sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Estamos a precisar de dormir mais! - Taylor Marshall

Estamos a precisar de dormir mais! Algumas pessoas gabam-se de estarem tão ocupadas que não precisam de dormir. Não os oiçam! Vocês precisam de dormir!

Com os iPhones, o videoclube na TV (Amazon Prime, Netlfix), os computadores portáteis e a simples e velha electricidade, divorciámo-nos do ciclo natural de dormir à noite.
O meu amigo Adam Anderly, o génio por trás do Saint Systems que construiu o website do New Saint Thomas Institute, chamou-me a atenção para um grande livro enquanto trabalhávamos no projecto NSTI. O livro chama-se Rework escrito por Jason Friend e David Hansson, do 37 Signals. No livro eles têm uma pequena secção chamada Go to Sleep!
Causar impacto (espiritual ou temporalmente) requer visão e criatividade. Quanto estamos cansados não temos nem um nem outro.
Eles dão quatro sinais da falta de sono:
  1. Teimosia. Quanto estamos cansados abrimos caminho por qualquer mau trilho em que estivermos.
  2. Falta de criatividade. A criatividade descobre melhores soluções. Quando estamos cansados, descobrimos apenas 1/10 das soluções.
  3. Moral diminuída. A fadiga afasta-nos dos grandes desafios. Limitamo-nos a ficar a ler o Facebook e a verificar o mail em vez de fazer algo realmente importante.
  4. Irritabilidade. Simplesmente estamos irritados. Não temos paciência e a paciência é necessária para a santidade e sucesso em todos os esforços.


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quinta-feira, 17 de outubro de 2013

Guerra contra os cristãos: a catástrofe do Século XXI

Imaginemos como seria receber informações sobre a Batalha das Ardenas no final de 1944, mas sem que nos explicassem que este foi um momento crucial na 2ª Guerra Mundial. Muita gente diria que os jornalistas falharam ao não proporcionar o contexto adequado para entender as notícias.

No entanto isto acontece nos meios de comunicação social, quando se fala sobre a perseguição aos cristãos no mundo. Porque a guerra global contra os cristãos continua a ser a grande notícia nunca contada, em pleno século XXI.

Segundo a Sociedade Internacional para os Direitos Humanos, um observatório não-confessional com sede na Alemanha, 80% dos actos de discriminação religiosa são praticados contra os cristãos. Do ponto de vista estatístico, isso torna os cristãos o grupo religioso mais perseguido do mundo.

Segundo o Pew Forum, entre 2006 e 2010, os cristãos foram discriminados em 139 países. E, segundo dados do Center for the Study of Global Christianity (EUA), cerca de 100 mil cristãos são assassinados por ano na chamada "situação de testemunho", nas últimas décadas. Isso significa 11 cristãos assassinados por hora, algures no mundo, por razões relacionadas à sua fé.

De facto, estamos a ser testemunhas do aparecimento duma nova geração de cristãos mártires. A matança está a acontecer em tão grande escala, que representa não apenas a notícia cristã mais dramática do nosso tempo, mas, com toda a certeza, o principal desafio para os direitos humanos desta época.

Basta olhar ao nosso redor. Em Bagdade, por exemplo, das 65 igrejas cristãs, 40 já foram atacadas com bombas, desde o início da invasão dos EUA em 2003. Na época da Guerra do Golfo, em 1991, o Iraque tinha uma comunidade cristã de pelo menos 1,5 milhão de fiéis. Hoje, estima-se que sejam cerca de 150 mil.

Orissa, na Índia, é um dos cenários mais violentos. Em 2008, 500 cristãos foram assassinados e cerca de 50 mil ficaram sem casa. Cerca de 5 mil casas e 350 igrejas foram destruídas. Na Nigéria, o movimento militante islâmico Boko Haram é considerado responsável por pelo menos 3 mil mortes desde 2009, 800 delas só no ano passado.

A Coreia do Norte é considerada como o lugar mais perigoso do mundo para ser cristão; calcula-se que 25% dos cristãos (dos cerca de 300 mil) estão presos em campos de concentração, por se negarem a praticar o culto nacional ao fundador Kim II Sung. Desde a divisão da península, em 1953, mais de 300 mil cristãos da Coreia do Norte desapareceram.

A violência anti-cristã não se limita ao choque de civilizações entre o cristianismo e o islão. Na verdade, os cristãos enfrentam uma desconcertante variedade de ameaças vindas de inimigos diversos e sem uma única estratégia adequada para parar a violência.

Por que as dimensões desta guerra global são tão ignoradas? Junta-se o facto de que as vítimas são maioritariamente negras e pobres – e, portanto, não consideradas relevantes nas notícias – e tendem a viver e morrer bem longe do radar da opinião pública ocidental. Outra razão é o antiquado estereótipo de que o cristianismo é opressor, e não oprimido.

Muitos "fazedores de opinião", quando ouvem falar de "perseguição religiosa", pensarão nas cruzadas, na Inquisição, em Galileu, nas guerras de religião. Hoje, no entanto, não vivemos nas páginas de uma obra medíocre de Dan Brown, nas quais os cristãos enviam assassinos loucos para ajustar contas históricas. Pelo contrário: são eles os que fogem dos assassinos que outros enviaram.

Por outro lado, a discussão pública sobre temas de liberdade religiosa sofre dois tipos de cegueira. Em primeiro lugar, geralmente expressa-se em termos de tensões ocidentais Igreja/Estado, como entre os líderes religiosos dos EUA e a Casa Branca de Obama sobre as leis dos anticoncepcionais como parte da reforma na saúde.

Na verdade, no Ocidente, uma ameaça à liberdade religiosa significa que alguém poderia ser processado; em outros lugares do mundo, significa que alguém poderia levar um tiro – e certamente este último é um cenário mais dramático.

Em segundo lugar, a discussão limita-se, por vezes a uma concepção muito estreita do que constitui "violência religiosa". Se uma catequista é assassinada no Congo, por exemplo, por convidar os jovens a permanecerem fora das milícias e grupos criminosos, isso é considerado uma tragédia, mas não um martírio, porque os seus agressores não agiram movidos pelo ódio à fé cristã.

No entanto, o ponto crucial não é somente o que havia na mente dos seus assassinos, mas o que havia no coração dessa catequista, que conscientemente arriscou sua vida para servir o Evangelho. Considerar como única prova os motivos dos atacantes, ao invés dos dela, é distorcer a realidade.

