Enquanto o Ocidente se preocupa em atacar a família, aprovando o "casamento" entre pessoas do mesmo sexo e divulgando a bandeira com as cores do arco-íris, a Rússia anuncia uma nova bandeira de apoio à 'família natural'. Além do Pai e da Mãe são apresentados 3 filhos, representando o crescimento populacional, marca das civilizações saudáveis. Não é difícil perceber qual dos modelos de sociedade terá mais futuro.
sábado, 11 de julho de 2015
quinta-feira, 9 de julho de 2015
Papa João Paulo II contra a Teologia da Libertação
Uma história dos primeiros anos do Opus Dei
Texto escrito por Pedro Casciaro, um dos primeiros membros do Opus Dei. Na altura era um jovem estudante de arquitectura de 21 anos e vivia o seu primeiro ano numa residência da Obra.
"Um dia, nos começos de 1936, perguntei ao Padre quantos éramos ao todo e qual o lugar que eu ocupava. Ao notar a falta de humildade que transparecia da minha pergunta, o Padre deu-me uma resposta que, mais do que desconcertar-me, me impressionou. Disse-me mais ou menos o seguinte:
- Nas minhas visitas aos hospitais de Madrid, encontrei, conheci intimamente e dirigi muitas almas de doentes graves e incuráveis. Alguns - homens e mulheres - entenderam perfeitamente qual é a finalidade da Obra de Deus. Uns ofereceram as suas dores e a sua morte para que a Obra fosse para a frente; outros não só ofereceram esses sofrimentos, mas quiseram oferecer-se eles próprios ao Senhor, oferecer-lhe esse pouco de vida terrena que ainda lhes restava: e eu os recebi na Obra... Lembro-me de um homem jovem que tinha boa saúde e não só boa saúde, mas uma boa posição social e económica. Chamava-se Luís Gordon. Mas o Senhor levou-o inesperadamente para junto de Si.
Não me lembro das suas palavras textuais: mas foi isso, substancialmente, o que me disse. Continuou a falar-me de Luís Gordon, um jovem engenheiro industrial que falecera em 5 de Novembro de 1932. Talvez o Senhor tivesse querido levá-lo - comentou-me - para que a Obra nascesse numa pobreza real, sem meios económicos próprios, que nunca os terá. Ele já tinha herdade uma boa fortuna, que quis deixar para a Obra, mas eu - seguindo um impulso interior - dissuadi-o.
Anos mais tarde, pensei que, se o Padre não se tivesse oposto a que a Obra recebesse aquela herança, não teríamos sofrido os apertos económicos que passamos em Ferraz, nem os que vieram depois. Mas também não teríamos conhecido aquela extrema pobreza, que foi para nós uma escola rica de virtudes."
Pedro Casciaro in Sonhai e ficareis aquém
terça-feira, 7 de julho de 2015
A família é o hospital mais próximo - Papa Francisco
No segundo dia da visita ao Equador, o Santo Padre fez uma homilia belíssima sobre a família, tendo por base o papel de Nossa Senhora nas Bodas de Caná:
Maria está atenta, está atenta naquelas bodas já iniciadas, é solícita pelas necessidades dos esposos. Não Se fecha em Si mesma, não Se encerra no seu mundo; o seu amor fá-La «ser para» os outros. Nem procura as amigas para comentar o que se está a passar e criticar a má preparação das bodas. E como está atenta, com a sua discrição dá-Se conta de que falta o vinho. O vinho é sinal de alegria, de amor, de abundância. Quantos dos nossos adolescentes e jovens percebem que, em suas casas, há muito que não existe desse vinho! Quantas mulheres, sozinhas e tristes, se interrogam quando foi embora o amor, quando o amor se diluiu da sua vida! Quantos idosos se sentem deixados fora da festa das suas famílias, abandonados num canto e já sem beber do amor diário dos seus filhos, dos seus netos, dos seus bisnetos. A falta desse vinho pode ser efeito também da falta de trabalho, das doenças, situações problemáticas que as nossas famílias atravessam em todo o mundo.
Maria não é uma mãe «reclamadora», nem uma sogra que espia para se consolar com as nossas inexperiências, os nossos erros ou descuidos. Maria, simplesmente, é mãe! Permanece ao nosso lado, atenta e solícita. É belo escutar isto: Maria é mãe! Tendes coragem para o dizer todos juntos comigo? Então: Maria é mãe! Outra vez: Maria é mãe! Outra vez: Maria é mãe!
Maria, porém, no momento em que constata que falta o vinho, dirige-Se com confiança a Jesus: isto significa que Maria reza. Vai ter com Jesus, reza. Não vai ao chefe de mesa; apresenta a dificuldade dos esposos directamente a seu Filho. A resposta que recebe parece desalentadora: «E que tem isso a ver contigo e comigo? Ainda não chegou a minha hora» (v. 4). Mas, entretanto, já deixou o problema nas mãos de Deus. A sua aflição com as necessidades dos outros apressa a «hora» de Jesus.
E Maria é parte desta hora, desde o presépio até à cruz – Ela soube «transformar um curral de animais na casa de Jesus, com uns pobres paninhos e uma montanha de ternura» (EG286), e recebeu-nos como filhos quando uma espada Lhe trespassava o coração –, Maria ensina-nos a deixar as nossas famílias nas mãos de Deus; ensina-nos a rezar, acendendo a esperança que nos indica que as nossas preocupações também preocupam a Deus.
E, rezar, arranca-nos sempre do perímetro das nossas preocupações, fazendo-nos transcender aquilo que nos magoa, o que nos agita ou o que nos faz falta a nós mesmos, e nos ajuda a colocarmo-nos na pele dos outros, calçarmos os seus sapatos. A família é uma escola onde a oração também nos lembra que há um nós, que há um próximo vizinho, patente: que vive sob o mesmo tecto, que compartilha a vida e está necessitado.
E, finalmente, Maria actua. As palavras «fazei o que Ele vos disser» (v. 5), dirigidas aos serventes, são um convite dirigido também a nós para nos colocarmos à disposição de Jesus, que veio para servir e não para ser servido. O serviço é o critério do verdadeiro amor. Aquele que ama serve, põe-se ao serviço dos outros. E isto aprende-se especialmente na família, onde nos tornamos servidores uns dos outros por amor. Dentro da família, ninguém é descartado; todos valem o mesmo.
Lembro-me que uma vez perguntaram à minha mãe qual dos cinco filhos – nós somos cinco irmãos – qual dos cinco filhos amava mais. E ela disse [mostra a mão]: como os dedos, se me picam este dói-me o mesmo que se me picam outro. Uma mãe ama seus filhos como são. E, numa família, os irmãos amam-se como são. Ninguém é descartado.
