segunda-feira, 15 de julho de 2013

Frase do dia

"É precisamente entre os castos que se contam os homens mais íntegros, sob todos os aspectos. E entre os luxuriosos predominam os tímidos, os egoístas, os falsários e os cruéis, que são características de pouca virilidade." 

Caminho, 124


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domingo, 14 de julho de 2013

Frase do dia

"Não imaginas a humildade e a sabedoria deste homem (Bento XVI)... Não me passa pela cabeça renunciar ao conselho de uma pessoa assim, se o fizesse seria disparatado da minha parte!" 

Papa Francisco referindo-se a Bento XVI, num telefonema ao escritor, jornalista e seu ex-aluno Jorge Milia


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sábado, 13 de julho de 2013

Filme sobre a beatificação de Dom Álvaro del Portillo




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Relativismo relativo ou relatividade da verdade

Noutra ocasião dizíamos que o relativismo e o ateísmo absolutos são incompatíveis[i]. Pois quem afirma ser verdade que Deus não exista, não poderia negar a existência da verdade. De modo que o ateísmo absoluto mostra-nos que o relativismo não pode ser absoluto, só pode ser relativo.

E isso é comprovado se partimos da afirmação dos que dizem que o relativismo não nega a existência da verdade, mas somente diz que ela é sempre relativa. De facto, a afirmação de que “tudo é relativo” é muito comum nos nossos dias e pode significar algo equivocado e também algo certo. Equivocado quando quer significar que duas afirmações contraditórias podem, ao mesmo tempo, ser verdadeiras. Pois quem afirma isso deveria aceitar que duas afirmações contraditórias não podem ser contemporaneamente verdadeiras (uma vez que essa é a contraditória da afirmação anterior). Mas quem diz que duas afirmações contraditórias podem e não podem ao mesmo tempo ser verdadeiras, não sabe realmente do que fala. A inteligência e a linguagem humanas, se querem continuar a ser reconhecidas como tal, não aceitam contradições.

“Tudo é relativo” pode significar também algo bem preciso: que a verdade indica sempre uma relação. De facto, a verdade acontece quando se afirma aquilo que é, ou se nega aquilo que não é. Por outras palavras, a verdade acontece quando a inteligência apreende o que as coisas são e as expressa em juízos. De modo que “tudo é relativo” significa que toda verdade é relativa a uma inteligência: a de quem a conhece.

E a inteligência pode ser tanto a divina quanto a humana. A divina fundamenta toda verdade natural existente, porque Deus pensa todas as coisas e depois cria-as (inclusive o processo evolutivo). E a correspondência daquilo que as coisas são com o pensado por Deus sobre as coisas é a verdade natural de todas elas, intrínseca às mesmas. O intelecto humano, por sua vez, não conhece todas as verdades, mas está em potência para conhecê-las. Sendo assim, a relação do intelecto divino com as coisas é essencial para as coisas, pois sem essa relação as coisas não podem existir; a relação do intelecto humano com as coisas naturais é acidental, pois ainda que o homem não as conhecesse, essas existem e são dotadas de uma racionalidade e de leis próprias e cognocíveis. Santo Tomás de Aquino chega a dizer que se não houvesse nenhuma inteligência, nem a divina nem a humana (o que é impossível), não haveria nenhuma verdade[ii].

Então a afirmação “tudo é relativo” implica que duas afirmações contraditórias possam ser verdadeiras? Evidentemente não, pois afirmar que duas contraditórias são verdadeiras implica aceitar que duas afirmações contraditórias não são verdadeiras, o que é um absurdo. Dizer que cada verdade é relativa a um intelecto quer dizer que a verdade só existe porque é conhecida por Deus e pode ser conhecida pela inteligência humana, mas não implica que a inteligência humana conhece infalivelmente a verdade. A inteligência humana não é nem a divina nem a angélica e pode equivocar-se. Mas também só essa inteligência pode reconhecer o próprio erro.

Sendo assim, quando uma afirmação é verdadeira a sua contraditória necessariamente será falsa. Isso quer dizer que se uma pessoa diz “isso que está diante de mim é um computador”, não pode dizer no mesmo tempo “isso que está diante de mim não é um computador”. Quem está certo da verdade da primeira afirmação, não pode aceitar a verdade da segunda. Isso é o princípio básico de coerência do pensamento e da linguagem humana. Quem nega esse primeiro princípio torna-se incapaz de fazer qualquer afirmação, de raciocinar, de dialogar, de viver em sociedade. Torna-se, para continuar com o exemplo de Aristóteles, semelhante a um vegetal, com quem não é educado discutir.

E quando alguém diz: “isso é a tua verdade, mas não é a minha verdade”, faz algum sentido? Certamente nesse caso deve-se analisar o conteúdo das duas afirmações e ver se ambas são realmente contraditórias e depois investigar se ambas são falsas, ou se alguma é verdadeira. No caso de que uma seja verdadeira, a sua contraditória será necessariamente falsa. E isso não implica discriminação com ninguém, pois é próprio de pessoas de inteligência considerar mais o que se diz do que quem o diz, num diálogo. Pode ocorrer que as duas afirmações não sejam contraditórias, mas verdades complementares, ou duas falsidades. É necessário saber, então, qual é o critério último para que uma afirmação seja verdadeira ou falsa. Já iniciamos aqui uma resposta, mas a aprofundaremos em outra ocasião.

O que importa agora é deixar claro que toda verdade se refere a uma inteligência. Nesse sentido, toda verdade é relativa, inclusive a verdade divina, relativa à inteligência (Logos) de Deus. E isso é o justo relativismo da verdade. Por outro lado, afirmar um relativismo absoluto, ou seja, dizer que toda afirmação é necessariamente verdadeira (ou necessariamente falsa), inclusivé aquelas contraditórias, significa afirmar algo tão ilógico e antinatural que seria melhor não dizer nada: “sobre o que não se pode falar, deve-se silenciar”[iii]. 

Pe.Anderson Alves in Zenit


[ii] S. Tomás de Aquino, De Veritate q. 1, a. 2.
[iii] L. WITTGENSTEIN, Tractatus logico-philosophicus, prop. 7.


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sexta-feira, 12 de julho de 2013

Cristianismo cresce no mundo, mas diminui na Europa - M. Introvigne

A Europa está a tornar-se menos religiosa, menos cristã e menos católica. Mas o mundo está a tornar-se mais crente.

Em 28 de Junho de 2013, o mais credível Centro de estatística religiosa do mundo, o “Center for the Study of Global Christianity” (Centro para o Estudo do cristianismo global), em South Hamilton (Massachusetts), dirigido por Todd M. Johnson, publicou o seu muito aguardado relatório, intitulado "O cristianismo no seu contexto global, 1970-2020", que oferece uma ampla série de estatísticas até 2013, e uma projecção até 2020.