Sejam quais forem os motivos do silêncio, chegou a hora de acabar com ele. O Papa Francisco reconheceu isso em uma audiência geral do mês passado.

"Quando ouço que muitos cristãos no mundo estão a sofrer, sou indiferente, ou considero-os como membros da minha família que estão a sofrer?", perguntou o Papa, acrescentando: "Estou aberto a esse irmão ou a essa irmã da minha família que está a dar sua vida por Jesus Cristo?".

Em 2011, o patriarca católico de Jerusalém, Fouad Twal, que preside uma igreja repleta de mártires, pronunciou as mesmas perguntas, numa conferência em Londres. Perguntou com franqueza: "Alguém ouve os nossos gritos? Quantas atrocidades ainda teremos de suportar até que alguém, de algum lugar, venha em nosso auxílio?".

Não pode haver uma pergunta sobre o destino do cristianismo no século XXI mais merecedora duma resposta urgente. John L. Allen Jr. in "The Spectator"


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Este fim-de-semana o papa Bento XVI recebeu uma visita especial




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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Frase do dia

"Esforça-te, se é preciso, por perdoar sempre aos que te ofenderem, desde o primeiro instante, já que, por maior que seja o prejuízo ou a ofensa que te façam, mais te tem perdoado Deus a ti." 

S. Josemaria Escrivá


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terça-feira, 15 de outubro de 2013

O pé de Santa Teresa de Ávila

Hoje, “por acaso”, justamente neste dia de Santa Teresa de Ávila fui parar à porta da igreja de Santa Maria della Scala, onde está uma relíquia de Santa Teresa, mais concretamente o seu pé direito.

Tratando-se da Santa que disse: “Nada te turbe, nada te espante, quem a Deus tem nada lhe falta…só Deus basta”, aproveitei para entrar e rezar por todos os que estão a passar por dificuldades. Aproveitem a intercessão desta grande mulher!


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segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Homilia do Papa na Santa Missa da Jornada Mariana - Ano da Fé


Recitamos no salmo: «Cantai ao Senhor um cântico novo, porque Ele fez maravilhas» (Sl 97, 1).
Encontramo-nos hoje diante duma das maravilhas do Senhor: Maria! Uma criatura humilde e frágil como nós, escolhida para ser Mãe de Deus, Mãe do seu Criador.

Precisamente olhando Maria à luz das Leituras que acabámos de escutar, queria reflectir convosco sobre três realidades: a primeira, Deus surpreende-nos; a segunda, Deus pede-nos fidelidade; a terceira, Deus é a nossa força.

1. A primeira: Deus surpreende-nos. O caso de Naamã, comandante do exército do rei da Síria, é notável: para se curar da lepra, vai ter com o profeta de Deus, Eliseu, que não realiza ritos mágicos, nem lhe pede nada de extraordinário. Pede-lhe apenas para confiar em Deus e mergulhar na água do rio; e não dos grandes rios de Damasco, mas de um rio pequeno como o Jordão. É uma exigência que deixa Naamã perplexo e também surpreendido: Que Deus poderá ser este que pede uma coisa tão simples? A vontade primeira dele é retornar ao País, mas depois decide-se a fazê-lo, mergulha no Jordão e imediatamente fica curado (cf. 2Re 5,1-14). Vedes!? Deus surpreende-nos; é precisamente na pobreza, na fraqueza, na humildade que Ele Se manifesta e nos dá o seu amor que nos salva, cura, dá força. Pede somente que sigamos a sua palavra e tenhamos confiança n’Ele.

Esta é a experiência da Virgem Maria: perante o anúncio do Anjo, não esconde a sua admiração. Fica admirada ao ver que Deus, para Se fazer homem, escolheu precisamente a ela, jovem simples de Nazaré, que não vive nos palácios do poder e da riqueza, que não realizou feitos extraordinários, mas que está disponível a Deus, sabe confiar n’Ele, mesmo não entendendo tudo: «Eis a serva do Senhor, faça-se em Mim segundo a tua palavra» (Lc 1, 38). É a sua resposta. Deus surpreende-nos sempre, rompe os nossos esquemas, põe em crise os nossos projectos, e diz-nos: confia em Mim, não tenhas medo, deixa-te surpreender, sai de ti mesmo e segue-Me!

Hoje perguntemo-nos, todos, se temos medo daquilo que Deus me poderá pedir ou está pedindo. Deixo-me surpreender por Deus, como fez Maria, ou fecho-me nas minhas seguranças, seguranças materiais, seguranças intelectuais, seguranças ideológicas, seguranças dos meus projectos? Deixo verdadeiramente Deus entrar na minha vida? Como Lhe respondo?

2. Na passagem lida de São Paulo, ouvimos o Apóstolo dizer ao seu discípulo Timóteo: Lembra-te de Jesus Cristo; se perseverarmos com Ele, também com Ele reinaremos (cf. 2Tm 2,8-13). Aqui está o segundo ponto: lembrar-se sempre de Cristo, a memória de Jesus Cristo, e isto significa perseverar na fé. Deus surpreende-nos com o seu amor, mas pede fidelidade em segui-Lo. Podemos nos tornar “não fiéis”, mas Ele não pode; Ele é “o fiel” e pede-nos a mesma fidelidade. Pensemos quantas vezes já nos entusiasmámos por qualquer coisa, por uma iniciativa, por um compromisso, mas depois, ao surgirem os primeiros problemas, abandonámos. E, infelizmente, isto acontece também com as opções fundamentais, como a do matrimónio. É a dificuldade de ser constantes, de ser fiéis às decisões tomadas, aos compromissos assumidos. Muitas vezes é fácil dizer «sim», mas depois não se consegue repetir este «sim» todos os dias. Não se consegue ser fiéis.

Maria disse o seu «sim» a Deus, um «sim» que transtornou a sua vida humilde de Nazaré, mas não foi o único; antes, foi apenas o primeiro de muitos «sins» pronunciados no seu coração tanto nos seus momentos felizes, como nos dolorosos… muitos «sins» que culminaram no «sim» ao pé da Cruz. Estão aqui hoje muitas mães; pensai até onde chegou a fidelidade de Maria a Deus: ver o seu único Filho na Cruz. A mulher fiel, de pé, destruída por dentro, mas fiel e forte.