Lá, na família, «aprende-se a pedir licença sem servilismo, a dizer “obrigado” como expressão duma sentida avaliação das coisas que recebemos, a dominar a agressividade ou a ganância; lá se aprende também a pedir desculpa quando fazemos algo de mal, quando nos ofendemos. Porque, em toda a família, há ofensas. O problema é depois pedir perdão. Estes pequenos gestos de sincera cortesia ajudam a construir uma cultura da vida compartilhada e do respeito pelo que nos rodeia» (LS 213).
A família é o hospital mais próximo, quando uma pessoa está doente cuidam-na lá enquanto se pode. A família é a primeira escola das crianças, é o grupo de referência imprescindível para os jovens, é o melhor asilo para os idosos. A família constitui a grande «riqueza social», que outras instituições não podem substituir, devendo ser ajudada e reforçada para não perder jamais o justo sentido dos serviços que a sociedade presta aos seus cidadãos. Com efeito, estes serviços que a sociedade presta aos cidadãos não são uma espécie de esmola, mas uma verdadeira «dívida social» para com a instituição familiar, que é a base e que tanto contribui para o bem comum de todos.
A família também forma uma pequena Igreja – chamamo-la «Igreja doméstica» – que, juntamente com a vida, canaliza a ternura e a misericórdia divina. Na família, a fé mistura-se com o leite materno: experimentando o amor dos pais, sente-se mais perto do amor de Deus.
E, na família – disto todos somos testemunhas -, os milagres fazem-se com o que há, com o que somos, com aquilo que a pessoa tem à mão. Muitas vezes não é o ideal, não é o que sonhamos, nem o que «deveria ser». Há qui um detalhe que nos deve fazer pensar: o vinho novo, o vinho melhor, como o designa o mestre de mesa nas bodas de Caná, nasce das talhas de purificação, isto é, do lugar onde todos tinham deixado o seu pecado… Nasce do «piorzinho», porque «onde abundou o pecado, superabundou a graça» (Rm 5, 20). E na família de cada um de nós e na família comum que todos formamos, nada se descarta, nada é inútil.
O resto pode ser lido aqui: Homilia no Parque dos Samanes, Guayaquil, Equador
O Papa Bento XVI e a Missa Antiga
Há 8 anos, a 7 de Julho de 2007, o Papa Bento XVI trazia a público o Motu Proprio Summorum Pontificum, onde explica que a Forma Extraordinária do Rito Romano nunca foi ab-rogada, nem o poderia ser, e que continua a poder ser celebrada publicamente, tal como a Forma Ordinária (nascida da reforma do Papa Paulo VI em 1970).
A Missa Antiga ou Missa Tridentina ou Missa em Latim ou Forma Extraordinária do Rito Romano é a forma como a Missa foi celebrada neste Rito (que é o nosso) desde há cerca de 1500 anos a esta parte.
Este vídeo foi filmado na Igreja da Encarnação em Tampa, Florida (Estados Unidos da América)
segunda-feira, 6 de julho de 2015
Laura Antonelli, uma actriz destravada
Fiquei
surpreendido de encontrar em jornais católicos, de Itália e de outros países, a
notícia da morte de Laura Antonelli, no passado 22 de Junho. Não era uma actriz
escandalosa?!
![]() |
| Laura Antonelli, outrora a actriz mais bem paga, a rainha do «jet set». |
Bem, o
mundo dá muitas voltas. A beleza de outrora perdera-se um pouco, por causa de uma
operação plástica que correu mal, mas o interessante foi que trocou de amigos. Cortou
com a pandilha dos anos frenéticos e ficaram outras pessoas, em quem ela não
tinha reparado. Eram os da paróquia, a sua paróquia, nos arredores de Roma. Nos
últimos anos, já não atendia mais ninguém, somente o pároco, o irmão que vive
no Canadá, os amigos da paróquia e dois actores dos antigos tempos, também eles
mudados. Laura Antonelli distribuiu a fortuna que lhe restava e vivia com o
mínimo. Não tinha televisão, o seu contacto com o mundo exterior era apenas a
Radio Maria.
A Radio
Maria começou em 1987 como uma antena paroquial e, pouco a pouco, alargou o seu
raio de acção, divulgando orações, programas de catequese e informações sobre a
Igreja.
Um dos
actores com quem manteve contacto depois dos tempos das filmagens foi Lino
Banfi: «Laura era uma mulher que se dava com toda a gente, divertida,
auto-irónica, sempre com a piadinha pronta, era uma grande amiga». «Metíamo-nos
com ela: “não contas até 10 antes de te lançares a qualquer coisa, só até 3...”,
era uma pessoa sem regras, fiava-se dos outros e muitas vezes era gente
desastrosa». Os últimos anos de Laura foram de má saúde e dificuldades
económicas. Banfi conta que no fim de uma das últimas visitas lhe deixou um
pacotinho de notas: «Dois minutos depois vi que dava uma grande parte a uma rapariga
que estava lá em casa. Disse-lhe: “Laura, eu dei-te esse dinheiro porque tens
mesmo necessidade”. Respondeu-me que havia quem tivesse mais necessidade do que
ela. Era assim a Laura».
O outro
contacto com o antigo mundo do cinema era a Claudia Koll, também ela uma
ex-actriz atrevida, que recorda: «Tínhamos muito em comum: ambas tínhamos sido
actrizes, belas, e num certo período da nossa vida tínhamos encontrado Deus. A
Laura tinha encontrado a Fé e rezava o dia todo, sintonizada com a Radio Maria.
Ofereci-lhe um quadro de Cristo. Noutro momento, levei-lhe um calendário das nossas
Missões em África». Por sugestão de Claudia, Laura tinha começado a escrever a
história da sua conversão.
Aliás, o
percurso da própria Claudia Koll também dava um livro. Actualmente, forma
actores e promove espectáculos com intuitos de evangelização, mas dedica a
maior parte do tempo a ajudar crianças com Sida, em África. Começou assim:
«Um dia,
entrei numa igreja em Roma. Queria que Deus me ajudasse. Aproximou-se um padre
e perguntou: “Que queres de Deus?” Eu respondi: “Nada, sou uma pecadora”.
Fez-me o sinal da cruz e senti o coração transformar-se. Dobraram-se-me os
joelhos, tive que me sentar, comecei a chorar... Era a resposta de Deus».
Poucos
dias antes da morte de Laura Antonelli, a homilia do Papa Francisco tinha sido sobre
guardar o coração para amar Deus com todas as forças. «Temos de estar atentos,
para quando Deus passa pelo nosso coração», para isso é preciso «guardar o
coração», «afastar todo aquele ruído que não vem do Senhor», ter «um coração
livre das más paixões», «um coração guardado pela humildade, pela mansidão...»,
«um coração aberto ao Senhor que passa».
