domingo, 11 de setembro de 2011
sábado, 10 de setembro de 2011
A injustiça da não discriminação - P.Gonçalo Portocarrero de Almada
É injusto discriminar o que é igual, mas não o que é diferente.
É como a gripe, esta recorrente mania: todos os anos, mais dia menos dia, lá aparece o vírus da não discriminação, a propagar a epidemia do igualitarismo e a exigir, em consequência, a reestruturação de algum órgão ostensivamente discriminatório, ou a aprovação de leis que combatam a exclusão dos grupos sociais mais desfavorecidos.
Exagero? De modo algum! Em plena silly season, dois artigos do Público, de 10 de Agosto passado, pugnam pela não discriminação.
No primeiro, o autor insurge-se contra a composição alfacinha do Conselho de Estado. Segundo o dito ensaísta, este órgão só tem duas mulheres; não tem ninguém mais à esquerda do que os conselheiros de esquerda que já lá estão; não tem membros que não sejam de Lisboa, excepto os que o não são, como o autarca de Gaia e os líderes insulares; não tem nenhum representante da Igreja Católica, nem das artes, nem das letras, nem da sociologia (?!), nem da história, etc. Tudo, claro, por culpa do Presidente da República que, apesar de algarvio confesso, «lisboetizou», segundo a escrita do mesmo autor, o supostamente nacional Conselho de Estado.
Não me compete, como é óbvio, comentar a sua opinião política que, ao exigir a representatividade institucional dos vários grémios profissionais e sociais, parece eivada de um certo saudosismo corporativista. Não posso, contudo, deixar de registar a sua curiosa tese de que a justiça decorre da igual, ou proporcional, representação, nesse órgão consultivo do chefe de Estado, das mais expressivas condições ideológicas, regionais, religiosas, etc.
A bem dizer, com a mesma razão, ou falta dela, também se deveria exigir que o sexo feminino, o norte transmontano, o barlavento algarvio, os evangélicos, os fadistas e os mais exímios pensadores pátrios estivessem representados na nossa selecção de futebol, cuja composição também parece muito politicamente incorrecta, sobretudo se se pensar que essa equipa deveria ser, de algum modo, representativa da nação.
O outro texto versa sobre a Moldávia que, não obstante o assédio da libertina Comunidade Europeia, ainda resiste à política da total permissividade em relação à orientação sexual. Segundo «um estudo de percepções da população» – vá-se lá saber o que isto seja! – «os moldavos, afinal, discriminam. Discriminam, sobretudo, deficientes físicos ou mentais, pobres, portadores de VIH, homossexuais, ciganos, mulheres». Pelos vistos, segundo a abalizada opinião da autora do artigo, em que não falta o coitadinho do costume, este é o principal crime dos moldavos: «discriminam»! E, claro, uma nação que discrimina, não pode fazer parte da nossa moderna e decadente Europa.
Mas, afinal, discriminar é mau? Por exemplo, quando se impede uma senhora corcunda de ser top-model, está-se a cometer uma injustiça? E quando se proíbe que um invisual seja árbitro de futebol, pode-se afirmar que se está a ser iníquo? A não-aceitação de um paralítico, como membro da equipa nacional de atletismo, é um acto punível, por arbitrário e contrário às convenções internacionais dos direitos humanos e de defesa dos deficientes? A norma que impede os cidadãos originariamente estrangeiros, mas naturalizados portugueses, de concorrerem à presidência da República, é ilegal por ser xenófoba? Uma escola que não aceita, para seu professor, um analfabeto, está a cometer um crime contra a igualdade de direitos que a Constituição consagra? A atribuição do Prémio Nobel da Química, a um determinado cidadão, tipifica um delito de injúrias aos restantes químicos? E se um encenador recusar a uma qualquer Julieta o papel de Romeu, ou a um qualquer Romeu o papel de Julieta, está também a incorrer num comportamento ilícito, neste caso por razão do respectivo sexo?
Discriminar é, apenas, distinguir. Será injusto quando distingue o que é igual, mas não quando diferencia o que é diverso. Os corcundas, os cegos, os paralíticos, os cidadãos nacionais de origem estrangeira, os analfabetos, os cientistas, os homens todos e todas as mulheres são iguais quanto à sua comum e inviolável dignidade humana. Mas não quanto às suas capacidades físicas e intelectuais, nem às correspondentes aptidões sociais, políticas e profissionais.
Aliás, a justiça não é, por definição, igualitária, mas discriminatória. Não trata a todos por igual, mas procura atribuir a cada qual o que lhe compete, não apenas em função da sua dignidade humana, mas também das suas características pessoais objectivas que, obviamente, não podem ser ignoradas, sobretudo quando se trata de lhes reconhecer uma específica função social. Não deixa de ser curioso que os grupos que antes mais apelavam à igualdade na diferença, sejam também agora os que mais reivindicam a indiferença na desigualdade, na medida em que não toleram a discriminação do que é, logicamente, diferente.
Todos iguais? Com certeza, no que respeita à comum natureza e dignidade do ser humano, bem como a todos os direitos e liberdades fundamentais. Mas todos diferentes também. A ditadura do igualitarismo, ou da não discriminação, não serve a causa da justiça: só seremos efectivamente todos iguais quando se reconhecer, também a nível social e jurídico, que somos todos diferentes.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Jovem religiosa defende o uso público do hábito
A Irmã Ana Verónica, oblata de São Francisco de Sales em Paris, foi convocada juntamente com vários outros professores de Filosofia ao Liceu Carnot, da capital francesa. O objectivo da reunião era combinar a corrceção de muitas provas da matéria que tinham ficado sem corrigir no fim do ano escolar. Ela apresentou-se como de costume: com o hábito completo do instituto religioso a que pertence. A sua presença foi pretexto para um rebuliço. Professores laicistas e socialistas exigiram das autoridades do Liceu a expulsão da religiosa. Pretextavam que ela ofendia a laicidade e, de forma caricata e ofensiva, compararam o seu hábito com o véu islâmico. As autoridades nada fizeram, pois sabiam que o procedimento da religiosa era irrepreensível do ponto de vista legal.
Os professores laicistas exigiram que ela tirasse o hábito. “V. poderia ser mais discreta!”, desabafou uma professora laicista. “Eu não posso fazer melhor nem pior. Eu devo levá-lo”, respondeu a jovem religiosa.
Os jornais fizeram estardalhaço com o facto e o secretariado geral do ensino católico exigiu que a irmã Ana Verônica desse prova de “juízo” e comparecesse usando roupas civis. Com tom sereno e respeitoso, mas firme, a freira respondeu a seus detratores em carta publicada pelo jornal parisiense “La Croix”, de 13-07-2011:
“Nós repetimos claramente que jamais tiraremos o nosso hábito."
“Um hábito religioso é o sinal da resposta a um chamado para se consagrar a Deus, que nem todos os baptizados recebem."
“Desde 8 de setembro de 2004, data de minha entrada na vida religiosa, minha vida mudou muito e o hábito não é mais que a expressão visível disso."
“Comparecer agora de outra maneira, sem o hábito religioso, é uma coisa impossível para mim, pois eu não uso mais outros vestidos que não sejam os de minha consagração religiosa."