E eu me pergunto: sou um cristão “soluçante”, ou sou cristão sempre? Infelizmente, a cultura do provisório, do relativo penetra também na vivência da fé. Deus pede-nos para Lhe sermos fiéis, todos os dias, nas acções quotidianas; e acrescenta: mesmo se às vezes não Lhe somos fiéis, Ele é sempre fiel e, com a sua misericórdia, não se cansa de nos estender a mão para nos erguer e encorajar a retomar o caminho, a voltar para Ele e confessar-Lhe a nossa fraqueza a fim de que nos dê a sua força. E este é o caminho definitivo: sempre com o Senhor, mesmo com as nossas fraquezas, mesmo com os nossos pecados. Nunca podemos ir pela estrada do provisório. Isto nos destrói. A fé é a fidelidade definitiva, como a de Maria.

3. O último ponto: Deus é a nossa força. Penso nos dez leprosos do Evangelho curados por Jesus: vão ao seu encontro, param à distância e gritam: «Jesus, Mestre, tem compaixão de nós» (Lc 17, 13). Estão doentes, necessitados de serem amados, de terem força e procuram alguém que os cure. E Jesus responde, libertando-os a todos da sua doença. Causa estranheza, porém, o facto de ver que só regressa um para Lhe agradecer, louvando a Deus em alta voz. O próprio Jesus o sublinha: eram dez que gritaram para obter a cura, mas só um voltou para gritar em voz alta o seu obrigado a Deus e reconhecer que Ele é a nossa força. É preciso saber agradecer, saber louvar o Senhor pelo que faz por nós.

Vejamos Maria: depois da Anunciação, o primeiro gesto que ela realiza é um acto de caridade para com a sua parente idosa Isabel; e as primeiras palavras que profere são: «A minha alma enaltece o Senhor», ou seja, um cântico de louvor e agradecimento a Deus, não só pelo que fez n’Ela, mas também pela sua acção em toda a história da salvação. Tudo é dom d’Ele. Se conseguimos entender que tudo é dom de Deus, então quanta felicidade teremos no nosso coração! Tudo é dom d’Ele. Ele é a nossa força! Dizer obrigado parece tão fácil, e todavia é tão difícil! Quantas vezes dizemos obrigado em família? Esta é uma das palavras-chaves da convivência. “Com licença”, “desculpa”, “obrigado”: se numa família se dizem estas três palavras, a família avança. “Com licença”, “desculpa”, “obrigado”. Quantas vezes dizemos “obrigado” junto da família? Quantas vezes dizemos obrigado a quem nos ajuda, vive perto de nós e nos acompanha na vida? Muitas vezes damos tudo isso como adquirido! E o mesmo acontece com Deus. É fácil ir até ao Senhor para pedir alguma coisa, mas agradece-Lhe… “Ah, isso é difícil”.

Continuando a Eucaristia, invocamos a intercessão de Maria, para que nos ajude a deixarmo-nos surpreender por Deus sem resistências, a sermos-Lhe fiéis todos os dias, louvá-Lo e agradecer-Lhe porque Ele é a nossa força. Amen.


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sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Sem o direito à vida mais nenhum direito faz sentido




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"O demónio existe, não o confundamos com doenças psicológicas" - Papa Francisco


Homilia de hoje na Casa de Santa Marta:  

Há alguns padres que quando lêem esta passagem do Evangelho, esta e outras, dizem: ‘Mas Jesus apenas curou uma pessoa que tinha uma doença psíquica.’ Não leram isso aqui, pois não? É verdade que naquele tempo podia confundir-se a epilepsia com a possessão do demónio; mas também é verdade que havia o demónio! E nós não temos o direito de simplificar tanto as coisas, dizendo: ‘Nenhum daqueles estava endemoniado, eram apenas doentes psíquicos.’ Não! A presença do demónio está na primeira página da Bíblia e a Bíblia acaba também com a presença do demónio, com a vitória de Deus sobre o demónio.

E podemos perguntar-nos: ‘Eu vigio-me, vigio o meu coração, os meus sentimentos, os meus pensamentos? Guardo o tesouro da graça? Guardo a presença do Espírito Santo em mim? Ou deixo-o assim, seguro, com a certeza que está tudo bem? Mas se tu não vigias, vem aquele que é mais forte do que tu: "Mas se aparece um mais forte e o vence, tira-lhe as armas em que confiava e distribui os seus despojos." (Lc 15, 22). A vigilância! Três critérios: Jesus luta com o diabo, é o primeiro critério. Segundo critério, quem não está com Jesus é contra Jesus. Não se pode ficar a meio caminho. Terceiro critério, vigiar o nosso coração, porque o demónio é astuto. Nunca é expulso para sempre! Só no último dia o será.

A vigilância, porque a estratégia dele é esta: ‘Tu fizeste-te cristão, continua com a tua fé, eu deixo-te em paz, deixo-te tranquilo. Mas depois quando estás instalado, não vigias e te sentes seguro, eu volto.’ O Evangelho de hoje começa com o demónio a ser expulso e acaba com o demónio que volta! S. Pedro dizia: "é como um leão feroz, que anda à nossa volta". ‘Mas, Padre, o senhor é bocado antiquado, está a assustar-nos com estas coisas...’ Não, eu não! É o Evangelho! E isto não são mentiras , é a Palavra do Senhor! Peçamos ao Senhor a graça de levar a sério estas coisas. Ele veio lutar pela nossa salvação. Ele venceu o demónio! Por favor, não façamos negócios com o demónio! Ele tenta voltar para casa e tomar de posse de nós...Não relativizar, vigiar! E sempre com Jesus!


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quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Os milagres do Beato João Paulo II ainda em vida


Ontem estive a falar com um bispo do Peru. Contou-me que trabalhou durante alguns anos como advogado e nessa altura não queria nada com Deus. Esteve 12 anos sem entrar numa igreja. Durante esse tempo o seu irmão casou e ele nem sequer foi ao casamento, só à festa.

Quando o Papa João Paulo II fez uma visita a Lima, capital do Peru, a cidade ficou caótica e ele decidiu tirar uns dias para sair da cidade, porque não queria saber de Papas. Nessas mini-férias, quando ligou a televisão apareceu o Papa João Paulo II, e ao ver a cara de felicidade daquele homem, pensou: “Eu também quero ser assim!”.

Foi até uma igreja, CONFESSOU-SE e mudou de vida completamente. Acabou o namoro que tinha e 1 ano depois entrou no seminário. Foi ordenado padre e 12 anos depois o Papa João Paulo II ordenou-o bispo. Hoje em dia é o homem mais feliz do mundo…ou se não é, parece!