Lembrou-me
aquela história contada por Mariano Fazio no livro que escreveu, de jacto,
quando o Cardeal Bergoglio foi eleito (intitulado «O Papa Francisco – Chaves do
seu pensamento»):
«Numa
dessas visitas, quando lhe falei de um filme, contou-me que, há muitos anos, na
véspera da festa de Nossa Senhora das Mercês, estava a ver televisão com outras
pessoas quando apareceu um programa inconveniente. Naquele momento, prometeu a
Nossa Senhora nunca mais ver televisão. Cumpriu a promessa e só via alguma
notícia quando os seus colaboradores lhe diziam que era importante. Preferia
informar-se pelos jornais».
José Maria André in Correio dos Açores, Verdadeiro Olhar (5-VII-2015)
[negritos Senza Pagare]
[negritos Senza Pagare]
domingo, 5 de julho de 2015
Não se pode desprezar o homem... mesmo num discurso «verde»
O ambiente humano e o ambiente natural degradam-se em conjunto; e não podemos enfrentar adequadamente a degradação ambiental, se não prestarmos atenção às causas que têm a ver com a degradação humana e social. (...)
Gostaria de assinalar que muitas vezes falta uma consciência clara dos problemas que afectam particularmente os excluídos. Estes são a maioria do planeta, milhares de milhões de pessoas. Hoje são mencionados nos debates políticos e económicos internacionais, mas com frequência parece que os seus problemas se coloquem como um apêndice, como uma questão que se acrescenta quase por obrigação ou perifericamente, quando não são considerados meros danos colaterais. (...)
Esta falta de contacto físico e de encontro, às vezes favorecida pela fragmentação das nossas cidades, ajuda a cauterizar a consciência e a ignorar parte da realidade em análises tendenciosas. Isto, às vezes, coexiste com um discurso «verde».
Gostaria de assinalar que muitas vezes falta uma consciência clara dos problemas que afectam particularmente os excluídos. Estes são a maioria do planeta, milhares de milhões de pessoas. Hoje são mencionados nos debates políticos e económicos internacionais, mas com frequência parece que os seus problemas se coloquem como um apêndice, como uma questão que se acrescenta quase por obrigação ou perifericamente, quando não são considerados meros danos colaterais. (...)
Esta falta de contacto físico e de encontro, às vezes favorecida pela fragmentação das nossas cidades, ajuda a cauterizar a consciência e a ignorar parte da realidade em análises tendenciosas. Isto, às vezes, coexiste com um discurso «verde».
Papa Francisco, Laudato Si 48., 49.
sábado, 4 de julho de 2015
10 formas radicais para os Católicos salvarem o Casamento
Não tenham dúvidas sobre isto. A legalização do casamento de pessoas do mesmo sexo vai mudar o estatuto legal do casamento tradicional. Isto vai acontecer nos tribunais nos próximos anos.
Vale a pena salvar o Matrimónio Católico?
O casamento entre pessoas do mesmo sexo vai-se tornar um tema não discutível de direitos civis, de tal forma que todas as instituições não lucrativas, escolas privadas e igrejas que rejeitem o casamento entre pessoas do mesmo sexo vão perder permanentemente o seu estatuto de isenção de impostos e vão enfrentar penalizações legais.
Gostam do vosso colégio Católico privado? Vai ser fechado pelo seu "fanatismo". Querem mandar os vossos filhos para Universidade dos Franciscanos? Vai perder a sua acreditação, os privilégios de empréstimos estatais e o estatuto de associação não-lucrativa. Vai-se arruinar. Dêem-lhe tempo.
Já tenho a vossa atenção? Boa. Está na altura de nos tornarmos Macabeus em relação ao Matrimónio. Portanto aqui está o plano pelo qual temos que lutar:
10 maneiras com que os Católicos podem salvar o Matrimónio:
- Comecem a usar o termo "Santo Matrimónio" e usem sempre esse termo. Sim, não precisam de autorização. É com S maiúsculo e M maiúsculo. A palavra "santo" é importanto e "matrimónio" tem a sua etimologia na palavra do Latim mater, que significa "mãe". Matrimónio significa procriação de bébés e torna as mulheres em "mães". Santo Matrimónio. Certo?
- Temos que encorajar a Igreja Católica a declarar oficialmente ex cathedra que o nosso Santo Matrimónio é um sacramento entre um homem e uma mulher que está acima da ordem natural do governo e que é ratificado e regulado apenas pela Igreja Católica. Sim, isto já é o ensinamento da Igreja, mas precisamos de nos tornar vocais em relação a isso e torná-lo claro como o dia.
- A Igreja Católica devia considerar todos os casamentos no Ocidento como "dúbios" visto que a maior parte das pessoas casadas não têm uma intenção formal e material. Quem não é Católico praticante entra numa relação chamada "casamento" que não corresponde à definição Cristã tradicional que assegura a monogamia, procriação e heterossexualidade. Se o Bob e a Sue se "casam" na Igreja Episcopaliana [=Anglicana] hoje em dia, a sua visão do casamento pode incluir, e provavelmente é assim, o divórcio "sem-culpa" no caso de "não funcionar", a necessidade da contracepção e uma definição de casamento que inclui a homossexualidade. Falta-lhes uma intenção séria e portanto o casamento é dúbio e pronto para ser considerado nulo. (Já agora, esta é a forma teologicamente correcta para os Católicos (alemães) liberais permitirem mais casamentos nulos e encontrarem uma solução sem alterar a teologia Católica do Santo Matrimónio.)
- A Igreja Católica tem presumido, tradicionalmente e caritativamente, que os casamentos Protestantes são válidos e até sacramentais. A Igreja Católica devia rescindir desta presunção visto que a maior parte das denominações Protestantes acreditam no divórcio e em recasamento... e agora no casamento entre pessoas do mesmo sexo. Aquilo que eles chamam "casamento" não é o que os Católicos querem dizer com "Santo Matrimónio."
- Todos os cursos de preparação para o casamento (CPM) deviam acabar com uma gravação de vídeo do noivo e da noiva em que ambos articulam pessoalmente o ensinamento Católico sobre o matrimónio, a monogamia, a indissolubilidade, a procriação e contracepção e a heterossexualidade. Isto será útil no futuro se um dos noivos quiser considerar nulo o casamento. A diocese podem simplesmente ir buscar o vídeo e dizer "Bem, aqui está você a ser filmado 3 semanas antes do casamento e está a descrever racionalmente o sacramento Católico do casamento e a articular o seu inteiro consentimento a entrar nele com a sua esposa. Por isso, explique-nos lá outra vez porque pensa que não está realmente casado?" Este vídeo também demonstra que o diácono ou sacerdote preparou adequadamente o homem e a mulher para o Santo Matrimónio.
