terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Pio XII, Georges Lemaître e a teoria do Big Bang

O Padre Georges Lemaître expõe ao venerável Papa Pio XII a teoria do Big Bang, que ele havia formulado. O Papa recebeu a tese com entusiasmo e simpatia chegando mesmo a bradar que a teoria era a prova científica da existência de Deus, ao que o Padre Lemaître respondeu: "Menos, Santidade".

Num discurso a 22 de Novembro de 1951, o Pontífice declarava que “realmente parece que a ciência moderna, olhando para milhões de séculos atrás, conseguiu tornar-se testemunha daquele primordial 'FIAT LUX', pelo qual do nada irrompe, com a matéria, um mar de luz e radiação, enquanto as partículas químicas dos elementos se separam e se reúnem em milhões de galáxias.”

in Zenit


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Wanda Półtawska: do campo de concentração até S. João Paulo II

No início da Segunda Guerra Mundial, Wanda Wojtasik, uma católica polaca de 17 anos, juntou-se à resistência. A Gestapo apanhou-a, torturou-a para lhe arrancar os nomes dos companheiros e, como não conseguiu, fecharam-na no campo de concentração de Ravensbrück, juntamente com centenas de milhares de outras mulheres, amontoadas num recinto incrivelmente pequeno para tanta gente, obrigadas a trabalhar até à exaustão, muitas vezes com neve. A maioria delas morreu, mas o número total foi sempre em aumento, por causa do afluxo de novas prisioneiras. Perdiam tudo, até o nome, substituído por uma matrícula.

A 7709 passou pelas torturas extravagantes de Ravensbrück. Uma das piores era o pavilhão das lésbicas, onde algumas prisioneiras descontroladas agrediam as outras e se exibiam, enlouquecidas. Impressiona que as crianças fossem um dos alvos e impressiona a reacção da maioria das prisioneiras (a maioria católicas praticantes), agarradas à oração, no meio daquele delírio de violência e degradação.

A 7709 foi também escolhida para servir de «Kaninchen» (cobaia, na linguagem macabra de Ravensbrück). Partiam os ossos às «Kaninchens», infectavam-lhes as feridas com madeiras e trapos sujos (não vale a pena adiantar pormenores) e a seguir ensaiavam medicamentos novos, a ver quem resistia. Muitas não aguentavam e as que sobrevivessem deveriam ser mortas. Neste ponto da história, aconteceu um momento sublime de ternura. A multidão das prisioneiras de Ravensbrück, que morria de fome e de frio, pediu clamorosamente que poupassem as «Kaninchens» e – mais estranho ainda – as SS aceitaram o pedido. Em 1945, quando os soviéticos chegaram, a 7709 foi libertada.

Demorou muito tempo até a 7709 se habituar a ser novamente Wanda. As dores atrozes e os pesadelos ficaram para sempre. Casou-se com o Prof. Andrzej Półtawska, com quem teve 4 filhas, e ainda arranjou força para fazer o curso de medicina e especializar-se em psiquiatria.

Lembrei-me desta mulher quando li a mensagem do Papa Francisco neste Natal: «o meu pensamento vai para todos as crianças que hoje são mortas e maltratadas... antes de verem a luz, privadas do amor generoso dos seus pais e sepultadas no egoísmo de uma cultura que não ama a vida».

Em plena ditadura comunista, Wanda Półtawska comparou o drama do aborto com o Holocausto, deixando as comunistas polacas de cabeça perdida. E, em vez de voltar atrás, insistiu: «como é que dizem defender a liberdade da mulher e condenam à morte os seres mais indefesos que existem no mundo? O número de abortos realizados no planeta é aterrador e ultrapassa em muito o número de vítimas de todas as guerras».

Wanda vira recém-nascidos a serem atirados para os fornos de Ravensbrück e prometera a si mesma que, se sobrevivesse, estudaria e trabalharia para defender a vida humana.

O encontro de Wanda com o Padre Karol Wojtyła foi decisivo e durou para sempre. Quando não podiam encontrar-se, trocavam cartas, que Wanda Półtawska reuniu, com considerações suas, num volume intitulado «Diário de uma Amizade» (publicado depois da morte de João Paulo II, editado em português pela Paulus). Os textos centram-se na Eucaristia e na importância da oração. Há também cartas muito interessantes sobre o sentido do sofrimento e a santificação da vida familiar e profissional. O prólogo é do marido, Andrzej Półtawska.

A intensa amizade desta família com Karol Wojtyła inclui muitas colaborações e alguns favores curiosos. Em 1962, quando o Bispo Wojtyła estava em Roma para o Concílio Vaticano II, Wanda foi internada no hospital com cancro. O marido preveniu Wojtyła por telegrama e este escreveu uma carta ao Padre Pio de Pietralcina, um franciscano com fama de santidade, para que pedisse a Deus o milagre. A cura foi total e inexplicável, e o Bispo Wojtyła voltou a escrever ao Padre Pio, a agradecer-lhe a oração.
José Maria C. S. André


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segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

A ternura entre o Papa Francisco e as crianças mexicanas



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Os inimigos que temos que combater quando queremos ser santos

“É estranho a quantidade de inimigos que temos que combater desde o momento que tomamos a resolução de nos tornarmos santos. Parece que tudo se desencadeia: o Demónio com as suas astúcias, o mundo com os seus atractivos, a natureza com a sua resistência que se opõe aos nossos bons desejos; os louvores dos bons, a crítica dos maus, as pressões dos tíbios.”