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quarta-feira, 9 de outubro de 2013

Descubra as diferenças




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Frase do dia

“Desconfiem dos caminhos extraordinários e dos carismas que atraem para vocês a atenção dos outros, mas também a dos demónios. Cultivem virtudes escondidas como fez a Sagrada Família de Nazaré. Cultivem o gosto pelas coisas simples, justas e puras. O Espírito Santo repousa sobre os corações rectos e os espíritos humilhados.” 

Bem-Aventurada Miriam


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segunda-feira, 7 de outubro de 2013

Casamento e compromisso: a diferença que uma aliança faz

O aumento do número de casais que coabitam pode fazer-nos pensar que casar ou não casar é indiferente. Porém, esta suposição não é corroborada por alguns estudos recentes sobre casais. Recentemente, a Rand Corporation lançou um estudo intitulado “Intensidade da Coabitação e do Casamento: Consolidação, Intimidade e Compromisso”, de Michael Pollard e Kathleen M. Harris. Os dois pesquisadores estudaram várias fontes de dados sobre os casais unidos em matrimónio e sobre os que coabitam sem estar casados.

No que toca à consolidação, o estudo revela que apenas 16,1% das mulheres que coabitam afirmam ter contas bancárias conjuntas com o parceiro, em contraste com 68,5% das mulheres que coabitaram antes de se casar e com 72,1% das mulheres casadas que não coabitaram antes do casamento.

Apenas 40,1% das mulheres que coabitam afirmam ter adquirido em conjunto com o parceiro bens ou serviços superiores a 500 dólares (400 euros), contra mais de 80% das mulheres casadas (com ou sem coabitação precedente).

No âmbito da intimidade, o relatório encontra resultados semelhantes: os parceiros que coabitam relatam níveis significativamente mais baixos de intimidade em comparação com os casais unidos em matrimónio. Em relação ao compromisso, os parceiros que coabitam também atingem níveis mais baixos que os casados. Nas uniões livres, há muito menos certeza sobre a duração do relacionamento e, portanto, o nível de compromisso é menor, em particular por parte dos homens. "Vistos em conjunto, os resultados indicam uma nítida diferença de intensidade da relação entre a coabitação e o casamento", conclui o estudo.

A Fundação Inglesa do Casamento (England’s Marriage Foundation) também observa uma diferença substancial entre os parceiros casados e os que apenas coabitam. No estudo de Harry Benson publicado em 22 de maio, chamado “O Mito das Relações Estáveis ​​de Longo Prazo Fora do Casamento”, a Fundação demonstra que os parceiros não casados raramente conseguem garantir um lar sólido e estável para os filhos.

O relatório afirma que 45% dos adolescentes entre 13 e 15 anos não vivem com ambos os pais. Dos adolescentes que ainda vivem numa família unida, 93% têm os pais casados. "De acordo com o que é mostrado pelo relatório, o governo tem ignorado a forte correlação entre o estado marital e a ruptura familiar. O governo dá prioridade as ‘relações estáveis ​​e duradouras’ ao desenvolver documentos de política familiar", declara a Fundação em comunicado de imprensa.

"A desagregação da família custa mais que o orçamento de Defesa inteiro, além de causar um dano social imensurável. Deveria ser claramente do interesse do Governo e de quem paga impostos fazer um esforço para reduzir esta tendência devastadora", ressalta o autor do estudo.

A remoção do casamento dos documentos do programa de Governo é incompatível com as evidências, diz o relatório. "Um grande número de factores mostra que os pais casados ​​tendem a ser mais estáveis ​​que os pais solteiros", prossegue o estudo. Um relatório posterior, feito pela mesma Fundação, mostra que os índices de divórcio não são condicionados pela situação económica.

Alguns analistas argumentam que há mais rupturas matrimoniais durante as crises económicas, devido às pressões financeiras. Outros, observa o relatório, afirmam que a crise económica provoca menos divórcios, porque os casais evitam os custos de separar-se e ter que comprar uma segunda casa. De acordo com a pesquisa “Não É Questão de Economia: Outro Mito sobre o Divórcio Cai por Terra”, nenhuma das duas posições é confirmada pelos acontecimentos dos últimos anos.

Desde os anos 1970, os índices de divórcio sempre giraram em torno de 10% do padrão dos anos anteriores. Em três períodos de crise económica, desde 1979, os números do divórcio aumentaram em dois casos e diminuíram no outro, diz o estudo, permitindo crer que o casamento é mais forte que o dinheiro.

"O primeiro ambiente em que a fé ilumina a cidade humana é a família", sublinha o papa Francisco na sua primeira encíclica, a Lumen Fidei. "Penso, em primeiro lugar, na união estável entre homem e mulher no casamento. Ela nasce do amor, sinal e presença do amor de Deus, do reconhecimento e da aceitação da bondade da diferença sexual, por meio da qual os cônjuges se podem unir numa só carne (cf. Gn 2, 24) e gerar uma nova vida, manifestação da bondade do Criador, da sua sabedoria e do seu desígnio de amor", diz a encíclica.

A credibilidade deste sábio e amoroso plano está se a tornar cada vez mais evidente, à medida que são descobertas as consequências do enfraquecimento do matrimónio.

"Prometer um amor que dure para sempre só é possível quando se descobre um desígnio maior do que os próprios projestos, que nos sustenta e nos permite doar todo o futuro à pessoa amada", diz ainda a encíclica, ressaltando claramente que o compromisso do casamento faz mesmo diferença. 
John Flynn, LC in Zenit


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domingo, 6 de outubro de 2013

Frase do dia

"Nunca te vás deitar sem antes examinar a tua consciência sobre o dia que passou. Entrega todos os teus pensamentos a Deus, consagra-lhe todo o teu ser e também todos os teus irmãos. Oferece à glória de Deus o repouso que agora começa e não te esqueças do teu Anjo da Guarda, que está sempre contigo." 

S. Pio de Pietrelcina


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sábado, 5 de outubro de 2013

Descrição da criação do mundo do Senhor dos Anéis, JRR Tolkien

Só para contextualizar:

Ilúvatar é o criador de tudo o que existe na saga do Tolkien. Como Deus.

Os Valar são criaturas eternas e excelsas criadas por Ilúvatar e que o ajudaram na criação do mundo até ao aparecimento dos homens.

