segunda-feira, 29 de novembro de 2010

É impossível responder a este raciocínio brilhante

Comentário às palavras do Papa sobre o preservativo: "nossa !! isso foi uma mudança radical para o vaticano...é bom saber , pois nos dias de hoje muitos jovens estam iniciando sua vida sexual cedo de mais, e penso comigo que a descoberta, a criação do preservativo é um sinal que Deus deu capacidade ao ser humano a inventa-lo, porque sabia que o mundo chegaria a este ponto que estamos vendo. nada neste mundo nao existe por acaso, se a camisinha foi feita, é porque ela tem que ser usada, independente raça ou religião."


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domingo, 28 de novembro de 2010

A Unicef não percebe nada disto

A UNICEF queria uma aliança estratégica com a Igreja na América do Sul, mas sem deixar de promover o aborto, a pílula do dia seguinte, a ideologia de género e muitos outros tópicos que contradizem os ensinamentos da Igreja Católica. Levaram esta resposta do Presidente da Conferência Episcopal do Peru, D. José Antonio Eguren: 

“A UNICEF parece não entender que somos apóstolos e não meros trabalhadores sociais. Nós transmitimos o Senhor da Vida em cada obra social que fazemos. Se deixarmos de ser apóstolos, a perda da Igreja seria incalculável em termos da sua identidade. A isso se refere Jesus quando diz que se o sal perdesse o seu sabor, serviria só para ser pisado. Assim ao que a nós respeita, podem conservar o seu dinheiro, nós conservaremos a nossa Fé e o nosso compromisso com a dignidade humana.”


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quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Só 200 milhões



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Preservativo - João César das Neves

Os jornais andam cheios de uma notícia espantosa: o Papa mudou de posição sobre o preservativo, permitindo o seu uso. Têm-se multiplicado as análises sobre isto. Não parecem notar o nível de disparate. A Igreja condena o uso do preservativo não por obsessão irracional, mas porque ele cria «uma falsificação da verdade interna do amor conjugal» (Catecismo da Igreja Católica, 2370). Logo, a questão moral do preservativo coloca-se dentro do matrimónio, única situação onde a Igreja considera lícito o acto sexual.

Nos casos extraconjugais, onde o sexo contraria gravemente as leis da Igreja, a questão do preservativo é secundária. Foi isso que o Papa agora disse, repetindo a posição de sempre. Se alguém cometer o pecado gravíssimo de recorrer à prostituição, essa pessoa não se vai preocupar com o detalhe da regra de proibição de usar preservativo. É como o assaltante de um banco perguntar se deve preencher um impresso de levantamento. Isto só será novidade para quem nunca entendeu a posição da Igreja. O ponto de partida das notícias é a ideia falsa de que a Igreja Católica mantém uma proibição fanática e absoluta do preservativo. Como nunca se esforçaram por compreender essa doutrina, agora vêem mudanças onde não há.

Quando alguém, que não percebe um assunto, recebe uma informação nova sobre ele, que também não percebeu, é evidente que só pode dizer disparates. Face ao alarido é caso para perguntar se não são os jornais os obcecados com o preservativo.


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Incrível



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terça-feira, 23 de novembro de 2010

Vigília convocada pelo Papa





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Isto é um comunicado da Cáritas ou do Bloco de Esquerda?

1 - Na manhã do primeiro dia, 13 de Novembro, foram apresentados os resultados do projecto IGUALITAS, relativamente à situação da «Igualdade de Género» no seio da instituição. Um estudo de âmbito nacional, que pretende promover seja o conhecimento da situação entre mulheres e homens seja das relações de género na vida da Cáritas em Portugal. Esta temática tem sido sujeita a um forte debate na sociedade. Com uma taxa de sucesso elevada, cerca de 73% dos colaboradores/as profissionais responderam ao inquérito, o estudo envolveu 1268 colaboradores/as profissionais e voluntários destas instituições.

- A qualidade e o rigor desta iniciativa foram objecto de elogios. No entanto, ainda existe um caminho a percorrer, visto que a renovação de mentalidades é um processo lento. Numa breve observação da sociedade portuguesa, a taxa de emprego das mulheres ainda é mais baixa que a dos homens e são poucas aquelas que ocupam lugares de topo. O estudo - realizado pela Cáritas Portuguesa com outros parceiros - mostra que, ao nível do voluntariado, nestes organismos católicos se nota uma forte representação do sexo feminino, mas a classe dirigente é composta na maioria por homens. Alterar hábitos, sensibilidades e linguagens é uma forma de ultrapassar algumas barreiras existentes.


- No decorrer dos trabalhos foi também apresentado um caderno prático – composto por 7 fascículos - e cartazes sobre a «Igualdade de Género». Na elaboração destes instrumentos pedagógicos a equipa pretendeu que os posters divulgativos gerassem compromisso e operacionalização. O debate reflexivo sobre a «Igualdade de Género» está em curso, mas convém que tenha consequências nas organizações eclesiais. Não se trata de uma reivindicação. Todavia, apela-se a uma profunda transformação civilizacional e cultural. A Cáritas pode desempenhar um papel fulcral nas assimetrias de género e tomar a dianteira, com comportamentos e decisões.


Comunicado Final do Conselho Geral da Cáritas, 14-XI-2010


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Mensagem do Papa aos bispos italianos

“Todo verdadeiro reformador, de facto, é obediente à fé: não se move de forma arbitrária, nem se arroga falta de compromisso com o rito; não é amo, mas o guardião do tesouro instituído pelo Senhor e confiado a nós.”

“Dar voz a uma realidade perenemente válida exige portanto o sábio equilíbrio de continuidade e novidade, de tradição e atualização.”

“A Igreja inteira está presente em cada liturgia: aderir-se a sua forma é condição de autenticidade do que se celebra.”

Na sua mensagem, o Papa, recordando São Francisco de Assis, patrono da Itália, explica que a vida deste santo coincidiu precisamente com a reforma litúrgica do Papa Inocêncio III e do Concílio Lateranense IV. Esta reforma supôs, entre outras coisas, a introdução do “Breviário”, assim como a inclusão do termo “transubstanciação” na profissão de fé.

“Precisamente, São Francisco era um grande devoto da eucaristia. Da participação na Santa Missa e do receber com devoção a Santa Comunhão brota a vida evangélica de São Francisco e sua vocação para percorrer o caminho de Cristo Crucificado.”

O santo tinha também grande estima pelos sacerdotes convidava seus frades a recordar-lhes a importância de que levassem uma vida santa e coerente.

“O Santo de Assis não deixava de contemplar como o Senhor do universo, Deus e Filho de Deus, se humilhou até se esconder, para nossa salvação, na pouca aparência do pão. Perante este dom, queridos irmãos, que responsabilidade de vida se desprende para cada um de nós.”

"Ciência e técnica levaram a conquistas indubitavelmente significativas e apreciáveis. Mas isto não preencheu o coração do homem porque boa parte desse progresso, aconteceu às custas dos valores fundamentais do cristianismo."


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segunda-feira, 22 de novembro de 2010

Parabéns Domingueira!

Nota: A fotografia não corresponde à aniversariante, Mariana Loureiro, mas sim a uma freira dominicana do tipo da Mariana (caso fosse freira dominicana)


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domingo, 21 de novembro de 2010

Isto deve estar quase a bater no fundo

Um casal americano, Alisha e Pete, engravidou. No entanto dizem que não estão seguros se devem ou não ser pais...isto depois de já o serem! O Estado “moderno” garante ao cidadão o direito de decidir a posteriori se quer ou não ser pai, através do aborto legal e gratuito. Vai daí, estes belos pais decidiram criar um blog onde qualquer cibernauta pode votar e decidir se devem abortar ou não. 

Assim de repente vários adjectivos me vêm à cabeça, mas é melhor não os escrever aqui. Já quase 300 mil pessoas votaram, e o aborto vai à frente. O mais chocante nisto tudo é que o blog está cheio de imagens do bebé, e de descrições da mãe sobre o próprio filho. Ei-lo: http://www.birthornot.com/
"Dec. 9th is the last day we could legally get an abortion in our state. This vote will remain open until 2 days prior to allow for the procedure if decided."


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Entre a violência e a esperança - Aura Miguel

No Iraque, a violência anti-cristã não pára de crescer. Esta perseguição religiosa agravou-se desde que os Estados Unidos invadiram o Iraque, em 2003. Barak Obama bem pode apregoar pelo mundo os valores da democracia, mas, no terreno, a situação está incontrolável. “Grupos armados fundamentalistas entram em bairros onde vivem os cristãos e matam indiscriminadamente os que se atravessam no seu caminho”, disse há dias um bispo caldeu.

