domingo, 17 de outubro de 2021

Se ele se ajoelha para receber Jesus por que não o fazemos também?

"Isto aconteceu na minha paróquia. Vi este jovem deslizar da cadeira de rodas e pôr-se de joelhos para receber o Corpo de Cristo pela primeira vez. Não houve, naquela igreja, quem não tivesse chorado."

(Comentário feito por um fiel da paróquia do Espírito Santo, na Florida)


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Cardeal Burke voltou a celebrar a Santa Missa e exorta a oração diária do Terço

Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo!

Queridos irmãos e irmãs em Cristo,

Com sincera gratidão a todos aqueles que rezaram pela minha recuperação, escrevo para informar que, desde a minha carta anterior, a fisioterapia tem ajudado de tal forma a minha reabilitação que agora já posso oferecer diariamente a Santa Missa. Não há palavras que possam expressar adequadamente a minha alegria por este dom da graça de Deus na minha vida. Como sacerdote, bispo e cardeal, o regresso à oferta quotidiana da Santa Missa, principal actividade quotidiana de cada sacerdote, une-me plenamente a vós no nosso vínculo espiritual de membros do Corpo Místico de Cristo (cf. Jo 15 , 5-8; Ef 4, 4-13). 

A minha recuperação continua sendo um processo intensivo. A Providência Divina determinará o tempo de retorno às minhas atividades pastorais habituais. Enquanto isso, por favor, ajudem-me a preparar, da melhor maneira possível, para esse momento, por meio das vossas orações.

Esta carta, no entanto, não tem como objetivo principal ser uma atualização sobre o meu estado de saúde. É, antes, um instrumento da caridade pastoral que é a graça distintiva do sacerdócio e do episcopado, oferecendo uma direcção sólida e um encorajamento aos fiéis. Em particular, escrevo para encorajar a recitação diária da poderosa oração do Santo Rosário.

Embora a festa ou memória de Nossa Senhora do Rosário seja celebrada no dia 7 de Outubro, todo o mês de Outubro é dedicado a promover esta tão valiosa devoção a Maria, que Ela mesma nos deu. Ao escrever sobre a oração diária do Santo Rosário, sublinho três considerações importantes.

Em primeiro lugar, a mensagem de Nossa Senhora de Fátima exorta-nos a honrá-la rezando o Rosário todos os dias. Em segundo lugar, quando Nossa Senhora concluiu as suas aparições em Fátima, a 13 de Outubro de 1917, Nosso Senhor concedeu uma confirmação notável das aparições através do Milagre do Sol. Terceiro, ao pedir-nos que rezemos diariamente o Rosário, Nossa Senhora indicou uma intenção específica: a paz. O Papa São João Paulo II, ecoando as mensagens de Nossa Senhora para nós em Fátima, explicou que “o Rosário é por natureza uma oração pela paz” (Rosarium Virginis Mariae, 40).

A paz pela qual rezamos, enquanto recitamos a oração do Rosário, não é uma paz concedida por este mundo (cf. Jo 14, 27), mas sim a paz obtida para nós pelo sangue da Cruz de Jesus Cristo (cf. Jo 14, 27). Col 1, 20). Recordemos que Nossa Senhora do Rosário recebeu pela primeira vez o título de Nossa Senhora da Vitória pelo Papa São Pio V, para homenagear a vitória da paz, que foi conquistada, por sua intercessão e especialmente pela oração do Santo Rosário, na Batalha de Lepanto, a 7 de Outubro de 1571. Mudando o título de Nossa Senhora da Vitória para Nossa Senhora do Rosário, o Papa Gregório XIII sublinhou o poderoso instrumento para alcançar a vitória da paz, a saber, a oração do Santo Rosário.

A vitória da paz é, em última análise, a vitória sobre Satanás que, desde o pecado dos nossos primeiros pais, nunca cessa de nos tentar a cometer pecado. É a vitória operada por Deus-Pai por meio da Encarnação Redentora de Seu Filho unigénito. A Bem-Aventurada Virgem Maria, Mãe de Deus, é o instrumento privilegiado através do qual Deus-Pai enviou Deus-Filho ao mundo para conquistar para nós a vitória. Ela é a mulher cujo Filho esmaga a cabeça da serpente, Satanás, como Deus Pai prometeu depois do pecado de Adão e Eva (cf. Gn 3,15). Ela continua a ser o canal pelo qual a graça de Cristo vence sobre o pecado na nossa vida diária.

Rezando o Rosário todos os dias, aproximamo-nos da Mãe do Salvador, que nos ensina, como ensinou aos despenseiros das bodas de Caná: “Fazei tudo o que Ele [Jesus] vos disser” (Jo 2,5). Aquela que Nosso Salvador nos deu como Mãe - a Mãe da Divina Graça - ajuda-nos a permanecer fielmente, com Ela, sob a Cruz de Nosso Senhor, unido ao Imaculado Coração no glorioso Coração trespassado de Jesus (cf . Jo 19, 25-27). Com Ela, partilhamos o Triunfo da Cruz.

A vitória da paz, procurada através do Coração Imaculado de Maria com a oração do Santo Rosário e alcançada no Sagrado Coração de Jesus, supera a confusão, o erro e a divisão, todas as obras do Maligno, que tão ferozmente atacam hoje o mundo e a Igreja. Por isso, exorto-vos hoje, se ainda não o fazeis, a rezar o Santo Rosário, pedindo a intercessão da Mãe de Deus pela vitória da paz, paz na vossa alma, paz no mundo, paz no Igreja. Deixo-vos com as palavras do Papa São João Paulo II, cujo ministério papal foi tão fortemente marcado pela devoção à Bem-Aventurada Virgem Maria: “Rezemos o Rosário, se possível todos os dias, quer sozinhos, quer em comunidade. O Rosário é uma oração simples, mas profunda e muito eficaz, inclusive para pedir favores às famílias, às comunidades e ao mundo.” (Regina Caeli, 28 de Abril de 2002)

Implorando a Nosso Senhor, por intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe, para vos abençoar e às vossas casas, vossas famílias e todos os vossos trabalhos, eu permaneço
Atenciosamente no Sagrado Coração de Jesus
Imaculado Coração de Maria,
e no mais puro coração de São José,
Raymond Leo Cardeal BURKE


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sábado, 16 de outubro de 2021

Como o relatório Kinsey influenciou a nossa Sociedade

A ideologia de género e a promoção da homossexualidade não pode ser compreendida sem estudar o chamado 'Relatório Kinsey', i.e., dois livros: Comportamento Sexual do Homem (1948) e Comportamento Sexual da Mulher (1953).