- O sexo ocasional antes do casamento devia ser visto como um impedimento para o Santo Matrimónio. O Santo Matrimónio é um santo sacramento e uma vocação espiritual. Não podem estar a entrar em pecado mortal enquanto se preparam para este estado de santidade. Que aconteceria se um Seminarista começasse a celebrar Missas e a ouvir confissões antes da sua ordenação? Seria expulso. Mas então e se o seminarista dissesse, "Sim, mas eu tinha que tentar para ver se era compatível." Desculpe. Expulso na mesma. Não é digno de ser padre. No entanto, porque é que somos tão preguiçosos e lento no que toca ao outro sacramento vocacional?
- Ganhar novamente o Santo Matrimónio como um acontecimento da igreja e isto significa que temos que nos distanciar da pompa pós-festa, flores, bolo, convidados, etc. O Santo Matrimónio devia parecer-se mais sóbrio como uma ordenação sacerdotal e menos como uma festa de 18 anos ou com um baile de finalistas. o Santo Matrimónio não é uma parada narcisista das princesas e suas mães. É um sacramento. Agarrem-no.
- Primeiro, temos que desligar o casamento civil do Santo Matrimónio Sacramental. Isto pode ser feito de duas formas. Primeiro, os sacerdotes podem deixar de servir como ministros do estado ao administrar o matrimóno, como está a fazer este padre Ortodoxo Oriental. Segundo, precisamos de acordos civis agressivos pré-nupciais que assegurem a monogamia e o casamento tradicional. Porquê? Porque os fundamentos legais do casamento civil foram removidos. Uma mulher pode cometer adultério contra o seu marido com 50 homens diferentes e depois pedir divórcio... e o pobre marido ainda tem lhe que pagar uma pensão! Porquê? Porque os tribunais americanos não acreditam que o casamento é um contracto monogâmico. Num estudo de 566 casais gayn, apenas 45% prometeram ser sexualmente monogâmicos. David Nimmons cita estudos que mostram que 75% de casais de homens gays estão numa relação aberta. Ah, e o NYTimes está a citar estes factos como formas de que os casais homossexuais podem ajudar a "inovar" uma nova forma de casamento para os casamentos heterossexuais. Queremos assegurar a monogamia no casamento se queremos salvar a instituição. Devia haver um acordo pré-nupcial para ambos os noivos a dizer, "Esta é uma ligação monogâmica, exclusiva e sagrada e é apenas dissolúvel com a morte de um dos esposos. Se for infiel e cometer adultério, não recebe nada do outro esposo se pediro um divórcio civil. Nada."
- Agarrem-se ao vosso vocabulário Católico. Se têm um colega gay que é "casado" não chamem ao seu parceiro um "marido" e não chamem à sua união um "matrimónio." Também não chamariam "uma Missa" a uma celebração Protestante nem "sacerdote" ou "Padre" ao Reverendo Jesse Jackson. Também não "Católico" a um Luterano, mesmo que ele diga que seja. Desculpem, tenho que ser fiel aos meus princípios. Se for despedido, que seja. Se não seguirmos a nossa consciência seremos miseráveis.
- Não vão a casamentos que não são mesmo casamentos. Quando o juiz ou ministro diz "Há alguma razão pela qual estes dois não se devam casar? Falem agora ou calem-se para sempre," estão moralmente obrigados como cidadãos patriotas da vossa comunidade e como Cristãos baptizados a falar e a dizer. Se não querem estar nessa estranha situação, não vão!
por Dr. Taylor Marshall
Nota do blog Senza: Ao publicar este post não estamos a fazer integralmente nossas estas opiniões, mas apenas a partilhá-las porque contêm ideias e argumentos muito interessantes. Estamos convictos que a forma mais eficaz de salvar o casamento é através da conversão pessoal, da oração e do sacrifício, e da fidelidade àquilo que acreditamos com certeza ser a Verdade.
sexta-feira, 3 de julho de 2015
5 conselhos do Papa Francisco sobre internet e televisão
Durante um recente encontro com os jovens em Sarajevo, o Papa Francisco falou com eles sobre a televisão e os novos meios de comunicação: computador, tablets, telemóveis... E deu uma série de conselhos.
1. Deitar livros fora, mudar de canal. “Na época da imagem há que fazer o que se fazia na época dos livros: escolher o que me faz bem". Por isso, “há que saber escolher os programas, e esta é uma responsabilidade nossa. Se vejo que um programa não é bom para mim, que deita por terra os valores, que me torna vulgar, ou que contém cenas desonestas, tenho que mudar de canal. Como se fazia na minha época 'da lousa': quando um livro era bom, lia-se; quando um livro fazia mal, deitava-se fora".
2. Fugir de ser escravos do computador. Cuidado com “a fantasia má, a fantasia que mata a alma. Se tu, que és jovem, vives ligado ao computador e te convertes num escravo do computador, perdes a liberdade. E se procuras no computador programas desonestos, perdes a dignidade". Tanto na televisão como na internet “há coisas sujas, que vão da pornografia à semi-pornografia".
3. Não à televisão-lixo. Atenção também “aos programas vazios, sem valores; por exemplo, programas relativistas, hedonistas, consumistas, que fomentam todas essas coisas. Nós sabemos que o consumismo é um cancro da sociedade. Falarei disso na próxima Encíclica, que sairá este mês".
4. Computadores e televisões, num lugar comum da casa. “Há pais muito preocupados que não permitem que haja computadores nos quartos das crianças; os computadores devem estar num lugar comum da casa. Estas são pequenas ajudas que os pais encontram" para evitar que os filhos se exponham a todo este tipo de material.
5. Não comer em família com o telemóvel. “Estar demasiado apegado a computadores, telemóveis, etc. faz mal à alma e retira a liberdade: faz-te escravo desses meios. É curioso, em muitas famílias os pais e as mães dizem-me: estamos à mesa com os filhos e eles, com o telemóvel, estão noutro mundo".
* * *
“É verdade que a linguagem virtual é uma realidade que não podemos negar; devemos levá-la pelo bom caminho, porque é um progresso da humanidade. Mas quando nos leva para fora da vida em comum, da vida familiar, da vida social e também do desporto, da arte... e ficamos presos ao computador, isso é uma patologia".
in opusdei.pt
quinta-feira, 2 de julho de 2015
Eu, pecador, me confesso...directamente a Deus
A confissão, que decidiu a conversão de Chesterton, é a jubilosa expressão do amor de Deus porque, diz este autor, “a alegria, que era pequena publicidade do pagão, é o gigantesco segredo do cristão".