A Al-Qaeda declarou os cristãos um alvo a abater e uma das acções mais terríveis foi executada, há pouco mais de 15 dias, durante a missa de domingo, na catedral siro-católica de Bagdad. O massacre causou 53 mortos e 60 feridos.


Ontem mesmo, aos microfones da Renascença, o arcebispo siro-católico, cuja catedral foi atacada, referiu-se ao medo com que muitos cristãos encaram o futuro, mas – ao mesmo tempo – deu-nos uma lição incrível de esperança, ao dizer que rezam e que, na altura, fizeram três dias de jejum para implorar a Deus força e paciência para permanecerem lá, onde nasceram, fiéis a Cristo.


Os bispos locais – e o próprio Papa – lançam sucessivos apelos aos responsáveis do mundo para pôr fim à violência. E este arcebispo, em concreto aos portugueses, pede orações. Mesmo que as potências mundiais e os campeões da democracia pareçam surdos a estes apelos, os cristãos do Iraque merecem as nossas orações.


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sábado, 20 de novembro de 2010

Habemus cardinalis


O Papa leu em latim cada um dos nomes dos "príncipes da Igreja", o que provocou fortes aplausos entre os assistentes e sorrisos dos novos cardeais. Com suas novas vestes vermelhas - um símbolo da vontade de dar o sangue pela Igreja - os cardeais entraram na basílica em uma procissão, enquanto eram saudados pelos assistentes e pela música de um órgão.

Durante a cerimónia, os novos cardeais prometerem obediência ao Papa. A principal tarefa dos cardeais é a de aconselhamento do pontífice. Com os novos integrantes, a Igreja Católica passa a ter agora 203 cardeais, sendo que 121 deles possuem idade inferior a 80 anos, o que lhes permite participar de um conclave para a escolha de um futuro papa. Dos 24 novos cardeais, vinte têm menos de 80 anos e poderão votar no conclave. in yahoo! noticias


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quinta-feira, 18 de novembro de 2010

quarta-feira, 17 de novembro de 2010

O que é o amor?



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Uma candidata a mártir à antiga

Papa pede libertação de cristã paquistanesa
Asia Bibi, 45 anos, foi acusada de blasfémia e condenada à morte.

"Eu não sou uma criminosa, não fiz nada de errado. Fui julgada por ser cristã. Eu acredito em Deus e no Seu grande amor. Se o juiz me condenou à morte por amor a Deus, estou orgulhosa de sacrificar minha vida por Ele."

Quando o juíz lhe propôs que se convertesse ao islão, para poder sair da prisão, respondeu: "Prefiro morrer como cristã do que viver como muçulmana."

Numa sociedade de mentalidade relativista, em que todas as religiões parecem ser partes diferentes da mesma verdade, todas com igual valor, esta frase é no mínimo chocante.


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Piada do dia

Two novices decided to ask their superior for permission to smoke a cigarette while they prayed. The first asked, but was told no. A little while later he spotted his friend smoking. “Why did the superior allow you to smoke, but not me?” he asked. His friend replied, “Because you asked if you could smoke while you prayed, and I asked if I could pray while I smoked!”


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A Sentença de um Não-Aborto ou o Aborto de uma Não-Sentença

O Supremo Tribunal de Justiça espanhol condenou uma administração regional de saúde e um laboratório a pagar uma pensão mensal vitalícia a uma criança nascida com síndrome de Down e, ainda, uma indemnização de 150 mil euros aos pais. Quer a pensão, quer a indemnização, são uma compensação pelo nascimento «indevido» do filho, que teria sido abortado se os pais tivessem conhecido a sua deficiência, a tempo de interromper legalmente a respectiva gravidez. Contudo, a negligência do laboratório impediu detectar o mongolismo da criança, pelo que se deu o seu «indevido» nascimento. Mas o dito supremo tribunal decidiu não só responsabilizar os organismos de saúde responsáveis pelo desconhecimento dessa penosa malformação congénita, como também indemnizar os pais pelo facto de, por este motivo, a não terem podido abortar.
Compreende-se que uma entidade especializada em diagnósticos pré-natais seja responsabilizada por um erro grosseiro, como foi, neste caso, ao que consta, uma troca de análises. O que já não parece razoável é que seja atendível juridicamente a pretensão de eliminar um filho, à conta de uma sua deficiência congénita com que não se contava e que, em teoria, poderia ter sido conhecida a tempo de interromper legalmente a dita gravidez. O Supremo Tribunal de Justiça hispânico, ao proceder deste modo, está na realidade a reconhecer um pretenso «direito à morte» do filho deficiente, o que, em termos práticos, implica a institucionalização jurídica do homicídio como um direito – talvez algum dia elevado à condição de direito fundamental ou, até, do mais desumano dos direitos humanos – e uma consagração jurídica do princípio da exterminação dos seres humanos portadores de graves limitações.
Se houve troca de dados, isto é, se houve um casal que ficou sem saber que o seu filho padecia trissomia 21, houve necessariamente outro que foi erradamente informado de que o filho tinha esta anomalia, não a tendo. Seria portanto lícito que também estes pais exigissem uma indemnização pelo erro laboratorial de que foram igualmente vítimas e que, supostamente, lhes terá causado não pouco sofrimento.
Mas – pode-se perguntar – que aconteceria se estes segundos pais alegarem agora que, por razões económicas prementes, era sua intenção inicial abortar legalmente o filho, mas que, depois de erradamente informados de que o mesmo era mongolóide, por compaixão acabaram por decidir não o fazer? Poderiam, agora, também eles exigir responsabilidades ao Estado e ao laboratório pelo «indevido» nascimento de um filho que, de outro modo, não teria sido dado à luz?!
Qualquer que seja a resposta a estas questões, uma coisa é certa: se, para o ordenamento jurídico, alguém inocente pode viver «indevidamente», então não há ninguém que possa viver «devidamente» e a vida é, juridicamente, não um direito inalienável da pessoa humana, mas tão só mais um interesse em jogo e, como tal, negociável.
Numa sociedade que não valoriza a vida humana, que subestima os portadores de deficiências profundas e aceita a sua inócua eliminação pré-natal ou terminal, não será de estranhar que, com este bizarro precedente, apareçam indivíduos sem escrúpulos apostados em fazer render, como no caso em apreço, um seu suposto «direito à morte». Afinal de contas, um filho deficiente que aufere mensalmente uma pensão vitalícia três vezes maior do que o salário mínimo nacional e ainda oferece o bónus de 150 mil euros a seus pais, é – não obstante a infelicidade da sua deformação, que obviamente nenhuma quantia, por avultada que seja, pode compensar – um «rico» filho. Sobretudo se comparado com tantas crianças em situação análoga que, contudo, não auferem o tratamento de excelência a que também teriam direito e cujas famílias são praticamente ignoradas pelo Estado, talvez pelo facto destes pais terem desejado, recebido e amado esses filhos desde os primórdios da sua gestação, com todas as suas particularidades que, como é evidente, em nada afectam a sua dignidade.
O rei Salomão, que a Bíblia exalta pela sua justiça e sabedoria, identificou a verdadeira mãe de um recém-nascido, reivindicado por duas mulheres, como sendo aquela que antes o queria são e salvo nas mãos de outra pessoa, do que morto em seu poder. Alguém que invoca a posteriori um pretenso «direito à morte» de um seu filho, seja ele qual for ou como for, certamente não merece um tão grande dom. Talvez não se possam evitar estas monstruosidades, mas é lamentável que a justiça se rebaixe ao extremo de legitimar tais propósitos.
De Espanha, decididamente, nem bons ventos, nem «indevidos» nascimentos. P. Gonçalo Portocarrero de Almada


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segunda-feira, 15 de novembro de 2010

Só em Ti encontro o sentido e o significado - Rui Corrêa d'Oliveira

Só se assusta com o que vai por esse mundo
quem põe a sua esperança
no que o mundo lhes tem para dar.

Não há dia em que não nos cheguem notícias de guerras e conflitos,

genocídios e torturas, e toda a espécie de catástrofes naturais,
mais parecendo que este já não é um lugar bom para viver.

Que seria de mim se não pudesse viver diante de Ti, à Tua Luz,

as tristezas e angústias da humanidade sofrida deste nosso tempo?

Não me canso de agradecer ter tido a Graça de Te conhecer, Senhor!

Pois só em Ti encontro o sentido e o significado,
a Esperança e a alegria que tornam a vida atractiva
e me fazem descobrir no mundo a beleza que nele puseste.

E de todas as coisas boas que criaste

que outra maior haverá para contemplar
que «a beleza do humano»?