A Fundação Rockefeller contratou Alfred Charles Kinsey e os seus colaboradores em 1940. Não escolheu um psiquiatra, psicólogo ou sociólogo, mas um entomologista.

A sua amostra não era representativa da população geral, para a qual foram extrapolados os resultados: 25% dos sujeitos do sexo masculino entrevistados tinham cadastro por crimes sexuais, a única escola envolvida no estudo foi uma escola particular em que 50% dos alunos tiveram contactos homossexuais, a amostra incluía um número desproporcionado de homens prostitutos, a incidência de homossexuais incluiu jovens que desde a infância pudessem ter tido pelo menos uma vez um pensamento homossexual. No cálculo da incidência da homossexualidade, Kinsey fez desaparecer 1000 indivíduos.

Tudo isto conduziu à conclusão que 4% da população mundial seria homossexual. Hoje o lobby gay reivindica 10%, contra o 1-1,5% estimado pelo centro de doenças infecto-contagiosas e transmissíveis sexualmente dos EUA, uma instituição idónea.

Kinsey praticou nudismo, swing, pornografia, sodomia, sado-masoquismo, masturbação compulsiva. Em 1954, "enforcou-se" literalmente pelos órgãos genitais.

Desde esse momento, acentuou-se a sua dependência em barbitúricos e anfetaminas. Os internamentos sucediam-se mas os diagnósticos nunca foram divulgados. Em 1956 morreu provavelmente de ataque cardíaco, mas as circunstâncias da sua morte nunca foram completamente esclarecidas.

Devemos à fundação Rockefeller e a este especialista em insectos, a ideologia de género e a educação sexual nas escolas.

Agostino Nobile in Governados Pela Mentira


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Missa Pontifical celebrada por D. Athanasius Schneider na Pensilvânia













Igreja de São José em Lancaster, Pensilvânia (Estados Unidos)

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sexta-feira, 15 de outubro de 2021

Ad Orientem: Virados para Oriente na Missa Tradicional (Una Voce)



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11 conselhos de Santa Teresa de Ávila para a vida de oração

Hoje é dia de Santa Teresa de Jesus, também conhecida como Santa Teresa de Ávila. Reformou o Carmelo e criou as Carmelitas Descalças, no séc. XVI. Era uma guerreira e é considerada uma das maiores santas de todos os tempos. Foi declarada Doutora da Igreja.

1. Dirige a Deus cada um dos teus actos; oferece-os e pede-Lhe que sejam para a Sua honra e glória.

2. Oferece-te a Deus cinquenta vezes por dia, e que seja com grande fervor e desejo de Deus.

3. Em todas as coisas, observa a Providência de Deus e a Sua sabedoria; em tudo, envia-Lhe o teu louvor.

4. Em tempos de tristeza e de inquietação não abandones nem as obras de oração, nem a penitência a que estás habituado. Antes, intensifica-as, e verás com que prontidão o Senhor te sustentará.

5. Nunca fales mal de quem quer que seja, nem jamais escutes. A não ser que se trate de ti mesmo. E terás progredido muito no dia em que te alegrares por isso.

6. Não digas nunca, de ti mesmo, algo que mereça admiração, quer se trate do conhecimento, da virtude, do nascimento, a não ser para prestar serviço. Mas então, que isso seja feito com humildade e considerando que esses dons vêm pelas mãos de Deus.

7. Não vejas em ti se não o servo de todos, e em todos contempla Cristo Nosso Senhor; assim O respeitarás e O venerarás.

8. Não te mostres curioso a respeito de coisas que não te dizem respeito, nem de perto, nem de longe, nem com comentários, nem com perguntas.

9. Mostra a tua devoção interior só em caso de necessidade urgente. Lembra-te do que diziam São Francisco e São Bernardo: Secretum meum mihi (o meu segredo pertence-me).

10. Cumpre todas as coisas como se Sua Majestade estivesse realmente visível; agindo assim, muito ganhará a tua alma.

11. Que o teu desejo seja ver a Deus. O teu temor, perdê-Lo. A dor, não comprazer na Sua presença. A satisfação, o que puder conduzir até Ele. E viverás numa grande paz.

Prof. Felipe de Aquino in 'Orações de todos os tempos da Igreja'


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quinta-feira, 14 de outubro de 2021

Tábua de madeira que Santa Teresa de Ávila usava como almofada

"Nada te perturbe,
nada te espante,
tudo passa,
Deus não muda,
a paciência
tudo alcança.

Quem a Deus tem,
nada lhe falta.
Só Deus basta!"


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Renomado "Bispo" Anglicano converte-se ao Catolicismo

Michael Nazir-Ali, é um dos maiores intelectuais do mundo anglicano. Nasceu no Paquistão, no seio de uma família muçulmana embora o seu pai se tenha convertido ao cristianismo. Daí ter trabalhado durante vários anos nas relações entre anglicanismo e islamismo. Foi nomeado "Bispo" de Rochester em 1984.

Nazir-Ali tem lutado abertamente contra o aborto, eutanásia e todas as ideologias imorais que ameaçam a Civilização Ocidental. É considerado mais "conservador" até do que a maioria dos Bispos católicos.

Como as "ordenações" sacerdotais anglicanas são inválidas (Papa Leão XIII, Bula Apostolicae Curae), Michael Nazir-Ali será ordenado sacerdote católico neste mês de Outubro.

Passará depois a fazer parte do clero do Ordinariato de Nossa Senhora de Walsingham, criado em 2011 pelo Papa Bento XVI para receber convertidos do anglicanismo ao catolicismo.