O João, jovem universitário, veio ter comigo para me dizer que não quer confessar-se a um padre, porque acha que não é necessário fazê-lo, para obter o perdão divino. Prefere reconciliar-se directamente com Deus. Afinal, não está Ele em toda a parte?! E não sabe já todos os nossos pecados?
Razão não lhe faltava e, por isso, concordei com ele:
– Tens toda a razão! Eu também acho o mesmo e, por isso, não me confesso a nenhum padre! Era o que mais faltava! Aliás, que sentido faria estar eu a dizer os meus pecados a uma pessoa que nem sequer ofendi?! Além do mais – e sei do que falo, porque eu próprio sou padre e sou pecador! – os padres nem sempre são os melhores cristãos. Eu confesso-me sempre directamente a Deus. Nunca me confessaria a um padre!
O João ficou perplexo com a resposta mas, na dúvida, perguntou-me:
– Mas, nunca se confessa a um padre?! Então a quem se confessa?
– Pois a Deus, directamente, como tu dizes e dizes muito bem. E pelas tuas mesmas razões! Nem outra coisa faz sentido, acho eu.
– Mas – alvitrou, ainda temeroso, o jovem universitário – não é isso que a Igreja ensina ou, pelo menos, a grande maioria dos padres dizem!
– Nisso estás tu muito enganado. Todos dizemos o mesmo e todos reproduzimos fielmente a doutrina da Igreja que, sobre este particular, não deixa lugar para dúvidas. Tu é que ainda não percebeste que o que desejas é o que a Igreja te oferece, ou seja, a confissão directamente com Deus!
– Como assim, se a confissão individual, para que seja válida, requer sempre o recurso a um confessor?!
– Diz-me primeiro: como falas tu com a tua namorada, a Mónica, que está a fazer Erasmus, na Bélgica?
– Pelo Skype, ou, se for muita a urgência, pelo telemóvel.
– Mas falas directamente com ela?
– Sim claro, é com ela que eu falo, embora através de um instrumento.
– Não falas com o Skype, nem com o telemóvel, não é verdade? Não começas as tuas conversas com ela cumprimentando o Skype, ou o telemóvel, pois não?
– Claro que não! Seria absurdo! Não falo com o Skype, nem com o telemóvel, apenas me sirvo deles para falar directamente com a Mónica!
– Pois, João, é isso mesmo! É o que acontece cada vez que me confesso: falo directamente com Deus, é a Ele e só a Ele que eu conto os meus pecados, porque também só Ele me pode perdoar. Faço-o também através de um instrumento, neste caso humano, que é o confessor. Mas não é a ele que me confesso, embora seja através dele que a minha contrição chega a Deus e o perdão de Deus chega a mim, pela absolvição sacramental.
– Mas, não seria muito melhor se o perdão divino nos chegasse sem necessidade de recorrer a um ser humano?!
– Mas, se fosse como dizes, como é que alguém, mesmo que verdadeiramente arrependido, poderia ter a certeza do perdão de Deus?! Não seria angustiante ficar sem saber se tinha sido, ou não, perdoado?! Não é reconfortante saber que o confessor, precisamente por que é também um pecador, nos compreende, por graves que sejam as nossas faltas?
– Tem razão, assim é mais fácil porque, quem nos ouve em confissão, sabe, por experiência própria, do que nos acusamos …
A conversa não ficou por aqui, mas o João já se confessa directamente a Deus. Disse-me, da última vez, que é como falar com a Mónica, mas com a vantagem de que, na Igreja, há sempre rede e é de graça! Pois é, é graça de Deus … que tem imensa graça! A confissão, que decidiu a conversão de Chesterton, é a jubilosa expressão do amor de Deus porque, segundo este autor, “a alegria, que era pequena publicidade do pagão, é o gigantesco segredo do cristão”.
Pe. Gonçalo Portocarrero de Almada in Observador
Nunca te cales por preguiça, comodismo ou cobardia
quarta-feira, 1 de julho de 2015
Os três mortos - Santo Agostinho
No Evangelho (S. Lucas 7, 11-17) encontramos três mortos ressuscitados pelo Senhor de forma visível, e milhares de forma invisível. A filha do chefe da sinagoga (Mc 5,22ss), o filho da viúva de Naim e Lázaro (Jo 11) são símbolo dos três tipos de pecadores ainda hoje ressuscitados pelo Senhor. A menina ainda se encontrava em casa de seu pai, o filho da viúva já não estava em casa da sua mãe, mas também ainda não estava no túmulo, e Lázaro já estava sepultado.
Assim, há pessoas com o pecado dentro do coração mas que ainda não o cometeram. Tendo consentido no pecado, ele habita-lhes a alma como morto, mas não saiu ainda para fora. Ora, acontece amiúde aos homens esta experiência interior: depois de terem escutado a palavra de Deus, parece-lhes que o Senhor lhes diz: «Levanta-te!» E, condenando o consentimento que dantes haviam dado ao mal, retomam fôlego para viver na salvação e na justiça.
Outros, após aquele consentimento, partem para os actos, transportando assim o morto que traziam escondido no fundo do coração para o expor diante de todos. Deveremos desesperar deles? Não disse o Salvador ao jovem de Naim: «Eu te ordeno: Levanta-te!»? Não o devolveu a sua mãe? O mesmo acontece a quem actuou desse modo: tocado e comovido pela Palavra da Verdade, ressuscita à voz de Cristo e volta à vida. É certo que deu mais um passo na via do pecado, mas não pereceu para sempre.
Já aqueles que se embrenham nos maus hábitos, ao ponto de perderem a noção do próprio mal que cometem, procuram defender os seus maus actos e encolerizam-se quando alguém lhos censura. A esses, esmagados pelo peso do hábito de pecar, albergam as mortalhas e os túmulos e cada pedra colocada sobre o seu sepulcro mais não é do que a força tirânica desse mau uso que lhes oprime a alma e não lhes permite, nem levantar-se, nem respirar.
Por isso, irmãos caríssimos, façamos de tal modo que quem vive viva, e quem está morto volte à vida e faça penitência. Os que vivem conservem a vida, e os que estão mortos apressem-se a ressuscitar.
in Sermão 98
terça-feira, 30 de junho de 2015
Amor e Orgulho
Fala-se nestes dias muito de amor de tal forma ensurdecedora que não o reconheço.
O amor, na minha experiência, não é orgulho mas discrição, dá-se sem se querer fazer notar todos os dias, a cada dia, em cada gesto, em todos os gestos.
O amor é mais trabalho que festa. É trabalho que é festa.
O amor é mais pequeno que grande. Quando mais pequeno, mais grande fica.
