quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Parabéns Papa Francisco e obrigado !

O blog Senza dá os parabéns ao Papa Francisco pelos seus 78 anos e agradece-lhe estes anos do pontificado e o bem que tem feito à Santa Igreja, em continuidade com os seus antecessores.

Aproveitamos para relembrar todos os que lerem isto para rezarem pelo Santo Padre. Nunca esqueceremos os seus constantes pedidos de oração. Além disso, não há melhor presente para o Papa do que rezar por ele!




blogger

segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

O blog Senza dá os parabéns ao Prémio Pessoa 2014 !


O vencedor do Prémio Pessoa em 2014, anunciado na passada Sexta-feira, dia 12 de Dezembro, foi o Professor Doutor Henrique Leitão, investigador de História da Ciência na Universidade de Lisboa.

Aproveitamos também para lembrar o vencedor do Prémio Pessoa 2009, o Senhor Patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente (na altura Bispo do Porto), numa fotografia semelhante:



Fotografias in photovat.com

blogger

Fabíola, a Rainha que deixou a sua herança aos pobres


Uma grande soberana e uma grande cristã morreu no dia 5 de Dezembro, no Castelo de Stuyvenberg, em Bruxelas, aos 86 anos de idade. Ao voltar para o Pai, a quinta rainha dos belgas reúne-se também com aquele por quem sofreu durante 21 anos, o amor de sua vida, o rei Balduino. “Ela costumava dizer que só esperava uma coisa: encontrar-se com Balduino. Que esse seria um dia de alegria para ela” (Voici).

Esta rainha católica impressionou o mundo todo ao assistir as exéquias de seu esposo, a 7 de Agosto de 1993, vestida totalmente de branco, como sinal de sua esperança na ressurreição. Balduino morreu repentinamente aos 62 anos durante as suas férias na Espanha, depois de reinar durante 42 anos. “A última aparição pública da rainha, cuja saúde era cada vez mais frágil, foi por ocasião do 20º aniversário da morte de Balduino” (L’Express).

Um matrimónio de amor entre católicos fervorosos

Nascida em Madrid, a 11 de Junho de 1928, Dona Fabíola de Mora e Aragão, filha da nobreza espanhola, havia sido enfermeira antes de se casar com o mais jovem soberano da Europa, no dia 6 de Dezembro de 1960.

Foi em Lourdes onde Balduino, procedente do catolicismo espanhol mais puro, pediu a mão de Fabíola. “Foi eleita pela Santíssima Virgem para ser a minha esposa”, escreveu o soberano. Ela esteve sempre a seu lado como um apoio tão discreto quanto inquebrantável, sobretudo quando o rei Balduino recusou-se heroicamente, em 1990, a assinar a lei que autorizada o aborto na Bélgica.

A sua maior dor foi não poder ter filhos. Fabíola perdeu cinco bebés antes de nascerem. “Compreendemos que o nosso coração se tornou livre para amar as crianças, absolutamente todas”, confidenciou certo dia. A rainha multiplicou desde então as suas acções caritativas, criando a Fundação Fabíola para a Saúde Mental. Consagrou-se também à luta contra a prostituição e a emancipação das mulheres nos países em desenvolvimento.

“Fez de Balduino o Rei que a Bélgica precisava”

“A Bélgica perde uma grande Rainha. Uma Rainha de Amor. Uma Rainha Branca. Uma Rainha de coração”, escreve o diário La Libre Belgique num vibrante editorial: “…rapidamente, nesta Bélgica cinzenta, ela levou o sol do seu país, o sorriso da sua família, a força de sua educação. Em poucos meses, ela ajudou o seu esposo a amar o seu dever de rei. Em pouco tempo, ela converteu-se em mais belga que os belgas”.

“Rapidamente, aprendeu o holandês e se fez amar por todo um povo, os valões, os bruxelenses, os flamencos, os germanófonos. Ela, que nunca pôde ter filhos, fez de todos os filhos da Bélgica a sua grande família. Assim, graças a ela, ao seu amor, à sua presença, mas também à sua distância, fez de Balduino o rei que a Bélgica precisava. Um rei que acompanhou a transformação do país. De unitária, a Bélgica se fez federal, através de sucessivas reformas. Sem feridas, sem violência”.

“Hoje é [o dia é de] dor para todos os belgas”, declarou Didier Reynders, vice-primeiro ministro e ministro de Assuntos Exteriores. Ela “marcou várias gerações. É uma página de nossa história que se vira”, acrescentou.

“Todos sabiam das suas convicções, do seu compromisso, da sua atenção aos mais fracos, tanto durante os seus 33 anos de reinado como depois da morte do rei Balduino”, declarou Benoit Lutgen, chefe do partido de centro CdH, de inspiração cristã. “Ela mostrava claramente que era católica e praticante. A Missa diária era o mais importante”, recorda Benoît Lobet, “padre da Rainha”. (RTBF).

Cheia de vida e humor até o final

Assediada pelos anticlericais, encontrou-se no centro duma polémica a propósito da sua fundação privada destinada a ajudar os seus sobrinhos e sobrinhas, e a obras culturais ou sociais que promoviam as suas convicções católicas.

Foi acusada de utilizar um pretexto caritativo como meio de escapar aos direitos de herança. Proclamando a sua inocência, renunciou a esta fundação, retirando-se ainda mais da vida pública, no mesmo ano da transferência de poder entre o seu cunhado, o rei Alberto II, e o seu sobrinho Felipe.

Longe de ser uma “desmancha prazeres”, Fabíola estava cheia de vida e de humor. “Esta mulher de personalidade alegre, apaixonada pela música e pela dança, devolveu o sorriso a Balduino, conhecido como ‘o rei triste’, depois de sua ascensão ao trono em 1951 em condições muito difíceis depois da abdicação de seu pai Leopoldo III” (Le Point).

Ela conservou o seu bom humor até o final. Em resposta a uma carta anónima que a ameaçava de morte com uma flecha durante a festa nacional de 21 de Julho de 2009, ela exibiu uma maçã verde, em alusão a Guilherme Tell!

“Falava com todos deixando de lado o protocolo”, conta Stéphane Bern. A rainha Fabíola considerada a todos igualmente, e dizia sempre que estimava tanto a donzela que a ajudava a vestir-se como a um chefe de Estado ou a um ministro”.

