segunda-feira, 20 de maio de 2013

Relâmpagos durante uma erupção vulcânica

Why does a volcanic eruption sometimes create lightning? Pictured above, the Sakurajima volcano in southern Japan was caught erupting in early January. Magma bubbles so hot they glow shoot away as liquid rock bursts through the Earth's surface from below. The above image is particularly notable, however, for the lightning bolts caught near the volcano's summit. Why lightning occurs even in common thunderstorms remains a topic of research, and the cause of volcanic lightning is even less clear.


blogger

domingo, 19 de maio de 2013

O Papa Francisco, os pobres e o exorcismo

Na Vigília de ontem com os movimentos católicos o Papa Francisco mostrou mais uma vez como a sua relação com Jesus se reflecte na sua relação com os pobres e necessitados. Contou o Santo Padre, que quando se sentava no confessionário na sua diocese – agora já não se pode dar a esse luxo – fazia sempre 3 perguntas a quem se confessava: 1 – tem dado esmola aos pobres? 2 – quando dá esmola olha nos olhos do pobre? 3 – quando dá esmola toca na mão do pobre ou larga a moeda e vai-se logo embora?

Isto explica a verdadeira essência da esmola cristã. Não é apenas uma moeda que se pode dispensar, e se dá por descargo de consciência, mas antes um baixar-se para ir ao encontro do outro, do que não tem ninguém que o ame, ou que simplesmente olha para ele. As moedas são apenas um meio para um fim muito maior, que o outro sinta uma centelha do amor que Deus lhe tem. Daí que a luta contra a pobreza seja mais do que dar condições económicas a alguém, mas que aquela pessoa se sinta alguém.

No seguimento disso, hoje depois da Missa de Pentecostes, depois de ter dado a volta à Praça de S.Pedro, o Papa saiu do papamóvel no último corredor, onde tinham feito uma grande fila de pessoas deficientes mentais e motoras. Durante longos minutos o Santo Padre deteve-se a conversar, especialmente com os mais faladores, e a beijar um a um. Levou à prática o que tinha predicado no dia anterior, quando disse: “Tocar no corpo do pobre é tocar no corpo de Cristo.”

Um deles foi especialmente impressionante: um jovem que estava de cadeira de rodas, acompanhado por um Padre que conheço. Este Padre explicou ao Papa Francisco que o jovem sofria uma possessão demoníaca. O Papa deu-lhe uma bênção, que se traduziu logo ali num exorcismo. O jovem começou a gritar e as pessoas que estavam lá perto ficaram bastate impressionadas. É incrível o poder do Sucessor de Pedro, quando invoca o nome de Jesus Cristo não há quem lhe consiga resistir. Já tinha ouvido falar de exorcismos dos Papas anteriores, que tinham acontecido apenas com a bênção do Papa, mas nunca tinha testemunhado nada disso. O Papa Francisco deu mais um golpe no seu velho inimigo!


João Silveira


blogger

sábado, 18 de maio de 2013

Encontro do Papa Francisco com os Movimentos Católicos


Hoje à tarde, no encontro do Papa com os movimentos católicos, a Praça de S.Pedro estava cheia, a Via della Conciliazione estava cheia, as ruas à volta estavam cheias…o ambiente estava incrível! O CL estava em clara maioria, e foi impressionante quando toda a praça se calou para cantar o Povera Voce. Depois o Papa esteve simplesmente brilhante, para mim foi o melhor discurso do Papa Francisco até agora, vale a pena ler! A Igreja está viva!


blogger

Saudação de D. Manuel Clemente ao Patriarcado de Lisboa

Caríssimos diocesanos do Patriarcado de Lisboa,

Por nomeação do Santo Padre, o Papa Francisco, regressarei a Lisboa em julho próximo, para vos servir como Bispo Diocesano. É um regresso enriquecido por quanto aprendi na Igreja Portucalense, na grande generosidade e aplicação dos seus membros, a tantos títulos notáveis. Como sabeis, não é a primeira vez que um bispo portucalense continua o seu ministério entre vós: assim aconteceu designadamente com D. Tomás de Almeida, que daqui partiu para ser o primeiro Patriarca de Lisboa, em 1716.


De Lisboa trouxe eu para o Porto cinquenta e oito anos de vida convivida, como leigo e ministro ordenado, sob o pastoreio dos Cardeais Cerejeira, Ribeiro e Policarpo. De todos eles guardo larga e agradecida recordação, em especial do Senhor D. José Policarpo, de quem fui aluno e depois colaborador próximo no Seminário dos Olivais e no serviço episcopal, muito ganhando com a sua amizade, inteligência e conselho. A ele dirijo neste momento palavras sentidas de muita gratidão e estima, sabendo que posso contar com a sua sabedoria e experiência. Do Porto levo para Lisboa mais seis anos, plenos de vida pastoral intensa nesta grande Igreja e região, quer no dia a dia das suas comunidades cristãs, quer no dinamismo cívico e cultural dos seus habitantes e instituições.



Assim vos reencontrarei. As minhas palavras vão cheias do grande afeto que sempre mantive por todas e cada uma das terras e populações que, de Lisboa a Alcobaça e do Ribatejo ao Atlântico, integram o Patriarcado de Lisboa. Falo das comunidades cristãs e de quantos, ministros ordenados, consagrados e fiéis leigos, nelas dão o seu melhor nas diversas concretizações apostólicas. Falo das associações de fiéis e movimentos, dos institutos religiosos e seculares, das famílias, das instituições e iniciativas de todo o tipo em que a seiva evangélica dá bom fruto. E refiro-me também a todas as realidades sociais e cívicas onde se constrói aquele futuro melhor, justo e solidário de que ninguém de boa vontade pode e quer desistir. Da minha parte, contareis com tudo o que puder, n’ Aquele que nos dá força (cf. Fl 4, 13).


Saúdo com grande amizade os Senhores D. Joaquim Mendes e D. Nuno Brás, bem como todos os membros do cabido e do presbitério, do diaconado e dos serviços diocesanos, dos seminários, paróquias, institutos, associações e movimentos: Todos juntos, na complementaridade dos carismas e ministérios que o Espírito distribui, seremos o Corpo eclesial de Cristo, para que o seu programa vivamente continue, como o enunciou na sinagoga de Nazaré: «O Espírito do Senhor está sobre mim, porque me ungiu para anunciar a Boa Nova aos pobres…» (cf. Lc 4, 18 ss).

Vosso irmão e amigo, com Cristo e Maria,
+ Manuel Clemente
Porto, 18 de maio de 2013


blogger

sexta-feira, 17 de maio de 2013

Dom Manuel Clemente é o novo Patriarca de Lisboa

Fontes não-oficiais garantem que a notícia será confirmada oficialmente amanhã




blogger

D.Javier Echevarría sobre o Papa Francisco

Encomendei o Santo Padre a Santo Inácio de Loyola, cuja herança espiritual tantos frutos deu na Igreja. Estou convencido de que Santo Inácio intercederá pelo Papa atual; e pensei também na alegria que a sua eleição significaria para a Companhia de Jesus. Recordei a devoção que São Josemaria tinha por Santo Inácio, que cita numerosas vezes em “Caminho” e chama familiarmente Íñigo ou Inácio; considerava-o figura eminente de santidade, dessa entrega sem reservas que ele também propunha – por outras vias – a quem se aproximava do seu apostolado, e celebrou a Santa Missa no quarto do santo de Loyola.
 