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O eterno trilema



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Virtudes auxiliares da castidade

  • O pudor, que protege a intimidade e consiste na vergonha nascida do temor de realizar um acto indecoroso ou indigno. É uma espécie de sentinela de defesa da castidade.
  • A humildade, que faz desconfiar de si mesmo e confiar em Deus e fugir das ocasiões que põem em perigo a castidade.
  • A mortificação que disciplina o amor ao deleite desordenado e ataca o mal pela raíz. A prática da sobriedade e às vezes do jejum ou de alguma penitência exterior.
  • A laboriosidade, diligência e aplicação nos estudos e no cumprimento das próprias obrigações, que previne os males e perigos decorrentes da ociosidade.
  • A caridade, ou seja o amor de Deus, que, ao encher o coração, o desocupa de afectos desordenados (Deus caritas est).
  • A piedade, virtude que leva à devoção e à oração. Os católicos costumam ainda cultivar a devoção à Virgem Maria como protectora da virtude da castidade, também denominada "santa pureza".


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domingo, 14 de novembro de 2010

Prevejo um divórcio litigioso

Uma mulher natural de Taiwan casou consigo mesma, anunciou, hoje, domingo, a própria noiva depois da festa de casamento. Chama-se Chen Wei-yi, tem 30 anos, e transformou-se num fenómeno na sua página de Facebook, quando anunciou que pretendia casar consigo própria, no mês passado. E o projecto concretizou-se, ontem, Sábado, num hotel de Taipé, perante 30 convidados, entre amigos e familiares.

"Casar comigo mesma é uma forma de mostrar que sou confiante e que me aceito como sou", declarou Chen, segundo a agência France Presse. "Devemos amar-nos antes de podermos amar os outros. Devo casar comigo antes de casar com alguém especial", acrescentou.


As autoridades de Taiwan afirmaram que, actualmente, muitas mulheres preferem se casar mais tarde ou ficar solteiras, o que conduz a uma taxas de natalidade mais baixas do Mundo. in JN


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Porque não bater palmas na Missa?

Porque não se adequa à teologia da Missa que, conforme a Carta Apostólica Domenicae Cenae, de João Paulo II a 24/02/1980, exige respeito à sacralidade e sacrificialidade do mistério eucarístico: “0 mistério eucarístico disjunto da própria natureza sacrifical e sacramental deixa simplesmente de ser tal”. Superando as visões secularistas que reduzem a eucaristia a uma ceia fraterna ou uma festa profana. Nossa Senhora e São João ao pé da cruz no Calvário, certamente não estavam a bater palmas.

Porque bater palmas é um gesto que dispersa e distrai das finalidades da missa, e gera um clima emocional que faz passar a assembleia de povo sacerdotal orante a massa de torcedores, inviabilizando o recolhimento interior.

Porque o gesto de bater palmas olvida e esquece duas importantes observações do então Cardeal Joseph Raztinger sobre os desvios da Iiturgia: “A liturgia não é um show, um espectáculo que necessite de directores geniais e de actores de talento. A liturgia não vive de surpresas simpáticas, de invenções cativantes, mas de repetições solenes. Não deve exprimir a actualidade e o seu efêmero, mas o mistério do Sagrado. Muitos pensaram e disseram que a Liturgia deve ser feita por toda comunidade para ser realmente sua. É um modo de ver que levou a avaliar o seu sucesso em termos de eficácia espectacular, de entretenimento. Desse modo, porém, acabou por dispersar o propium litúrgico, que não deriva daquilo que nós fazemos, mas do facto que acontece. Algo que nós todos juntos não podemos, de modo algum, fazer. 

Na liturgia age uma força, um poder que nem mesmo a Igreja inteira pode atribuir-se: o que nela se manifesta é o absolutamente Outro que, através da comunidade, chega até nós. Isto é, surgiu a impressão de que só haveria uma participação activa onde houvesse uma atividade externa verificável: discursos, palavras, cantos, homilias, leituras, apertos de mão... Mas ficou no esquecimento que o Concílio inclui na actuosa participatio também o silêncio, que permite uma participação realmente profunda, pessoal, possibilitando a escuta interior da Palavra do Senhor. Ora desse silêncio, em certos ritos, não sobrou nenhum vestígio".

Finalmente porque sendo a Iiturgia um Bem de todos, temos o direito a encontrarmos a Deus nela, o direito a uma celebração harmoniosa, equilibrada e sóbria que nos revele a beleza eterna do Deus Santo, superando tentativas de reduzi-la à banalidade e à mediocridade de eventos de auditório.
+ Dom Roberto Francisco Ferrería Paz
Bispo Auxiliar de Niterói


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sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Um nome sem importância - P. Gonçalo Portocarrero de Almada

Se há alguma importância em se chamar Ernesto, não há nenhuma em chamar-se Dora. Com efeito, a mulher que teve este nome não foi vedeta, nem actriz, não foi famosa, nem rica, não escreveu livros, nem foi conhecida pela sua beleza ou por outro atributo. Aliás, passou desapercebida, viveu e morreu discretamente, depois de uma vida de trabalho silencioso, sem mais história do que a história de uma vulgar empregada doméstica, que mais não foi do que isso mesmo, toda a sua vida.
Dora del Hoyo nasceu em 1914 em Espanha, mas em 1946 mudou-se para a capital italiana, onde viveu e trabalhou para a sua família: o Opus Dei. Como profissional, entregou-se de alma e coração às tarefas domésticas na sede da prelatura. Lavou pratos e tachos, limpou o pó, cozinhou, tratou das roupas, como qualquer dona de casa, até à data da sua morte, a 10 de Janeiro de 2004, em Roma. Aí repousa agora, ao lado da campa onde esteve sepultado o fundador, S. Josemaria Escrivá, e onde está agora o corpo de D. Álvaro del Portillo, primeiro prelado do Opus Dei. Os corpos deste bispo e desta empregada doméstica são os únicos que, de momento, se encontram na cripta da igreja prelatícia de Santa Maria da Paz, onde antes estiveram os restos mortais de S. Josemaria, até à sua trasladação para o respectivo altar, por ocasião da sua beatificação e posterior canonização.
Quem imaginaria uma simples mulher-a-dias na necrópole dos Papas?! Ou uma pobre e desconhecida operária no mausoléu do Kremlin?! Ou uma velha criada enterrada entre os túmulos dos reis, em São Vicente de Fora?! Ou ainda uma cozinheira no panteão nacional de Santa Engrácia?! Contudo, a poucos centímetros de onde jazeu o fundador do Opus Dei e agora repousam os restos do seu sucessor, um só corpo recebeu sepultura: o de Dora del Hoyo, empregada doméstica.
No Opus Dei há alguns cardeais, bastantes bispos, milhares de sacerdotes, muitos já falecidos, alguns com fama de santidade mas, até à data, mais nenhum, salvo o primeiro sucessor do fundador, mereceu o privilégio outorgado a esta simples operária do lar. Muitos são os fiéis leigos defuntos do Opus Dei que, nestes quase noventa anos de serviço à Igreja e ao mundo, se notabilizaram pelo seu trabalho: catedráticos, generais, políticos, artistas, embaixadores, literatos, cientistas, almirantes, jornalistas, etc. No entanto, é uma empregada doméstica que ocupa aquela tão especial sepultura. Uma mulher a que não se ficou a dever nenhuma invenção, nenhuma novidade, nem sequer nenhuma receita memorável. Apenas serviu, serviu a Deus e aos homens, serviu a Igreja, servindo os seus irmãos e irmãs da prelatura e muitas outras almas. Com alegria, com devoção, com profissionalismo, com amor, com perseverança, com simplicidade e, sobretudo, sem se dar nenhuma importância, porque a não tinha.
Há uma meia dúzia de anos que Dora descansa no subsolo da igreja de Santa Maria da Paz. E, apesar de muitos fiéis visitarem a cripta, onde é bem visível o nicho com o seu nome, ninguém sabe, nem tem por que saber, a grandeza da sua vida prosaica, tão mariana. A sua singela presença naquele lugar, onde aguarda a ressurreição dos mortos, é tão apagada quanto foi a sua vida: não se deve a nenhum principesco favor, nem é demagogia barata, mas a genuína expressão de uma revolucionária verdade – a igual nobreza de todas as profissões humanas e a comum dignidade eclesial de todos os filhos de Deus.


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Frase (estranha) do dia

"Ao olhar para o passado do PR (Cavaco Silva), vejo que desempenhou a sua missão dentro daquilo que a Constituição lhe permite e também numa linha de defesa dos valores e interesses de todos."

D. Jorge Ortiga


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Uma boa desculpa para ir ao cinema (eu vou hoje!)