“Eu não sou religiosa por horas."
“Fazemos a profissão para viver seguindo Cristo até a morte."
“Esta consagração religiosa inclui todas as dimensões de nosso ser: corpo, coração, alma e espírito."
“O jovem homem rico do Evangelho recuou diante do apelo de Jesus para segui-Lo, quando Ele posou o seu olhar sobre ele."
“Isso significa que a decisão de se consagrar a Deus não é fácil de tomar. Ela pressupõe certas renúncias."
“O hábito religioso é sinal desse facto. Ele pode, portanto, ser um sinal de contradição. Nós sabemos que nosso hábito não deixa indiferentes as pessoas. Ele é um testemunho da presença de Deus."
“Por meio dele nós relembramos, de modo silencioso mas eloquente, que Deus existe neste mundo que se obstina a não querer pensar nem sequer na possibilidade da transcendência divina."
“Mas, Jesus nós diz no Evangelho que o servidor não é maior que seu mestre. Vós conheceis a continuação? “Se eles me perseguiram, eles vos perseguirão também” (Jn 15, 20)."
“E Jesus acrescentou: “As pessoas vos tratarão assim por causa de Mim, porque eles não conhecem Aquele que me enviou” (Jn 15, 21)." in lumenrationis
Frase do dia
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Ao que já chegámos: O aborto explicado às crianças
Apresento-vos aqui uma notícia que saiu há dias no site de uma revista polaca católica. É chocante aquilo ao que já chegámos.
«Uma tarde de sábado, início do ano lectivo. Centro de Varsóvia, loja de três andares da Empik* no centro comercial Zlote Tarasy. No último andar da livraria. Numa das secções, várias estantes, "literatura científica e popular para crianças". Livros sobre o cosmos, sobre experiências científicas, sobre dinossauros e castelos medievais. Capas duras, ilustrações coloridas, paginações modernas. Só falta comprar. Imensos livros. Tantos, que a maioria se encontra com a lombada virada para o cliente. Uma das poucas excepções é... o "Grande livro sobre o aborto".
O director da loja, visivelmente incomodado com a minha pergunta ("O senhor não acha que os livros sobre o aborto deviam não estar nas estantes com livros para crianças?"), prometeu tratar do assunto ("Tem razão, este livro não devia estar aqui"). Porém, uma hora depois, o livro sobre o aborto continuava no mesmo lugar. A gerente da loja, entretanto chamada, explicou que possivelmente o livro estava desnecessariamente destacado ("Por favor, dêem-nos um pouco de tempo"), mas à partida pode estar naquele lugar, pois trata-se de um livro destinado a crianças.
Na contracapa lê-se: "Este livro quebra o tabu do silêncio à volta do aborto, dissipa os mitos que cresceram em redor do tratamento de interrupção da gravidez. [...] Esta publicação tem como objectivo aproximar o pequeno leitor das situações nas quais as mulheres decidem tomar a difícil decisão de interromper a gravidez e das possívieis consequências sociais desta decisão, entre as quais, a exclusão social, rebaixamento, violência (psíquica e física), isolamento."
Síndrome pós-aborto? É uma invenção. Sobre a mutilação do corpo e da alma, sobre as consequências psíquicas (nos pais que não chegaram a sê-lo) e físicas (nas mulheres) que muitas vezes duram a vida toda, nem uma palavra. As autoras (Kazimiera Szczuka i Katarzyna Bratkowska) referem ao de leve a opinião da Igreja sobre a interrupção da gravidez, mas imediatamente a consideram hipócrita, pois as mortes durante as guerras nunca incomodaram a Igreja.
Na segunda-feira, o livro (ainda na secção de literatura infantil) já estava só com a lombada virada. A relações públicas da Empik, Monika Marianowicz, não concordou com a publicação da gravação da nossa conversa (compreendo-a totalmente) e disse que a empresa irá emitir um comunicado oficial (publicá-lo-emos posteriormente). Durante a conversa, afirmou que não se pode esperar que a empresa Empik seja censora. Assinalou também que foi o editor que definiu o livro como sendo para crianças e adolescentes, e a Empik não verifica estas avaliações. Sendo um livro para crianças, acaba nas estantes para crianças. Referiu ainda que se houver protestos de clientes, a empresa fará algo. Protestos houve, mas infrutíferos.
Capa dura, papel brilhante e letras grandes. Para que as crianças possam ler com facilidade, por exemplo, sobre a pílula do dia seguinte. É assim que a Empik educa os seus futuros clientes. Hoje crianças e amanhã cidadãos do mundo moderno abertos ao mundo. Pais, estejam alerta.
PS - A minha revolta provém do facto de esta firma de renome decidir primeiro distribuir e depois colocar na secção das crianças um livro sobre o aborto. Ao contrário do sugerido pela senhora relações públicas, não concordo que a Empik tenha de aceitar tudo o que circula legalmente na Polónia. A Empik deveria preocupar-se não só com o dinheiro, mas também com a boa imagem. Aos meus olhos, a imagem da Empik está minada. E o facto do livro ter sido retirado da secção para crianças não vai alterar isso. Para mim, ele nem sequer devia ter aparecido na Empik.
Tomasz Rożek»
* A Empik é mais ou menos o equivalente à Fnac.
quarta-feira, 7 de setembro de 2011
‘Bíblia Comigo’: A Bíblia em qualquer lugar
Ler gratuitamente a Bíblia no telemóvel, no computador ou no tablet. Esta é a proposta dos Franciscanos Capuchinhos de Portugal através do projecto ‘Bíblia Comigo’.
É uma iniciativa que pretende mostrar como é que, independentemente do lugar em que as pessoas estão, “a Palavra de Deus pode ser fonte de oração e alimento diário de fé”. Os Franciscanos Capuchinhos de Portugal criaram um site (www.bibliacomigo.com) que disponibiliza a Bíblia em formato digital e acessível em várias plataformas de comunicação: no telemóvel (para sistemas JAVA, iPhone e iPod ou Android), no computador (para Windows, Linux e Mac) ou na internet (www.capuchinhos.org/biblia).
“Entre a vida donde brotou e a escrita em que foi fixada, passando pela tradição oral, a Bíblia foi vestindo as formas de expressão e comunicação das várias épocas e gerações. As novas tecnologias abriram potencialidades quase ilimitadas para levarmos a sua Boa Nova até aos confins da terra, no seguimento do mandato de Jesus”, salienta um comunicado.
O ‘Bíblia Comigo’ é um projecto desenvolvido ao longo de vários meses pelos Capuchinhos que além de permitir aceder à Bíblia (tradução da Difusora Bíblica) possibilita ainda sublinhar e adicionar notas pessoais.
“A Bíblia é um livro universal; comigo junta as dimensões de proximidade (está onde eu estou), mobilidade (vai para onde eu vou) e intimidade-individualidade (está em mim, faz parte de mim); se quiser, o go final pode sugerir tudo isto em movimento em dinâmica de comunicação e anúncio: vai com ela, vai levá-la junto aos outros”, acrescenta o comunicado, publicado no site www.bibliacomigo.com.
in vozdaverdade
in vozdaverdade
terça-feira, 6 de setembro de 2011
"Prefiro morrer cristã a fazer-me muçulmana para sair da prisão"
Em Junho de 2009 mandaram a camponesa Asia Bibi, mãe de 5 filhos, buscar água enquanto trabalhava no campo. Outras mulheres protestaram pois, não sendo ela muçulmana, contaminaria o recipiente tornando-o impuro. Exigiram-lhe que abandonasse a fé cristã e se convertesse ao Islão, e ela opôs-se.
