quarta-feira, 17 de junho de 2026

D. Athanasius explica qual a questão central relativa à FSSPX

As questões e os problemas relativos à Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX) têm sido objecto de um debate largamente infrutífero durante mais de cinquenta anos e culminaram agora nas consagrações episcopais anunciadas, que ainda não foram aprovadas pela Santa Sé. A discussão tem sido alimentada pela emoção - muitas vezes literalmente cum ira et studio - e é frequentemente conduzida por pessoas que não têm familiaridade directa com os documentos pertinentes nem experiência pessoal com a FSSPX.

Em muitos casos, o seu conhecimento é superficial e moldado por juízos preconcebidos. Como resultado, o debate assemelha-se frequentemente a um diálogo de surdos, no qual os mesmos argumentos são repetidos indefinidamente sem qualquer progresso significativo. Além disso, o debate contorna em grande medida a questão central levantada pela FSSPX. Esta falha resulta de um erro metodológico fundamental e de uma falta de justificação baseada em factos quanto às ambiguidades doutrinais e litúrgicas objectivas que estão no coração da controvérsia. No seu cerne, o conflito gira em torno da questão da verdade.

1. O Concílio Vaticano II no contexto dos outros vinte Concílios Ecuménicos

O primeiro erro consiste em tratar um concílio pastoral — neste caso, o Segundo Concílio do Vaticano — como se fosse inteiramente dogmático, presumindo que todas as suas afirmações devem ser consideradas como propostas de modo definitivo e vinculativas para todos os católicos. Os que assim procedem esquecem que o próprio Paulo VI afirmou: «Há quem pergunte qual a autoridade, qual a qualificação teológica que o Concílio pretendeu dar aos seus ensinamentos, sabendo que evitou emitir definições dogmáticas solenes que comprometessem a infalibilidade do Magistério eclesiástico. A resposta é conhecida por quem se recorda da declaração conciliar de 6 de Março de 1964, repetida a 16 de Novembro de 1964: dado o carácter pastoral do Concílio, evitou pronunciar, de modo extraordinário, dogmas dotados da nota de infalibilidade.» (Audiência Geral, 12 de Janeiro de 1966). 

Isto aplica-se igualmente às duas constituições «dogmáticas» do Concílio, Dei Verbum e Lumen gentium, uma vez que o adjectivo «dogmático» possui um sentido mais amplo e não se limita a dogmas entendidos como ensinamentos dotados de infalibilidade.Entre os outros vinte concílios ecuménicos encontram-se numerosas afirmações pastorais ou disciplinares e documentos que já não são aplicáveis hoje (ex.: o decreto do IV Concílio de Latrão que diz: «Se um senhor temporal negligenciar purificar o seu território da imundície herética, será ligado pelo vínculo da excomunhão») bem como afirmações doutrinais não definitivas (ex.: sobre a matéria e a forma do sacramento da Ordem do Concílio de Florença) que foram posteriormente corrigidas pelo Magistério da Igreja. 

Não se pode absolutizar toda a forma histórica concreta de governo da Igreja, pois fazê-lo eliminaria a distinção necessária entre, por um lado, as verdades imutáveis e perenes da fé (Depósito da Fé) e, por outro, os diversos modos pelos quais essas verdades são transmitidas (ex.: afirmação pastoral, afirmação doutrinal não definitiva ou definição ex cathedra), cada um dos quais possui um grau diferente de autoridade e força vinculativa.Hoje, porém, para estar em plena comunhão com a Santa Sé, é necessário aceitar aquelas afirmações e ensinamentos do Vaticano II que são pastorais e certamente não definitivos quanto à sua natureza magisterial. 

Isto levanta uma questão importante: porque é que a aceitação incondicional dos textos do Vaticano II é apresentada como conditio sine qua non para a plena comunhão com a Santa Sé, enquanto não existe exigência comparável relativamente aos ensinamentos pastorais, disciplinares ou não definitivos dos vinte Concílios Ecuménicos anteriores? Entre os ensinamentos não definitivos do Vaticano II há vários - particularmente os relativos à liberdade religiosa, ao ecumenismo, ao diálogo inter-religioso e à colegialidade - cujas formulações são ambíguas e difíceis de conciliar com as doutrinas ensinadas de modo consistente pelo Magistério desde a era dos Padres da Igreja até ao período imediatamente anterior ao Concílio.

Existe também a questão das deficiências rituais e doutrinais da Novus Ordo Missae. Tais preocupações já não podem ser descartadas sumariamente, como o demonstra, por exemplo, o testemunho do arquimandrita Boniface Luykx, no seu livro A Wider View of Vatican II: Memories and Analysis of a Council Consultor (Angelico Press, Brooklyn, NY, 2025). Os defeitos da Novus Ordo Missae continuam a ser objecto de séria discussão e não podem ser simplesmente ignorados. No entanto, a Santa Sé pede à FSSPX que aceite não só a validade, mas também a legitimidade e a bondade da reforma litúrgica na Novus Ordo Missae.

2. Dois excessos modernos na vida da Igreja: o legalismo e o papal-centrismo

A resolução da questão da FSSPX é dificultada não só pela relutância em enfrentar, com honestidade intelectual, os problemas doutrinais subjacentes e em reconhecer a existência de ambiguidades doutrinais que exigem correcção, mas também por uma mentalidade doentia que se desenvolveu na Igreja ao longo dos últimos séculos: a saber, a primazia do legalismo ou positivismo jurídico, juntamente com um papal-centrismo excessivo que se aproxima de uma quase-divinização tanto do ofício como da pessoa do Papa. 

Estes exageros modernos distorcem e constrangem a vida da Igreja ao subordinarem a primazia da pureza e clareza da fé e da liturgia às exigências do legalismo e do papal-centrismo — fenómeno estranho aos Padres da Igreja e à grande Tradição. Nesta forma exagerada de papal-centrismo, o Papa e o seu magistério, mesmo quando não estritamente dogmático ou definitivo, tendem a ser tratados como possuindo um carácter absoluto e quase-divino. O clima eclesial tem sido muitas vezes moldado, pelo menos implicitamente, por pressupostos que se aproximam de tais atitudes. 