O resultado essencial desta extensa investigação estatística pode ser resumido numa frase: o mundo está-se tornando, não menos, mas pelo contrário cada vez mais religioso; e, em particular, está aumentando o número de cristãos e de católicos.

Contudo, este aumento depende da África e da Ásia; enquanto que as Américas se mantêm estáveis e a Europa se torna menos religiosa, menos cristã e menos católica. O relatório observa, com razão, que a eleição dum Papa argentino é um símbolo eloquente desta deslocação epocal do centro da vida religiosa e cristã para longe da Europa.

As pessoas que se declaram religiosas, no mundo, aumentaram de 82%, em 1970, para 88%, em 2013; e este número aproximar-se-á de 90% em 2020. Este aumento é devido à queda do império soviético, a perda de credibilidade do comunismo e ao avanço da religião na China, que o regime não consegue parar. Mas - como foi observado na reunião anual do CESNUR (Centro de Estudos sobre as Novas Religiões), que se realizou de 21 a 24 de junho de 2013 em Falun, Suécia - também depende de um factor demográfico. As pessoas religiosas têm mais filhos, tanto no Sul do mundo, como na Europa e na América do Norte — o que, a longo prazo, irá conter as perdas, mesmo nestas regiões.

Isto explica também porque é que as formas mais "liberais" ou progressistas de religião estão destinadas a pesar menos no futuro: elas podem ainda ganhar a guerra dos media, mas perdem, a cada dia, a guerra mais importante, que é a do número de filhos e de berços.

O mundo torna-se também mais cristão, e ao mesmo tempo mais muçulmano. Em 1970, cristãos e muçulmanos juntos representavam 48% da população mundial; em 2020 serão 57,2%. Os cristãos vão subir em 2020 para 33,3%; e os muçulmanos para 23,9%. Um habitante do planeta, em cada três, será cristão; e quase um, em cada quatro, será muçulmano.

Porém, em 1970, apenas 41,3% dos cristãos viviam no Sul do mundo - Ásia, África e América Latina – enquanto que, em 2020, serão 64,7%. Na África, onde, desde há alguns anos, os cristãos são maioria relativa, superando os muçulmanos, os cristãos serão, em 2020, quase 50%, a maioria absoluta.

Na Ásia e na África, o cristianismo cresce a uma taxa de duas vezes a do crescimento da população em geral, e isto vale também para a Igreja Católica. Contrariamente a um mito muito difundido – a Igreja Católica está com um declínio ligeiro na América Latina, devido ao crescimento não apenas do protestantismo, mas também do número de pessoas que não frequentam nenhuma igreja.

As pessoas que não frequentam nenhuma Igreja já são a maioria na Europa Ocidental; e, em 2020, serão dois terços da população, embora a Itália permaneça, e é provável que se mantenha, entre os principais países europeus, aquele onde a maior percentagem de pessoas se dizem cristãs nas pesquisas de opinião pública - oitenta por cento – ainda que estas afirmações não se traduzam depois em contacto regular, e muitas vezes nem mesmo irregular, com as instituições religiosas.

Os Estados Unidos continuam a ser o primeiro país do mundo em número de pessoas que se declaram como cristãos, embora este número tenha diminuído de 90,9% em 1970, para 80, 1% actualmente; e se preveja que desça para 78,1%, em 2020.

Em 2020, os EUA serão o único país "ocidental" no “top ten” do número de cristãos, uma lista que, em 1970, incluía a Itália e a Espanha, e que agora, depois dos Estados Unidos, inclui o Brasil, a China, o México, a Rússia, as Filipinas, a Nigéria, o Congo, a Índia e a Etiópia.

Em 2020, mais de setecentos milhões, em dois biliões e meio de cristãos (isto é, mais de um quarto), serão pentecostais e carismáticos — incluindo carismáticos católicos — e, curiosamente, o país com a maior percentagem de pentecostais e carismáticos na população total (23%) será o Congo.

Por razões de zelo missionário — mas também, como já se disse, por razões de demografia —, o segmento "evangélico", isto é, conservador, do protestantismo está crescendo a um ritmo duplo relativamente ao total da população mundial, enquanto que o protestantismo histórico "progressista" continua a perder membros, com um declínio que parece irreversível e mundial.

Estes dados fornecem uma imagem contraditoria relativamente ao martelar contínuo dos meios de comunicação social, sobre a secularização e o declínio da religião, que toma a Europa Ocidental pelo mundo.
 
Também nos dizem que a religião, como muitas outras realidades sociais, está intimamente relacionada com a demografia. As religiões avançam, e as formas mais conservadoras de religião ultrapassam as formas ditas progressistas, por uma série complexa de razões, entre as quais não podemos ignorar a constatação de que um casal mais religioso e conservador tende a ter mais filhos.

As grandes agências e os fortes poderes que promovem a irreligiosidade e o secularismo conhecem perfeitamente estas estatísticas. E é por isso que - fazendo ressoar o bombo da cultura popular com romances como "Inferno", de Dan Brown - insistem tanto nas políticas anti-natalistas.

Porque sabem que - apesar de todas as suas considerações triunfalistas sobre a secularização necessariamente vencedora – existe contra eles é uma bomba-relógio que já começou a contar. Em cada dez crianças nascidas no mundo, nove nascem em famílias que se declaram religiosas; e seis nascem num contexto que é cristão conservador ou muçulmano. Enquanto que os "progressistas", e os fãs do secularismo, têm cada vez menos filhos.


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quarta-feira, 10 de julho de 2013

Não temas, vai ter com Ele - Papa Francisco

Talvez alguém possa pensar: o meu pecado é tão grande, o meu afastamento de Deus é como o do filho mais novo da parábola, a minha incredulidade é como a de Tomé; não tenho coragem para voltar, para pensar que Deus me possa acolher e esteja à espera precisamente de mim. Mas é precisamente por ti que Deus espera! Só te pede a coragem de ires ter com Ele. 

Quantas vezes, no meu ministério pastoral, ouvi repetir: "Padre, tenho muitos pecados"; e o convite que sempre fazia era este: "Não temas, vai ter com Ele, que está a tua espera; Ele resolverá tudo". Ouvimos tantas propostas do mundo ao nosso redor; mas deixemo-nos conquistar pela proposta de Deus: a proposta d’Ele é uma carícia de amor. Para Deus, não somos números; somos importantes, antes, somos o que Ele tem de mais importante; apesar de pecadores, somos aquilo que Lhe está mais a peito.

in Tomada de Posse da Cátedra na Basílica de S. João de Latrão, 7/IV/2013 


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terça-feira, 9 de julho de 2013

Frase do dia

"Sempre que a tentação lhe desagradar, não há o que temer. Se a tentação lhe desagrada é porque não quer senti-la." 