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segunda-feira, 8 de novembro de 2010

1a leitura de hoje -> Carta a Tito 1,1-9

Paulo, servo de Deus e apóstolo de Jesus Cristo, em ordem à fé dos eleitos de Deus e ao conhecimento da verdade, que conduz à piedade, na esperança da vida eterna, prometida desde os tempos antigos pelo Deus que não mente e que, no devido tempo, manifestou a sua palavra, pela pregação que me foi confiada por mandato de Deus, nosso Salvador:
a Tito, meu verdadeiro filho, pela fé comum, a graça e a paz da parte de Deus Pai e de Cristo Jesus, nosso Salvador.

Deixei-te em Creta, para acabares de organizar o que ainda falta e para colocares presbíteros em cada cidade, de acordo com as minhas instruções.

Cada um deles deve ser irrepreensível, marido de uma só mulher, com filhos crentes, e não acusados de vida leviana ou de insubordinação.

Porque é preciso que o bispo, como administrador de Deus, seja irrepreensível, não arrogante, nem colérico, nem dado ao vinho, à violência ou ao lucro desonesto;

mas, antes, hospitaleiro, amigo do bem, prudente, justo, piedoso, continente,
firmemente enraizado na doutrina da palavra digna de fé, de modo que seja capaz de exortar com sãos ensinamentos e de refutar os contraditores.


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Vinde e comede!



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Que tal andas de presença de Deus? - S. Josemaria Escrivá

Falta-te vida interior, porque não levas à oração as preocupações dos teus e o proselitismo; porque não te esforças por ver claro, por fazer propósitos concretos e por cumpri-los; porque não tens visão sobrenatural no estudo, no trabalho, nas tuas conversas, na tua relação com os outros... – Que tal andas de presença de Deus, consequência e manifestação da tua oração? (Sulco, 447)

Tenho muita pena sempre que sei que um católico – um filho de Deus que, pelo Baptismo, é chamado a ser outro Cristo – tranquiliza a consciência com uma simples piedade formalista, com uma religiosidade que o leva a rezar de vez em quando (só se acha que lhe convém!); a assistir à Santa Missa nos dias de preceito – e nem sequer em todos –, ao passo que se preocupa pontualmente por acalmar o estômago, com refeições a horas fixas; a ceder na fé, a trocá-la por um prato de lentilhas, desde que não renuncie à sua posição... E depois, com descaramento ou com espalhafato, utiliza a etiqueta de cristão para subir. Não! Não nos conformemos com as etiquetas: quero que sejam cristãos de corpo inteiro, íntegros; e, para o conseguirem, têm que procurar decididamente o alimento espiritual adequado.


Vocês sabem por experiência pessoal – e têm-me ouvido repetir com frequência, para evitar desânimos – que a vida interior consiste em começar e recomeçar todos os dias; e notam no vosso coração, como eu noto no meu, que precisamos de lutar continuamente. Terão observado no vosso exame – a mim acontece-me o mesmo: desculpem que faça referências a mim próprio, mas enquanto falo convosco vou pensando com Nosso Senhor nas necessidades da minha alma – que sofrem repetidamente pequenos reveses, que às vezes parecem descomunais, porque revelam uma evidente falta de amor, de entrega, de espírito de sacrifício, de delicadeza. Fomentem as ânsias de reparação, com uma contrição sincera, mas não percam a paz.


(...) Agora insisto em que se deixem ajudar e guiar por um director de almas, a quem confiem todos os entusiasmos santos, os problemas diários que afectarem a vida interior, as derrotas que sofrerem e as vitórias. (Amigos de Deus, nn. 13–15)


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domingo, 31 de outubro de 2010

Senzas à conquista de santiago!

Depois de terem acabado com o blog, o guedes e eu decidimos dar o golpe de misericórdia nos tigrinhos e partiremos agora em conquista do quartel-general. A luta não deve ser difícil porque eles são poucos e estão desmoralizados, muitos já fugiram com medo. Como diz o Alvim: Até já! SEEEEEEEEEEENNNNNNNZZZZZZZAAAAAAAAAAAAAASSSSSSSSSSSSSSSS


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sábado, 30 de outubro de 2010

Humildade e santidade - Santa Faustina

Ó humildade, flor da beleza, vejo como são poucas as almas que te possuem – será por seres ao mesmo tempo tão bela e tão difícil de conquistar? Ó sim, tanto por uma coisa como por outra. O próprio Deus tem nela a Sua predileção. Sobre a alma cheia de humildade entreabrem-se as eclusas celestes e derrama-se um oceano de graças. Ó como é bela a alma humilde; do seu coração, como de um turíbulo, sobe todo um perfume agradabilíssimo que atravessa as nuvens e alcança o próprio Deus, enchendo de alegria o Seu coração santíssimo. Deus não recusa nada a esta alma; ela é todo-poderosa e influencia o destino do mundo inteiro. A uma tal alma Deus a eleva até ao Seu trono. Quanto mais ela se humilha, mais Deus se debruça sobre ela, a segue com as Suas graças e a acompanha a cada momento com a Sua omnipotência. Essa alma está profundamente unida a Deus.



Ó humildade, implanta-te profundamente em todo o meu ser. Ó Virgem, a mais pura de todas as virgens e também a mais humilde, ajuda-me a atingir uma humildade profundíssima. Compreendo agora porque é que há tão poucos santos: é que poucas almas são verdadeira e profundamente humildes.


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sexta-feira, 29 de outubro de 2010

Parabéns Inês Sanches (ex Rodrigues)

Nota: Esta imagem não corresponde à Inês


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domingo, 24 de outubro de 2010

Por esse preço não arranjava nada melhorzinho?

O bilionário indiano Mukesh Ambani, de 53 anos, dono
da petroquímica Reliance Industries e o quarto homem mais rico do mundo, gastou mil milhões de euros para mandar construir a sua casa.

Tem 27 andares, 37 mil metros quadrados, três heliportos, nove elevadores, uma sala de cinema para 50 pessoas, salão de baile, ginásio, piscina, spa, paredes forradas com LCDs e um jardim.

A casa, em Bombaim, tem ainda seis andares de garagem
para a coleção de carros clássicos e desportivos.

Neste «modesto» lar, onde vive com a mulher e os três filhos, Mukesh Ambani conta com cerca de 600 empregados. in tvi24


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quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Roubo de Igreja


Quem é do Sporting sabe bem o que é um roubo de igreja mas nem todos certamente saberão qual a origem desta expressão, que se perdeu na noite dos tempos. Pese embora os dez milhões de euros gastos nas comemorações do centenário republicano, não sobraram nem mil reis para recuperar um simbolo que é talvez o mais autêntico retrato daquilo que foram os primeiros dias desta nova era. Não, não me refiro àquela senhora incerta semi desnuda que povoa a capital um pouco por toda a parte. O clima antilclerical descrito pelos principais estudiosos desse tempo dá conta da expulsão dos bispos para fora das suas dioceses, do encerramento dos seminários, das perseguições a padres e, de menor importância mas historicamente relevante, da tomada da grande parte do património da Igreja, entre outro, da Igreja de S. António a Campolide. Este templo foi então transformado em armazém republicano até final da década de trinta, quando finalmente voltou a ser permitido o culto, sem que, no entanto, tenha sido restituida a propriedade do edifício. Com o passar dos anos, o desgaste natural foi-se acentuando e hoje o risco de derrocada é real. O que faz o Estado? Para além de gastar dez milhões a comemorar uma das efemérides com menor importância nos mais de 850 anos da história portuguesa, vem exigir ao povo de Deus que, se quiser o templo de volta, o templo que foi roubado e deixado apoderecer, com o telhado a cair, tem de pagar. Há ano e meio já o Provedor de Justiça alertara para esta tão peculiar forma de ética republicana. Até eu, habituado que estou a ver jogos do Sporting, fico escandalizado com tamanha vergonha. A final da Taça da Liga no Algarve, ao pé disto, é coisa de amadores. Perder um jogo na ultima jornada com três golos em claro off side, cedendo para o fcp na corrida à champions, deixa de fazer sentido. Perder um campeonato por causa de um golo com a mão... bom, isto se calhar até já é parecido. Enfim. Mas, roubar e querer vender de volta, agora sim, é um roubo e de grande categoria!

Talvez fosse altura de recordar ao nosso presidente, agora que estamos em pré-campanha eleitoral para o cargo, que afinal, em democracia não pode haver roubos de Igreja, que tudo não passou de um mal entendido, foi um ALD - aluguer de longa duração - cabendo ao arrendatário a restituição do locado no mesmo estado em que lhe foi entregue. Em português moderno, faz favor de fazerem obrinhas e de entregarem as chaves ao verdadeiro dono e legítimo proprietário.