D. Javier Echevarría, Prelado do Opus Dei


blogger

quinta-feira, 16 de maio de 2013

Os meus filhos são socialistas

Não sei se são só os meus filhos que são socialistas ou se são todas as crianças que sofrem do mesmo mal. Mas tenho a certeza do que falo em relação aos meus. E nada disto é deformação educacional – eles têm sido insistentemente educados no sentido inverso. Mas a natureza das criaturas resiste à benéfica influência paternal como a aldeia do Astérix resistiu culturalmente aos romanos. Os garotos são estóicos e defendem com resistência a bandeira marxista sem fazerem ideia de quem é o senhor.

Ora o primeiro sintoma desta deformação ideológica tem que ver com os direitos. Os meus filhos só têm direitos. Direitos materiais, emocionais, futuros, ambíguos e todos eles adquiridos. É tudo, absolutamente tudo, adquirido. Ele dão como adquirido o divertimento, as férias, a boleia para a escola, a escola, os ténis novos, o computador, a roupinha lavada, a televisão e até eu. Deveres, não têm nenhum. Quanto muito lavam um prato por dia e puxam o edredão da cama para cima, pouco mais. Vivem literalmente de mão estendida sem qualquer vergonha ou humildade. Na cabecinha socialista deles não existe o conceito de bem comum, só o bem deles. Muito, muito deles.

O segundo sintoma tem que ver com o aparecimento desses direitos. Como aparecem esses direitos. Não sabem. Sabem que basta abrirem a torneira que a água vem quente, que dentro do frigorífico está invariavelmente leite fresquinho, que os livros da escola aparecem forradinhos todos os anos, que o carro tem sempre gasolina e que o dinheiro nasce na parede onde estão as máquinas de multibanco. A única diferença entre eles e os socialistas com cartão de militante é que, justiça seja feita, estes últimos já não acreditam na parede – são os bancos que imprimem dinheiro e pronto, ele nunca falta.

Outro sintoma alarmante é a visão de futuro. O futuro para os meus filhos é qualquer coisa que se vai passar logo à noite, o mais tardar. Eles não vão mais longe do que isto. Na sua cabecinha não há planeamento, só gastamento, só o imediato. Se há, come-se, gasta-se, esgota-se, e depois logo se vê. Poupar não é com eles. Um saco de gomas ou uma caixa de chocolates deixada no meio da sala da minha casa tem o mesmo destino que um crédito de milhões endereçado ao Largo do Rato: acaba tudo no esgoto. E não foi ninguém...

O quarto tique socialista das minhas crianças é estarem convictas de que nada depende delas. Como são só crianças, acham que nada do que fazem tem importância ou consequências. Ora esta visão do mundo e da vida faz com que os meus filhos achem que podem fazer todo o tipo de asneiras que alguém irá depois apanhar os cacos. Eles ficam de castigo é certo (mais ou mesmo as mesma coisa que perder eleições), mas quem apanha os cacos sou eu. Os meus filhos nasceram desresponsabilizados. A responsabilidade é sempre de outro qualquer: o outro que paga, o outro que assina, o outro que limpa. No caso dos meus filhos o outro sou eu, no caso dos socialistas encartados o outro é o governo seguinte.

Por fim, o último mas não menos aterrorizador sintoma muito socialista dos meus filhos é a inveja: eles não podem ver nada que já querem. Acham que têm de ter tudo o que o do lado tem quer mereçam quer não. São autênticos novos-ricos sem cheta. Acham que todos temos de ter o mesmo e se não dá para repartir ninguém tem. Ou comem todos ou não come nenhum. Senão vão à luta. Eu não posso dar mais dinheiro a um do que a outro ou tenho o mesmo destino que Nicolau II. Mesmo que um ajude mais que outro e tenha melhores notas, a “cultura democrática” em minha casa não permite essa diferenciação. Os meus filhos chamam a esta inveja disfarçada, justiça, os socialistas deram-lhe o nome de justiça social.

A minha sorte é que os meus filhos crescem. Já os socialistas são crianças a vida inteira. 

Inês Teotónio Pereira in ionline


blogger

Papa Francisco ontem na praça de S.Pedro

Veni Sancte Spiritus



blogger

quarta-feira, 15 de maio de 2013

Que vos estimeis, que vos ajudeis - S. Josemaria Escrivá

Com quanta insistência o Apóstolo S. João pregava o "mandatum novum"! "Amai-vos uns aos outros!". Pôr-me-ia de joelhos, sem fazer teatro – grita-mo o coração –, para vos pedir, por amor de Deus, que vos estimeis, que vos ajudeis, que vos deis a mão, que vos saibais perdoar. Portanto, vamos banir a soberba, ser compassivos, ter caridade; prestar-nos mutuamente o auxílio da oração e da amizade sincera. 
(Forja, 454)

Só por o filho voltar a Ele, depois de o atraiçoar, prepara um banquete. Que nos concederá, a nós, que procurámos ficar sempre ao Seu lado? Longe da nossa conduta, portanto, a lembrança das ofensas que nos tenham feito, das humilhações que tenhamos padecido – por mais injustas, grosseiras e rudes que tenham sido – porque é impróprio de um filho de Deus ter um registo preparado para apresentar depois uma lista de ofensas. Não podemos esquecer o exemplo de Cristo.

Não se muda a nossa fé cristã como quem muda um vestido: pode enfraquecer ou robustecer-se ou perder-se. Com esta vida sobrenatural revigora-se a fé e a alma aterra-se ao considerar a miserável nudez humana sem o auxílio divino. E perdoa e agradece: meu Deus, se contemplo a minha pobre vida não encontro nenhum motivo de vaidade e menos ainda de soberba; só encontro abundantes razões para viver sempre humilde e compungido. Sei bem que a melhor nobreza é servir.

Levantar-me-ei e percorrerei a cidade: pelas ruas e praças procurarei aquele que amo... E não apenas a cidade; correrei o mundo de lés a lés – por todas as nações, por todos os povos, por carreiros e atalhos – para conquistar a paz da minha alma. E descubro-a nas ocupações diárias, que não me servem de estorvo; que são – pelo contrário – o caminho e a ocasião de amar cada vez mais e de cada vez mais me unir a Deus. (Amigos de Deus, nn. 309–310)


blogger

terça-feira, 14 de maio de 2013

França bane as palavras "Pai" e Mãe"

Em França o formulário de inscrição para a escola já vem com as palavras "Parent 1" e "Parent 2" em vez de "Père" et "Mère". Temos que banir da face da Terra essas palavras homofóbicas "Pai" e "Mãe", malditas sejam!


blogger

Frase do dia

"Graças a Deus há uma geração jovem e que incomoda muito, incomoda e assusta. E isto alegra-me muito, porque é o futuro da Igreja. Uma geração jovem que quer seriedade. Temos que entender que o jovem de hoje não é o dos anos 60. O jovem dos anos 60 contestava; o jovem cristão de hoje quer redescobrir as suas raízes". 