Em sua defesa respondeu às companheiras que "Cristo morreu na cruz pelos pecados da humanidade", e perguntou às mulheres que tinha feito Maomé por elas. Ao ouvir estas palavras, recorreram ao Iiã do lugar, marido de uma delas, que denunciou Asia Bibi à polícia pelo delito de blasfémia. O artº 295 do Código Penal do Paquistão pune com a morte a blasfémia contra o profeta do Islão.
«Não sou criminosa, não fiz nenhum mal. Fui julgada por ser cristã. Creio em Deus e no seu enorme amor. Se o juiz me condenou à morte por amar a Deus, terei orgulho em sacrificar a minha vida por ele» conta o advogado desta paquistanesa, que cita textualmente as declarações de Asia Bibi gravadas no telemóvel.
Há três meses, numa visita à prisão onde esperava julgamento, Bibi contou que o juiz Muhamed Naveed Iqbal «entrou na cela e deu-lhe a oportunidade de se converter ao Islão para ser libertada. Asia respondeu ao juiz que preferia morrer cristã do que fazer-se muçulmana para sair da prisão». in AIS
O aborto gratuito é ofensivo - Henrique Raposo
I. "O aborto não pode ter isenção como tem a gravidez (...)". José Manuel Silva, bastonário da ordem dos médicos (Expresso de sábado).
II. O Estado não deve considerar que o aborto é crime até x semanas, sim senhora, mas também não deve instituir o aborto gratuito no seu serviço de saúde. O aborto não é um direito, meus caros. Se uma pessoa quer fazer um aborto, tem bom remédio: pagar do seu bolso. A irresponsabilidade não pode ser recompensada. A irresponsabilidade não pode ser subsidiada. A irresponsabilidade não pode ser transformada num direito. E, acima de tudo, a irresponsabilidade não pode ser colocada no mesmo patamar da responsabilidade que é assumir uma gravidez e ter um filho.
Em qualquer cenário financeiro, este aborto gratuito seria sempre uma política imoral. Ora, no nosso contexto de crise, esta política sobe vários níveis de imoralidade. É uma daquelas coisas realmente ofensivas. Os cortes da saúde chegaram e as taxas moderadoras têm de subir, mas o aborto é gratuito. Faz todo o sentido, sim senhora. As maternidades debatem-se com problemas sérios para suportar a sua atividade principal (recorde-se: trazer crianças a este mundo), mas o aborto é gratuito. Faz sentido, sim senhora. Num contexto de crise demográfica, o tratamento de fertilidade deixou de ser uma prioridade, mas o aborto é gratuito . Faz sentido, sim senhora. Mas sabem o que é ainda pior? Num país onde o aborto é completamente gratuito (até acho que a mulher recebe um subsídio de - pasme-se - maternidade), é quase impossível encontrar um especialista em saúde materna nos centros de saúde. Portanto, no Portugal progressista de 2011, uma mulher que dá à luz é menos protegida do que uma mulher que escolhe abortar. Meus caros, tudo isto é uma imoralidade tremenda, para usar um eufemismo publicável.
segunda-feira, 5 de setembro de 2011
O grau do nosso amor - Santo Afonso Maria de Ligório
Para poder amar muito a Deus no céu, é preciso, em primeiro lugar, amá-Lo muito na terra. O grau do nosso amor a Deus no fim da nossa vida será a medida do nosso amor a Deus durante a eternidade. Queremos adquirir a certeza de nunca nos separarmos desse Bem soberano na vida presente? Estreitemo-Lo cada vez mais nos laços do nosso amor, dizendo-Lhe com a Esposa do Cântico dos Cânticos: «En-con¬trei Aquele que o meu coração ama. Abracei-O e não O largarei» (Ct 3,4). Como é que a Esposa sagrada abraçou o seu Bem-Amado? «Com os braços da caridade», responde Guillaume.
«É com os braços da caridade que abraçamos a Deus», retoma Santo Ambrósio. Feliz daquele que puder gritar como São Paulino: «Que os ricos possuam as suas riquezas, que os reis possuam os seus reinos: a nossa glória, a nossa riqueza e o nosso reino, são Cristo!» E com Santo Inácio: «Dá-me apenas o Teu amor e a Tua graça, que isso me basta». Faz com que Te ame e que seja amado por Ti; não desejo nem tenho mais nada a desejar senão isso.
«É com os braços da caridade que abraçamos a Deus», retoma Santo Ambrósio. Feliz daquele que puder gritar como São Paulino: «Que os ricos possuam as suas riquezas, que os reis possuam os seus reinos: a nossa glória, a nossa riqueza e o nosso reino, são Cristo!» E com Santo Inácio: «Dá-me apenas o Teu amor e a Tua graça, que isso me basta». Faz com que Te ame e que seja amado por Ti; não desejo nem tenho mais nada a desejar senão isso.
domingo, 4 de setembro de 2011
Frase do dia
sábado, 3 de setembro de 2011
Depois de Madrid: Como Bento XVI renovou as JMJ
Pelo menos são 3 as novidades que caracterizam as Jornadas Mundiais da Juventude com este Papa:
os espaço de silêncio, os participantes muito jovens, a paixão de testemunhar a fé no mundo.
Para quem olha de fora, estas reuniões mundiais presididas por Bento XVI têm características diferenciadoras, que em Madrid apareceram com particular notoriedade.
A primeira é o silêncio. Um silêncio prolongado, intensíssimo, que irrompe nos momentos chave, no meio de um oceano de jovens que até esse momento estavam em grande festa.
A Via Sacra é um desses momentos. Outro, mais impressionante, é o da adoração da Hóstia santa durante a vigília nocturna. Outro ainda é o da comunhão na missa de encerramento.
Uma segunda característica diferenciadora desta última JMJ é a média de idades dos participantes muito baixa: 22 anos. Isto significa que muitos deles participaram pela primeira vez. O Papa deles é Bento XVI, não é João Paulo II, que aliás só conheceram quando eram muito novos.
Eles são de uma geração muito exposta a uma cultura secularizada. Mas são ao mesmo tempo o sinal de que as perguntas sobre Deus e o destino último estão vivas e presentes também nesta geração.
Uma terceira característica diferenciadora é a projecção "ad extra" destes jovens. A eles não lhes interessam as batalhas internas da Igreja à procura de se modernizar ao ritmo dos tempos.
Estão a anos-luz do caderno reivindicativo de certos irmãos mais velhos na fé: exigir padres casados, mulheres sacerdotes, comunhão aos divorciados recasados, escolha dos bispos pelo povo, democracia na Igreja, etc., etc. Para eles, isso é tudo irrelevante.
A eles basta-lhes ser católicos como o Papa Bento XVI propõe e faz ver e perceber. Sem evasivas, sem descontos. Se foi alto o preço que nos salvou, o sangue de Cristo, alta deve ser também a oferta de vida dos cristãos verdadeiros.