Deixa o seu património aos mais desfavorecidos

A rainha Fabíola deixou todo o seu património privado à fundação “Obras da Rainha”, criada em 1960, na época de seu casamento com o rei Balduino e cujos beneficiários são as pessoas desfavorecidas, que precisam de ajuda urgente, na Bélgica. O diário “Le Soir” confirmou esta informação junto de fontes oficiais do Palácio, que no entanto não quiseram dar detalhes sobre isso, tendo em conta que ainda deve ser realizado um inventário desses bens privados.

O anúncio do conteúdo do testamento da rainha Fabíola, informa o diário Abc, ocorre após um período em que ela foi acusada de se tentar esquivar de obrigações fiscais em benefício do seus sobrinhos. Contudo, as fundações que havia criado então foram dissolvidas. “O testamento constitui um ponto final na sua resposta às críticas” das quais fora alvo, segundo afirma o diário de Bruxelas.

in Religión en Libertad


blogger

domingo, 14 de dezembro de 2014

Sentinelas em Pé

- O casamento apenas pode existir entre um homem e uma mulher.
- Todas as crianças têm direito a ter um Pai e uma Mãe.
- A Família tem o direito a educar livremente os seus filhos.

Ontem participei pela primeira vez nas “Sentinelle in Piedi” (Sentinelas em Pé). Trata-se de um encontro num local pré-determinado onde as pessoas se juntam para ler em pé. Durante uma hora ficam em silêncio, simplesmente a ler um livro, na praça pública.

Procura-se interrogar as consciências sobre o caminho que está a trilhar a nossa sociedade e ir ao encontro das pessoas que estão na rua, na “praça pública”.

Como o objectivo deste protesto silencioso é afirmar os ideais que escrevi no princípio do texto, não poderiam faltar os contra-manifestantes. Separados por um cordão policial, as ditas pessoas passaram aquela hora inteira aos berros.

Gritavam que deveríamos estar a ler a biografia de Hitler e de Estaline porque somos como eles; que somos fascistas, homofóbicos, idiotas e todo um conjunto de palavras insultuosas em italiano que ainda não aprendi.

No meio de todo este ambiente agressivo, as Sentinelas não responderam às provocações e nem sequer levantaram a cabeça, continuando calmamente a ler até ao fim.

Eu que estava ali no meio não pude deixar de me sentir emocionado e interpelado pela forma como estes bravos vigilantes fazem as coisas, mostrando que além de terem razão nos ideais que defendem a têm também no modo como os defendem.

Esta luta vai ser longa e determinante para o futuro da nossa sociedade e da humanidade. Precisamos de pessoas, a quem poderemos chamar heróis ou mártires, que queiram dar a cara por estas grandes causas, estejam onde estiverem.

Uma importante iniciativa poderia ser o início das “Sentinelas em Pé” em Portugal. É só uma ideia…

João Silveira


blogger

Mensagem recente do Papa para os Cristãos perseguidos no Iraque

A 9 de Dezembro, o Arcebispo de Lyon, o Cardeal Philippe Barbarin, levou ao Médio Oriente uma vídeo-mensagem do Papa Francisco. O Papa gravou um vídeo para o Cristãos e para toda a população do Iraque, na sequência de todos os sofrimentos que a diocese de Mosul tem passado. Esta foi mais uma iniciativa para os ajudar. Aqui fica o texto completo da mensagem do Papa:

"Gostava de comprimentar cada um de vós, juntamente com o Cardeal Philippe Barbarin que, mais uma vez, vos leva a preocupação e o amor da Igreja inteira. Também eu gostava de estar aí convosco, mas dado que não posso, faço isto em troca… mas estou muito perto de vós nestes momentos difíceis. Durante a minha viagem de regresso da Turquia disse que os Cristãos estão a ser expulsos do Médio Oriente, com sofrimento. Agradeço-vos o testemunho que dão; e o vosso testemunho está cheio de sofrimento muito valioso. Obrigado! Muito obrigado.

Parece que aí eles não querem haja nenhum Cristão, mas vós levais o testemunho de Cristo. Penso nas feridas, na dor das mulheres e das suas crianças, nos idosos e abandonados, nas feridas daqueles que são vítimas de todo o tipo de violência.

Tal como disse em Ankara, a grande preocupação vem do facto de, acima de tudo, devido a grupos extremistas e fundamentalistas, comunidades inteiras, especialmente - mas não só - Cristãos e Yazidis, sofreram e continuam a sofrer violências desumanas devido à sua identidade religiosa e étnica. Os Cristãos e os Yazidis foram forçados a sair das suas casas, tiveram que abandonar tudo para salvar as suas vidas, mas não negaram a sua fé. Até edifícios sagrados, monumentos, símbolos religiosos e heranças culturais foram afectadas pela violência, quase como se quisessem cancelar qualquer traço, qualquer memória do outro.

Como líderes religiosos, somos obrigados a denunciar todas as violações à dignididade dos direitos da humanidade.

Hoje gostava de aproximar-me mais de vós, que passam por este sofrimento, para estar perto de vós… e penso em Sta. Teresinha do Menino Jesus, que disse que ela e a Igreja eram como uma vara que, quando o vento se levanta e vem a tempestade, a vara dobra-se mas não se parte. Neste momento, vós sois como esta vara: dobram-se com dor, mas têm a fortaleza para levar para a frente a vossa fé, que é testemunho para nós. Hoje vós sois a vara de Deus! As varas dobram-se diante deste vento feroz, mas depois levantam-se outra vez.

Queria agradecer-vos mais uma vez. Rezo para que o Espírito, que faz novas todas as coisas, vos dê a cada um fortaleza e resistência. É um dom do Espírito Santo. E peço intensamente, como fiz na Turquia, uma maior colaboração internacional para resolver os conflitos que derramam sangue nas vossas terras de origem, para combater as outras causas que fazem as pessoas sair das suas casas e para promover condições adequadas para elas permanecerem ou regressarem. Eu espero que regressem, que sejam capazes de regressar.

Queridos irmãos e irmãs, vós estais no meu coração e nas minhas orações, nos corações e orações de todas as comunidades Cristãs, a quem pedi que rezassem de uma forma especial a 8 de Dezembro, pedindo a Nossa Senhora que vos proteja: ela é nossa mãe e vai proteger-vos.

Irmãos e irmãs, a vossa resistência é martírio. São gotas que trazem muito fruto. Por favor, peço-vos que rezem por mim. Que o Senhor vos abençoe e que Nossa Senhora vos proteja.

Que Deus Todo Poderoso, Pai, Filho e Espírito Santo, vos abençoe."

in VIS (negritos destacados por nós)


blogger

sábado, 13 de dezembro de 2014

Então os animais vão ou não vão para o Céu?