D. Henrique Soares da Costa, Bispo Auxiliar da Arquidiocese de Aracaju.


blogger

13 de Maio de 1981

No dia 13 de Maio de 1981, duas balas cobardes fizeram tombar um gigante, mas Nossa Senhora de Fátima levantou-o.



blogger

segunda-feira, 13 de maio de 2013

Francisco e o diabo - Sandro Magister

Na pregação do Papa Francisco há um tema que aparece com uma frequência surpreendente: o diabo.

O mesmo tema aparece repetido com a mesma frequência no Novo Testamento. No entanto, a surpresa permanece, quanto mais não seja porque com as suas contínuas referências ao diabo o Papa Jorge Mario Bergoglio distancia-se da pregação actual da Igreja, que sobre ele cala ou reduz a metáfora.

Mais: está tão difundida a minimização do diabo que chega a projectar a sua sombra sobre as próprias palavras do Papa. Até agora a opinião pública, tanto a católica como a laica, parece despreocupada perante esta insistência sobre o diabo, ou, quanto muito, acenando uma indulgente curiosidade.

Seja o que for, uma coisa é certa. Para o Papa Bergoglio o diabo não é um mito, é uma pessoa real. Numa das suas homilias matutinas na capela da Domus Sanctae Marthae disse que não só há ódio no mundo em relação a Jesus e à Igreja, como, por trás deste espírito do mundo, está "o príncipe deste mundo".

"Com a sua morte e ressurreição Jesus resgatou-nos do poder do mundo, do poder do diabo, do poder do príncipe deste mundo. A origem do ódio está aqui: estamos salvos e esse príncipe do mundo, que não quer que sejamos salvos, odeia-nos e faz nascer a perseguição que desde os primeiros tempos de Jesus continua até hoje".

É preciso reagir ante o diabo - diz o Papa - como fez Jesus, que "respondeu com a palavra de Deus. Com o príncipe deste mundo não se pode dialogar. O diálogo entre nós é necessário; é necessário para a paz, é uma atitude que devemos ter entre nós para nos escutarmos e entendermos. E deve manter-se sempre. O diálogo nasce da caridade, do amor. Mas com este príncipe não se pode dialogar, pode apenas responder-se com a palavra de Deus que nos defende".

Francisco fala do diabo demonstrando que tem muito claros na sua mente os seus fundamentos bíblicos e teológico.

E precisamente para refrescar a mente sobre esses fundamentos no "L'Osservatore Romano" do dia 4 de Maio intervem o teólogo Inos Biffi, com um artigo que percorre a presença e o papel do diabo no Antigo e no Novo Testamento, tanto no que foi revelado e é evidente, como no que pertence a um "panorama oculto" e, em última análise, "aos imperscrutáveis caminhos" de Deus.


blogger

domingo, 12 de maio de 2013

Procissão das velas no Santuário de Fátima

"Não ofendam mais a Deus, Nosso Senhor, que já está muito ofendido!" 
Nossa Senhora de Fátima



blogger

sábado, 11 de maio de 2013

Oásis - Pe.Gonçalo Portocarro de Almada

Todos os anos é a mesma coisa. A partir dos primeiros dias do mês de Maio, dos mais variados locais do país, homens e mulheres fazem-se à estrada. Alguns caminham centenas de quilómetros, ao longo de vários dias, outros percorrem distâncias mais curtas. Muitos vão a pé, desgranando as contas do rosário, apoiados num bordão, de mochila às costas e bolhas nos pés.

Um destino comum: Fátima. Um denominador comum: a fé. Mas são muitas as idades, como variadas as condições económicas e sociais. Muitos vão pedir graças, alguns agradecer, muitos transportam encargos alheios. Mas há também quem leve apenas o seu rezar ou, se nem isso souber, tão só o seu olhar.

Talvez não haja povoação mais desinteressante, em termos humanos, do que Fátima. Mesmo as grandiosas basílicas não primam pela beleza. A paisagem natural é vulgar, quase banal. E as lojas de artigos religiosos, geralmente de gosto muito duvidoso, têm o condão de desanimar até o mais fervoroso crente.

Sei de pessoas que foram a Fátima pedir emprego e não o obtiveram. Doentes que imploraram a cura e não lograram debelar os seus males. Coxos, que coxos ficaram e ainda hoje o são. Mas não conheço ninguém, absolutamente ninguém, que tendo alguma vez peregrinado até à Cova da Iria, de lá não tenha trazido uma bênção de Deus.

Por isso, no deserto em que se converteu o mundo moderno, tão cheio de coisas supérfluas mas tão vazio do que é essencial, são precisos, mais do que nunca, estes oásis de espiritualidade. in jornal i


blogger

O órgão - Papa Bento XVI

"O órgão, desde sempre e com razão, foi considerado o rei dos instrumentos musicais, porque abrange todos os sons da criação e dá ressonância à plenitude dos sentimentos humanos. Para mais, transcendendo, como toda a música de qualidade, a esfera simplesmente humana, transporta para o divino. A grande variedade dos timbres do órgão, do piano até ao fortissimo arrebatado, faz dele um instrumento superior a todos. Ele tem a capacidade de dar ressonância a todos os âmbitos da existência humana. As múltiplas possibilidades do órgão recordam-nos de certa maneira a imensidão e magnificência de Deus." 



Alte Kapelle de Ratisbona, 13 de Setembro de 2006


blogger

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Frase do dia

"O sexo é um instinto que produz uma instituição. E se é algo positivo e não negativo, bom e não mau, criador e não destruidor, é porque produz essa instituição chamada família: um pequeno Estado ou comunidade que, uma vez iniciada, tem centenas de aspectos que não são de nenhuma maneira sexuais. Inclui amor, festa, justiça, decoração, descanso, educação, apoio... O sexo é a porta de entrada dessa casa, mas qualquer casa é muito maior do que a sua porta".  

G.K. Chesterton (29 de Janeiro de 1928)


blogger

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Ascensão do Senhor

"Homens da Galileia, porque estais a olhar para o Céu? Esse Jesus, que do meio de vós foi elevado para o Céu, virá do mesmo modo que O vistes ir para o Céu." (Actos 1, 11)



blogger

quarta-feira, 8 de maio de 2013

O escândalo de Westminster - Pe.Gonçalo Portocarrero

Isto de escândalos eclesiais já não devia surpreender ninguém, mas a verdade é que fiquei impressionado com as mais recentes notícias de Westminster, a diocese católica da capital do Reino Unido. E, mais uma vez, a questão tem que ver com os padres, que, como é sabido, têm sido recentemente motivo de muitas notícias no mundo anglo-saxónico, quase sempre pelos piores motivos.