O que mobiliza estes jovens não é a reorganização interna da Igreja, mas a paixão de testemunhar a fé no mundo. O Papa previa usar estas palavras, mas foi impedido pelo temporal:
"Caros amigos, não tenhais medo do mundo, nem do futuro, nem da vossa fragilidade. O Senhor concedeu-vos viver este momento da história, para que graças à vossa fé o seu Nome continue a ressoar por toda a terra." in Zenit
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Igualdade de género ou falsa identidade - P.Gonçalo Portocarrero
Se se permite, tão facilmente e totalmente grátis, a mudança de género, por que não também a de espécie?
Quem viveu conscientemente o 25 de Abril, talvez ainda conserve, entre outras recordações, a lembrança de uma canção revolucionária em que, a páginas tantas, se badalava: "Uma gaivota, voava, voava, asas de vento, coração de mar. Como ela, somos livres, somos livres de voar".
Como nunca mais ouvi aquela melodiosa voz, temi que, embalada por um tão sugestivo texto, a dita cançonetista tivesse mesmo voado para parte incerta. Ou que, tendo desafiado as leis da gravidade, a experiência lhe tivesse sido fatal. Felizmente nenhuma destas aziagas hipóteses se confirmou, pelo que é de supor que ainda esteja disponível para ser de novo a voz do PREC, ou seja, do processo revolucionário em curso. A sua histórica balada é, com efeito, um magnífico hino à nova e subversiva política da identidade de género em que o anterior Governo, à falta de mais urgente e necessária reforma social, tão entusiasticamente se empenhou, depois de ter empenhado, com indiscutível êxito, o país.
Entende-se modernamente que a identidade pessoal não deve ser aferida por circunstâncias objectivas, como eram antigamente o sexo, a idade, a altura e o peso, mas sim por um acto libérrimo da vontade de cada qual. Assim, se um macho quer ser oficialmente fêmea, o Estado obedece ao capricho do cidadão e falsifica, a seu bel-prazer, o respectivo registo de identidade. Portanto, pela mesma razão, se uma septuagenária, de um metro de estatura e pesando cinco arrobas, quiser ser oficialmente uma menina de vinte anos, de um metro e setenta e quarenta quilos, também deveria poder sê-lo, se de facto se sente tão jovem, alta e leve quanto o dito sujeito se acha feminino. Ou será que o faz-de-conta é válido para o sexo, mas já não para a idade, a altura e o peso?
Mas, se se permite, tão facilmente e totalmente grátis, a mudança de género, por que não também a de espécie?! Se o sexo já não é algo objectivo e predeterminado geneticamente, por que o há-de ser a natureza? Se a mulher pode "virar" homem e vice-versa, por uma simples declaração de vontade, por que não pode ser alguém, como Fernão Capelo, gaivota?!
Quem não gostaria de obter, oficialmente, o estatuto jurídico de ave protegida?! Não passarinho, que releva alguma inferioridade, nem passarão, que sugere algum governante ou administrador de empresa pública, mas pássaro, como a gaivota da canção, para ser livre, livre de voar! Para além da isenção de impostos e a inimputabilidade penal, a condição aviária tem grandes vantagens também ao nível da viação que, neste caso, passa a ser, muito propriamente, aviação.
A estas e outras razões gerais tenho a acrescentar uma gratificante experiência pessoal quase-aviária. No ano passado, ao sofrer um acidente, tive que esperar pela ambulância, no lugar do sinistro, cerca de uma hora. Porém, quando na urgência do hospital me colocaram uma pulseira colorida, fui logo objecto dos mais extremosos e diligentes cuidados médicos. Enquanto ser humano, mereci pouca atenção, mas assim que, graças à bendita anilha, me confundiram com uma ave, beneficiei de imediato da principesca protecção dispensada às espécies em vias de extinção. Uma pessoa pode ser negligenciada e até impunemente morta antes de nascer, mas um animal protegido não pode ser maltratado. Moral da história: humano nunca mais! Ser ave é que está a dar!
Um slogan revolucionário exigia: 25 de Abril sempre! Não chegámos a tanto, mas, de certo modo, pode-se dizer que agora, graças à famigerada igualdade de género, todos os dias são dias de 1 de Abril, porque são dias de mentiras. Talvez não fosse despropositado criar um dia anual da verdade, em que cada qual, mais por via de excepção do que por regra, seja, muito originalmente, o que de facto é.
Frase do dia
Não é verdade que haja oposição entre ser bom católico e servir fielmente a sociedade civil. Como não há razão para que a Igreja e o Estado choquem no exercício legítimo das respectivas autoridades, em cumprimento da missão que Deus lhes confiou. Mentem (isso mesmo: mentem!) os que afirmam o contrário. São os mesmos que, em aras de uma falsa liberdade, quereriam "amavelmente" que os católicos voltassem às catacumbas.
S. Josemaria Escrivá
S. Josemaria Escrivá
O mal do orgulho - Doroteu de Gaza (monge na Palestina)
A bondade de Deus, como refiro frequentemente, não abandonou os que Ele criou, mas continua a voltar-se para eles e a lembrar-lhes: «Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e aliviar-vos-ei» (Mt 11,28). Isso é: estais cansados, estais infelizes, tivestes a experiência do mal da vossa desobediência. Vinde, convertei-vos; vivei pela humildade, vós que estáveis mortos devido ao orgulho.
Oh, meus irmãos, o que não faz o orgulho, e que poder é o da humildade! Que necessidade havia de todos esses desvios? Se desde o início o homem tivesse permanecido humilde e tivesse obedecido a Deus [...], não teria caído. Mesmo após a queda, Deus ofereceu-lhe uma ocasião de se arrepender e de obter misericórdia; mas ele manteve-se orgulhoso. Com efeito, Deus veio dizer-lhe: «Adão, onde estás» (Gn 3,9), ou seja: «De que glória caíste?» [...] Depois perguntou-lhe: «Porque pecaste? Porque desobedeceste?», querendo com isto que ele respondesse: «Perdoa-me».
Mas [...] não encontrou nem humildade nem arrependimento, mas sim o contrário. O homem respondeu: «A mulher que me deste escarneceu de mim» (v. 12); não disse «a minha mulher» mas «a mulher que me deste», como quem diz: «o fardo que colocaste sobre a minha cabeça». E é assim, meus irmãos: quando um homem não aceita reconhecer que pecou, não receia acusar o próprio Deus.
Mas [...] não encontrou nem humildade nem arrependimento, mas sim o contrário. O homem respondeu: «A mulher que me deste escarneceu de mim» (v. 12); não disse «a minha mulher» mas «a mulher que me deste», como quem diz: «o fardo que colocaste sobre a minha cabeça». E é assim, meus irmãos: quando um homem não aceita reconhecer que pecou, não receia acusar o próprio Deus.