Melkor é um Valar que caiu e traiu Ilúvatar, era o mais poderoso de todos. Como Satanás.

Manwe é o segundo maior dos Valar e permaneceu sempre fiel a Iluvatar. Como São Miguel Arcanjo.

"Diz-se que depois da partida dos Valar houve silêncio e que durante uma era Ilúvatar esteve sozinho, a pensar. Depois falou e disse: "Olhai, eu amo a Terra, que será uma mansão para os Quendi [Elfos] e para os Atani [Homens]! Mas os Quendi serão as mais belas de todas as criaturas terrenas e terão, conceberão e produzirão mais beleza do que todos os meus filhos; e terão a maior bem-aventurança deste mundo. Mas aos Atani darei um novo dom." Por isso, quis que os corações dos Homens procurassem para além do mundo, para lá da música dos Ainur, que é como o destino para todas as outras coisas; e do seu procedimento tudo seria, em forma e acção, completado e o mundo cumprido até ao útimo e mais ínfimo dos pormenores.

Mas Ilúvatar sabia que os Homens, colocados entre as convulsões dos poderes do mundo, frequentemente se desviariam do caminho e não utilizariam os seus dons de harmonia; então disse: "Também estes a seu tempo descobrirão que tudo quanto fizeram redundará no fim somente para a glória do meu trabalho." No entanto, os Elfos crêem que os Homens são muitas vezes um tormento para Manwe, que conhece quase todos os pensamentos de Ilúvatar, pois parece aos Elfos que os Homens se assemelham a Melkor, mais do que todos os Ainur, embora ele os tenha sempre receado e odiado, mesmo os que o serviram.

É de acordo com este dom de liberdade que os filhos dos Homens só habitam vivos no mundo um curto espaço e não estão presos a ele; partem em breve, para onde não é do conhecimento dos Elfos, ao passo que os Elfos permanecem até ao fim dos tempos, e o seu amor pela Terra e por todo o mundo é mais singular e mais pungente e, à medida que os anos aumentam, cada vez mais magoado."
in O Silmarillion
Nuno CB


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A vida vale a pena! - Pe.Gonçalo Portocarrero


Hoje à tarde, em Lisboa, ocorre mais uma caminhada pela vida. Uma multidão de gentes, descendo a Avenida da Liberdade e concentrando-se depois no Rossio, vai manifestar a sua gratidão por esse dom e reafirmar o seu compromisso na defesa da vida, desde a concepção até ao seu termo natural.

Não é uma iniciativa anti-nada, nem contra ninguém. Não é uma campanha política, nem uma procissão religiosa. Não é uma acção revolucionária, nem uma intervenção tradicionalista. Não é um evento social, nem um acontecimento populista. Não é contestatária, mas afirmativa. Não é saudosista, mas esperançosa. Não é pesarosa, mas alegre.

É apenas e só um hino e um cântico à beleza da vida humana e, por isso, é para os novos e para os velhos. É para os pobres e para os ricos. É para os crentes e para os agnósticos. É para os portugueses e para os estrangeiros. Haverá alguma causa mais transversal do que esta?!

Para além dos credos e das ideologias políticas, para além das raças e das fronteiras dos Estados, para além das moedas e dos sistemas económico-financeiros, para além das línguas e das culturas, a vida é o único denominador comum a todos os seres humanos, sem excepção. Não é uma questão da direita ou da esquerda, mas uma exigência humanitária, que não pode deixar de ser por todos reconhecida, apoiada e defendida. 

Uma sociedade, que não é pró-vida, é suicida. A indiferença também mata porque, quem se cala ante os atentados contra a vida, neles consente. Mais importante do que o que nos separa, a vida une-nos, porque é, por igual, de todos nós. Cada pessoa, seja ela como ou quem for, é um de nós.   

Anda, porque vale a pena viver!
in jornal i


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sexta-feira, 4 de outubro de 2013

Papa Francisco em Assis


«Bendigo-Te, ó Pai, Senhor do Céu e da Terra, porque escondeste estas coisas aos sábios e aos entendidos e as revelaste aos pequeninos» (Mt 11, 25).

A todos, paz e bem! Com esta saudação franciscana, agradeço-vos por terdes vindo a esta Praça, cheia de história e fé. Para rezarmos juntos.

Como tantos outros peregrinos, também eu vim hoje, para bendizer o Pai por tudo o que quis revelar a um destes «pequeninos» de que nos fala o Evangelho: Francisco, filho de um comerciante rico de Assis. O encontro com Jesus levou-o a despojar-se de uma vida cómoda e despreocupada, para desposar a «Senhora Pobreza» e viver como verdadeiro filho do Pai que está nos céus. Esta escolha, feita por São Francisco, constituía uma maneira radical de imitar a Cristo, de se revestir d’Aquele que, sendo rico, Se fez pobre para nos enriquecer por meio da sua pobreza (cf. 2 Cor 8, 9). Em toda a vida de Francisco, o amor pelos pobres e a imitação de Cristo pobre são dois elementos indivisivelmente unidos, as duas faces de uma mesma medalha.

De que nos dá hoje testemunho São Francisco? Que nos diz ele, não com as palavras – isso é fácil – mas com a vida?

1. A primeira coisa que nos diz, a realidade fundamental de que nos dá testemunho é esta: ser cristão é uma relação vital com a Pessoa de Jesus, é revestir-se d’Ele, é assimilação a Ele.
De onde começa o caminho de Francisco para Cristo? Começa do olhar de Jesus na cruz. Deixar-se olhar por Ele no momento em que dá a vida por nós e nos atrai para Ele. Francisco fez esta experiência, de um modo particular, na pequena igreja de São Damião, rezando diante do crucifixo, que poderei também eu venerar hoje. 

Naquele crucifixo, Jesus não se apresenta morto, mas vivo! O sangue escorre das feridas das mãos, dos pés e do peito, mas aquele sangue exprime vida. Jesus não tem os olhos fechados, mas abertos, bem abertos: um olhar que fala ao coração. E o Crucifixo não nos fala de derrota, de fracasso; paradoxalmente fala-nos de uma morte que é vida, que gera vida, porque nos fala de amor, porque é o Amor de Deus encarnado, e o Amor não morre, antes derrota o mal e a morte. Quem se deixa olhar por Jesus crucificado fica recriado, torna-se uma «nova criatura». E daqui tudo começa: é a experiência da Graça que transforma, de sermos amados sem mérito algum, até sendo pecadores. Por isso, Francisco pode dizer como São Paulo: «Quanto a mim, de nada me quero gloriar, a não ser na cruz de Nosso Senhor Jesus Cristo» (Gal 6, 14).