A maior parte dos comentadores da controvérsia actual em torno das consagrações episcopais da FSSPX permanece, muitas vezes sem dar por isso, influenciada pelos excessos de legalismo e de papal-centrismo exagerado que caracterizam grande parte da vida eclesial contemporânea. A lei segundo a qual as consagrações episcopais realizadas sem autorização papal — ou contrárias à vontade expressa do Papa — constituem um acto cismático era estranha à era dos Padres da Igreja. Na verdade, esta lei só entrou em vigor no segundo milénio. 

O cânone 1387 do Código de Direito Canónico de 1983, que proíbe a consagração de um bispo sem mandato pontifício, é classificado entre as «Ofensas contra os Sacramentos», e não entre as «Ofensas contra a Fé e a Unidade da Igreja», onde se penaliza o cisma (cân. 1364). Se a consagração episcopal sem mandato pontifício fosse intrinsecamente cismática, estaria situada entre as ofensas «contra a Unidade da Igreja». O cânone correspondente no Código de 1917 estava igualmente incluído entre os «Delitos na Administração e Recepção das Ordens e de outros Sacramentos» (Título XVI), e não entre os «Delitos contra a Fé e a Unidade da Igreja» (Título XI).

3. O estado extraordinário de crise, e mesmo de emergência, na Igreja

Desde o Segundo Concílio do Vaticano, a Igreja Católica tem vivido um clima de ambiguidade geral, de vagueza e de incerteza quanto a doutrinas importantes como a unicidade de Cristo Redentor, a unicidade da Igreja Católica, a estrutura monárquica divinamente estabelecida da Igreja (a nível universal e local) e o carácter sacrificial da Santa Missa. É evidente que aqueles que detiveram o poder administrativo na Santa Sé nas últimas décadas, e ainda hoje o detêm, exigem da FSSPX, como conditio sine qua non para a plena comunhão com a Santa Sé, a aceitação do clima de facto de ambiguidade doutrinal e litúrgica e de relativismo, que atingiu o seu auge com o actual processo sinodal extremamente confuso em toda a Igreja. 

Desde o Concílio, com alguns dos ensinamentos ambíguos mencionados, tem-se vindo a estabelecer, com a autoridade do Pontífice Romano, uma suposta «Igreja do Vaticano II» ou «Igreja Conciliar». Esta tendência, nos nossos dias sob o novo nome de «Igreja Sinodal», visa basicamente ser uma religião relativista adaptada ao mundo. As tentativas de disfarçar esta nova tendência para uma forma ambígua, relativista e mundana da Igreja Católica através de uma hermenêutica da continuidade são desonestas e pouco convincentes.

4. O dilema de consciência da FSSPX

A Santa Sé exige que a FSSPX aceite doutrinas formuladas de modo ambíguo e não definitivas como conditio sine qua non para a plena comunhão com a Santa Sé e para receber a regularização canónica. Estas incluem os ensinamentos relativos à liberdade religiosa, ao ecumenismo, ao diálogo inter-religioso (incluindo, por exemplo, a afirmação de Lumen Gentium 16 segundo a qual os muçulmanos, juntamente com os católicos, «adoram o Deus único e misericordioso»), à colegialidade episcopal (entendida de modo que diminui a estrutura monárquica divinamente instituída da Igreja) e às reformas litúrgicas associadas à Novus Ordo Missae. 

A Santa Sé exige igualmente que a FSSPX reconheça formalmente as declarações e os ensinamentos dos Papas pós-conciliares que pertencem ao chamado magistério autêntico e ordinário. Estes incluem, por exemplo, certas afirmações em Amoris Laetitia que minam seriamente e até contradizem a Revelação Divina; a permissão formal do Papa Francisco para que divorciados recasados recebam a Sagrada Comunhão; e a Declaração sobre as bênçãos a casais do mesmo sexo, Fiducia Supplicans. 

Se examinarmos com honestidade intelectual a crise extraordinária que aflige a Igreja desde o Concílio - juntamente com as ambiguidades e o relativismo doutrinal, litúrgico e pastoral que a acompanharam -, então a existência e a actividade da FSSPX podem ser vistas, numa perspectiva a longo prazo e à luz da história bimilenar da Igreja, como uma obra da providência divina e como uma ajuda à Igreja numa crise de magnitude sem precedentes.Ao ler os recentes documentos emitidos pelo Superior Geral da FSSPX, o Padre Davide Pagliarani, particularmente a Declaração da Fé Católica e a sua Mensagem à Sociedade e aos seus fiéis (anexos abaixo), não se pode deixar de notar um espírito profundamente católico, imbuído de uma verdadeira fé na primazia papal e de uma devoção filial para com a pessoa do Sumo Pontífice. 

O problema que a FSSPX enfrenta não é difícil de compreender. A Santa Sé exige que a FSSPX aceite, sem objecção substancial, certos ensinamentos objectivamente ambíguos e não definitivos do Segundo Concílio do Vaticano, afirmações ambíguas do magistério papal pós-conciliar e deficiências doutrinais e rituais objectivas na Novus Ordo. No entanto, Deus nunca exigiu a aceitação de doutrinas pouco claras ou formuladas de modo ambíguo, e ao longo da sua história a Igreja sempre actuou em conformidade.A FSSPX considera uma das suas razões essenciais de existência chamar, com parrhesia, ao regresso à clareza e pureza absolutas da doutrina que a Igreja sempre procurou preservar ao longo dos séculos. 

No passado, os Pontífices Romanos suportaram perseguição, martírio e até cisma antes de tolerar a mais pequena ambiguidade na expressão da fé. Entre os exemplos mais notáveis contam-se a rejeição do termo ambíguo homoiousios; a rejeição do Henotikon, que, embora não fosse formalmente herético, minava a clareza da doutrina cristológica e facilitava a difusão do monofisismo; e a rejeição das formulações cristológicas ambíguas do Papa Honório I (+638). Vários Papas condenaram Honório I postumamente, não por heresia, mas por ambiguidade doutrinal e por ter auxiliado a difusão da heresia. A unidade não é, em si mesma, o critério último da verdade. 