S. Cláudio La Colombière, SJ in Edição dos textos de S. Cláudio (Apostolado da Oração)


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domingo, 14 de fevereiro de 2016

Os pontos menos conhecidos da Declaração Comum

A Declaração Comum assinada entre o Papa Francisco e o Patriarca Kirill foi bastante explícita na defesa da Vida e da Família. O documento denuncia que os vários tipos de uniões que hoje em dia são postas ao mesmo nível do matrimónio, numa clara condenação às uniões de facto e uniões entre pessoas do mesmo sexo. O documento lamenta os milhões de crianças abortadas todos os anos e diz que a voz do seu sangue clama a Deus. Condena também a eutanásia e as técnicas reprodutivas que não respeitam a dignidade da vida humana.

Eis os pontos menos conhecidos da Declaração Comum

19. A família é o centro natural da vida humana e da sociedade. Estamos preocupados com a crise da família em muitos países. Ortodoxos e católicos partilham a mesma concepção da família e são chamados a testemunhar que ela é um caminho de santidade, que testemunha a fidelidade dos esposos nas suas relações mútuas, a sua abertura à procriação e à educação dos filhos, a solidariedade entre as gerações e o respeito pelos mais vulneráveis.

20. A família funda-se no matrimónio, acto de amor livre e fiel entre um homem e uma mulher. É o amor que sela a sua união e os ensina a acolher-se reciprocamente como um dom. O matrimónio é uma escola de amor e fidelidade. Lamentamos que outras formas de convivência já estejam postas ao mesmo nível desta união, ao passo que o conceito, santificado pela tradição bíblica, de paternidade e de maternidade como vocação particular do homem e da mulher no matrimónio, seja banido da consciência pública.

21. Pedimos a todos que respeitem o direito inalienável à vida. Milhões de crianças são privadas da própria possibilidade de nascer no mundo. A voz do sangue das crianças não nascidas clama a Deus (cf. Gn 4, 10).

O desenvolvimento da chamada eutanásia faz com que as pessoas idosas e os doentes comecem a sentir-se um peso excessivo para as suas famílias e a sociedade em geral.

Estamos preocupados também com o desenvolvimento das tecnologias reprodutivas biomédicas, porque a manipulação da vida humana é um ataque aos fundamentos da existência do homem, criado à imagem de Deus. Consideramos nosso dever lembrar a imutabilidade dos princípios morais cristãos, baseados no respeito pela dignidade do homem chamado à vida, segundo o desígnio do Criador.


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Hermenêutica da continuidade: El sombrero




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sábado, 13 de fevereiro de 2016

Eutanázis?

A legitimação do homicídio dos anciãos e dos doentes crónicos ou terminais significa a falência do modelo social humanista e um abissal retrocesso civilizacional.
Um amigo dizia-me há já algum tempo que, na Alemanha, nenhum partido se atreve a propor a despenalização da morte assistida porque a eutanásia nazi está ainda muito presente na memória do povo alemão. Se assim for, é de saudar que os malfadados fantasmas de Hitler, Himmler e Mengele sirvam para manter erguido esse bastião do mais fundamental de todos os direitos.

Um país, que cede no princípio da inviolabilidade da vida humana inocente, cruza a fronteira que o separa da barbárie. Permitir a eliminação dos doentes, dos velhos e dos não-nascidos é relativizar o valor dos seres humanos, sobretudo dos mais frágeis. A eutanásia e o aborto provocado, por mais que eufemisticamente pretendam ser, respectivamente, o exercício de um pretenso direito a uma morte digna, ou uma mera interrupção voluntária da gravidez, na realidade são, quer se queira ou não, homicídios voluntários.

Hitler foi um dos precursores da eutanásia: à chegada aos campos de concentração, os deportados eram submetidos a um processo de selecção, a que se seguia a eliminação dos que fossem tidos por inaptos. Um tal procedimento não é comparável com as actuais propostas relativas à morte assistida, porque esta há-de ser sempre, por ora, voluntária. Mas, que fazer em relação às crianças gravemente doentes e aos dementes? Se se admitir a possibilidade da sua eliminação, por uma decisão de terceiros, como já acontece em relação aos nascituros, a sua morte já não seria voluntária. A eutanásia, como o aborto provocado, são contrários ao humanismo cristão, que se define pela defesa da vida humana desde o seu começo, no momento da fecundação, até ao seu termo, ou seja a morte natural.

A aceitação do princípio da precariedade da vida humana inocente pressupõe um novo paradigma jurídico-político. A doutrina social da Igreja e as declarações universais dos direitos dos homens e dos cidadãos estabeleceram as bases do ordenamento jurídico humanista. A eventual legitimação jurídico-positiva do homicídio dos anciãos e doentes crónicos ou terminais e dos não-nascidos, mesmo saudáveis e concebidos por livre vontade dos seus progenitores, significa a falência do modelo humanista e um abissal retrocesso civilizacional. Na realidade, implica um regresso à lei da selva porque, como então, serão os mais fortes a prevalecer sobre os mais fracos, sendo estes os doentes crónicos e terminais, os mais velhos e os nascituros. Ora o direito tem precisamente por missão defender os mais débeis frente à prepotência dos poderosos: a tal está obrigado por um imperativo de justiça social. Caso contrário, como lembrava Bento XVI no parlamento alemão, pouco ou nada distinguiria o Estado de um grupo de malfeitores.

É verdade que algumas vidas humanas são penosas, sobretudo no seu termo, e por isso, não devem ser artificialmente prolongadas. Mas o encarniçamento terapêutico, que é eticamente condenável e que São João Paulo II terá recusado no final da sua vida, não pode servir de pretexto para que se introduza no ordenamento jurídico o princípio de que a vida humana é descartável. Admitir que o direito à vida, por razão da idade ou das capacidades do sujeito, pode ser relativizado, é criar um precedente para o extermínio de seres humanos politicamente indesejáveis por razão da raça, como aconteceu na Alemanha nazi, ou por motivos ideológicos, como ocorreu na Rússia soviética e na ditadura militar argentina.