Esta é considerada a conversão mais notável desde 1994, quando se converteu Graham Leonard, "Bispo" anglicano de Londres.


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quarta-feira, 13 de outubro de 2021

Testemunho de uma jovem que assistiu ao Milagre do Sol em Fátima

Juncal 14 de Outubro. Ontem estivemos em Fátima. Vi o sol como uma bola esverdeada, andar à roda com rapidez sobre si num movimento de rotação e mudando de cor. Fiquei muito impressionada. 

O que haverá de sobrenatural e de verdade em tudo isto? Existem tantas opiniões diversas! Esperemos para ver o que Deus deseja.

Tive muita pena de não ter falado com as crianças. Estava uma manhã muito chuvosa, tendo a chuva deixado de cair aproximadamente meia hora antes da hora marcada para a aparição.

Excerto do diário de Teresa Maria de Melo Falcão Trigoso de Siqueira, em 14 de Outubro de 1917, dois dias antes de completar 19 anos


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Alexandrina, a paralítica que se levantava para sofrer a Paixão de Jesus

Dia 13 de Outubro é dia da Beata Alexandrina de Balasar

Alexandrina Maria da Costa, também conhecida como Beata Alexandrina de Balasar, foi uma mística portuguesa, que nasceu em 30 de Março de 1904 e morreu em 13 de Outubro de 1955, tendo passado quase toda vida na sua cidade natal, Póvoa do Varzim, num povoado chamado Calvário. 

O pai abandonou a família, sendo criada apenas pela mãe. Pôde estudar apenas durante 18 meses e com nove anos já trabalhava. Quando tinha 12 anos, enquanto ajudava a fazer um tapete de flores para a Procissão do Santíssimo, colhendo flores, teve sua primeira experiência mística ao começar a sangrar da cabeça; segundo ela, Jesus colocou-lhe uma coroa de espinhos e passou a chamá-la Alexandrina das Dores.

Paralisia

Aos 14 anos, no Sábado Santo de 1918, estava com a irmã e outra menina em casa, trabalhando com costura, quando quatro homens forçaram a porta de entrada. Para escapar do ataque, Alexandrina pulou de uma janela com mais de quatro metros de altura, tendo partido várias vértebras. Até os 19 anos ainda conseguia se arrastar até a Igreja, onde permanecia em oração quase todo dia.

Segundo Alexandrina, até 1928, dez anos após o ataque, ainda pedia a graça da cura, prometendo que sairia como missionária pelo mundo, até que compreendeu que a sua salvação seria pelo sofrimento. Disse: "Nossa Senhora concedeu-me uma graça ainda maior. Depois da resignação deu-me a conformidade completa à vontade de Deus e, por fim, o desejo de sofrer”, e também: "Jesus, tu és prisioneiro no Tabernáculo. E eu por tua vontade prisioneira na minha cama. Far-nos-emos companhia”.

Paixão de Cristo

De Sexta-Feira, 3 de Outubro de 1938 a 24 de Março de 1942, ou seja por 182 vezes, viveu, em todas as Sextas-Feiras, os sofrimentos da Paixão: Alexandrina, superando o estado habitual de paralisia, descia da cama e com movimentos e gestos, acompanhados de angustiantes dores, repetia, durante três horas e meia, os diversos momentos da Via Crucis. Depois disso, a partir de 27 de Março de 1942, Alexandrina deixou de se alimentar, vivendo exclusivamente da Eucaristia durante 13 anos, até à sua morte.

Em 1936, Jesus disse-lhe que deveria escrever ao Papa para que consagrasse o Mundo ao Coração Imaculado de Maria. Este pedido foi renovado várias vezes, até que, em 31 de Outubro de 1942, o Papa Pio XII celebrou esta consagração em língua portuguesa, e renovou-a, no Vaticano, em 8 de Dezembro, na Festa da Imaculada Conceição. 

Neste ponto da vida, a sua fama de santidade já era conhecida e muitas pessoas vindas de longe visitavam-na, pediam conselhos e orações. Da sua cama pedia que as pessoas organizassem novenas, jejuns e rezassem intensamente. Tornou-se também uma colaboradora salesiana.

Falecimento e beatificação

No início de 1955 foi-lhe revelado que deveria preparar-se, pois morreria ainda naquele ano. Em 12 de Outubro pediu a Extrema Unção. No dia seguinte rezou o rosário em honra a Nossa Senhora de Fátima e faleceu tranquilamente, após dizer: “Sou feliz porque vou para o Céu”.

Sobre o seu túmulo, que está numa capela na igreja de Balasar, pediu para escrever:

Pecadores, se as cinzas do meu corpo puderem ser úteis para a vossa salvação, aproximai-vos: passai todos por cima delas, pisai-as até desaparecerem, mas não pequeis mais! Não ofendais mais o nosso Jesus! Pecadores, queria dizer-vos tantas coisas. Não bastaria este grande cemitério para escrevê-las todas! Convertei-vos! Não queirais perder a Jesus por toda a eternidade! Ele é tão bom! Amai-O! Amai-O! Basta de pecar!

in tesourosdaigrejacatolica.blogspot.com


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terça-feira, 12 de outubro de 2021

Vigília no Santuário de Fátima: Procissão das Velas



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Nossa Senhora do Pilar

Hoje é dia de Nossa Senhora do Pilar. Este é o título mais antigo de Nossa Senhora. A basílica do Pilar, em Saragoça (Espanha), é um Santuário privilegiado.

A tradição cristã traz a narrativa histórica da origem deste nome há mais de 1900 anos. Conta que a cada dia crescia o número de cristãos atraídos pela pregação e pelos milagres dos Apóstolos. Mas alguns judeus, em perseguição à Santa Igreja, maltratavam e matavam muitos cristãos. Os Apóstolos, indignados, começaram a pregar o evangelho a todos, segundo o mandato de Nosso Senhor Jesus Cristo.