A história da Igreja conhece numerosas situações em que existiram tensões entre a Tradição e o exercício efectivo da autoridade eclesiástica. O simples facto de certos ensinamentos do Segundo Concílio do Vaticano, juntamente com a reforma litúrgica, terem dado origem — e continuarem a dar origem, tanto na teoria como na prática — a um enfraquecimento da clareza doutrinal obriga o Papa, seguindo o exemplo de muitos dos seus predecessores heróicos, a clarificar e, quando necessário, emendar esses ensinamentos. Isto deve ser feito com tal precisão e clareza doutrinal renovadas que não reste espaço para interpretações ambíguas ou erróneas. 

A este respeito, o seguinte princípio, que há muito guia os Pontífices Romanos, permanece mais actual do que nunca: «A ambiguidade nunca pode ser tolerada num Sínodo (Concílio), cuja glória principal consiste sobretudo em ensinar a verdade com clareza e excluir todo o perigo de erro» (Pio VI, Auctorem fidei).A tragédia da situação actual é que a Santa Sé exige que a FSSPX aceite o estado existente de ambiguidade doutrinal e litúrgica como conditio sine qua non para a plena comunhão e regularização canónica. 

Durante a controvérsia monotelita, quando o Papa Honório I adoptou uma posição ambígua, o santo Patriarca Sofrónio de Jerusalém enviou o seu sufragâneo, Estêvão, Bispo de Dor, a Roma, instruindo-o para se dirigir à Sé Apostólica, onde se encontram os fundamentos da doutrina ortodoxa, e para não cessar de orar e suplicar até que as autoridades examinassem e condenassem o novo erro. O Bispo Estêvão permaneceu em Roma durante dez anos, perseverando nesta missão até testemunhar a condenação da heresia pelo Papa Martinho I no Concílio de Latrão de 649. 

Num certo sentido, a FSSPX cumpre hoje um papel semelhante, instando incessantemente a Santa Sé a pôr fim à situação de ambiguidade e incerteza doutrinal e litúrgica. A FSSPX declarou repetidamente que não tem outra intenção senão formar as almas confiadas aos seus cuidados pastorais em bons cristãos e verdadeiros filhos e filhas da Igreja Romana. Em última análise, deve-se ser grato à FSSPX por este papel; os futuros Papas certamente o serão.

5. A solução pastoral do Papa para o problema da FSSPX

A Santa Sé deve dar a devida consideração à Declaração da Fé Católica e à Mensagem aos Fiéis emitidas pelo Superior Geral da FSSPX, e deve reconhecer estes documentos e actos como suficientes e satisfatórios das condições mínimas para a comunhão eclesial. Uma excomunhão neste momento abriria uma nova ferida, desnecessária e evitável, no Corpo Místico de Cristo. À luz destes documentos e actos da FSSPX, o Papa, com o seu coração paternal, poderia fazer uma excepção e permitir as consagrações episcopais através de um gesto pastoral verdadeiramente generoso. 

Ao impor uma excomunhão aos bispos consagrantes e consagrados, o Sumo Pontífice estaria a punir implicitamente também os fiéis da FSSPX - uma porção do seu rebanho - que o amam e reconhecem sinceramente, mas que, por causa do que percebem como um genuíno dilema de consciência, não vêem alternativa senão continuar a ser assistidos pastoralmente pela FSSPX, para cuja existência o episcopado permanece indispensável, particularmente para a administração dos sacramentos da Ordem e da Confirmação. Portanto, unicamente pelo bem das almas e pelo bem da Igreja, a FSSPX pede que o Sumo Pontífice demonstre compreensão, nas circunstâncias actuais, pela sua necessidade de ter bispos e permita as consagrações episcopais. 

Infelizmente, apesar do que considera um dilema objectivo de consciência, a FSSPX é, na sua maior parte, caracterizada como cismática e orgulhosa. Com espírito de magnanimidade, o Sumo Pontífice, como verdadeiro pai, poderia construir uma ponte para a FSSPX, esta porção do seu rebanho, e permitir as consagrações episcopais a título excepcional a fim de fomentar um clima em que, através de uma maior confiança mútua, se possa encontrar pacientemente e gradualmente uma solução para as questões doutrinais e os correspondentes arranjos jurídicos. 

A Igreja sinodal dos nossos dias deve ser capaz de tal largueza e generosidade pastoral. À luz das muitas generosas afirmações e iniciativas ecuménicas das últimas décadas, deve igualmente demonstrar a sua capacidade para resolver um sério problema eclesial através do diálogo, da paciência e da compreensão no interior da Igreja Católica. 

Recentemente, o Cardeal Pietro Parolin, Secretário de Estado do Vaticano, afirmou que, relativamente aos desvios dos bispos alemães, a Santa Sé não deseja que as divisões escalem para medidas punitivas, sublinhando que os problemas no interior da Igreja devem, sempre que possível, ser resolvidos pacificamente. Porque não aplicar esta abordagem também à FSSPX, que não nega nenhum dogma, reconhece a primazia do Papa, reza por ele e professa devoção filial para com ele, preservando apenas o que a Igreja acreditou e celebrou universalmente até ao Concílio? 

Ao mesmo tempo, o Caminho Sinodal Alemão avançou claros desvios doutrinais que promovem de facto heresias e até posições blasfemas. Porque, então, se enfatiza a reconciliação e o diálogo paciente num caso e não no outro? 

Se o Papa pronunciar uma excomunhão, um novo anátema, sobre os bispos consagrantes e consagrados, isso passará à história da Igreja como um erro de excessiva severidade pastoral. As gerações futuras e os futuros Papas virão a lamentá-lo. Porque haveria o Papa de fazer hoje o que as gerações futuras poderão lamentar amanhã? Não deveríamos aprender com a história? Não é o Papa, enquanto Sumo Pontífice, chamado acima de tudo a ser construtor de pontes?