O amor é humilde. Não exige direitos, não dá opinião, não argumenta, não quer ter razão.
O amor silencia e não exalta. É mais silêncio que palavra.
O amor é ordeiro. É acção ponderada e livre, é escolha e compromisso, é obediência.
O amor é sacrifício, tantas vezes pouco colorido e difícil de viver.
O amor é paciente. Encontra, conhece, espera e aprende.
O que for que se anda a festejar, se é amor, não o reconheço.
Inês Dias da Silva in Povo
segunda-feira, 29 de junho de 2015
"A Igreja é só e unicamente de Cristo" - Papa Francisco
Ao longo da história,
quantas forças procuraram – e procuram – aniquilar a Igreja, tanto a partir do
exterior como do interior, mas todas foram aniquiladas e a Igreja permanece
viva e fecunda! Inexplicavelmente, permanece firme para poder – como diz São
Paulo – aclamar, «a Ele, a glória pelos séculos dos séculos» (2 Tm 4, 18).
Tudo passa, só Deus resta. Na
verdade, passaram reinos, povos, culturas, nações, ideologias, potências, mas a
Igreja, fundada sobre Cristo, não obstante as inúmeras tempestades e os nossos
muitos pecados, permanece fiel ao depósito da fé no serviço, porque a Igreja
não é dos Papas, dos Bispos, dos padres e nem mesmo dos fiéis; é só e
unicamente de Cristo. Só quem vive em Cristo promove e defende Igreja com a
santidade da vida, a exemplo de Pedro e Paulo.
Em nome de Cristo, os crentes
ressuscitaram os mortos; curaram os enfermos; amaram os seus perseguidores;
demonstraram que não existe uma força capaz de derrotar quem possui a força da
fé!
Amar o Papa cada dia com mais amor - S. Josemaria
Ama, venera, reza, mortifica-te – cada dia com mais amor – pelo Romano Pontífice, pedra basilar da Igreja, que prolonga entre todos os homens, ao longo dos séculos e até ao fim dos tempos, aquele trabalho de santificação e governo que Jesus confiou a Pedro. Forja, 134
A nossa Santa Mãe a Igreja, em magnífica extensão de amor, vai espalhando a semente do Evangelho por todo o mundo. De Roma à periferia. Ao colaborares nessa expansão, pelo orbe inteiro, leva a periferia ao Papa, para que a terra toda seja um só rebanho e um só Pastor: um só apostolado! Forja, 638
Oferece a oração, a expiação e a acção por esta finalidade: «ut sint unum!», para que todos os cristãos tenham uma mesma vontade, um mesmo coração, um mesmo espírito: para que «omnes cum Petro ad Iesum per Mariam!», todos, bem unidos ao Papa, vamos a Jesus, por Maria. Forja, 647
Maria, na verdade, edifica continuamente a Igreja, reúne-a, mantém-na coesa. É difícil ter autêntica devoção à Virgem sem nos sentirmos mais vinculados aos outros membros do Corpo Místico e também mais unidos à sua cabeça visível, o Papa. Por isso me agrada repetir: Omnes cum Petro ad Iesum per Mariam! – todos, com Pedro, a Jesus, por Maria! E assim, ao reconhecer-nos como parte da Igreja e convidados a sentir-nos irmãos na Fé, descobrimos mais profundamente a fraternidade que nos une à Humanidade inteira, porque a Igreja foi enviada por Cristo a todos os homens e a todos os povos. Cristo que passa, 139
Para mim, depois da Santíssima Trindade e de nossa Mãe a Virgem, vem logo o Papa, na hierarquia do amor. Não posso esquecer que foi S.S. Pio XIl quem aprovou o Opus Dei, quando este caminho de espiritualidade parecia a alguns uma heresia; mas também não esqueço que as primeiras palavras de carinho e afecto que recebi em Roma, em 1946, disse-mas o então Mons. Montini [Papa Paulo VI]. Tenho também muito presente o encanto afável e paternal de João XXIII, de todas as vezes que tive ocasião de o visitar. Uma vez disse-lhe: “Todos, católicos ou não, têm encontrado na nossa Obra um lugar acolhedor: não tive de aprender o ecumenismo com Vossa Santidade ...”. E o Santo Padre João sorriu emocionado. Que quer que lhe diga? Todos os Romanos Pontífices têm tido compreensão e carinho para com o Opus Dei. Temas actuais do cristianismo, 46
domingo, 28 de junho de 2015
A Fé não se pode adaptar à cultura do momento
sábado, 27 de junho de 2015
O Proto-homossexual
Porque a normalização da homossexualidade é a realização da
ideologia heterossexual. “Gay” e “homossexual” não são taxonomias mas
ideologias. Não são orientações mas desorientações: bi-, homo-, ou hétero-,
sexualidade hifenizada faz-nos perder o nosso sentido de direção para o
verdadeiro sexual e as vítimas desta ideologia são as crianças.
As palavras “homossexual” e “heterossexual” são neologismos
do século XIX feitos para separar o romance da responsabilidade e o sexo da
fecundidade. “A heterossexualidade foi feita para servir este fantasioso quadro
de regulação de ideais”, escreve Michael Hannon, resumindo Foucault, “preservar
a proibição social contra a sodomia e outros desenfreios sexuais sem a
necessidade de recorrer à natureza procriadora da sexualidade humana”. O mito
tornou-se um facto, e é por isso que tantos heterossexuais são a favor da
homossexualidade. A homossexualidade ratifica a heterossexualidade.
Os mesmos princípios e práticas que ajudam e estimulam a
ideologia homossexual só validam a ideologia heterossexual: a coabitação, o
divórcio sem culpa, o sexo estéril, a exultação do amor romântico, a história
banal do casal que se revolta contra o mundo para que possam fugir juntos para
o pôr-do-sol, a suposição que ter filhos é um estilo de vida opcional, ou até
mesmo algo que se pode comprar através da adoção ou da fertilização “in vitro”.
Heterossexualidade, eu diria, é na verdade proto-homossexualidade.
O Proto-homossexual
Quem é o Proto-homossexual? É o trovador poeta de França do
século XII idealizando romance e paixão sexual, o Cavaleiro da lenda do Rei
Artur que se compromete a servir a sua senhora com verdade e cortesia como se
ela fosse uma deusa digna de adoração. Ele acredita que o amor erótico é uma
elevada experiência espiritual, a experiência mais elevada. O manual de Andreas
Capellanus diz que o secretismo e o suspense vão reavivar a chama da paixão;
que obrigações familiares e filhos vão sufocá-la. Lancelot e Guinevere traem o
Rei Artur, Tristen e Iseult infringem a lei, Romeu e Julieta ficam malucos e em
nome do “amor”, cada nova aventura, causa uma dor não merecida aos outros. Tudo
isto, claro, matéria-prima para filmes de sucesso e para romances bestseller na América, hoje em dia.
