martírio de São Justino e companheiros (163 d.C.) in Antologia Litúrgica do Primeiro Milénio


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sábado, 17 de setembro de 2022

Quando São Francisco de Assis recebeu os estigmas

Francisco e um jovem companheiro, nas suas andanças costumeiras, passaram por um grande castelo todo iluminado devido às comemorações relativas à honra de cavaleiro atribuída a um filho da casa. Eles entraram nessa mansão aristocrática, que tomou seu nome do monte Feltro, à sua maneira bela e casual, e começaram a dar o seu próprio tipo de boa-nova. 

Ao menos algumas pessoas ouviram o santo “como se fosse um anjo de Deus”; entre elas estava um cavalheiro chamado Orlando de Chiusi, proprietário de muitas terras na Toscana, que decidiu brindar São Francisco com uma singular e pitoresca cortesia. Ele deu ao santo uma montanha, uma dádiva um tanto fora do comum entre as muitas possíveis.

Pode-se supor que a regra franciscana, que proibia aceitar dinheiro, não previra detalhadamente como agir com respeito à aceitação de montanhas. E é claro que São Francisco só a aceitou como aceitava tudo: como uma conveniência temporária, e não como uma posse pessoal. Então, transformou-a numa espécie de refúgio para a vida eremítica, não para a vida monástica, e se recolhia lá quando desejava uma vida de oração e de jejum, que não pedia nem aos amigos íntimos. Era o Monte Alverno, parte dos Montes Apeninos, monte encimado sempre por uma nuvem escura dotada de uma extremidade ou halo de glória.

Talvez nunca se possa saber o que de facto aconteceu ali. Imagino que a questão tenha sido objeto de controvérsias entre os mais devotos estudiosos da vida santa e entre estes e os estudiosos mais seculares. Talvez São Francisco nunca tenha falado com ninguém sobre o assunto, o que seria bem típico dele. Seja como for, o certo é que, de todo modo, ele falou muito pouco a esse respeito; acho que, pelo que dizem, ele só tratou disso com um único homem. Embora sujeito a essas dúvidas verdadeiramente sagradas, confesso que, para mim, esse relato solitário e indireto que chegou até nós parece bem com um relato de algo real, de algo mais real do que as chamadas realidades quotidianas. 

Até mesmo algo de duplo sentido e de imagem surpreendente, por exemplo, pode dar a impressão de uma experiência capaz de abalar os sentidos – como é o caso da passagem do Apocalipse sobre as criaturas sobrenaturais cheias de olhos. Ao que parece, São Francisco viu o céu acima de si ocupado por um grande ser com asas, semelhante a um serafim, que formava a figura da cruz. Não se sabe ao certo se a figura estava crucificada ou na posição da crucificação, ou se simplesmente a estrutura das suas asas incluía um enorme crucifixo. 

Mas parece claro que havia dúvidas sobre a possibilidade da crucificação, porque São Boaventura diz com todas as letras que São Francisco duvidava que um serafim pudesse ser crucificado, visto que esses principados não estavam sujeitos a passar pela Paixão. São Boaventura sugere que a aparente contradição deve ter significado que São Francisco seria crucificado como espírito, dado que não seria crucificado como homem. 

Seja qual for o significado da visão, contudo, a sua ideia geral é bem vívida e bastante intensa. São Francisco viu acima de si, ocupando todo o espaço do céu, alguma força inconcebível imemorial, antiga como o Ancião dos Dias (cf. Dan 7), cuja calma os homens tinham concebido na forma de touros alados ou de querubins monstruosos, e todo esse prodígio alado estava sofrendo dores como um pássaro ferido. Esse serafim sofredor, afirma-se, perfurou o coração de São Francisco com uma espada de pesar e piedade; pode-se deduzir que uma espécie de crescente agonia acompanhou o êxtase. Por fim, de alguma maneira o Apocalipse desapareceu do céu e a agonia interior cessou; e o silêncio e o ar natural tomaram conta das primeiras luzes do dia e se assentaram lentamente nos precipícios e nas profundas fendas dos Apeninos.
 
A cabeça do solitário afundou, em meio a todo o relaxamento e tranquilidade em que o tempo pode fluir com a sensação de algo encerrado e completo; e, ao olhar para baixo, ele viu as marcas dos pregos nas suas próprias mãos.

Gilbert Keith Chesterton in Saint Francis of Assisi


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sexta-feira, 16 de setembro de 2022

Quem odeia isto não pode ser Católico




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São Cornélio e São Cipriano, Mártires

A Igreja celebra hoje, 16 de Setembro, São Cornélio e São Cipriano, que por amor a Deus e zelo pela fé em Jesus Cristo sofreram o martírio no século III. Os testemunhos dos dois santos ajudam na compreensão de que o cristão, quando está firme no amor esponsal por Cristo e a Sua Igreja, não rejeita a fé, ainda que padeça duras incompreensões, até ao martírio de sangue.

São Cornélio, Papa e Mártir

Cornélio nasceu em Roma. Foi eleito para o pontificado depois de um período vago na cátedra de São Pedro, devido à violenta perseguição imposta pelo imperador Décio. O Papa Cornélio foi eleito quase por unanimidade, menos por Novaciano, que esperava ser o novo Papa. Novaciano consagrou-se Bispo e proclamou-se Papa, isto é, antipapa. Com isso criou-se o primeiro cisma da Igreja.