D. Athanasius Schneider

Anexos: 

1. Entrevista com o Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X de 5 de Fevereiro de 2026: https://fsspx.news/en/news/interview-superior-general-priestly-society-saint-pius-x-57064
2. Uma Mensagem aos Fiéis e Amigos da Fraternidade Sacerdotal São Pio X de 7 de Março de 2026: https://fsspx.org/en/news/episcopal-consecrations-what-fr-pagliarani-told-members-society-saint-pius-x-59250
3. Declaração da Fé Católica dirigida a Sua Santidade o Papa Leão XIV pelo Padre Davide Pagliarani, Superior Geral da Fraternidade Sacerdotal São Pio X, de 14 de Maio de 2026: https://sspx.org/sites/default/files/documents/2026-05-14_declaration_of_catholic_faith_en.pdf


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terça-feira, 16 de junho de 2026

Missa negada em Itália a peregrinação da FSSP

Queremos chamar a vossa atenção para a história de um grupo de peregrinos que viajava pela Itália com um sacerdote da Fraternidade Sacerdotal São Pedro.

Este grupo foi impedido de celebrar Missa no Santuário de San Giovanni Rotondo (Padre Pio) e, posteriormente, na Basílica de São Francisco de Assis. Em Loreto, foram igualmente recusados a princípio, mas o sacerdote conseguiu, felizmente, convencer as autoridades locais da sua permissão para celebrar.

Em San Giovanni Rotondo, o grupo teve de contentar-se em ouvir Missa num sótão de hotel após a recusa. Em Loreto, depararam-se — ironicamente — com uma estação de «Diálogo e Escuta», atendida por uma freira sem hábito e com colarinho romano (ver imagem). Na Basílica de Assis, foram também impedidos de celebrar Missa em latim. É igualmente de notar que se depararam com uma Missa ortodoxa a decorrer em Assis exactamente no mesmo momento em que lhes era recusada a Missa Tradicional.

Em todos os três casos, assim que as igrejas perceberam que as Missas em questão eram a Missa Tradicional em Latim, a permissão foi subsequentemente negada.

Devemos sublinhar que não acreditamos que o Bispo local tenha comunicado directamente com o grupo; as recusas foram transmitidas pelo pessoal religioso e eclesiástico local no local, conforme as suas próprias declarações.

Não denunciamos isto com espírito de malícia ou para criar polémicas, apenas para sublinhar a difícil situação que a nossa amada Igreja enfrenta em Itália.

in Rorate Caeli


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segunda-feira, 15 de junho de 2026

Arcebispo de Milão Celebra "Missa LGBT"

A 12 de Junho, dia do Sagrado Coração, o Arcebispo de Milão, Mons. Mario Delpini, presidiu a uma "Missa LGBT" na igreja de San Carlo al Lazzaretto. A igreja situa-se no bairro homossexual de Milão e a Missa foi organizada pela associação de propaganda homossexual "Gruppo del Guado".
Segundo o LaNuovaBq.it, durante a homilia, Mons. Delpini afirmou: «O Senhor ligou-se a vós e escolheu-vos não porque sois o grupo maior, na verdade sois o mais pequeno, mas porque vos ama.»
Um participante publicou no Instagram uma fotografia da t-shirt que vestia ao aproximar-se para receber a Comunhão. A t-shirt mostrava Jesus vestido com as cores do arco-íris e as palavras «Ah Men» por cima da sua cabeça. Trata-se de um jogo de palavras entre o termo «Amen» e a expressão inglesa «Ah, men!» («Ah, homens!») – uma referência explícita à atracção homossexual. O homem em questão acrescentou que dissera o mesmo diante do Arcebispo quando recebeu a Comunhão.
O LaNuovaBq.it especula que «poderá ser que a Arquidiocese esteja a ser chantageada. Esta é uma arma que o lobby gay emprega há muito tempo dentro da Igreja».
in gloria.tv


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domingo, 14 de junho de 2026

Um bom Sacerdote vítima de falsas acusações de abusos sexuais

“Com 93 anos, já não tenho tempo suficiente para limpar o meu nome de todas as mentiras sujas que me atiraram na praça pública, mas tenho sempre tempo para defender a honra da Igreja que Jesus Cristo fundou e os seus Sacramentos, e assim o farei até ao final da minha vida.”
 
O Padre Manuel Fernando Sousa e Silva, antigo Vigário Judicial, mais conhecido como Cónego Fernando, é um Sacerdote da Arquidiocese de Braga que nos últimos anos tem estado na ribalta mediática devido a queixas de supostos abusos sexuais que remontam há mais de 50 anos. A mais recente notícia sobre o caso surge do Grupo Vita, coordenado por Rute Agulhas, defensora das teorias de identidade género, que irá reunir-se esta semana em Roma com Comissão Pontifícia para a Proteção de Menores (Tutela Minorum) para pôr em causa o justo arquivamento do processo do Cónego Fernando.
 
As acusações remontam a 2019 à paróquia de Joane, relacionadas com supostos toques impróprios e questões de teor sexual durante o Sacramento da Confissão, tendo sido feitas várias notícias e reportagens em órgãos de comunicação social, o que levou ao Arcebispo de Braga, D. Jorge Ortiga, a impôr ao sacerdote a obrigação de celebrar em casa e proibi-lo de confessar na Igreja de Joane, para além de indicação para não se pronunciar publicamente.
 
Em 2022, surgiram novas reportagens em canais televisivos, com os detractores com cara oculta e voz distorcida, e o recém-eleito Arcebispo D. José Cordeiro imediatamente deslocou-se à Paróquia de Joane pedir perdão ao povo pelos pecados supostamente cometidos. Não possibilitou o contraditório do Sacerdote acusado, assumindo a sua culpa, apesar de ninguém ter aparecido para dar testemunho na Comissão Arquidiocesana para a Proteção de Menores e Pessoas Vulneráveis, que esteve aberta de propósito no dia 8 de Outubro de 2022 para “ouvir em exclusivo” as supostas vítimas do Padre.

O Padre explica no direito de resposta que o problema começou com um desentendimento de um homem com o seu irmão já falecido, também Sacerdote na paróquia: “Confessei milhares de pessoas, homens, mulheres e crianças, em vários pontos do país, mas o único sítio onde existiram queixas contra mim foi na terra onde um homem se incompatibilizou com o meu falecido irmão. Será coincidência?”.
 
