terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Frase do dia
"Pensemos hoje na acção missionária da Igreja: naqueles discípulos que, esquecidos de si mesmos, partiram, e também naqueles que tiveram a coragem de anunciar Jesus aos gregos. […] Pensemos na nossa Mãe Igreja que cresce; Ela cresce com novos filhos, aos quais dá a identidade da fé, porque não se pode crer em Jesus sem a Igreja. […] E peçamos ao Senhor este desassombro, este ardor apostólico, que nos impulsiona a seguir em frente como irmãos."
Papa Francisco, 23/IV/2013
Papa Francisco, 23/IV/2013
Fundamentalismo - D. Nuno Brás
O mundo contemporâneo diz ter horror ao fundamentalismo. Entenda-se: ao fundamentalismo religioso. Nisso, os ataques de origem muçulmana que têm ceifado centenas de vítimas ao longo destes últimos decénios são tomados como o grande exemplo. Mas, depois, habitualmente mal contadas e preconceituosas, aos relatos desses massacres logo se juntam todas as estórias do chamado “fundamentalismo cristão”.
É claro que, para a opinião pública e para os seus fazedores não existe, à partida, fundamentalismo judaico, ou budista, ou hindu, porque esses não incomodam, a nós europeus e ocidentais, que queremos viver comodamente e sem preocupações – aliás, do oriente só nos vem uma forma etérea de viver: de paz, de tranquilidade, da harmonia, de introspeção… leia-se: de auto-justificação dos nossos pecados e do nosso bem-estar… De lánão nos chegam nunca notícias de violências nem de guerras…
Tudo o que vai contra os dogmas do mundo contemporâneo ocidental é rotulado de fundamentalismo. É fundamentalismo não defender os “direitos dos animais”; éfundamentalismo não ser ecologista; é fundamentalismo não achar que o Matrimónio é uma realidade passageira, que deve durar apenas enquanto durar a paixão; é fundamentalismo não defender os “direitos dos homossexuais”; é fundamentalismo ser contra o aborto.
Ao contrário, já não é fundamentalismo uma desconhecida agência da ONU exigir à Igreja que deixe de ser contra o aborto; não é fundamentalismo raparigas semi-nuas invadirem celebrações eucarísticas com protestos contra os cristãos, em França e em Espanha; não éfundamentalismo ser multado pelo Estado francês porque se ofereceu, silenciosamente, uns pequenos sapatos de recém-nascido a uma mulher que queria praticar o aborto; não é fundamentalismo proibir que se seja cristão em tantos países muçulmanos; não é fundamentalismo os arcebispos de Bruxelas e Madrid serem ofendidos publicamente porque se limitaram a dizer as verdades incómodas do Evangelho; não é fundamentalismo defenderem que os cristãos se deviam calar para que apenas os auto-proclamados “bem-pensantes” deste mundo se possam fazer ouvir… Estranho e contraditório mundo, este que é o nosso!
O perdão continua a ser a exigência evangélica. Mas o mesmo Evangelho há-de ser proclamado. Ainda que façam a chantagem de nos marcarem com o rótulo de “fundamentalistas”.
in Voz da Verdade
(D. Nuno Brás é Bispo Auxiliar do Patriarcado de Lisboa)
segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014
A luz da Fé no sofrimento
A luz da fé não nos faz esquecer os sofrimentos do mundo. Os que sofrem foram mediadores de luz para tantos homens e mulheres de fé; tal foi o leproso para São Francisco de Assis, ou os pobres para a Beata Teresa de Calcutá. Compreenderam o mistério que há neles; aproximando-se deles, certamente não cancelaram todos os seus sofrimentos, nem puderam explicar todo o mal.
A fé não é luz que dissipa todas as nossas trevas, mas lâmpada que guia os nossos passos na noite, e isto basta para o caminho. Ao homem que sofre, Deus não dá um raciocínio que explique tudo, mas oferece a sua resposta sob a forma duma presença que o acompanha, duma história de bem que se une a cada história de sofrimento para nela abrir uma brecha de luz. Em Cristo, o próprio Deus quis partilhar connosco esta estrada e oferecer-nos o seu olhar para nela vermos a luz.
O sofrimento recorda-nos que o serviço da fé ao bem comum é sempre serviço de esperança que nos faz olhar em frente, sabendo que só a partir de Deus, do futuro que vem de Jesus ressuscitado, é que a nossa sociedade pode encontrar alicerces sólidos e duradouros. Lumen Fidei, 57
domingo, 16 de fevereiro de 2014
Liturgia Romana - Pe. Fernando António SJ
Habituámo-nos a olhar quase com inveja e com um
estranho e injustificado sentimento de inferioridade as tradições litúrgicas
orientais… quando nós, Católicos
Romanos, temos uma tradição litúrgica belíssima, feita sobretudo de Pão e de
Vinho e da Palavra de Deus, gestos e palavras que herdámos de Cristo, pelos
Apóstolos, e que unem Céu e terra pela nova Árvore da Vida, a Cruz de Cristo.