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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

(des)educação sexual nas escolas

"Mas o sexo também pode acontecer quando não existe amor. Isso é uma escolha pessoal, uma forma de estar na vida que devemos respeitar."

in Educar para uma Sexualidade Harmoniosa, dos 6 aos 12 anos


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domingo, 17 de outubro de 2010

quinta-feira, 14 de outubro de 2010

Construir um casamento sólido - Pe. Rodrigo Lynce de Faria

«Penso assim desde os meus 14 anos. Já nessa altura, pude observar – na escola em que estudava – onde conduzia a frivolidade sexual de muitas amigas minhas. Mesmo estando em plena adolescência e sentindo dentro de mim uma certa “tendência hormonal” para a rebeldia, sempre pensei que a liberdade sexual que mais desejava era estar um dia felizmente casada e bem casada. Graças a Deus, é o que acontece hoje em dia».

São palavras de uma jovem e brilhante advogada durante um debate televisivo há uns anos atrás. Falava de um modo natural, claro, sem pretensões de impor a ninguém os “seus” valores. Simplesmente respondia – com um estilo um pouco introvertido, talvez devido à delicadeza do tema e à consciência de estar a falar diante das câmaras de televisão – às perguntas que lhe fazia o moderador desse debate.

«Pensava – embora tivesse uma certa vergonha de comunicar a qualquer pessoa esta minha convicção – que devia guardar-me para o matrimónio. Era um pensamento íntimo e livre. Não era nenhum tabu. Nem me sentia “reprimida” por não dar rédea solta às minhas tendências mais instintivas. Entendia – e continuo a pensar assim – que orientar essas tendências para o fim natural que elas possuem (a constituição de uma família) não me tornava uma pessoa anormal. Não me sentia menos mulher do que as outras que actuavam de um modo diferente, muito pelo contrário».

«Exigiu esforço manter-me fiel aos meus princípios? Sim, exigiu. Sobretudo o esforço de nadar contra a corrente. Algumas vezes, até tive a impressão de ser um pouco “exagerada”, fora de moda. Mas, agora, com o passar dos anos, não tenho dúvidas em afirmar que valeu a pena. Tenho a sensação de ter construído – também com a ajuda do meu namorado, que hoje é meu marido – um casamento sólido».

Viver um namoro de um modo genuinamente cristão não é uma questão de segunda categoria. E o problema não se reduz à “gravidez indesejada”. O verdadeiro problema é trivializar ou proteger a capacidade de amar. É verdade que, nos dias de hoje, está ‘na moda’ defender exactamente o contrário, mesmo entre pessoas que se dizem “cristãos coerentes”. No entanto, como a própria História não nos cansa de mostrar, nem sempre aquilo que ‘toda a gente diz ou defende’ corresponde à verdade, à visão “ecológica” do ser humano.

Não é muito difícil verificar que, quando se separa o exercício da sexualidade do matrimónio, perde-se facilmente a noção da diferença entre estar casado e não estar. E o casamento não é uma “simples e hipócrita cerimónia exterior que não acrescenta nada ao nosso amor” – declaração que, recentemente, ouvi a um par de pombinhos.

Casar-se é comprometer-se por amor. É evitar, entre outras coisas, que a entrega da mútua capacidade de amar seja uma aventura provisória, sem compromissos, enquanto se está à espera de que apareça alguém “melhor”. Desejar uma pessoa não é a mesma coisa que amá-la. Por isso, quem ama de verdade uma pessoa deseja casar-se – comprometer-se para sempre – com ela. Penso que não é necessário ser cristão para entender estas afirmações. Elas estão inscritas no coração dos homens e mulheres de boa vontade.


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Estamos a ficar velhos, é o que é...

Tanto que o "futuro" do filme Regresso ao Futuro (Back to the Future em estrangeiro) já passou:
Resta saber onde estão os carros e os que skates que voam e os casacos que nos secam quando estamos molhados.


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quarta-feira, 13 de outubro de 2010

Conselhos práticos - Didaquê

Meu filho, foge de todo o mal ou daquilo que se assemelhar ao mal. Não sejas irascível: a cólera leva ao crime. Não sejas ciumento, conflituoso nem violento: essas paixões originam mortes. Meu filho, não sejas sensual: a sensualidade é o caminho para o adultério. Não uses de linguagem licenciosa, nem tenhas um olhar atrevido: também isso engendra adultério. [...] Resguarda-te dos encantamentos, da astrologia, das purificações mágicas; recusa-te a vê-las e a ouvi-las: isso seria [...] perderes-te na idolatria. Meu filho, não sejas mentiroso, porque a mentira conduz ao roubo. Não te deixes seduzir nem pelo dinheiro nem pela vaidade, que também incitam a roubar. Meu filho, não murmures contra os outros: tornar-te-ás blasfemo. Não sejas insolente nem malévolo, pois isso também conduz à blasfémia.


Usa de mansidão: «Felizes os mansos, porque possuirão a terra» (Mt 5, 5). Sê paciente, misericordioso, sem malícia, cheio de paz e bondade. Respeita sempre as palavras que ouviste do Senhor (Is 66, 2). Não te engrandecerás a ti próprio, não abandonarás o teu coração ao orgulho. Não te aliarás aos soberbos, mas frequentarás os justos e os humildes. Receberás os acontecimentos da vida como dons, sabendo que é Deus quem dispõe sobre todas as coisas.


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terça-feira, 12 de outubro de 2010

segunda-feira, 4 de outubro de 2010

A dança dos sexos - José António Saraiva

Mostrando a sua abertura a todas as opiniões, o SOL publicou na semana passada um artigo lapidar do presidente da ILGA, Paulo Côrte-Real, sobre transexuais.

Tratava-se de um texto extraordinário, pois o articulista dedicava-se a virar a realidade de pernas para o ar, chamando ao preto branco e ao branco preto.

Vejam-se as seguintes pérolas: «O que é um homem? , O que é uma mulher? , são perguntas de resposta praticamente impossível», afirmava, convicto, Côrte-Real. E adiantava que, sendo as respostas «objectivamente» impossíveis, tem de prevalecer a forma como o indivíduo se sente . Ou seja, aquilo a que o articulista chamava «identidade de género». Se alguém se sente mulher, deve ser considerado legalmente mulher e vice-versa.

Ora, como o comum dos mortais sabe, é objectivamente facílimo dizer se um indivíduo é homem ou mulher. É isso, aliás, uma das primeiras coisas que as ecografias às grávidas apuram: se o bebé é rapaz ou rapariga...

Subjectivamente é que pode haver dúvidas. Um homem pode sentir-se mulher ou o contrário. Não estamos aqui, portanto, perante nenhuma questão objectiva (como diz o artigo) mas no domínio da mais pura subjectividade. E, diria eu, na presença de um distúrbio de personalidade. Se um indivíduo é fisicamente um homem e tem dúvidas a esse respeito, existe aí um problema.

Também há indivíduos que se sentem plantas ou animais - e não é por isso que vamos considerá-los como tal.

Certa ocasião, o Rei D. Carlos foi visitar o Hospital Júlio de Matos e, durante a visita, um dos internados convenceu-o de que não era louco e estava ali por vingança de alguém. No fim da visita, o Rei, rendido aos argumentos do homem e à sua eloquência, disse-lhe que ia dar ordens para o soltarem. Aí, o doente, esfuziante de alegria, começou a dar saltos, a bater os braços e a gritar:
- Có-có-ró-có, có-có-ró-có-có!
Metendo no bolso a caneta com que ia assinar a ordem de soltura, o Rei desabafou:
- Cantaste a tempo!

Há pessoas que se sentem galinhas, ou cães, ou porcos. São distúrbios mentais. Não vejo que o caso das mulheres que se sentem homens e dos homens que se sentem mulheres seja de natureza muito diferente. Se não estamos perante distúrbios mentais, estamos, pelo menos, em presença de distúrbios de personalidade. Mas voltemos ao artigo.

Continuando na sua argumentação, o presidente da ILGA dizia que deve bastar um indivíduo sentir-se homem ou mulher, independentemente do seu corpo, para o Estado o dever aceitar como tal (passando a constar do BI, do passaporte, etc. o sexo pelo qual o indivíduo optar).
Para Côrte-Real, a mudança cirúrgica de sexo não deve ser condição obrigatória para o Estado conceder a um indivíduo a troca legal de sexo, dado o Estado não poder obrigar os cidadãos a fazer cirurgias. Assim, bastará o testemunho de especialistas sobre o modo como o indivíduo se sente .

Simplificando, uma pessoa vai ao registo, leva uma declaração médica a dizer que pertence ao género feminino ou masculino, os serviços passam-lhe documentos com a nova identidade - e o fulano vem do registo legalmente com um novo sexo (e um novo nome, obviamente).
Apetece dizer: importa-se de repetir?

A partir do momento em que uma pessoa não precise de mudar fisicamente para adquirir um novo sexo, podendo manter exactamente o mesmo aspecto, passaremos a viver num mundo onde as principais referências desaparecerão. Já não saberemos quem é homem e quem é mulher.