Deus dirige-se em seguida à mulher e pergunta-lhe: «Porque foi que, também tu, desobedeceste ao mandamento?», como se dissesse: «Tu, pelo menos, diz: Desculpa-me, para que a tua alma se humilhe e obtenha misericórdia». Mas [...] a mulher responde: «A serpente enganou-me» (v. 13), como que a dizer: «Se ele pecou, que culpa tenho eu?» Que dizeis, infelizes? [...] Reconhecei o vosso erro; tende piedade da vossa nudez! Mas nem um nem outro se dignou reconhecer que pecara.
quinta-feira, 1 de setembro de 2011
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Lula da Silva mostra que não percebe a mensagem do Evangelho
Isto já aconteceu há uns tempos, mas parece-me bom ver a interpretação materialista que o ex-presidente do Brasil faz desta passagem do Evangelho:
"Bobagem, essa coisa que inventaram que os pobres vão ganhar o reino dos céus. Nós queremos o reino agora, aqui na Terra. Para nós inventaram um slogan que tudo tá no futuro. É mais fácil um camelo passar no fundo de uma agulha do que um rico ir para o céu . O rico já está no céu, aqui. Porque um cara que levanta de manhã todo o dia, come do bom e do melhor, viaja para onde quer, janta do bom e do melhor, passeia, esse já está no céu. Agora o coitado que levanta de manhã, de sol a sol, no cabo de uma enxada, não tem uma maquininha para trabalhar, tem que cavar cada covinha, colocar lá e pisar com pé, depois não tem água para irrigar, quando ele colhe não tem preço. Esse vai pro inferno."
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Uma noite em Cuatro Vientos
Existe um espectáculo único no mundo: a noite da vigília do Papa em cada Jornada Mundial da Juventude. Só quem viveu uma JMJ faz ideia da força de transformação que essas jornadas infundem nos jovens, da experiência de fraternidade e de comunidade que elas deixam marcada em sua alma.
São três da manhã em Cuatro Vientos. Vou atravessar o campo de ponta a ponta, dentro dos limites estabelecidos pela segurança. Saio da área da imprensa, onde muitos companheiros dormem, e comprovo mais uma vez que, como quase sempre, a festa é “lá fora”. A maré humana engole os meus passos rapidamente, centenas de jovens vão e vêm pelas avenidas, falando tranquilamente, ou rindo e se divertindo. Há um retumbar de tambores e pandeiros contínuo, uma música incessante que muda de tons e de matizes, mas cuja intensidade não diminui.
Apesar da pouca luz, vislumbro os recintos cercados, cheios de sacos avultados pelos corpos que dormem. Mas milhares de jovens preferem não dormir. As improvisadas avenidas são concorridas como o centro de qualquer cidade grande. Muitos jovens aproveitam para usar os banheiros ou comprar comida, ou sentar para conversar. Outros fazem grandes círculos e dançam sem descanso, e, como de costume, quanto mais barulho, mais gente chegando perto. A maior parte fala, ri, brinca... De vez em quando passam ambulâncias do serviço de emergência, que vão fazer horas extras por causa do tremendo calor que os peregrinos sofreram durante a tarde.
Passo ao lado de uma das tendas gigantes, derrubada pela forte tormenta que se abatera de repente sobre os participantes na vigília. A polícia já isolou a área, pois houve feridos leves. Outra das grandes barracas vai ser desmontada, porque a estrutura ficou instável.
Os jovens que vão e vêm se reconhecem pelas bandeiras ou pelos sinais distintivos da sua pertença eclesial. Há dois tipos de fraternidades que se estabelecem em Cuatro Vientos: uma é a da procedência de país. Na Espanha, país castigado pelos particularismos, é curioso ver os jovens levantarem as barreiras e se apresentarem mutuamente. Madrilenos arriscam o catalão com garotas de Barcelona, que valorizam o gesto se divertindo muito.
A segunda fraternidade é a eclesial. Jovens pertencentes a movimentos diversos se saúdam e intercambiam suas camisetas e emblemas. Há grupos do mesmo movimento ou comunidade, mas de países diferentes, que se surpreendem por falar a mesma linguagem apesar de ser em outro idioma. O resultado da mistura é surpreendente, com rapazes vestindo bandeiras dos Estados Unidos, bonés mexicanos ou chapéus que não combinam com suas camisetas, ou grupos de franceses e africanos que pintam na cara as cores da Espanha.
Os voluntários, a maior parte agora em “descanso” até o amanhecer, aproveitam para se misturar e participar da festa. Falo com uma francesa. “Eu noto que a minha fé está crescendo nestes dias”, ela me diz num espanhol bem correto. Outra presença importante é a das pessoas consagradas, freiras e irmãos dançando no meio dos outros nos grupos. Do meu lado, um rapagão enorme, de algum país nórdico, fala em inglês com uma freirinha miúda, de hábito marrom. Mais à frente, um padre sul-americano, sentado num saco de dormir, de estola colocada, ouve um jovem que se confessa. Muitos papeiam amigavelmente em italiano com um franciscano capuchinho, vestido com o hábito humilde e as sandálias, e tonsurado. E é da mesma idade deles: não chega aos trinta.
Há grupos que só com sua presença despertam simpatia, como o volumoso grupo de libaneses que dorme no chão da avenida porque não havia mais lugar no setor reservado a eles. Outro grupo onipresente na primeira fila em todos os atos do papa, com sua bandeira ondeando ao vento, veio da Síria. Grande parte dos integrantes são belas adolescentes de rosto descoberto e sorriso nos lábios, com uma sensação de liberdade que talvez não tenham no país de origem. Há turcos cristãos, outra minoria que sabe muito de sofrimento. Parece que um grupo do Iraque também conseguiu chegar, e outro de quarenta etíopes, com a ajuda de várias associações cristãs internacionais, mas não tem jeito de encontrá-los neste oceano vivo. Ao longe, uma bandeira da Malásia. Um grupo da Nova Zelândia dorme ao lado de outro da Croácia.
Outro dos espetáculos da noite são as tendas de adoração eucarística, lotadas a ponto de muitos ficarem de fora. De joelhos e em silêncio, alheios ao barulho, cabeça inclinada diante da custódia, muitos, e bastantes deles adolescentes, vão passar a noite ali, ao lado do Senhor.
Levei quase uma hora para chegar ao extremo do campo, e só atravessei de lado a lado num sentido. Só vi jovens aproveitando a vida, com a energia da idade, exuberantes e alegres. Ninguém bêbado, ninguém drogado, ninguém perturbando a ordem. Em momento algum tive medo, apesar da escuridão e da multidão. Pelo menos duzentos mil estão dormindo fora do campo, com mais dificuldades do aqui, porque lá não tem luz nem banheiros. Vejo-os de lá da cerca: só a cerca os separa dos de dentro. O espírito é o mesmo.
Não se vê o fim da explanada. Decido retornar. São quatro horas, mas a festa não diminuiu. Para muitos jovens, é uma noite em claro, única, que terminará em algumas horas, com a saída do sol e a oração do Angelus. Eles terão feito amizades, terão se divertido, terão conhecido outros jovens com as mesmas inquietações. Para alguns, talvez esta noite tenha mudado suas vidas. in Zenit
Frase do dia
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
As forças inimputáveis - João César das Neves
Uma peculiaridade do nosso panorama político é o peso da extrema-esquerda. Ele não vem dos votos, pois no eleitorado essa área é residual. Os 14% acumulados das últimas eleições, dada a abstenção de 42%, devem representar cerca de 10% do total, nível estável há 20 anos. O fundamento do seu poder é mediático, pela sedução e captura dos jornalistas.