A nossa liturgia é feita de luz e de fogo, de treva e de
silêncio, de gesto e de repouso… É feita do mais puro incenso e do óleo
perfumado do Crisma, e daqueles gestos que foram exprimindo na nossa história
e na nossa cultura a presença consoladora de Deus entre nós: “Eu estarei
convosco todos os dias…”.
A nossa tradição produziu textos
belíssimos, herdados dos nossos primeiros pais na fé, na era dos mártires, e
escritos por grandes Padres da Igreja e autores eclesiásticos como S.Leão
Magno, S.Agostinho, São Tomás de Aquino…
A nossa tradição ergueu a
maioria dos mais belos edifícios sagrados construídos na história da humanidade,
onde trabalharam os melhores arquitectos, os melhores escultores, os melhores
pintores, e tudo isto para o culto divino... E na Casa de Deus sempre
encontraram o conforto do lar paterno os filhos de Deus, ricos e pobres, santos e pecadores... e mesmo os filhos pródigos...
E que dizer da música
inspirada que ao longo da história os compositores escreveram para a nossa
liturgia… desde o Canto Gregoriano, continuando com Palestrina, Byrd, Mozart… e
por tantos outros contemporâneos?… E tudo isto, puro dom de Deus que, pela
Igreja, foi sendo comunicado, vivido e realizado de geração em geração, e que
agora, como tesouro precioso e imerecido é depositado na fragilidade das nossas
mãos pobres, feridas e pecadoras…
No vídeo, “Ave verum corpus”, hino eucarístico, de William Byrd
(1543-1623), grande compositor inglês que manteve a sua fé católica mesmo no
meio das perseguições, cantado pelo coro da Westminster Abbey na Missa Papal,
durante a Comunhão.
Ave verum corpus natum de Maria Virgine. Vere
passum, immolatum in cruce pro homine. Cuius latus perforatum unda fluxit et
sanguine. Esto nobis praegustatum mortis in examine. O Iesu dulcis, o Iesu pie,
o Iesu fili Mariae. Miserere mei. Amen.
(Avé, ó verdadeiro corpo
nascido da Virgem Maria. Padeceu verdadeiramente, imolado na cruz pelo Homem. De
cujo lado trespassado fluiu água e sangue. Faz que nós Te possamos saborear na
prova suprema da morte. Ó doce Jesus, ó piedoso Jesus, ó Jesus filho de Maria.
Tem misericórdia de mim. Ámen)
Gravação feita pelos
Tallis Scholars: http://www.youtube.com/watch?v=G4rWsH1hkQ8
Gravação feita pelos
King’s Singers: http://www.youtube.com/watch?v=809ypF_-T00
sábado, 15 de fevereiro de 2014
Avança a ditadura. No silêncio. - Mons. Luigi Negri, arcebispo de Ferrara
Foi aprovado no parlamento europeu um projecto (relatório Lunacek) que tende a obrigar todos os estados membros da União a reconhecer o matrimónio homossexual e qualquer outra forma de "casal" e a iniciar as crianças e jovens a uma visão pansexualista da realidade social. Uma visão em que, de facto, venham ao de cima os desvios, e até patologias, dos valores de direitos pessoais e sociais.
É um sinal preocupante da mentalidade laica anti-católica – e até desumana – na medida que é imposta, sem um tiro ser disparado e no qual, até mesmo a menor referência de dialéctica, parece ser considerada quase como um delito de lesa-majestade.
Majestade de quem? A majestade reside no povo da União e é o povo que precisa de ser colocado na posição de avaliar as propostas, com realismo e responsabilidade que, de facto, devem permanecer como propostas sobres estes temas de tanto relevo para a vida dos povos e das nações.
A responsabilidade que eu tenho para com a comunidade cristã – e, além dessa, para com tantos homens e mulheres de boa vontade que encontro no meu quotidiano empenho pastoral – levam-me a estar cordialmente, e admiradamente, de acordo com as iniciativas da "Manif pour Tous in Europa" e outras em Itália, que iniciam, pelo menos, uma obra de grande sensibilização, nos confrontos destes eventos de carácter social e de tentativas ideológicas que se estão a desenvolver. Parece-me a expressão de uma laicidade sã, de uma laicidade que, para protestar contra as posições que se revelam em efeitos violentos, não faz uso, de mais nada, para além da própria consciência livre, a própria capacidade de responsabilidade, a vontade de servir o bem comum do povo e de uma nação.
Mas, além deste clima de caça às bruxas, no qual, em plena Europa, se começam a prender cidadãos acusados de vestir uma camisola que tem uma imagem de uma família normal, tradicional; para além deste clima de carga fiscal, o que afecta gravemente, e surpreende, é o reiterado silêncio de todas aquelas realidades institucionais que, a vários níveis e nos vários âmbitos da vida social, deveriam tomar uma posição substancialmente dialéctica, nos confrontos daquilo que se está substancialmente a impor.