Portugal pode-se orgulhar de ter sido um dos primeiros países a abolir a pena de morte, mas pode contradizer a sua tradição humanista se ceder à pressão dos grupos que promovem abertamente a eutanásia e que têm expressão na vida política, na comunicação social e na opinião pública.

Não será, por isso, despropositado recordar que menos de um século nos separa da barbárie nazi, responsável pelo extermínio de milhões de inocentes. Certamente, nem todos os alemães eram nacionais-socialistas, nem muito menos assassinos, mas a sua indiferença e a sua complacência com a política racista e eugenista de Hitler, e do seu pequeno grupo, permitiu um dos piores genocídios de que há memória na história da humanidade.

Pe. Gonçalo Portocarrero in Observador


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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Encontro histórico entre o Papa Francisco e o Patriarca Kirill


Este é o abraço histórico entre o Papa Francisco e o Patriarca Kirill, Primaz da Igreja Ortodoxa Russa. O cisma de 1054 d.C fez com que várias igrejas ortodoxas abandonassem a Igreja Católica.

As primeiras palavras deste encontro foram do Papa Francisco: ""Somos irmãos", "Agora as coisas estão mais fáceis", "O que aconteceu hoje é vontade de Deus".

Foi também assinada uma declaração comum que, como não poderia deixar de ser, refere a falta de comunhão plena entre católicos e ortodoxos:

5. Apesar desta Tradição comum dos primeiros dez séculos, há quase mil anos que católicos e ortodoxos estão privados da comunhão na Eucaristia. Estamos divididos por feridas causadas por conflitos de um passado distante ou recente, por divergências – herdadas dos nossos antepassados – na compreensão e explicitação da nossa fé em Deus, uno em três Pessoas: Pai, Filho e Espírito Santo. Deploramos a perda da unidade, consequência da fraqueza humana e do pecado, ocorrida apesar da Oração Sacerdotal de Cristo Salvador: “Para que todos sejam um só, como Tu, Pai, estás em Mim e Eu em Ti; para que assim eles estejam em Nós” (Jo 17, 21).

6. Conscientes da permanência de numerosos obstáculos, esperamos que o nosso encontro possa contribuir para o restabelecimento desta unidade querida por Deus, pela qual Cristo rezou. Que o nosso encontro inspire os cristãos do mundo inteiro a rezar ao Senhor, com renovado fervor, pela unidade plena de todos os seus discípulos. Em um mundo que espera de nós não apenas palavras mas gestos concretos, possa este encontro ser um sinal de esperança para todos os homens de boa vontade!

O resto do documento pode ser lido aqui: Declaração comum do Papa Francisco e do Patriarca Kirill

Rezemos pela unidade dos cristãos.


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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

A renúncia de Bento XVI descrita por um Bispo: 'Ainda choro, pai'

Chorei sim pela anunciada renúncia e ainda choro pelo vazio deixado, por sentir falta da tua paternidade segura e decidida. Chorei, pai, por te ver sofrer, por te ver incompreendido e caluniado (a calúnia, a mentira, a maledicência são os alimentos que nutrem muitos também na Igreja).
Chorei, pai, por te ver desprezado, especialmente naquilo que mais ensinaste com o teu exemplo: a fidelidade amorosa à Sagrada Liturgia da Igreja. Chorei por aqueles que deveriam ser fieis a ti, à Igreja e em último caso a Cristo e não o foram. Choro ainda, pai, porque na Igreja te consideram como uma página arrancada, rasgada. 

Estes, os que te comparam, que te julgam, que te odeiam, que nunca te obedeceram, e que, agora, tornaram-se "papólatras", que querem usar o estilo diferente do teu sucessor, Pedro como tu, para pregar uma Igreja da descontinuidade, assanham-se e investem contra aqueles que te amam. 

Ainda choro, pai.
D. António Carlos Rossi Keller, bispo da diocese de Frederico Westphalen (Brasil), no instagram


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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

O anúncio publicitário que deixou os abortistas fora de si

No intervalo do Super Bowl (a final do campeonato de futebol americano), conhecido por ser o tempo publicitário mais caro dos Estados Unidos, surgiu um anúncio que deixou os abortistas americanos em pé-de-guerra. 

A 'NARAL Pro-Choice America', um poderoso lobby pro-aborto fundado em 1969, rapidamente apelou ao boicote à Doritos. Esta empresa é acusada de ter usada uma "estratégia anti-escolha ao humanizar os fetos". 

Resta saber a que espécie atribui a NARAL um feto (humano). Certamente não será à espécie canina, felina nem bovina porque nesse caso os defensores dos direitos dos animais não permitiriam o aborto livre.

O ultra-som que aparece no anúncio corresponde a um bebé verdadeiro. 