A Igreja debatia, internamente, para tentar uma solução definitiva quanto à conduta a ser adoptada em relação a um dos seus maiores problemas da época: os “lapsi”, nome dado aos sacerdotes e fiéis que tinham renegado a fé, separando-se da Igreja durante as perseguições por parte dos Imperadores romanos, mas que depois queriam voltar à Igreja.

Segundo os partidários de Novaciano, Cornélio teria adoptado um discurso e uma postura muito indulgente, boa e compreensiva para com os desertores da fé católica. Atitudes que lhe valeram grandes atribulações e incompreensões. Mas contou sempre com o apoio incondicional e fiel do bispo Cipriano de Cartago, Argélia, norte da África.

Entretanto o imperador Décio morreu em combate, sendo sucedido por Galo, que voltou com as perseguições. Assim, o Papa Cornélio acabou preso e exilado para um lugar que hoje se chama Civitavecchia, perto Roma.

No exílio, o Papa Cornélio passou os últimos dias da sua vida. Encontrava um pouco de alegria nas cartas que recebia do Bispo Cipriano, seu admirador e amigo, muito preocupado em mandar-lhe algumas palavras de consolo.

Morreu em Junho de 253, sendo sentenciado ao martírio por ordem do Imperador, por não aceitar prestar culto aos deuses pagãos. Foi sepultado no Cemitério de São Calixto.

São Cipriano, Bispo e Mártir

Cipriano de Cartago, Bispo e Mártir, não deve ser confundido com outro Santo de mesmo nome que foi feiticeiro e é festejado com Santa Justina. 

Thascius Cecilianus Cyprianus nasceu em África em torno do ano de 200. Sendo pagão tornou-se advogado, professor e muito conhecido pela sua eloquência em defender os seus pontos de vista nos tribunais. Foi convertido para o cristianismo no ano 246 por Caecilius, um velho sacerdote, e tronou-se um renomado especialista em textos bíblicos.

Em 248, Cipriano tornou-se bispo de Cartago, hoje moderna Tunísia, mas teve que fugir logo depois para escapar a perseguição aos cristãos. Cipriano conseguiu reunir um Concílio em Cartago em 251, para discutir a questão dos "lapsi", e aí foi lido o seu grande trabalho chamado “De Catholicae Ecclesiase Unitate”.

Quando Cartago foi atingida pela praga, em 252, Cipriano trabalhou para ajudar as vítimas mas ele e os cristãos foram culpados pela epidemia e odiados pela população. Cipriano escreveu “De Mortalite” para consolar os cristãos naquele tempo de duros reveses. Pouco tempo depois, opôs-se à política de não necessidade de baptismo dos hereges defendida pelo Papa Estêvão I (254-257).

Entretanto, um decreto do Imperador Valeriano (253-260), proibindo aos cristãos de se reunirem, deu início a mais uma perseguição. Cipriano foi preso e foi-lhe dito que participasse das cerimonias religiosas pagãs oficias do Estado. Como se recusasse foi exilado numa cidade a 75 km de Cartago.

Em 258, Cipriano foi julgado por Calerius Maximus, um procônsul que ordenou que ele fosse decapitado no dia 14 de Setembro. Os ‘Actos do Martírio” são têm todos os detalhes da execução.

Ele foi pioneiro da literatura latino-cristã e teve um papel importante na Igreja Católica ocidental. Os seus escritos apresentam um zelo pastoral muito lúcido e contém inteligentes decisões. O seus tratados incluem “De Catholicae Ecclesiase Unitate”, sobre a natureza da unidade da Igreja , o “De Lapsis” sobre as condições em que esses cristãos poderiam retornar a Igreja e á fé, e “Ad Quirinam” uma compilação de textos bíblicos.

Uma das suas máximas era: “Não pode ter Deus por pai quem não tem a Igreja por mãe”.

São Cipriano, assim como São Cornélio são mencionados e invocados no Cânone Romano. Na arte litúrgica da Igreja aparece como um Bispo que segura uma palma e uma espada.


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quinta-feira, 15 de setembro de 2022

Coroa de Nossa Senhora das Dores

A Coroa de Nossa Senhora das Dores teve início em Itália no ano de 1617, por iniciativa da Ordem dos Servos de Maria, assim como a Missa de Nossa Senhora das Dores, que hoje é celebrada em toda a Igreja no dia 15 de Setembro. A Coroa é um dos frutos do carisma mariano da Ordem, cultivado desde 1233, ano da sua fundação. A Coroa surgiu inicialmente como alimento da piedade mariana dos leigos reunidos em grupos chamados Ordem Terceira. A Coroa das Dores teve sempre a aprovação dos Papas.