Nas províncias da Espanha, foi São Tiago (Maior) o incumbido de pregar o Santo Evangelho, mas, antes de partir da Terra Santa, foi pedir a bênção de Maria Santíssima, assim como os outros Apóstolos. Ao abençoar São Tiago, a Virgem disse: ”Vai, meu filho, cumpre a ordem do teu Mestre, e por Ele te rogo que, naquela cidade da Espanha em que maior número de almas converteres à Fé, edifiques uma igreja em minha memória, conforme o que eu te manifestar”.

O apóstolo Tiago pregou, então, em muitas províncias da Espanha, até chegar a Saragoça, à margem do rio Ebro. Por lá, converteu oito varões a Jesus Cristo, com os quais se retirava à noite para as margens do rio, onde oravam e descansavam. Certa noite, ao descansar com os seus discípulos, Tiago ouviu vozes angélicas que cantavam: ”Ave Maria, gratia plena!” Ficando de joelhos, o apóstolo viu a Santíssima Virgem entre um coro de Anjos, sentada num pilar de mármore. Maria, então, com muito carinho, disse ao apóstolo: ”Eis aqui, meu filho, o lugar assinalado e destinado à minha honra, no qual, por teu cuidado e em minha memória, quero que seja edificada uma igreja. Conserva este pilar onde estou sentada, porque o meu Filho e teu Mestre enviou-o do Céu pelas mãos dos Anjos; junto a ele assentarás o altar da capela, e nele obrará a virtude do Altíssimo os portentos e maravilhas de minha intercessão, para com aqueles que, nas suas necessidades, implorarem o meu patrocínio. E este pilar permanecerá aqui até o fim do mundo, e nunca faltarão nesta cidade verdadeiros cristãos que honrem o nome de Jesus Cristo, meu Filho”. 

Esta é a origem do título Nossa Senhora do Pilar, muito invocado em Espanha. 

A capelinha primitiva foi sendo reconstruída e ampliada com o correr dos séculos, até se transformar na grandiosa basílica que acolhe, como centro vivo e permanente de peregrinações a numerosos fiéis que, de todas as partes do mundo, vão rezar à Virgem e venerar o seu Pilar.

Muito para além dos milagres espetaculares, a Virgem do Pilar é invocada como refúgio dos pecadores, consoladora dos aflitos. A Sua acção é sobretudo espiritual.

Consagração a Nossa Senhora do Pilar

Virgem Imaculada! Minha Mãe! Maria!
Eu vos renovo, hoje e para sempre a consagração de todo o meu ser para que disponhais de mim para o bem de todas as pessoas.
Apenas vos peço, minha Rainha e Mãe da Igreja, força para cooperar fielmente na vossa missão de trazer o reino de Jesus ao mundo.
Ofereço-vos, portanto, Coração Imaculado de Maria, as orações e os sacrifícios deste dia, para que fiel à minha consagração, esteja disponíveis a colaborar convosco na construção de um mundo novo, ó Maria concebida sem pecado! 
Rogai por nós que recorremos a vós e por todos quantos recorrem a vós, de modo particular as famílias de nossa comunidade paroquial, que vos venera com o título de Senhora do Pilar.
Salve Rainha…

in domluizbergonzini.com.br


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segunda-feira, 11 de outubro de 2021

Maternidade da Santíssima Virgem Maria

A Festa da Maternidade da Santíssima Virgem Maria é uma festa de segunda classe que se celebra hoje. Apesar da estranheza de se celebrar a festa tão longe do Natal, há motivações históricas para isso. Foi no dia 11 de Outubro de 431, durante o I Concílio de Éfeso, que foi definido o primeiro dos quatro Dogmas Marianos: o Dogma da Divina Maternidade de Maria. O Papa Pio XI, em 1931, por causa do 15º Centenário do Concílio, instituiu a Festa litúrgica. 

O título de Mãe de Deus, entre todos os que são atribuídos à Virgem, é o mais glorioso. Ser a Mãe de Deus é, para Maria, a sua razão de ser, o motivo de todos os seus privilégios e das suas graças. 

Para nós, esse título encerra todo o Mistério da Encarnação, e nada mais vemos que seja, mais do que este, uma fonte de louvores para Maria e de alegria para nós.  

Santo Efrém pensava justamente que crer e afirmar que a Santíssima Virgem Maria é Mãe de Deus, é dar uma prova segura de nossa Fé. A Igreja, por isso, não celebra nenhuma festa de Maria sem louvá-la por esse privilégio. E, assim, saúda a Beata Mãe de Deus na Imaculada Concepção, na Natividade, na Assunção; e nós, na reza frequentíssima da Avé Maria, fazemos o mesmo.  

A heresia nestoriana 

Theotókos, Mãe de Deus, é o nome com o qual, nos séculos, tem sido designada Maria Santíssima. Fazer a história do Dogma da Maternidade Divina é fazer a história de todo o Cristianismo, porque o Nome havia entrado tão profundamente no coração dos fiéis que, quando Nestório, Patriarca de Constantinopla, ousou afirmar que Maria era apenas a mãe de um homem porque era impossível que Deus nascesse de uma mulher, o povo protestou escandalizado. 

Nestório defendia que Cristo não seria uma pessoa única, mas que Nele haveria uma natureza humana e outra divina, distintas uma da outra, e, por consequência, negava o ensinamento tradicional de que a Virgem Maria pudesse ser a "Mãe de Deus" (em grego, Theotokos), portanto Ela seria somente a "Mãe de Cristo" (em grego Cristokos), para restringir o Seu papel como mãe apenas da natureza humana de Cristo e não da sua natureza divina. 

Era Patriarca de Alexandria, à época, São Cirilo, o homem suscitado por Deus para defender a honra da Mãe do Seu Filho. Cirilo dizia estupefacto: "Espanta-me saber que há pessoas que pensam que a Santa Virgem não deva ser chamada Mãe de Deus. Se Nosso Senhor é Deus, Maria, que o pôs no mundo, não é a Mãe de Deus? Mas esta é a Fé que nos transmitiram os Apóstolos, mesmo que não tenham usado estes termos; e é a Doutrina que aprendemos dos Santos Padres".  