O processo foi enviado para Roma para o Dicastério da Doutrina da Fé, que justamente o arquivou em 2023, mas a Arquidiocese demorou três anos para o noticiar publicamente, mantendo nesse tempo o Padre suspenso das suas funções, impedido de se defender, garantindo que a nuvem de acusações que pairavam perdurasse sem qualquer motivo aparente durante esse anos.
 
Apenas a 8 de Abril deste ano, foi divulgado o comunicado da Arquidiocese que deploravelmente mantém a suspeita sobre o Padre apesar do arquivamento pelo Dicastério e da falta de provas dos abusos supostamente cometidos : “uma eventual imprudência no exercício da função de confessor”.
 
A 21 de Maio, nova reportagem no programa da “Linha da Frente”, na RTP, reproduz os mesmos ataques ao Cónego Fernando, aparecendo duas pessoas em anonimato, e um terceiro chamado Manuel Nel Cunha, militante do Bloco de Esquerda que foi candidato pelo partido em listas locais, apresentado na reportagem simplesmente como “habitante de Joane”, que replica testemunhos de terceiros que teriam acontecido há mais de 50 anos.
 
A 8 de Junho, o Padre, depois de anos de silêncio forçado, respondeu à reportagem com um Direito de Resposta enviado à RTP e publicado no seu perfil de Facebook, desmontando ponto por ponto as alegações, questionando a “malevolência” da comunicação social que sempre assumiu a sua culpa, acusando a acção “destructiva” da Comissão Diocesana e a Arquidiocese que “desgraçadamente” apenas “colocou mais gasolina para a fogueira” com o comunicado de Abril.
 
Rematou o direito de resposta com a informação de que irá colocar “um processo-crime de difamação agravada contra os intervenientes” na reportagem.
 
Segue na íntegra o texto do direito de resposta do Padre:
 
Direito de Resposta do Cónego Fernando Sousa e Silva
 
No passado dia 21 de Maio de 2026, a RTP publicou uma reportagem no programa “Linha da Frente” onde fui incessantemente difamado, directa e indirectamente, com falsas alegações de “pedofilia”, “abuso sexual”, “abuso” da “inocência” de crianças, de gestos sexuais durante o Sacramento da Confissão, descrevendo-me caluniosamente como um “homem que mete a cabeça dos miúdos debaixo da batina”, “o padre a passar-nos as mãos nas pernas e a arfar”, “a gente entrava, ele punha logo a mão atrás das costas e puxava-nos para ele, bem juntinho a ele, colava a carinha junto à nossa” e que as crianças “não conseguiam respirar, vinham com falta de ar de estar ali tanto tempo debaixo de um saiote com a cabeça metida no meio das pernas.”
 
Estas falsas acusações foram proferidas por três pessoas durante a reportagem, duas delas mantendo-se no anonimato, a outra falando em nome de supostos terceiros e de alegados testemunhos com mais de cinquenta anos.
 
Acusações estas que surgiram originalmente de um homem que se incompatibilizou com o meu falecido irmão, também Sacerdote da paróquia, e continuou a campanha de difamação contra mim, mobilizando três pessoas de Joane que, desde 2022, aparecem sob cara oculta e voz distorcida em meios de comunicação a repetir as mesmas mentiras.
 
As difamações foram sabiamente escolhidas para dificultar a minha defesa, pois a grande parte das acusações refere-se a supostas perguntas e frases que proferi durante o Sacramento da Confissão, Sacramento esse, sobre o qual todos os Sacerdotes têm a obrigação de sigilo absoluto.
 
Sobre os alegados gestos e toques que me indiciam durante a Confissão, essa acusação só pode surgir de alguém desconhecedor da realidade Católica da altura, pois, como era recomendado, sempre atendi as pessoas do sexo feminino de qualquer idade num confessionário fechado de todos os lados e com porta, comunicando através do crivo do confessionário, o que torna impossível qualquer toque, muito menos de carácter sexual e a maior parte das vezes não sabia sequer quem estava a atender, nem as pessoas sabiam quem era o confessor. Confessionário esse, situado na nave da Igreja, à frente, no lado direito, de fácil visibilidade, onde ali perto esperavam mães pelos filhos e outras pessoas para se confessarem.
 
Ao longo da minha vida sacerdotal, que iniciei em 1956, fui reitor da Igreja dos Congregados em Braga, Director Espiritual do Seminário de Filosofia, Vigário Judicial da Arquidiocese de Braga, Director Espiritual da Legião de Maria, Secretário do Conselho Presbiteral de Braga, Vigário Episcopal dos Leigos, Secretário Diocesano da Pastoral, para além de orientar vários retiros de sacerdotes em Braga, Bragança-Miranda, Viana do Castelo, Lamego, Fátima, etc. Confessei milhares de pessoas, homens, mulheres e crianças, em vários pontos do país, mas o único sítio onde existiram queixas contra mim foi na terra onde um homem se incompatibilizou com o meu falecido irmão. Será coincidência?
 
A esta ignomínia acresce a comunicação social sedenta de visualizações e cliques, que, sem respeito pela mais básica ética jornalística, sem procurar genuinamente o contraditório, reproduz como verdadeiras as alegações feitas em anonimato, colaborando e sendo cúmplices na difamação do meu nome e dignidade, juntando e misturando imoralmente na mesma reportagem um testemunho de violação noutra diocese com um caso de supostas palavras e gestos incorrectos na confissão. Será malevolência?
 
Infelizmente, a Comissão Diocesana para protecção de menores e pessoas vulneráveis da Arquidiocese de Braga conseguiu o feito de ser mais destructiva do que os proclamados inimigos da Igreja, pois durante o tempo deste martírio nunca me foi dada a oportunidade de me defender, tendo sido automaticamente assumido como culpado e impedido de exercer as minhas funções sacerdotais na igreja paroquial de Joane, durante a investigação, tal como a ordem, muitas vezes repetida, para me manter em silêncio, impedindo a minha defesa na praça pública e na comunicação social. Será prepotência?
 