1ª Dor - Profecia de Simeão

Simeão abençoou-os e disse a Maria, sua mãe: Eis que este menino está destinado a ser ocasião de queda e elevação de muitos em Israel e sinal de contradição. Quanto a ti, uma espada te transpassará a alma (Lc 2, 34-35). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

2ª Dor - Fuga para o Egipto

O anjo do Senhor apareceu em sonho a José e disse: Levanta, toma o menino e a mãe, foge para o Egipto e fica lá até que te avise. Pois Herodes vai procurar o menino para matá-lo. Levantando-se, José tomou o menino e a mãe, e partiu para o Egipto (Mt 2, 13-14). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

3ª Dor - Maria procura Jesus em Jerusalém

Acabados os dias da festa da Páscoa, quando voltaram, o menino Jesus ficou em Jerusalém, sem que os pais o percebessem. Pensando que estivesse na caravana, andaram o caminho de um dia e procuraram entre parentes e conhecidos. E, não O achando, voltaram a Jerusalém à procura d'Ele (Lc 2,43b-45). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

4ª Dor - Jesus encontra a Sua Mãe no caminho do Calvário

Ao conduzir Jesus, lançaram mão de um certo Simão de Cirene, que vinha do campo, e encarregaram-no de levar a cruz atrás de Jesus. Seguia-o grande multidão de povo e de mulheres que batiam no peito e o lamentavam (Lc 23, 26-27). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

5ª Dor - Maria ao pé da Cruz de Jesus

Junto à cruz de Jesus estavam de pé a sua Mãe, a irmã da sua Mãe, Maria de Cléofas, e Maria Madalena. Vendo a Mãe e, perto dela, o discípulo a quem amava, disse Jesus para a mãe: Mulher, eis o teu filho! Depois disse para o discípulo: Eis a tua Mãe! (Jo 19, 15-27a). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

6ª Dor - Maria recebe Jesus descido da Cruz

Chegada a tarde, porque era o dia da Preparação, isto é, a véspera de Sábado, veio José de Arimateia, entrou decidido na casa de Pilatos e pediu o corpo de Jesus. Pilatos, então, deu o cadáver a José, que retirou o corpo da cruz (Mc 15, 42). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

7ª Dor - Maria deposita Jesus no Sepulcro

Os discípulos tiraram o corpo de Jesus e envolveram em faixas de linho com aromas, conforme é costume de sepultar dos judeus. Havia perto do local, onde fora crucificado, um jardim, e no jardim um sepulcro novo onde ninguém ainda fora depositado. Foi ali que puseram Jesus (Jo 19, 40-42a). 
1 Pai Nosso; 7 Avé Marias

in santissimavirgemaria.com.br


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As 7 dores de Maria

Hoje é dia de Nossa Senhora das Dores. É tradição rezar um Pai-Nosso e sete Avé-Marias por cada uma das 'dores' de Nossa Senhora:

1. A profecia de Simeão (Lc 2, 34-35)
2. A fuga para o Egipto (Mt 2, 13)
3. O Menino Jesus perdido e encontrado no Templo (Lc 2, 43-45)
4. Maria encontra Jesus a caminho do Calvário (Lc 23, 26)
5. Jesus morre na Cruz (Jo 19, 25)
6. Maria recebe o corpo de Jesus nos braços (Mt 27, 57-59)
7. O corpo de Jesus é colocado no Sepulcro (Jo 19, 40-42)


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quarta-feira, 14 de setembro de 2022

A história da Exaltação da Santa Cruz

O dia 14 de Setembro, dia da Festa da Exaltação da Santa Cruz, comemora a gloriosa reconquista da Santa Cruz das mãos dos Persas.

Chosroes II, Rei da Pérsia, pegara em armas contra o império oriental romano (610), sob o pretexto de querer vingar as crueldades que o imperador Phocas tinha praticado contra o imperador Maurício. Phocas desapareceu e teve por sucessor Heráclio, governador da África. Este fez uma proposta de paz a Chosroes que este rejeitou. Uma cidade após outra caiu em poder dos Persas, sem que Heráclio lhes pudesse tolher os passos. Senhor de Jerusalém, Chosroes praticou as maiores atrocidades contra sacerdotes e religiosos, reduziu à cinza as igrejas, e entre outras preciosidades, levou também a parte do Santo Lenho, que Santa Helena tinha deixado na cidade Santa.

Heráclio pela segunda vez pediu a paz. O rei bárbaro respondeu-lhe com arrogância e orgulho: "Os Romanos não terão paz, enquanto não adorarem o sol, em vez de um homem crucificado". Vendo assim frustrados todos os esforços, Heráclio pôs toda confiança em Deus e em 622 marchou contra a Pérsia. Vitorioso no primeiro encontro, na Arménia, no ano seguinte o exército cristão conquistou Gaza, queimou o templo, junto com a estátua de Chosroes, que nele se achava. Chosroes foi assassinado pelo próprio filho, com o qual Heráclio celebrou a paz. Uma das primeiras condições desta paz foi a restituição do Santo Lenho, o qual Heráclio levou em triunfo para Constantinopla.

Uma vez livre do jugo dos Persas, Heráclio resolveu fazer a solene trasladação do Santo Lenho para Jerusalém. Na Primavera do ano de 629, com uma grande comitiva, foi à Cidade Santa, levando consigo a preciosa relíquia. Festas extraordinárias prepararam-se na Palestina. Em procissão soleníssima foi levada a Santa Cruz, para ser depositada na igreja do Santo Sepulcro, no monte Calvário. O Imperador tinha reservado para si a honra de a carregar. 

Chegada a procissão à porta da cidade que conduz ao Gólgota, Heráclio, como retido por forças invisíveis, não pôde dar mais um passo adiante. O patriarca Zacarias, que se achava ao lado do Imperador, levantou os olhos ao Céu e como por inspiração divina, disse-lhe: "Senhor! Lembrai-vos de que Jesus Cristo era pobre, enquanto vós andais vestido de púrpura; Jesus Cristo levava uma coroa de espinhos, quando na vossa cabeça vejo brilhar uma coroa preciosíssima; Jesus Cristo andava descalço, quando vós usais calçado finíssimo". 