O Concílio de Éfeso 

Nestório, contudo, não mudou o seu pensamento, e o Imperador Teodósio II convocou a pedido dele um Concílio, que foi aberto em Éfeso no dia 24 de Junho de 431, sob a direção de São Cirilo, legado do Papa Celestino I, que já o havia autorizado a depor e excomungar Nestório. Estavam presentes cerca de 200 Bispos. 

O Concílio denunciou logo no começo os ensinamentos Nestório como errados, e decretou que Jesus é uma só Pessoa, e não duas pessoas distintas, Deus completo e homem completo, e declarou como Dogma que a Virgem Maria devia ser chamada de Theotokos, porque Ela concebeu e deu à luz Deus como um homem. Os Bispos proclamaram que "a Pessoa de Cristo é Una e Divina, e que a Santíssima Virgem deve ser reconhecida e venerada por todos na qualidade de Verdadeira Mãe de Deus", condenando o nestorianismo como heresia. E a condenação de suas heresias foi reafirmada novamente no Concílio de Calcedónia em 451 d.C. 

O Cânon 1-5 condenou Nestório e os seus seguidores como hereges: "Quem não confessar que o Emanuel é Deus e que a Santa Virgem é Mãe de Deus por essa razão seja anátema!"

Diante da decisão do Concílio, os cristãos em Éfeso entoaram cantos de triunfo, iluminaram a cidade e reconduziram a suas casas, com tochas acesas, os Bispos "vindos" - gritavam eles - "para nos devolver a Mãe de Deus e ratificar com a sua santa autoridade o que estava escrito em todos os corações".  

Os esforços de Satanás tinham conseguido, como sempre, o único resultado de preparar o Triunfo à Virgem, e os Padres do Concílio, para perpetuar a lembrança do acontecido, acrescentaram ao Ave Maria, segundo nos diz a Tradição, as palavras: "Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora da nossa morte". Milhões de pessoas recitam todos os dias esta oração, e reconhecem a Maria a glória de Mãe de Deus, que um herético pretendera negar.   

Maria, Verdadeira Mãe de Deus

Reconhecer que Maria é Verdadeira Mãe de Deus é coisa fácil. "Se o Filho da Santa Virgem é Deus", escreve Papa Pio XI na Encíclica Lux Veritatis, "Aquela que O gerou merece ser chamada Mãe de Deus; se a Pessoa de Jesus Cristo é Una e Divina, todos, sem dúvida, devem chamar Maria de Mãe de Deus, e não somente de Cristo Homem. Como as outras mulheres são chamadas, e são realmente mães, porque formaram nos seus ventres a nossa substância mortal, e não porque criaram a Alma humana, assim Maria adquiriu a Maternidade Divina por ter gerado a Única Pessoa do Seu Filho".   

Maria e Jesus

A Maternidade Divina une Maria ao Filho com um legame mais forte do que aquele que há entre as outras mães e os seus filhos. Estas não obram por si só a geração, e a Santa Virgem ao contrário, gerou o Filho, o Homem-Deus, com a Sua substância; e Jesus é prémio da Sua virgindade e pertence a Maria pela geração e pelo nascimento no tempo, pela amamentação com a qual O nutriu, pela educação que Lhe deu, pela autoridade materna exercitada sobre Ele. 

Maria e o Pai

A Maternidade Divina une de modo inefável Maria ao Pai. Maria tem por Filho o próprio Filho de Deus. Imita e reproduz no tempo a geração misteriosa com a qual o Pai gerou o Filho na Eternidade, restando assim associada ao Pai na Sua paternidade. "Se o Pai nos manifestou uma afeição tão sincera, dando-nos o Seu FIlho como Mestre e Redentor", dizia Bossuet, "o Amor que tinha por Vós, ó Maria, fez-Lhe conceber bem outros desígnios a Vosso respeito, e estabeleceu que Jesus fosse Vosso como é d'Ele, e para realizar conVosco uma Sociedade Eterna, quis que Vós fósseis a Mãe do Seu único Filho, e quis ser o Pai do Vosso Filho" (Discurso acerca da Devoção à Santa Virgem). 

Maria e o Espírito Santo
  
A Maternidade Divina une Maria ao Espírito Santo, porque, por obra do Espírito Santo, concebeu no Seu ventre o Verbo. Nesse sentido, Papa Leão XIII chama a Maria de Esposa do Espírito Santo (Enc. Divinum Munus, in fine; 9 de Maio de 1897), e Maria é do Espírito  Santo o Santuário Privilegiado, pelas inauditas maravilhas que operou n'Ela:

"Se Deus está com todos os santos", afirma São Bernardo, "está com Maria de um modo todo especial porque entre Deus e Maria o acordo é assim total que Deus não só se  uniu a Sua vontade, mas a Sua Carne, e com a Sua substância e aquela da Virgem fez um só Cristo; e Cristo, se não deriva todo inteiro de Deus e todo inteiro de Maria, todavia é todo inteiro Deus e todo inteiro de Maria, porque não há dois Filhos, mas um só Filho, que é Filho de Deus e da Virgem. O Anjo diz: 'Saúdo-te, o cheia de graça, o Senhor é contigo. É contigo não apenas o Senhor Filho, que revestiste da tua carne, mas o Senhor Espírito Santo do qual concebeste, e o Senhor Pai, que gera Aquele que tu concebeste. Está contigo o Pai que faz com que o Filho seja teu Filho; está contigo o Filho que, para realizar o Adorável Mistério, abre o teu seio miraculosamente e respeita o Sigilo da tua Virgindade; está contigo o Espírito Santo, que, com o Pai e o com o Filho, santifica o teu seio. Sim, o Senhor está contigo"  (3ª Homilia Super Missus Est).  

Maria Nossa Mãe

Saudando-Vos, hoje, com o belo título de Mãe de Deus, não esquecemos que "tendo dado a vida ao Redentor do Género Humano, por isso mesmo Vos tornastes Mãe Nossa Dulcíssima, e que Cristo nos quis por irmãos. Escolhendo-Vos por Mãe do Seu Filho, Deus Vos inculcou sentimentos completamente maternos, que respiram apenas Amor e Perdão" (Pio XI, Enc. Lux Veritatis).  