A extrema-esquerda é a coqueluche da imprensa, sobretudo em tempo de crise. Pode-se sempre contar com ela para declarações bombásticas, chocarreiras, insultuosas até, exactamente as que dão boas manchetes. Este facto, se lhe dá enorme influência, cria evidentes problemas conceptuais. A esquerda, ao contrário da direita, sempre procurou legitimidade intelectual e ética em modelos ideológicos. Ela luta de forma científica pela sociedade ideal, projecto que se perde se ficar como mero provocador de serviço.
Nos próximos meses o seu coro de críticas aos sacrifícios nacionais terá sucesso garantido. Mas isso só porque ninguém se lembra de analisar o valor da alternativa. Recusar o plano de estabilização, renegociar a dívida externa e abandonar o euro é uma proposta que, em vez de aliviar a austeridade, aumentá-la-ia violentamente. Além de perder os 78 mil milhões de euros do acordo, faria de Portugal um pária internacional, cortando o acesso a qualquer dinheiro externo. Isso implicaria reduzir a despesa imediata e brutalmente. Os sacrifícios seriam inimagináveis. É espantoso que PCP, BE e afins possam repetir estas ideias até à exaustão sem ninguém as denunciar como disparates monstruosos.
Este padrão é consistente. A extrema-esquerda só se aguenta como força política porque ninguém se dá ao trabalho de escrutinar as suas propostas, ouvindo apenas as queixas. Ninguém como ela se tem dedicado a demonstrar o falhanço dos nossos poderes públicos, em todas as épocas e governos. As suas declarações constituem um longo rol de denúncias de erros ministeriais, abusos do funcionalismo, vícios estruturais. Aliás, nisso têm dado contributos sólidos e válidos ao País. A única conclusão razoável seria o seu repúdio pelo intervencionismo. Só com um Estado mais pequeno e leve se eliminam tais tropelias. Ora o seu programa visa, pelo contrário, aumentar o poder dos mesmos organismos que tanto criticam. Se os nossos responsáveis são tão maus, como dizem a cada passo, porque querem mais activismo público? Se nos órgãos estatais há tantas asneiras, distorções, roubos, como aumentar a sua influência? Serão eles o grupinho de responsáveis puros capazes de reformar toda a máquina?
Pode ser que defendam o intervencionismo porque desconfiam mais de empresários e mercados que de ministros e burocratas. Isso faria sentido. Daí se deduziria que querem uma economia só com pequenas empresas, e mesmo essas sem grande sucesso, para evitar que cresçam. Mas o que acontece é precisamente o oposto. O seu modelo exige empresas ainda maiores que as actuais, só que controladas pelo Estado. O tal que eles asseguram só fazer burrices.
Aquilo que esses partidos censuram ainda mais que a incompetência governativa são as negociatas entre autoridades e grupos económicos. Este é o seu tema preferido. Seria assim de esperar que as suas propostas aumentassem as distâncias e defesas entre esses dois poderes, que tendem a corromper-se mutuamente. Mas ninguém no espectro político advoga maior ligação entre ministros e empresas, acreditando piamente que quando os primeiros controlarem directamente as segundas ninguém terá fins lucrativos, desaparecendo abusos do capital e exploração de trabalhadores e público.
A extrema-esquerda é a única área política que não precisa de ter alternativa credível ou sequer fazer sentido, para ganhar impacto mediático. Basta-lhe gritar alto ou dizer piadas para os jornais lhe darem lugar de relevo. Veremos isso esmagadoramente nos próximos meses. Mas esta origem da sua influência é também o seu maior vício. A política dirige-se apenas ao bem comum. Crítica gratuita em emergência nacional é sabotagem.
domingo, 28 de agosto de 2011
Procura cingir-te a um plano de vida - S.Josemaria Escrivá
Sujeitar-se a um plano de vida, a um horário... é tão monótono! – disseste-me. E respondi-te: há monotonia porque falta Amor. (Caminho, 77)
Procura cingir-te a um plano de vida com constância: alguns minutos de oração mental; a assistência à Santa Missa, diária, se te é possível, e a Comunhão frequente; o recurso regular ao Santo Sacramento do Perdão, ainda que a tua consciência não te acuse de qualquer pecado mortal; a visita a Jesus no Sacrário; a recitação e a contemplação dos mistérios do terço e tantas outras práticas excelentes que conheces ou podes aprender.
Mas estas práticas não se deverão transformar em normas rígidas ou em compartimentos estanques. Indicam um itinerário flexível, acomodado à tua condição de homem que vive no meio da rua, com um trabalho profissional intenso e com deveres e relações sociais que não podes descuidar, porque é nessas ocupações que prossegue o teu encontro com Deus. O teu plano de vida há-de ser como uma luva de borracha que se adapta perfeitamente à mão de quem a usa.
Não te esqueças também de que o que é importante não é fazer muitas coisas; limita-te com generosidade àquelas que possas cumprir no dia-a-dia, quer te apeteça quer não. Essas práticas conduzir-te-ão, quase sem reparares, à oração contemplativa. Brotarão da tua alma mais actos de amor, jaculatórias, acções de graças, actos de desagravo, comunhões espirituais. E tudo isto, enquanto te ocupas das tuas obrigações: ao pegar no telefone, ao subir para um meio de transporte, ao fechar ou abrir uma porta, ao passar diante de uma igreja, ao começar um novo trabalho, ao executá-lo e ao concluí-lo. Referirás tudo ao teu Pai Deus. (Amigos de Deus, 149)
Frase do dia (e santo do dia)
sábado, 27 de agosto de 2011
Frase do dia
sexta-feira, 26 de agosto de 2011
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Trinta e seis jovens sudaneses estiveram em Madrid graças à AIS
John, oriundo de Cartum, onde os cristãos representam uma minoria discriminada, descreve o que a participação nas JMJ significou para ele e para os jovens que o acompanharam: “Percebemos que não estamos sozinhos no mundo, mas que fazemos parte deste maravilhoso encontro que transpõe as fronteiras geográficas”. E Lona (27 anos), oriunda de Juba (Sudão do Sul), acrescenta: “Pude comprovar que a nossa fé católica é muito sólida e que a vida sem Cristo é inútil”.
As nove dioceses sudanesas prepararam-se para as JMJ em Madrid durante três anos, através da oração e de actividades comunitárias. Este ano, graças ao apoio da AIS, trinta e seis jovens de todas as dioceses do país participam nas JMJ. O Pe. Santino Mourino Morokomomo, coordenador para as JMJ no Sudão, afirmou: “Os bispos estão totalmente convencidos que as JMJ ajudarão os nossos jovens a serem cristãos mais comprometidos e empenhados, e a manter a fé sem vacilar perante os desafios actuais.”
Em relação ao processo de paz e à vida social no Sudão e em África, a Igreja desempenha um papel importante. O Bispo Eduardo Hiiboro Kussala da Diocese de Tombura Yambio (Sudão do Sul) explicou à AIS que a Igreja “ajudou durante várias gerações milhares de sudaneses, enquanto as organizações internacionais iam e vinham”. Na sua opinião, “a Igreja nativa partilhou as esperanças e o sofrimento do povo, e deu voz aos que frequentemente a não têm”.