Desta feita, é a própria diocese católica de Londres, Westminster, que toma a iniciativa de denunciar o problemático estado em que se encontra. Fá-lo por meio de um breve folheto de quatro páginas, divulgado a todos os seus fiéis, e que abre com a chocante fotografia de quatro candidatos ao presbiterado, prostrados no chão, como prescreve a liturgia da respectiva ordenação. 

Nas páginas seguintes, um gráfico ajuda a compreender a difícil situação da principal diocese britânica: em menos de uma década o número de seminaristas duplicou! Com efeito, se em 2004 eram apenas 17, na actualidade o seminário católico de Londres conta com 40 jovens, dos quais oito serão ordenados presbíteros este Verão!

É certamente extraordinário um incremento de 135% das vocações sacerdotais na principal diocese inglesa, precisamente no país em que a confissão religiosa maioritária, a Igreja Anglicana, não só permite a ordenação sacerdotal de homens casados, como também admite mulheres às sagradas ordens. Esta explosão de vocações é dramática a vários níveis. 

Do ponto de vista económico, representa um grave défice para a diocese londrina, que, por isso, lançou uma campanha de grande escala de angariação de fundos. Para os eternos defensores dos padres casados e da ordenação feminina, é um facto trágico, que quase os deixa sem argumentos. Para os católicos, é um milagre tão evidente que dispensa a fé, logo no ano em que os Papas Bento XVI e Francisco tinham pedido uma especial vivência desta virtude sobrenatural! in jornal i


blogger

segunda-feira, 6 de maio de 2013

Frase do dia

"Viveremos bem quando decidirmos fazer um exame de consciência todas as noites." 

S. João Maria Vianney


blogger

Carta do Papa Francisco sobre o "casamento gay" na Argentina

Escrevo estas linhas aos que estão nos quatro mosteiros de Buenos Aires. O povo argentino deverá confrontar-se, nas próximas semanas, com uma situação cujo resultado pode ferir gravemente a família. Trata-se do projecto de lei sobre o matrimónio de pessoas do mesmo sexo.

Aqui estão em jogo a identidade e a sobrevivência da família: pai, mãe e filhos. Está em jogo a vida de tantas crianças que serão discriminadas de antemão, privando-se do amadurecimento humano que Deus quis que se desse com um pai e uma mãe. Está em jogo o rechaço directo à lei de Deus, gravada nos nossos corações.

Recordo uma frase de Santa Teresinha quando fala sobre a sua enfermidade de infância. Disse que a inveja do Demónio quis cobrar na sua família a entrada da sua irmã mais velha no Carmelo. Aqui também está a inveja do Demónio, através da qual entrou o pecado no mundo, que de modo manhoso pretende destruir a imagem de Deus: homem e mulher receberam o mandamento de crescer, multiplicar-se e dominar a terra. Não sejamos ingénuos: não se trata de uma simples luta política. É a pretensão destrutiva do plano de Deus. Não se trata dum mero projecto legislativo (este é meramente o instrumento), mas duma acção do pai da mentira que pretende confundir e enganar os filhos de Deus.

Jesus disse-nos que, para nos defendermos deste acusador mentiroso, nos havia de enviar o Espírito da Verdade. Hoje, a Pátria, perante esta situação, necessita da assistência especial do Espírito Santo para que brilhe a luz da Verdade no meio da obscuridade do erro. É necessário que este advogado nos defenda do encantamento de tantos sofismas com que se tenta justificar este projecto de lei, e que confundem e enganam até mesmo pessoas de boa vontade.

Por isto, recorro a vós pedindo oração e sacrifício, as duas armas invencíveis que Santa Teresinha confessava ter. Clamem ao Senhor para que envie o Espírito aos senadores que irão votar. Que não o façam movidos pelo erro ou por situações de conjunctura, mas segundo o que a lei natural e a lei de Deus prescreve. Peçam por eles, pelas suas famílias; que o Senhor os visite, os fortaleça e console. Peçam para que eles façam um bem à Pátria.

O projecto de lei será tratado no Senado depois de 13 de Julho. Olhemos para São José, para Maria, para o Filho, e peçamos com fervor que defendam a família argentina neste momento. Recordemos aquilo que Deus disse ao seu povo num momento de muita angústia: “esta guerra não é vossa, mas de Deus”. Que eles nos socorram, defendam e acompanhem nesta guerra de Deus.

Obrigado pelo que farão nesta luta pela Pátria. E, por favor, também vos peço que rezem por mim. Que Jesus vos abençoe e a Virgem Santa Maria cuide de vós.

Com carinho,
Cardeal Jorge Mario Bergoglio, arcebispo de Buenos Aires (22 de Junho de 2010)


blogger

domingo, 5 de maio de 2013

Dia da Mãe: Santa Mónica rogai por nós

Túmulo de Santa Mónica, Basílica de Santo Agostinho (Roma)



blogger

Dia da Mãe

"Uma mãe ajuda os filhos a crescer e quer que cresçam bem; por isso, educa-os para que não se deixem levar pela preguiça – que deriva de um certo bem-estar - a não se acomodarem a uma vida fácil, que se contenta unicamente a ter coisas. A mãe cuida dos filhos para que cresçam sempre mais, cresçam fortes, capazes de assumirem responsabilidades, de se empenharem na vida, de abraçarem grandes ideais. O Evangelho diz que, na família de Nazaré, Jesus 'crescia e se fortalecia, cheio de sabedoria, e a graça de Deus estava com Ele' (Lc 2,40)." 

Papa Francisco, ontem na Basílica de Santa Maria Maior


blogger

sábado, 4 de maio de 2013

Escuta bem, Igreja em Portugal - Nota Pastoral da CEP

Escuta bem, com toda a atenção, Igreja em Portugal:
  — reúne-te à volta de Jesus, aprende a rezar e, com Jesus e como Jesus, vai  com alegria e ousadia sempre renovadas à procura e ao encontro dos teus  filhos e filhas;
— reveste-te sem ostentação nem riquezas, mas com humildade e verdade e com a ternura de Jesus Cristo;
— acolhe e vive o Evangelho como uma graça recebida, transmite-o com amor e fidelidade, e não como um produto para publicitar ou para colocar no  mercado;

— põe todo o esmero a preparar e oferecer, com carinho, verdadeiros itinerários  de iniciação e de formação cristã para crianças, adolescentes jovens e  adultos;
— redobra o teu empenho na preparação dos candidatos ao sacerdócio;
— fica sempre atenta e vigilante e sê persistente em tudo o que diz respeito à  formação permanente dos teus sacerdotes;

— reconhece os consagrados pela riqueza dos seus carismas como membros  ativos e indispensáveis no crescimento e na ação do Povo de Deus;
— cuida também da formação dos fiéis leigos, com especial atenção aos mais  comprometidos na vida da Igreja e da sociedade, e estimula-os a serem  verdadeiros discípulos de Jesus e seus missionários apaixonados e felizes no  coração do mundo;
— vela sempre, com afecto maternal, por todos os teus filhos e filhas, e nunca  deixes que se transformem em meros funcionários, perdendo o ardor e o  primeiro amor.


blogger

sexta-feira, 3 de maio de 2013

Frase do dia

"Não digas mentiras nem como desculpas. Deus é a verdade!" 