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Imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima em Lisboa

A imagem peregrina de Nossa Senhora de Fátima terminou a sua visita à diocese de Lisboa com uma procissão das velas pelas ruas de Lisboa. Foram muitos milhares os fiéis que acorreram ao evento, demonstrando mais uma vez que o amor a Nossa Senhora de Fátima continua bastante presente no povo português.
 
in Patriarcado de Lisboa


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domingo, 7 de fevereiro de 2016

Algumas coisas a observar e evitar quando se comunga

Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos

Instrução Redemptionis Sacramentum
'Sobre algumas coisas que se devem observar e evitar acerca da Santíssima Eucaristia'

91. Na distribuição da sagrada Comunhão deve-se recordar que «os ministros sagrados não podem negar os sacramentos a quem os pedem de modo oportuno, e estejam bem dispostos e que não lhes seja proibido o direito de receber». Por conseguinte, qualquer baptizado católico, a quem o direito não o proíba, deve ser admitido à sagrada Comunhão. Assim pois, não é lícito negar a sagrada Comunhão a um fiel, por exemplo, só pelo facto de querer receber a Eucaristia ajoelhado ou de pé.

92. Todo o fiel tem sempre direito a escolher se deseja receber a Sagrada Comunhão na boca, mas se, o que vai comungar, quer receber na mão o Sacramento, nos lugares aonde Conferência de Bispos o haja permitido, com a confirmação da Sé Apostólica, deve-se lhe administrar a Sagrada Hóstia. Sem dúvida, ponha-se especial cuidado em que o comungante consuma imediatamente a Hóstia, na frente do ministro, e ninguém se desloque (retorne) tendo na mão as espécies eucarísticas. Se existe perigo de profanação, não se distribua aos fiéis a Comunhão na mão.

93. A bandeja para a Comunhão dos fiéis deve-se manter, para evitar o perigo de que caia a hóstia sagrada ou algum fragmento.

94. Não está permitido que os fiéis tomem a Hóstia consagrada nem o Cálice sagrado «por si mesmos, nem muito menos que se passem entre si de mão em mão». Nesta matéria, além disso, deve-se suprimir o abuso de que os esposos, na Missa nupcial, administrem-se de modo recíproco a Sagrada Comunhão.



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O que faz o Papa Bento XVI durante o dia? Reza!

Vittorio Messori, jornalista católico italiano, visitou o Papa Bento e perguntou-lhe como passava os dias, enquanto Papa emérito. Eis a resposta de Bento XVI:

"Procuro cumprir o meu dever em relação à Igreja e ao mundo rezando durante todo o meu dia. Oração verbal, sobretudo: o rosário completo (três terços), os Salmos, as orações escritas pelos santos e textos bíblicos e o Breviário (liturgia das horas)."

in La nuova bussola quotidiana


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sábado, 6 de fevereiro de 2016

Papa Francisco ensina a obediência aos consagrados

No passado dia 2 de Fevereiro foi o encerramento do Ano da Vida Consagrada, que o Papa Francisco tinha proclamado em comemoração dos 500 anos do nascimento de Sta. Teresa d'Ávila.

Como se sabe, as pessoas consagradas distinguem-se na Igreja por fazerem três votos muito importantes: votos de obediência, pobreza e castidade.

Óbvio que todos os Cristãos, mesmo os leigos, devem viver estas três virtudes, mas de uma forma mais discreta e natural, pois não fizeram votos públicos diante de um superior ou do Bispo.

O Papa Francisco, antes de ser Bispo, era membro da Companhia de Jesus e ainda hoje é um autêntico filho de Sto. Inácio de Loyola. Na fundação dos jesuítas, Sto. Inácio quis que a obediência fosse de tal maneira importante no espírito dos seus filhos ao ponto de todos os jesuítas fazerem um quarto voto de obediência ao Bispo de Roma, Vigário de Cristo na Terra. 

Na verdade, um dos escritos espirituais mais importantes na história da Igreja sobre a obediência é uma carta escrita por Sto. Inácio de Loyola ao Pe. Simão Rodrigues, o superior da Companhia em Portugal. Podem ler mais sobre ela aqui.

No encerramento do Ano da Vida Consagrada o Papa, num discurso totalmente improvisado, também falou sobre a obediência:
Religiosos e religiosas, isto é homens e mulheres consagrados ao serviço do Senhor que percorrem na Igreja este caminho de pobreza forte, de amor casto que os leva a uma paternidade e a uma maternidade espiritual por toda a Igreja, uma obediência... Mas nesta obediência sempre falta algo, porque a obediência perfeita é aquela do Filho de Deus, que se consumiu, se fez homem por obediência, até à morte e morte de Cruz. 
Há no meio de vós homens e mulheres que vivem uma obediência forte, uma obediência... — que não é militar, não, isto não, isso seria disciplina, é outra coisa — uma obediência de doação do coração. E isto é profecia. 
«Mas, tu não tens vontade de fazer outra coisa?...»«Sim, mas de acordo com as regras devo fazer isto, isto e isto. E segundo as disposições isto, isto e isto. E se não vir claramente algo, falo com o superior, com a superiora, e depois do diálogo, obedeço».
Esta é a profecia, contra a semente de anarquia que o diabo lança. 
«Que fazes tu?»«Faço o que me apetece».
A anarquia da vontade é filha do demónio, não é filha de Deus. O Filho de Deus não foi anárquico, não chamou os seus para exercer uma força de resistência contra os seus inimigos; Ele mesmo disse a Pilatos: «Se eu fosse um rei deste mundo teria chamado os meus soldados para me defender». Mas Ele exerceu a obediência do Pai.
Somente rezou: «Pai, por favor, não, este cálice não... Mas que se faça a Tua vontade». Quando aceitais por obediência algo que talvez muitas vezes não vos agrada... [faz o gesto de engolir]... devemos engolir aquela obediência. Mas faz-se. Portanto, a profecia.
A profecia é anunciar às pessoas que existe um caminho de felicidade, de grandeza, uma via que te enche de alegria, que é precisamente a estrada de Jesus. É a estrada de estar próximo de Jesus. É um dom, um carisma, a profecia. Que deve ser pedida ao Espírito Santo: que eu saiba dizer aquela palavra, no momento justo; que eu faça aquilo no momento justo; que toda a minha vida seja uma profecia. Homens e mulheres profetas. E isto é muito importante. 
«Mas, fazemos como fazem todos...». Não. A profecia é dizer que existe algo de mais verdadeiro, mais bonito, maior, melhor ao qual todos somos chamados.
Discurso completo: 





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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Alguns amigos nossos visitaram o Cardeal Burke

Sua Eminência Reverendíssima, o Cardeal Raymond Burke, Cardeal Patrono da Ordem Soberana e Militar de Malta, recebeu no seu apartamento um pequeno grupo de portugueses. A conversa durou mais de 1 hora e o Cardeal mostrou-se bastante acessível e próximo, como sempre. 