Este silêncio não impedirá a história de ajuíza-lo como uma fraqueza imperdoável, que se torna, de facto, conivência e, portanto, responsabilidade compartilhada. Outras atitudes bastante diferentes, vindas especialmente por parte do povo católico, foram realizadas em momentos graves e decisivos para as democracias dos países.
Nesta perspectiva, conto um outro factor me suscitou interesse. Participei, na qualidade de arcebispo de uma diocese italiana, numa série de manifestações que aconteceram por ocasião da jornada de memória das injustiças e crimes cometidos contra a presença judaica no nosso país. Não pude evitar um certo desconforto, especialmente aquando da apresentação de eventos históricos – e não por instituições, mas por participantes a título cultural – por se correr o risco de reconstruções parciais, em que alguns factores desses eventos assim trágicos foram minimizados. Por exemplo, a grande presença da Igreja em Itália levou à defesa de milhares e milhares de judeus que, assim, puderam fugir de destinos terríveis. Mas, depois disto, impressionou-me a hesitação da esperança que se queria construir sobre esta memória, onde prevalecia mais uma atitude de vingança.
Sobre que coisa se constrói a esperança dos jovens, um futuro bom para a nossa sociedade? Constrói-se numa memória de um passado vergonhoso, que decerto não se deve esquecer, que não se pode esquecer, mas que não constitui uma base sólida onde se pode colocar a esperança fidedigna, humanamente confiável, como falou Bento XVI na sua Encíclica Spe Salvi?
Durante estes dias tenho pensado, amargamente, que, se o mecanismo diabólico das ideologias e dos sistemas totalitários foram brutalmente impostos a povos - como a maioria da parte dos europeus, que tinham crescido durante séculos numa autêntica e profunda educação cristã e humana - se apesar disto, os povos sofreram estas violências, resistindo muitas vezes na sua consciência e em muitíssimos casos na expressão da sua vida cultural e social, então, se certos sistemas foram impostos nessa época, que resistência poderá ter a ditadura que se está a preparar?
Esta é uma ditadura dos meios de comunicação, da política e do culturalmente correcto, que encontra uma tradição católica ignorada pela maioria dos jovens - ignorada porque a maior parte dos que deviam falar dela não o fizeram de maneira adequada; uma ditadura que encontra uma situação de vida social muito débil no plano pessoal, no plano da consciência humana e no plano da consciência dos valores éticos fundamentais; em resumo, encontra um povo desintegrado, que corre o risco de sofrer uma ditadura sem sequer ter a nobreza da oposição.
Não consegui sair destas manifestações que tiveram, para mim, pessoalmente, um valor de enorme testemunho, com uma esperança enorme sobre o presente e sobre o futuro, com excepção de: não renunciar o meu compromisso diário de ser educador do povo cristão na Fé, do povo humano na experiência do fascínio do Verdadeiro, do Bem, do Belo e do Justo. Fica, porém, a amargura de pensar que talvez se reduzem, a cada dia que passa, as filas de quem assume esta responsabilidade. E, também aqui, todo este incompreensível silêncio poderá ser julgado, em seu momento, como traição. in La Nuova Bussola Quotidiana
sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014
Regra do Mestre (regra monástica do século VI)
Homem, tu que lês esta Regra em voz alta a toda a comunidade, e depois tu, que escutas esta leitura, deixa de lado quaisquer outros pensamentos que possas ter e fica sabendo que, quando te falo, é o próprio Deus que te adverte por meu intermédio; é o Senhor Deus, a quem devemos ir de motu próprio e com boas acções e intenção recta, a não ser que queiramos, por causa da nossa negligência de pecadores, comparecer mais tarde diante dele e ser levados pela morte [...].
Vivemos o tempo que nos resta como uma prorrogação, ao passo que a bondade de Deus espera da nossa parte progressos diários, e quer que amanhã sejamos melhores do que hoje.
Tu, que me escutas, presta atenção às minhas palavras [...] e assim, caminhando na diligência do teu espírito, chegarás à encruzilhada do teu coração. Uma vez aí chegado, [...] deixa para trás o caminho do mal que é o da tua ignorância e considera que os dois caminhos que para ti se abrem são as duas formas de observar os preceitos do Senhor. Quanto a nós, que procuramos o caminho que leva a Deus, detenhamo-nos nesta encruzilhada do coração, examinemos esses dois caminhos, esses dois modos de compreensão que se nos oferecem, e consideremos por qual deles poderemos alcançar a Deus.
Se seguirmos pelo da esquerda, uma vez que o caminho é largo, temos a temer que seja precisamente por aí o caminho da perdição; se voltarmos à direita, estaremos no bom caminho, porquanto esse é o caminho estreito, aquele que leva os servos assíduos à presença do Senhor. [...] Atenta, por isso, no que escutas antes de deixares a luz deste mundo, porque só voltarás a tê-la na ressurreição. Aí chegado, se tiveres agido bem durante a tua vida terrena, estarás destinado à glória eterna com os santos do céu.
quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014
O sexo selvagem e o género querem destruir a família e criar uma nova ordem mundial
A alemã Gabriele Kuby,
nascida em Constanza em 1944, é socióloga de formação e autora de ensaios
dedicados à educação e à sexualidade.