Heráclio com humildade aceitou o aviso do patriarca. Sem demora tirou a coroa, trocou o manto imperial por uma túnica pobre, substituindo o rico calçado por sandálias e, tomando de novo o Santo Lenho, sem dificuldade alguma o levou até a última estação. Lá chegado, todo o povo se acercou da grande relíquia, venerando-a com muita fé. Muitos doentes recuperaram a saúde.

Para todos, o dia 14 de Setembro de 629 foi um dia de triunfo e da mais pura alegria. Deus ainda glorificou-o com muitos milagres.

Pe. João Batista Lehmann in 'Na Luz Perpétua' (Editora Lar Católico, 1950)


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terça-feira, 13 de setembro de 2022

Quem são os Amigos da Cruz?

Um Amigo da Cruz é um homem escolhido por Deus, entre 10 mil que vivem segundo os sentidos e a razão para ser unicamente um homem todo divino e elevado acima da razão, e todo em oposição aos sentidos, por uma vida e uma luz de pura fé e por um amor ardente pela Cruz.

Um Amigo da Cruz é um rei todo-poderoso e um herói triunfante do demónio, do mundo e da carne em suas três concupiscências. Pelo amor às humilhações, esmaga o orgulho de Satanás; pelo amor à pobreza, triunfa da avareza do mundo; pelo amor à dor, amortece a sensualidade da carne.

Um Amigo da Cruz é um homem santo e separado de todo o visível, cujo coração está acima de tudo quanto é caduco e perecível, e cuja conversa está no Céu; que passa pela Terra como estrangeiro e peregrino; e que, sem lhe dar o coração, a contempla com o olho esquerdo e com indiferença, calcando-a com desprezo aos pés.

Um Amigo da Cruz é uma ilustre conquista de Jesus Cristo crucificado no Calvário, em união com a sua Santa Mãe; é um Benoni ou um Benjamim, filho da dor e da dextra, gerado em seu dolorido coração, vindo ao mundo por seu lado direito atravessado e coberto da púrpura de seu sangue. Dada a sua extracção sangrenta, só respira cruz, sangue e morte ao mundo, à carne e ao pecado, para estar totalmente oculto, aqui na Terra, com Jesus Cristo em Deus.

Enfim, um perfeito Amigo da Cruz é um verdadeiro porta-Cristo, ou antes, um Jesus Cristo, de maneira que possa, em verdade, dizer: 'Vivo, mas não eu, é Jesus Cristo que vive em mim' (Gal 2, 20).

Sois, por vossas acções, meus queridos Amigos da Cruz, aquilo que vosso grande nome significa? Ou, pelo menos, tendes verdadeiro desejo e vontade verdadeira de assim vos tornardes, com a graça de Deus, à sombra da Cruz do Calvário e de Nossa Senhora da Piedade? Entrastes no verdadeiro caminho da vida, que é o caminho estreito e espinhoso do Calvário? Não estareis, sem o pensar, no caminho largo do mundo, que é o caminho da perdição? Sabeis bem que há um caminho que parece ao homem recto e seguro, e que conduz à morte?

São Luís Maria Grignion de Montfort in 'Carta-Circular aos Amigos da Cruz'


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Aparição de Nossa Senhora de Fátima a 13 de Setembro

A Irmã Lúcia, nas suas Memórias, descreve do seguinte modo a aparição de Nossa Senhora a 13 de Setembro de 1917:

Ao aproximar-se a hora, lá fui, com a Jacinta e o Francisco, entre numerosas pessoas que a custo nos deixavam andar. As estradas estavam apinhadas de gente. Todos nos queriam ver e falar. Ali não havia respeito humano.

Numerosas pessoas, e até senhoras e cavalheiros, conseguindo romper por entre a multidão que à nossa volta se apinhava, vinham prostrar-se, de joelhos, diante de nós, pedindo que apresentássemos a Nossa Senhora as suas necessidades. Outros, não conseguindo chegar junto de nós, chamavam de longe:

– Pelo amor de Deus! peçam a Nossa Senhora que me cure meu filho, que é aleijadinho!
Outro:
– Que me cure o meu, que é cego!
Outro:
– O meu, que é surdo!
– Que me traga meu marido...
– ... meu filho, que anda na guerra!
– Que me converta um pecador!
– Que me dê saúde, que estou tuberculoso!
Etc., etc.

Ali apareciam todas (as) misérias da pobre humanidade. E alguns gritavam até do cimo das árvores e paredes, para onde subiam, com o fim de nos ver passar. Dizendo a uns que sim, dando a mão a outros para os ajudar a levantar do pó da terra, lá fomos andando, graças a alguns cavalheiros que nos iam abrindo passagem por entre a multidão.

Quando agora leio, no Novo Testamento, essas cenas tão encantadoras da passagem de Nosso Senhor pela Palestina, recordo estas que, tão criança ainda, Nosso Senhor me fez presenciar, nesses pobres caminhos e estradas de Aljustrel a Fátima e à Cova de Iria, e dou graças a Deus, oferecendo-Lhe a fé do nosso bom Povo português. E penso: se esta gente se abate assim diante de três pobres crianças, só porque a elas é concebida misericordiosamente a graça de falar com (a) Mãe de Deus, que não fariam, se vissem diante de si o próprio Jesus Cristo?