Agora é o momento de olhar para o futuro e de fazer realidade o segundo lema das JMJ do ano 2011: “Enraizados e edificados em Cristo Jesus, firmes na fé” (Cl 2,7). A preparação dos jovens sudaneses nas JMJ em Madrid procura alcançar este objectivo. Não é certo que no Sudão continue a reinar a paz, pois ainda se receia o desencadear de uma nova guerra e também o destino da minoria cristã do Norte é incerto. Antes do referendo de dia 9 de Janeiro do presente ano, vários políticos ameaçaram que a situação dos cristãos do Suão do Norte pioraria se o resultado do referendo fosse a favor da independência. Em todo o Sudão, os crentes rezaram durante os 100 dias anteriores para que o referendo decorresse pacificamente e, sem dúvida, o facto de a situação continuar a ser relativamente tranquila também se deve a isso.
Este momento crucial da história do Sudão exige que as pessoas sejam firmes e que estejam dispostas a avançar no período pós-reconciliação. Por esta razão, a AIS contribuiu com 35.000 € para que os jovens aprendam nas JMJ que todos os seres humanos são um só. Levarão esta experiência de regresso a casa, onde a partilharão com as suas comunidades. Trata-se de um investimento na juventude, em cujas mãos está o destino do país, e também de uma contribuição para que as campanhas de alegria do dia 9 de Julho não se transformem em campanhas de luto.
Frase do dia
quarta-feira, 24 de agosto de 2011
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Frase do dia
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
O Drama da Liberdade - José Maria Duque
No dia 22 Julho um homem, depois de ter detonado uma bomba no centro de Oslo, matou 69 pessoas a tiro numa ilha onde decorria um acampamento de uma juventude partidária. Nos dias que se seguiram o autor destes crimes bárbaros foi sempre apelidado de louco.
Nos últimos dias Londres e várias outras cidades de Inglaterra estiveram a saque. Milhares de pessoas saíram à rua para saquear e incendiar. Neste caso os media continuam a falar da morte de um homem pela polícia, do desemprego, do fecho de centros sociais.
Nestes dois casos, como habitualmente, procuram-se sempre uma oportunidade para desresponsabilizar as pessoas: são loucas, não tem emprego, não tem onde se reunir. De algum modo queremo-nos proteger, dizer a nós mesmos que estas situações se devem apenas a uma conjuntura, que podem ser evitadas com remédios, com acompanhamento psicológico, com politicas sociais. Mas quer em Oslo quer em Londres encontramo-nos diante de um dos maiores dramas do homem: o facto de que cada pessoa poder escolher o mal. Não precisa de ser louca, nem de ter problemas sociais. O homem tem livre arbítrio.
O homem moderno deseja um sistema tão perfeito que já não precise de ser bom. Mas tal sistema não existe: a escolha entre a santidade ou o mal é colocada cada dia, cada instante, diante de nós. Este é o drama da liberdade.
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segunda-feira, 15 de agosto de 2011
"O que é a JMJ?" - Papa Bento XVI
Qual é portanto a natureza do que acontece numa Jornada Mundial
da Juventude? Que forças que agem nela?
Análises em voga tendem a considerar estas jornadas como uma
espécie de festival rock em estilo eclesial com o Papa como estrela.
Há também vozes católicas que avaliam tudo como um
grande espectáculo, até bonito, mas de pouco significado
para a questão sobre a fé e sobre a presença do Evangelho
no nosso tempo.
Seriam momentos de caloroso êxtase, mas que afinal
de contas deixariam tudo como dantes, sem influenciar
de modo mais profundo a vida.
Porém, dessa maneira a peculiaridade daquelas jornadas
e o carácter particular da sua alegria, da sua força criadora
de comunhão, fica sem explicação alguma.
O Papa não é a estrela que concenttra tudo à volta de si.
Ele é total e unicamente Vigário. Remete para o Outro
que está no nosso meio.
A Liturgia solene é o centro do conjunto, porque nela
acontece o que nós não podemos realizar e de que, contudo,
estamos sempre à espera. Ele está presente. Ele vem para o meio de nós.
O céu rasga-se e a terra fica cheia de luz.
É isto que torna feliz e aberta a vida e une uns aos outros
numa alegria que não é comparável com o êxtase de um festival rock.
Nietzsche certa vez disse: "A habilidade não consiste em organizar uma festa,
mas em encontrar as pessoas capazes de sentir alegria nela".
Segundo a Escritura, a alegria é fruto do Espírito Santo.
Discurso à Cúria Romana, 22/12/2008
Discurso à Cúria Romana, 22/12/2008
domingo, 14 de agosto de 2011
Rolos de papel higiénico para receber o Papa
Aproveitando a visita do Papa Bento XVI a Espanha, a Renova lançou rolos de papel higiénico com as cores da bandeira do Vaticano para serem utilizados como serpentinas gigantes.
O Papa Bento XVI vai estar em Espanha entre 16 e 21 de Agosto e várias marcas começaram já a lançar produtos aproveitando a ocasião.
Numa jogada de marketing, a Renova concebeu rolos de papel higiénico amarelos e brancos (as cores da bandeira do Vaticano) para distribuir pelos peregrinos. A ideia é que sejam utilizados como serpentinas gigantes para saudar Bento XVI.
"Com este pack original, a Renova pretende animar Madrid e ajudar os jovens e mesmo os mais velhos a receber o Papa de uma forma divertida", explica a empresa. in DN
sábado, 13 de agosto de 2011
Frase do dia
"Já viste um campo de trigo em época de colheita? Observa que certas espigas são altas e viçosas, outras se curvam em direcção à terra. Experimenta colher as altas, mais vaidosas, e verás que são vazias. Se colheres as que se curvam, as mais humildes, verás que estão carregadas de grãos. Daí podemos deduzir que a vaidade é vazia."
S. Pio de Pietrelcina
S. Pio de Pietrelcina
sexta-feira, 12 de agosto de 2011
Beato Pier Giorgio Frassati
Perguntas-me se estou de bom humor. Como poderia não estar, enquanto a minha confiança em Deus me dá força?
Devemos sempre estar alegres. A tristeza deve ser banida de todas as almas cristãs. Pois o sofrimento é uma coisa muito diferente da tristeza, que é a pior doença de todas. É quase sempre causada por falta de fé.
Mas a finalidade para a qual fomos criados mostra-nos o caminho por onde devemos ir, talvez tenha muitos espinhos, mas não é um caminho triste. Mesmo no meio do intenso sofrimento, é um caminho de alegria!
quarta-feira, 10 de agosto de 2011
É recomendável comungar na boca e de joelhos – Cardeal Cañizares
Em entrevista concedida à agência ACI Prensa, o Prefeito da Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos no Vaticano, Cardeal Antonio Cañizares Llovera, assinalou que é recomendável que os católicos comunguem na boca e de joelhos.
Assim indicou o Cardeal espanhol que serve na Santa Sé como máximo responsável, depois do Papa, pela liturgia e os sacramentos na Igreja Católica, ao responder se considerava recomendável que os fiéis comunguem ou não na mão.