Mãe de três rapazes,
dedicou-se durante mais de 20 anos a traduzir textos ingleses das áreas do
esoterismo e da psicologia.
Comprometida durante
muito tempo com os movimentos estudantis alemães, Gabriele Kuby converteu-se à
fé católica e entrou na Igreja, recebendo o sacramento do Baptismo em 12 de
Janeiro de 1997, festa do Baptismo de Jesus (tinha 53 anos).
O seu primeiro livro Mei
Weg zu Maria - Von der Kraft lebendigen Glaubens, O meu caminho para Maria -
Sobre a força da fé viva foi um êxito de vendas.
Como jornalista
concentra o seu interesse nos "becos sem saída" em que a sociedade
moderna se meteu, indicando que a forma de sair é formar uma nova consciência
da experiência cristã.
O seu livro Gender
Revolution (ainda não publicado em Portugal) representa um grito de alarme
dirigido a todos os Estados membros da União Europeia: em cada âmbito da vida
pública, há que reconhecer, como fundamento da família, a diferença sexual
entre homem e mulher.
O seu último livro
publicado na Alemanha é A revolução sexual global. Destruição da liberdade
em nome da liberdade (ainda não publicado em português).
"Foi no dia 30 de
Setembro de 2012 - recorda Gabriele Kuby - que tive o privilégio de entregar pessoalmente
uma cópia do livro a Bento XVI . Para mim foi um grande estímulo ouvi-lo dizer:
'Damos graças a Deus pelo que diz e escreve'".
- Drª Kuby, qual é o motivo que a impulsionou
a escrever o seu último livro?
A
Constatação de que a liberalização das normas sexuais representa a linha da
frente da batalha cultural dos nossos dias.
Eu pertenço à geração do Maio de 68 e participei activamente
nesse movimento. Depois da minha conversão caíram as vendas que tapavam os meus
olhos.
E depois do livro de 2006, dedicado à revolução do
género", continuei a recolher
material; de seguida senti necessidade de apresentar a evolução desta
ideologia, porque todos percebem os efeitos da reviravolta dos valores, como a
destruição da família, mas são poucos os que estão conscientes que por detrás
desta reviravolta está a construção de uma estratégia das elites de poder,
desde a ONU à União Europeia, passando pelos grandes grupos económicos.
- Portanto, qual é a mensagem que quer
transmitir?
A desordem das normas sexuais conduz à
destruição da cultura. A Declaração Universal dos Direitos do Homem, de 1948,
estabelece que a família é o núcleo da sociedade e que necessita uma ordem
moral para existir.
Com tudo o que assalta as crianças nos meios de comunicação
social, internet e na educação sexual obrigatória, é difícil, para as crianças,
converterem-se em adultos maduros, isto é, em grau de assumir a
responsabilidade se serem mães e pais.
- Porque é que escolheu acentuar no subtítulo
a questão da liberdade?
A exaltação filosófica do individualismo
que teve lugar ao longo do século XX levaram a considerar como valor mais
importante a liberdade, ou melhor, a liberdade absoluta, que neste mundo tão
condicionado pelos seus próprios limites, não existe. A desordem das normas
sexuais transmite-se hoje ao ser humano como parte dessa liberdade.
Mas o que acontece realmente quando já não se controla o
impulso sexual? O outro é considerado simplesmente como objecto da própria
satisfação sexual. As estatísticas de que, na sociedade ocidental, uma em cada
quatro meninas e um em cada dez meninos sofrem de abusos sexuais, revelam o que
acontece como consequência de já não se ensinar o auto-controlo.
O caos social que deriva da falta de auto-controlo só pode
ser dominado por uma maior intervenção do Estado; e uma situação deste tipo
leva à tirania, como indicou Platão, na República, há 2400 anos.
- Porque é que no seu livro cita com
frequência o romance de Aldous Huxley Admirável Mundo Novo, publicado em
1932?
É fascinante ler hoje essa obra
profética, na qual os homens são produzidos em laboratório e formados pelos
meios de comunicação e os psicofarmacos que permitem ser felizes. E onde as
crianças se divertem com o sexo como os adultos e tudo é controlado por
"Ford", "nosso senhor".
Originalmente, Huxley pensava que a sua profecia se
realizaria nuns 600 anos, mas já em 1949 esse futuro foi por ele reduzido para
uns 100 anos. À época não era possível tudo o que é permitido hoje (selecção
pré-natal, barrigas de aluguer,
manipulação genética, progenitor 1 e progenitor 2), mas Huxley era muito
consciente de que a verdadeira revolução acontece no coração e na mente da
pessoa.
- Na sua opinião, quais são os motivos da
crise da nossa civilização?