Bem; mas isto não era nada chamado para aqui. Foi mais uma distracção da pena que me escapou para onde eu não queria. Paciência! Mais uma coisa inútil; não na tiro, para não inutilizar o caderno. Chegámos, por fim, à Cova de Iria, junto da carrasqueira e começamos a rezar o terço com o povo.

Pouco depois, vimos o reflexo da luz e a seguir Nossa Senhora sobre a azinheira.

 – Continuem a rezar o terço, para alcançarem o fim da guerra. Em Outubro virá também Nosso Senhor, Nossa Senhora das Dores e do Carmo, S. José com o Menino Jesus para abençoarem o Mundo. Deus está contente com os vossos sacrifícios, mas não quer que durmais com a corda; trazei-a só durante o dia.

– Têm-me pedido para Lhe pedir muitas coisas: a cura de alguns doentes, dum surdo-mudo.
– Sim, alguns curarei; outros não. Em Outubro farei o milagre, para que todos acreditem. E começando a elevar-se, desapareceu como de costume.


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segunda-feira, 12 de setembro de 2022

O simbolismo do ícone de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro

O quadro foi pintado no estilo bizantino da Igreja Oriental. O objectivo desse estilo de arte não é mostrar uma cena ou pessoas, mas transmitir uma mensagem espiritual.


1. Em grego as letras significam: Mãe de Deus.
2. O quadro original foi coroado em 1867.
3. A estrela significa que Maria nos guia até Jesus, guindo-nos no mar da vida até ao porto da salvação.
4. Abreviação do Arcanjo São Miguel.
5. O Arcanjo São Miguel apresenta a lança, a vara com a esponja e o cálice da amargura.
6. A boca de Maria guarda silêncio.
7. Túnica vermelha cor da realeza.
8. O Menino Jesus segura as mãos de Maria que não segura as mãos do Menino Deus, permanecendo aberta, como forma de convite para pormos as nossas mãos na sua, unindo-nos a Jesus; e os dedos que apontam para o Filho mostram que Ele é o caminho.
9. Abreviação do Arcanjo São Gabriel.
10. Maria olha directamente para nós, não para Jesus nem para o Céu nem para os anjos.
11. São Gabriel com a cruz e os cravos.
12. Abreviatura de Jesus Cristo em grego.
13. Jesus veste roupas da realeza. O halo ornado com uma cruz proclama que ele é Jesus Cristo.
14. A mãe esquerda de Maria sustenta Jesus: a mão do consolo que Maria estende a todos que a ela recorrem nas lutas da vida.
15. A sandália desatada, simboliza a humildade de Nosso Senhor Jesus Cristo e também a esperança de um pecador que, agarrando-se a Jesus, busque a Sua misericórdia. O Menino ainda levanta o pé, para não deixar a sandália cair, para salvar aquele pecador.
16. Manto azul, com o forro verde sobre a túnica vermelha são as cores da realeza. Apenas a Imperatriz podia usar estas combinações de cores. O Azul também era o emblema das mães da época.
Todo o fundo dourado mostra a importância de Maria; é o símbolo de poder e nobreza, da glória do Paraíso para onde iremos, levados pelo perpétuo socorro da Santíssima Mãe de Deus.

in espelhodejustica.blogspot.com


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Festa do Santíssimo Nome de Maria

Veneramos o nome de Maria porque pertence àquela que é a Mãe de Deus, a mais santa das criaturas, a Rainha do Céu e da Terra, a Mãe da Misericórdia.

O objecto da festa é a Santa Virgem que traz o nome de Mirjam (Maria). A festa comemora todos os privilégios dados a Maria por Deus e todas as graças que temos recebido através da sua intercessão e mediação. 

História da Festa

A festa foi instituída em 1513, em Cuenca (Espanha), e estabelecida no dia 15 de Setembro com Ofício próprio, o dia da oitava da Natividade de Maria. Depois da reforma do Breviário de São Pio V, por um decreto de Sixto V (16 de Janeiro de 1587), foi transferida para 17 de Setembro. Em 1622, foi estendida para a Arquidiocese de Toledo pelo Papa Gregório XV. 

Depois de 1625, a Congregação dos Ritos hesitou durante algum tempo antes de autorizar que se estendesse mais (cf. os sete decretos "Analecta Juris Pontificii", LVIII, decr. 716 sqq.). Mas era celebrada pelos trinitarianos espanhóis em 1640 (Ordo Hispan., 1640). A 15 de Novembro de 1658, a festa foi concedida ao oratório do Cardeal Berulle sob o título: Solemnitas Gloriosae Virginis, dupl. cum. oct., em 17 de Setembro. Trazendo o título original, "SS. Nominis B.M.V.", a festa concedida a toda a Espanha e ao Reino de Nápoles em 26 de Janeiro de 1671.

Após o cerco de Viena e a gloriosa vitória do Rei João III Sobieski da Polónia [e da República das duas Nações] sobre os Turcos (12 de Setembro de 1683), a festa foi estendida para a Igreja Universal por Inocêncio XI, e marcada para o Domingo depois da Natividade de Maria por um decreto de 25 de Novembro de 1683 (duplex majus). 