S. Pio de Pietrelcina


blogger

quinta-feira, 2 de maio de 2013

Welcome home




blogger

"Acompanha os funerais de quem não tem ninguém"

Dentro do caixão segue mais um dos solitários de Lisboa. Um homem, sem nome, sem idade, sem história. À volta, ninguém. Ninguém para o chorar, para sentir a sua falta, ninguém para se despedir, naquele que é o derradeiro momento. No cortejo, além do padre e dos funcionários da funerária, só uma mulher. Em silêncio. Na mão, uma flor. 

Ana Campos Reis tem 60 anos e há dez que acompanha os funerais de quem não tem ninguém. Foi essa a missão que pediu para si quando se ligou à Irmandade de São Roque. Já terá assistido a perto de mil funerais. Mil almas que partiram sem deixar saudades. Muitas vezes, são verdadeiras almas penadas de quem nada se sabe. Nem nome, nem idade, nem história. Como este homem que agora avança, devagarinho, até à última morada, no Cemitério de Benfica. Ao caminhar, uns passos atrás da urna, Ana Campos Reis pensa: «Quem és tu? Quem foste? De onde vieste? O que terá sido a tua vida para que tenhas acabado assim, só, sem vivalma que te venha chorar?» Depois, reza. 

Quando são mortos com nome, a enfermeira da Santa Casa da Misericórdia procura a sua história, tenta saber quem eram, que vida foi a sua, se alguma vez lhe passaram pelas mãos, no seu trajeto de vida. «O que mais me dói são as crianças. Os bebés. Os fetos. Normalmente dou-lhes um nome. Teresa. João. Rita. Onde estão os teus pais? O que falhou para não estarem aqui, no teu último momento? Porque é que tiveste uma vida tão curta?» 

Todos estes mortos solitários têm direito a uma oração, sentida, todos recebem uma rosa vermelha, todos têm a presença, fiel, de uma mulher que vive e viveu toda a vida com os olhos postos nos outros. Uma mulher de fé, apesar de toda a miséria e abandono a que já assistiu em mais de quarenta anos de trabalho na Misericórdia de Lisboa. Uma mulher de fé, apesar de ter perdido um filho, num acidente, em plena juventude. «Essa foi a mais aguda de todas as dores. E talvez seja por isso que é para mim tão importante estar aqui, nos funerais dos que não têm ninguém. Sinto-me sempre perto do meu filho, nestes momentos. Rezo por quem partiu mas rezo também por ele. É, de certo modo, uma forma de estarmos juntos outra vez.» in DN


blogger

quarta-feira, 1 de maio de 2013

Dia de S. José Operário

"Quero dirigir-me em particular a vocês adolescentes e jovens: empenhem-se nos vossos deveres diários, nos estudos, no trabalho, nas relações de amizade, na ajuda ao próximo; o vosso futuro depende também de como souberem viver estes preciosos anos da vida. Não tenham medo do compromisso e não olhem com medo para o futuro; mantenham viva a esperança: existe sempre uma luz no horizonte." 

Papa Francisco, hoje na Missa


blogger

terça-feira, 30 de abril de 2013

Carta de D. Oscar Romero a pedir a beatificação de São Josemaria


Uma carta escrita ao Papa pelo Bispo salvadorenho Dom Oscar Romero, a 12 de Julho de 1975, solicitava a abertura do processo de beatificação de São Josemaria. O documento não apenas revela a profunda amizade de Oscar Romero com Escrivá, mas também, e principalmente, mostra as prioridades na vida apostólica e espiritual do prelado. Eis a carta:

"Beatíssimo Padre,

Considero o dia ainda recente da morte do Monsenhor Josemaria Escrivá de Balaguer como uma contribuição para a maior glória de Deus e para o bem-estar das almas, e, por isso, solicito a Vossa Santidade a rápida abertura da causa de beatificação e canonização de tal eminente sacerdote.

Tive a sorte de conhecer Escrivá de Balaguer pessoalmente e de receber dele o apoio e força para ser fiel à doutrina inalterável de Cristo e de servir com zelo apostólico à Santa Igreja Romana e esta terra de Santiago de Maria, que Vossa Santidade me confiou.

Conheço faz muito tempo o trabalho do Opus Dei aqui em El Salvador, e posso testemunhar o sentido sobrenatural que o anima e a fidelidade ao magistério eclesiástico, que caracteriza este trabalho.

Pessoalmente, devo profunda gratidão aos padres envolvidos, a quem eu confio, com muita satisfação, a direção espiritual de minha vida e a de outros sacerdotes.

Pessoas de todas as classes sociais encontram no Opus Dei uma orientação segura para viver como filhos de Deus no meio diário na sua família e nas obrigações sociais. E isto é, sem dúvida, devido à vida e à doutrina de seu fundador.

Neste mundo tempestuoso, invadido por insegurança e dúvida, a excelente fidelidade doutrinária que caracteriza o Opus Dei é um sinal da graça especial de Deus.

Monsenhor Escrivá de Balaguer foi capaz de unir, na sua vida, um contínuo diálogo com Nosso Senhor e uma grande humanidade. Alguém poderia dizer que ele era um homem de Deus e que a sua maneira de ser estava impregnada de sensibilidade, gentileza e bom humor.

Há muitas pessoas que, desde o momento de sua morte, estão privadamente confiando-lhe as suas necessidades.

Beatíssimo Padre, humildemente repito o meu pedido de uma abertura rápida da causa de beatificação e canonização de Josemaría Escrivá de Balaguer, para a maior glória de Deus e para a edificação da Igreja.

Com afeto filial e submissão, beijo vosso anel.
Oscar Romero"

adaptado de: acarajeconservador.blogspot.it


blogger

Frase do dia

“E se, muitas vezes, tenho o rosto voltado para o chão e as lágrimas correm com abundância, ao mesmo tempo a minha alma está repleta duma profunda paz e felicidade.” 

Santa Faustina (Diário, 1394)


blogger

segunda-feira, 29 de abril de 2013

Mamom - Padre Nuno Serras Pereira

Depois da minha Ordenação Sacerdotal, em 1986, fui enviado para Coimbra com a finalidade de exercer o ministério, principalmente, na nossa Igrejinha. Aí homiliei, sobretudo nas Missas Dominicais, durante quatro anos. Um assunto que me perturbava, desde uns anos antes, tinha a ver com o impressionante fascínio sedutor, senão mesmo hipnótico, que as pregações dos políticos e os pronunciamentos de boa parte de membros da Igreja, exercia sobre as almas. 

Tudo aquilo estava nimbado de uma nova religiosidade: Os fautores da união eram novéis Moiséses, melhor, definitivos salvadores, que nos conduziam à nova terra prometida, ao paraíso neste mundo, o único existente. Daí escorria leite e mel, isto é, dinheiro a jorros, garantindo-nos uma abundancia tal que infundiria em todos uma felicidade perfeita. 