O Diário de Pernambuco publicou recentemente uma um artigo com o título: «Cães e gatos podem ir ao céu? Frase do Papa Francisco reabre discussão»; lê-la é uma daquelas experiências que nos dão alguma dimensão de o quanto o homem moderno está perdido, sem fazer a mais remota ideia daquilo do que fala.
nonsense perpassa a reportagem inteira. Logo no subtítulo, é possível ler que o «[t]ema é controverso na Igreja Católica, com opiniões contrárias e a favor». Ora, isso é um completo disparate: não há e nem pode haver controvérsia alguma com relação a isso, que envolve aspectos tão básicos do Cristianismo  que qualquer conhecimento mínimo seu revela, de maneira cabal e evidente, o quanto a discussão é embaraçosamente estapafúrdia e sem lógica.
“Céu”, no sentido estrito, é o estado de amizade definitiva com Deus do qual gozam os Bem-Aventurados. Amizade, na medida que envolve uma relação entre duas pessoas, pressupõe e exige uma natureza racional: dotada de inteligência e vontade, capaz de conhecer o outro e querê-lo. Não tem lógica absolutamente nenhuma perguntar-se, por exemplo, se uma pedra ou uma árvore pode “gozar da amizade de Deus” (!): tais seres não possuem a natureza necessária ao estabelecimento de uma relação interpessoal – e, por conseguinte, nem muito menos podem “ir ao Céu”, que é a realidade relacional por excelência.
Os únicos seres capazes do Céu são, portanto, por definição de «Céu», aqueles que possuam natureza racional: que sejam dotados de inteligência e de vontade. A única possibilidade, assim, de “animais irem ao Céu”, para que essa pergunta fizesse algum sentido, seria se os animais fossem seres espirituais, capazes de estabelecer uma relação pessoal com os seres que lhes são externos. E, embora haja de facto quem queira atribuir inteligência a – e.g. – golfinhos, o facto totalmente indiscutível é que, no âmbito da filosofia católica, semelhante hipótese jamais foi  aventada. Nenhum santo, Papa ou mesmo teólogo católico afirmou, nunca, que os animais possuíssem alma racional. O tema não é controverso: é ponto pacífico mesmo entre as mais distintas correntes heterodoxas que a História viu surgirem em vinte séculos de Cristianismo. Ninguém, no Oriente ou no Ocidente, na antiguidade ou no mundo contemporâneo, entre os protestantes ou os ortodoxos orientais, ninguém jamais pretendeu que os animais possuíssem alma como a do homem!
Fiz questão de destacar alma racional e como a do homem acima porque (e isso é também ponto pacífico na filosofia católica) todos os seres vivos possuem alma. As pedras, por exemplo, são seres inanimados; mas as plantas possuem alma vegetativa, os animais, sensitiva, e, o homem, intelectiva (também dita racional, ou espiritual). Isso é outra coisa sobre a qual ninguém discute; confira-se a Summa, I-a Pars, q.78. Não é, portanto, verdade que o «Papa João Paulo II causou "frisson" em 1990 ao dizer que os animais possuíam alma», como afirmou o Diário de Pernambuco: quem disse isso foi Santo Tomás na Idade Média, repetindo o que Aristóteles já dissera na Antiguidade Clássica, e tal jamais provocou “frisson” algum – porque é óbvio!
São, portanto, três coisas bastantes simples, fáceis de entender e sobre as quais não há nem nunca houve controvérsia alguma na Igreja:
  • todos os seres vivos – as plantas e os animais inclusive – possuem “alma”;
  • apenas os seres humanos possuem alma racional;
  • “pecado”, “salvação” e “Céu” são realidades somente aplicáveis aos seres racionais.
A conclusão, evidente, é que não existe sentido nenhum em perguntar se os cães e gatos podem “ir para o Céu”, e muito menos em rematar uma matéria nonsense sobre o assunto afirmando que «[o] Papa Francisco está a escrever uma encíclica sobre questão (sic) ambientais, mas não se sabe se vai tocar no assunto». Ora, não há um “assunto” aqui para ser tocado. Ler uma coisa destas dá vergonha.
E o pior é que haveria espaço para se escrever alguma coisa lógica sobre o tema. Por exemplo, “Paraíso” é uma expressão multívoca, que designa tanto o estado de visão beatífica das almas que morrem na amizade de Deus quanto o próprio mundo material criado que se há de transformar após o Juízo Final: os «novos céus e nova terra» de que fala o Apocalipse. Sobre estes, ensina o Catecismo (cf. até o parágrafo 1060):
1046. Quanto ao cosmos, a Revelação afirma a profunda comunidade de destino entre o mundo material e o homem:
Na verdade, as criaturas esperam ansiosamente a revelação dos filhos de Deus […] com a esperança de que as mesmas criaturas sejam também libertadas da corrupção que escraviza […]. Sabemos que toda a criatura geme ainda agora e sofre as dores da maternidade. E não só ela, mas também nós, que possuímos as primícias do Espírito, gememos interiormente, esperando a adopção filial e a libertação do nosso corpo» (Rm 8, 19-23).
1047. Assim, pois, também o universo visível está destinado a ser transformado, «a fim de que o próprio mundo, restaurado no seu estado primitivo, esteja sem mais nenhum obstáculo ao serviço dos justos», participando na sua glorificação em Jesus Cristo ressuscitado.
Algumas perguntas poderiam ser colocadas aqui: como será esse cosmos «restaurado no seu estado primitivo»? De que maneira se dará essa transformação do «universo visível»? De modo mais específico: o quê, exatamente, haverá nos «novos céus e nova terra»? Árvores? Plantas? Rios e cachoeiras? Animais…?
Note-se que a pergunta sobre se haverá animais após a Ressurreição da Carne é completamente diferente da primeira, se os «cães e gatos podem ir para o Céu»! Nesta, eles seriam sujeitos da Redenção, o que é um completo absurdo e nonsense; naquela, pergunta-se qual o papel do mundo visível (incluídos aí os animais, mas também as plantas e o mundo inorgânico) no mundo futuro que Deus tem planeado para os que O amam. E, não, perguntar se ainda haverá praias e montanhas após o Juízo Final não é o mesmo que perguntar se as montanhas e praias “vão para o Céu” quando deixam de existir. Ser incapaz de separar uma coisa da outra não é se não um sinal de que não se sabe (mais) o que é o Homem, o que o mundo, o que é o Paraíso – e, mesmo assim, tem-se a pretensão de informar os outros sobre o assunto.
in deuslovult.org


blogger

sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Errar é canídeo



blogger

Carta de Madre Teresa de Calcutá a uma irmã doente

Minha querida Filha,

Obrigada pela consoladora carta de dia 14. Continue a buscar o Sagrado Coração. Por que se preocupa com a possibilidade de ser ou não tuberculose? A Irmã é Dele e isso é um presente que Ele lhe dá, a si que é Sua esposa. A Madre não lhe ensinou a dizer na profissão: "Desejo tornar-me Esposa de Jesus Crucificado? Não é Jesus glorificado nem no presépio mas na Cruz, sozinho, despido, sangrando, sofrendo, morrendo na Cuz. 