S. Pio de Pietrelcina


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5 coisas que uma filha precisa de ouvir do pai

Eu sou pai de quatro filhos fantásticos, três dos quais são meninas. A mais velha tem 8 anos e, a cada ano que passa, fui-me tornando mais conservador no que lhes diz respeito. Eu não sou um defensor do porte de armas, mas seria se fosse preciso para estar de pé na varanda fazendo uma espera ao primeiro tipo que se atrevesse a pedir para andar com uma das minhas filhas...

Agora a sério, gosto muito de ter filhas. Para um homem, ter uma filha é uma coisa que o suaviza e lhe traz uma certa ternura ao espírito. Nesse sentido, gostava de partilhar 5 coisas que qualquer filha precisa ouvir do pai:
1) És bonita, e gosto muito de ti

Devia dizer isso à sua filha pelo menos uma vez por dia, e se calhar mais que isso. Dizer só de vez em quando, não chega. Não sou psicólogo, mas as filhas que sabem que o pai gosta delas, crescem com maior confiança e tendem a evitar procurar estima nos lugares errados.

Ouvir dizer que é bonita é como oxigénio para a alma da sua filha. Faça-o muitas vezes de maneiras variadas e criativas.

2) A tua mãe é bonita e gosto muito dela

O melhor presente que pode dar à sua filha é mostrar-lhe como um homem trata uma mulher. Deixe-a ver em sim, mesmo que de forma limitada, o amor gratuito vindo de Deus entre um homem e uma mulher.

Diga à sua mulher diariamente que ela é linda, que a ama, e que está contente por ter casado com ela. Diga-lhe que está comprometido com ela para toda a vida. E diga estas coisas, de vez em quando, diante dos filhos.


3) És de Deus e foste criada para a sua glória 

As meninas frequentemente lutam contra a insegurança numa série de questões: o peso, a aparência, os amigos. Talvez, por vezes, se sintam subestimadas ou sem importância, mesmo numa casa onde há amor. É por isso que você, como pai, tem de lembrar-lhes muitas vezes que são uma criação especial, que foram amorosamente formadas pelo Criador à Sua imagem. 

Lembre-lhes as palavras de David: «Eu Vos louvo porque me fizestes como um prodígio», do salmo 139. Deve ser uma passagem muito usada na sua Bíblia e interiorizada nas suas filhas para os momentos de dúvida. 

4) Estás perdoada 

As suas meninas hão-de errar. Hão-de pecar. Vão decepcionar. Se a boa notícia que o evangelho traz não estiver no coração da família, podem crescer sem saber como fazer, nem o que fazer, com os pecados pessoais. 

Tente evangelizar a sua filha e tente que ela o siga. Treine nela a prática cristã vital do arrependimento e do perdão. Arrependimento para o pecado próprio e perdão para o pecado dos outros. Faça-lhe saber que Jesus está sempre pronto para dar novos reforços de graças. Faça-lhe saber que essas graças são não só para ela, mas também para aqueles que a ferirem.

5) Vales muito

Não deixe que sua filha beba o veneno cultural que mede o valor de uma mulher pela sua auto-suficiência ou pela sua destreza em desfazer-se da sua pureza. Nem por um momento a deixe ser dominada pela mentira de que o desregramento sexual é mais do que uma escravidão da pior espécie, é mais que a forma como o inimigo rouba a criatividade, a beleza e a finalidade para que foi criada.

Ensine-a o que deve procurar num homem (dica: não os "bonecos" que vê na TV). Torne-a ciente da bela imagem de feminilidade pintada pelo Criador. A sua auto-estima, a sua consciência de si mesma, o seu valor, estão ligadas à sua vocação, surpreendente, de filha de Deus.


Daniel Darling


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segunda-feira, 8 de julho de 2013

Papa Francisco visita Lampedusa, a ilha dos imigrantes


O Papa Francisco foi hoje à ilha de Lampedusa (sul de Itália), na primeira visita oficial fora de Roma. É por ali que muitos imigrantes ilegais, provenientes de países africanos, tentam entrar na Europa. Foi assim uma homenagem aos milhares de imigrantes que morreram a tentar chegar a esta ilha, e também uma chamada de atenção aos países europeus para este drama humanitário.

Seguindo o exemplo de Jesus, como a Beata Teresa de Calcutá e tantos outros católicos, o Papa foi ter com os mais miseráveis, com os que são desprezados pela sociedade.


"A cultura do bem-estar, que nos leva a pensar em nós mesmos, torna-nos insensíveis aos gritos dos outros, faz-nos viver como se fôssemos bolas de sabão: estas são bonitas mas não são nada, são pura ilusão do fútil, do provisório. Esta cultura do bem-estar leva à indiferença a respeito dos outros; antes, leva à globalização da indiferença. Neste mundo da globalização, caímos na globalização da indiferença. Habituamo-nos ao sofrimento do outro, não nos diz respeito, não nos interessa, não é responsabilidade nossa!"


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Uma armadilha por detrás dum sorriso - Carlo Climati

O drama da supremacia do mais forte sobre o mais fraco é a fonte da maioria dos problemas da História da humanidade: guerras, injustiças, desigualdade social, fome e pobreza. É o mesmo mecanismo que caracteriza um dos fenómenos mais inquietantes dos últimos tempos: o aumento do interesse pelo esoterismo e pela superstição. O que é o esoterismo? 

Com esta palavra, engloba-se tudo o que é reservado apenas ao conhecimento de um pequeno círculo de pessoas. Por exemplo, um particular tipo de magia ou as técnicas para a leitura da mão ou das cartas. O esoterismo é algo misterioso, secreto, oculto. Por isso, pode também se tornar uma forma de exercer poder sobre quem está a passar por um momento de fraqueza ou de dificuldade.

Uma das formas mais perigosas do esoterismo é o espiritismo, que hoje se manifesta sob várias máscaras: desde as clássicas sessões de "comunicação" com os mortos até os fenómenos da "psicografia", através do qual os mortos ditam palavras ou frases. Há também quem afirme livrar as casas de "espíritos" e quem garanta gravar as "vozes" dos mortos ou tirar "instantâneas" de "entidades" misteriosas. E não faltam, naturalmente, os jovens que se divertem improvisando sessões espíritas “por brincadeira”, com base naquilo que vêem nos filmes.



O mais grave neste fenómeno é a exploração da dor. Certos espíritas, à procura de dinheiro fácil, aproveitam-se dos momentos de fragilidade das pessoas que sofrem a perda de um ente querido. Eles propõem um caminho que, à primeira vista, parece dar alívio. Mas, com o tempo, tornar-se uma forma de escravidão e conduz à dependência e alienação.