O Cardeal Burke recomendou aos jovens que crescessem cada vez mais no amor à Tradição e à Santa Missa.



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O diabo quer contrapor um Jesus 'bondoso’ a uma Igreja 'malvada'

Inferno - Baptistério de S. João (Florença - Itália) 
“O diabo ataca a humanidade fazendo acreditar que não existe um bem objectivo e que podemos decidir o que é bom e o que é mau, isto é, caímos no relativismo e o ‘pai da mentira’ procura também enganar os fiéis colocando em oposição um Jesus 'bondoso’ com uma Igreja 'má’ que não deixa o homem livre para fazer o que bem quiser”, advertiu o sacerdote e exorcista Cesar Truqui. 

Para Satanás “é mais fácil separar e distorcer a imagem de Deus, do que negar sua existência. O diabo separa sempre e opõe um Jesus ‘bondoso’ a uma Igreja ‘má’, que não deixaria o homem livre para fazer o que ele quiser”, assinalou o sacerdote em declarações ao semanário italiano Tempi. 

O Pe. Truqui, que participou no curso sobre exorcismo realizado recentemente em Roma, indicou: “O demónio actua sempre da mesma maneira, tentando o santo na sua santidade e o pecador no seu pecado. Entretanto, existe outra forma de tentação mais difundida actualmente: O relativismo." 

“No Evangelho de São João, Jesus define o diabo como o ‘pai da mentira’, porque nos convence que nós devemos decidir entre o que está bem e o que está mal. Tenta convencer-nos de que não existe um bem objectivo. Hoje esta visão foi generalizada e por isso Bento XVI denunciava a ‘ditadura do relativismo’: a impossibilidade de estabelecer com segurança o que é bom e mau para todos, e que qualquer pessoa pode escolher o que é legal e o que não é, o que é delito e o que não é”, explicou o exorcista. 

Além disso, o Pe. Truqui advertiu: “Existe outro engano que deriva disto: pensar que se afastássemos a verdade para aceitar as pessoas, finalmente encheríamos as Igrejas. Mas, na verdade é o contrário. Hoje sabemos claramente que quanto mais a Igreja se ‘mundaniza’, mais o mundo se afasta." 

O Pe. Cesar Truqui afirmou depois: “Para diminuir a fé das pessoas, o diabo utiliza “as ideologias, a tecnologia e todos os meios audiovisuais, pela força de propagação que têm. E o meio mais poderoso é a internet por ser uma ferramenta que a pessoa pode utilizar sozinha e através do computador a pessoa pode ter acesso a tudo sem limite nem controle." 

“Os fiéis podem combater o diabo com alguns meios que a Igreja oferece. Para estar atento e superar as tentações diárias, crescentes e difundidas no contexto social, os meios são os que Jesus nos deixou. Jesus, veio salvar-nos para estar junto d´Ele: Participar dos sacramentos da Eucaristia e a Confissão, a oração diária e o terço”, concluiu o Pe. Cesar Truqui. 

in acidigital


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quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

2 milhões de pessoas em Procissão Eucarística nas Filipinas

O 51º Congresso Eucarístico Internacional, que decorreu durante a última em Cebu (Filipinas), acabou com uma procissão eucarística gigantesca. Contou com a presença de mais de 2 milhões de pessoas, que se estenderam ao longo de 5 quilómetros. As imagens falam por si.


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A melhor arma contra a Igreja: Três filmes no cinema a perder

Nestes tempos o mundo está a viver uma decadência moral como provavelmente nunca viveu. Especialmente no que diz respeito à moralidade sexual. Como é possível que neste momento, na ONU, queiram redefinir o conceito de família para algo "mais amplo"? Ou que o CEO da Mozilla (Firefox) tivesse que se demitir por ser a favor da família? Ou achar que a adopção de crianças por homossexuais é bom, dando-lhe total prioridade, como fez o governo português?

O Evangelho de Segunda-feira contava a história de um "homem possesso de um espírito imundo". Este homem não queria ser preso pelas cadeias e correntes que ia destruindo. É uma imagem das pessoas que também reagem ferozmente ao jugo que a Igreja supostamente impõe sobre a sua vida. Confirmamos isto pensando no nome do demónio que o possuía, Legião. Tal como hoje, é uma legião inteira que está contra a Fé e a Moral da Igreja Católica. E, quando Jesus curou este homem, o Evangelho diz que aqueles que o viram "ficaram cheios de medo" e começaram expulsar Jesus do seu território.

Felizmente, neste nosso mundo, não são poucos os que tentam lutar por uma vida limpa e ser Santos. Por todo o mundo há pessoas, neste momento, a lutar para chegar ao Céu e levar outros consigo. E o mundo sabe isso e tem medo. E quer expulsar os Cristãos e acabar com os limites que supostamente lhe impõe. E para isso usa o melhor que tem. Desde os boards executivos das maiores empresas, a muitos governos do Ocidente e a muitas instituições não governamentais.