Por isso se for a primeira da Sociedade que Ele escolhe para estar sozinha na cama da Cruz, pois minha filha temos de dar graças a Deus por tudo, por este amor especial que Ele demosntra ter po si, por mim e pela Sociedade. A Irmã ainda é uma criança e a vida é bela - mas o caminho que Ele escolheu para si é o caminho verdadeiro. Por isso sorria, sorria à Mão que lhe bate, beije a Mão que a prega na Cruz. 


Não me parece que a Irmã tenha tuberculose, mas deixe-os fazerem-lhe tudo o que quiserem. Seja como um cordeirinho, sorrindo a toda a gente. Não se preocupe que eu vou arranjar dinheiro e vou vê-la logo que tenha notícias mais concretas da Irmã.

"Que eles ergam os olhos e só vejam Jesus." Prometi a Nossa Senhora 25000 Memorare's pela sua cura e havemos de os dizer ao longo destes 9 dias. Por favor agradeça à M. Rose a simpatia que tem tido para consigo. Sinto-me muito feliz com o que Deus bem quiser fazer com todas vós, sois todas Dele.

Ame a Jesus e mantenha um coração sorridente para Ele. Todos esses pensamentos perturbadores vêm do demónio, ignore-os a todos. Deus a abençoe, minha filha.

Madre

in Madre Teresa, Vem, Sê a Minha Luz (Aletheia)


blogger

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Colóquio Tradição e Revolução (entrada livre)



blogger

WhatsApp: ajuda ou obstáculo na relação com Deus?

WhatsApp é um programa que utiliza a Internet principalmente para enviar mensagens instantâneas e fotografias. É usado especialmente em telemóveis.

Em meados de Novembro de 2014, a empresa desenvolveu um sistema que permite saber se o destinatário das mensagens enviadas leu ou não: se o remetente vê no telefone dois “certos” significa que o receptor leu a mensagem.

Já em 2013, um estudo da "Cyberpsychology: Journal of Psychosocial Research on Cyberspace" mostrava que o WhatsApp tinha sido motivo para a ruptura de 28 milhões de casais. As pessoas enviavam mensagens, mas também esperavam uma resposta imediata. Com a nova modalidade de comprovar a leitura das mensagens essa "expectativa de resposta" fica ainda mais acentuada.

Sabe-se que, como sugerido por alguns psicólogos (p.ex. Henry Echeburúa da Universidade do País Vasco) o WhatsApp pode gerar o mesmo vício de uma droga. Uma droga que apresenta sintomas externos, como a incapacidade de não só ver permanentemente o telefone durante o dia, mas também durante a noite; droga que incapacita para relacionar-se e olhar nos olhos do outro; droga que faz experimentar sensações como a impressão de que o telefone vibra sempre ou que cria a necessidade de estar sempre conectado, disponível e reagindo imediatamente aos estímulos que vêm "do outro lado" do telefone. De acordo com o estudo "A Comunicação dos estudantes por meio do WhatsApp”, um a cada três estudantes de 15 a 19 anos usa o WhatsApp em média durante seis horas por dia.

Em geral, as redes sociais e serviços de mensagens instantâneas como o WhatsApp criaram uma forma mentis nova nos modos e tempos de interacção humana. Sendo estes estímulos sincrónicos e intempestivos exigem, para muitos, uma forma de resposta nas mesmas categorias.

Que isso passe depois para o campo dos sentimentos é apenas um reflexo de que as experiências digitais supõem também reacções afectivas que suscitam rejeição ou reforçam laços humanos porque, em última análise, as tecnologias são o que são os seres humanos que as usam.

De acordo com dados do WhatsApp, até Agosto de 2014 esse serviço tinha 600 milhões de usuários. Em Abril do mesmo ano tinha superado os 500 milhões. Números como estes mostram claramente não só a penetração que esses serviços têm nos seres humanos, mas também que as relações humanas mudam nas suas formas. Sendo as relações humanas o ponto de partida (em quanto que são a nossa primeira experiência de alteridade, ou seja, de tratamento com outros) é compreensível que, consequentemente, condicionem para bem ou para o mal a nossa capacidade de relacionar-nos com Deus.

Consideremos um exemplo simples, mas profundo: a oração. Em termos claros supõe o diálogo entre duas pessoas: a própria pessoa e Deus. Nesse diálogo, na maioria das vezes, somos nós que formulamos uma petição e esperamos a resposta. A era das tecnologias é também a era da impaciência: espera-se respostas e soluções imediatas. Mas na vida da Fé esse não é normalmente o caminho pedagógico que Deus usa para nos ajudar de forma mais profunda. Não é verdade que existe o risco de não saber esperar também na vida de união com Deus, de nos cansarmos e alimentarmos uma espécie de apatia religiosa ante a falta de respostas imediatas?

"Se não te respondo é porque estou a fazer uma pausa”, era um dos cartazes da marca KitKat após a implementação do sistema de WhatsApp em Novembro de 2014. No fundo mostrava algo bastante real: o homem não está feito só para respostas imediatas a estímulos inesperados, mas também para refletir nas suas respostas. E isso leva-nos a pensar como as respostas que não contam com o apoio da reflexão, que tantas vezes está unida à pausa e ao silêncio, dificilmente dão os melhores resultados.

Na mensagem para o Dia Mundial das Comunicações Sociais, em 2012, Bento XVI escreveu um texto que parecia profeticamente antecipar os dois “certos” do WhatsApp e que coloca no centro essa virtude também esquecida na comunicação hodierna, o silêncio:

"O silêncio é parte integrante da comunicação e, sem ele, não há palavras densas de conteúdo. No silêncio, escutamo-nos e conhecemo-nos melhor a nós mesmos, nasce e aprofunda-se o pensamento, compreendemos com maior clareza o que queremos dizer ou aquilo que ouvimos do outro, discernimos como exprimir-nos. Calando, permite-se à outra pessoa que fale e se exprima a si mesma, e permite-nos a nós não ficarmos presos, por falta da adequada confrontação, às nossas palavras e ideias. 