Imaginemos um cavalheiro que se dirige ao check-in do aeroporto, onde é atendido por uma funcionária que o trata por senhor . O homem apresenta um bilhete de avião passado em nome de uma Adelaide qualquer coisa. A funcionária diz-lhe que deve haver engano, porque o bilhete está em nome de uma senhora. O homem esclarece que, embora tenha aspecto de homem, é uma mulher - e exibe o BI onde consta o tal nome de Adelaide. A funcionária pede desculpa, envergonhada por ter provocado aquela confusão.
Enfim, uma trapalhada!

Mas a alternativa (isto é, a intervenção cirúrgica para mudança de sexo) não é melhor. Todos sabemos que estas operações são violentíssimas. A remoção do pénis, a colocação de implantes mamários, os choques de hormonas para os pêlos caírem, tudo isso tem consequências psicológicas devastadoras. Duvido que, depois disso, uma pessoa possa ter uma vida normal.

E por essa razão, não sendo eu psicólogo nem psiquiatra, permito-me fazer a seguinte pergunta: não seria mais razoável que os homens e mulheres que se sentem de outro sexo, em vez de se sujeitarem a brutais actos cirúrgicos, recorressem a acompanhamento psicológico para adequarem o modo como se sentem ao corpo que têm?

Não seria mais lógico que, em vez de tentarem violentar o corpo para o adequarem à ideia que têm de si próprios, tentassem adaptar a ideia que fazem de si próprios ao seu corpo?
Não fará mais sentido essas pessoas derrubarem alguns tabus mentais (porventura resultantes de traumas em criança, de danos provocados por violações ou torturas sexuais) do que tentarem contrariar a natureza, fazendo nascer uma mulher no corpo de um homem ou o contrário?

É certo que a personalidade de uma pessoa deve ser coerente com o seu corpo. Mas deverá ser o corpo a adaptar-se (sempre mal.) à personalidade ou a personalidade a tentar adaptar-se ao corpo?

Acresce que, por mais operações que se façam, um corpo de mulher nunca se transformará no de um homem e vice-versa. E isso provocará à mente que habita esse corpo novos distúrbios mentais.

Os transexuais serão sempre infelizes - e ainda mais se mudarem de corpo, porque constatarão a impossibilidade de mudarem fisicamente de género.

A única forma de os transexuais se sentirem menos diferentes não é tentarem mudar de corpo, contrariando brutalmente a natureza - mas procurarem resolver o conflito de personalidade que os habita, sendo capazes de pensar de acordo com o corpo que a natureza lhes destinou.

A mudança física de sexo revelar-se-á sempre uma cruel desilusão.


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terça-feira, 28 de setembro de 2010

Emprego de sonho?

A astrofísica, Mazlan Othman, vai ser designada em breve, embaixadora das Nações Unidas para o Universo e estará encarregue de coordenar a resposta da espécie humana no caso de existir uma tentativa de contacto de extraterrestres.

Este novo cargo surge depois de terem sido descobertos um grande número de planetas que orbitam estrelas, o que volta a abrir a hipótese de que os humanos possam a vir a ser contactados por vida extraterrestre inteligente.

O plano de converter a Delegação das Nações Unidas para o espaço Exterior (UNOOSA) num organismo de coordenação para encontros com extraterrestres será previamente debatido pelas várias comissões das Nações Unidas antes de ser enviada para a Assembleia Geral. “Quando (os extraterrestres) nos disserem ‘levem-me ao vosso lider’, Othman será o mais próximo que teremos,” disse o perito em direito espacial Richard Crowther.

Othman ocupa actualmente o cargo de directora da Delegação das Nações Unidas para o espaço Exterior e as responsabilidades do seu novo cargo vão ser reveladas numa conferência, em Inglaterra na próxima semana. in ionline


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domingo, 26 de setembro de 2010

Só a fé da Igreja nos liberta - Massimo Introvigne



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Enraizados e edificados n'Ele, firmes na fé (Cl 2, 7)

Queridos amigos!

Penso com frequência na Jornada Mundial da Juventude de Sidney de 2008. Lá vivemos uma grande festa da fé, durante a qual o Espírito de Deus agiu com força, criando uma comunhão intensa entre os participantes, que vieram de todas as partes do mundo. Aquele encontro, assim como os precedentes, deu frutos abundantes na vida de numerosos jovens e de toda a Igreja. Agora, o nosso olhar dirige-se para a próxima Jornada Mundial da Juventude, que terá lugar em Madrid em Agosto de 2011. Já em 1989, poucos meses antes da histórica derrocada do Muro de Berlim, a peregrinação dos jovens fez etapa na Espanha, em Santiago de Compostela. Agora, num momento em que a Europa tem grande necessidade de reencontrar as suas raízes cristãs, marcamos encontro em Madrid, com o tema: «Enraizados e edificados em Cristo... firmes na fé» (cf. Cl 2, 7). Por conseguinte, convido-vos para este encontro tão importante para a Igreja na Europa e para a Igreja universal. E gostaria que todos os jovens, quer os que compartilham a nossa fé em Jesus Cristo, quer todos os que hesitam, que estão na dúvida ou não crêem n'Ele, possam viver esta experiência, que pode ser decisiva para a vida: a experiência do Senhor Jesus ressuscitado e vivo e do seu amor por todos nós.
Na nascente das vossas maiores aspirações!
1. Em todas as épocas, também nos nossos dias, numerosos jovens sentem o desejo profundo de que as relações entre as pessoas sejam vividas na verdade e na solidariedade. Muitos manifestam a aspiração por construir relacionamentos de amizade autêntica, por conhecer o verdadeiro amor, por fundar uma família unida, por alcançar uma estabilidade pessoal e uma segurança real, que possam garantir um futuro sereno e feliz. Certamente, recordando a minha juventude, sei que estabilidade e segurança não são as questões que ocupam mais a mente dos jovens. Sim, a procura de um posto de trabalho e com ele poder ter uma certeza é um problema grande e urgente, mas ao mesmo tempo a juventude permanece contudo a idade na qual se está em busca da vida maior. Se penso nos meus anos de então: simplesmente não nos queríamos perder na normalidade da vida burguesa. Queríamos o que é grande, novo. Queríamos encontrar a própria vida na sua vastidão e beleza. Certamente, isto dependia também da nossa situação. Durante a ditadura nacional-socialista e durante a guerra nós fomos, por assim dizer, «aprisionados» pelo poder dominante. 

Por conseguinte, queríamos sair fora para entrar na amplidão das possibilidades do ser homem. Mas penso que, num certo sentido, todas as gerações sentem este impulso de ir além do habitual. Faz parte do ser jovem desejar algo mais do que a vida quotidiana regular de um emprego seguro e sentir o anseio pelo que é realmente grande. Trata-se apenas de um sonho vazio que esvaece quando nos tornamos adultos? Não, o homem é verdadeiramente criado para aquilo que é grande, para o infinito. Qualquer outra coisa é insuficiente. Santo Agostinho tinha razão: o nosso coração está inquieto enquanto não repousar em Ti. O desejo da vida maior é um sinal do facto que foi Ele quem nos criou, de que temos a Sua «marca». Deus é vida, e por isso todas as criaturas tendem para a vida; de maneira única e especial a pessoa humana, feita à imagem de Deus, aspira pelo amor, pela alegria e pela paz. 

Compreendemos então que é um contra-senso pretender eliminar Deus para fazer viver o homem! Deus é a fonte da vida; eliminá-lo equivale a separar-se desta fonte e, inevitavelmente, a privar-se da plenitude e da alegria: «De facto, sem o Criador a criatura esvaece» (Conc. Ecum. Vat. II, Const. Gaudium et spes, 36). A cultura actual, nalgumas áreas do mundo, sobretudo no Ocidente, tende a excluir Deus, ou a considerar a fé como um facto privado, sem qualquer relevância para a vida social. Mas o conjunto de valores que estão na base da sociedade provém do Evangelho - como o sentido da dignidade da pessoa, da solidariedade, do trabalho e da família - constata-se uma espécie de «eclipse de Deus», uma certa amnésia, ou até uma verdadeira rejeição do Cristianismo e uma negação do tesouro da fé recebida, com o risco de perder a própria identidade profunda.