Veio o justo desfecho e subsequente arquivamento da investigação pelo Dicastério para a Doutrina da Fé (Roma) em Junho de 2023 e a Arquidiocese demorou 3 anos (!) para noticiar publicamente este arquivamento, por não provada a acusação, e libertar-me deste peso de infâmia. Desgraçadamente, o comunicado da Arquidiocese apenas colocou mais gasolina para a fogueira ao dizer que possa ter existido “uma eventual imprudência no exercício da função de confessor”, não me defendendo e, pelo contrário, incendiando de novo o escândalo na comunicação social. Será subserviência?
 
Com 93 anos, já não tenho tempo suficiente para limpar o meu nome de todas as mentiras sujas que me atiraram na praça pública, mas tenho sempre tempo para defender a honra da Igreja que Jesus Cristo fundou e os seus Sacramentos, e assim o farei até ao final da minha vida.
 
Informa-se assim que, para não haver dúvidas da falsidade das acusações, irei colocar um processo-crime de difamação agravada contra os intervenientes nesta peça jornalística e quaisquer outros que repitam as mesmas mentiras publicamente.
 
AMDG
 
Joane, 8 de Junho de 2026
Festa da Beata Maria do Divino Coração
 
Padre Manuel Fernando Sousa e Silva


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sábado, 13 de junho de 2026

Responso a Santo António (para encontrar objectos perdidos)

Hoje é dia de Santo António de Lisboa: Confessor e Doutor da Igreja. No seu tempo era chamado ‘Martelo dos Hereges’. Aqui fica o Responso a Santo António, que costuma ser muito eficaz para encontrar objectos perdidos.

Se milagres desejais,
Recorrei a Santo António;
Vereis fugir o demónio
E as tentações infernais.

Recupera-se o perdido,
Rompe-se a dura prisão,
E no auge do furacão
Cede o mar embravecido.

Pela sua intercessão
Foge a peste, o erro, a morte,
O fraco torna-se forte
E torna-se o enfermo são.

Recupera-se o perdido... (repete-se)

Todos os males humanos
Se moderam, se retiram,
Digam-nos aqueles que o viram;
Digam-no os paduanos.

Recupera-se o perdido... (repete-se)

Glória ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo.
Como era no princípio, agora e sempre. Ámen.

Recupera-se o perdido... (repete-se)

V. Rogai por nós bem-aventurado Santo António.
R. Para que sejamos dignos das promessas de Cristo.

Repete-se: Recupera-se o perdido...

Oremos: Deus eterno e omnipotente, Vós quisestes que o Vosso povo encontrasse em Santo António de Lisboa um grande pregador do Evangelho e um intercessor poderoso. Concedei-nos seguir fielmente os princípios da Vida Cristã, para que mereçamos tê-lo como Protector em todas as adversidades. Por Nosso Senhor Jesus Cristo que é Deus convosco na unidade do Espírito Santo. Ámen.


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sexta-feira, 12 de junho de 2026

Jesus pediu que fosse instituída a Festa do Seu Sagrado Coração

Estando, uma vez, diante do SS. Sacramento, num dia da sua oitava, recebi de Deus graças muito grandes do seu amor, e senti-me impelida do desejo de lhe corresponder de algum modo e de lhe pagar amor com amor; e Ele disse-me: 

«Não me podes corresponder melhor do que fazendo o que já tantas vezes te pedi. Eis aqui este Coração que tanto tem amado aos homens, que a nada se tem poupado até se esgotar e consumir para lhes testemunhar o seu amor; e em reconhecimento não recebo da maior parte deles senão ingratidões por meio das irreverências e sacrilégios, tibiezas e desdéns que usam para comigo neste Sacramento de amor. E o que mais me custa ainda, é serem corações a Mim consagrados os que assim me tratam. 

Por isso peço-te que a primeira Sexta-Feira depois da oitava do Corpo de Deus seja dedicada a uma festa especial para honrar o meu Coração, comungando nesse dia, e dando-lhe a devida reparação por meio de um acto de desagravo, para reparar as indignidades que recebeu durante o tempo que esteve exposto sobre os altares. 

E eu te prometo que o meu Coração se dilatará, para derramar com abundância as influências de seu divino amor sobre os que lhe tributarem esta honra, e procurarem que lha tributem.»

in Autobiografia de Santa Margarida-Maria Alacoque


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quarta-feira, 10 de junho de 2026

Dia do Santo Anjo da Guarda de Portugal

Os anjos, que fazem parte do mundo invisível a que se estende também a acção criadora de Deus, vivem inteiramente dedicados ao louvor e ao serviço de Deus. A inteligência humana tem dificuldade em exprimir a natureza dessas criaturas espirituais. A sua missão, porém, é-nos conhecida através da Bíblia, que, em tantos passos, dá testemunho acerca da existência dos Anjos. 

Em Portugal a devoção ao Anjo da Guarda é muito antiga. Tomou, porém, incremento especial com as aparições do Anjo aos Pastorinhos, em Fátima no ano 1916. O Papa Pio XII, em 1952 mandou inserir esta comemoração no calendário litúrgico português.

in Evangelho Quotidiano


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segunda-feira, 8 de junho de 2026

Desmentido o mito que a Igreja defendeu a escravatura de índios e africanos

Com os Descobrimentos, novos desafios se colocaram a algumas nações europeias. O Papa Paulo III veio corrigir os comportamentos imorais que se prendiam com a exploração dos povos entretanto descobertos. Com a bula "Veritas ipsa" (a mesma verdade) explicou que esses povos, assim como quaisquer outros, não poderiam ser privados da sua liberdade nem dos seus bens:

A mesma Verdade, que nem pode enganar, nem ser enganada, quando mandava os Pregadores da sua Fé a exercitar este ofício, sabemos que disse: 'Ide, e ensinai a todas as gentes'. A todas disse, indiferentemente, porque todas são capazes de receber a doutrina de nossa Fé. Vendo isto, e invejando-o, o comum inimigo da geração humana, que sempre se opõe às boas obras, para que pereçam, inventou um modo nunca dantes ouvido, para estorvar que a palavra de Deus não se pregasse às gentes, nem elas se salvassem. 