Historicamente, o esoterismo sempre esteve em desacordo com o cristianismo. Jesus é o anti-esotérico por excelência. É o homem que combate os rituais vazios, os comerciantes do sagrado e o desperdício de palavras. É um Deus que simplifica tudo e que se declara presente onde quer que haja pessoas reunidas em seu nome.

É na simplicidade da mensagem do Evangelho que podemos encontrar as respostas para as questões da vida. Não na fuga oferecida por certos espíritas. Observemos com atenção o rosto sorridente e amigável de quem finge aliviar a dor das pessoas: podem ser rostos de lobos disfarçados de cordeiros. in Zenit


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domingo, 7 de julho de 2013

Confissões IX, 10 - Santo Agostinho

Suponhamos uma alma onde se calaram as agitações da carne, onde se calaram todas as ilusões da terra, do mar, do ar e até do céu. Suponhamos que essa alma faz silêncio – silêncio dos sonhos e dos devaneios da imaginação – e se suplanta a si mesma, não pensando mais em si. Suponhamos que nela se cala igualmente qualquer língua, qualquer signo passageiro, em suma, que tudo nela é silêncio, uma vez que, ouvindo, todas as coisas lhe dizem: «Não fomos nós que nos fizemos a nós mesmas, mas fez-nos Aquele que permanece para sempre» (cf Sl 99,3.5) e, tendo dito isto, se calam de imediato porque despertam os nossos ouvidos para Aquele que as fez. 

Suponhamos que Deus Se põe a falar só Ele, já não através dessas criaturas, mas através de Si mesmo, de modo a ouvirmos o Seu Verbo não por meio da língua da carne, nem da voz de um anjo, nem do estrondo de uma nuvem (Ex 19,16), nem dos enigmas das parábolas, mas para O ouvirmos a Ele próprio, que amamos em todas estas coisas, e assim o nosso pensamento atinge a eterna Sabedoria que permanece acima de todas as coisas: porventura não será isto que significa «Entra na alegria do teu Senhor»? (Mt 25,21)


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Frase do dia


«Quando comungamos, 
a vida divina de Cristo ressuscitado penetra em nós…
Sabeis o que diz S. Agostinho 
acerca de Cristo que Se entrega na Eucaristia: 
“Somos nós, diz, que O comemos, 
mas, na realidade, é Ele que nos absorve.” 
Ele comunica-nos a Sua Vida 
e nós convertemo-nos n’Ele; 
essa Vida que Ele difunde 
cria uma união entre Ele e nós.»



Venerável P. Maria-Eugénio do Menino Jesus in Movidos pelo Espírito


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sexta-feira, 5 de julho de 2013

Novos santos: Papa João Paulo II e Papa João XXIII


Grande notícias em relação a santos, beatos e afins:
 
- Foi reconhecido o segundo milagre por intercessão do Papa João Paulo II, que será canonizado ainda este ano, juntamente com o Papa João XXIII.

- Foi reconhecido o primeiro milagre por intercessão de D.Álvaro del Portillo, primeiro sucessor de S.Josemaria Escrivá, o que indica que poderá ser beatificado brevemente. 

- Foram reconhecidas as virtudes heroicas da portuguesa Maria Isabel da Santíssima Trindade, religiosa e fundadora da Congregação das Irmãs Concepcionistas ao Serviço dos Pobres.
 


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Papa Francisco e Papa Bento juntos no Vaticano


Surprise Surprise! Papa Francisco e Papa Bento juntos hoje, na Consagração do Vaticano a São Miguel Arcanjo e a São José. Disse o Papa Francisco: “São Miguel defende o Povo de Deus sobretudo do inimigo por excelência, que é o Diabo. E São Miguel vence, pois é Deus que age nele.”



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quinta-feira, 4 de julho de 2013

Frase do dia

"Não repreendas quando sentes a indignação pela falta cometida. – Espera pelo dia seguinte, ou mais tempo ainda. – E depois, tranquilo e com a intenção purificada, não deixes de repreender. – Conseguirás mais com uma palavra afectuosa, do que ralhando três horas. – Modera o teu génio." 

S. Josemaria Escrivá


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Como falar com um amigo ou alguém muito próximo ateu

Ateus: Dawkins, Harris, Hitchens

Neste post, queria partilhar convosco aquilo que penso ser  a maneira mais proveitosa para falar com ateus. Mas primeiro...

Ontem à noite tive uma experiência triste ao saber que um dos meus primos é ateu. Eu digo triste porque toda a minha esperança nesta vida vem da minha fé em Cristo.  Se eu não tivesse Cristo, não sei o que é que me iria acontecer.

Não estou a dizer que os ateus não podem ser naturalmente felizes ou mesmo naturalmente virtuosos. No entanto, eu sou um homem de fé. Sou Católico. Acredito no Céu e no Inferno. Quero que todas as pessoas que eu encontro vão para o Céu... não para o Inferno. Com a eternidade em vista, temos que ser intencionais naquilo que verdadeiramente interessa. Portanto, como é que partilhamos a nossa Fé com eficácia?

Eu conheço muitos ateus. Tenho amigos e família que são ateus. Falamos abertamente sobre Deus, a moral e a vida depois da morte. Lamentavelmente, eu era mais agressivo na minha aproximação. Não penso que a agressão ou a argumentação (por muito lógica que seja) funcione.

Então o que é que funciona?

Permitam-me que sugira que primeiro rezem, segundo lugar mantenham a calma. Em terceiro, perguntem ao vosso amigo ateu isto: "Tu acreditas no amor?"

Por outras palavras, o amor é real? Passem o vosso tempo a discutir o amor. O amor é um instinto? É uma paixão? Será o amor um fenómeno hormonal? O amor é uma virtude? É uma "força"? É uma "coisa"? De onde é que vem o amor?

O amor é uma grande forma de começar. Muito poucas pessoas vão rejeitar a existência do amor. Isso é uma coisa óptima! Têm aí um sítio para começar.

Por muito que goste de Tomás de Aquino, percebo que muitos ateus fiquem na mesma com as cinco vias de Tomás. A maior parte dos ateus não são crentes não por causa de argumentos filosóficos de causalidade. A maior parte dos ateus não acredita porque experienciaram um grande mal no mundo.

Por isso não comecem com a causalidade ou com o mal! Comecem com a ideia de amor e dêem início a uma boa conversa. Penso que vão descobrir uma maneira de andar para a frente se aplicarem a esta aproximação a aproximação da graça, do amor, da oração e da penitência pesoal.