Voltamo-nos para ti, Francisco, e te pedimos: ensina-nos a permanecer diante do Crucifixo, a deixar-nos olhar por Ele, a deixar-nos perdoar, recriar pelo seu amor.

2. No Evangelho, ouvimos estas palavras: «Vinde a Mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e Eu hei-de aliviar-vos. Tomai sobre vós o meu jugo e aprendei de Mim, porque sou manso e humilde de coração» (Mt 11, 28-29).

Esta é a segunda coisa de que Francisco nos dá testemunho: quem segue a Cristo, recebe a verdadeira paz, a paz que só Ele, e não o mundo, nos pode dar. Na ideia de muitos, São Francisco aparece associado com a paz; e está certo, mas poucos vão em profundidade. Qual é a paz que Francisco acolheu e viveu, e nos transmite? A paz de Cristo, que passou através do maior amor, o da Cruz. É a paz que Jesus Ressuscitado deu aos discípulos, quando apareceu no meio deles (cf. Jo 20, 19.20).

A paz franciscana não é um sentimento piegas. Por favor, este São Francisco não existe! E também não é uma espécie de harmonia panteísta com as energias do cosmos... Também isto não é franciscano! Também isto não é franciscano, mas uma ideia que alguns se formaram. A paz de São Francisco é a de Cristo, e encontra-a quem «toma sobre si» o seu «jugo», isto é, o seu mandamento: Amai-vos uns aos outros, como Eu vos amei (cf. Jo 13, 34; 15, 12). E este jugo não se pode levar com arrogância, presunção, orgulho, mas apenas se pode levar com mansidão e humildade de coração.

Voltamo-nos para ti, Francisco, e te pedimos: ensina-nos a ser «instrumentos da paz», da paz que tem a sua fonte em Deus, a paz que nos trouxe o Senhor Jesus.

3. Francisco começa assim o Cântico das Criaturas: «Altíssimo, omnipotente, bom Senhor, (...) louvado sejas (...) com todas as tuas criaturas» (FF, 1820). O amor por toda a criação, pela sua harmonia ! O Santo de Assis dá testemunho de respeito por tudo o que Deus criou e como Ele o criou, sem fazer experiências sobre a criação destruindo-a; mas ajudá-la a crescer, a ser mais bela e semelhante àquilo que Deus criou. E sobretudo São Francisco dá testemunho de respeito por tudo, dá testemunho de que o homem é chamado a salvaguardar o homem, de modo que o homem esteja no centro da criação, no lugar onde Deus – o Criador – o quis; e não instrumento dos ídolos que nós criamos! A harmonia e a paz! Francisco foi homem de harmonia e de paz. Daqui, desta Cidade da Paz, repito com a força e a mansidão do amor: respeitemos a criação, não sejamos instrumentos de destruição! 

Respeitemos todo o ser humano: cessem os conflitos armados que ensanguentam a terra, calem-se as armas e que, por toda a parte, o ódio dê lugar ao amor, a ofensa ao perdão e a discórdia à união. Ouçamos o grito dos que choram, sofrem e morrem por causa da violência, do terrorismo ou da guerra na Terra Santa, tão amada por São Francisco, na Síria, em todo o Médio Oriente, no mundo inteiro.

Voltamo-nos para ti, Francisco, e te pedimos: alcançai-nos de Deus o dom de haver, neste nosso mundo, harmonia, paz e respeito pela criação!

Não posso, enfim, esquecer que hoje a Itália celebra São Francisco como seu Padroeiro. E formulo os melhores votos para todos os italianos, na pessoa do Chefe do Governo, aqui presente. Disso mesmo é expressão também o gesto tradicional da oferta do azeite para a lâmpada votiva, que este ano compete precisamente à Região da Úmbria. Rezemos pela Nação Italiana, para que cada um trabalhe sempre pelo bem comum, olhando mais para o que une do que para o que divide.

Faço a minha a oração de São Francisco por Assis, pela Itália, pelo mundo: «Peço-Vos, pois, ó Senhor Jesus Cristo, pai das misericórdias, que Vos digneis não olhar à nossa ingratidão, mas recordai-Vos da superabundante compaixão que sempre mostrastes [por esta cidade], para que seja sempre o lugar e a morada de quantos verdadeiramente Vos conhecem e glorificam o vosso bendito e gloriosíssimo nome pelos séculos dos séculos. Amen» (Espelho de perfeição, 124: FF, 1824).


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Dia de São Francisco de Assis


«Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.» 
Enquanto tudo corre à medida dos seus desejos, não se consegue saber quanta paciência e humildade tem um servo de Deus. Venham porém os tempos em que aqueles que lhe deviam respeitar a vontade a contrariam; a paciência será a que efectivamente tiver, e nada mais. 

«Felizes os pobres em espírito, porque deles é o Reino do Céu.» 
Há muitos que se entregam a longas orações e ofícios, e infligem ao corpo frequentes mortificações e abstinências. Mas por palavra que lhes pareça afronta ou injustiça, ou por coisa mais insignificante que lhes seja tirada, logo se indignam e perdem a paz da alma. Estes não são os verdadeiros pobres em espírito; o verdadeiro pobre em espírito é o que renuncia a si mesmo e não quer mal a quem lhe bate no rosto (Mc 8,34; Mt 5,39). 

«Felizes os pacificadores, porque serão chamados filhos de Deus.» 
Verdadeiros pacificadores são os que, apesar de todo o sofrimento por que hão-de passar por amor a nosso Senhor Jesus Cristo, conservam a alma e o corpo em paz. 

«Felizes os puros de coração, porque verão a Deus.» 
Têm verdadeiramente o coração puro os que desprezam os bens da Terra, os que procuram os do Céu e, purificados assim de quaisquer amarras da alma e do coração, adoram e contemplam incessante e unicamente o Senhor Deus, vivo e verdadeiro.


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quinta-feira, 3 de outubro de 2013

Médico entrega ao Papa instrumentos que usou para fazer abortos

A história da conversão de António Oriente, actual vice-presidente da Associação Italiana de Ginecologistas e Obstetras Católicos (AIGOC) comove aqueles que a conhecem. Há uns dias, teve a oportunidade de cumprimentar o Papa Francisco e entregou-lhe os instrumentos cirúrgicos que usou por anos para praticar abortos.