Mas estas semanas o que podemos ver é uma das melhores armas que o mundo tem a ser disparada contra a Fé da Igreja: Hollywood. Estão neste momento no cinema três filmes que, infelizmente, irão afastar muitas pessoas da Igreja e de Deus: The Danish Girl, Carol e Spotlight.

Estes filmes, curiosamente estão todos relacionados com a perversão sexual dominante no mundo. O primeiro é sobre a vida de uma transsexual, o segundo sobre duas lésbicas e o terceiro sobre os jornalistas que descobriram os casos de pedofilia por sacerdotes católicos nos Estados Unidos.

Todos estes filmes estão nomeados para os Óscares. Dois deles têm seis nomeações cada um. Só o Spotlight foi nomeado para os óscares de melhor filme, melhor argumento, melhor realizador, melhor actriz secundária, melhor actor secundário e melhor edição. Não há dúvida que deve ser um dos melhores filmes que Hollywood já produziu. Não é por acaso.

Mas isto não nos deve assustar. Há séculos o Império Romano fez o mesmo aos Cristãos e nada conseguiu. E ontem, festa da Apresentação de Jesus no Templo, vemos que tudo estava previsto. Como disse Simeão a Nossa Senhora: "Este Menino foi estabelecido para que muitos caiam ou se levantem em Israel e para ser sinal de contradição".

Nuno CB


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terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

A adopção ("gay") e o engano - Abel Matos Santos

É deplorável, quando estão em causa questões tão cruciais para a família e as crianças, ter de assistir à passividade do centro e da direita.

Chega de ser enganado! Estou cansado de ver mentir sem pudor.

Nesta questão da confirmação parlamentar da lei vetada pelo Presidente da República sobre a adopção por uniões do mesmo sexo, sinto-me cansado, saturado, farto, ao ver o porta-voz do PS a faltar descaradamente à verdade, afirmando que toda a comunidade científica e o mundo inteiro são unânimes na ideia de que é igual para as crianças terem um pai e uma mãe, ou só dois pais, ou só duas mães.

É particularmente chocante e reprovável a falta de honestidade intelectual quando se convoca o testemunho da Ciência. É certo que, infelizmente, a falsidade já se tornou moeda corrente na política; mas não podemos deixar que essa mesma onda contamine a ciência ou a sua citação, cavando o seu descrédito geral.

Percebo porque o povo se distancia do que considera “políticos de pacotilha”, ao ouvir-lhes falsidades e vê-los afirmarem todas as inverdades possíveis sobre o tema, apenas para fazerem aprovar derivas ideológicas, usando, neste caso, as crianças e desprezando o seu superior interesse.

A lógica subjacente é apenas a do poder, o poder circunstancial, e não a da razão, a serena e objectiva procura do que está certo. Como a democracia é, formalmente, a aprovação das leis pela maioria, ou seja pelo maior número de votos, mesmo que se aprovem coisas más, acreditam que leis injustas, leis desajustadas ao bem da pessoa humana, estão "legitimadas pela democracia".

Por isso, não hesitam diante de qualquer vulgar técnica de propaganda, mesmo quando estão em causa valores humanos fundamentais e até o bem de crianças desvalidas.

Seria mais correcto que afirmassem claramente aquilo a que vêm: que é uma lei para defender os direitos e os interesses dos homossexuais (ou melhor, da sua linha mais radical) e do lobby LGBTI.

Deviam também dizer, num assomo de seriedade, que é certo que muitos homossexuais são contra esta lei, revelando e publicitando as suas posições e os seus argumentos.

Deviam reconhecer que esta lei diminui os direitos das crianças, em especial o direito natural a terem um pai e uma mãe.

Deviam ter a hombridade de reconhecer, noutro assomo de seriedade, que os estudos e a comunidade científica não são de todo unânimes e que, por sinal, os principais e mais credíveis estudos indicam que esta lei vai permitir a pior opção quanto às crianças.

Tenham a simplicidade e a objectividade de dizer tudo isto e, depois, em consciência, como agora se usa em política, votem!

Votem e aprovem esta lei, se é mesmo isto que querem impor à sociedade e às crianças confiadas ao poder e aos serviços do Estado (para que delas cuide efectivamente). Mas não confundam a opinião pública, nem enganem os cidadãos menos informados, que não têm acesso aos estudos. 

E, por favor, não acusem o Presidente da República, nem acusem o Mark Regnerus, o Paul Sullins, o Loren Marks, o Sarantakos, a Kristin, o Nock, o Colégio Americano de Pediatras, e todos os demais clínicos e investigadores com trabalhos publicados nas melhores academias e revistas científicas, atacando-os e denegrindo-os só por provarem que existem diferenças enormes, significativas, entre ser criado e viver com um pai e uma mãe e o modelo que agora querem aprovar.

Não venham com os argumentos hipócritas de as crianças estarem mal em instituições, porque não estão, desde que as instituições sejam boas. Haverá sempre, infelizmente, crianças em instituições - por isso, é fundamental que o Estado Social (ou também aqui querem destruir o Estado Social?) assegure a existência dessas instituições pelo apoio à livre iniciativa comunitária e garanta que sejam muito boas.

Não me venham também falar das capacidades dos homossexuais cuidarem de crianças porque todos sabemos que não é isso que está em causa - do que se trata é de impor a uma criança, dependente e desvalida, que tenha dois pais (sem mãe) ou duas mães (sem pai).