A generalidade dos cidadãos, e não poucos prelados, indiferentes aos princípios inegociáveis, aos absolutos morais, aos valores essenciais e à sua justa jerarquia, votavam com a carteira, com o multibanco, em busca da riqueza sonhada, não obstante os insistentes avisos e exortações homiléticas de um resto, mínimo, que por ter a Graça de ver e escutar os sinais dos tempos se recusava, por virtude do Espírito Santo, a emudecer. 


Era preciso ser cego e surdo, ou estar magnetizado, para não perceber a inversão perversa e enganadora da Fé verdadeira. O diabo, esse grande invertido, macaqueia, com sofisticado requinte, a obra de Deus, mas deixa sempre um fedor a enxofre, que deixa nauseados aqueles que não vivem na imundície.



A cobiça, essa deusa de beleza luciferina, subtilmente enganadora, dominava soberana e implacável. Para alcançar e gozar do “tudo isto te darei” (Mt 4, 9) era imprescindível dar provas iniciais da maturidade de uma democracia relativista e, portanto, meramente formal, instituindo o divórcio, impregnando a mentalidade contraceptiva, aprovando, como brecha primeira, a legalização do aborto provocado. Deste modo, uma substancial tirania se implantou e consolidou em nome, precisamente, da sobredita democracia. Tudo isso foi feito sem sobressaltos de maior.


Transformados efusivamente em orgiásticos adoradores do deus Mamom (dinheiro) entregámo-nos ebrifestivamente a uma vertiginosa avidez insaciável com o consequente fúnebre cortejo de crueldades que sempre o acompanham: deseducação sexual nas escolas, liberalização do aborto, reprodução artificial, experimentação letal em pessoas no seu estado embrionário, asfixia da liberdade religiosa, pseudocasamento entre pessoas do mesmo sexo, com concomitante adopção pela figura do apadrinhamento, divórcio expresso sem culpa. Mamom sempre foi desapiedado, desconhecendo em absoluto a Misericórdia.


Inclementes e desalmados para com os inocentes e os mais vulneráveis, imploramos agora socorro, compaixão e beneficência para com as nossas aflições monetárias… A verdade é que se não nos convertermos pereceremos todos igualmente (cf Lc 13, 1-3); e, pior ainda, seremos julgados sem misericórdia (cf Tg 2, 13). Mas a misericórdia triunfa sobre o juízo! Enquanto não chega a morte corporal, que tantas vezes é súbita e imprevista, estamos sempre - e este sempre significa agora, já que logo pode ser tarde -, a tempo, assim Deus conceda a Sua Graça, que a ninguém a recusa, de nos arrependermos e a Ele, Infinitamente Misericordioso, nos convertermos (Mt 25, 31-46).


NOTA BENE: Este texto não cuida de análises políticas (no significado ordinário que é dado a este vocábulo) nem económico-financeiras, matérias que não são da minha competência. Reflexiono, tão só, naquilo que diz respeito ao meu ministério.


blogger

domingo, 28 de abril de 2013

Mal, dor, sofrimento = Deus não existe? C.S. Lewis responde




blogger

Homilia do Papa Francisco, hoje na Missa com o Rito da Confirmação

Amados irmãos e irmãs! Queridos crismandos! Bem-vindos!

Gostaria de vos propor três pensamentos, simples e breves, para a vossa reflexão.

1. Na Segunda Leitura, ouvimos a estupenda visão de São João: um novo céu e uma nova terra e, em seguida, a Cidade Santa que desce de junto de Deus. Tudo é novo, transformado em bondade, em beleza, em verdade; não há mais lamento, nem luto... Tal é a acção do Espírito Santo: Ele traz-nos a novidade de Deus; vem a nós e faz novas todas as coisas, transforma-nos. O Espírito transforma-nos! E a visão de São João lembra-nos que todos nós estamos a caminho para a Jerusalém celeste, a novidade definitiva para nós e para toda a realidade, o dia feliz em que poderemos ver o rosto do Senhor – aquele rosto maravilhoso, tão belo do Senhor Jesus –, poderemos estar para sempre com Ele, no seu amor.

Olhai! A novidade de Deus não é como as inovações do mundo, que são todas provisórias, passam e procuram-se outras sem cessar. A novidade que Deus dá à nossa vida é definitiva; e não apenas no futuro quando estivermos com Ele, mas já hoje: Deus está a fazer novas todas as coisas, o Espírito Santo transforma-nos verdadeiramente e, através de nós, quer transformar também o mundo onde vivemos. Abramos a porta ao Espírito, façamo-nos guiar por Ele, deixemos que a acção contínua de Deus nos torne homens e mulheres novos, animados pelo amor de Deus, que o Espírito Santo nos dá. Como seria belo se cada um de vós pudesse, ao fim do dia, dizer: Hoje na escola, em casa, no trabalho, guiado por Deus, realizei um gesto de amor por um colega meu, pelos meus pais, por um idoso. Como seria belo!

2. O segundo pensamento: na Primeira Leitura, Paulo e Barnabé afirmam que «temos de sofrer muitas tribulações para entrarmos no Reino de Deus» (Act 14, 22). O caminho da Igreja e também o nosso caminho pessoal de cristãos não são sempre fáceis, encontramos dificuldades, tribulações. Seguir o Senhor, deixar que o seu Espírito transforme as nossas zonas sombrias, os nossos comportamentos em desacordo com Deus e lave os nossos pecados, é um caminho que encontra muitos obstáculos fora de nós, no mundo, e dentro de nós, no coração. Mas, as dificuldades, as tribulações fazem parte da estrada para chegar à glória de Deus, como sucedeu com Jesus que foi glorificado na Cruz; aquelas sempre as encontraremos na vida. Não desanimeis! Para vencer estas tribulações, temos a força do Espírito Santo.

3. E passo ao último ponto. É um convite que dirijo a todos, mas especialmente a vós, crismandos e crismandas: permanecei firmes no caminho da fé, com segura esperança no Senhor. Aqui está o segredo do nosso caminho. Ele dá-nos a coragem de ir contra a corrente. Sim, jovens; ouvistes bem: ir contra a corrente. Isto fortalece o coração, já que ir contra a corrente requer coragem e Ele dá-nos esta coragem. Não há dificuldades, tribulações, incompreensões que possam meter-nos medo, se permanecermos unidos a Deus como os ramos estão unidos à videira, se não perdermos a amizade com Ele, se lhe dermos cada vez mais espaço na nossa vida. 

Isto é verdade mesmo, e sobretudo, quando nos sentimos pobres, fracos, pecadores, porque Deus proporciona força à nossa fraqueza, riqueza à nossa pobreza, conversão e perdão ao nosso pecado. O Senhor é tão misericordioso! Se vamos ter com Ele, sempre nos perdoa. Tenhamos confiança na acção de Deus! Com Ele, podemos fazer coisas grandes; Ele nos fará sentir a alegria de sermos seus discípulos, suas testemunhas. Apostai sobre os grandes ideais, sobre as coisas grandes. Nós, cristãos, não fomos escolhidos pelo Senhor para coisinhas pequenas, ide sempre mais além, rumo às coisas grandes. Jovens, jogai a vida por grandes ideais!