Deste modo abre-se um espaço de escuta recíproca e torna-se possível uma relação humana mais plena. É no silêncio, por exemplo, que se identificam os momentos mais autênticos da comunicação entre aqueles que se amam: o gesto, a expressão do rosto, o corpo enquanto sinais que manifestam a pessoa. No silêncio, falam a alegria, as preocupações, o sofrimento, que encontram, precisamente nele, uma forma particularmente intensa de expressão. 

Por isso, do silêncio, deriva uma comunicação ainda mais exigente, que faz apelo à sensibilidade e àquela capacidade de escuta que frequentemente revela a medida e a natureza dos laços. Quando as mensagens e a informação são abundantes, torna-se essencial o silêncio para discernir o que é importante daquilo que é inútil ou acessório. 

Uma reflexão profunda ajuda-nos a descobrir a relação existente entre acontecimentos que, à primeira vista, pareciam não ter ligação entre si, a avaliar e analisar as mensagens; e isto faz com que se possam compartilhar opiniões ponderadas e pertinentes, gerando um conhecimento comum autêntico. Por isso é necessário criar um ambiente propício, quase uma espécie de «ecossistema» capaz de equilibrar silêncio, palavra, imagens e sons."

in Zenit


blogger

quarta-feira, 10 de dezembro de 2014

Procissão com Nossa Senhora de Fátima em Roma








blogger

Tertuliano descreve o Matrimónio

Ambos são filhos do mesmo Pai, servos do mesmo Senhor, formando uma só carne, um só espírito. Oram juntos, adoram juntos, jejuam juntos, ensinam-se um ao outro, encorajam-se um ao outro, apoiam-se um ao outro. 

Encontramo-los juntos na igreja, juntos no banquete divino. Partilham por igual a pobreza e a abundância, as perseguições e as consolações. Não há segredos entre eles, nenhuma falsidade: confiança inviolável, solicitude recíproca, nenhum motivo de tristeza. Não têm de se esconder um do outro para visitar os doentes, para dar assistência aos indigentes; a sua esmola não é motivo de disputa, os seus sacrifícios não conhecem escrúpulos, a observância dos seus deveres quotidianos é sem entraves. 

Entre eles não há sinais da cruz furtivos, nem saudações inquietas, nem acções de graças mudas. Da sua boca, livre como o seu coração, elevam-se hinos e cânticos; a sua única rivalidade é a de ver quem celebra melhor os louvores do Senhor. Cristo alegra-Se com tal união; a tais esposos Ele envia a sua paz.

in Ad Uxorem


blogger

terça-feira, 9 de dezembro de 2014

O Prós e Contras tem futuro?

O infeliz tema do infeliz programa Prós e Contras de ontem era: Deus tem futuro?

Lá se encontrava o inevitável Pe. Anselmo Borges, que tem lugar cativo onde houver uma câmara de filmar. Qualquer semelhança entre o que defende o Pe. Anselmo e a doutrina católica é pura coincidência, no entanto continua a ser o único representante que temos nestas coisas. Na prática não temos representante, mais valia assumirem que não querem saber dos católicos e deixavam a cadeira vazia.

Joshua Ruah, judeu, falou duma ética comum a todos, sem conseguir explicar do que consta. Disse que a ética evolui (para melhor), quando apenas há 70 anos o seu povo foi massacrado, como nunca antes, em plena Europa. Seria de esperar um séc.XX um pouco mais ético, depois de toda essa “evolução”. Não fez o mínimo esforço para defender a fé judaica, falou como teria falado qualquer ateu.

Sheik Munir, muçulmano, tentou convencer-nos que o Corão não induz à violência e que todas as violações da dignidade humana nos estados islâmicos acontecem por causa do próprio Estado e não do Islão. 

Pedro Cabrita Reis, artista, o mais proeminente porta-voz dos ateus não trouxe qualquer valor acrescentado ao programa. Estava claramente a jogar numa divisão acima da sua e a sua presença apenas serviu para ficarmos a saber que existe alguém extremamente parecido com o Daniel Sampaio. 

A apresentadora, Fátima Campos Ferreira, teve uma performance muito fraquinha. Não conseguiu gerir as conversas de modo a que tivessem princípio meio e fim, fez comentários completamente despropositados e mostrou-se mais como uma interveniente, apesar de pouco saber do assunto, do que uma moderadora.

Quem perdeu tempo a ver o programa fez apenas isso: perder tempo. Não se aprendeu nada durante aquele tempo, o que é uma pena porque o nosso tempo aqui é limitado.

Não deixa de ser irónico que no dia da Imaculada Conceiçao se tenha feito todo um programa, a começar pelo tema, que foi um hino ao pecado original: o Homem que se tenta pôr no lugar de Deus.

Pessoas que falam de Deus como se Ele não existisse ou como se nunca Se tivesse revelado. Pessoas que falam do Homem como se fosse todo-poderoso, o Senhor do universo.

Tudo isto é um puro engano. Deus existe, usando a razão percebemos isto. Contemplando a criação percebemos isto. Deus é o único Senhor. Deus é criador. Deus criou-nos. Deus falou-nos. Deus escolheu um homem para começar um povo. Deus escolheu uma mulher no meio do seu povo para poder Ele próprio vir até nós, a isso chamamos Natal. 

Deus viveu como um de nós, oculto durante 30 anos. Sendo inocente foi condenado por nós. Sofreu e morrer na cruz para salvar os próprios assassinos. Para salvar a todos! Ressuscitou, mostrando que a morte tinha sido vencida. O amor venceu! A misericórdia triunfou! 

Deus já nos falou e continua a falar. Em vez de nos fazermos deuses por que é que não nos calamos para O ouvir?

João Silveira



blogger

Quando o Papa Francisco conheceu a Madre Teresa de Calcutá

O Papa Francisco esteve há umas semanas na Albânia, país de origem da família de Madre Teresa de Calcutá.

Durante a sua viagem o Papa tinha um intérprete, que era um sacerdote que traduzia tudo ao Papa, para ele perceber. O Papa disse ao intérprete que a Madre Teresa não se intimidava com nada e "dizia sempre o que pensava", mesmo diante de um Sínodo inteiro.

Esta história foi confirmada pelo director da Sala de Imprensa da Santa Sé, o Pe. Federico Lombardi, numa conferência de imprensa em Tirana.

Ao descrever as circunstâncias do seu encontro com a Beata Teresa de Calcutá, a freira que entregou a vida para ajudar os pobres dos mais pobres, o Papa Francisco explicou que a conhecera, a Madre Teresa, no Sínodo de 1994.