A verdadeira falha em todo o sistema do Amor Cortês é a sua
tendência inerente para a anarquia e o narcisismo. Encontrando-se sozinhos no
escuro, longe das responsabilidades diárias e dos constrangimentos sociais, os
casais não se tentam conhecer realmente um ao outro. O suposto amor um pelo
outro é auto absorvido, a sua vida amorosa é pouco mais do que masturbação
mútua. Com a imagem lisonjeira que vêm nos olhos um do outro, eles imaginam-se
idênticos. O heterossexual, que é o proto-homossexual, olha para a sua amada
como se estivesse a ver o seu reflexo na água.
O narcisismo proto-homossexual, o seu sentimento elevado de
si mesmo, leva-o a acreditar que a força irresistível a que chama “amor” é
intrinsecamente enobrecedor e que as suas relações não precisam de nada a não
ser de consentimento mútuo. Mas a sua paixão só o impulsiona ao engano é à
crueldade não intencionada- para a sua amada, para a própria família e para a
dela, para os filhos que eles possam ter e para ele próprio.
Apaixonados que se levantam contra o mundo para se poderem
casar é um cliché muito visto. No entanto, “casamento como revolta” e “sexo
como realização pessoal” mantém-se o estádio inquestionável sobre quem
cortejar, casar ou divorciar. Esta é a casa que construímos para conceber e
criar crianças.
É um “castelo de cartas”. Tendo já derrubado as pressões
sociais e morais da sociedade e erigido um sistema de namoro parecido com a
guerra civil, tendo já privatizado o casamento e tendo-o transformado numa
declaração sobre a liberdade e a preferência erótica- “é a minha escolha, o meu
amor!”- o proto-homossexual fecha as cortinas do seu quarto para encontrar
apenas mais um obstáculo à sua felicidade: a fertilidade.
Muito antes de alguém ter sonhado em normalizar a sodomia, a
ideologia heterossexual sustentou que o sexo devia ser, em primeiro lugar,
recriação. O único problema disto é que o sexo é naturalmente criativo. Mas,
tal como a ideologia heterossexual, a tecnologia também evoluiu: com o latex, os procedimentos cirúrgicos
certos e os químicos, foi-se tornando possível acreditar que o sexo é
essencialmente recriação, uma crença muito acelerada pela pornografia. Duma
simulação da realidade, como a sodomia, a pornografia tira, muito astutamente,
de cena, a fertilidade. O sexo não é sobre um futuro florescimento mas sobre
uma diversão imediata.
(Tem de ser mencionado que a contracepção artificial foi
considerada imoral pelos Cristãos, Protestantes e Católicos do mesmo género, em
todos os sítios e em todos os tempos até à Conferência de Lambeth em 1930.
Dentro de uma única geração a universal e inquebrável ética cristã foi coberta,
sufocada e apagada. A condenação do que Martin Luther King considerava como um
acto “muito mais atroz do que o incesto ou o adultério” é agora visto como um
equívoco católico.)
A pornografia é o desvio, o controlo da natalidade, a
cortina de fumo e o aborto o último recurso. Mas há outro problema. Depois de
fazer as suas declarações e de se ter divertido, o proto-homossexual percebe que
entrou num vínculo indissolúvel.
A ideologia heterossexual levanta uma questão: se o
casamento não é, antes de tudo, uma compreensiva união conjugal, se é um
vínculo sentimental com a tua Pessoa Número Um, porque é que deve ser
permanente? E assim encontramo-nos cara-a-cara com a ideia dos anos 70, o
divórcio sem culpa. Se o teu esposo ganhou peso, se o espirro dele te
envergonha, se o sexo é tépido, se a tua realização pessoal ou a tua felicidade
estão em jogo, podes largá-lo num piscar de olhos. O divórcio sem culpa dá uma
ventilação completa aos valores heterossexuais.
A evolução lenta do heterossexual é, de facto, a urgência do
homossexual. Com a imagem lisonjeira reflectida nos olhos do amado, a
heterossexualidade é só outra versão do Amor de Cortesia. A aceitação cultural
da sodomia, tão obviamente estéril e infrutífera, só legitima a crença de que o
sexo é pura recriação. O “casamento” entre pessoas do mesmo sexo reforça o
sistema do divórcio sem culpa afirmando que o casamento não é, em primeiro
lugar, sobre o compromisso e os filhos, mas sobre a felicidade. Junta-se,
simplesmente, à tradição heterossexual de ver o casamento como uma forma de
revolta.
A alegação de que o comportamento homossexual está errado
seria a realização de outros para um padrão moral ao qual o próprio
comportamento heterossexual não está em conformidade. Bi-, homo-, hétero-,
qualquer forma de sexualidade hifenizada quer a mesma coisa: sexo sem limites
morais ou generativos, relações sem constrangimentos culturais ou familiares. Quem é o proto-homossexual? És tu e sou eu.
A verdadeira vítima
O proto-homossexual coloca o casal contra a sociedade, até
contra a família. Ele faz contraceptivos e pornografia, ele legaliza o aborto e
legisla sobre o divórcio sem culpa e o “casamento” entre homossexuais e quando
acaba com o seu terceiro casamento sente que foi vítima, entre todas as coisas,
de preconceito religioso! Mas quem é a verdadeira vítima da sexualidade
hifenizada?
As verdadeiras vítimas da sexualidade hifenizada não são as 'lobistas' lésbicas ou os gays. As verdadeiras vítimas são os mais novos e os
mais inocentes entre nós. O amor livre tem custos e quem os paga são as
crianças.
O debate sobre o “casamento” gay não é sobre a
homossexualidade mas sobre o casamento. Não é sobre quem se pode casar mas
sobre o significado de casamento. O significado do casamento depende do que
realmente é uma pessoa humana e a verdade é que cada um de nós nasceu de uma
mulher e de um homem. O casamento e os filhos estão inevitavelmente ligados.
Se os humanos não se reproduzissem sexualmente e se os bebés
nadassem simplesmente para fora das mães como os tubarões, então a instituição
do casamento nunca teria sido estabelecida. Historicamente, as leis sobre o
casamento foram feitas para reforçar a ligação entre pais e filhos,
especialmente entre o pai e os filhos. O verdadeiro tema são os direitos das
crianças.
Num esforço para desviar a atenção dos direitos das crianças
vai-se argumentar que o casamento foi redefinido antes. Quantas mulheres teve
Jacob? O casamento não foi já entre um homem adulto e uma adolescente? As leis
contra a mistura de raças estavam escritas nos livros há menos de 60 anos.