O salto definitivo foi a revolução
cultural de 68. Promovida por estudantes aborrecidos e filhos da burguesia,
essa revolução fundava-se em três impulsos: esses jovens deixaram-se seduzir
pelas teorias marxistas (apesar do Muro de Berlim e dos tanques soviéticos em
Praga contra a democracia); em segundo lugar, o feminismo radical, que
pretendia libertar a mulher da "escravidão da maternidade" (no dizer
de Simone de Beauvoir); o terceiro impulso era o da "liberalização
sexual".
As palavras de ordem a este propósito eram: quando a tua
sexualidade for libertada, quer dizer, quando tiveres abatido qualquer tipo de
condicionamento moral, então poderás construir uma sociedade livre da opressão.
Essa geração, a minha, ao ver fracassada a tentativa de
envolver o "proletariado", levou a cabo uma verdadeira "marcha
dentro das instituições", tanto que, o que ontem era um movimento de
oposição, hoje representa a política oficial das grandes organizações
internacionais, de muitos governos nacionais e não só das esquerdas. E os meios
de comunicação que determinam a cultura dominante seguem esta
"agenda".
- Outra referência interessante para as
suas considerações foi o livro da estudiosa belga Marguerite A. Peeters, A
globalização da revolução cultural ocidental…
Não é somente interessante, mas
fundamental, porque me abriu os olhos. Da minha parte concentrei-me na questão
a nu: a desordem das normas morais que regulam a sexualidade. A revolução
sexual global é promovida pelas elites do poder. Já nomeei a ONU e a União
Europeia, mas com elas deve-se entender toda a rede de impenetraveis
suborganizações: destas fazem parte grupos industriais globalizados, grande
fundações como Rockefeller y Guggenheim, pessoas muito ricas como Bill e Melinda
Gates, Ted Turner e Warren Buffet, ou grandes ONG como a International Planned
Parenthood Federation ou a ILGA. Todos estes sujeitos trabalham nos níveis
superiores da sociedade e têm à sua disposição recursos económicos.
Todos têm um interesse comum: reduzir o crescimento da população
no planeta. O aborto, o controlo da natalidade com o uso de contraceptivos, a
destruição da família: tudo isto serve o seu objectivo, que é a criação de uma
nova ordem mundial.
- Qual é, portanto, o papel do "Gender
Mainstreaming" neste contexto "revolucionário" globalizado?
O conceito de "género"
pressupõe que qualquer orientação sexual - heterossexual, homossexual,
bissexual e transsexual - é equivalente e deve ser aceite pela sociedade. O
objectivo é a superação da "heterossexualidade forçada" e a criação
de um homem novo, ao qual deixa-se a liberdade de escolha e gozar da própria
identidade sexual, independentemente do seu sexo biológico.
Quem se contraponha a isto, sejam pessoas individuais ou
estados, é descrito como "homofóbico". Trata-se de um ataque mundial
à ordem da criação e, por fim, a toda a humanidade. Isto destrói o fundamento
da família e, deste modo, entrega aos déspotas do momento a pessoa, que já não
consegue reconhecer-se homem ou mulher
- No seu último livro ataca duramente a
pornografia e quem a tolera.
Sim, porque a pornografia é uma droga e como tal cria
dependência. Uma droga que destrói a capacidade de amar e de assumir a
responsabilidade de ser pai e mãe.
Aliás, constitui um plano inclinado no qual é fácil resvalar
para o abismo da criminalidade sexual que acaba também por envolver crianças e
muitos jovens. No caso da Alemanha existem dados alarmantes: 20% dos jovens
entre os 12 e os 17 anos "consomem" diariamente pornografia; 42% pelo
menos uma vez por semana. Que pessoas podem formar-se nestas condições? E é
difícil entender o motivo pela qual a União Europeia se demonstra tão agressiva
contra o tabaco e não faz nada para impedir o embrutecimento provocado pela
pornografia.
- Nesta situação de "revolução sexual
global", qual é a tarefa dos cristão?
Trata-se, obviamente, de uma tema que diz
respeito a cada um de nós. Gostemos ou não, devemos, antes de tudo, pôr em
ordem a nossa vida sexual, para que assim a vocação humana esteja à altura do
verdadeiro amor, o amor que dá felicidade. Se não for assim, não será possível
nem sequer encontrar as motivações para enfrentar uma batalha deste tipo, que é
pela dignidade do homem, pela família, pelos nossos filhos, pelo futuro. in tempi.it
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
Partilhar o silêncio - D. Nuno Brás
Na única igreja católica de Pyongyang, fomos recebidos por um responsável leigo (não há padre). Rezámos em silêncio. Esse silêncio teve um significado muito forte. Teremos nós ido àquele país sobretudo para partilhar o silêncio?” — foi com estas palavras que o Irmão Alois, responsável da comunidade de Taizé, narrou parte da sua viagem à Coreia do Norte, um país isolado do mundo, até devido às perseguições de que os cristãos são vítimas.Pouco se sabe dos cristãos (em particular dos católicos) da Coreia do Norte. Ao que parece, mesmo sem sacerdote que celebre a Eucaristia, continuam a existir. Que terá o Evangelho de tão perigoso que continue hoje a ser proibido em tantos países, e origine a perseguição e a morte de tantos cristãos? E, contudo, em tantas nações um muro de silêncio continua a pesar. Para além de todo esse muro, muitos continuam a professar a fé.