Desde a Glória do Céu, onde estais, lembrai-Vos de nós que Vos rogamos com tanta alegria e confiança. "O Omnipotente está em Vós, e Vós sois omnipotente com Ele, Omnipotente por causa d'Ele, Omnipotente depois d'Ele", como diz São Boaventura. Vós podeis Vos apresentar diante de Deus, não tanto para rogar, quanto para comandar, Vós sabeis que Deus atende infalivelmente a Vossos desejos. Nós somos, sem dúvida, pecadores, mas Vós Vos tornais Mãe de Deus por nossa causa, e "nunca se ouviu dizer que algum daqueles que têm recorrido à Vossa protecção, implorado a Vossa assistência e reclamado o Vosso socorro fosse por Vós desamparado. Assim, animados com igual confiança, a Vós ó Virgem entre todas singular, como a Mãe recorremos, de Vós nos valemos, gemendo sob o peso de nossos pecados nos prostramos a Vossos pés. Não desprezeis as nossas súplicas, ó Mãe do Verbo de Deus humanado, mas dignai-vos de ouvi-las propícia e de nos alcançar o que Vos rogamos" (São Bernardo). 

A festa do dia onze de Outubro
  
Em 1931 celebrava-se o 15° Centenário do Concílio de Éfeso, e Papa Pio XI pensou que seria "coisa útil e agradável aos fiéis meditar e reflectir sobre um Dogma tão importante" como o da Maternidade Divina, e, para deixar um testemunho perpétuo de sua devoção à Virgem, escreveu a Encíclica "Lux Veritatis", restaurou a Basílica de Santa Maria Maior, em Roma, e instituiu uma Festa Litúrgica que "iria contribuir para desenvolver no Clero e nos fiéis a devoção para com a Grande Mãe de Deus, apresentando às famílias, como modelos, Maria e a Sagrada Família de Nazaré", para que sejam sempre mais respeitadas a santidade do matrimónio e a educação da juventude.  

Giulia d'Amore in Pale Ideas


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10ª Peregrinação Summorum Pontificum em Roma: 29 a 31 de Outubro

A nossa Peregrinação terá lugar como planeado, apesar das inquietações que as actuais circunstâncias têm provocado. No website da Peregrinação estão todas as informações necessárias: https://www.summorum-pontificum.org

- Como é já habitual, iniciaremos a peregrinação na Sexta-Feira 29 de Outubro, às 17 horas, na Igreja de Santa Maria dos Mártires do Panteão, com o canto das Vésperas.

- No dia seguinte, Sábado 30 de Outubro, às 9h30, na Igreja dei Santi Celso e Giuliano, Via del Banco di Santo Spirito, 52, não muito longe do Tibre, encontrar-nos-emos para a adoração do Santíssimo Sacramento.

- Depois, no Sábado 30 de Outubro, às 10h30, da Igreja dei Santi Celso e Giuliano, partiremos para a Basílica de São Pedro, através da Ponte Sant'Angelo e pela Via della Conciliazione.

- No Sábado 30 de Outubro, às 11h30, a Missa principal da peregrinação será celebrada na Basílica de São Pedro, no altar da Cátedra.

- E no Domingo 31 de Outubro, às 11h00, na Igreja da Trinità dei Pellegrini, Piazza della Trinità dei Pellegrini, 1, terá lugar a missa de encerramento da nossa peregrinação.

Para o bom desenrolar da peregrinação, precisamos da vossa ajuda e agradecemos antecipadamente a todos aqueles que poderão apresentar-se para colaborar.

Meu bom São Filipe Néri, que haveis fundado a Confraria da Santíssima Trindade, para acolher e assistir os peregrinos que acorrem a Roma, à vossa benévola protecção também nós nos acolhermos. Ajudai a nossa peregrinação nesta Cidade, Mãe e Mestra. Uni, vos rogamos, a vossa súplica àquela que elevamos ao Príncipe dos Apóstolos, nós que acorremos junto do seu túmulo.

Abrigai-nos sob o manto da Bem-aventurada Virgem Maria, Salvação do Povo Romano. Alcançai-nos de Nosso Senhor Jesus Cristo, divino Esposo da Santa Igreja, que quis edificar sobre Pedro, a misericórdia e o perdão dos nossos pecados. Apresentai-Lhe pelas mãos da Virgem Santíssima, os nossos esforços e trabalhos, as nossas penas e sacrifícios em prol da celebração do culto divino.

Iluminai com o vosso sorriso, vos rogamos, e com o vosso sentido de humor a nossa fé sujeita às trevas do mundo moderno.

Rogamo-vos, enfim, ò bom São Filipe, vos digneis apoiar os nossos esforços para fazer resplandecer nas nossas paróquias, nas nossa Nações e no mundo inteiro, a santa liturgia romana, tal como a haveis praticado, para maior glória de Deus e para a conversão, consolação e salvação de incontáveis almas.
Assim seja.

Padre Claude Barthe, Capelão da Peregrinação

João Silveira, Secretário da Peregrinação
joaosilveiracanonico@gmail.com


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domingo, 10 de outubro de 2021

A defesa da Tradição (Traditionis custodes) no campo de concentração de Dachau



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São Francisco de Borja, Padroeiro de Portugal

Hoje a Igreja celebra a memória de São Francisco de Borja, o Duque Santo.

Desde pequeno era muito piedoso e desejou tornar-se monge, a sua família porém enviou-o à corte do imperador Carlos V. Ali se destacaria acompanhando o imperador em suas campanhas e casando-se com uma nobre portuguesa: Eleonor de Castro Melo e Menezes, com a qual teve oito filhos: Carlos, Isabel, João, Álvaro, Fernando, Afonso, Joana e Doroteia.

Nobre e considerado "grande de Espanha", em 1539 escoltou o corpo da imperatriz Isabel de Portugal ao seu túmulo em Granada. Quando viu o efeito da morte sobre o corpo daquela que tinha sido uma bela imperatriz decidiu "não mais servirei a uma beleza que me possa morrer". Ainda jovem foi nomeado vice-rei da Catalunha, província que administrou com grande eficiência. Quando o seu pai morreu, recebeu por herança o título de Duque de Gandía, então retirou-se para a sua terra natal e aí levaria, com a sua família, uma vida entregue puramente à religião.