Novidade de Deus, tribulação na vida, firmes no Senhor. Queridos amigos, abramos de par em par a porta da nossa vida à novidade de Deus que nos dá o Espírito Santo, para que nos transforme, nos torne fortes nas tribulações, reforce a nossa união com o Senhor, o nosso permanecer firmes n'Ele: aqui está a verdadeira alegria. Assim seja.


blogger

sábado, 27 de abril de 2013

Os guardas suiços também se casam




blogger

A hipótese que não existe - Padre Gonçalo Portocarrero de Almada

Conta-se que um nosso contemporâneo tinha péssima voz e ainda pior ouvido. Inconsciente das suas incapacidades canoras e auditivas, arriscava as mais arrojadas escalas, com terríveis resultados. Numa ocasião, um desesperado ouvinte, com escassa predisposição para o martírio, não aguentou mais e gritou-lhe:

- Cale-se! Essa nota não existe!

Uma nota inexistente é, como é óbvio, uma contradição nos termos, mas serve como exemplo de uma hipótese inexistente, como é a tese de que, negando a divindade de Cristo, também o não quer condenar, afirmando que era um bom homem. Ora acontece que, em termos meramente racionais ou lógicos, essa é a única hipótese que não existe.

A historicidade de Jesus de Nazaré não pode ser honestamente posta em causa, mas só os cristãos estão dispostos a reconhecer-lhe a condição divina que a sua fé afirma. Ateus, agnósticos e crentes de outras religiões não o têm por Deus, mas talvez também não por um impostor. Com efeito, até os mais incrédulos são sensíveis à beleza e à sabedoria dos seus ensinamentos e à exemplaridade da sua vida e por isso seguramente estariam dispostos a afirmar que Cristo foi um bom homem, sem se aperceberem da contradição de uma tal conclusão.

Com efeito, a personagem, que a história sagrada e profana conhece como Jesus de Nazaré disse ser Deus e, como tal, não só realizou prodígios - os milagres de que falam os Evangelhos - como aceitou ser adorada pelos homens. Uma tal afirmação só admite duas possibilidades: ser verdadeira ou falsa. Em nenhum dos casos, contudo, é compatível com a tal hipótese de Jesus ser apenas um homem bom.

De facto, se é verdade que Cristo é Deus, Jesus não foi simplesmente um homem bom, mas o ser divino, o próprio Deus encarnado, como afirma a fé cristã. A alguém que o chamou bom Mestre, Ele próprio disse que só Deus é bom. Mas nunca nenhum homem bom se atribuiu a si mesmo a condição divina. S. Paulo, quando confundido com uma divindade pagã, não permitiu que lhe fosse prestado culto. E S. João, quando se quis prostrar diante do anjo que se lhe revelou, foi por este admoestado, porque só a Deus é devida adoração. A mesma que Jesus de Nazaré recebeu e aceitou dos seus discípulos, precisamente por ser Deus. Se o não fosse, uma tal veneração teria sido idolátrica e, como tal, digna da pena capital.

Mas se Cristo não é Deus, tendo dito que o era, só poderia ser um mentiroso. Não cabe a hipótese de que fosse um alienado e, como tal, inimputável, porque nesse caso ninguém do seu tempo, ou depois, o teria tomado a sério, nem para o seguir nem para o condenar. Mas, se fosse de facto uma pessoa falsa, não seria decididamente um homem virtuoso, mas um blasfemo. Foi aliás por esta razão que foi condenado à morte pelo sinédrio. Tinham razão os que exigiram a sua morte, como réu confesso de tamanha ofensa à verdade e à dignidade divina?!

Ante Cristo, só cabem três atitudes: a indiferença dos néscios, o ódio ou a adoração. Os primeiros, como as avestruzes, enterram a cabeça na areia, abdicando da sua condição racional. Os outros, por força da razão, ou reconhecem que Jesus de Nazaré é Deus ou só podem tê-lo por um impostor. A cómoda hipótese do Jesus bonzinho, que daria tanto jeito aos que não se querem comprometer, porque o não querem seguir, nem condenar, pura e simplesmente não existe, como a desafinada nota do mau cantor.

Ou se entende que Cristo é um falsário e um mentiroso e, consequentemente, é justa e razoável a exigência da sua condenação, ou se aceita a sua divindade e se cai a seus pés, confessando: meu Senhor e meu Deus! in jornal i


blogger

sexta-feira, 26 de abril de 2013

Frase do dia

"Não nos podemos esquecer de que seremos apresentados a Deus no juízo final da maneira como a morte nos encontrar!" 

S. Pio de Pietrelcina


blogger

quarta-feira, 24 de abril de 2013

Frase do dia

"O meu verdadeiro programa de governo é não fazer a minha vontade, não perseguir ideias minhas, pondo-me contudo à escuta, com a Igreja inteira, da palavra e da vontade do Senhor e deixar-me guiar por Ele, de forma que seja Ele mesmo quem guia a Igreja nesta hora da nossa história." 

Papa Bento XVI, na Missa de início do seu Pontificado (24/IV/2005)


blogger

terça-feira, 23 de abril de 2013

Papa Francisco, hoje no dia de S.Jorge (o seu onomástico)

“A identidade cristã não é um bilhete de identidade. É uma pertença à Igreja, à Igreja mãe porque encontrar Jesus fora da Igreja não é possível. O grande Papa Paulo VI dizia: 'é uma dicotomia absurda querer viver com Jesus sem a Igreja, seguir Jesus fora da Igreja, amar Jesus sem a Igreja'. E é aquela Igreja mãe quem nos dá Jesus: dá-nos a identidade que não é apenas um carimbo é uma pertença.”


blogger

«Vocês são loucos?» Testemunho do casal Inmaculada e Jano Ripoll

Tiveram de suportar a incompreensão de muitos, mas hoje podem olhar para trás e agradecer a Deus uma vida matrimonial e familiar plena. Na Segurança Social quiseram convencê-los a que ela fizesse uma laqueação de trompas, e expulsaram-nos chamando-os integristas.

Muitos também não perceberam que tivessem autorizado a filha Esther a ser freira de clausura...Este é a "oração/testemunho" que o casal Ripoll, do Caminho Neo-catecumenal, e a filha Elena, deram durante a festa do Corpo de Deus, em Madrid.

Inmaculada: Quantas vezes te perguntei: «Mas o que é que queres? Porque nos dás tantos filhos? Porquê o desemprego, agora? Porquê o cancro do menino? Que difíceis foram as gravidezes dos sete! Cinco nasceram de cesariana. E cada um vinha com um sofrimento acrescentado, porque éramos atacados: na família, no trabalho... Mesmo em ambientes que se diziam cristãos éramos atacados pelos médicos.

Jano: Senhor, em cada nova gravidez havia médicos que me tratavam como se fosse um assassino, e perguntavam-me: «Está cá outra vez? Mas o que é que você quer, quer matar a sua mulher?» E fomos expulsos da Segurança Social porque nos negámos a assinar um papel que autorizava a laquearem as trompas à Inma. Chamaram-nos integristas e não sei quantas coisas. Resolvemos ir a um ginecologista com sentido cristão, e decidimos seguir os Teus planos, embora - perdão, Senhor: às vezes também nós não nos entendíamos. Seis raparigas e, no fim, um rapaz. Eu não esperava, e os Teus planos espantavam-me.