O muro de silêncio que nesses países é claro e até mesmo ostensivo, vai-se manifestando também entre nós. Umas vezes, porque nos querem proibir que façamos ouvir as nossas vozes. Exigem uma Igreja silenciosa, ou que concorde com aquilo que os mais influentes pensam ou desejam.
Outras vezes porque somos nós próprios quem ergue um muro à nossa volta, de tal forma que o Evangelho não se faça escutar e, desse modo, também a nós não nos incomode. É por isso que, um qualquer destes dias, seremos surpreendidos pelas pedras, que gritarão o nome de Jesus, num testemunho ensurdecedor. Porque, como disse o próprio Senhor, “se os discípulos se calarem, gritarão as pedras” (Lc 19,40).
Outras vezes, no entanto, fazemos silêncio porque nada mais nos resta a partilhar, não há nenhuma outra palavra a dizer, apenas a oração silenciosa de quem faz seu o sofrimento do próximo. É quando todas as palavras estão a mais, e apenas a partilha do estar e do ser faz sentido. Mas aí, ao contrário, o silêncio torna-se Palavra porque se transforma naquela partilha do Verbo feito carne, que fez seu todo o sofrimento humano. in Voz da Verdade
terça-feira, 11 de fevereiro de 2014
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
Adeus Luís
Ontem já na cama, enquanto esperava que o sono viesse, pensava em mil coisas, e uma delas era que nunca tinha morrido nenhum amigo meu, daqueles com quem tivesse coisas para recordar e com quem falasse frequentemente.
Hoje de madrugada morreu o Luís. Além da notícia me ter apanhado de surpresa, antes de um exame, foi especialmente chocante por ter acontecido a alguém tão novo, cheio de vida. Imediatamente rezei e rezei.
O Luís era apaixonado por Jesus, e isso via-se na alegria com que vivia o dia-a-dia e especialmente o seu trabalho de professor. Lembro-me que uma vez foi convidado para um jantar de um grupo que se costuma reunir às vezes, e ele, mesmo sendo um outsider, lá foi. No princípio estava um bocado reservado porque naquele jantar conhecia poucos bem, alguns mal e outros nem sequer conhecia. Mas a meio já estavam todos à sua volta enquanto contava as histórias de chorar a rir sobre os seus queridos alunos.
Recordo especialmente as muitas batalhas juntos que lutámos pela vida, contra o aborto, a favor da Família, onde ele mostrava toda a sua generosidade. E também dos muitos coros onde cantámos (ele bem e eu mal), e da sua boa-disposição constante.
Tenho a sensação de ter convivido com um santo. O Luís era melhor do que eu em muitas coisas e, além da sua amizade, fica-me esse exemplo a seguir.
O evangelho da Missa a que fui hoje, que mandei rezar por ele, acabava com: “Vigiai, portanto; porque não sabemos o dia nem a hora.” Fica-me este alerta, não sei o dia nem a hora. Hoje foi o dia dele, qualquer dia será o meu; é melhor que esteja preparado para o que vem a seguir.
Quem puder reze pelo Luís.
João Silveira
João Silveira
D. Athanasius Schneider nos Jerónimos - 16 de Fevereiro às 12:00 e às 16:30
A Fundação AIS tem a alegria de convidar todos os seus benfeitores e amigos para participar na conferência que terá lugar no Mosteiro dos Jerónimos, em Belém, no próximo dia 16 de Fevereiro, pelas 16.30H.
D. Athanasius Schneider, Bispo Auxiliar em Astana, Cazaquistão, irá falar-nos sobre a situação dos Cristãos no passado, sob o regime comunista, e no presente.
Depois da queda da União Soviética, o Cazaquistão, liderado desde 1989 pelo presidente Nursultan Nazarbayev, cuja nomeação foi confirmada nas eleições de Abril de 2011 com uma maioria de 95%, foi considerado por muitos como um exemplo a ser seguido, devido ao seu progresso no caminho para a democracia e pelo nível alcançado em termos de direitos humanos e pluralismo religioso.
No entanto, nos últimos anos, o Governo aumentou o seu desejo de fortalecer o controlo estatal sobre todas as actividades religiosas. Um passo adicional nesta direcção consistiu na aprovação de duas novas leis contendo graves restrições legais à liberdade religiosa.
Aprovadas a 13 de Outubro de 2011 e respeitando os desejos do presidente Nazarbayev, estas leis destinam-se à nacionalização das comunidades religiosas, seguindo o modelo de controlo aplicado pelo presidente chinês. Apenas a Igreja Ortodoxa russa e a comunidade islâmica cazaque, consideradas como fazendo parte da tradição do país, estão isentas destas restrições. Para sobreviver a nível nacional e evitar sanções, outras comunidades religiosas devem agora provar que têm pelo menos 5.000 membros.