A festa foi concedida à Áustria como duplex II classis a 1 de Agosto de 1654. Segundo um Decreto de 8 de Julho de 1908, sempre que esta festa não puder ser celebrada no próprio Domingo, por causa da ocorrência de alguma festa de maior grau, deve-se mantê-la a 12 de Setembro, o dia em que a vitória de Sobieski é comemorada no Martirológio Romano. O calendário das Irmãs da Adoração Perpétura, O.S.B., em França, do ano de 1827, possui a festa com um Ofício especial a 25 de Setembro. 

A Festa do Santíssimo Nome de Maria é a festa patronal dos Cônegos Regulares das Escolas Pios (padres escolápios) e da Sociedade de Maria (Maristas), em ambos os casos com um ofício próprio. No ano 1666, os Carmelitas Descalços receberam a faculdade de recitar o Ofício do Nome de Maria quatro vezes por ano (duplex). Em Roma, uma das igrejas gémeas no Fórum de Trajano é dedicada ao Nome de Maria. No Calendário Ambrosiano de Milão, a festa está marcada para o dia 11 de Setembro. 

É interessante como a Santíssima Virgem é honrada de forma especial no aniversário de duas batalhas entre cristãos e maometanos, nas quais saímos vencedores: 
07/10 - Nossa Senhora do Rosário - Batalha de Lepanto, 1571
12/09 - Santíssimo Nome de Maria - Batalha de Viena, 1683

Que a Bem-aventurada Sempre Virgem Maria, chamada por Pio XII de "vencedora de todas as grandes batalhas de Deus", abençoe a Cristandade e toda a Humanidade nestes tempos em que a paz é duramente ameaçada e a perseguição aos cristãos pelos muçulmanos está cada dia mais feroz e incessante.

A festa de hoje é ocasião de recordarmos que ao Nome de Maria, como ao Nome de Jesus, durante as celebrações litúrgicas, faz-se inclinação de cabeça. Pela inclinação manifesta-se a reverência e a honra que se atribuem às próprias pessoas ou aos seus símbolos. 

Há duas espécies de inclinação, ou seja, de cabeça e de corpo. Faz-se inclinação de cabeça, quando se nomeiam juntas as três Pessoas Divinas, ao Nome de Jesus, da Virgem Maria e do Santo em cuja honra se celebra a Missa. É uma prática exterior que deve ser motivada pelo interior reconhecimento da grandeza da Serva do Senhor.

in O Segredo do Rosário


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sábado, 10 de setembro de 2022

Maxiliar e língua incorruptos de Santo António de Lisboa




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Oração a São Nicolau de Tolentino pelas almas

Oh glorioso Taumaturgo e Protector das almas do purgatório, São Nicolau de Tolentino! 

Com todo o afecto da minha alma te rogo que interponhas a tua poderosa intercessão em favor dessas almas benditas, conseguindo da divina clemência a remissão de todos os seus delitos e penas, para que, saindo daquele tenebroso cárcere de dores, possam a ter no Céu a visão beatífica de Deus. 

E a mim, teu devoto servo, alcançai-me, oh grande santo, a mais viva compaixão e a mais ardente caridade até aquelas almas queridas. Ámen

São Nicolau de Tolentino, rogai por nós.
São Nicolau de Tolentino, rogai, vos pedimos, pelas Santas Almas do purgatório. 


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sexta-feira, 9 de setembro de 2022

São Pedro Claver: o "Escravos dos Escravos"

São Pedro Claver foi um sacerdote jesuíta catalão, e missionário, que nasceu em 1580 no seio de uma família de agricultores que era devotamente católica e próspera na aldeia de Verdú, Urgell, localizada na província de Lleida. 
Mais tarde, como estudante da Universidade de Barcelona, Claver ficou conhecido pela sua inteligência e piedade. Após dois anos de estudos, escreveu essas palavras no seu caderno, que guardou até o fim de sua vida: “Devo dedicar-me ao serviço de Deus até a morte, entendendo que sou como um escravo.”

Após a conclusão dos seus estudos, ingressou na Companhia de Jesus em Tarragona, aos 20 anos. Quando completou o seu noviciado, foi enviado para estudar filosofia em Palma. Lá conheceu o porteiro do Colégio, Santo Afonso Rodríguez, um irmão leigo que era conhecido pela sua santidade e dom de profecia. Rodríguez acreditava que Deus lhe dissera que Claver iria passar a vida a serviço nas colónias da Nova Espanha e pedia frequentemente para que o jovem estudante aceitasse esse chamamento.

Claver ofereceu-se para as colónias espanholas e foi enviado para o Reino de Nova Granada, onde chegou à cidade portuária de Cartagena em 1610. Foi necessário esperar seis anos para ser ordenado sacerdote. Enquanto fazia os seus estudos teológicos, morou em casas jesuítas em Tunja e Bogotá. Durante esses anos preparatórios, ficou profundamente perturbado com o tratamento severo e as condições de vida dos escravos negros trazidos de África.

O Pe. Alonso de Sandoval foi o seu mentor e inspiração, por ter se dedicado a servir os escravos durante 40 anos antes que Claver chegasse para dar continuidade ao trabalho. Sandoval achou Claver apto e, quando ele professou solenemente os seus votos, em 1622, assinou o seu documento final com os dizeres em latim: Petrus Claver, aethiopum semper servus (Pedro Claver, servo dos etíopes para sempre).