Tocado pela graça a propósito daquela cena chocante, Francisco compreendeu a vaida­de de toda a glória mundana, e decidiu que se algum dia enviuvasse, se consagraria inteiramen­te a Deus. Assim de facto aconte­ceu: enviuvou aos 40 anos de idade, renunciou a todos os seus títu­los e bens (em favor de seu primogénito, Carlos) e ingressou na Compa­nhia de Jesus como filho espiritu­al de Santo Inácio de Loyola, che­gando a ser superior geral daque­la família religiosa.

Imediatamente, se lhe foi oferecido o título de cardeal. Recusou, preferindo a vida de um pregador itinerante. Seus amigos conseguiram convencê-lo a aceitar o título para aquilo que a natureza e as circunstâncias o haviam predestinado: em 1554, converteu-se no Comissário Geral dos Jesuítas na Espanha, e em 1565, em Superior Geral de toda a Ordem.

Na sua liderança os Colégios prosperaram: de 50 em 1556 passaram a 163 em 1574. Borja promulgou a primeira Ratio Studiorum em 1569. Iniciou-se a remodelação da Igreja de Jesus, em Roma. O Superior Geral seguiu de muito perto a evolução da Contra-reforma na Alemanha. Muitas fundações jesuítas serviram para reforçar a causa católica.

Deu grande impulso às missões. Uma expedição missionária enviada por ele ao Brasil foi exterminada pelos protestantes em alto-mar (Inácio de Azevedo e seus companheiros mártires, em 5 de Junho de 1570).

Quando elogiado retorquia: "Procurei um lugar para mim na Bíblia e vi que o único que me atreveria a ocupar seria aos pés de Judas, o traidor. Mas não o pude ocupar, porque já lá estava Jesus lavando-lhe os pés." ou "Sou tão pecador que a única coisa que mereço é o inferno."

Morreu, aclamado como o duque santo, em 1572 e foi canonizado em 1671.

PF


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sábado, 9 de outubro de 2021

São Dionísio pregou um sermão depois de ter sido decapitado

Decapitado durante a perseguição dos católicos pelo Imperador romano Décio, São Dionísio levantou a própria cabeça e pregou um sermão sobre o arrependimento.

Pouco se sabe sobre Dionísio, excepto que foi Bispo de Paris no século III d.C. Ele foi enviado de Itália para converter os gauleses sob o Papa Fabiano, tornando-o um dos "apóstolos dos gauleses".

Juntamente com os santos Rústico e Eleutério, se estabeleceu-se na Île de la Cité, uma ilha no rio Sena. Dionísio e os seus companheiros eram famosos pela capacidade de evangelizar. Eram tão eficazes na conversão de pessoas que os líderes romanos pagãos ficaram alarmados com a perda de seguidores.

O governador romano local ordenou a detenção e prisão do trio. Acabaram por ser decapitados na colina mais alta de Paris, hoje conhecida como Montmartre ou "Montanha dos Mártires".

A tradição conta que, depois de ter a sua cabeça cortada, Dionísio pegou nela e caminhou vários quilómetros desde o topo da colina, pregando um sermão sobre o arrependimento durante todo o caminho. O local onde terminou o seu sermão e realmente morreu foi marcado por um pequeno santuário que hoje é conhecido como a Basílica de São Dionísio, o local de sepultura dos reis de França desde o século X até ao século XVIII.

São Dionísio é o cefalóforo mais famoso - literalmente “portador da cabeça” - descrito na hagiologia. O seu martírio único tornou-se objeto de arte ao longo da história, pintado e retratado em mármore. A sua festa, juntamente com os Santos Rústico e Eleutério, é celebrada no dia 9 de Outubro.



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A humildade de Pio XII

Há 63 anos, a 9 de Outubro de 1958, morria Eugenio Pacelli, o Papa Pio XII.
 
Pio XII foi, e continua a ser, vítima de calúnias graves. Sempre usou todas as insígnias que manifestam a dignidade do Vigário de Cristo. Mas nem por isso deixou de ser humilde, como se pode constatar no seu testamento:
 
"Peço humildemente perdão a quem possa ter ofendido, prejudicado, escandalizado com as minhas palavras e obras. Peço que ninguém se ocupe nem preocupe em erigir qualquer monumento em minha memória. Basta que os meus pobres restos mortais sejam simplesmente depositados num lugar sagrado, quanto mais escondido melhor."


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sexta-feira, 8 de outubro de 2021

50 anos de sacerdócio do Bispo Huonder celebrados em igreja da FSSPX





Mons. Vitus Huonder é o Bispo emérito da diocese de Coira, na Suíça. Quando se retirou, em 2019, o Bispo foi viver para uma casa que se encontra num colégio da Fraternidade Sacerdotal de São Pio X (FSSPX) em Wangs. Mons. Huonder disse que abordou este tema algumas vezes com o Papa Francisco e que este lhe disse: "Esta (a FSSPX) não é uma comunidade cismática".

As fotografias são da Missa comemorativa dos 50 anos de sacerdócio do Bispo, na igreja da escola onde vive. Por causa dessa data, o Prelado foi entrevistado:

Fr. Lukas Weber: Estando aqui em Wangs diz Missa diariamente e o faz exclusivamente de acordo com o rito romano tradicional. O que o traz à celebração desse rito tradicional?

Mons. Huonder: É claro que estudei muito de perto o novo rito e o rito tradicional. Este estudo apontou-me as diferenças significativas: por exemplo, que certos textos foram encurtados, suprimidos, como algumas orações que são muito importantes para o sacerdote. Agora, só posso viver de todas essas orações no rito tradicional. É claro que elas fortalecem o sacerdote, que reforçam especialmente a fé, mas também o dom de si durante a Missa. A pessoa está verdadeiramente diante de Deus, diante de Jesus e não simplesmente diante de uma comunidade. Tudo o que tenho descoberto no rito tradicional é tão precioso e, digamos, tão intemporal que não quero voltar.