Enquanto a nossa sociedade redefine quem conta e quem interessa, vai ser
argumentado, o casamento muda. Para além disto, se casais heterossexuais podem
adoptar crianças, porque é que os casais homossexuais não podem?
Mas a poligamia não é um argumento para o "casamento" gay. Nem
sequer o facto de haver exemplos de poligamia na história, é um argumento para
a poligamia. A excepção não prova a regra: a excepção quebra a regra. As leis
contra a mistura de raças não foram uma redefinição do casamento conjugal mas a
imposição de preconceitos racistas contra a instituição do casamento. A única
altura em que homens com mais de 18 anos puderam casar-se com raparigas com
menos de 18 anos não desafia, de todo, a definição tradicional de casamento;
quanto muito, desafia a definição contemporânea de adulto.
A questão não está em se uma mulher que se sinta atraída por
outra mulher possa ser mãe, mas se duas mães fazem um casamento e se o
acoplamento de duas mulheres é uma maneira saudável de criar filhos. A adopção
existe por causa da tragédia que é o abandono ou a morte. Mesmo assim, todas as
crianças têm o direito de ter um pai e uma mãe. Só porque acontecem tragédias,
tal não nos dá permissão para, preventivamente, privar as crianças do direito
de ter um pai e uma mãe.
A questão não se prende com o facto de saber se uma pessoa
que se identifique como homossexual conta ou importa. A questão está em saber
se uma relação homossexual constitui um casamento. A questão está em saber,
dado o facto de que o ser humano se reproduz sexualmente e que os nossos filhos
não nascem auto-suficientes, se o casamento continua a ser o meio natural de
florescimento humano. O sexo foi artificialmente separado da procriação, a
família, o propósito natural (biológico) do nosso corpo, e os filhos pagaram o
preço.
No fim de contas, todos pagam o preço. Nós não somos pavões.
Nós não nos limitamos a acasalar. Nós casamos. Nós ansiamos por relações de
confiança e duradouras, pela totalidade e por uma vida séria e profunda- e pelo
nosso futuro. O parto, o lar e os filhos, a preocupação com o futuro, com a
linhagem, tudo isto está em jogo com a revolta contra a sexualidade humana. O
espasmo utópico da sexualidade hifenizada é prejudicial para o homem, para a
mulher e, especialmente, para as crianças. Eles são a prova da civilização
avançada.
As crianças têm direito à vida. As crianças têm direito a
ter um pai e uma mãe. As crianças têm o direito a ser educadas em casamentos
fiéis e comprometidos. Quem somos nós para privá-las disso?
Nós estamos orientados
Falando em orientação sexual, eu sinto-me quase um
revolucionário (no sentido de um círculo voltando ao seu principio, ao seu
sítio certo). Estou a tentar expor a orientação sexual em cada um de nós- a
orientação que é tão boa que dói. Nós vingamo-nos chamando-lhe Atracção ou Desejo
Sexual. É a orientação sexual que não podemos ignorar ou que não podemos
admitir mas que no entanto queremos fazer os dois. Não podemos admiti-la porque
ameaça todo o falso programa dentro do qual temos vivido. No entanto, não podemos
ignorá-lo porque está escrito nos nossos próprios corpos ou no mais profundo do
nosso coração. Eu gostava de lançar a ideia de que nós não somos nem hetero nem
homossexuais, somos simplesmente (agora parece inacreditável) sexuais. Como
homens e mulheres somos, todos, orientados.
E isto persegue-nos. Nós fingimos que a ligação entre o sexo
e a fecundidade é uma barbaridade da idade mais escura. Nós esterilizamo-nos a
nós próprios, tomamos comprimidos que suprimem a nossa fertilidade, como último
recurso abortamos e comportamo-nos como se tivéssemos resolvido o assunto. Mas
tudo isto é um estratagema. Sob as taxonomias sexuais e os subterfúgios
tecnológicos permanece a inegável orientação sexual para a reprodução sexual. O
ciclo menstrual, a erecção, o útero e os seios, tudo nos lembra dessa
orientação. Nem um preservativo consegue esconder o facto do que o que está a
ser derramados é uma semente. A biologia e a natureza humana lembram-nos que a
sexualidade humana é orientada para os filhos e para o futuro.
Esta orientação tem sido deformada e desumanizada por toda a
nossa tecnologia e manipulação. Mas para além de tudo o que possamos ser, como
homens e mulheres, nós somos sexualmente complementares e mutuamente envolvidos
na geração. Isto não é uma construção social. Esta é a permanente e irreduzível
verdade sobre a biologia e a natureza humana. Esta é a nossa herança e o nosso
futuro. Esta é a nossa destruição. Nós dependemos desta orientação para o
florescimento do nosso próprio futuro.
Nós somos, cada um de nós, orientados para o sexual. A
sexualidade sem o artifício de um prefixo ideológico é a profunda reserva de
vida, de geração, de filhos. E como os filhos humanos requerem uma quantidade
incalculável de cuidado físico e moral, o sexo e o casamento estão, como sempre
estiveram, ligados.
A história de Ovid serve de aviso: o Narciso apaixona-se
pelo seu próprio reflexo na água, recusa o afecto de Echos e morre porque o amor
sem o outro é estéril e sem esperança. Como o amor sexual é naturalmente
criativo, seria um erro esperar, como o Narciso, que um amante espelha-se
exactamente quem somos. Os apaixonados não estão ligados por sentimentos (como o
trovador poeta pensava), mas pela ligação matrimonial, que deve ser aberta à
vida e à responsabilidade pelo outro. O casamento é a correlação social para o
facto biológico da fecundidade humana.
A definição tradicional de casamento não tem raízes na
religião nem na homofobia mas na natureza biológica e humana. O “casamento” gay
pode fazer sentido numa ideologia pessoal, mas não faz sentido para a
sociedade. O casamento não foi estabelecido porque os humanos são românticos e
gostam de intimidade mas porque os humanos reproduzem-se sexualmente e as
crianças precisam de um pai e de uma mãe para serem concebidos e criados.
Todos têm o direito de se casarem, mas isso não faz com que nenhuma relação
romântica ou sexual seja um casamento, apesar da ideologia heterossexual dizer
que assim é.
A heterossexualidade é, na verdade, proto-homossexualidade: a
diferença entre a heterossexualidade e a homossexualidade é uma questão de
preferência, mas os valores e os objectivos são os mesmos. No entanto, o
casamento lembra-nos que estamos orientados para o sexual, e é por isso que se
tornou num campo de batalha. É por isso que tantas pessoas hétero são a favor
da homossexualidade.
Tyler Blanski in Crisis Magazine
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