Lembrem-se. Só podem partilhar Deus  (que é Amor) correctamente se falarem e agirem por amor. Se saírem zangados ou a julgar tudo, esqueçam. Taylor Marshall


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terça-feira, 2 de julho de 2013

Nalgumas tentações a única solução é fugir! - Papa Francisco

É tão difícil cortar com uma situação pecaminosa. É difícil! Mesmo numa tentação, é difícil! Mas a voz de Deus diz-nos esta palavra: "Foge! Tu não podes lutar, porque o fogo, o enxofre, hão-de matar-te. Foge!"

Santa Teresinha do Menino Jesus ensinou-nos que, às vezes, nalgumas tentações, a única solução é fugir e não ter vergonha de fugir, reconhecer que somos fracos e temos de fugir. E o nosso povo em sua sabedoria simples, diz um pouco ironicamente: 'soldado que foge, serve para outra guerra'. Fugir para avançar na estrada de Jesus.
 
Ante o pecado, fugir sem nostalgia. A curiosidade não ajuda, faz mal! "Mas, neste mundo tão pecador, como se faz? Como será este pecado? Gostava de saber... ". Não, deixa! A curiosidade vai te fazer mal! Fugir e não olhar para trás! Nós somos fracos, todos, e devemos defender-nos.

A terceira situação é na barca: é o medo. Quando se dá uma grande agitação no mar, a barca é coberta pelas ondas. "Salva-nos, Senhor, estamos perdidos!" Dizem eles. Medo! Também isso é uma tentação do diabo: ter medo de avançar na estrada do Senhor.

Olhar para o Senhor, contemplar o Senhor. Isso dá-nos este deslumbramento, tão belo, de um novo encontro com o Senhor. 'Senhor, eu tenho esta tentação: quero ficar nesta situação de pecado; Senhor, eu tenho a curiosidade de conhecer como é que são estas coisas; Senhor, eu tenho medo.'

E eles olharam para o Senhor: 'Salva-nos, Senhor, estamos perdidos'. E veio o deslumbramento de um novo encontro com Jesus.

Não somos ingénuos nem cristãos tíbios, somos valentes, corajosos. Somos fracos, mas temos de ser corajosos na nossa fraqueza. E a nossa coragem, muitas vezes deve manifestar-se numa fuga sem olhar para trás, para não cair na má nostalgia. Não ter medo." 


in Homilia na Casa de Santa Marta, 02/07/2013


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Frase do dia

"Podereis ir a outro confessor, há muitos que vos digam o contrário, mas eu não vos aconselho a que o façais. O mesmo digo eu, apesar de ser pecador." 

S. João Maria Vianney


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segunda-feira, 1 de julho de 2013

Símbolo «Quicumque» - Santo Atanásio

A fé católica é esta : que veneremos um só Deus na Trindade e a Trindade na unidade, não confundindo as Pessoas, nem dividindo a substância. Porque uma é a Pessoa do Pai, outra a do Filho, e outra a do Espírito Santo; mas uma só é a divindade do Pai e do Filho e do Espírito Santo, igual à Sua glória e coeterna à Sua majestade. Tal como o Pai, assim é o Filho e o Espírito Santo; incriado o Pai, incriado o Filho, incriado o Espírito Santo. [...] O Pai é Deus, o Filho é Deus, e o Espírito Santo é Deus; contudo, não são três deuses, mas um só Deus.

A fé verdadeira consiste em que acreditemos e confessemos que Nosso Senhor Jesus Cristo, Filho de Deus, é Deus e homem. É Deus gerado da substância do Pai antes do início dos tempos; é homem nascido da substância de Sua Mãe no tempo. Perfeito Deus e perfeito homem, que subsiste com alma racional e carne humana, igual ao Pai segundo a divindade, menor que o Pai segundo a humanidade. 

E embora seja Deus e homem, não há dois cristos, mas um único Cristo; um, não porque a divindade se tenha dissolvido na carne, mas porque a humanidade foi assumida por Deus. Absolutamente uno, não por confusão das substâncias, mas pela unidade da Pessoa. Pois assim como a alma racional e o corpo constituem um só homem, assim também Deus e homem constituem um só Cristo. O Qual padeceu pela nossa salvação, desceu à mansão dos mortos e ao terceiro dia ressuscitou. Subiu aos céus, onde está sentado à direita de Deus Pai omnipotente, de onde há-de vir a julgar os vivos e os mortos.


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O bispo de Roma e o bispo de Lisboa - 29/06/2013




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sexta-feira, 28 de junho de 2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Frase do dia

"Não sabes se será abatimento físico ou uma espécie de cansaço interior o que se apoderou de ti, ou as duas coisas ao mesmo tempo…: lutas sem lutar, sem ânsias de uma autêntica melhora positiva, com o fim de comunicares a alegria e o amor de Cristo às almas. Quero recordar-te as palavras claras do Espírito Santo: só será coroado aquele que tiver combatido 'legitime' – de verdade, apesar dos pesares." 

S. Josemaria Escrivá


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terça-feira, 25 de junho de 2013

Cão de Forma




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Frase do dia

"Procura não inquietar a tua alma perante o triste espectáculo da injustiça humana. Sobre esta injustiça verás um dia o triunfo definitivo da justiça de Deus." 

S. Pio de Pietrelcina


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segunda-feira, 24 de junho de 2013

Festa do Nascimento de S. João Baptista

Hoje é dia de S. João (parabéns a todos os Joões)! Mais concretamente é a Festa do Nascimento de S. João Baptista. Este senhor, o ultimos dos profetas, viveu uma vida austera, vestia-se com pele de camelo e comia gafanhotos (nhac!). Apelava à conversão do coração e baptizava gente a torto e a direito (daí a alcunha). Baptizou o próprio Jesus, e d'Ele disse: "É preciso que Ele cresça e eu diminua." (Jo 3, 30)


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domingo, 23 de junho de 2013

O Papa Francisco e o Concílio Vaticano II

O Papa Francisco corre o sério risco que lhe façam o que fizeram ao Concílio Vaticano II. Enquanto decorria o Concílio, e ainda mais depois de ter ocorrido, foi-se formando um “Espírito do Concílio”. Este era constituído por um grupo de pessoas que queria uma Igreja feita à sua maneira, e não à maneira de Jesus. Sendo assim, usava o nome do Concílio para justificar todas as mudanças que queria implementar, dizendo que correspondiam ao “Espírito do Concílio”. No entanto toda a sua ideologia ia frontalmente contra os textos do Concílio, que eram completamente desprezados por estes “visionários”.


Com o Papa Francisco está a acontecer a mesma coisa. Há o Papa Francisco: com toda a sua simpatia, os seus gestos para com as pessoas, muitos deles inéditos, as suas palavras fortes e que nos interpelam à conversão do coração. Depois há o “Espírito do Papa Francisco”, ou seja os que se querem aproveitar do Papa Francisco para justificar a sua desobediência, a sua imoralidade ou a sua falta de fé em Jesus Cristo e na Sua Igreja. Estes dois “Espíritos” têm algo em comum: são o exacto oposto de quem dizem representar.