No entanto, nos últimos anos, o Governo aumentou o seu desejo de fortalecer o controlo estatal sobre todas as actividades religiosas. Um passo adicional nesta direcção consistiu na aprovação de duas novas leis contendo graves restrições legais à liberdade religiosa.
Aprovadas a 13 de Outubro de 2011 e respeitando os desejos do presidente Nazarbayev, estas leis destinam-se à nacionalização das comunidades religiosas, seguindo o modelo de controlo aplicado pelo presidente chinês. Apenas a Igreja Ortodoxa russa e a comunidade islâmica cazaque, consideradas como fazendo parte da tradição do país, estão isentas destas restrições. Para sobreviver a nível nacional e evitar sanções, outras comunidades religiosas devem agora provar que têm pelo menos 5.000 membros.
in Fundação AIS
Notas importante: D. Athanasius vai celebrar a Santa Missa das 12h nos Jerónimos, no mesmo dia.
Vídeo de D. Athanasius Schneider a falar em português no Youtube, sobre a Sagrada Comunhão:
A Missa é viver outra vez a Paixão e Morte Redentora do Senhor - Papa Francisco
Hoje em dia houve-se muito falar na Eucaristia e na Ceia do Senhor para se referir à Missa.
Poucos sabem que a Missa é, na verdade, e acima de tudo, um sacrifício - o sacrifício de Jesus pela salvação dos homens.
Não é por acaso que o primeiro ponto do Compêndio do Catecismo da Igreja Católica diz precisamente isso:
271. O que é a Eucaristia?É o próprio sacrifício do Corpo e do Sangue do Senhor Jesus, que Ele instituiu para perpetuar o sacrifício da cruz no decorrer dos séculos até ao seu regresso, confiando assim à sua Igreja o memorial da sua Morte e Ressurreição. É o sinal da unidade, o vínculo da caridade, o banquete pascal, em que se recebe Cristo, a alma se enche de graça e nos é dado o penhor da vida eterna.
Uma vez, ouvi alguém explicar a Missa para um grupo de jovens bem grande. Nessa explicação, quem estava a explicar disse tudo menos que a Missa é um sacrifício.
Quando lhe perguntei porque não tinha dito isso, ele respondeu que isso era uma coisa que as pessoas já sabem.
Bem, quer seja verdade quer não, o Papa Francisco resolveu dizer precisamete isso hoje de manhã na Missa em Sta. Marta, depois de já o ter afirmado na Quarta-feira passada, na Catequese da Audiência Geral:
“Quando nós celebramos a Missa, nós não fazemos uma representação da Última Ceia: não, não é uma representação. É outra coisa: é mesmo a Última Ceia. É mesmo viver outra vez a Paixão e a Morte Redentora do Senhor. É uma teofania: o Senhor faz-se presente sobre o altar para ser oferecido ao Pai pela salvação do mundo.
Nós ouvimos e dizemos: ‘Mas, eu não posso, agora, tenho que ir ouvir a Missa’. A Missa não se ouve, participa-se nesta teofania, neste mistério da presença do Senhor entre nós. A liturgia é precisamente entrar no mistério de Deus, deixar-se levar ao mistério e ser no mistério.
Por exemplo, eu estou seguro que todos vós vindes aqui para entrar no mistério; mas, se calhar, algum diz: ’Ah, eu tenho que ir à missa a Santa Marta porque na visita a Roma tem de ir visitar o Papa em Santa Marta, todas as manhãs' – é um lugar turístico! Todos vós vindes aqui, nós reunimo-nos aqui para entrar no mistério: é esta a liturgia. É o tempo de Deus, é o espaço de Deus, é a nuvem de Deus que nos envolve a todos. (...)
Vai-nos fazer bem hoje pedir ao Senhor que dê a todos nós este ‘sentido do sagrado’, este sentido que nos faz perceber que uma coisa é rezar em casa, rezar na Igreja, rezar o rosário, fazer a Via-Sacra, ler a Bíblia, fazer tantas lindas orações... mas uma outra coisa é a celebração eucarística. Na celebração entramos no mistério de Deus, naquele caminho que nós não podemos controlar: apenas é Ele o Único, Ele é a Glória, Ele é o poder, Ele é tudo. Peçamos esta graça: que o Senhor nos ensine a entrar no mistério de Deus.”Papa Francisco in RadioVaticana
domingo, 9 de fevereiro de 2014
Qual destas igrejas vos parece mais bonita? E se vos disser que é a mesma?
Qual destas igrejas vos parece mais bonita? Qual é que vos ajuda mais a viver o mistério do outro mundo que se vive na Missa? Não é preciso ter tido aulas de arquitectura nem de estética nem sequer de liturgia, basta apenas olhar e ver.