Por este motivo, queridos amigos, convido-vos a intensificar o vosso caminho de fé em Deus, Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. Vós sois o futuro da sociedade e da Igreja! Como escrevia o apóstolo Paulo aos cristãos da cidade de Colossos, é vital ter raízes, bases sólidas! E isto é particularmente verdadeiro hoje, quando muitos não têm pontos de referência estáveis para construir a sua vida, tornando-se assim profundamente inseguros. O relativismo difundido, segundo o qual tudo equivale e não existe verdade alguma, nem qualquer ponto de referência absoluto, não gera a verdadeira liberdade, mas instabilidade, desorientação, conformismo às modas do momento. Vós jovens tendes direito de receber das gerações que vos precedem pontos firmes para fazer as vossas opções e construir a vossa vida, do mesmo modo como uma jovem planta precisa de um sólido apoio para que as raízes cresçam, para se tornar depois uma árvore robusta, capaz de dar fruto.

Enraizados e fundados em Cristo
2. Para ressaltar a importância da fé na vida dos crentes, gostaria de me deter sobre cada uma das três palavras que São Paulo usa nesta sua expressão: «Enraizados e fundados em Cristo... firmes na fé» (cf. Cl 2, 7). Nela podemos ver três imagens: «enraizado» recorda a árvore e as raízes que a alimentam; «fundado» refere-se à construção de uma casa; «firme» evoca o crescimento da força física e moral. Trata-se de imagens muito eloquentes. Antes de as comentar, deve-se observar simplesmente que no texto original as três palavras, sob o ponto de vista gramatical, estão no passivo: isto significa que é o próprio Cristo quem toma a iniciativa de radicar, fundar e tornar firmes os crentes.

A primeira imagem é a da árvore, firmemente plantada no solo através das raízes, que a tornam estável e a alimentam. Sem raízes, seria arrastada pelo vento e morreria. Quais são as nossas raízes? Naturalmente, os pais, a família e a cultura do nosso país, que são uma componente muito importante da nossa identidade. A Bíblia revela outra. O profeta Jeremias escreve: «Bendito o homem que deposita a confiança no Senhor, e cuja esperança é o Senhor. É como a árvore plantada perto da água, a qual estende as raízes para a corrente; não teme quando vem o calor, a sua folhagem fica sempre verdejante. Não a inquieta a seca de um ano; continua a produzir frutos» (Jr 17, 7-8). Estender as raízes, para o profeta, significa ter confiança em Deus. D'Ele obtemos a nossa vida; sem Ele não poderíamos viver verdadeiramente. «Deus deu-nos a vida eterna, e esta vida está em Seu Filho» (1 Jo 5, 11). O próprio Jesus apresenta-se como nossa vida (cf. Jo 14, 6). Por isso a fé cristã não é só crer em verdades, mas é antes de tudo uma relação pessoal com Jesus Cristo, é o encontro com o Filho de Deus, que dá a toda a existência um novo dinamismo. 

Quando entramos em relação pessoal com Ele, Cristo revela-nos a nossa identidade e, na sua amizade, a vida cresce e realiza-se em plenitude. Há um momento, quando somos jovens, em que cada um de nós se pergunta: que sentido tem a minha vida, que finalidade, que orientação lhe devo dar? É uma fase fundamental, que pode perturbar o ânimo, às vezes também por muito tempo. Pensa-se no tipo de trabalho a empreender, quais relações sociais estabelecer, que afectos desenvolver... Neste contexto, penso de novo na minha juventude. De certa forma muito cedo tive a consciência de que o Senhor me queria sacerdote. Mais tarde, depois da Guerra, quando no seminário e na universidade eu estava a caminho para esta meta, tive que reconquistar esta certeza. Tive que me perguntar: é este verdadeiramente o meu caminho? É deveras esta a vontade do Senhor para mim? Serei capaz de Lhe permanecer fiel e de estar totalmente disponível para Ele, ao Seu serviço? Uma decisão como esta deve ser também sofrida. Não pode ser de outra forma. Mas depois surgiu a certeza: é bem assim! Sim, o Senhor quer-me, por isso também me dará a força. Ao ouvi-Lo, ao caminhar juntamente com Ele torno-me deveras eu mesmo. Não conta a realização dos meus próprios desejos, mas a Sua vontade. Assim a vida torna-se autêntica.

Tal como as raízes da árvore a mantêm firmemente plantada na terra, também os fundamentos dão à casa uma estabilidade duradoura. Mediante a fé, nós somos fundados em Cristo (cf. Cl 2, 7), como uma casa é construída sobre os fundamentos. Na história sagrada temos numerosos exemplos de santos que edificaram a sua vida sobre a Palavra de Deus. O primeiro foi Abraão. O nosso pai na fé obedeceu a Deus que lhe pedia para deixar a casa paterna a fim de se encaminhar para uma terra desconhecida. «Abraão acreditou em Deus e isso foi-lhe atribuído à conta de justiça e foi chamado amigo de Deus» (Tg 2, 23). Estar fundados em Cristo significa responder concretamente à chamada de Deus, confiando n'Ele e pondo em prática a sua Palavra. O próprio Jesus admoesta os seus discípulos: «Porque me chamais: "Senhor, Senhor" e não fazeis o que Eu digo?» (Lc 6, 46). E, recorrendo à imagem da construção da casa, acrescenta: «todo aquele que vem ter Comigo, escuta as Minhas palavras e as põe em prática, é semelhante a um homem que construiu uma casa: Cavou, aprofundou e assentou os alicerces sobre a rocha. Sobreveio a inundação, a torrente arremessou-se com violência contra aquela casa e não pôde abalá-la por ter sido bem construída» (Lc 6, 47-48).

Queridos amigos, construí a vossa casa sobre a rocha, como o homem que «cavou muito profundamente». Procurai também vós, todos os dias, seguir a Palavra de Cristo. Senti-O como o verdadeiro Amigo com o qual partilhar o caminho da vossa vida. Com Ele ao vosso lado sereis capazes de enfrentar com coragem e esperança as dificuldades, os problemas, também as desilusões e as derrotas. São-vos apresentadas continuamente propostas mais fáceis, mas vós mesmos vos apercebeis que se revelam enganadoras, que não vos dão serenidade e alegria. Só a Palavra de Deus nos indica o caminho autêntico, só a fé que nos foi transmitida é a luz que ilumina o caminho. Acolhei com gratidão este dom espiritual que recebestes das vossas famílias e comprometei-vos a responder com responsabilidade à chamada de Deus, tornando-vos adultos na fé. Não acrediteis em quantos vos dizem que não tendes necessidade dos outros para construir a vossa vida! Ao contrário, apoiai-vos na fé dos vossos familiares, na fé da Igreja, e agradecei ao Senhor por a ter recebido e feito vossa!

Firmes na fé
3. «Enraizados e fundados em Cristo... firmes na fé» (cf. Cl 2, 7). A Carta da qual é tirado este convite, foi escrita por São Paulo para responder a uma necessidade precisa dos cristãos da cidade de Colossos. Com efeito, aquela comunidade estava ameaçada pela influência de determinadas tendências culturais da época, que afastavam os fiéis do Evangelho. O nosso contexto cultural, queridos jovens, tem numerosas analogias com o tempo dos Colossenses daquela época. De facto, há uma forte corrente de pensamento laicista que pretende marginalizar Deus da vida das pessoas e da sociedade, perspectivando e tentando criar um «paraíso» sem Ele. Mas a experiência ensina que o mundo sem Deus se torna um «inferno»: prevalecem os egoísmos, as divisões nas famílias, o ódio entre as pessoas e entre os povos, a falta de amor, de alegria e de esperança. Ao contrário, onde as pessoas e os povos acolhem a presença de Deus, o adoram na verdade e ouvem a sua voz, constrói-se concretamente a civilização do amor, na qual todos são respeitados na sua dignidade, cresce a comunhão, com os frutos que ela dá. Contudo existem cristãos que se deixam seduzir pelo modo de pensar laicista, ou são atraídos por correntes religiosas que afastam da fé em Jesus Cristo. Outros, sem aderir a estas chamadas, simplesmente deixaram esmorecer a sua fé, com inevitáveis consequências negativas a nível moral.

Aos irmãos contagiados por ideias alheias ao Evangelho, o apóstolo Paulo recorda o poder de Cristo morto e ressuscitado. Este mistério é o fundamento da nossa vida, o centro da fé cristã. Todas as filosofias que o ignoram, que o consideram «escândalo» (1 Cor 1, 23), mostram os seus limites diante das grandes perguntas que habitam o coração do homem. Por isso também eu, como Sucessor do apóstolo Pedro, desejo confirmar-vos na fé (cf. Lc 22, 32). Nós cremos firmemente que Jesus Cristo se ofereceu na Cruz para nos doar o seu amor; na sua paixão, carregou os nossos sofrimentos, assumiu sobre si os nossos pecados, obteve-nos o perdão e reconciliou-nos com Deus Pai, abrindo-nos o caminho da vida eterna. Deste modo fomos libertados do que mais entrava a nossa vida: a escravidão do pecado, e podemos amar a todos, até os inimigos, e partilhar este amor com os irmãos mais pobres e em dificuldade.