Fr. Lukas Weber: Posso concluir das suas observações que não não quer mais celebrar o Novus Ordo de forma alguma?

Mons. Huonder: Eu não quero fazê-lo. Sinto simplesmente que não posso mais fazer isso, porque quando alguém está imerso na Missa Tradicional, a pessoa chega a um ponto em que sente que não pode mais fazer mais nada senão aquilo.


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Sigilo e prudência no Sacramento da Confissão

Na minha adolescência sucedeu que a partir de determinada altura deixei de me confessar por ter vergonha de alguns pecados graves por mim cometidos. No entanto, sacrilegamente, ia na mesma à Comunhão Eucarística. Depois, os pecados agravaram-se ainda mais, num crescendo. Deixei então de ir à Missa Dominical, invocando as desculpas habituais de quem justifica, iludindo-se a si próprio e aos outros, o seu comportamento.

Mais tarde, regressado à Igreja, compreendi que a vergonha de confessar os pecados não passa de um sintoma de um orgulho desmedido e muito pernicioso. Passei então, em virtude da Graça de Deus, a confessar-me semanalmente ao meu pároco e director espiritual. Claro que quando não era possível confessava-me a qualquer outro sacerdote; no entanto, desses pecados já confessados dava conta ao meu assistente espiritual da próxima vez que a ele me confessava.

Envolvido ou conduzido pelo Espírito Santo, depois da minha “reconversão”, na minha juventude dediquei-me, pela Graça de Deus, a várias formas de apostolado e evangelização - quer temporais quer espirituais.

Participei em inumeráveis ‘retiros de jovens’ onde aconteceram milagres extraordinários, verdadeiramente maravilhosos. Talvez um dia venha a escrever sobre deles.

 

Por esses tempos ouvi um ou outro pregador declarar que na história da Igreja não se conhecia nenhum caso, no que diz respeito ao Sacramento da Confissão, de rompimento do sigilo Sacramental, uma vez que ele era inviolável e sujeito à pena de excomunhão, para que não o cumprisse. Tudo isto era ilustrado, positivamente, com casos autenticados, verdadeiros, de heroísmos e mesmo martírios de Sacerdotes que se negaram, não obstante as enormes pressões, ameaças e torturas terríveis, a revelar toda e qualquer coisa que fosse dita nesse Sacramento.

 

Infelizmente, porém, como nos contou o nosso Professor de Direito Canónico - um ilustre perito na elaboração do novo Código -, houve, embora raríssimas, quebras do sigilo sacramental. Um dos casos mais paradigmáticos terá sido o daquele padre que ao escutar a confissão do perpetrador do assassínio de seu irmão de sangue não se conteve e assassinou vingativamente o confessado. Evidentemente, que se naquela Igreja houvesse um confessionário como deve ser, isto é, uma armação e disposição que garantisse rigorosamente o anonimato do penitente, isto não aconteceria.

 

O Direito Canónico prevê sanções muito severas para qualquer sacerdote que em virtude da confissão que ouviu se aproveite, desse saber, para solicitar, durante ou depois do conhecimento sacramental que obteve o ou a penitente para pecar contra o sexto ou/e nono Mandamento da Lei de Deus. Se isto é previsto, será por que poderá acontecer. Que haja também penitentes, de qualquer sexo, que abusando do Sacramento, solicitam o sacerdote, é um dado conhecido de há muito. Todas estas ocasiões ou possibilidades poderiam e deveriam ser evitadas recorrendo a confessionários que garantissem o anonimato dos penitentes.

 

Somente mais um exemplo da fortíssima conveniência de garantir o anonimato do penitente. Por agora é ainda incipiente, mas, alguns estados, ainda poucos, estão propondo que qualquer sacerdote seja criminalizado caso tenha ouvido a confissão sacramental de um pedófilo e o não tenha denunciado às autoridades. 


O objectivo último, é evidentemente criminalizar todo e qualquer sigilo Sacramental e atacar a Igreja. Isto que se inicia aos poucos, invocando casos particularmente repugnantes, tornar-se-á gradualmente aceitável na opinião pública em todos os outros pecados, como temos verificado com outras monstruosidades. Ora, como está de ver, se o Padre não tiver possibilidade de conhecer o penitente nunca poderá ser acusado de não ter denunciado o pecador - é uma questão de prudência. Mais poderia dizer sobre o assunto, mas por agora fico por aqui.


Padre Nuno Serras Pereira



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quinta-feira, 7 de outubro de 2021

Benedictine College: Primeira Missa contou com cerca de 500 pessoas

Benedictine College é uma escola de artes liberais situada em Kansas (Estados Unidos). Na Abadia Beneditina que faz parte da escola começou recentemente uma Missa em Rito Tradicional às 8h00. Na primeira Missa, Domingo passado, estavam cerca de 500 pessoas. A Tradição é o futuro.


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Há 450 anos Nossa Senhora do Rosário salvou a Europa Cristã

No dia 7 de Outubro de 1571, há 450 anos, Nossa Senhora do Rosário teve uma influência decisiva na Batalha de Lepanto. Apenas as 200 galeras lideradas por D. João d'Áustria se interpunham entre as tropas muçulmanas e a invasão da Europa. Os cristãos lutaram bravamente, não por ódio ao que tinham à sua frente mas por amor ao que tinham atrás de si.

No entanto, perante o maior número de navios inimigos, essa bravura não se estava a mostrar suficiente. Mas, inesperadamente, tudo mudou de um momento para o outro e os cristãos venceram facilmente. Mais tarde, interrogando vários mouros feitos prisioneiros, estes testemunharam que apareceu no céu uma brilhante e majestosa Senhora, que os ameaçou e logo começaram a fugir.

Ciente da importância da Batalha de Lepanto, o Papa São Pio V tinha pedido insistentemente aos fiéis que rezassem o Rosário para que a Europa não viesse a ser muçulmana, com todas as consequências nefastas que isso comportaria.
 
Nossa Senhora, sempre atenta às preces dos seus filhos, interveio pessoalmente para que a Europa continuasse a ser cristã. Por isso é que hoje é dia de Nossa Senhora do Rosário.


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