"Ela estava sentada mesmo atrás de mim durante as sessões. Eu admirava a sua fortaleza, a determinação com que falava, sem nunca se deixar intimidar pela assembleia de bispos. Ela dizia o que queria dizer…"

"Se ela fosse minha superiora eu assustava-me!" brincou o Papa Francisco.

in vaticaninsider.lastampa.it


blogger

Seminário de Ciudad del Este - Paraguai

Numa só diocese do Paraguai, pelo menos 200 seminaristas:



blogger

segunda-feira, 8 de dezembro de 2014

Oração do Papa Francisco a Nossa Senhora

Ó Maria, Mãe nossa, hoje o povo de Deus em festa venera-te, Imaculada, preservada desde sempre do contágio do pecado. Acolhe a homenagem que te ofereço em nome da Igreja que está em Roma e no mundo inteiro.

Saber que tu, que és nossa mãe, és totalmente livre do pecado dá-nos grande conforto. Saber que sobre ti o mal não tem poder enche-nos de esperança e de fortaleza na luta quotidiana que nós devemos realizar contra a ameaça do maligno.

Mas nesta luta não estamos nós, não somos órfãos, porque Jesus, antes de morrer na cruz, deu-nos a ti como mãe. Nós, por isso, ainda que sendo pecadores, somos teus filhos, filhos da Imaculada, chamados àquela santidade que em ti resplandece pela graça de Deus desde o início.

Animados por esta esperança, nós hoje invocamos a tua materna proteção por nós, pelas nossas famílias, por esta cidade, pelo mundo inteiro. O poder do amor de Deus, que te preservou do pecado original, por tua intercessão livre a humanidade de toda a escravidão espiritual e material, e faça vencer, nos corações e nos acontecimentos, o desígnio de salvação de Deus.

Faz com que também em nós, teus filhos, a graça prevaleça sobre o orgulho e possamos tornar-nos misericordiosos, como é misericordioso o nosso Pai celeste. Neste tempo que nos conduz à festa do Natal de Jesus, ensina-nos a andar contracorrente: a despojarmo-nos, a abraçarmo-nos, darmo-nos, a escutar, a fazer silêncio, a descentrarmo-nos de nós mesmos, para deixar espaço à beleza de Deus, fonte da verdadeira alegria.

Ó Maria nossa Imaculada, ora por nós!

Praça de Espanha (Roma), 08/XII/2014


blogger

domingo, 7 de dezembro de 2014

Unisex: a criação do homem sem identidade

"Unisex - A criação do homem sem identidade" é o título do ensaio escrito por Gianluca Marletta e Enrica Perucchietti. Um título interessante para explicar o que é realmente essa ideologia de género que está a ser imposta cada vez mais e esclarecer quais são os seus objectivos e que tipo de mundo ela está preparando para as novas gerações. Conversamos com um dos autores, Gianluca Marletta, professor de literatura, estudante de antropologia e autor de inúmeros ensaios de sucesso.

Profº Marletta, estamos a caminhar para a criação de um novo homem "sem identidade"?

Marletta: "A caminhar" talvez não seja a frase mais exacta: não estamos a caminhar, mas sim "a ser empurrados"... Não há muito de espontâneo em alguns processos culturais. Aqui temos simplesmente o envolvimento gigantesco de poderes, autoridades políticas e, especialmente, colossos económicos que, dia após dia, nos empurram para uma "reformulação" da própria ideia de humanidade. Uma humanidade que eles querem que seja desestruturada e desprovida de toda a forma de identidade. 

O que estão tentando criar é uma redefinição de homem, o mais desprovido possível de pontos de referência e de apoio, como a religião, a família, mais do que a identidade sexual... É por esta razão que é tão forte, em certos círculos, uma ideologia como a de género, que propõe a aniquilação da identidade, uma sexualidade fluida, ambígua e polimórfica, a negação do dado objectivo da natureza.

Como é que nasceu a ideologia de género e quais são as etapas desse projecto de aniquilar as diferenças?

Marletta: A ideologia de género nasceu nos Estados Unidos nas décadas de 1950 e 1960 e, pelo menos inicialmente, não era nada mais que a ideologia de referência de alguns grupos de feministas e do nascente movimento homossexual. A ideologia de género afirma que não existe uma identidade sexual definida no ser humano, mas que os chamados "géneros" (masculino, feminino, gay, lésbica, transgénero) são apenas manifestações de uma sexualidade "fluida" e naturalmente "polimorfa" (não é por acaso que John Money, o verdadeiro pai da ideologia de género, também era cirurgião especializado em operações de "mudança de sexo", que ele recomendava e fazia inclusive em pacientes menores de idade e até mesmo em crianças). 

Até a década de 1970, a ideologia ficou restrita a nichos, mas começou a “colonizar” os “andares superiores” da política norte-americana no governo de Bill Clinton. Dali ela entrou na ONU como ideologia de referência das grandes “quermesses” internacionais de saúde reprodutiva (não é coincidência que, naquele período, o termo "sexo" foi expurgado dos documentos oficiais e substituído pelo termo "género").

Estamos a assistir hoje a uma campanha social, antropológica e mediática destinada a reforçar a ideologia de género. Quem orquestra tudo isso e com que estratégias?

Marletta: No Ocidente, a mobilização em prol da ideologia de género é impressionante hoje em dia: é uma operação de manipulação em massa sem precedentes, realizada com todos os meios disponibilizados pelos media, pela propaganda e pela política. Os grandes financiadores são, com certeza, a Fundação Rockefeller (que já era a principal financiadora de todas as campanhas pró-aborto nas décadas de 1970 e 1980), os grupos ligados ao magnata George Soros, além de grandes fundos e institutos económicos do mundo ocidental, entre os quais a Motorola, a Kodak, o Goldman Sachs, o JP Morgan, a Fundação Ford. Na nossa opinião, o objectivo desta mobilização sem precedentes é o projecto de uma "nova ordem mundial", tão caro aos poderes ocidentais, que, necessariamente, implica uma redução ou dissolução das identidades tradicionais. Destruir as identidades (religiosas, humanas, sociais) para criar um perfeito "melting pot": parece que é este o objectivo de certas elites.

Há relações entre a ideologia de género e a pedofilia?