Certo que é de amor que se trata. É que, quando se ama, queremos o melhor para aqueles que amamos e não para nós próprios - focamo-nos principalmente no outro e não nos centramos sobre o nosso ego. 

E o melhor para a criança não é a adopção por pares do mesmo sexo, com imposição da dupla filiação materna ou paterna no registo civil, atropelando o direito à identidade pessoal, um direito humano fundamental de cada um.

in Público


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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

A bela ciência dos Santos

"Que perfeição queres tu encontrar porventura sem a oração? Esta é a bela escola, em que se aprende a bela ciência dos Santos. Tantos estudos... tantas erudições, tantas línguas, tantas ciências diversas, são boas...podem servir... Mas sobretudo é necessária a bela ciência dos Santos, a ciência de amar a Deus, que não se estuda nos livros, não; estuda-se diante do Crucifixo, diante do Santíssimo Sacramento."

S. Afonso Maria de Ligório in Ed. di Storia e Letteratura, Roma 1962, p. 219


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O Crucifixo e o teu trabalho

Todos os dias fazemos coisas de que gostamos e coisas de que não gostamos. Coloquem um pequeno e discreto crucifixo perto do vosso trabalho. Na cozinha. Na lavandaria. Na vossa secretária do trabalho. Se estão com o portátil num café, abram um separador e procurem no google alguma das pinturas mais famosas da crucifixão e deixam-no aberto. Eis o meu para hoje:

Façam as vossas tarefas diárias à sombra da cruz. Aí vão encontrar felicidade e paz ao longo do dia.

Taylor Marshall


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domingo, 31 de janeiro de 2016

Há 110 anos o Santíssimo Sacramento parou um tsunami

Há algumas décadas, na pequena ilha de Tumaco (Colômbia), o que aconteceu com um tsunami ensinou aos seus habitantes que Deus, presente no Santíssimo Sacramento, age quando os seus sacerdotes e fiéis O invocam com Fé.

Tudo aconteceu no dia 31 de Janeiro de 1906. Às dez da manhã, os habitantes dessa minúscula ilha do Pacífico sentiram um forte terremoto, que durou cerca de 10 minutos. Nesse momento, todo o povo correu até a igreja para suplicar ao pároco, o Pe. Gerardo Larrondo, e ao Pe. Julián, que organizassem imediatamente uma procissão com o Santíssimo Sacramento.

Enquanto isso, o mar retrocedia, ameaçando formar uma onda gigantesca. O Pe. Gerardo, atemorizado, consumiu todas as hóstias consagradas da âmbula e conservou apenas a Hóstia Magna.

Depois, dirigindo-se ao povo, exclamou: “Vamos, meus filhos, vamos todos à praia, e que Deus tenha piedade de nós!”

Sentindo-se seguros diante da presença de Jesus-Eucaristia, todos caminharam, entre lágrimas e aclamações a Deus. Quando o Pe. Larrondo chegou à praia, foi corajosamente até a margem com a custódia nas mãos.

No momento em que a onda chegava, ele levantou a Hóstia consagrada, com mão firme e com o coração cheio de Fé, e diante de todos traçou o sinal da cruz. Foi um momento de altíssima solenidade.

A onda ainda avançava, mas, antes que o Pe. Larrondo e o Pe. Julián pudessem perceber, o povo, comovido e maravilhado, gritou: “Milagre! Milagre!”

Como se tivesse sido parada por uma força invisível e superior à Natureza, a potente onda que ameaçava apagar do mapa a ilha de Tumaco havia iniciado o seu retrocesso, enquanto o mar voltava ao seu nível normal.

Os habitantes de Tumaco, no meio à euforia e à alegria por terem sido salvos da morte graças a Jesus sacramentado, manifestavam a sua gratidão. O milagre de Tumaco ficou conhecido no mundo inteiro, e o Pe. Larrondo também recebeu do continente europeu inúmeras cartas de pessoas que pediam as suas orações.

Pe. Pedro del Rosario Corro in 'Agostinianos amantes da Sagrada Eucaristia'


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S. João Bosco explica o que fazer quando se entra numa igreja

Quando chegais à igreja, entrai nela sem correr nem fazer ruído; fazei o sinal da cruz com água benta; e, de joelhos, adorai a Santíssima Trindade rezando três 'Glória ao Pai...'. Enquanto não começam os santos ofícios, podeis rezar as Sete Alegrias de Maria ou fazer qualquer outro exercício de piedade. 

Na igreja, nunca deveis rir ou conversar sem necessidade; basta às vezes um sorriso, ou uma palavra, para dar mau exemplo e distrair os que nos rodeiam.



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Family Day em Roma: Uma multidão contra as "uniões gay"

O Circo Máximo, em Roma, encheu-se para uma mega-manifestação contra as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo, que estão prestes a ser aprovadas em Itália. O projecto de lei inclui também a co-adopção para pessoas do mesmo sexo. 

Ouviram-se algumas intervenções a favor da família natural, fundada num casamento entre homem e mulher. Alguns peritos alertaram também para os perigos das "barrigas de aluguer", que poderão igualmente ser legalizadas em Itália.

Tudo decorreu em clima de alegria, embora se perceba que a situação é grave e que os países europeus caminham a passos largos para o abismo em questões de moral sexual. 






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sábado, 30 de janeiro de 2016

Como resolveria Cristo os problemas se estivesse hoje no mundo?

"Como resolveria Cristo os problemas modernos se estivesse hoje no mundo?"

Esta pergunta comporta dois dogmas: a de que os problemas do mundo de hoje são muito diferentes dos problemas do mundo de ontem e a de que Cristo não se encontra, de facto, no mundo. 