Claver dirigiu-se ao cais assim que um navio negreiro entrou no porto. Embarcando no navio, entrou nos porões para tratar e ministrar a carga humana terrivelmente maltratada, que havia suportado uma viagem de vários meses sob condições difíceis. Depois, enquanto os escravos foram arrebanhados do navio e redigidos nos quintais próximos para serem examinados por uma multidão de compradores, Claver juntou-se a eles com remédios, comida, pão, brandy, limões e tabaco. Com a ajuda de intérpretes deu instruções básicas.

Claver viu os escravos como companheiros cristãos, encorajando-os a fazê-lo também. Durante a temporada em que os traficantes não aportavam, Claver atravessou o país visitando plantações atrás de plantações para dar consolo espiritual aos escravos. Durante os 40 anos de ministério, estima-se que ele tenha catequizado e baptizado mais de 300 mil escravos.

O trabalho de Claver em favor dos escravos não o impediu de ministrar às almas de membros prósperos da sociedade, comerciantes e visitantes de Cartagena (incluindo muçulmanos e protestantes ingleses), tendo também feito o mesmo a criminosos condenados, muitos dos quais preparou espiritualmente para a morte. Também era um visitante frequente nos hospitais da cidade.

Nos últimos anos da sua vida estava doente demais para deixar o seu quarto e permaneceu negligenciado, esquecido, fisicamente abusado e privado de comida durante quatro anos, por um ex-escravo que havia sido contratado pelo superior da casa para cuidar dele. Nunca reclamou do modo como foi maltratado, aceitando-o como punição justa pelos seus pecados. Veio a falecer no dia 8 de Setembro de 1654.

Quando as pessoas da cidade souberam da sua morte, muitos forçaram-se a entrar no seu quarto para prestar homenagem. Tal era a sua reputação de santidade que as pessoas se apoderaram de todas as suas roupas para servir como uma relíquia do santo.

Ficou conhecido como "Escravo dos Escravos e “Apóstolo dos Negros”.

adaptado de salvemaria.com.br


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quinta-feira, 8 de setembro de 2022

Onde nasceu Nossa Senhora?

Para entender a escassez de informações nos primeiros séculos da Igreja, sobre a vida de Nossa Senhora, convém levar em conta as particularidades daquela época.

O mundo pagão, por efeito da decadência em que se encontrava, era politeísta, ou seja, os homens adoravam simultaneamente vários deuses. Os pagãos não achavam ilógico nem absurdo que existissem várias divindades, ou que elas não fossem perfeitas. Pior ainda. Consideravam normal que os deuses dessem exemplo de devassidão moral, sendo, por exemplo, adúlteros, ladrões ou bêbados. Obviamente, nem todos os deuses eram apresentados como subjugados por esses vícios, mas o facto de haver vários deles nessas condições dificultava que os pagãos entendessem a noção católica do verdadeiro e único Deus, de perfeição infinita.

Por isso a primitiva Igreja teve muito cuidado ao apresentar Nossa Senhora como Mãe de Deus, pois aqueles povos, com forte influência do paganismo, rapidamente tenderiam a transformá-la numa deusa. Apenas após a queda do Império Romano do Ocidente e a sucessiva cristianização dos povos começou a Igreja – que nunca negou a importância fundamental da Virgem Santíssima na história da salvação – a colocar Nossa Senhora na evidência que lhe compete e a exaltar as suas maravilhas. E com isso, a fazer um bem indescritível às almas dos fiéis.

É fácil compreender por que nesse longo período, cerca de 400 anos, muitas informações a respeito da Santíssima Virgem se tenham perdido e outras se encontrem em fontes não inteiramente confiáveis. Não obstante, a Tradição da Igreja conservou fielmente aqueles atributos d’Ela que eram necessários para a integridade da fé dos católicos. O essencial foi transmitido, e, para um filho que ama a sua Mãe, qualquer dado a respeito d’Ela é importante.

Entre esses dados, sobre os quais um véu de mistério permaneceu, está o local em que nasceu Nossa Senhora.

Belém, Seforis, ou Jerusalém

Três cidades disputam a honra de ter sido o local de nascimento da Mãe de Deus.(1)

A primeira é Belém. Deve-se essa tradição ao facto de Nossa Senhora ser de estirpe real, da casa de David. Sendo Belém a cidade de David, foi essa a razão pela qual São José e a Virgem Santíssima – ambos descendentes do Profeta-Rei – dirigiram-se àquela localidade, por ocasião do censo romano que ordenava que todos se registrassem no lugar originário das suas famílias. Por isso, o Menino Jesus nasceu em Belém, e é aclamado, no Evangelho, como Filho de David. O principal argumento dos que sustentam a tese de que Nossa Senhora nasceu em Belém encontra-se num documento intitulado 'De Nativitate S. Mariae', incluído na continuação das obras de São Jerónimo.

Outra tradição assinala a pequena localidade de Seforis, poucos quilómetros ao norte de Belém, como o local do nascimento da Virgem. Tal opinião tem como base que já na época do Imperador Constantino, no início do século IV, foi construída uma igreja nessa localidade para celebrar o facto de ali terem residido São Joaquim e Santa Ana, pais de Nossa Senhora. Santo Epifânio menciona tal santuário. Os defensores de outras hipóteses assinalam que o facto de os genitores da Virgem Santíssima terem morado lá não indica necessariamente que Nossa Senhora tenha nascido naquela localidade.