Quando o Pe. Demétrio Gomes chegou à paróquia que se lhe foi designada, encontrou-a como vemos na imagem de cima. Em apenas dois meses (quase) tudo mudou. Eis o testemunho do Pe. Demétrio:
Quando o Pe. Demétrio Gomes chegou à paróquia que se lhe foi designada, encontrou-a como vemos na imagem de cima. Em apenas dois meses (quase) tudo mudou. Eis o testemunho do Pe. Demétrio:
"Todas as pessoas que frequentam a paróquia estão mais do que felizes com o novo presbitério. O número de fiéis multiplicou. Posso garantir-lhe que os fiéis sentem-se muito melhor acolhidos que antes! São pobres, mas têm fé e com muito bom grado dão o seu melhor para Deus. Precisava ver a alegria e as lágrimas de emoção nos rostos dos fiéis na noite de Natal!
O padre não impôs nada, apenas propôs e todos deram do seu pouco com muita alegria, e estão santamente orgulhosos, sentindo-se valorizado depois de anos…
O presbitério não tem nada de caro, não tem ouro nem nada precioso a não ser o Santíssimo Sacramento. Simplicidade não significa desleixo e mal trato com as coisas sagradas, muito menos com o Corpo do Senhor!
Além do mais, não há verdadeiro amor aos pobres sem a primazia do amor a Deus. Quando se inverte a ordem, deixa-se de amar a Deus, e o suposto amor aos pobres se converte em uma perversa ideologia que além de não comunicar-lhes o Evangelho, engana-lhes prometendo um paraíso terrestre.
Nunca vi uma paróquia que trate sem zelo as coisas de Deus cuidar dos seus pobres. O contrário? Tenho muitíssimos exemplos..."
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| Um bom exemplo que deveria ser seguido por muitas igrejas em terras lusitanas |
Arcebispo da Nigéria fala contra ideais imorais do Ocidente
Em Janeiro, o Presidente da Nigéria assinou uma lei de proibição do "casamento" homossexual. Pouco depois, o Arcebispo Ignatius Kaigama, da diocese de Jos e presidente da Conferência Episcopal da Nigéria (CBCN), escreveu-lhe uma carta a dar os parabéns.
Não é que esta lei seja "anti-alguém", porque não é. É simplesmente uma lei que faz duas coisas: protege o conceito de casamento, evitando que se chame casamento à união de pessoas do mesmo sexo e proíbe a acção de instituições que promovam este tipo de comportamentos imorais.
Esta semana, primeira de Fevereiro, o senhor Arcebispo Kaigama mostrou mais uma vez a sua fidelidade à Lei Natural, tão bem defendida por santos Bispos na história da Igreja.
Ao inaugurar um workshop para médicos, enfermeiros e funcionários da área da saúde na Nigéria, sobre a doutrina social da Igreja e o sistema de saúde, D. Ignatius Kaigama falou sem respeitos humanos, mostrando que sabe bem que quem o julga é Deus e não os homens, defendendo aquilo que a Igreja sempre defendeu:

As críticas à posição da Igreja Católica sobre o aborto e outros actos imorais parecidos têm sido atribuídas a preconceitos herdados que os críticos têm e à sua ignorância dos ensinamentos e tradições da Igreja....Segundo o Arcebispo: "A Igreja Católica tem sido criticada pela sua posição em temas como o aborto, o preservativo, a homossexualidade, a clonagem, a investigação em células estaminais, etc." Ele assegurou, ainda assim, que os princípios e ideias da Igreja em relação a assuntos chave da moral não podem ser comprometidos.O Bispo de Jos disse ainda: "A Igreja Católica é normalmente julgada por pessoas que não se preocupam em saber o que é que nós verdadeiramente pensamos. Preconceitos que passaram de uma geração para outra têm cegado tanto os críticos da Igreja Católica que eles nem conseguem ser objectivos em relação aos ensinamentos e tradições Católicos."O Arcebispo Kaigama alertou contra a submissão aos desejos de alguns governos e organizações internacionais que querem forçar os seus valores morais e culturais sem bases no continente da África e especialmente na Nigéria. As suas palavras: "Não podemos ser engolidos pela imposição tirana de alguns governos e organizações não-governamentais internacionais que querem ditar-nos uma moda moral do mundo baseada nos seus valores seculares."Ele continuou: "Em África, quer seja sobre o controlo populacional, o uso de preservativos, a homossexualidade, etc, as ideias do Ocidente são às vezes enfiadas pelas gargantas dos africanos através de incitamentos financeiros. Os africanos não podem ser macaquinhos de imitação, pensando que tudo o que vem do Ocidente é o ideal."O Presidente da CBCN enfatizou a necessidade do "discernimento intelectual e cultural" da parte dos africanos e nigerianos, ao dizer: "senão corremos o risco de perder os nossos valores e não tornar-nos nem africanos nem ocidentais." Ele disse: "Temos que ser fiéis à nossa herança religiosa, mesmo num tempo em que algumas das pessoas que nos apresentaram o Cristianismo se tornaram críticos ferozes e alguns deles até têm um ódio patológico às directrizes da Igreja ou julgamentos morais."
in Catholic News Service of Nigeria
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