O médico contou-nos a sua história. Durante vários anos praticou abortos por dinheiro. Provinha de uma família pobre e, para ele, o êxito correspondia a "avançar" na sua carreira e subir de classe social.

A sua história começou a mudar depois do seu casamento com Maria Carmela, uma pediatra que amava as crianças. Passaram os anos e não podiam conceber um filho, enquanto António continuava -como ele diz- "a matar os filhos dos outros".

Todos os dias quando voltava para casa, o médico encontrava a sua esposa a chorar. Uma noite decidiu ficar até tarde no seu consultório porque "estava destruído, e não podia voltar assim para a minha casa".

Naquela madrugada, um casal de esposos bateu na porta do consultório pensando que o médico estava a passar por algum problema. O casal escutou a sua história de dor e convidou-o para participar num encontro de oração, para conseguir um pouco de paz.

"Depois disso - afirma António Oriente - comecei a conhecer um Deus diferente ao que eu conhecia, porque antes o cristianismo parecia-me uma obrigação e eu odiava-o. Este Deus era misericordioso e dizia-me: ‘abre-te a mim, abandona todo o teu sofrimento’."

"Um dia, sentado diante do crucifixo escrevi uma carta ao Senhor, um testamento espiritual: Nunca mais a morte até à morte. Que tipo de filho sou eu que assassino os filhos dos outros? Abandono a cultura da morte e abraço a vida".

António, e a sua esposa, começaram a levar uma vida de católicos comprometidos e pouco tempo depois, depois de vários anos de tentativas frustradas, Maria Carmela ficou grávida.

"Com esta gravidez milagrosa, o doente deixou de ser para mim um pedaço de carne e converteu-se num pedaço da carne do Cristo no qual eu tinha o privilégio de tocar com minhas mãos, e desde esse dia, dediquei totalmente a minha vida a Cristo e à luta da vida", adicionou.

No dia 20 de Setembro deste ano, António pôde estar perto do Papa Francisco, na audiência privada que o Pontífice concedeu aos participantes da Conferência Internacional Mater Care, que aconteceu em Roma.

António não fazia parte da delegação de ginecologistas que cumprimentaria o Santo Padre. Sem audiência reservada nem inscrição feita, decidiu viajar para Roma para participar da Conferência.

Horas antes de apanhar o avião, passou pelo seu consultório e "como um robô", conforme explica, dirigiu-se à cadeira dos pacientes para olhar debaixo dela. Encontrou aí uma imagem de 1999 da Virgem de Luján, a padroeira da Argentina, país natal do Papa Francisco.

Nesse instante, compreendeu que devia levar a imagem consigo e voar mais decidido que nunca até Roma.

"Ao chegar à Sé de Pedro - conta - encontrei-me com um Bispo, disse-lhe que percorri 800 quilómetros até chegar ali e que trazia comigo as ferramentas do aborto para deixá-las ao Papa. A Virgem esteve comigo".

O médico deve a imagem da Virgem de Luján a uma paciente argentina que há muitos anos a deixou lá. A mulher queria abortar, mas ele dissuadiu-a e hoje em dia "é profundamente feliz com o seu filho".

No seu rápido encontro com o Papa lhe disse: "Santo Padre eu já não faço mais abortos, estou a favor da vida, queria uma bênção para os médicos que querem fazer uma equipa de saúde a favor da vida".

O ginecologista entregou-lhe nesse instante uma bolsa com o material cirúrgico, e o Papa disse-lhe: "Esta noite farei uma oração. Isto, tenho que levar comigo para o meu quarto na Santa Marta". Depois, impôs-lhe as mãos e disse-lhe: "Você está abençoado e lute pela vida".

António Oriente explica que com este gesto, "os instrumentos da morte foram abandonados aos pés do sucessor de Pedro na Terra, tal como a morte fica aos pés de Jesus, a favor da vida". 
adaptado de acidigital


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Caminhada pela Vida: Dia 5 de Outubro às 15h, Marquês de Pombal

Vamos mostrar uma alternativa à cultura de morte e pessimismo que está a afundar Portugal, vamos celebrar o dom da Vida!


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terça-feira, 1 de outubro de 2013

O que prefiro é a Adoração vespertina - Papa Francisco

Rezo o Ofício todas as manhãs. Gosto de rezar com os Salmos. Depois, a seguir, celebro a Missa. Rezo o Rosário. O que verdadeiramente prefiro é a Adoração vespertina, mesmo quando me distraio e penso noutra coisa ou mesmo quando adormeço rezando. Assim, à tarde, entre as sete e as oito, estou diante do Santíssimo durante uma hora, em adoração. Mas também rezo mentalmente quando espero no dentista
ou noutros momentos do dia».

E a oração é para mim uma oração “memoriosa”, cheia de memória, de recordações, também memória
da minha história ou daquilo que o Senhor fez na sua Igreja ou numa paróquia particular.

Para mim é a memória de que Santo Inácio fala na Primeira Semana dos Exercícios, no encontro
misericordioso com Cristo Crucificado. E pergunto-me: “Que fiz por Cristo? Que faço por Cristo? Que farei por Cristo?”

É a memória de que fala Inácio também na Contemplatio ad amorem, quando pede para trazer à memória os benefícios recebidos. 

Mas, sobretudo, eu sei também que o Senhor tem memória de mim. Eu posso esquecer-me d’Ele, mas sei que Ele nunca, nunca, se esquece de mim. A memória funda radicalmente o coração de um jesuíta: é a memória da graça, a memória de que se fala no Deuteronómio, a memória das obras de Deus que estão na base da aliança entre Deus e o seu povo. É esta memória que me faz filho e me faz ser também pai. 
in Brotéria



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Frase do dia

"Compreendo, agora, que a caridade perfeita consiste em suportar as faltas dos outros, em não se admirar com as suas fraquezas, em edificar-se com os menores actos de virtude que eles praticam, mas, sobretudo, compreendi que a caridade não deve ficar fechada no fundo do coração: Ninguém, disse Jesus, acende uma lâmpada para pô-lo debaixo da mesa, mas sobre o candelabro, a fim de que ilumine a todos os que estão em casa. 

Parece-me que essa lâmpada representa a caridade que deve iluminar, alegrar, não apenas os que me são mais caros, mas todos aqueles que estão em casa." 