Para isto, moveu alguns ministros seus, que, desejosos de satisfazer as suas cobiças, presumem afirmar (...) que os índios das partes Ocidentais, (...) e as mais gentes, que nestes nossos tempos tem chegado à nossa notícia, hão de ser tratados e reduzidos a nosso serviço como animais brutos, a título de que são inábeis para a Fé Católica: e sob o pretexto de que são incapazes de recebê-la, os põem em dura servidão, e os afligem e oprimem tanto, que ainda a servidão em que têm as suas bestas, apenas é tão grande como aquela com que afligem a esta gente. (...)

Conhecendo que aqueles mesmos índios, como verdadeiros homens, não somente são capazes da Fé de Cristo, senão que acodem a ela, correndo com grandíssima prontidão, segundo nos consta; e querendo prover nestas cousas de remédio conveniente, com autoridade Apostólica, pelo teor das presentes letras, determinamos, e declaramos, que os ditos índios, e todas as mais gentes que daqui em diante vierem à notícia dos Cristãos, ainda que estejam fora da Fé de Cristo, não estão privados, nem devem sê-lo, da sua liberdade, nem do domínio de seus bens, e que não devem ser reduzidos à servidão

Declaramos que os ditos índios, e as demais gentes hão de ser atraídos, e convidados à dita Fé de Cristo, com a pregação da palavra divina, e com o exemplo de boa vida. 

E tudo o que em contrário desta determinação se fizer, seja em si de nenhum valor, nem firmeza; não obstante quaisquer coisas em contrário, nem as sobreditas, nem outras, em qualquer maneira.'' 

Papa Paulo III in Bula 'Veritas Ipsa' (2 de Junho de 1537)


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sábado, 6 de junho de 2026

Primeiro Sábado de Junho

Hoje é o primeiro Sábado de Junho. Este é o mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus. O primeiro Sábado é um dia dedicado ao Imaculado Coração de Maria. Nossa Senhora pediu à Irmã Lúcia a devoção dos primeiros Sábados. Estes são os requisitos:

1 - Confissão. Pode ser feita uma semana antes ou depois do primeiro Sábado, contanto que se esteja em estado de graça (sem pecados mortais) no momento da comunhão reparadora;
2 - A Comunhão reparadora na Missa do primeiro Sábado.
3 - Rezar o terço nesse dia.
4 - Meditação durante 15 minutos os 15 mistérios do Rosário nesse dia.

Em todas estas quatro práticas, deve estar presente a intenção de desagravar o Imaculado Coração de Maria.


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sexta-feira, 5 de junho de 2026

Mandem esta história aos vossos amigos Protestantes

São Bonifácio de Tarso é um daqueles santos cuja vida mostra como a graça de Deus pode transformar radicalmente uma alma. Segundo a tradição, vivia em Roma ao serviço de uma mulher nobre, Aglaida, e levava uma vida marcada por excessos e pecado. Mas havia nele uma semente de bem: era generoso com os pobres e compassivo com os que sofriam.

Aglaida enviou-o ao Oriente para procurar relíquias de mártires cristãos. Ao chegar a Tarso, na Cilícia, Bonifácio encontrou cristãos a serem torturados publicamente por se recusarem a sacrificar aos deuses pagãos. O que deveria ser apenas uma missão tornou-se o momento decisivo da sua conversão. Vendo a serenidade dos mártires no meio dos tormentos, aproximou-se deles, beijou-lhes os pés e pediu que rezassem por ele.

Levado diante do juiz pagão, Bonifácio foi interrogado. A sua resposta foi simples e definitiva: “Sou cristão.” Recusou oferecer incenso aos ídolos e, por isso, foi submetido a tormentos brutais. A tradição conta que sofreu açoites, agulhas sob as unhas e outros suplícios, mas permaneceu firme. O seu testemunho impressionou a multidão, que começou a proclamar a grandeza do Deus dos cristãos e a voltar-se contra os ídolos.

Por fim, não conseguindo quebrar a sua fé, os pagãos condenaram-no à morte pela espada. Bonifácio, que tinha partido à procura de relíquias, tornou-se ele próprio mártir de Cristo. O seu corpo foi levado de volta a Roma, onde Aglaida o recebeu com veneração. Ela também se converteu, distribuiu os seus bens aos pobres e passou o resto da vida em penitência.

São Bonifácio, rogai por nós.


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quinta-feira, 4 de junho de 2026

Corpus Christi

Quinta-Feira da Festa de Corpus Christi. O Santíssimo Sacramento é o maior bem que existe à face da Terra. Não há nada que ninguém nos possa dar que compense poder receber em nós o Corpo, o Sangue, a Alma e a Divindade de Nosso Senhor Jesus Cristo.



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terça-feira, 2 de junho de 2026

D. Athanasius pediu ao Papa que autorize as sagrações episcopais

Apelo ao Papa Leão XIV sobre as consagrações episcopais da FSSPX
«Não passeis à História, caro Papa Leão XIV, como o Papa que aceitou ou permitiu que houvesse um cisma ou, novamente, excomunhões e uma ferida reaberta — o que não era necessário.»

Generosidade de Leão XIV para com as outras religiões
«Vós sois tão generoso com as outras confissões, recebendo a senhora "Arcebispa" de Cantuária, visitando mesquitas e assim por diante. Porque não podeis fazer alguns gestos para com os vossos próprios filhos?»

Pedido de uma permissão papal excepcional
«Concedei-lhes, de modo excepcional, a permissão para consagrarem Bispos que Vos amarão e rezarão por Vós — e depois podereis encontrar com eles uma solução. Isso leva tempo.»

O círculo íntimo de Leão XIV impulsiona uma política de linha dura
«Sede um pai, sede um filho de Santo Agostinho para fazer a paz e deixai falar o vosso coração e não o vosso entourage que Vos influenciará e aconselhará a excomungá-los.»
«Vi que o Cardeal Fernández está a preparar a excomunhão, se eles avançarem a 1 de Julho.»

Defesa do Arcebispo Lefebvre
«Cada vez mais me convenço de que a obra do Arcebispo Lefebvre é uma grande obra para toda a Igreja — passará à História.»

O problema jurídico é secundário
«O aspecto jurídico é secundário por causa da confusão evidente e da situação de emergência dentro da Igreja, onde a Santa Sé não garante plenamente a conservação da integridade verdadeiramente 100% da fé católica.»