Marletta: De acordo com John Money e com os ideólogos do género, a pedofilia é apenas uma expressão particular de uma sexualidade polimorfa, que deve ser "experimentada em todos os níveis e em todas as idades", e, portanto, deveria ser aceite. Os actuais promotores da ideologia de género não dizem isso em público, acho eu, apenas por uma questão de "oportunidade" e porque, do ponto de vista deles, os tempos ainda não estão “maduros”... De resto, na América do Norte, há anos que uma organização declaradamente pró-pedofilia, a NAMBLA (North America Man​​/Boy Love Association) desfila nas paradas do orgulho gay. E até hoje, o clube mais importante de "cultura homossexual" de Roma é dedicado a um certo Mario Mieli, que, nos seus livros, defendia a pedofilia a ferro e fogo como "expressão de liberdade".

E qual é o propósito do vosso livro?

Marletta: Essencialmente, informar as pessoas sobre um tema de grande actualidade e, infelizmente, pouco conhecido. É preciso entender o que é a ideologia de género, o que ela procura, quais são os seus objectivos, para entendermos que tipo de mundo está a ser preparado para nós e para os nossos filhos.

in Zenit


blogger

O pequeno caminho - Santa Teresinha do Menino Jesus

Bem sabeis, minha Madre, que sempre desejei ser santa. Mas, ai de mim!, sempre verifiquei, ao comparar-me com os Santos, que há entre eles e eu a mesma diferença que existe entre uma montanha, cujo cume se perde nos céus, e o obscuro grão de areia pisado pelos pés dos caminhantes. 

Em vez de desanimar, disse para comigo: «Deus não pode inspirar desejos irrealizáveis. 

Posso, portanto, apesar da minha pequenez, aspirar à santidade. Fazer-me crescer a mim mesma é impossível; tenho de suportar-me tal como sou, com todas as minhas imperfeições. 

Mas quero procurar a maneira de ir para o Céu por um caminhito muito direito, muito curto, um caminhito completamente novo. 

in Manuscrito autobiográfico C, 2 v°-3 r°


blogger

sábado, 6 de dezembro de 2014

Até que a morte nos separe

Com 25 anos de idade, 8 meses depois de casar, Sofia viu o seu marido de 30 anos ter um grave acidente de bicicleta e ficar com grandes limitações físicas e mentais. Veja o que aconteceu depois disso e como leva Sofia a sua vida.



blogger

Frase do dia

"Quando um homem começa a renovar-se espiritualmente, começa também a ser vítima das más-línguas dos difamadores. Quem não sofreu esta prova não começou ainda a progredir. E quem não está disposto a sofrê-la é por que não está decidido a converter-se."

Santo Agostinho


blogger

sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Nova férula papal divide opiniões entre liturgistas


in eyeofthetiber.com


blogger

Bento XVI desautoriza o professor Ratzinger a respeito da comunhão dos divorciados

Há alguns meses, o Card. Kasper começou a fazer alvoroço em público com as suas teses a respeito da admissibilidade dos divorciados recasados à comunhão eucarística. Conhecemos a história: num artigo publicado no início do ano, o prelado apresentava as suas ideias e coligia os fundamentos que julgava possível apresentar em sua defesa.

O passo do prelado, contudo, foi maior do que as pernas. Poderia ter apenas defendido a sua posição particular nesta seara; para angariar maior força de persuasão, contudo, julgou preferível trazer para junto de si a opinião abalizada de um dos maiores teólogos da atualidade. Resolveu defender «la práctica de la tolerancia pastoral, de la clemencia y de la indulgencia» baseando-se em ninguém mais, ninguém menos do que Joseph Ratzinger.

À época, Kasper desenterrou um artigo publicado em 1972 pelo então prof. Ratzinger, e o apresentou aos seus leitores da seguinte maneira:
A Igreja dos primórdios dá-nos uma indicação que pode servir como caminho para escapar a este dilema, ao qual o professor Joseph Ratzinger já fez menção em 1972. […] Nas Igrejas locais havia um direito consuetudinário, de acordo com o qual os cristãos que viviam um segundo vínculo [matrimonial], mesmo que o primeiro cônjuge ainda estivesse vivo, depois de um tempo de penitência tinham à sua disposição […] não um segundo matrimónio, mas – através da participação da comunhão [eucarística] – uma tábua de salvação. […]
[…]
J. Ratzinger sugeriu [em 1972] retomar de maneira nova essa posição de [São] Basílio. Pareceria uma solução apropriada, solução esta que está na base das minhas reflexões.
As conclusões agora apresentadas por Kasper apoiavam-se, de facto, em um nome vultoso. A solução que ele ressuscitava agora tinha o inegável mérito de ter sido já defendida, na década de 70, pelo académico Joseph Ratzinger. O arranjo fora muito bem preparado. Kasper só não contava com um pequeno detalhe: Bento XVI ainda estava vivo, lúcido e não gostou nem um pouco da maneira como o seu artigo (de há mais de quatro décadas) fora citado.

A honestidade intelectual é uma virtude delicada; ela exige que não utilizemos as palavras de terceiros de modo a apresentar um retrato do seu pensamento com o qual eles próprios não concordariam. E, após ter já publicado – enquanto cardeal e enquanto Papa – diversos trabalhos nos quais concluía a respeito da inadmissibilidade da comunhão eucarística aos recasados, Bento XVI não se reconheceu nos textos que escrevera no início dos anos 70, agora requentados para defender uma bandeira com a qual, em absoluto, o antigo Papa não concorda.

E a resposta veio nos últimos dias: o Bispo Emérito de Roma republicou o seu artigo de 1972, com uma retractatio em sua parte final redigida agora em 2014, onde revisa a sua posição anterior. A atitude me surpreendeu por diversos motivos.

Primeiro porque tal não seria a rigor necessário, uma vez que a posição de Bento XVI a respeito do tema era já suficientemente clara a partir dos seus textos posteriores (entre os quais merece menção, para ficar somente em um exemplo, esta carta assinada de próprio punho pelo Card. Ratzinger em 1994). Mas parece que o acadêmico sentiu-se particularmente ofendido com a mera possibilidade de ter o seu nome associado às teses de Kasper e, portanto, julgou oportuno fazer a retratação.

Segundo porque penso que o facto é inédito. Não me recordo de nenhuma outra ocasião em que Bento XVI tenha rechaçado explicitamente as posições que assumira nos anos anteriores ao cardinalato e à presidência da Congregação para a Doutrina da Fé; pelo contrário, já o ouvi até dizer que foi a revista Concilium (de cuja fundação o jovem Ratzinger participou e que se consagrou mais tarde como um famoso veículo de doutrinas pouco católicas) quem mudou de orientação, e não ele próprio. O gesto abre um importante precedente (que era óbvio, mas a respeito do qual não se pode mais, agora, alegar dúvidas): não é possível transpôr acriticamente os antigos escritos do teólogo Ratzinger para os dias atuais, passando por cima dos debates teológicos que se travaram ao longo das últimas décadas e em cujo cerne o autor – primeiro como prefeito do Santo Ofício e, depois, como Papa – ocupou muitas vezes um lugar de indiscutível proeminência.