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sexta-feira, 21 de junho de 2013

Frase do dia

"O demónio só tem uma porta para entrar na nossa alma: a vontade. Não há nenhuma porta secreta." 

S. Pio de Pietrelcina


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quinta-feira, 20 de junho de 2013

Ex-funcionária da ONU denuncia a agenda abortista da organização


A ex-funcionária do Fundo das Nações Unidas para a População (UNFPA) e actual líder pro-vida no Equador, Amparo Medina, indicou que o requisito imposto por esse organismo internacional para outorgar financiamento às ONGs é que incluam a saúde sexual e reprodutiva e a ideologia de género nos seus projectos de desenvolvimento.
 
Agora membro da Federação Acção Pela Vida, Amparo revelou que “a maioria das ONGs sonham com ser financiadas do UNFPA para impulsionar projectos de desenvolvimento, infelizmente nesse processo são enganadas porque para poderem receber fundos têm que aceitar políticas anti-populacionais”.

Amparo Medina também assinalou que o dinheiro provido por Nações Unidas para impulsionar políticas abortivas na América Latina provém principalmente de empresas farmacêuticas e da International Planned Parenthood Federation (IPPF), a maior promotora de abortos do mundo.

“Muitas ONGs por dinheiro ou desconhecimento vêem-se obrigadas a aplicar este tipo de propostas porque o discurso está muito bem elaborado, e assegura-lhes que o desenvolvimento sustentável dos seus projetos dar-se-á unicamente se distribuirem mais contraceptivos e se o aborto livre for introduzido nas legislações dos seus países”, indicou.

A líder pro-vida equatoriana indicou que uma prova de que estas campanhas não têm o sucesso prometido é que há alguns anos “a gravidez adolescente na América Latina não passava de 3%, mas ao serem aplicadas, desde 1998, as políticas de saúde sexual e reprodutiva, a taxa  subiu alarmantemente até 23%”.
adaptado de ACI Digital




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O nosso Médico - Santo Agostinho

Veio até nós um médico para nos restituir a saúde: Nosso Senhor, Jesus Cristo. Tendo encontrado a cegueira do nosso coração, prometeu-nos a luz que «os olhos não viram, os ouvidos não ouviram, o coração do homem não pressentiu» (1Cor 2,9).

A humildade de Jesus Cristo é o remédio do nosso orgulho. Não duvides nunca de Quem te traz a cura e sê humilde, tu por quem Deus Se fez humilde. Com efeito, Ele bem sabia que o remédio da humildade seria a tua cura, porque conhece muito bem a enfermidade e sabe muito bem como curá-la. Uma vez que não podias ser tu a visitar o Médico, foi o Médico Quem veio visitar-te. [...] Veio ver-te e veio em teu socorro porque sabe muito bem do que necessitas.

Deus veio na Sua humildade para que o homem O pudesse imitar, pois se tivesse permanecido inacessível, como poderíamos nós imitá-Lo? E, sem O imitar, como poderíamos nós ser curados? Veio na humildade porque sabia muito bem qual o remédio que devia receitar: um pouco amargo, por certo, mas salutar. E tu? Continuas a duvidar d'Ele, de Quem te oferece a Sua taça, e murmuras: «Mas que Deus é este, Senhor? Nasceu, sofreu, foi coberto de escarros, coroado de espinhos, cravado numa cruz!» Miserável alma, que vês a humildade do médico mas não o cancro do teu orgulho! E é por isso que a humildade não te agrada.

Por vezes acontece aos doentes mentais baterem nos médicos, mas neste caso o Médico, misericordioso, não só não fica indignado com quem Lhe bate, mas também cuida de o tratar. [...] O nosso Médico não teme ser atacado por pacientes dementes. Ele fez da Sua morte o seu remédio. Com efeito, Ele morreu e ressuscitou.


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Conferência a não perder HOJE com o Padre Fernando Antonio, SJ




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quarta-feira, 19 de junho de 2013

Será que o Papa João Paulo II vai ser canonizado a 20 de Outubro?




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São José inserido nas Orações Eucarísticas do Missal Romano

DECRETO
Pelo seu lugar singular na economia da salvação como pai de Jesus, São José de Nazaré, colocado à frente da Família do Senhor, contribuiu generosamente à missão recebida na graça e, aderindo plenamente ao início dos mistérios da salvação humana, tornou-se modelo exemplar de generosa humildade, que os cristãos têm em grande estima, testemunhando aquela virtude comum, humana e simples, sempre necessária para que os homens sejam bons e fiéis seguidores de Cristo. Deste modo, este Justo, que amorosamente cuidou da Mãe de Deus e se dedicou com alegre empenho na educação de Jesus Cristo, tornou-se guarda dos preciosos tesouros de Deus Pai e foi incansavelmente venerado através dos séculos pelo povo de Deus como protector do corpo místico que é a Igreja.

Na Igreja Católica os fiéis, de modo ininterrupto, manifestaram sempre uma especial devoção a São José honrando solenemente a memória do castíssimo Esposo da Mãe de Deus como Patrono celeste de toda a Igreja; de tal modo que o Beato João XXIII, durante o Concílio Ecuménico Vaticano II, decretou que no antiquíssimo Cânone Romano fosse acrescentado o seu nome. O Sumo Pontífice Bento XVI acolheu e quis aprovar tal iniciativa manifestando-o várias vezes, e que agora o Sumo Pontífice Francisco confirmou, considerando a plena comunhão dos Santos que, tendo sido peregrinos connosco neste mundo, nos conduzem a Cristo e nos unem a Ele.

Considerando o exposto, esta Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, em virtude das faculdades concedidas pelo Sumo Pontífice Francisco, de bom grado decreta que o nome de São José, esposo da Bem-aventurada Virgem Maria, seja, a partir de agora, acrescentado na Oração Eucarística II, III e IV da terceira edição típica do Missal Romano. O mesmo deve ser colocado depois do nome da Bem-aventurada Virgem Maria como se segue: na Oração Eucarística II: "ut cum beata Dei Genetrice Virgine Maria, beato Ioseph, eius Sponso, beatis Apostolis", Na Oração Eucarística III: "cum beatissima Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum beatis Apostolis"; na Oração Eucarística IV: "cum beata Virgine, Dei Genetrice, Maria, cum beato Ioseph, eius Sponso, cum Apostolis".

Para os textos redigidos em língua latina utilizam-se as formulas agora apresentadas como típicas. Esta Congregação ocupar-se-á em prover à tradução nas línguas ocidentais mais difundidas; para as outras línguas a tradução devera ser preparada, segundo as normas do Direito, pelas respectivas Conferências Episcopais e confirmadas pela Sé Apostólica através deste Dicastério.