Inmaculada: Os filhos foram crescendo. Os problemas das fraldas tornaram-se revolta. Uma das nossas filhas, a Esther, quando estudava Enfermagem, passou momentos difíceis. Aconselhámos que fosse descansar uns dias à hospedaria de um convento de clausura. Antes de ir, disse-nos que ia com a ideia de mostrar às freiras que Deus não existia: que Tu, Senhor, não existias! E alguns meses depois, não só Te encontrou, como se decidiu a ser freira e entrar no convento das clarissas de Lerma.

Jano: O escândalo rebentou de novo! «Então vocês vão deixá-la ir, agora que está na plenitude da vida? Vocês estão loucos?» Embora a nós, pai e mãe, nos custasse muito, sabíamos, Senhor, que essa era uma nova forma de nos abençoares. Ano e meio depois, a Esther tomou o hábito.

Inmaculada: Nesse dia, durante a cerimónia, as minhas filhas Raquel e Berta encontraram a resposta. Deram nome ao desejo mais profundo do coração e decidiram seguir o caminho da irmã. Depois do discernimento oportuno, pouco tempo de pois, já tínhamos três filhas freiras de clausura. É coisa que se diz depressa, Senhor. A nossa filha Inma estava no Uruguai, fazendo um voluntariado, e informava-se de tudo por telefone. Voltou para assistir à entrada da Raquel no convento..., e o seu coração reconheceu que também esse era o seu lugar. Pediu conselho espiritual, e um sacerdote: «O melhor é que vás 'apanhar Sol'"». Ela percebeu, e foi apanhar Sol diante do Sacrário, onde estás Tu, o Sol do mundo, que dá a verdadeira luz, o calor e a cor às nossas vidas.

Jano: E também decidiu entrar no convento. Era coisa que já nos fazia rir. Quatro filhas, freiras de clausura! E mais incompreensão à nossa volta. Quantas horas estivemos diante de Ti, na Eucaristia! Foram anos muito duros, vividos também com muita alegria. Mas a história não acaba aqui. A nossa filha Elena terminou, na semana passada, o curso de Educadora de Infância, e no sábado ingressa no convento. Depois de tudo, vamos ficar com o casal, com Mar e com Alejandro, que estão hoje aqui a agradecer-te.

Inmaculada: Senhor, custa-nos muito, mas sentimo-nos profundamente agradecidos pelo dom maravilhoso de ter 5 filhas entregues a Deus. Sabes que os nossos planos não tinha nada a ver com isto. Queríamos que casassem e sonhávamos ter muitos netos. Mas são as mulheres mais felizes do mundo! É espantoso. Maria ensina a entregá-las a Ti de novo todos os dias.

Jano: Agora, Senhor, diz-nos o que é havemos de fazer com a furgoneta? Que havemos de fazer com a casa, que antes era pequena, e que agora ficou grande? Mas diz o salmo: Alegra-me a minha herança, como pagarei ao Senhor todo o bem que me fez?


blogger

segunda-feira, 22 de abril de 2013

A democracia na Igreja

Na altura do conclave, surgiram, aqui e acolá, pleitos por “maior democracia” na Igreja. Havia os que afirmavam que o modelo actual, “monárquico absolutista”, deve acabar. É necessária, diziam, uma descentralização do poder romano. Quando leio ou ouço esses argumentos, pergunto-me: qual é a ideia que tais pessoas nutrem a respeito da Igreja? A Igreja católica, composta de clérigos (diáconos, padres e bispos) e de leigos (cristãos comuns), é uma sociedade totalmente alicerçada na pessoa do seu divino fundador, Jesus Cristo. 

A mensagem católica é imutável, porque Deus e a sua doutrina são imutáveis. O Papa, que faz as vezes de Jesus (vigário de Cristo), apenas comunica o Evangelho. Todo o manancial de encíclicas, constituições apostólicas, decretos etc., emanados do Sumo Pontífice, constituem apenas uma explicitação ou actualização da Boa-Nova anunciada por Jesus. Tanto quanto possível, traz-se Jesus à contemporaneidade, por intermédio do magistério papal. A Igreja, ao longo destes dois mil anos de História, não inventou doutrinas, apenas cumpre a excelsa missão  de propor à humanidade os valores morais do cristianismo, vindos do Fundador. Além disso, a Igreja administra os sete sacramentos, todos instituídos por Jesus; nenhum pela Igreja. 

Será que os indigitados “democratas” acham possivel dividir a potestade do Sucessor de Pedro com alguns prelados, ou, ainda, que os bispos reunidos em concílio ecuménico, ou mesmo isoladamente, deliberem sem o Papa, no que respeita à fé e aos costumes? Ou, então, hipótese mais esdrúxula: que, “democraticamente”, se discutam dogmas “ultrapassados”. Tudo isto é um absurdo! O modelo jurídico da Igreja é obra de Jesus Cristo. Aliás, não existe nada mais bíblico que a hierarquia eclesiástica. Basta compararmos o relacionamento hodierno entre o Papa e os bispos com as interações que havia entre o apóstolo Pedro e os outros apóstolos, narradas nas escrituras santas. 

Depois da morte e ressurreição de Jesus, nada de importante se fazia sem o beneplácito de Pedro, que era, indiscutivelmente, o chefe do grupo. Nos Estados é extremamente salutar que o poder advenha do povo (democracia). Desta feita, a Igreja, através da sua doutrina social, é a instituição do planeta que mais defendeu e defende o regime democrático para as sociedades políticas. No seio da Igreja, também pode e deve medrar a democracia, quando, por exemplo, os católicos de uma diocese elegem as prioridades pastorais (saúde, moradia, emprego). 

Na Igreja, determinados assuntos não são objecto do crivo “democrático”, mas do crivo divino. Nesse sentido, por exemplo, o parecer negativo sobre a homossexualidade apoia-se directamente nos ensinamentos de Jesus, bem como na sagrada Tradição e na Bíblia. O mesmo ocorre com o aborto, a indissolubilidade do casamento ou com o uso de pílulas anticoncepcionais, ou, ainda, com a ordenação de mulheres. 

A Igreja, precipuamente, por meio do novo Papa, continuará a vociferar um non possumus diante de petições desse jaez. Não é tanto não querer; é não poder alterar o “depósito da fé”, as cláusulas pétreas do catolicismo. Questões distintas são o alargamento do diálogo, a disponibilidade para parlamentar com não católicos e agnósticos. É mister, igualmente, descobrir novas formas de proclamar o Evangelho. Pode-se, igualmente, perscrutar com maior profundidade certas situações na Igreja, como a dos católicos em segunda união nupcial. Estes pontos, sim, têm de evoluir! Não é a doutrina da Igreja católica que deve mudar! É a humanidade que necessita se converter a Cristo, a fim de que haja vida abundante para todos (Jo 10,10). Edson Sampel in Zenit


blogger