Santa Teresinha do Menino Jesus



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segunda-feira, 30 de setembro de 2013

João Paulo II e João XXIII serão canonizados no dia 27 de Abril

CONCISTORO PER IL VOTO SULLE CAUSE DI CANONIZZAZIONE DEI BEATI GIOVANNI XXIII E GIOVANNI PAOLO II

Questa mattina, alle ore 10, nella Sala del Concistoro del Palazzo Apostolico Vaticano, durante la celebrazione dell’Ora Terza, il Santo Padre Francesco ha tenuto il Concistoro Ordinario Pubblico per la Canonizzazione dei Beati:

- Giovanni XXIII, papa
- Giovanni Paolo II, papa.

Nel corso del Concistoro, il Papa ha decretato che i Beati Giovanni XXIII e Giovanni Paolo II siano iscritti nell’Albo dei Santi il 27 aprile 2014, Domenica II di Pasqua, della Divina Misericordia.


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domingo, 29 de setembro de 2013

A parábola do homem rico e do pobre Lázaro - Papa Bento XVI

No Evangelho deste domingo (Lc 16, 19-31), Jesus narra a parábola do homem rico e do pobre Lázaro. O primeiro vive no luxo e no egoísmo, e quando morre, vai para o inferno. Ao contrário, o pobre, que se alimenta com as migalhas que caem da mesa do rico, quando morre é levado pelos anjos para a casa eterna de Deus e dos santos.

Mas a mensagem da parábola vai além: recorda que, enquanto estivermos neste mundo, devemos ouvir o Senhor que nos fala mediante as sagradas Escrituras e viver segundo a sua vontade, caso contrário, depois da morte, será demasiado tarde para se corrigir. 

Portanto, esta parábola diz-nos duas coisas: a primeira é que Deus ama os pobres e eleva-os da sua humilhação; a segunda é que o nosso destino eterno está condicionado pela nossa atitude, compete a nós seguir o caminho que Deus nos mostrou para alcançar a vida, e este caminho é o amor, entendido não como sentimento, mas como serviço aos outros, na caridade de Cristo.


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sábado, 28 de setembro de 2013

Filmes recomendados pelo Vaticano (1995)

RELIGIÃO
A Paixão (La Passion) – Ferdinand Zecca (França, 1903).
A Paixão de Joana d’Arc (The Passion of Joan of Darc) – Carl Dreyer (França, 1928).
O Senhor Vicente (Monsieur Vicent) – Maurice Cloche (França, 1947).
As Flores de São Francisco (Flowers of St. Francis) – Roberto Rossellini (Itália, 1950).
Ordet/O Mundo (Ordet/The World) – Carl Dreyer (Dinamarca, 1955).
Ben-Hur (Ben-Hur) – William Wyler (Estados Unidos, 1959).
O Nazareno (Nazarin) – Luis Bunuel (México, 1959).
O Evangelho segundo São Mateus (The Gospel According to St. Mathew) – Pier Paolo Pasolini (Itália, 1964).
Um Homem para a eternidade (A Man for All Seasons) – Fred Zinnemann (Inglaterra, 1966).
Andrei Rublev (Andrei Rublev) – Andrei Tarkovsky (União Soviética, 1966).
O Sacrifício (The Sacrifice) – Andrei Tarkovsky (Suécia/França, 1986).
A Missão – Roland Joffe (Inglaterra, 1986)
A Festa de Babete (Babette’s Feast) – Gabriel Axel (Dinamarca, 1987).
Francisco (Francesco) – Liliana Cavani (Itália, 1988).
ARTE 
Nosferatu (Nosferatu) – F. W. Murnau (Alemanha, 1922).
Metrópolis (Metropolis) – Fritz Lang (Alemanha, 1927).
Napoleão (Napoleon) – Abel Gance (França, 1927).
Quatro Irmãs (Little Women) – George Cukor (Estados Unidos, 1933).
Tempos Modernos (Modern Times) – Charles Chaplin (Estados Unidos, 1936).
A Grande Ilusão (Grand Illusion) – Jean Renoir (França, 1937).
A Diligência (Stagecoach) – John Ford (Estados Unidos, 1939).
O Feiticeiro de Oz (The Wizard of Oz) – Victor Fleming (Estados Unidos, 1939). 
Fantasia (Fantasia) – Walt Disney (Estados Unidos, 1940).
O Mundo a Seus Pés (Citizen Kane) – Orson Welles (Estados Unidos, 1941).
O Mistério da Torre (The Lavender Hill Mob) – Charles Crichton (Inglaterra, 1951).
A Estrada (La Strada) – Federico Fellini (Itália, 1954).
8 1/2 (8 1/2) – Federico Fellini (Itália, 1963).
O Leopardo (The Leopard) – Luchino Visconti (Itália, 1963).
2001: Odisseia no Espaço (2001: A Space Oddessy) – Stanley Kubrick (Inglaterra, 1968).
VALORES 
Intolerância (Intolerance) – D. W. Giffith (Estados Unidos, 1916).
Cidade Aberta (Open City) – Roberto Rossellini (Itália, 1945).
Do Céu Caiu Uma Estrela (It’s a Wonderful Life) – Frank Capra (Estados Unidos, 1947)
Ladrões de Bicicletas (The Bicycle Thief) – Vittorio Di Sica (Itália, 1948).
Há lodo no cais (On the Waterfront) – Elia Kazan (Estados Unidos, 1954).
A Harpa da Birmânia (The Burmese Harp) – Kon Ichikawa (Japão, 1956).
Morangos Silvestres (Wild Strawberries) – Ingmar Bergman (Suécia, 1957).
O Sétimo Selo (The Seventh Seal) – Ingmar Bergman (Suécia, 1957).
Dersu Uzala (Dersu Uzala) – Akira Kurosawa (União Soviética/Japão, 1975).
A Árvore de Wooden Clogs (The Tree of Wooden Clogs) – Ermanno Olmi (Itália, 1978).
Momentos de Glória (Chariots of Fire) – Hugh Hudson (Inglaterra, 1981).
Adeus, Rapazes (Au Revoir les Enfants) – Louis Malle (França, 1987).
O Decálogo (Dekalog) – Krzystof Kieslowski (Polónia, 1988).
A Lista de Schindler (Schindler’s List) – Steven Spielberg (Estados Unidos, 1993).

Fonte: Conselho Pontifício para as Comunicações Sociais


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