Nada obste em contrário.

Sede da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, 1 de Maio de 2013, São José Operário.

Antonio Card. Cañizares Llovera Prefeito

 + Arthur Roche Arcebispo Secretário


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"Co-Argumentação" - Bernardo Castro

Vêm da "Retórica" de Aristóteles, os ensinamentos acerca do modo como devemos argumentar sobre qualquer assunto. Naquela obra, diz-nos o autor clássico:

Os argumentos convincentes fornecidos através do discurso são de três espécies: 1) Alguns fundam-se no carácter de quem fala - ethos; 2) alguns, na condição de quem ouve - pathos; 3) alguns, no próprio discurso, através da prova ou aparência de prova - logos.

Nos assuntos mais tipicamente controversos – aborto, casamento de pessoas do mesmo sexo, adopção por pessoas do mesmo sexo, eutanásia, etc…, são normalmente invocados dois destes tipos de argumentação:

Ethos – trata-se do comum "puxar dos galões", da autoridade de uma pessoa ou entidade reconhecida – "O Tribunal Europeu dos Direitos do Homem já condenou a Áustria por não adoptar a co-adopção. Temos que seguir esta jurisprudência, sob pena de ficarmos atrasados"; ou "Nos países A, B C e D isto já se faz há muito tempo, por isso nós estamos errados e a perder o comboio da civilização"; ou ainda "Estudos fiáveis da American Psychological Association indicam que as crianças educadas por dois pais ou duas mães são emocionalmente saudáveis e não sofrem de bullying nas escolas";

Pathos – tão utilizado pelos filhos quando lambuzam os pais com beijinhos, antes de lhes pedirem um favor. É o comum "falar ao coração", "puxar ao sentimento", que nos fazem olhar para o caso particular e querer generalizá-lo – "Existem casos verdadeiros de gente que já vive nestas condições: o que é que lhes vamos dizer, quando o pai natural ou primeiro adoptante morre? Vamos mandá-los novamente para uma instituição???"; ou "Conheço casos de famílias em que os filhos foram educados num ambiente de homossexualidade e que são felizes e integrados. O que é que se lhes faz???"; ou "Estas duas mães casaram e fizeram inseminação artificial: vai-se dizer à criança que o ambiente em que as mães vivem não é o mais adequado para o seu saudável crescimento???";

Estes dois primeiros tipos de argumentos são uma aposta inteligente, forte e necessária para suprir as lacunas da falta de força dos argumentos da lógica – o logos. Aliás, a mera argumentação baseada na lógica (que deveria ser pilar da razoabilidade), sem qualquer ilustração, parece estar condenada nestes assuntos. Aparentemente, nunca vai chegar dizer-se que "o ambiente ideal para uma criança ser criada é aquele onde exista um pai e uma mãe"; sendo verdadeiramente escandalosa a invocação de qualquer argumentação relacionada com a natureza das coisas (segundo parece, o nazismo inviabilizou para sempre a utilização deste argumento, qualquer que seja a situação)…

Nestas discussões e debates, há normalmente muito maior habilidade e profissionalismo da parte dos "prós", sendo louvável o seu trabalho de backstage: dominam os casos, as particulares e a sua apresentação – ethos e pathos - como o Neymar domina a bola. E aqueles que recorrem à lógica para falar sobre o assunto são aparentemente vencidos, sempre sob o mesmo veredicto – querem impor a sua visão sobre os outros, limitando-lhes a liberdade.

Sobre aqueles assuntos de ruptura, para os quais mais seria precisa a lógica na busca pura da verdade, parece que estamos condenados à incerteza, parece que a verdade sempre nos vai fugir pelos dedos. É mesmo impressionante que, sobre assuntos que toda a gente reconhece como tão importantes, tão fundamentais, a verdade se resuma à "minha verdade" ou, na melhor das hipóteses, "à nossa verdade".

Logos – parece-me lógico que, sendo assim, "existindo", na melhor das hipóteses duas verdades sobre assuntos de ruptura, avançar sobre um deles sem a certeza de que, pelo menos, é a verdade democraticamente representativa, é um risco perigoso.

O pior é se houver, realmente, uma Verdade sobre todos estes assuntos…


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terça-feira, 18 de junho de 2013

- "Então, tás bom?" - "Vai-se andando!"




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Frase do dia

"A inveja é um vício que se caracteriza pela ausência de sintomas aparentes. O ódio espuma. A preguiça derrama-se. A gula engorda. A avareza acumula. A luxúria oferece-se. O orgulho brilha. Só a inveja se esconde." 

adaptado de Zuenir Ventura


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A quem muito ama, muito se perdoa - Rui Corrêa d’Oliveira

O perdão é uma atitude de coração
que supera em muito a justiça,
porque reclama que ame quem perdoo.
Não há gesto mais profundamente humano.
Por isso ele é tão cristão.
Amor e perdão andam a par.

Quem ama quer o bem do outro,

quer o bem para o outro.
Como posso perdoar se antes não amar?
Quem diz perdoar sem primeiro amar,
não perdoa…tenta esquecer.

Pois é mais fácil não lembrar a ofensa

do que perdoar apesar da ofensa.
Diante do mal feito, concreto e objectivo,
perdoar pede um abraço de humanidade
que, não disfarçando o que foi feito,
nele não se detém, mas vai mais além,
em busca do bem que sobrevive no mais desalmado coração.

Se assim o fez Jesus,

assim o devo fazer eu.


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segunda-feira, 17 de junho de 2013

Audrey Stevenson, uma vida de santidade - Austin Ruse

Audrey Stevenson nasceu em 1983 numa família que era católica mas na qual nem se rezava antes das refeições. Quando tinha três anos a família visitou a casa de Santa Teresa de Lisieux e depois o convento onde a Pequena Flor viveu e morreu. Aí a Audrey exclamou: “Quero entrar para o Carmelo”.

Pouco depois a família mudou-se para um apartamento novo. Audrey desenhou um crucifixo amarelo e  colocou-o na parede. Tinha colocado crucifixos idênticos em cada quarto da casa, onde permaneceram durante muito tempo.


Certo dia Liliane, a sua mãe, reparou que Audrey estava a coxear. Tinha colocado lápis dentro dos sapatos para “poder resistir”, uma compreensão bastante sofisticada da mortificação, para uma criança, e algo que ninguém lhe tinha ensinado.


Um dia foi ao parque com o avô. Atravessou avenidas, pontes e grandes cruzamentos, numa zona muito movimentada de Paris. Perdeu-se. Alarmado, o avô ligou para casa e descobriu que Audrey já lá estava. Disse que tinha sido conduzida por Jesus.