Terceiro, por fim, porque a decisão de Bento XVI coloca o seu conterrâneo numa verdadeira saia justa. Rompendo o silêncio do seu pontificado emérito, ele desautoriza simultaneamente as teses de Kasper e os expedientes do qual este lançou mão para as fazer valer: tomando importante partido nesta importantíssima discussão contemporânea, não faltou quem dissesse que Bento XVI, agora, provoca uma reviravolta e passa a pautar o Sínodo da Família. Não me parece que tenha sido a atitude mais deferente do mundo; contudo, parece que estamos em uma daquelas situações em que se exige que a defesa categórica da Fé seja colocada acima da polidez política. Que seja bem-vindo o auxílio do Pontífice do passado.

E isso sem falar da humildade necessária para se fazer assim, já no fim da vida, uma retratação pública de repercussão tão ampla: Bento XVI é realmente uma personalidade assombrosa, cuja envergadura intelectual não pode ser posta em dúvida. Nem a sua dedicação à Igreja…! Nem sequer o amor à Verdade que o levou a grafar aquele Cooperatores Veritatis no seu brasão episcopal. Sim, há homens para os quais a Verdade está acima de sua imagem e prestígio pessoais. Que as novas gerações o aprendam deste ancião admirável.

in deuslovult.org


blogger

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Eu não perdi a virgindade quando me casei

Eu não perdi a minha virgindade quando me casei

Eu nunca dei um murro na cara a alguém, mas há alturas em que desejava poder ignorar a virtude do auto-controlo e deixar o meu punho voar.

Alguns meses antes do meu casamento, alguém me perguntou (sabendo que eu tinha 29 anos e era virgem por opção própria): “Então, o teu noivo também é virgem?” Eu respondi “Não”. Ela respondeu, “Bem, ao menos alguém sabe o que é preciso fazer”. Eu fingi não me importar com esta afirmação ridícula e mudei de assunto rapidamente.

Mas...a sério? A sério?! O meu cérebro estava a andar às voltas de raiva e irritação, enquanto a minha vontade fez tudo o que conseguiu para prevenir que a Jackie Francois se tornasse em Jackie Chan.

Aquela resposta estúpida irritou-me a vários níveis.

Primeiro, a Humanidade tem relações sexuais há milhares e milhares de anos. Não é que o mecanismo do sexo seja difícil de dominar, mesmo quando são duas pessoas virgens, que Deus nos livre (note-se o sarcasmo)!

Segundo, pensas mesmo que estou feliz pela primeira experiência de sexo do meu marido ter sido com outra pessoa, permitindo-lhe “praticar”? Hum, vamos aqui pensar por um segundo... NÃO! Eu não conheço nenhuma mulher que só deseja e espera que o seu marido tenha memórias com outra rapariga (ou raparigas) com quem tenha tido uma relação sexual ou um harém de estrelas pornográficas que o tenha excitado. As memórias simplesmente não desaparecem quando se começa a namorar alguém ou quando se põe o anel no dedo ou quando se fazem os votos de casamento. É preciso graça, oração, tempo e às vezes conselho para curar memórias. 

Terceiro, se o meu marido estivesse estado lá para ouvir esta ridícula, insensível e rude “inspiração”, ele teria ficado ainda mais ofendido (e talvez tentado a dar um murro, também). A sua perda de virgindade nunca foi uma coisa de que ele gabasse. De facto, ele partilha o seu testemunho (aqui) e nas conferências que damos juntos sobre o arrependimento e a vergonha que ele sentiu depois daquele momento de fraqueza e luxúria. 

Enquanto que a cultura diz que o sexo não é nada de especial e que às pessoas deve ser feito um “test-drive” antes do casamento, existem muitos bons homens e mulheres católicos que sabem que o sexo é santo e belo e que só merece ser dado ao seu esposo. Aqueles homens e mulheres que tiveram sexo antes do casamento sentiram claramente que perderam a sua virgindade. 

Uma mulher descreveu-o como a perda da inocência. Outra descreveu-o como a perda de uma ideia sobre o é que deveria ter sido ter sexo pela primeira vez quando disse, “Não foi como nos filmes. O meu namorado nem me abraçou depois.” Outras disseram, “Eu senti-me usada.” Outras sentiram a perda do orgulho; eram aquelas que «nunca» iriam cometer o pecado da fornicação. Outras sentiram que tinham perdido a sua dignidade, porque se deram só para ouvirem as palavras “Eu amo-te”, ou “Tu és gira”. A virgindade nunca existiu para ser “perdida”. O sexo não foi criado para ser um erro ou um acto superficial.

Enquanto que o mundo à nossa volta nas televisões, filmes e músicas faz a virgindade parecer ridícula, eu sabia no meu coração que nunca quereria “perder” a minha virgindade com um namorado nalgum dormitório nojento de uma universidade, ou em casa dos pais dele, ou no apartamento dele, só para ter alguma prática para o meu futuro marido. 

Não me foi ensinada a visão 'puritana' de que "o sexo é mau". De facto, aprendi a visão Católica de que o sexo é bom, belo e santo. O sexo é a consumação dos votos de casamento e o corpo está a cumprir a promessa desses votos (mesmo que tu não estejas). Os votos que faz com o coração e a voz no dia do casamento – amar livre, total, fiel e frutuosamente – são expressos mais tarde, nessa noite, com os corpos. O sexo torna os votos encarnados. Logo, tecnicamente, não estás casado se não consumares o matrimónio sacramental, porque os votos ainda não foram plenamente cumpridos com o corpo.

É por isso que na minha noite de núpcias eu não «perdi» a minha virgindade. Eu livremente escolhi dar-me – corpo, mente, coração e alma – ao meu marido que prometeu amar-me “até que a morte nos separe”. Definitivamente não senti vergonha nem perda. Não me senti mal nem conspurcada. Eu senti-me bela e santa e inocente como uma criança. E o meu marido? Aposto que sentiu o mesmo. Mesmo que a virgindade tenha sido «perdida» no passado, continua a ser possível, com a Reconciliação e a graça de Deus, conseguir pela primeira vez, dar-se livre, total, fiel e frutuosamente. E acredite: quando o sexo inclui todas estas coisas, é quando se sabe realmente o que se está a fazer.

Jackie Angel in jackieandbobby.com



blogger