O Vaticano exige a aceitação da ambiguidade doutrinal
«A Santa Sé exige da Fraternidade Sacerdotal São Pio X que aceite algumas afirmações ambíguas do Concílio, que aceite o método dos métodos ecuménicos ambíguos da Santa Sé, o qual relativiza a unicidade do Nosso Senhor.»
«O documento de Abu Dhabi é, de facto, uma negação do Evangelho e do primeiro mandamento de Deus.»
«Há neste documento escondido um verdadeiro veneno, a diversidade das religiões no plural é a expressão da vontade sábia de Deus. Isto é impossível, isto é uma heresia.»

O vídeo da entrevista pode ser visto aqui: https://www.youtube.com/watch?v=09vsXiGdv8g

in gloria.tv


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segunda-feira, 1 de junho de 2026

Junho: mês dedicado ao Sagrado Coração de Jesus

Ladainha ao Sagrado Coração de Jesus
Latim:

Kyrie, eléison.
Chirste, eleison.
Kyrie, eléison.

Christe, audi nos.
Christe, exáudi nos.

Pater de caelis Deus, miserere nobis.
Fili, Redémptor mundi Deus, miserere nobis.
Spíritus Sancte Deus, miserere nobis.
Sancta Trínitas, unus Deus, miserere nobis.

Cor Iesu, Fílii Patris aeterni, miserere nobis.
Cor Iesu, in sinu Vírginis Matris a Spíritu Sancto formátum, miserere nobis.
Cor Iesu, Verbo Dei substantiáliter unítum, miserere nobis.
Cor Iesu, Majestátis infinítae, miserere nobis.

Cor Iesu, Templum Dei Sanctum, miserere nobis.
Cor Iesu, Tabernáculum Altíssimi, miserere nobis.
Cor Iesu, domus Dei et porta caeli, miserere nobis.
Cor Iesu, fornax ardens caritátis, miserere nobis.

Cor Iesu, justítiae et amóris receptáculum, miserere nobis.
Cor Iesu,  bonitáte et amóre plenum, miserere nobis.
Cor Iesu,  virtútum ómnium abyssus, miserere nobis.
Cor Iesu, omni laude digníssimum, miserere nobis.

Cor Iesu, rex et centrum ómnium córdium, miserere nobis.
Cor Iesu, in quo sunt omnes thesáuri sapiéntiae et sciéntiae, miserere nobis.
Cor Iesu, in quo hábitat omnis plenitúdo divinitátis, miserere nobis.
Cor Iesu, in quo Pater sibi bene complácuit, miserere nobis.

Cor Iesu, de cujus plenitúdine omnes nos accépimus, miserere nobis.
Cor Iesu, desidérium cólium aetnórum, miserere nobis.
Cor Iesu, pátiens et multae misericórdiae, miserere nobis.
Cor Iesu, dives in omnes qui ínvocant Te, miserere nobis.

Cor Iesu, fons vitae et sancritátis, miserere nobis.
Cor Iesu, propitiátio pro peccátis nostris, miserere nobis.
Cor Iesu, saturátum oppróbriis, miserere nobis.
Cor Iesu, attrítum propter scélera nostra, miserere nobis.

Cor Iesu, usque ad mortem obédiens factum, miserere nobis.
Cor Iesu,  láncea perforátum, miserere nobis.
Cor Iesu, fons totíus consolatiónis, miserere nobis.
Cor Iesu, vita et ressurréctio nostra, miserere nobis.

Cor Iesu, pax et reconciliátio nostra, miserere nobis.
Cor Iesu, víctima peccatórum, miserere nobis.
Cor Iesu, salus in te sperántium, miserere nobis.

Cor Iesu, spes in te moriéntium, miserere nobis.
Cor Iesu, delíciae Sancórum ómnium, miserere nobis.

Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi, parce nobis, Dómine.
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi, exáudi nos, Dómine.
Agnus Dei, qui tollis peccáta mundi, miserére nobis.

C.: Jesu, mitis et húmilis corde.
R.: Fac cor nostrum secúndum Cor tuum.

Português:

Senhor, tende piedade de nós.
Cristo, tende piedade de nós.
Senhor, tende piedade de nós.

Cristo, ouvi-nos.
Cristo, atendei-nos.

Pai do céu, que sois Deus, tende piedade de nós.
Filho Redentor do mundo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Espírito Santo, que sois Deus, tende piedade de nós.
Santíssima Trindade, que sois um só Deus, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, Filho do Pai Eterno, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, formado pelo Espírito Santo no seio da Virgem Mãe, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, unido substancialmente ao Verbo de Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, de Majestade infinita, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, Templo santo de Deus, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, Tabernáculo do Altíssimo, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, Casa de Deus e porta do céu, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, fornalha ardente de caridade, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, receptáculo de justiça e de amor, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, cheio de bondade e de amor, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, abismo de todas as virtudes, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, digníssimo de todo o louvor, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, Rei e centro de todos os corações, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, no qual estão todos os tesouros da sabedoria e da ciência, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, no qual habita toda a plenitude da divindade, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, no qual o Pai pos toda a sua complacência, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, de cuja plenitude todos nós recebemos, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, desejado das colinas eternas, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, paciente e de muita misericórdia, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, rico para com todos os que Vos invocam, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, fonte de vida e de santidade, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, propiciação por nossos pecados, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, saciado de opróbrios, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, esmagado de dor por causa de nossos crimes, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, feito obediente até a morte, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, atravessado pela lança, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, fonte de toda consolação, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, nossa Vida e Ressurreição, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, nossa paz e reconciliação, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, vítima dos pecadores, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, salvação dos que em Vós esperam, tende piedade de nós.

Coração de Jesus, esperança dos que morrem em Vós, tende piedade de nós.
Coração de Jesus, delícias de todos os Santos, tende piedade de nós.

Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, perdoai-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, ouvi-nos, Senhor.
Cordeiro de Deus, que tirais os pecados do mundo, tende piedade de nós.

C.: Jesus, manso e humilde de coração.
R.: Fazei o nosso coração semelhante ao Vosso.


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