A resposta do Cardeal foi breve e singela: "é recomendável que os fiéis comunguem na boca e de joelhos".
Do mesmo modo, ao responder à pergunta da ACI Prensa sobre o costume promovido pelo Papa Bento XVI de fazer que os fiéis que recebam dele a Eucaristia o façam na boca e de joelhos, o Cardeal Cañizares disse que isso se deve "ao sentido que deve ter a comunhão, que é de adoração, de reconhecimento de Deus".
"Trata-se simplesmente de saber que estamos diante de Deus mesmo e que Ele veio a nós e que nós não o merecemos", afirmou.
O Cardeal disse também que comungar desta forma "é o sinal de adoração que necessitamos recuperar. Eu acredito que seja necessário para toda a Igreja que a comunhão se faça de joelhos".
"De facto –acrescentou– se se comunga de pé, é preciso fazer genuflexão, ou fazer uma inclinação profunda, coisa que não se faz".
O Prefeito do Vaticano disse ademais que "se trivializarmos a comunhão, trivializamos tudo, e não podemos perder um momento tão importante como é o de comungar, como é o de reconhecer a presença real de Cristo ali presente, do Deus que é amor dos amores como cantamos em uma canção espanhola".
Ao ser consultado pela ACI Prensa sobre os abusos litúrgicos em que incorrem alguns atualmente, o Cardeal disse que é necessário "corrigi-los, sobre tudo mediante uma boa formação: formação dos seminaristas, formação dos sacerdotes, formação dos catequistas, formação de todos os fiéis cristãos".
Esta formação, explicou, deve fazer que "celebre-se bem, para que se celebre conforme às exigências e dignidade da celebração, conforme às normas da Igreja, que é a única maneira que temos de celebrar autenticamente a Eucaristia".
Finalmente o Cardeal Cañizares disse à agência ACI Prensa que nesta tarefa de formação para celebrar bem a liturgia e corrigir os abusos, "os bispos têm uma responsabilidade muito particular, e não podemos deixar de cumpri-la, porque tudo o que façamos para que a Eucaristia se celebre bem será fazer que na Eucaristia se participe bem".
terça-feira, 9 de agosto de 2011
Dados sobre o início das relações sexuais confunde os jovens
O uso da média de idade de início das relações sexuais pode confundir os jovens, afirma um estudo da Universidade de Navarra. A pesquisa do Instituto Cultura e Sociedade (ICS) analisou dados de 7.011 jovens de El Salvador, Peru e Espanha. Segundo concluiu a equipe, pode causar confusão utilizar a média de idade de início das relações sexuais entre os jovens, porque esta se costuma calcular só levando em conta aqueles que tiveram relações sexuais.
Por outro lado, a proporção de jovens em cada grupo de idade que já são sexualmente ativos é uma medida que leva em conta tanto os que tiveram relações sexuais como aqueles que não tiveram, em cada idade, e por isso é uma maneira mais clara de dar essa informação à população. É o que afirma o estudo Mean age of first sex. Do they know what we mean? , publicado recentemente na revista médica Archives of Sexual Behaviour.
De acordo com os resultados – comenta o Dr. Jokin de Irala – “diversas pesquisas e estudos costumam empregar a idade média de início das relações sexuais quando informa da atividade sexual juvenil. Esses dados podem ser interpretados como se a maioria dos jovens dessa idade já estivessem sexualmente ativos, quando na verdade isso é incerto”.
Por exemplo” – prossegue o coordenador da pesquisa –, “a média de início das relações sexuais na Espanha é de 16 anos. No entanto, a proporção de jovens sexualmente ativos aos 16 anos é de 22%”.
“A importância desse dado está em que os organismos internacionais de saúde pública estão tentando atrasar a idade de início de relações sexuais nos jovens e esta confusão pode entorpecer seu trabalho”, disse.
Por isso, os pesquisadores recomendam falar da sexualidade juvenil levando em conta a proporção de jovens de cada idade sexualmente ativos, “e não as médias de idade, que podem confundir os jovens”, enfatiza o doutor Irala. Este estudo se enquadra no projeto YOURLIFE, dedicado à análise dos estilos de vida e à opinião dos jovens acerca das relações, do amor e da sexualidade. in Zenit
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
domingo, 7 de agosto de 2011
Preservativo não é totalmente seguro contra as DST
A Dra. María del Rosario Laris, que dirige o site www.sexoseguro.mx, oferece nesta entrevista informação sobre a eficácia do preservativo na prevenção das doenças sexualmente transmissíveis (DST) – especialmente da SIDA – e da gravidez indesejada, em busca do “sexo seguro”.
O nome do seu site pode gerar curiosidade e até parecer ofensivo, pois trata-se do que os média argumentam sobre o tema do preservativo, não é assim?
María del Rosario Laris: Sim, certamente, mas trata-se de outra questão. Os estudos científicos que apresentamos no site indicam-nos claramente a verdadeira eficácia do preservativo para prevenir as DST. Por exemplo, no caso do HIV, as revisões internacionais outorgam-lhe uma média de 80% de eficiência com uso contínuo (ou seja, em 100% das relações sexuais), deixando uma janela de 20% de possibilidade de contágio, o que o aumenta notavelmente (até 50%) quando o uso do preservativo não se dá em 100% das relações sexuais.
Há outras DST para as quais o preservativo tem pouca eficácia de prevenção?
María del Rosario Laris: A eficiência do preservativo para as DST que se transmitem através do contacto com a pele, como o vírus da herpes, é de 30%, com uso contínuo; mas no caso do HPV, existem vários estudos, incluindo aqueles publicados no Boletim da Organização Mundial da Saúde, que indicam que não existem dados que demonstrem que a utilização do preservativo proteja realmente contra este vírus – e este facto pode desencadear o cancro do colo do útero nas mulheres do mundo inteiro.
Qual é a eficiência do preservativo como método para evitar uma gravidez indesejada?
María del Rosario Laris: O preservativo tem grandes possibilidades de falhar na tentativa de evitar a gravidez, com dados de 12 a 17%, e até de 50% no segundo ano de utilização.
Tão evidente assim? Os média dizem outra coisa, bem diferente...
María del Rosario Laris: De facto, a informação apresenta-nos uma realidade diferente da que é promovida pela indústria farmacêutica, dedicada à produção, distribuição e comercialização de preservativos no âmbito mundial, assim como governos e organizações que procuram unicamente fazer com que os adolescentes e jovens acreditem que, utilizando o preservativo, é possível viver responsavelmente a vida sexual – o que, a longo prazo, levou a um incremento das DST e das gravidezes nas adolescentes.
Em muitos países, como no México, diz-se que o preservativo é sinónimo de “sexo seguro” e já o elevaram quase a matéria formal nas instituições de ensino...
María del Rosario Laris: Estudos científicos demonstram que a exposição à educação no uso do preservativo não tem como consequência uma maior segurança nas práticas sexuais nem aumenta o seu uso no caso de condutas sexuais de risco, mas, ao contrário, criam ilusões sobre o mal-entendido “sexo seguro”, o que diminui a idade do início da vida sexual, aumenta o número de parceiros sexuais entre os jovens e tem como resultado directo um aumento no número das DST.
in Zenit
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