Tudo isto aconteceu com uma menina de três anos numa família que não era particularmente devota.


Em casa introduziu o conceito de dar graças antes de comer. Uma vez na casa de verão, na Bretanha, insistiu nas orações. O seu tio americano, Alexander Cummings, provocou-a: “Mas Audrey, se temos de dar graças a Deus cada vez que comemos, então devíamos dar graças a toda a hora, por tudo”. Ao que a Audrey respondeu: “Sim, isso mesmo”.


As histórias da sua devoção são infindáveis. Vivia uma fé profunda, tanto interior como exteriormente, como raramente se encontra nesta vida. A sua mãe disse: “A Audrey espanta-nos. Está para além de nós”. Conhecia o catecismo sem ter sido ensinada. O padre disse-lhes que não fizessem nada, que apenas a seguissem. E assim fizeram.


Aos cinco anos a Audrey pediu autorização à Igreja para poder comungar. Tipicamente, uma criança em França fazia a primeira comunhão aos nove ou dez anos. Questionaram-na exaustivamente, primeiro pelo seu prior, depois por outro e depois por outro ainda. Determinaram que a menina estava pronta e por isso a família viajou até Lourdes, onde  ela comungou pela primeira vez.


O que se nota da sua vida é que não só estava próxima de Cristo, como também aproximava Cristo dos outros. Primeiro da sua família, depois de um grupo cada vez maior.

Audrey com o Papa João Paulo II
A doença mortal surgiu aos sete. Leucemia. Foram muitos meses de tratamento, incluindo radioterapia,  quimioterapia, punções lombares e transplantes de medula. E assim começou a sua missão de ensino, uma missão que atravessou as fronteiras de França e chegou a outros países.

Entre família e amigos começou-se a rezar um terço todas as terças-feiras pelas suas melhoras. Começou por ser uma coisa pequena, mas cresceu. Aconteceram milagres nesses encontros. Meninas pequenas ensinaram os seus pais a rezar o terço. Famílias inteiras regressaram à fé. Uma pagela da Audrey começou a espalhar-se pelo país.


O seu sofrimento no hospital foi intenso. A quimioterapia deixou-a sem saliva, as pálpebras colavam-se  aos olhos e todos os seus ossos doíam. Dizia repetidamente: “Estou na cruz. Estou na cruz”. Durante as dolorosas punções lombares repetia: “Pelo tio Mick, pelo pai, pelas vocações”. Durante um dos tratamentos dolorosos os médicos ouviram-na a cantar músicas a Nossa Senhora.


Depois de um transplante de medula falhado soube-se que tinha apenas três semanas de vida. Os pais levaram-na a Lourdes; levaram-na também a conhecer o Papa, com quem teve uma intensa conversa privada. Perto do final vieram pessoas de todo o país, pedindo que ela rezasse pelas suas intenções, coisa que ela fez, apesar da dor, uma após outra.


Por fim morreu. O seu pai, que é padrinho da minha filha Gianna-Marie, diz que certa vez receberam a visita de um padre mexicano. O padre disse: “Devo a minha vocação a uma menina francesa que rezava pelas vocações e morreu de leucemia.” Ao que o seu pai, Jerome, respondeu: “Está sentado no quarto dela”. A causa da canonização de Audrey começou em Paris há poucos anos. 


Audrey Stevenson, rogai por nós. 
in Actualidade Religiosa


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Frase do dia

"Divorce is for us at best a failure, of which we are more concerned to find and cure the cause than to complete the effects; and we regard a system that produces many divorces as we do a system that drives men to drown and shoot themselves." 

G.K. Chesterton


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domingo, 16 de junho de 2013

O que é e como funciona a Cúria Romana? - Rocio Lancho García

A natureza da Cúria Romana é descrita no 1º artigo da constituição apostólica Pastor Bonus: é o conjunto de dicastérios e organismos que ajudam o romano pontífice no exercício da sua suprema missão pastoral, para o bem e serviço da Igreja universal e das Igrejas particulares, reforçando a unidade da fé e a comunhão do Povo de Deus e promovendo a missão própria da Igreja no mundo.

As funções da Cúria Romana estão definidas no Código de Direito Canónico de 1983, com algumas precisões posteriores feitas pela constituição apostólica Pastor Bonus, de João Paulo II, em 1988. A Cúria não é a única que presta um serviço ao romano pontífice no governo da Igreja: o colégio cardinalício também realiza algumas funções de governo, juntamente com o papa. A Pastor Bonus prevê ainda que o papa convoque com certa frequência os chefes dos dicastérios, que são os departamentos ou organismos especializados da Cúria Romana.


A Cúria é formada pela Secretaria de Estado, Congregações, Tribunais, Conselhos Pontifícios e Ofícios. Cada um destes sectores é subdividido e tem funções diferentes dentro do governo da Igreja. As Congregações são nove: Doutrina da Fé, Igrejas Orientais, Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, Causas dos Santos, Bispos, Evangelização dos Povos, Clero, Institutos de Vida Consagrada e Sociedades de Vida Apostólica e Educação Católica. A sua função é de poder executivo. Os Tribunais têm funções judiciárias e são três: a Penitenciaria Apostólica, a Assinatura Apostólica e a Rota Romana.


Mais numerosos são os Conselhos Pontifícios, doze: Leigos, União dos Cristãos, Família, Justiça e Paz, Cor Unum, Pastoral dos Agentes de Saúde, Textos Legislativos, Diálogo Inter-Religioso, Comunicações Sociais e Nova Evangelização, este último criado em 2010. Os Conselhos Pontifícios têm a função promover actividades e iniciativas dentro da sua área de competência. Finalmente, os Ofícios são três: a Câmara Apostólica, a Administração do Património da Sé Apostólica e a Prefeitura dos Assuntos Económicos da Santa Sé. São departamentos de natureza económica. 



Para comandar cada dicastério é nomeado um Prefeito, no caso das Congregações, ou um Presidente, nos outros casos. Nomeiam-se, ainda, um secretário e um subsecretário. O papa designa vários membros de cada Congregação. Tradicionalmente, os membros eram cardeais, mas, hoje, também há bispos em cada dicastério.


Além dos membros, são nomeados oficiais e consultores. A função dos oficiais é cuidar dos assuntos ordinários do dicastério, enquanto a dos consultores é a assessoria. Os membros do dicastério reúnem-se tanto em assembleias plenárias como em sessões ordinárias. Para as plenárias, que acontecem pelo menos uma vez por ano, são convocados todos os membros; para as sessões ordinárias, apenas os membros presentes em Roma. O presidente ou prefeito do dicastério decide a convocatória e a ordem do dia. 

in Zenit


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