Isto implica reduzir Cristo apenas ao seu tempo, o Cristo histórico: "As soluções de Cristo não se aplicam a nós os modernos". Este é um ponto de vista dos ateus ou agnósticos, mas também dos crentes que “dormem” e só acordam quando ouvem “mas não se faça a minha vontade mas a Tua”. 

Mas esta suposta vinda “de novo” de Cristo aponta a Natividade, o Natal, e as suas soluções para os problemas apontam para a Páscoa, a Paixão e a Ressurreição. Então, o Natal e a Páscoa encontram-se estreitamente relacionados.

G.K. Chesterton in 'Good Housekeeping' (1932)


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sexta-feira, 29 de janeiro de 2016

"Mão de Deus": A nuvem de fogo no céu da Madeira

Correm mundo estas fotografias tiradas na manhã do dia 24 de Janeiro, na ilha da Madeira. Esta nuvem com uma forma peculiar já foi apelidada de "Mão de Deus".



in meteomadeira.blogspot.pt


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quinta-feira, 28 de janeiro de 2016

5 remédios de S. Tomás de Aquino contra a tristeza

O primeiro remédio é conceder um prazer a si mesmo

É como se o famoso teólogo tivesse intuído, há sete séculos atrás, a ideia, tão difundida hoje, de que o chocolate é antidepressivo. Talvez pareça uma ideia materialista, mas é evidente que uma jornada cheia de amarguras pode terminar bem com uma boa cerveja.

Que algo assim seja contrário ao Evangelho é dificilmente demonstrável: sabemos que o Senhor participava com gosto em banquetes e festas, e tanto antes como depois da Ressurreição desfrutou com gosto das coisas belas da vida. 

Inclusive, um Salmo afirma que o vinho alegra o coração do home (apesar de que é preciso esclarecer que a Bíblia condena claramente as bebedeiras). 

O segundo remédio é o pranto

Muitas vezes, um momento de melancolia é mais duro se não se consegue encontrar uma via de escape, e parece como se a amargura se acumulasse até impedir de levar a cabo a menor tarefa. O pranto é uma linguagem, um modo de expressar e desfazer o nó de uma dor que às vezes nos pode asfixiar. Também Jesus chorou.

O Papa Francisco disse que “certas realidades da vida se vêem somente com olhos que tenham sido limpos pelas lágrimas. Convido a cada um de vocês a perguntar-se: eu aprendi a chorar?” 

O terceiro remédio é a compaixão dos amigos 

Vem à cabeça o personagem do amigo de Renzo, no famoso livro “Os Noivos“, que numa grande casa desabitada, por causa da peste, vai enumerando as grandes desgraças que sacudiram a sua família. 

“São feitos horríveis, que eu jamais creria que chegaria a ver; coisas que tiram a alegria para toda a vida; mas falá-las entre amigos é um alívio.“ 

É algo que é preciso experimentar para perceber. Quando alguém se sente triste tende a ver tudo cinzento. Nessas ocasiões é muito eficaz abrir a alma com algum amigo. Às vezes, basta uma mensagem ou uma breve chamada telefónica e o horizonte ilumina-se de novo. 

O quarto remédio contra a tristeza é a contemplação da verdade

É o fulgor veritatis de que fala Santo Agostinho. Contemplar o esplendor das coisas, na natureza ou uma obra de arte, escutar música, surpreender-se com a beleza de uma paisagem… pode ser um eficaz bálsamo contra a tristeza.

Um crítico literário, poucos dias depois do falecimento de um querido amigo, tinha que falar sobre o tema da aventura nas obras de Tolkien. Começou assim: “Falar de coisas belas diante de pessoas interessadas é para mim um verdadeiro consolo…” 

O quinto remédio é dormir e tomar um banho

O quinto remédio proposto por S. Tomás é o que talvez menos se poderia esperar de um mestre medieval. O teólogo afirma que um remédio fantástico contra a tristeza é dormir e tomar um banho. A eficácia do conselho é evidente. É profundamente cristão compreender que para remediar um mal espiritual às vezes é necessário um alívio corporal. Desde que Deus se fez Homem, e portanto assumiu um corpo, o mundo material superou a separação entre matéria e espírito.

Um preconceito muito difundido é que a visão cristã do homem se baseia na oposição entre alma e corpo, e este último seria sempre visto como uma carga ou obstáculo para a vida espiritual. Na verdade, o humanismo cristão considera que a pessoa (alma e corpo) acaba completamente espiritualizada quando procura a união com Deus. 

Usando palavras de S. Paulo, existe um corpo animal e um corpo espiritual, e nós não morreremos, mas seremos transformados, porque é necessário que esse corpo corruptível se vista de incorruptibilidade, que este corpo mortal se vista de imortalidade. 

“Ninguém considere estranho tomar um médico do corpo como guia para uma enfermidade espiritual“, afirma S. Tomás Moro, reafirmando o pensamento do seu homónimo medieval. 

“O corpo e a alma estão tão estreitamente unidos que juntos formam uma só pessoa, e assim o mal-estar de um dos dois gera, por vezes, o mal-estar de ambos. Portanto, aconselharia a todos que, diante de qualquer enfermidade do corpo, se confessem, e procurem um bom médico espiritual para a saúde da alma; da mesma forma, aconselho que para algumas enfermidades da alma, além do médico espiritual, se procure o conselho do médico do corpo”. 

Com a ajuda destes cinco remédios, poderá realizar-se a promessa de Jesus: “Vós haveis de estar tristes, mas a vossa tristeza há-de converter-se em alegria!” (Jo 16, 20) 

adaptado de zcla.wordpress.com


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