A hipótese que congrega maior número de adeptos é a de que Ela nasceu em Jerusalém. São Sofrónio, Patriarca de Jerusalém (634-638), escrevendo no ano 603, afirma claramente ser aquela a cidade natal de Maria Santíssima.(2) São João Damasceno defende a mesma posição.

A festa da Natividade

Na Igreja católica celebramos numerosas festas de santos. Havendo, felizmente, milhares de santos, comemoram-se milhares de festas. Ocorre que não se celebra a data de nascimento do santo, mas sim a da sua morte — correspondendo ao dia da entrada dele na vida eterna. Apenas em três casos comemoram-se as festas no dia do nascimento: Nosso Senhor Jesus Cristo (Natal); o nascimento de São João Baptista; e a natividade da Santíssima Virgem.

A festa da Natividade era celebrada no Oriente católico muito antes de ser instituída no Ocidente. Segundo uma bela tradição, tal festa teve início quando São Maurílio a introduziu na diocese de Angers, na França, em consequência de uma revelação, no ano 430. Um senhor de Angers encontrava-se na pradaria de Marillais, na noite de 8 de Setembro daquele ano, quando ouviu os anjos cantando no Céu. Perguntou-lhes qual o motivo do cântico. Responderam-lhe que cantavam em razão da sua alegria pelo nascimento de Nossa Senhora durante a noite daquele dia.(3)

Em Roma, já no século VII, encontra-se o registro da comemoração de tal festa. O Papa Sérgio tornou-a solene, mediante uma grande procissão.

Posteriormente, Fulberto, Bispo de Chartres, muito contribuiu para a difusão dessa data em toda a França. Finalmente, o Papa Inocêncio IV, em 1245, durante o Concilio de Lyon, estendeu a festividade a toda a Igreja.

Comemoração na actualidade

Por uma série de motivos curiosos, a festa da Natividade é celebrada muito especialmente em Itália e em Malta. Sendo o povo italiano muito vivo e propenso a celebrações familiares, isso não surpreende.

Em Malta, a principal comemoração da festa consiste numa solene procissão na localidade de Xaghra.(4)

Na cidade de Florença, no dia da festa, numerosas crianças dirigem-se ao rio Arno levando pequenas lanternas, que são colocadas na água e lentamente vão atravessando a cidade.

Na Sicília, na localidade de Mistretta, a população celebra a festa representando um baile entre dois gigantes. À primeira vista, pareceria que isto nada tem a ver com a natividade. Mas corresponde a uma tradição: foi encontrada uma imagem de Santa Ana com Nossa Senhora ainda menina. Levada à cidade, a imagem misteriosamente retornou ao local onde havia sido achada, e os habitantes julgaram que só poderia ter sido levada por gigantes. Proveio daí esse costume.

Em Moliterno, ao contrário, existe o lindo e pitoresco costume de as meninas da localidade fixarem pequenas candeias nos chapéus de seus trajes típicos. Em determinado momento desaparecem as outras luzes e só permanecem as das meninas, que executam uma dança regional.

Curiosamente, em muitas localidades as luzes desempenham papel determinante na festa. Podemos conjecturar uma razão: a Natividade de Nossa Senhora representou o prenúncio da chegada ao mundo da Luz de Justiça, Nosso Senhor Jesus Cristo.

Valdis Grinsteins in catolicismo.com.br

Notas:

2. Nuevo Diccionario de Mariologia, Ediciones Paulinas.
3. La fête angevine N.D. de France, IV, Paris, 1864, 188.


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quarta-feira, 7 de setembro de 2022

Papa Bento XVI sobre a ordenação de mulheres sacerdotes

Isso é um absurdo, pois nessa altura o mundo estava cheio de sacerdotisas. Todas as religiões tinham as suas sacerdotisas, e o mais surpreendente foi o facto de não as haver na Igreja de Jesus Cristo, o que, por sua vez, está em continuidade com a fé de Israel.

A formulação por João Paulo II é muito importante: a Igreja não tem «absolutamente a faculdade» de ordenar mulheres. Não é o mesmo que dizer que não gostamos; o que se diz é que não podemos. O Senhor deu à Igreja uma configuração com os Doze – e, na sua sucessão, com os bispos e os presbíteros e os padres. Essa configuração da Igreja não foi feita por nós, mas sim constituída por Ele. 

Segui-lo é um acto de obediência, talvez de difícil obediência na situação actual. Mas é exactamente isso que é importante que a Igreja demonstre: nós não somos um regime despótico. Não podemos fazer o que queremos. Há uma vontade do Senhor em relação a nós à qual nos mantemos fiéis, mesmo quando isso se revela difícil e trabalhoso nesta cultura e nesta civilização.

Além disso, há tantas e tão importantes funções das mulheres na Igreja que não se pode falar em discriminação. Seria esse o caso se o sacerdócio fosse uma espécie de soberania, enquanto se supõe que ele é inteiramente serviço. Olhando para a história da Igreja, vemos que a importância das mulheres – desde Maria, passando por Mónica, até à Madre Teresa – é tão eminente que, em muitos aspectos, as mulheres moldam muito mais a Igreja do que os homens. 

Pensemos por um instante nos grandes feriados católicos, como o Corpo de Deus e o do Domingo da Divina Misericórdia, que remontam a mulheres. Há em Roma, por exemplo, uma igreja na qual não aparece nenhum homem em todas as pinturas do altar.

Papa Bento XVI in Luz do Mundo (págs 146/147)


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