Queridos amigos, muitas vezes a Cruz assusta-nos, porque parece ser a negação da vida. Na realidade, é o contrário! Ela é o «sim» de Deus ao homem, a expressão máxima do seu amor e a nascente da qual brota a vida eterna. De facto, do coração aberto de Jesus na cruz brotou esta vida divina, sempre disponível para quem aceita erguer os olhos para o Crucificado. Portanto, não posso deixar de vos convidar a aceitar a Cruz de Jesus, sinal do amor de Deus, como fonte de vida nova. Fora de Cristo morto e ressuscitado, não há salvação! Só Ele pode libertar o mundo do mal e fazer crescer o Reino de justiça, de paz e de amor pelo qual todos aspiram.

Crer em Jesus Cristo sem o ver
4. No Evangelho é-nos descrita a experiência de fé do apóstolo Tomé ao acolher o mistério da Cruz e da Ressurreição de Cristo. Tomé faz parte dos Doze apóstolos; seguiu Jesus; foi testemunha directa das suas curas, dos milagres; ouviu as suas palavras; viveu a desorientação perante a sua morte. Na noite de Páscoa o Senhor apareceu aos discípulos, mas Tomé não estava presente, e quando lhe foi contado que Jesus estava vivo e se mostrou, declarou: «Se eu não vir o sinal dos cravos nas Suas mãos, se não meter o dedo no lugar dos cravos e não meter a mão no Seu lado, não acreditarei» (Jo 20, 25).

Também nós gostaríamos de poder ver Jesus, de poder falar com Ele, de sentir ainda mais forte a sua presença. Hoje para muitos, o acesso a Jesus tornou-se difícil. Circulam tantas imagens de Jesus que se fazem passar por científicas e O privam da sua grandeza, da singularidade da Sua pessoa. Portanto, durante longos anos de estudo e meditação, maturou em mim o pensamento de transmitir um pouco do meu encontro pessoal com Jesus num livro: quase para ajudar a ver, a ouvir, a tocar o Senhor, no qual Deus veio ao nosso encontro para se dar a conhecer. De facto, o próprio Jesus aparecendo de novo aos discípulos depois de oito dias, diz a Tomé: «Chega aqui o teu dedo e vê as Minhas mãos; aproxima a tua mão e mete-a no Meu lado; e não sejas incrédulo, mas crente» (Jo 20, 27). Também nós temos a possibilidade de ter um contacto sensível com Jesus, meter, por assim dizer, a mão nos sinais da sua Paixão, os sinais do seu amor: nos Sacramentos Ele torna-se particularmente próximo de nós, doa-se a nós. Queridos jovens, aprendei a «ver», a «encontrar» Jesus na Eucaristia, onde está presente e próximo até se fazer alimento para o nosso caminho; no Sacramento da Penitência, no qual o Senhor manifesta a sua misericórdia ao oferecer-nos sempre o seu perdão. Reconhecei e servi Jesus também nos pobres, nos doentes, nos irmãos que estão em dificuldade e precisam de ajuda.

Abri e cultivai um diálogo pessoal com Jesus Cristo, na fé. Conhecei-o mediante a leitura dos Evangelhos e do Catecismo da Igreja Católica; entrai em diálogo com Ele na oração, dai-lhe a vossa confiança: ele nunca a trairá! «Antes de mais, a fé é uma adesão pessoal do homem a Deus. Ao mesmo tempo, e inseparavelmente, é o assentimento livre a toda a verdade revelada por Deus» (Catecismo da Igreja Católica, n. 150). Assim podereis adquirir uma fé madura, sólida, que não estará unicamente fundada num sentimento religioso ou numa vaga recordação da catequese da vossa infância. Podereis conhecer Deus e viver autenticamente d'Ele, como o apóstolo Tomé, quando manifesta com força a sua fé em Jesus: «Meu Senhor e meu Deus!».

Amparados pela fé da Igreja para ser testemunhas
5. Naquele momento Jesus exclama: «Porque Me viste, acreditaste. Bem-aventurados os que, sem terem visto, acreditaram!» (Jo 20, 29). Ele pensa no caminho da Igreja, fundada sobre a fé das testemunhas oculares: os Apóstolos. Compreendemos então que a nossa fé pessoal em Cristo, nascida do diálogo com Ele, está ligada à fé da Igreja: não somos crentes isolados, mas, pelo Baptismo, somos membros desta grande família, e é a fé professada pela Igreja que dá segurança à nossa fé pessoal. O credo que proclamamos na Missa dominical protege-nos precisamente do perigo de crer num Deus que não é o que Jesus nos revelou: «Cada crente é, assim, um elo na grande cadeia dos crentes. Não posso crer sem ser motivado pela fé dos outros, e pela minha fé contribuo também para guiar os outros na fé» (Catecismo da Igreja Católica, n. 166). Agradeçamos sempre ao Senhor pelo dom da Igreja; ela faz-nos progredir com segurança na fé, que nos dá a vida verdadeira (cf. Jo 20, 31).

Na história da Igreja, os santos e os mártires hauriram da Cruz gloriosa de Cristo a força para serem fiéis a Deus até à doação de si mesmos; na fé encontraram a força para vencer as próprias debilidades e superar qualquer adversidade. De facto, como diz o apóstolo João, «Quem é que vence o mundo senão aquele que crê que Jesus é Filho de Deus?» (1 Jo 5, 5). E a vitória que nasce da fé é a do amor. Quantos cristãos foram e são um testemunho vivo da força da fé que se exprime na caridade; foram artífices de paz, promotores de justiça, animadores de um mundo mais humano, um mundo segundo Deus; comprometeram-se nos vários âmbitos da vida social, com competência e profissionalidade, contribuindo de modo eficaz para o bem de todos. A caridade que brota da fé levou-os a dar um testemunho muito concreto, nas acções e nas palavras: Cristo não é um bem só para nós próprios, é o bem mais precioso que temos para partilhar com os outros. Na era da globalização, sede testemunhas da esperança cristã em todo o mundo: são muitos os que desejam receber esta esperança! Diante do sepulcro do amigo Lázaro, morto havia quatro dias, Jesus, antes de o chamar de novo à vida, disse à sua irmã Marta: «Se acreditasses, verias a glória de Deus» (cf. Jo 11, 40). Também vós, se acreditardes, se souberdes viver e testemunhar a vossa fé todos os dias, tornar-vos-eis instrumentos para fazer reencontrar a outros jovens como vós o sentido e a alegria da vida, que nasce do encontro com Cristo!

Rumo à Jornada Mundial de Madrid
6. Queridos amigos, renovo-vos o convite a ir à Jornada Mundial da Juventude a Madrid. É com profunda alegria que espero cada um de vós pessoalmente: Cristo quer tornar-vos firmes na fé através a Igreja. A opção de crer em Cristo e de O seguir não é fácil; é dificultada pelas nossas infidelidades pessoais e por tantas vozes que indicam caminhos mais fáceis. Não vos deixeis desencorajar, procurai antes o apoio da Comunidade cristã, o apoio da Igreja! Ao longo deste ano preparai-vos intensamente para o encontro de Madrid com os vossos Bispos, os vossos sacerdotes e os responsáveis da pastoral juvenil nas dioceses, nas comunidades paroquiais, nas associações e nos movimentos. A qualidade do nosso encontro dependerá sobretudo da preparação espiritual, da oração, da escuta comum da Palavra de Deus e do apoio recíproco.

Amados jovens, a Igreja conta convosco! Precisa da vossa fé viva, da vossa caridade e do dinamismo da vossa esperança. A vossa presença renova a Igreja, rejuvenesce-a e confere-lhe renovado impulso. Por isso as Jornadas Mundiais da Juventude são uma graça não só para vós, mas para todo o Povo de Deus. A Igreja na Espanha está a preparar-se activamente para vos receber e para viver juntos a experiência jubilosa da fé. Agradeço às dioceses, às paróquias, aos santuários, às comunidades religiosas, às associações e aos movimentos eclesiais, que trabalham com generosidade na preparação deste acontecimento. O Senhor não deixará de os abençoar. A Virgem Maria acompanhe este caminho de preparação. Ela, ao anúncio do Anjo, acolheu com fé a Palavra de Deus; com fé consentiu a obra que Deus estava a realizar nela. Pronunciando o seu «fiat», o seu «sim», recebeu o dom de uma caridade imensa, que a levou a doar-se totalmente a Deus. Interceda por cada um e cada uma de vós, para que na próxima Jornada Mundial possais crescer na fé e no amor. Garanto-vos a minha recordação paterna na oração e abençoo-vos de coração.
Vaticano, 6 de Agosto de 2010.
Benedictus PP XVI


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